Blogue dedicado a pesquisas e leituras no domínio das indústrias culturais (imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, vídeo, videojogos, música, livros e centros comerciais) e das indústrias criativas (museus, exposições, teatro, espectáculos). Blogueiro desde 26 de Dezembro de 2002. Endereço electrónico: Rogério Santos.

10.7.09

FILHOS DE LUMIÈRE AMANHÃ NA BAIXA DA BANHEIRA

Para mais informações, ver o blogue Os Filhos de Lumière.

RELAÇÃO ENTRE OUVINTES E SÍTIOS DE RÁDIO

  • "No âmbito da disciplina de Seminário, do 3º ano do curso de Ciências da Comunicação do ISCSP, um dos trabalhos deste ano, sobre as diferenças entre o analógico e o digital ao nível da linguagem e construção noticiosa no RCP, incluiu um questionário para complementar os dados obtidos na análise efectuada e, desta forma, avaliar a forma como a Internet permite uma maior aproximação entre ouvintes e a rádio, bem como as formas dessa aproximação. [...] Para o conjunto de inquiridos, apesar de alguma dispersão nas respostas, a escolha da estação mais vezes sintonizada recaiu sobre a Rádio Comercial, seguida da Cidade FM, Mega FM e Antena 3. Com menor preponderância surgiram a RFM, Orbital e M80. Fenómeno curioso, num contexto de audiências em que a RFM lidera as audiências, verificando-se, neste pequeno grupo, ser apenas a quarta opção em termos da estação que os inquiridos costumam ouvir".
Continuar a ler no blogue NetFM, de Paula Cordeiro.

BAILES EM LISBOA - A NÃO PERDER


Depois do sucesso no Porto (Serralves) e Barcelona, o Real Combo Lisbonense actua nas Festas de Lisboa, nos próximos dias 11 (sábado), pelas 22:00, no Castelo de S. Jorge, e 12 (domingo), pelas 18:00, no coreto do Jardim da Estrela. Primeira parte com a Roda de Choro de Lisboa.

9.7.09

COOLTURA

  • O termo “cooltura” foi lançado em tom provocatório por Luís Rasquilha no primeiro evento sobre “Novas Tendências da Cultura”, promovido pela Agência Inova em parceria com o Museu do Fado, no passado dia 2 de Julho.
Fonte: blogue Culturascópio, de Dora Santos Silva, de hoje

CIDADES CRIATIVAS

  • "Foi ontem lançada, no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, a Rede Internacional de Cidades Criativas, num evento promovido pela Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), o programa Austin-Portugal e a Câmara Municipal de Lisboa. Na conferência esteve também presente Will Wynn, ex-mayor da cidade de Austin, no Texas. Para integrar esta rede, para além das cidades de Austin, no Texas, e Lisboa, serão convidados municípios nacionais e internacionais, como Barcelona, Amsterdão, Helsínquia ou Madrid".
Fonte: Portal Ambiente Online, de ontem

MUSEU DE ARTE POPULAR

Quase treze mil objectos foram transferidos do Museu de Arte Popular para o Museu de Etnologia, dirigido por Joaquim Pais de Brito. Este, em texto escrito por Ana Machado (Público de hoje) conta como foi a transferência das peças: "impedir a perda de informação, não dispersar as colecções e proceder a um inventário rigoroso sobre tudo o que havia no museu, com registo fotográfico, o lugar onde pertencia, a sua proveniência". Garantiu ainda a formação de uma equipa de seis pessoas dedicadas a esse trabalho, começado em Maio de 2007 e concluído no dia em que a ministra da Cultura Isabel Pires de Lima foi afastada do cargo (28.1.2008).

O espólio contém materiais de cerâmica, cestaria, mobiliário e objectos em madeira, metal, couro e cortiça. A jornalista descreve o que viu: cerâmicas de Nisa, redes e cestos, embarcações de pesca artesanal, fechos de coleira para o gado, ex-votos e objectos ligados à vida religiosa. Um antropólogo do próprio Museu de Arte Popular, Alexandre Oliveira, está a preparar tese de doutoramento sobre esse espólio, onde poderá adiantar o seu valor na totalidade.

O museu, inaugurado a 15 de Julho de 1948, foi ideia e obra de António Ferro, o homem da propaganda ao serviço de Salazar, com o objectivo de reunir as particularidades do país, escreve ainda a jornalista. Mas onde se juntaram também artistas modernistas como Bernardo Marques, Carlos Botelho, Emmerico Nunes, Tomás de Melo. Apesar de mal amado, pelas conotações ideológicas, o museu seria o segundo mais visitado durante a década de 1960, por exemplo, a seguir ao museu dos Coches. Mais perto do seu encerramento, em 1998, atingia 32 mil visitas anuais.

O espólio é um tesouro, conforme outra expressão lida no artigo do jornal. Por isso, houve muita gente que se levantou quando Pires de Lima decidiu substituir o Museu de Arte Popular pelo Museu da Língua Portuguesa, de características virtuais. 4300 assinaturas numa petição indicam o peso dos que querem que o espólio continue a ser visto, e naquele local. O blogueiro, aqui e em devido tempo, também protestou contra o desmantelamento. Agora, a notícia traz alguma esperança quanto ao desfecho final.

PROJECTO CABRACEGA

O estúdio criativo Cabracega criou a comunicação para o Festival de Performance e Artes da Terra - Escrita na Paisagem. A opção foi coreografar e documentar diversas performances/instalações para conceber a comunicação. Imagens em Cabracega (Rua dos Anjos, 84, 2º dir., Lisboa); ver Escrita na Paisagem.

