quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

PROJECT: REPORT DO YOUTUBE E PULITZER CENTER

O YouTube, líder da comunidade online vídeo , em parceria com o Pulitzer Center, deu a conhecer ontem o vencedor do Project: Report, a que concorreram centenas de pessoas em todo o mundo (newsletter de hoje do do European Journalism Center). O concurso envolveu aspirantes a jornalistas que apresentassem curtos vídeos de qualidade com histórias não cobertas habitualmente pelos media. O Project: Report foi possível graças à colaboração da Sony VAIO e da Intel.

A comunidade do YouTube votou em cinco finalistas e, juntamente com um painel de jornalistas do Pulitzer Center, escolheu Arturo Perez Jr., de San Francisco, Califórnia. Perez, de 25 anos, que fez o trabalho Abilities, vai receber 10 mil dólares e uma câmara e equipamento de edição para viajar e fazer uma história.

LISBOA VELHA

Na esquina da avenida Almirante Reis com a praça João do Rio.

CARTAZES



40 cartazes em exposição, 1994-2008, de Michel François em colaboração com Richard Venlet, no Centro de Arte Moderna da Gulbenkian, até 22 de Fevereiro.

AGENDAS CULTURAIS, EXPOSIÇÕES, ESPECTÁCULOS

De Braga (Theatro Circo), Moita (2009, Ano Europeu para a Criatividade e Inovação), Almada (Exposição Na Esteira do Alfeite, inaugurar em 17 de Janeiro), Faro (28º Encontro de Charolas), Centro Cultural Vila Flor, Guimarães (workshop Manual de Instruções), Porto (Teatro Nacional de S. João) e Vila do Conde (exposição Suspension).

Agradecimentos a Carlos Filipe Maia, meu fornecedor de agendas culturais.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

LUÍS MIGUEL CINTRA A LER POEMAS DE MÁRIO DIONÍSIO

Hoje, ao fim da tarde, na livraria Círculo das Letras.

AVEIRO

AUDIÊNCIAS DE RÁDIO (3º E 4º TRIMESTRE DE 2008)

Os dados da Marktest referentes aos 3º e 4º trimestres de 2008 permitem ver algumas variações interessantes. Assim, no grupo Renascença, a RFM baixou e a Renascença e a Mega FM subiram, enquanto aparecem já valores referentes à Rádio Sim. No grupo Media Capital, a Rádio Comercial e a M80 subiram mas as restantes estações do grupo mantiveram ou desceram em termos de share de audiência. A TSF subiu. No grupo RDP, houve movimento positivo nas Antenas 1 e 3 e manutenção na rádio de música clássica. As outras rádios somaram 18,9% no 3º trimestre e 17,2% no quarto trimestre, e respostas não sabe/não responde baixaram de 2,1% para 1,8% nos períodos acima identificados, o que significa uma mais fina compreensão dos inquiridos e maior precisão das respostas.

OLHARES DIFERENTES SOBRE O MERCADO DO BOM SUCESSO - EXPOSIÇÃO A INAUGURAR NO DIA 21

No E-learning café UP, à Asprela, rua Dr. Manuel Pereira da Silva, Porto.

CINEMA: ECRÃS

The Mosaic-Screen: Exploration and Definition é um texto de Sérgio Dias Branco publicado na revista Refractory no passado dia 27 de Dezembro, e que aconselho a sua leitura.

POESIA DE MÁRIO DIONÍSIO POR LUÍS MIGUEL CINTRA

Hoje, 13 de Janeiro, pelas 18:30, a poesia de Mário Dionísio será lida por Luis Miguel Cintra.

Eduarda Dionísio, filha do escritor e poeta, dará uma breve informação sobre a Associação Casa da Achada -Centro Mário Dionísio.

Na livraria Círculo das Letras, à Rua Augusto Gil, 15 b, em Lisboa.

COMUNIDADE DE LEITORES DE TORRES VEDRAS

Quintas com livros é o nome do primeiro café literário de Torres Vedras, com a primeira sessão a realizar-se no dia 15, pelas 21:30, na Biblioteca Municipal da cidade. O café literário tem uma extensão virtual no recém-criado blogue: Quintas com Livros.


