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sexta-feira, 17 de julho de 2009

A MODA NOS AVIÕES


Com texto de Ana Soromenho, retiro da revista "Única" (Expresso, 4 de Julho último) uma infografia das fardas usadas pelas hospedeiras da TAP, companhia área portuguesa, ao longo de 65 anos. Cortes coloniais, mini-saias dos anos 1960, do vermelho ao azul escuro no vestuário, dos chapéus às malas, há uma interessante história das fardas a rever. Curiosamente, não se conhece a assinatura de duas dessas fardas.

domingo, 24 de maio de 2009

A DIRECTORA DA VOGUE EM DOCUMENTÁRIO

Uma das notícias de capa da edição de hoje do Observer é o filme sobre a vida de Anna Wintour, directora da revista Vogue, realizado por R. J. Cutler (The September Issue) e que ganhou o prémio de documentário no festival de Sundance deste ano. Lembro que a lendária fama de directora exigente inspirou o filme O Diabo Veste Prada, com Meryl Streep como principal intérprete.

O sítio The September Issue, onde se pode ver uma parcela do documentário, descreve Anna Wintour, directora da Vogue há 20 anos, como a figura mais poderosa e polarizadora na moda e que corporiza a contradição fascinante de paixão e perfeccionismo reinando sobre um conjunto sempre em renovação de designers, modelos, fotógrafos e editores. O realizador R. J. Cutler acompanhou a produção da edição de nove revistas mensais, antecipando a edição de Setembro, que promete ser a maior de sempre.

Contudo, isso serviu para outra mulher, Grace Codding, se afastar da revista (Anna Wintour, à esquerda, e Grace Coddington, em fotografia de Greg Kessler, no sítio Style.com). Desde o momento em que Cutler mostrou interesse em fazer o documentário que a braço-direito de Wintour se opôs, acabando por sair da Vogue. Ao abandonar a publicação, o filme acabou por se centrar em Grace Codding. Pode dizer-se que as duas se complementavam e mudaram o mundo: Anna Wintour como directora criativa, Grace Codding como estilista de génio, aquela como empresária, esta como artista e artesã, possivelmente a mais importante estilista moderna. A relação entre as duas, que começaram a trabalhar na Vogue no mesmo dia, era fascinante e frutuosa, mas ao mesmo tempo tumultuosa, escreve Amelia Hills no Observer.

O filme será mostrado no festival de Edinburgo em 22 de Junho e exibido nas salas de cinema a partir de 11 de Setembro.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

SONIA RYKIEL


Até meados deste mês, o Museu de Artes Decorativas de Paris (moda, têxtil e publicidade) tem uma exposição dedicada à costureira Sonia Rykiel, nascida em 1930.


Com 17 anos de idade, ela foi trabalhar como modelo para um armazém parisiense de têxtil. Mais tarde, casou com o dono de uma loja de roupa elegante, Sam. Quando estava grávida, em 1962, ainda não havia roupa apropriada para mulheres no estado dela, pelo que começou a desenhar os seus próprios modelos.

Um livro sobre ela diz que Rykiel consagrou-se ao essencial: a arquitectura do vestuário e ao movimento do corpo, uma mulher que passe na cidade ao encontro do namorado ou vá buscar o seu filho à escola sem ficar presa aos gestos e movimentos (Genevieve Lafosse Dauvergne, 2003, La Mode Selon Sonia Rykiel, p. 13)

Além de costureira, ela também tem escrito livros, casos de Et je la voudrais nue, Célébration, Collection terminée. Em 1980, foi votada como uma das dez mulheres mais elegantes em todo o mundo. Andy Wharol fez um célebre quadro dela, que também pode ser agora visto em Paris.

sexta-feira, 6 de março de 2009

APRESENTAÇÃO DO LIVRO DE HELENA CORDEIRO


O Papel Principal. Um estudo de caso. As capas da Elle de edição Portuguesa, de Helena Cordeiro (ed. Media XXI). Lançamento em 17 de Março, 18:30, na Universidade Católica Portuguesa (Sala da Expansão Missionária).