FORMADORES EM AUDIOVISUAIS E MULTIMEDIA

Em Agosto, a Algarve Film Commission inicia uma acção de formação com o título acima indicado, com duração de 100 horas e homologado pelo IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional). Informações adicionais através do email: info@algarvefilm.com.

AINDA SOBRE O DESCARREGAMENTO DE FICHEIROS NA INTERNET

A maioria dos estudos conclui que a partilha de ficheiros reduz as vendas, indo de 3,5% nos filmes a 30% na música. No caso da música, acresce-se que a passagem dos LP (discos em vinil) para o CD terá sido uma primeira razão de declínio, apesar do boom nos anos iniciais desta tecnologia. Há outro grupo de estudos que não vê uma relação directa entre partilha de ficheiros e quebra de vendas. Um terceiro grupo, que pode fazer a síntese dos dois anteriores, identifica uma quebra de 20% na venda de música mas não a atribui à partilha de ficheiros.

Estas observações, encontradas na página 17 do texto de Felix Oberholzer-Gee e Koleman Strumpf (File-Sharing and Copyright, 2009, Harvard Business School; ver texto completo
aqui), levam ao enfoque central do trabalho: as mudanças provocadas pelo uso social das tecnologias. Assim, o novo estudo releva e critica a escolha das amostras (muitos estudos olham o comportamento dos estudantes, os mais receptivos à partilha de ficheiros), os modos de medir a pirataria (as respostas podem esconder a realidade, pois toda a gente conhece os limites do legal e do ilegal) e a heterogeneidade não observada (por exemplo, os que fazem mais descarregamentos podem acabar por comprar mais álbuns).

A questão de fundo é: a tecnologia de partilha de ficheiros enfraquece a protecção de direitos de autor, primeiro na música e software, depois nos filmes, jogos e livros. Outra questão de fundo é: a tecnologia conduz directamente à redução de vendas, caso da música? Se alguns dados evidenciam o efeito de substituição, outros não encontram dados empíricos que relacionam pirataria e vendas de música. Uma conclusão suplementar: nunca em tempo algum se produziram tantos livros, filmes e álbuns de música, o que parece contrariar a evidência anterior.

8.7.09

DESCARREGAMENTO DE FICHEIROS NA INTERNET

O descarregamento ilegal de ficheiros no Reino Unido tornou-se uma forte ameaça nas indústrias da música e do cinema. Em 1997, vendiam-se 78 milhões de singles naquele país; no ano passado, apenas 8,6 milhões. Calcula-se que metade da população já tenha feito descarregamentos ilegais nos últimos cinco anos.

Fonte: Independent Minds, de hoje, onde pode continuar a ler o texto.

CASA DA ACHADA - CENTRO MÁRIO DIONÍSIO

A Casa da Achada - Centro Mário Dionísio, fundada em Lisboa em Setembro de 2008, por mais de meia centena de familiares, amigos, ex-alunos, ex-assistentes, conhecedores e estudiosos da sua obra, tem um sítio (Casa da Achada - Centro Mário Dionísio) e, no próximo sábado, dia 11 de Julho, espera visitantes para a primeira Feira da Achada (das 11:00 às 18:00). Fica na Rua da Achada, 11 r/c e 11B, em Lisboa, na Mouraria, na freguesia de S. Cristóvão e S. Lourenço, perto da Praça da Figueira, da Rua da Madalena, do Martim Moniz e do Castelo. Inclui o Centro de Documentação do Centro Mário Dionísio, com a Biblioteca privada de Mário Dionísio e de Maria Letícia Clemente da Silva.

AGENDAS CULTURAIS


Hoje começa o Oeiras Sounds, festival inserido nas comemorações dos 250 anos do concelho de Oeiras, no jardim do Palácio do Marquês de Pombal. Barbara Hendricks é o nome para o espectáculo de hoje, seguindo-se nas próximas semanas Mariza, Melody Gardot e Stanley Clarke, Marcus Miller e Victor Wooten.

Quanto à agenda de Lisboa, destaco o Festival de Almada 2009, na sua extensão à capital, com os Artistas Unidos, por exemplo. E a colecção de arte tribal de José de Guimarães, objectos que se podem encarar pelo seu lado estético mas também como elementos únicos de sociedades e culturas desaparecidas ou em vias de desaparecimento. São expostas cerca de 400 peças no Páteo da Galé, no Terreiro do Paço, em Lisboa, entre 15 de Julho e 30 de Setembro, a não perder.

SEMINÁRIO SOBRE MICHEL DE CERTEAU

CHEGOU AO FIM A EDIÇÃO EM PAPEL DE NOTICIÁRIOS DE BLOGUES

No New York Times de ontem vinha a notícia de Joshua Karp, fundador do Printed Blog, que anunciou a semana passada deixar de editar o jornal. Este seria a solução para o problema que enfrentam todas as publicações: os leitores estão no online mas os anunciantes preferem aparecer na imprensa. A sua ideia era usar textos e imagens dos blogues, com autorização dos seus autores, e imprimi-las em jornal, vendendo publicidade a anunciantes locais e distribuindo os jornais nas estações de comboio de Chicago e San Francisco. O Printed Blog chegou a distribuir 80 mil exemplares.

TEATRO NO PORTO

FESTIVAL INTERNACIONAL DE SAXOFONE DE PALMELA

7.7.09

LIVRO DE ALBERTO PENA


Apresentação do livro de Alberto Pena, O que parece é, por Mário Mesquita na Livraria Pó dos Livros (Av. Marques de Tomar, 89, Lisboa) no dia 13 de Julho pelas 18:30.