A sessão inaugural engloba a leitura e discussão de um livro leve, pequeno, divertido e intrigante - Biblioteca, do autor sérvio Zoran Zivkovic.

A organização do café literário promete ter, em todas as sessões, um convidado especial. Em Janeiro, o convidado é o escritor e editor Luís Filipe Cristóvão. Nos meses seguintes, a tertúlia contará com o professor José António Gomes (Fevereiro) e Dario Garrido, treinador de basquetebol e instrutor de fitness (Março).

Boa sorte a Filipa M. Ribeiro (jornalista de ciência).

EXPOSIÇÃO EM ELVAS

Uma exposição de Cristina Ataíde, (Im)permanências, a inaugurar no dia 17, pelas 18:00, no Museu de Arte Contemporânea de Elvas, à rua da Cadeia, uma prova de gastronomia alentejana a seguir à inauguração da exposição e uma visita às reservas do Museu Militar de Elvas, no dia seguinte, a partir das 10:00, vão animar Elvas (observação: a pintura que aqui se reproduz pertence a José Loureiro, de 2003, integrada na colecção de António Cachola).

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

SOBRE A HISTÓRIA DA GRAVAÇÃO MAGNÉTICA


A história do registo magnético é das mais curiosas que conheço. Envolve nomes raramente do domínio público mas cujas invenções ou contributos chegam até ao computador que usamos para escrever e arquivar. O primeiro nome foi Oberlin Smith, que inventaria a gravação magnética em 1878, depois de uma visita ao laboratório de Thomas Edison, onde viu o fonógrafo daquele. Começou a melhorar o invento, mas não obteve patente nem fez qualquer demonstração pública nem se tornou famoso.

O segundo nome é o de Valdemar Poulsen, engenheiro dinamarquês admitido em 1893 na empresa de telefones de Copenhaga. Poulsen interessou-se pelo registo magnético porque se sentia frustrado pela impossibilidade dos utilizadores dos telefones deixarem uma mensagem quando ninguém atendia. O seu invento, o primeiro gravador magnético, data de 1898.

O terceiro nome pertence a Fritz Pfleumer, inventor austríaco vivendo na Alemanha, que conseguiu criar um sistema barato de papel de cigarro, à base de bronze em pó. Pfleumer, interessado na gravação magnética (mais tarde disse que estava familiarizado com o gravador de Poulsen), achava que podia usar o seu papel de cigarro para uma fita de gravação, bastando substituir o bronze por um material magnetizável. A primeira fita magnética foi, assim, uma tira de papel com partículas de ferro pulverizado. Ele também construiu o primeiro gravador (patente DRP 500,900 em 31 de Janeiro de 1928), a que chamou de "papel sonoro".

O grupo alemão AEG mostrou um grande interesse no invento e assinou um contrato com Pfleumer em 1932. No ano seguinte, a AEG fazia testes com fitas de papel e de celulóide e, em Agosto desse ano, à equipa juntava-se Eduard Schüller, que desenvolveu a cabeça, uma das invenções fundamentais na gravação magnética. Por seu lado, Friedrich Matthias, químico de profissão e presente na mesma equipa, produziu uma fita em celulóide com resultados promissores.

O modelo de magnetofone da AEG foi a sensação na exposição de Berlim no Verão de 1935: os visitantes ficavam surpreendidos ao ouvir a sua voz após a gravação. Dois anos e meio depois, a AEG, conjuntamente com a BASF, produzia um equipamento para venda comercial, ao custo de 1350 marcos (o salário médio de um técnico experiente rondava então os 250 marcos).


Na Segunda Guerra Mundial, a fábrica onde se produziam os gravadores de som foi totalmente destruída (1943). Depois, com o final da guerra, a Comissão dos Aliados invalidou muitas das patentes alemãs e os seus direitos de autor quer nas invenções antes quer nas feitas durante a guerra. A AEG, a BASF e a Agfa não receberam benefício imediato do tremendo crescimento das suas invenções ligadas à gravação magnética. Devido à transferência de tecnologias, as patentes alemãs ajudaram a nascer e crescer empresas americanas e europeias, caso da EMI, tornada um local de grande inovação. Também o Japão começou a ter um papel importante na indústria de registo magnético, com empresas como Sony, Matsushita (Panasonic) e Toshiba.