Há muito enclausuradas entre os preconceitos da dita intelectualidade e o desinteresse académico, as revistas femininas seguem o seu caminho, aparentemente imunes às críticas. Esta pesquisa procura não só entender a correlação existente entre as implicações disciplinares deste tipo de imprensa de género e a(s) sua(s) representação(ões) globalizada(s) da mulher e do feminino, mas também a razão para o aparente nó cego criado pelo prazer retirado da sua leitura e a simultânea vergonha por lê-las. Ao adoptar uma atitude depreciativa, este tipo de leitura promove, em última análise, o seu status cultural muito baixo. O que as capas das revistas femininas internacionais ou Glossies oferecem tanto em termos imagéticos como textuais (expressos nas chamadas de capa) por forma a apelar à sua leitura e como são vistas e lidas por uma amostra seleccionada de leitoras portuguesas – são estes, resumidamente, os pontos principais nos quais baseamos esta análise que persegue a necessidade de compreender o proper locus de ócio da mulher moderna e sua óbvia ligação ao prazer (texto da autora que acompanha a promoção do lançamento do livro).

domingo, 21 de dezembro de 2008

MODA


Hobsbawm (2005: 346) estava a escrever sobre Maio de 1968 e Paris, quando chama a atenção para a importância do ano de 1965. O historiador não detecta nenhum acontecimento social de relevo em 1965, a não ser o facto da indústria francesa do vestuário ter produzido, pela primeira vez, mais calças de mulher do que saias.

Leitura: Eric Hobsbawm (2005). Tempos Interessantes. Uma vida no século XX. Porto: Campo das Letras

sábado, 20 de dezembro de 2008

MUSEU DO DESIGN E DA MODA ATRASADO DOIS ANOS

Por 21,7 milhões de euros foi esta semana decidido adquirir a antiga sede do Banco Nacional Ultramarino, à rua Augusta, 24, em Lisboa, para albergar o Museu do Design e da Moda (Mude), segundo noticiou ontem o jornal Público.

A colecção Francisco Capelo, com duas mil peças de design de equipamento, mobiliário e alta costura, que saiu do Centro Cultural de Belém em 2006 e que tinha cerca de 40 mil visitantes anuais, é o núcleo central do novo museu. A previsão da abertura do Mude é para 2010.

A localização do museu tem tido uma história atribulada, nomeadamente no Palácio de Santa Catarina, entretanto abandonado. A nova localização surge integrada no pacote de projectos para a Baixa-Chiado. A directora é Bárbara Coutinho.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

ILUSTRAÇÃO DE MODA


José Fonseca tem um blogue, fashion illustration. Apesar da irregularidade com que inclui os seus projectos, aconselho a ver.

domingo, 4 de maio de 2008

SOBRE MODA


Distinción social y moda, editado por Ana Marta Gonzaléz e Alejandro Néstor García, tem um tom à Bourdieu. Na realidade, um dos capítulos é-lhe dedicado.

Mas o livro é muito mais do que isso. Analisa contributos de Thorstein Veblen, Marcel Mauss, George Simmel, Pierre Bourdieu, Norbert Elias e lord Chesterfield sobre moda. Nestes textos, procura-se, para além de uma apresentação à obra de cada autor, fazer um comentário aos textos que cada um deles escreveu sobre moda. Identidade social e distinção através da moda e moda e desejo são outras partes do livro.


Leitura: Ana Marta Gonzaléz e Alejandro Néstor García (ed.) (2007). Distinción social y moda. Pamplona: EUNSA

segunda-feira, 28 de abril de 2008

UM SÍTIO SOBRE MODA

Fashion-era é um sítio de história da moda, que pertence e tem sido desenhado, escrito e desenvolvido por Pauline Weston Thomas e Guy Thomas. Recomendo uma visita.

sábado, 12 de abril de 2008

A MODA VISTA POR GEORG SIMMEL

Saiu agora um pequeno volume de textos de Georg Simmel (1858-1918), Filosofia da moda e outros escritos, onde aquele autor alemão reflecte sobre moda. São três textos: "Filosofia da moda", "Psicologia do adorno", "Psicologia da coqueteria".

O tradutor e introdutor, Artur Morão - que também assina a tradução Teoria Estética de Theodor Adorno, agora em nova edição e à qual ainda não me referi neste espaço por absoluta falta de tempo -, aponta a moda em Simmel como associando núcleos fundamentais: sociedade, antropologia e crítica da modernidade. A moda é uma forma de vida, uma marca de distinção de classe enquanto contínua imitação de uma classe por outra, continua o tradutor e autor da introdução.

Como aperitivo para a leitura de Simmel, deixo aqui os subcapítulos de "Filosofia da moda", pequenos como notas em si: vida como dualismo, moda e imitação, arbitrariedade da moda, moda e classes, moda e estrangeiro, vestuário novo, tragédia da moda, moda e inveja, carácter frenético da moda, anti-moda, mulher e moda, moda como máscara, moda e vergonha, libertação pela moda, moda dentro do indivíduo, moda acelerada e moda barata, moda e eternidade, conforme e insubmisso à moda.