CONFERÊNCIA SOBRE VIDEOJOGOS

A Videojogos2009 - Conferência de Ciências e Artes dos Videojogos vai decorrer nos dias 26 e 27 de Novembro 2009, na Universidade de Aveiro (para saber mais, clicar em http://www3.ca.ua.pt/videojogos2009).

Datas:
Submissão Full Papers: 10 de Julho, 2009
Submissão Short Papers e Demos: 17 de Julho, 2009
Notificação de aceitação: 7 de Agosto, 2009

LIVRO SOBRE JORNALISTAS PORTUGUESES


Hoje, ao fim da tarde, na FNAC do Colombo (Lisboa), foi lançado o livro organizado por José Luís Garcia, Estudos sobre os Jornalistas Portugueses. Metamorfoses e Encruzilhadas no Limiar do Século XXI (edição ICS). A apresentar a obra, e para além de Cristiana Bastos, a responsável da editora, estiveram Adelino Gomes e José Pacheco Pereira.

Além de José Luís Garcia, que assina uma parte substancial do livro, há capítulos pertencentes a Filipa Subtil, Manuel Correia, Pedro Alcântara da Silva, Sara Meireles Graça, Hugo Mendes, Fernando Correia e Telmo Gonçalves.

O blogueiro prometeu fazer ele próprio a sua leitura. Outras actividades ainda não o permitiram comentar, apesar de já ter lido quatro capítulos.

SOBRE VIRILIO


Amanhã, na Gulbenkian.

6.7.09

11 FILMES NA COMPETIÇÃO NACIONAL NO 17º CURTAS VILA DO CONDE

A competição nacional do 17º Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema começa a 8 de Julho, Quarta-feira. Escolhidos entre 137 filmes portugueses, são ao todo 11 curtas divididas em 3 sessões, todas em estreia nacional.

Esta secção competitiva é composta pelos filmes “Augusta” (2009) de Vasco Araújo, “Canção de Amor e Saúde” (2009) de João Nicolau, “El Justiciero” (2009) de Tiago Sousa, “Listening to the silences” (2009) de Pedro Flores, “Matar o Tempo” (2009) de Margarida Leitão, “O Destino do Sr. Sousa” (2009) de João Constâncio, “Para onde vou” (2009) de Bruno Ramos, “Peixe-Aranha” (2009) de Edgar Medina, “Tony” (2009) de Bruno Lourenço, “Too many Daddies, Mommies and Babies” (2009) de Gabriel Abrantes e “Um Dia Frio” (2009) de Cláudia Varejão.

[informação dada pela organização do evento]

GALA DROP EM CONCERTO NA FUNDAÇÃO GULBENKIAN

11 de Julho, 21:30, Anfiteatro ao ar livre. Um concerto da banda portuguesa Gala Drop encerra no sábado a programação de espectáculos para este Verão do Próximo Futuro.

TEATRO EM SÃO PAULO


Em Julho (dias 9 a 12), a programação do TD – Teatro de Dança (instituição vinculada à Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo, gerida pela Associação Paulista de Amigos da Arte - APAA, Avenida Ipiranga, 344) apresenta o Ballet Stagium e o seu espectáculo Mané Gostoso. Este título é a alusão ao boneco feito em madeira – brinquedo infantil facilmente encontrado nas feiras do Nordeste brasileiro –, e que tem pernas e braços movimentados por meio de cordões. A coreografia é de Decio Otero, a banda sonora do grupo Quinteto Violado e a direcção teatral de Marika Gidali. Mais informações: Canal Aberto.

AQUELE QUERIDO MÊS DE JULHO



Festa popular e cerimónia religiosa (procissão) em Castanheira de Pera.

Quando fiz as imagens lembrei-me de Miguel Gomes e do seu filme Aquele Querido Mês de Agosto (2008) (ver o blogue
aqui, com data de 20 de Maio último).

5.7.09

COMUNICAÇÃO E SAÚDE


O livro Comunicação e Saúde, organizado por Fernando Paulino, vai ser lançado, no dia 9 de Julho, às 19:00, no Restaurante Fausto e Manoel (104 Norte, Bloco A), em Brasília (Brasil). A publicação reúne múltiplas abordagens da comunicação para a promoção da saúde. Os artigos fazem uma reflexão de experiências realizadas em países de três continentes (Brasil, México, Portugal e Tanzânia).

A obra, apoiada pelo Ministério da Educação, conta ainda com entrevistas de especialistas na área. Para a jornalista e radialista Mara Régia, o rádio é um importante instrumento à promoção da saúde. Darlan Rosa relata a história de criação e de sucesso permanente do Zé Gotinha. Os médicos e professores Ubirajara Picanço e Maria Josenilda Gonçalves da Costa analisam práticas que possibilitam informar a sociedade adequadamente.

A publicação é resultado das atividades do Projeto Comunicação Comunitária (
www.unb.br/fac/comcom), que pretende ampliar o acesso aos media e a "canais de comunicação que garantam o diálogo dos jovens sobre a promoção da saúde e a prevenção de doenças, e estimular a criação de linguagens audiovisuais que ampliem e diversifiquem as possibilidades de participação social. Além disso, a iniciativa busca realizar divulgação de conteúdo audiovisual visando a disseminação de informação sobre saúde, juventude e comunicação".

Autores: Juliana Soares Mendes, Marilucia Rocha de Almeida Picanço, Ângela Leão Costa, Ubirajara Picanço, Leyberson Pedrosa, Arquimedes Pessoni, Marian Tóth, Rodrigo Laro, Rogério Santos, Isa Maria Freire, Rachel Mello, Thomas Tufte, Fabiana Lopes Rocha, Marcelo Bizerril, Ana Maria Cavalcanti Lefevre, Fernando Lefevre, Norma Silva Valêncio, Rafael Neves, Carmen da Conceição Araujo Maia, Thiago Araújo Maia, Guilebaldo López López, Laura González Morales, Mariana Haubert, Jeronimo Calorio, Mariana Tokarnia e Fernando Oliveira Paulino. Entrevistas com: Darlan Rosa, Mara Régia, Maria Josenilda Gonçalves da Silva e Ubirajara Picanço.