Leitura: Eric C. Daniel, C. Denis Mee e Mark H. Clark (1998). Magnetic Recording. The First 100 Years. Nova Iorque: IEEE
Internet:
Magnetic Recording History Pictures (de Steven Schoenherr, e de onde retirei as imagens acima); Recording History (de David Morton)

TELEVISÃO DIGITAL TERRESTRE

A Portugal Telecom indica ir fazer as primeiras emissões em TDT (televisão digital terrestre) em 29 de Abril próximo, inicialmente em dez localidades. Até ao final do ano, cobrirá 80% do território nacional.

AMADEO DE SOUZA CARDOSO


Gosto muito da pintura de Amadeo de Souza Cardoso.

NOVA DIRECTORA DO CAM

Isabel Carlos, crítica de arte e actual curadora da nona Bienal de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, foi nomeada directora do Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian. Ela preenche a vaga de Jorge Molder, à frente do CAM da Gulbenkian desde 1994 e que saiu no final da semana passada com reforma antecipada (Público online, 15:14).

A mesma notícia traça um perfil curto de Isabel Carlos: 46 anos, assessora da Área de Exposições da Lisboa 94 - Capital Europeia da Cultura, co-fundadora do Instituto de Arte Contemporânea (IAC) do Ministério da Cultura, de que foi sub-directora entre1996-2001, e organizadora das representações portuguesas na Bienal de Veneza de 2001 e na Bienal de São Paulo, de 1996 e 1998.

LÁ FORA

A exposição Lá Fora, a inaugurar no dia 16 de Janeiro no Museu da Electricidade – Central Tejo, em Lisboa, reúne pela primeira vez um vasto conjunto de obras e artistas plásticos portugueses, desde os "históricos" às novíssimas gerações, que têm em comum o facto de viverem e trabalharem fora do território nacional.

É uma exposição "organizada pelo Museu da Presidência da República, em parceria com a Fundação EDP, e onde se apresentam cerca de duas centenas de obras, entre pintura, desenho, fotografia, instalação, escultura e vídeo, que dão a conhecer, de forma representativa, o trabalho desenvolvido por 67 criadores portugueses residentes em vários países da Europa, América do Norte e América do Sul, e integrados com sucesso nos circuitos da arte contemporânea. Comissariada pelo historiador de arte João Pinharanda, esta mostra conta com nomes como Paula Rego, João Penalva, Edgar Martins, entre outros, do Reino Unido; Rui Calçada Bastos, Filipa César, Adriana Molder ou Noé Sendas, da Alemanha; vindos do Brasil, Fernando Lemos, Ascânio MMM e Artur Barrio; Júlio Pomar ou Rui Patacho, de França; da Holanda, Júlia Ventura e Maria Beatriz. E, ainda, artistas vindos da Suíça, Argentina, Luxemburgo, Itália, Espanha, Canadá e EUA, neste último caso com várias representações, entre as quais, Carlos Bunga, Rigo, Carlos Roque ou José Carlos Teixeira. Além dos nomes mais reconhecíveis pelo público português, há ainda lugar para algumas revelações, como Francisco da Mata, radicado na Suíça, Maria Loura Estêvão (vídeo) e Gérald Petit (fotografia), residentes em França, Marco Godinho, residente no Luxemburgo, ou, ainda, o nova-iorquino Michael de Brito (pintura), todos luso-descendentes e com um percurso artístico consistente em termos internacionais" (da informação enviada pela organização).


[imagens de Nuno Cera e e Michael de Brito]

EUROPEAN NETWORK FOR CINEMA AND MEDIA STUDIES


Lund, Sweden, June 25-28, 2009 in cooperation with Film Studies / Centre for Languages and Literature Lund University. Submissions deadline: January 31, 2009.