Igualmente deixo uma citação do segundo texto, "Psicologia do adorno" (p. 61): "O adorno aumenta ou amplia a impressão da personalidade, porquanto actua, por assim dizer, como uma emanação sua. Por isso, os metais reluzentes e as pedras preciosas foram, desde sempre, a sua substância; são «adorno» num sentido mais estrito do que a indumentária ou o penteado, os quais todavia também «adornam»".

Um apontamento final para a editora, Texto & Grafia, nova marca a quem desejo sucesso. Na colecção do livro de Simmel sairam e vão sair este mês e em Maio alguns volumes sobre cinema que me parecem interessantes para ler.

sábado, 1 de dezembro de 2007

BLOGUES DE MODA DE RUA


Conheci o blogue Lisboa Closet a partir da leitura do artigo de Joana Amaral Cardoso no Público de hoje, intitulado Moda de rua.

A animadora do blogue chama-se Marta. Na mensagem mais recente, datada de 10 de Setembro último, ela escreve: "Neste momento o Lisboa Closet está em actualizaçao: estou a fazer todos os esforços (leia-se procurar patrocínios) para que passe a ser site em vez de blog, e assim introduzir umas novidades".

Já passou algum tempo, entretanto. Não se compreende a suspensão prolongada, pois há boas razões para continuar. O logótipo em cima do blogue, de
Hugo Passarinho, é feliz; a recolha de imagens e os textos a elas associados parece um êxito assegurado. Os links para outros blogues e sítios de moda de rua (Helsí­nquia, Moscovo, Paris, Berlim, Tóquio, Londres, Varsóvia, Madrid_ Barcelona e Munique) inspiram e servem de análise e contraponto do que se faz e veste. Como exercício de reflexão, chamo a atenção para o blogue Cool People (acima identificado como Madrid_ Barcelona): além da fotografia, a identificação de todos os elementos de vestuário e adereços em termos de marcas. As páginas muito coloridas e sedosas das revistas de moda e dos suplementos dominicais dos jornais ficam atrás desta criatividade e quantidade de sítios em termos de combinação de cores e estilos.

Joana Amaral Cardoso propõe ainda outros sítios de moda de rua para espreitar, caso de
Street Confetti, não actualizado desde há mais de um ano, mas com links interessantes (alguns já desaparecidos igualmente): Toronto Street Fashion, londonstreetfashion ou São Paulo Style. Em todos eles, há uma estética que se aproxima das redes sociais como o Hi5 ou o Wayn.com - mostrar uma cultura desinibida, próxima, urbana e jovem. Moda de rua pertencente a tribos urbanas, junta a jornalista do Público.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

REFLEXÕES SOBRE MUSEUS

Ontem, quando escrevi sobre a má qualidade do museu de Bach na cidade alemã de Leipzig - e a partir do meu protesto sobre uma exposição temporária no Museu Nacional do Traje (tema da mensagem anterior) -, pus-me a reflectir sobre a excelência dos museus.

Por vezes, temos um discurso miserabilista sobre a nossa realidade. As coisas de fora é que são boas, concluimos regularmente. Por exemplo, o Museu do Fado tem uma grande qualidade de apresentação dos materiais, quer técnica quer socialmente, com imagens, instrumentos e outros elementos. Além da reconstituição histórica dos ambientes e dos espaços. Devo dizer que, após uma crítica aqui feita em
18 de Junho de 2006, testemunhei o seu valor (ver mensagens em 31 de Julho de 2006 e 22 de Outubro de 2006), incluindo o próprio envolvimento externo ao museu, com visitantes organizados.

O Museu Nacional do Traje, apesar da minha crítica à exposição temporária, tem uma colecção importante no tocante a vestuário e moda, como o ilustra o catálogo A Moda do Século (1900-2000), cuja comissária foi a própria Madalena Brás Teixeira.

Neste catálogo, para além dos textos da comissária da exposição, destaco o de Miguel Fialho de Brito, chamado O Traje Masculino em Portugal 1900-1974, que escreve sobre influências e antecedentes da moda masculina na Europa, arte de vestir, lanifícios, alfaiataria (com um estudo de caso de um alfaiate da Baixa de Lisboa, António Feijão) e moda quase década a década.

O importante, quanto a mim, é a necessidade de se fazerem estudos comparativos entre museus, para apurar da relevância e do apuro das suas colecções. Mas deve haver atenção a falhas na organização de exposições temporárias, como o caso da referida em mensagens anteriores. Para memória do futuro, o que fica? Como nem um simples desdobrável se produziu, fica apenas para a estatística das realizações do museu - o que deveria ser o último elo na idealização de uma exposição ou mostra.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

MODA


As indústrias culturais, desde a produção à recepção, estão identificadas com a moda, a qual significa novidade, distinção, originalidade, dinamismo, beleza e realização pessoal.