[informações da organização do livro]

4.7.09

ALENTEJO ANTIGO

3.7.09

TEATRO - AQUI FUI: CLARISSE

Texto, música e encenação de Gisela Cañamero, co-produção arte pública/ Chão de Oliva 2009, presente até domingo na Casa de Teatro de Sintra, Companhia Chão de Oliva, integrado nos Contrapontos do Festival de Sintra.

Uma jovem mulher prepara-se para levar os seus dois filhos à escola: é dia de récita. As crianças, vestidas de duendes, brincam, aos pulos, na cama. Clarisse, a Mãe, está vestida de fada, pronta para participar naquele momento de fantasia. A proposta dramatúrgica é ancorada nos pressupostos de um dos principais intérpretes do budismo tibetano no ocidente, Soyal Rinpoche, e tocada poeticamente pelos universos de Clarice Lispector, David-Mourão Ferreira, Ruy Belo e António Franco Alexandre (do comunicado da companhia produtora do espectáculo).

ALTERAÇÕES NO JORNAL METRO

O jornal Metro, recentemente adquirido pela Holdimédia de Alberto do Rosário (80%) e pela Metro News (20%, empresa proprietária dos gratuitos Destak e Meia Hora), despediu 19 trabalhadores, dos quais 6 são jornalistas, 2 gráficos e 1 revisora. A estrutura redactorial fica limitada a 4 jornalistas. Além da crise financeira, responsável pela contracção do mercado, a troca recente de propriedade mostra uma concentração no sector dos gratuitos.

Fonte:
Meios & Publicidade

CANAL DE ECONOMIA NA TELEVISÃO

Económico.TV será o nome do canal de televisão de informação do grupo Económica, propriedade da Ongoing Strategy Investments, que é também accionista da PT, da Zon Multimédia e da Impresa. Aponta-se o nome de Raúl Vaz para director do projecto.

Fonte: Meios & Publicidade

2.7.09

MASTER IN CULTURAL INDUSTRIES

B­e­twe­e­n­ Ju­ly 6 an­d O­cto­b­e­r 2, 2009 wi­ll o­pe­n­ re­gi­strati­o­n­ fo­r the­ Maste­r i­n­ Cu­ltu­ral I­n­du­stri­e­s: Po­li­ci­e­s an­d man­age­me­n­t o­f the­ U­n­i­v­e­rsi­dad N­aci­o­n­al de­ Q­u­i­lme­s (Buenos Aires, Argentina), fo­r the­ acade­mi­c ye­ar 2010 (Buenos Aires, Argentina), (for more specific details, see here).

ESPAÇOS ALTERNATIVOS CULTURAIS EM LISBOA

O projecto de mestrado de Luísa Fernández Falcon, Espaços Alternativos. O seu Lugar na Cidade de Lisboa, hoje defendido na Universidade Nova de Lisboa, abordou as artes performativas na actualidade. O centro do projecto foi a comparação em oposição de espaços oficiais (Gulbenkian, CCB, Culturgest) e alternativos (Zé dos Bois, A Capital, Casa dos Dias d’Água). O tempo de análise foi o de três décadas (1970 a 2000). Nesse sentido, referenciou os movimentos teatrais pós-1974, como Cornucópia, Comuna, Artistas Unidos. Destacou em 1994 a Galeria Zé dos Bois (ZDB), no Bairro Alto. Mas distinguiu igualmente as periferias da cidade, como a Malaposta (Olival de Baixo), Ginjal (Cacilhas) e Fábrica da Pólvora (Barcarena), além do Teatro da Garagem. Depois surgiriam a Escola de Artes Visuais Maus-Maus e Alkantara.

A definição de alternativo constrói-se num duplo sentido: 1) negativo, a ideia de oposição, 2) positivo, valorizando a atitude independente ou original e realçando o papel dos fanzines (hoje: ezines) como meios de divulgação da cultura alternativa. Destaca os limites entre o alternativo e o institucional: as instituições apoiam os criadores inovadores; a presença dos criadores valoriza o trabalho das instituições. Para a investigadora, os espaços alternativos, se bem sucedidos, podem entrar em ruptura (dissidência) ao tornarem-se "oficiais".

O texto fala de subculturas (a partir de Dick Hebdige) e o sentimento de pertença a uma comunidade relacionada com o desejo de exclusividade. Mas, refere, se os projectos ou espaços alternativos começam a ganhar visibilidade, aumentam os recursos económicos e arranjam projectos mais ambiciosos. Igualmente, o texto aborda o papel dos responsáveis dos espaços, distinguindo nacionais e estrangeiros.

A autora, agora mestre em Práticas Culturais para Municípios, observa que os espaços alternativos são estruturas de equipas pequenas com um grande capital de entusiasmo, acolhendo uma grande diversidade de iniciativas e eventos (artes plásticas, concertos, cinema, conferências, workshops, festas) voltadas para públicos específicos e artistas participantes [ver pequeno vídeo com a posição da autora].

A investigação de Luísa Fernández foi co-orientada pelos professores António Pinto Ribeiro e António Camões Gouveia. No final das provas públicas, foi aconselhada a publicação do seu trabalho sob a forma de artigo.