Founded in February of 2006, NECS, the European Network for Cinema and Media Studies, brings together scholars and researchers in the field of cinema, film and media studies with archivists and film and media professionals. A first NECS workshop was held in Berlin on the occasion of the network’s founding in 2006, followed by large international conferences in Vienna 2007 and Budapest 2008. Over the last two years, NECS has won more than 450 members worldwide. The next NECS conference, “Locating Media”, will take place in Lund, Sweden, from June 25 through 28, 2009. Lund is situated close to one of Sweden’s production hubs on the Swedish side of the Öresund region. This particular geographical location makes Lund a perfect place to explore broader issues of space, place and locale in relation to cinema and media studies in general, and cultural and creative industries in particular. We invite papers exploring the following range of issues:
--Locating Practices: Regional, local, national and global media practices through history;
--Locating Media Production: Political, economic, social and cultural impact of located / relocated film
and TV productions;
--Locating Movements: Migrating media, migrating audiences, diasporic filmmakers;
--Locating Technologies: Mobile media and the medialization of space (from surveillance to YouTube);
--Locating Aesthetics: Styles of place/places of style in various media texts;
--Locating Research: Methodological nuances, theoretical consequences and political implications for scholarly practices within future film- and media studies.
Scholars from all areas of film and media studies (radio, television, new media etc.), whether
previously attached to NECS or new to the network, are invited to submit proposals for contributions.
Please note that you may hand in a paper or panel proposal related to the thematic guidelines of the conference outlined above, or alternatively submit a paper or panel proposal for open call in any field of cinema and media studies.
For this year’s conference, we especially encourage pre-constituted panels in order to strengthen the thematic coherence of individual panels. There are three ways of participating in the Lund conference:
(1) participating in or organising a pre-constituted panel within already existing frameworks: a
NECS work group (see member section of the NECS website), an established network, a
research project, etc. NECS work groups are especially encouraged to hand in a panel proposal;
(2) participating in panels that have been formed online in the run-up to the conference. Please
check the website (www.necs-initiative.org) for open panels which might suit your interests
and contact the panel organizers directly in case you wish to participate;
(3) participating with an individual paper.
Panels may consist of up to 5 speakers with a maximum of 20 minutes speaking time each. All
presenters are asked to provide us with a title, an abstract of max 150 words, 3-5 keywords, 3-5 key bibliographical references, technical requirements, name of the presenter and institutional affiliation. Panel organizers are asked to submit panel proposals including a panel title, a short description (up to 100 words) of the panel and information on all the papers as listed above.
Please submit all proposals before January 31, 2009 by sending them via email to
conference@necs-initiative.org. Notification will follow shortly thereafter (around February 28, 2009). The conference language is English.
NECS-membership is required to participate in the conference. In order to be included in the final programme (due June 1, 2009) , you need to have a valid membership. Register with NECS at www.necs-initiative.org now. You may pay your membership fee upon arrival in Lund. For the terms of NECS membership, please see our website.
Conference attendance is free. Participants will have to cover their own travel and accommodation expenses. Travel information as well as a list of affordable hotels and other accommodations will be posted on the NECS website in the spring of 2009.
Detailed information on NECS can be found on the NECS website, www.necs-initiative.org. Please address all inquiries to
conference@necs-initiative.org.
For the conference organizers:
The NECS Conference Committee
Melis Behlil, Mats Jönsson, András Bálint Kovács, Tarja Laine, Terez Vincze,
Patrick Vonderau
The NECS Steering Committee
Malte Hagener, Vinzenz Hediger, Dorota Ostrowska,
Alexandra Schneider, Patrick Vonderau

9th CONFERENCE OF THE EUROPEAN SOCIOLOGICAL ASSOCIATION

The 9th Conference of the European Sociological Association will be held in Lisbon between 2 and 5 of September 2009 with the theme Europeanizing Globalizations: The Transformation of (self-) images.

From Lisbon to Moscow, from Athens to Reykjavik, mass and network media attention markets are re-configured. The role of the European Union (EU) in the sector of media but also in the sphere of culture is constantly gaining importance. The varying sociocultural contexts of European states, the complex relationships deriving from the tensions between traditional public services and the intensified privatization of the majority of services including media constitute some of the major problems of recent policy. Further, the new framework of media operation imposed by the new information and communication technologies and their networking globalization processes raises more questions: Whether the origins of media sources and typical media contents show consistent patterns. Are they driving forces in the transformation of European traditions and visions? Or do they rather contribute to veil or destroy the European ways of life? On this basis, the limits of traditional research in journalism and media communication will be specified under the particular perspective of “Europeanizing Globalizations”, with an emphasis on “The Transformation of (Self-) Images of Europe”.