Estar na moda quer dizer modernidade, acompanhar as correntes mais recentes. A moda pressupõe o seu contrário, o estar fora de moda, o antiquado, a estética obsoleta.

A moda, nas indústrias culturais, aposta na renovação, na colocação permanente de novos produtos, modelos ou estéticas. A sociedade de consumo assenta nesta regra. Lipovetsky (1988) fala de sedução, espectáculo e personalização.

Mas também de new look, narcisismo, corpo reciclado, hedonismo, individualismo. E silhueta (Lipovesty, 1989).

O costureiro é como o pintor ou músico - tem liberdade de experimentação mas adaptado para seduzir e valorizar quem veste a roupa que ele desenha. O costureiro criador, que se faz acompanhar de grande promoção social, realça a felicidade, o sublime, o majestoso, a glória feminina.


Leituras: Gilles Lipovetsky (1988). A era do vazio. Ensaio sobre o individualismo. Lisboa: Relógio d'Água;

Gilles Lipovetsky (1989). O império do efémero. Lisboa: Dom Quixote

segunda-feira, 25 de junho de 2007

JORNALISMO E JORNALISTAS


O número 30 da revista Jornalismo & Jornalistas (JJ), do Clube dos Jornalistas, tem como temas de capa o ensino do jornalismo (por J.-M. Nobre Correia) e o cooperativismo de jornalistas (por Helena de Sousa Freitas).



Bill Kovach defende como principal objectivo do jornalismo é "a garantia de que a informação prestada aos cidadãos é verdadeira e essencial para a organização da nossa sociedade" e não o lucro em si. Ainda sobre o jornalismo e o seu ensino, Nobre-Correia entende ser urgente proceder à separação de águas entre o jornalismo e outras áreas que têm os media como núcleo central da aprendizagem.

Mas dentro da publicação, cujo director é Eugénio Alves e director editorial é Fernando Correia, há outros temas: uma entrevista a Bill Kovach (por Patrícia Fonseca), uma análise ao estudo do jornalismo, a partir de jornadas na Universidade Fernando Pessoa (por Manuel Neto), o referendo ao aborto na rádio (por Luís Bonixe) e uma crónica de João Paulo Guerra, além de textos sobre livros e sítios da internet. Deixo ficar para o fim o texto de Andreia Agostinho sobre a revista Modas & Bordados (1912-1977).

Trata-se de um texto baseado no projecto final de Andreia Agostinho no curso de jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social (Lisboa). Inicialmente suplemento do jornal O Século, a Modas & Bordados era dirigida a uma elite feminina e tinha como ideia inicial dar conselhos sobre moda e belezas às mulheres. A sugestão de livros, ainda que dedicados à cozinha, e as boas maneiras incluiam-se na oferta da publicação, assim como anúncios de lojas e produtos.

Maria Lamas (em 1930) e Etelvina Lopes de Almeida foram duas das directoras da revista que a marcaram indelevelmente, em especial numa altura de restrição de liberdade de expressão.

domingo, 11 de março de 2007

PORQUE CONTINUAMOS A SEGUIR A CARREIRA DE KATE MOSS?


Há uns meses, Kate Moss desceu aos infernos, após a divulgação de imagens que a davam a consumir uma droga proibida (junto a Pete Doherty). Alguns dos contratos mais chorudos que a uniam a campanhas de publicidade foram anulados. Falava-se do fim da sua carreira, numa relação simultânea de amor e ódio.


Depois, lentamente, o ícone da moda começou a recuperar. Agora, com a sua colecção própria na Topshop, a apresentar em 1 de Maio, a sua imagem volta a estar em alta.

Escreve Rebecca Seal, no Observer de hoje, que a indústria da moda já não a pode empregar como modelo para roupa de teenagers, mas a imagem de mulher de comportamento algo selvagem ainda assenta bem nos media, em especial na televisão e nas revistas. Por outro lado, há que atender à concorrência, caso da H&M, a qual promoveu colecções próprias de Karl Lagerfeld e Stella McCartney.


O lançamento da colecção de moda de Kate Moss quase que coincide com a saída da revista Vogue, cuja edição de Abril (a edição inglesa nas bancas a partir de amanhã) traz em exclusivo 80 peças de roupa e acessórios e uma entrevista de Kate Moss, que faz a capa.

[imagens retiradas do Observer de hoje e do sítio da
Topshop]

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

MODA

Recortes de Moda é um blogue recente sobre moda, em que esta "é sinónimo de estilo e estilo é sinónimo de personalidade", de Helena Resende. A espreitar.