À ESPERA DE EMPREGO

Uma escola de jornalismo (e de comunicação em geral) pode ser uma boa plataforma para vários campos, eis a resposta de Joe Grimm, docente da Michigan State University School of Journalism, à questão de uma mãe cujo filho tirou uma licenciatura naquela área. O apoio dos pais pode adquirir várias formas, como apoio financeiro, aconselhamento para explorar as diferentes actividades da indústria ou fazer mais formação (mestrado, pós-graduação). Ou procurar até encontrar a oportunidade adequada.

1.7.09

MANUEL GUERRA


Depois do documentário Alinha, sobre bullying [1º lugar do concurso PrimeirOlhar dos IX Encontros de Viana do Castelo 2009, 3º lugar do IX Concurso de Vídeo do Barreiro, Menção Honrosa no Concurso de Vídeo de Castro Verde], Manuel Guerra mostra-nos agora O Medo, sobre violência doméstica. O Medo, é apresentado ao público no próximo sábado, dia 4 de Julho de 2009, pelas 18:00, na Livraria Assírio & Alvim [Rua Passos Manuel, 67 B – Lisboa, ao jardim Constantino] [informação da editora].

REDES SOCIAIS EM ANÁLISE EM SETEMBRO EM LISBOA


[via Daniela Bertocchi]

LENTO DESAPARECIMENTO DA MARCA VALENTIM DE CARVALHO

"Agora, 95 anos após a fundação da mítica Valentim de Carvalho, a sua cadeia de lojas enfrenta a falência, servindo a liquidação dos seus activos para saldar as dívidas entretanto acumuladas" (Público, de hoje). Os estúdios de televisão e audiovisuais estão fora dessa estrutura empresarial, que fora comprada pelo grupo JRP [sobre o homem e as lojas escrevi nomeadamente em 3 de Abril de 2003 e em 4 de Outubro de 2005].

OS 30 ANOS DO WALKMAN DE CASSETTE


"O primeiro modelo do mais popular leitor portátil de cassetes chegou às lojas há 30 anos. O aparelho era azul e cinzento – e substancialmente maior do que qualquer moderno leitor de áudio. O Walkman foi o primeiro aparelho a massificar a música portátil. Mas, no que à tecnologia diz respeito, está longe de ter sido pioneiro.Os leitores portáteis de cassetes existiam há anos. O Walkman teve o mérito de ser um aparelho barato, prático (para os padrões da altura) e, sobretudo, bem publicitado pela Sony" [começo do texto de João Pedro Pereira no jornal Público; imagem retirada da Wikipedia. Modelo Walkman TPS-L2, de 1979].

A RTP E O SERVIÇO PÚBLICO DE TELEVISÃO

Alberto Arons de Carvalho lança o livro A RTP e o Serviço Público de Televisão no dia 7 de Julho, pelas 18:00, na Livraria Almedina, Atrium Saldanha, Loja 71, em Lisboa. A obra será apresentada por Augusto Santos Silva, Ministro dos Assuntos Parlamentares. A Almedina é a editora da obra.

Na mesma ocasião, e como já escrevi aqui, na FNAC do Colombo (Lisboa), vai ser lançado o livro organizado por José Luís Garcia, Estudos sobre os Jornalistas Portugueses. Metamorfoses e Encruzilhadas no Limiar do Século XXI.

O blogueiro está indeciso quanto à apresentação a que vai assistir. São dois livros fundamentais para a compreensão dos media em Portugal nas últimas décadas.

30.6.09

MOSTRA DOCUMENTAL DE MONTEMOR-O-NOVO


A 1ª Mostra Documental de Montemor-o-Novo vai decorrer de 6 a 19 de Julho. Segundo os organizadores, "pretende afirmar-se como uma plataforma de projecção e debate consciencioso feito a partir do documento Cinematográfico. Nesta primeira mostra convergem diferentes pontos de vista sobre o mundo, a partir de um leque diversificado de filmes que atravessam um período situado entre os anos 60 e a actualidade".

Além da Mostra, haverá um workshop de Documentário, de 6 a 16 de Julho, com os formadores Frederico Lobo e Tiago Afonso, nas Oficinas do Convento – Montemor-o-Novo.

Mais informações em
http://www.montemordoc.com/.

1º FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE HUMOR



Em Albufeira, de 4 a 11 de Julho.

APRESENTAÇÃO DE LIVRO DE JOSÉ LUÍS GARCIA (ORG.)


Dia 7 de Julho, pelas 18:30, na FNAC do Colombo (Lisboa), vai ser lançado o livro organizado por José Luís Garcia, Estudos sobre os Jornalistas Portugueses. Metamorfoses e Encruzilhadas no Limiar do Século XXI. A apresentação do volume é feita por José Pacheco Pereira e Adelino Gomes.

ARTISTAS E PROFISSIONAIS DA CULTURA

Amanhã, dia 1 de Julho, às 17:30, no auditório Afonso de Barros, no ISCTE (Lisboa), David Throsby, segunda conferência do ciclo Artistas e profissionais da Cultura. Organização: Vera Borges (ICS) e Pedro Costa (ISCTE).