The periodical enlargement of the EU member states in particular increases the challenges of integrating them into a common legislative and economic system. This was carried out by the integration of national and local markets but also accompanied by the establishment of new institutions or the homogenization of the functioning of the traditional ones. In this process the mass and network media have re-configured and transformed European self-images. Media and cultural industries become increasingly central in the economies of the member states and consequently they also become a field of contestation and consensus regarding their legislative system of operation. One major particular question arises: does the EU, e.g., have the jurisdiction upon the media or is this a sector of strictly national interest?

This general question contains a more specific one: which are the prerequisites for an integration policy and which are the conflicting perceptions about the directions of that policy? In other words which is the role of the media in the construction of a European identity or various types and balances of European identities and what are the results of the ‘Unity in Diversity’ or ‘One Union many Voices’ programs? As the EU communicative space by the enlargement of the Eastern European countries becomes more diverse and more complex, the role of the media in mediating the priorities of a common policy becomes more acute.

The media and cultural policy are influenced by four main factors:
1. the globalization of communication systems,
2. the transnational flow of people and incoming migration,
3. the integration of traditional media markets into a common juridical framework,
4. the global / local trajectories and the citizen associations.

The Research Network Sociology of Communications and Media Research welcomes papers emphasizing, e.g., the following topics:

1. Media and European diversity debate: theories and realities
a. Construction of a European identity and citizenship
b. Pluralism of content
c. Mediation of diversity and creativity
d. Language barriers and communication
2. EU media policy and the globalization of the communication system
a. A European public sphere or diverse public spheres?
b. European media (news agencies, networks etc.)
c. European Elections
d. European or national regulation
e. Audiovisual production (domestic or European, digital products, e.g., EU library etc.)
3. Journalism, new media and citizen’s participation
a. Citizen journalism (user generated content)
b. Experiences in social media environments

Abstracts will only be accepted through completion of the online submission form, and submission in any other form will be declined. (The Online Abstract Submission form and Instructions and Guidelines for Online Abstract Submissions will be on the conference website
http://www.esa9thconference.com/). The submission form will request basic contact information from those submitting abstracts (and for any co-authors) and it is important that potential presenters give as much information as possible. The submission form will limit the title of the abstract to 200 characters (approximately 30 words) and the length of the abstract to a maximum of 350 words. The form also requests authors to submit up to 5 key words that are indicative of the content of the proposed presentation. Title, abstract and keywords will have to fit within these limitations. Tables, figures and references should not be included in abstracts. The deadline for web submission of abstracts (automatically sent to LOC and Research Networks and Research Streams coordinators) is 26th February 2009.

The 9th European Sociological Association Conference, Lisboa (
http://www.esa9thconference.com/). Please mail all your queries or comments to both chairs rpanag@media.uoa.gr and p.ludes@jacobs-university.de.

domingo, 11 de janeiro de 2009

O PESO DAS INDÚSTRIAS CRIATIVAS NO REINO UNIDO

As estatísticas mais recentes do DCMS do Reino Unido quanto às indústrias criativas (IC) mostram uma quebra, sublinha o sítio Dave Harte em mensagem de ontem.

Assim, o valor geral das IC caiu de 6,8% para 6,4% entre 2005 e 2006. Os dados de 2005 foram inicialmente apresentados como sendo da ordem de 7,3%, mas uma revisão posterior em termos dos conceitos fez baixar o valor. O grau de crescimento mantém-se superior ao da economia em geral, mas baixou de 6% (valores de 2005) para 4% (valores de 2006).

O decréscimo é acentuado em sub-sectores como a publicidade (-23%). O software baixou 3% após um período de crescimento desde que há estatísticas (1998). O sub-sector de vídeo, filme & fotografia cresceu 27%. As exportações passaram de 14,5 mil milhões de libras a 16 mil milhões, embora com uma leve redução em bens exportados (de 4,5% para 4,3%). O emprego nas IC subiu de 1,9 milhões para 1,97 entre 2006 e 2007.

AL BERTO NASCEU HÁ 60 ANOS


Al Berto (Alberto Raposo Pidwell Tavares) nasceu em Coimbra, a 11 de Janeiro de 1948 (e morreu em Lisboa, a 13 de Junho de 1997).

O blogue da Assírio e Alvim faz-lhe hoje uma curta referência.

E ao anoitecer / adquires nome de ilha ou de vulcão / deixas viver sobre a pele uma criança de lume / e na fria lava da noite ensinas ao corpo / a paciência o amor o abandono das palavras / o silêncio / e a difícil arte da melancolia (poema E ao anoitecer, retirado do sítio As Tormentas)

OBAMA, O PRIMEIRO PRESIDENTE DE CULTURA POP

Por ter um Blackberry, música num iPod e passear com óculos Ray-Ban de aviador (Sunday Times de hoje).

Entretanto, as celebridades e socialites procuram entrar na lista O (de Obama) - a tomada de posse de Obama funcionará como sucesso social dos que entrarem nessa lista. Contam-se JK Rowling, a autora dos livros de Harry Potter, que Obama conheceu através da leitura da sua filha Malia, de 10 anos, mas também Jay-Z, estrela do hip-hop, de quem Obama tem músicas no seu iPod, e a mulher daquele, Beyonce, e George Clooney, Scarlett Johansson, Sting, Elvis Costello, Bono, Bruce Springsteen, além de muitos mais.

RACHIDA DATI: MULHER FANTÁSTICA OU TRAIDORA


Nasceu a sua filha Zohra de cesariana e, cinco dias depois, estava a trabalhar. Ela, a mãe, é Rachida Dati, a ministra francesa da Justiça, de 43 anos.

Há quem a admire: símbolo de emancipação, uma dos 12 filhos de um casal argelino-marroquino e, agora, mãe solteira (não se sabe quem é o pai; durante algum tempo especulou-se ser o antigo primeiro-ministro espanhol, José María Aznar, agora fala-se de François Sarkozy, o irmão do próprio presidente francês).

Há quem a deteste ou a considere traidora: ao ir trabalhar cinco dias depois de ser mãe, está a exasperar as feministas e todos os que são a favor de medidas de apoio às grávidas e mulheres com crianças recém-nascidas. O próprio presidente francês está a tentar substitui-la.

Não há dúvida: uma estrela das "Sarkozettes", como chamam às ministras do presidente, ela não consegue escapar aos media. O Sunday Times, que lembra outra mulher, Sarah Palin, a recente candidata do partido republicano americano à vice-presidência, traz uma fotografia de Dati elegantemente vestida no dia do regresso ao trabalho, com saia e casaco preto, camisola de gola alta de cor semelhante e sapatos de salto alto.

DIÓXIDO DE CARBONO E INTERNET


Fazer duas pesquisas no Google a partir de um computador pode gerar tanto dióxido de carbono como preparar uma chávena de chá. Ou dito de maneira mais dramática: a internet e as tecnologias de informação produzem mais CO2 que os transportes aéreos.

Este é o começo de um artigo de Jonathan Leake e Richard Woods no Sunday Times de hoje. A conclusão é que a Google tem centros de dados cuja actividade exige muita energia para funcionar. A empresa americana não divulga a quantidade de energia que consome e o que gasta com impressões. Mas, com mais de 200 milhões de internautas que procuram informação diária através da Google, o consumo de electricidade e as emissões de gás causadas pelos computadores e pela internet são elementos importantes, possivelmente uns 2% do total gerado mundialmente, valor semelhante ao provocado pela aviação.

Pensávamos que a electrónica e a internet eram limpas. O estudo que serve de suporte à notícia vem dizer-nos que não. E tem uma maneira simples de mostrar o que produzimos: de cada vez que pesquisamos uma página da internet, estamos a gerar 0,02 gramas de dióxido de carbono.

sábado, 10 de janeiro de 2009

CORPOS, A NUDEZ E A DESTRUIÇÃO

Esta mensagem não é um texto filosófico nem tem a densidade que gostaria de dar. É mais um reflexo sensorial de informações recentes, de leituras ou visionamentos dos últimos dias em temas como individualidade, a ideia de minoria, a ausência mas necessidade de fazer um país, o corpo, a sua exposição e/ou degradação, a destruição e reconstrução.

São três elementos/momentos que se cruzaram em mim sem uma ordem pré-determinada, mas que ocorreram por acaso - e procurei constituir um sentido, uma unidade.