INVESTIGAR A HISTÓRIA DOS MEDIA (II)

[continuação da mensagem de 22 de Junho]

Para Robert K. Avery (Quantitative methods in broadcast history), há, dentro do domínio das medidas científicas, quatro tipos de dados: nominais, ordinais, intervalo e relação. Os dados nominais são, por exemplo, informação demográfica como género, idade, etnia, educação, nível de rendimento. Usam-se números arbitrários (1=mulher, 2=homem). Os dados ordinais são frequentemente encontrados na informação nominal e expressam uma relação entre dois ou mais valores. Por exemplo, quando se quer saber a frequência do uso da televisão – "Quantas horas vê por dia: menos de uma hora, de 1 a 3 horas, mais de 5 horas" – aos respondentes é permitido utilizar dados ordinais ou elementos de qualificação entre "mais que" ou "menos que". Os dados de intervalo permitem ao investigador expressar relações entre pontos mas também indicar que as distâncias entre os pontos são iguais em posição, género "De 1 a 5 dê a sua resposta: 1 – concordo plenamente, 2 – concordo, 3 – estou indeciso, 4 – não estou em desacordo, 5 – estou em total desacordo". Cada resposta, de 1 a 5, tem um espaço igual. Esta forma de instrumento de escala tem sido muito usada em comunicação de massa e designa-se por escala tipo Likert, do seu criador Rensis Likert.

O quarto tipo de medida, a relação, inclui intervalos mas também o zero absoluto. Muitas sondagens são conduzidas anualmente, de modo a fornecer dados longitudinais, com amostras sistemáticas de uma população específica em intervalos regulares usando os mesmos processos de inquérito. Tais inquéritos permitem conhecer o nível das percepções das audiências, preferências de programas, número de receptores, níveis de educação dos ouvintes ou qualquer outra variável. Outro método de grande importância na comunidade de investigadores é a análise de conteúdo, que avalia as mensagens verbais, não verbais, áudio, vídeo e fotográficas. Dito de outro modo, as mensagens podem ser sujeitas a avaliações governadas por regras específicas exigidas por metodologias analíticas quantitativas.

Já para Dale Cressman (Exploring biography), a essência da biografia não mudou ao longo dos séculos. Mas a biografia desenvolveu-se apenas no século XVIII. A palavra "biografia", que provém das raízes gregas de bios (vida) e graphein (escrever), apareceu em 1660. Os biógrafos puseram um grande realce na exactidão, mas as novelas e o teatro influenciaram a sua escrita, injectando um sentido de drama e detalhe artístico. No começo do século XX, a restrição vitoriana e a interpretação romântica deram lugar à objectividade científica, levando os autores a procurar verdades históricas mais abrangentes. Por volta de 1940, surgiu um novo contributo, a que Catherine Drinker Bowen chamou de método de biografia "narrativa", em que os factos históricos se constróem em torno de um núcleo dramático. Os valores universitários tradicionais combinavam-se com as técnicas de escrita artística popular nos escritores e leitores das décadas de 1920 e 1930. Uma biografia é escrita na forma narrativa e na ordem cronológica. A cronologia é importante porque recria no leitor o sentido de uma vida vivida. Os objectos biográficos precisam de ser colocados no contexto do tempo em que ocorreram.

Finalmente, segundo Donald G. Godfrey (Researching electronic media history), há desconfiança quanto ao uso dos jornais como elemento de pesquisa bibliográfica. Os media são acusados de sensacionalistas e com uma orientação comercial. Godfrey, apesar das críticas, entende que programas, internet e outras fontes dos media não podem ser ignorados.

Leitura: Donald G. Godfrey (ed.) (2006). Methods of historical analysis in electronic media. Mahwak, NJ, e Londres: Lawrence Erlbaum

29.6.09

IMAGEM, MEDIA E PRÁTICAS SOCIAIS

A Revista Estudos da Comunicação do curso de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) faz a chamada de trabalhos para as edições do segundo semestre de 2009. Os textos devem ser enviados até 27 de Julho de 2009 para o email teresa.f@pucpr.br. As colaborações podem ser em forma de artigos, resenhas, entrevistas, comunicações científicas, ensaios e reportagens científicas e devem seguir a linha editorial Imagem, Mídia e Práticas Sociais. Editores: Maria Teresa Marins Freire e Gil Nuno Vaz.

A revista está disponível on-line
aqui.

APRESENTAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS PARA A CULTURA EM LISBOA


Hoje, ao fim da tarde, foi apresentado o trabalho Estratégias para a Cultura em Lisboa, coordenado por Pedro Costa e por uma equipa da Dinâmia/ISCTE, em encomenda da Câmara Municipal de Lisboa.

Do sumário executivo, retiro algumas ideias: "Lisboa tem uma oferta cultural variada e significativa, em termos quantitativos, e que tem crescido substancial e sustentadamente ao longo dos últimos anos, embora haja situações muito diferenciadas nas várias áreas culturais, exprimindo no entanto, e nalguns casos, um dinamismo que aparenta ser mais quantitativo que qualitativo".

Quatro eixos principais propõe o texto Estratégias para a Cultura em Lisboa (p. 17): 1) promoção das competências cosmopolitas e da vocação internacional da cidade, 2) desenvolvimento das condições facilitadoras da criação e da produção cultural, 3) reforço da vivência da cidade e da sua memória e promoção do conhecimento, 4) revisão do modelo de governança cultural da cidade.

O resultado do trabalho agora tornado público é composto por 30 medidas e 14 projectos, como Pedro Costa salienta no pequeno vídeo em baixo. Das medidas (p. 126), destaco as duas primeiras: reestruturar a orgânica da Direcção Municipal de Cultura e reequacionar a missão e a estruturação orgânica da EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural. Ou seja: o trabalho recomenda que se comece por alterar a orgânica interna da autarquia, a sua governança. Na sequência, outras medidas sugeridas são igualmente importantes: instituição de concurso público para a nomeação de directores artísticos e programadores, definição de um quadro regulamentar de apoio financeiro municipal aos agentes culturais e mobilização dos agentes privados para o desenvolvimento das indústrias criativas na cidade. Dos projectos (p. 127), relevo a ideia de um canal de internet para a cidade (Lx Web TV), de um Centro de Arte Contemporânea de Lisboa, do Estudar Lisboa (programa de fomento à colaboração com instituições de ensino superior e centros de investigação da cidade) e Lisbon Summer of Arts (programa internacional de formação de jovens artistas).

De uma leitura rápida e em diagonal, saliento o que o texto diz sobre públicos da cultura: falta de estudos de públicos (p. 73), reconhecimento dos baixos níveis de rendimento económico dos cidadãos e da falta de hábitos culturais (p. 71), associados a uma baixo capital escolar. Apesar de tudo, o volume Estratégias para a Cultura em Lisboa indica a existência de uma procura significativa de eventos e equipamentos culturais, quer em termos de faixas etárias, públicos variados e poder económico. Depois, a enumeração dos territórios culturais, tais como a baixa pombalina, Chiado e Bairro Alto, Parque Mayer (a recuperar), o eixo da avenida Almirante Reis a partir do Martim Moniz, Santos, Parque das Nações, alguns bairros históricos.


[observação: em 23 de Novembro de 2008, escrevi sobre o tema e entrevistei o coordenador do projecto; ver aqui]

TOP DAS LIVRARIAS BULHOSA/LEITURA DE NÃO-FICÇÃO (22 A 28 DE JUNHO)

1. Vasco Pulido Valente, Portugal – Ensaios de História, Aletheia
2. Filipa Vacondeus, Receitas Low-cost, Academia do Livro
3. Bibá Pitta e Inês de Barros, O Cromossoma do Amor, Difel
4. Germano Silva, Porto: Nos Atalhos da História, Casa das Letras
5. Paulo Neves da Silva, Citações e Pensamentos de Fernando Pessoa, Casa das Letras
6. Marsilio Cassotti, Carlota Joaquina – O Pecado Espanhol, A Esfera dos Livros
7. Jan Morris, Veneza, Tinta-da-China
8. Mia Couto, E se Obama Fosse Africano? E outras Intervenções, Caminho
9. Fernando Rosas e Maria Fernanda Rollo, História da Primeira República Portuguesa, Tinta-da-China
10. José António Rodrigues Pereira, Grandes Batalhas Navais Portuguesas, A Esfera dos Livros

DESCIDA NAS VENDAS DE JORNAIS

"Todos os diários de informação geral diminuíram as suas vendas nos primeiros quatro meses deste ano relativamente ao mesmo período do ano passado, com os meses de Março e Abril a reforçar a tendência, segundo dados hoje divulgados" (notícia da Lusa, editada no Público Última Hora às 14:49).

OS PIRATAS SUECOS

De acordo com a BBC News, de 26 de Junho, quatro suecos foram condenados por um tribunal a pagar pesadas multas por infringirem direitos de autor em Abril passado. O tribunal sueco considerou-os culpados por continuarem a operar o serviço mesmo quando os utilizadores já sabiam estar na posse de material pirateado, numa clara derrota dos advogados do Partido Pirata sueco. € 2,7 milhões a pagar a empresas como Warner Bros e Sony Music Entertainment e um ano de prisão foram as condenações.

OS PIRATAS PORTUGUESES

André Rosa, de 20 anos e estudante de Engenharia Informática, é um dos líderes do movimento português que quer criar o Partido Pirata, na senda do movimento sueco que elegeu recentemente um deputado para o parlamento europeu. Diz ele que "as indústrias culturais estão desfasadas no tempo e não se adaptaram à era da Internet" (Público de ontem). Ainda segundo a mesma notícia,

  • "Qualquer modelo de negócio tem de se adaptar à realidade do mercado em que se encontra e essa é a responsabilidade das empresas. As regras do mercado livre ditam o que deve ou não sobreviver. Não é, nem pode ser, responsabilidade do Estado garantir que determinada indústria ou modelo de negócio sobreviva numa nova realidade. Rosa nota que não cabe ao movimento sugerir alternativas de negócio, mas aponta possibilidades de receitas para vários sectores afectados pela partilha de ficheiros on-line: a ida ao cinema no caso da indústria cinematográfica, a venda de merchandising para os músicos e a venda de serviços de apoio técnico no caso do software".

28.6.09

INTACTA: TEATRO, PERFORMANCE, MÚSICA, DANÇA


Direcção, Texto e Música de Teixeira Moita; Interpretação, Coreografia e Figurinos de Fabíola Fernandes, voz-off de William Gavião e com assistência e produção de Carlos Pinto Vinagre. Work in progress, o espectáculo é "revisto e aumentado", após apresentação no auditório da Sociedade Portuguesa de Autores (Lisboa), com novas ideias e propostas que foram surgindo. "Junta-se sem misturar, num mesmo espaço cénico, diferentes expressões e linguagens artísticas, tendo como base um corpus dramático fixado em texto" (texto da organização). Dia 1 de Julho, pelas 21:35, nas Galerias de Paris (Rua das Galerias de Paris, Porto).

VERTIGENS

Vertigens 2.9, texto de Sergi Belbel, é a peça em apresentação no Palco Oriental e "promove um jogo duplo, onde os personagens procuram manipular uns aos outros, ao mesmo tempo que deixam cair a máscara social, revelando vertiginosamente aquilo que são".

Sergi Belbel é um dos mais conceituados autores do teatro espanhol contemporâneo, nascido em 1963. A peça Vertigens (Depois da Chuva no original) retrata paixões, desencontros, tristezas e alegrias. Estas expressam-se num espaço próprio, o terraço de um edifício de quase cinquenta andares, local para fumar um cigarro proibido e em que as oito personagens podem sentir vertigens olhando para a rua: o chefe em processo de divórcio, a sua secretária loira e burra, o informático que perde a mulher mas ganha a atenção das suas colegas, a chefe implacável, a secretária lunática, o expedidor apaixonado pela secretária que tem teorias para explicar todos os acontecimentos do mundo.