1) Em 1981, na prisão de Maze, em Belfast (Irlanda do Norte), Bobby Sands e outros activistas do IRA iniciavam uma greve de fome, reclamando o estatuto de preso político. A primeira-ministra inglesa era Margaret Thatcher. Sands faleceria 66 dias após o começo da greve de fome, mais nove activistas seguiriam o mesmo destino. Agora, Steve McQueen, um artista plástico britânico, pegou na história e passa-a para o cinema: Fome (Hunger) (2008) é o título.

A construção dos planos obedece a um grande rigor, vários deles com muito despojamento. Um longo plano - a meu ver, o centro do filme - mostra Bobby Sands e o padre Dom na cantina da prisão. A confissão (conversa, revelação) mostra o pensamento do militante irlandês: a decisão inabalável da greve de fome, que poria fim à vida de Sands e à luta dos "cobertores" e da "sujidade". Estão os dois frente a frente, com a câmara a fazer de testemunha, como se fosse uma terceira personagem. O resto da cena é ocupado com mesas e cadeiras vazias. De vez em quando, fumam um cigarro, deixando um fumo azulado. A história do potro ferido a que Sands resolvera pôr cobro, afogando-o, conduz-nos, logo depois, a outro plano central no filme e igualmente demorado (em tempo real): o da lavagem do corredor para o qual convergem as celas: o polícia limpa lentamente a água e os detritos largados pelos presos por debaixo das portas das celas, no protesto continuado. A política como pano de fundo é uma constante do filme: os corpos despojados, nus ou semi-cobertos por cobertores, violentados até ao sangue, eram a representação real desse ideal de política.

Steve McQueen esteve em Portugal enquanto artista plástico a primeira vez em 1997, no Centro Cultural de Belém, com a sua obra Life/Live. O filme é de uma grande violência mental, mesmo espiritual.

2) Na conferência de Isabel Gil, Paisagens em ruínas. A Alemanha no cinema americano do pós-guerra, apresentada em 8 de Janeiro de 2009, a responsável pela Faculdade de Ciências Humanas da UCP falou do filme Wolfgang Staudte, Os assassinos estão entre nós (Die Mörder sind unter uns) (1946). Fiz um pequeno vídeo de uma das passagens dessa conferência.



Isabel Gil acentuou as palavras ruína e destruição na sociedade alemã pós-Segunda Guerra Mundial. Referiu abundantemente Simmel, Benjamin, Freud, que escreveram sobre a ideia de ruína na cultura alemã, e alargou esses pensamentos às repercussões na Alemanha a seguir a 1945: por um lado, limpar as feridas, com a reconstrução dos edifícios e o restabelecimento de laços; por outro lado, manter ruínas como memória viva do que acontecera, indicar que todos eram suspeitos (daí o relevo que deu ao filme de Wolfgang Staudte, Os Assassinos Estão Entre Nós, de 1946). A sociedade (e os indivíduos) procuravam a renovação a troco do esquecimento, mas a memória pesava nas mentes e nos gestos. Os corpos arrastavam-se num lamento quase sem fim.

3) Retiro do sítio do Teatro Aberto informação sobre a peça que está quase a sair de cena, Imaculados, de Dea Loher: "Fadoul e Elísio, dois emigrantes clandestinos, culpam-se de nada terem feito para impedir uma mulher de se afogar. Rosa gostaria de receber mais atenção de Franz, o marido. A mãe de Rosa está doente e instala-se em casa da filha. Absoluta, uma jovem cega, dança num bar junto ao porto para homens que ela não vê e que a desejam. Uma mulher só dispõe-se a tudo para existir aos olhos dos outros. Ella, uma filósofa que não aceita o envelhecimento, deixou de acreditar nas ciências do espírito e fala sozinha" [ver também notícia da RTP neste vídeo].

Dea Loher, autora alemã nascida em 1964, escreveu esta peça estreada em 2003, onde se cruzam "destinos que as contingências da vida separou, criando uma dança de roda marcada pelo humor do desespero e a energia de viver". A peça é um conjunto de histórias tristes, desastrosas, terríveis, como se uma geração estivesse condenada à violência e ao desespero. Para mim, a história mais densa é a de Francisco, que arranja emprego numa funerária e passa a tratar dos mortos e a levar para casa os corpos que não são reclamados. Rosa, a sua jovem mulher, que ambiciona ter um filho, vive encurralada entre o "ofício" do marido e a pressão da mãe, que se instalara na sua casa e dormia no único quarto da casa. Os corpos nus e desprezados, a procura da purificação através do ritual da lavagem, na noite fria do teatro, deixou-me desconfortado.