O conjunto de três actores e cinco actrizes (Ana Domingos, Daniela Oliveira, Madalena Vaz Pinto, Marta Amado, Pedro Caseiro, Ricardo Sá e Rui Dionísio) envolve-se com muito empenho e emoção ao longo da peça, com dramaturgia e encenação de Pedro Barão, numa sala com algum desconforto a nível das cadeiras. Criação de In Impetus, "instituição que tem como objectivo intervir culturalmente no espaço urbano, de forma a criar novos públicos para o teatro, tanto ao nível dos espectadores como dos próprios intervenientes na criação de espectáculos".

O Palco Oriental funciona há cerca de trinta anos na antiga fábrica de velas do Beato. Pode perder em breve a sua função actual ao regressar à Igreja Católica, proprietária do edifício.



Ver uma interpretação da peça pela Compagnie du Jour, encenada por Henri Thomas, aqui.

27.6.09

BEATO, LISBOA

ESTRELAS E FÃS

Desde o começo do século XX que a mediatização das estrelas (teatro, cinema, rádio, música) se tornou evidente, logo alargado para as do desporto e da televisão. As publicações regulares, como revistas, passaram a trazer muitas informações sobre acontecimentos (espectáculos, encontros, sinopses de peças e filmes), a par da crescente publicitação da vida privada das estrelas, como amores, casas, viagens, projectos, sonhos.

O fenómeno das estrelas tem a contrapartida do surgimento de fãs, indivíduos que procuram saber tudo sobre as suas estrelas: gostos, hábitos, projectos. O fã - cuja origem vem de fanático, ser irracional que se deixa prender pelo objecto de paixão - é uma realidade do tempo dos media, de meios que intermedeiam a relação entre os conhecidos e os anónimos. Os media (cinema, rádio, televisão e internet) ampliam essa procura do conhecimento das estrelas por parte dos fãs, com estes a coleccionarem objectos produzidos por aqueles. Estrelas e fãs fazem parte do mercado e da troca, da economia capitalista na sua essência, onde uns vendem e outros compram.

Ao mesmo tempo que se desenvolve o culto pelas estrelas, cuja fama é cada vez mais alta mas de duração mais pequena, surgem variações como as vedetas e as celebridades. As vedetas ambicionam ter um estatuto de estrela, considerado o topo, aquele que produz mais reconhecimento pelo papel na área de actividade em que se tornou conhecido. Já a celebridade é a personagem (não personalidade) que é conhecida não por um feito qualquer mas porque participa em acções (uma festa por exemplo) e se notabilizou pelo vestuário ou penteado, por ter aparecido junto de estrelas, por surgir nas revistas. Por vezes, o aparecimento nestas revistas é pago pelo próprio, num esforço de auto-comprazimento.

As revistas ou programas de televisão especializam-se em reportagens e artigos sobre estrelas, vedetas e celebridades. A escrita dessas peças noticiosas tem um enquadramento leve e sensacionalista, pois não mostra o que cada estrela contribui para o conhecimento comum mas promove apenas os desejos individuais e egoístas das personagens que retratam.

As estrelas e as vedetas e as celebridades têm cada vez mais seguidores, os fãs. Em caso de morte ou encerramento (de uma série de televisão), os fãs organizam-se em espectáculos (com espectacularidade de imagens e de propostas visuais e sonoras) e demonstrações de fé e de dor. Parece uma nova forma de culto religioso, sem o estabelecimento de crenças fortes e duradouras mas apenas a expressão de sentimentos ligeiros (como as notícias que dão conta desses acontecimentos).

O culto a Michael Jackson entrou neste estádio.



[fronstipício da página inicial do Público na internet, hoje de manhã]

26.6.09

JACKO

Parece que as mortes das celebridades ocorrem quase em simultâneo num mesmo dia: as mortes por cancro da voz que anunciava Johnny Carson no Tonight Show (Ed McMahon) e da actriz de Os Anjos de Charlie (Farrah Fawcett) provocaram um choque, mas foi a morte de Michael Jackson (50 anos) a que mais impressionou, ontem. Um texto do Reuters Blogs Fan Fare diz que o impacto mundial da morte de Jackson se compara ao da morte da princesa Diana, num acidente de automóvel em 1997.



[capas de jornais retiradas do jornal Público, 26.6.2009]

A HISTÓRIA DA COMPRA DAS TELEVISÕES CONTINUA

Segundo o Público Última Hora (notícia da Lusa), fracassada a compra de 30% da TVI pela PT, vetada pelo governo (que detém 500 acções fundamentais, golden share), a Cofina mostra-se interessada. Da notícia, salta a seguinte perspectiva: a Cofina pode querer a maioria ou a totalidade das acções.

A mesma notícia insere o discurso directo do primeiro-ministro: "Compreendemos o interesse empresarial da PT mas esperamos que possa prosseguir esse interesse de outra forma, porque o Governo não quer que haja a mínima suspeita de que esta compra de parte da TVI se destina a qualquer alteração na sua linha editorial".

A decisão de anular a compra da PT e o aparecimento de um outro comprador torna ainda mais excitante esta história. Tudo leva a crer que os media televisivos vão sofrer alterações substanciais neste período. Deixo uma pergunta: se a PT precisa de conteúdos de televisão, por que não conversa com a Impresa, dona da SIC? Pode ser um negócio igualmente interessante e sem tanto ruído político e eleitoral.