Conclusão) Já o sentira no filme de McQueen e na sequência do comboio que atravessa Berlim (ou outra parte da Alemanha) no filme de Staudte. O acordeão na peça de Loher atenua o meu desconforto. Mas as palavras da autora voltam a colocar-me na mesmo posição ingrata. Em entrevista, diz ela, a propósito da maldade, a "observação muito clara e precisa dos seres humanos, absolutamente nada idílica". Ou: "não conheço muitas pessoas felizes, para falar com franqueza". O corpo e a nudez em Fome, o corpo e a nudez em Imaculados, a mágoa espiritual em Staudte - três ocorrências a que assisti, sem as ter previamente programado, deixaram-me muito cansado, quase arrasado. O país, a fronteira, a realidade, a definição do eu e do outro, a liberdade, eis assuntos que me levaram a pensar muito nestes dias.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

CONGRESSO SOBRE LITERATURA INFANTIL EM SANTIAGO DE COMPOSTELA EM 2010


A forza das minorías é o título do 32º Congresso Internacional do IBBY (International Board on Books for Young People), de 8 a 12 de Setembro de 2010, em Santiago de Compostela. Os temas do congresso são:

- Literatura infantil e juvenil: uma minoria no conjunto da literatura,
- Literatura infantil e juvenil em línguas minoritárias: da diferença à sobrevivência,
-Leitores em situação de minoria.


O logo do congresso e o cartaz, reproduzido no lado esquerdo, pertencem ao ilustrador galego Xan López Domínguez (Lugo, 1957).

PORTO, TASCAS DO PORTO


O livro de Raul Simões Pinto, com fotografias de Gabriela Felício e prefácio de Helder Pacheco, intitulado As Tascas do Porto. Estórias e Memórias Servidas à Mesa da Cidade, foi editado em Novembro de 2007 e teve uma segunda edição em Janeiro de 2008. Descobri-o agora.

Se os cafés são espaços mais "educados" e "polidos" de discussão e formação da opinião pública, as tascas (ou tascos, no masculino) podem igualmente sê-lo, talvez numa versão mais rude ou popular (a interpretação é do autor da mensagem; estou aberto a críticas). No prefácio, Helder Pacheco aponta o "operariado das fábricas, do mar e da terra, em cujos bairros os tascos eram instituições obrigatórias". O mesmo prefaciador indica que os tascos (as tascas) é um mundo masculino fechado, pois, durante muito tempo, as crianças e as mulheres sérias não podiam entrar. E é à noite, continua, que lá se encontram os melhores amigos, com discussões abertas sobre coisas sérias: política, amores, problemas sociais, questões de honra ou de dinheiro. Acrescento eu: e futebol.

Pelo que pude ver através do Google, Raul Simões Pinto é licenciado em filosofia pela Faculdade de Letras do Porto, bacharel em Comunicação Social e com pós-graduação em Direito da Comunicação, organizador de feiras do Livro Alternativo, membro da comissão de utentes do Bairro da Pasteleira para a manutenção de carreiras de transportes públicos, fundador do fanzine Pé de Cabra, em 1979. Mais conhecido por o filho do 39, Eduardo Augusto (ou Dino), o proprietário de uma tasca na rua da Pasteleira, no número 39 - daí o apelido. Além das tascas e do fanzine, Raul Simões Pinto envolveu-se noutras aventuras literárias, como o livro Pasteleira City (não sei se o título é correcto) e e Putas à Moda do Porto, numa configuração de autor de escritas populares e marginais, possivelmente sempre à volta das gentes do bairro onde não nasceu, mas que o criou (Público, creio que de 25 de Dezembro último, pois acedi ao ficheiro em formato cache).

As Tascas do Porto. Estórias e Memórias Servidas à Mesa da Cidade é um livro fantástico: pelo levantamento das tascas actuais existentes no Porto, com base em pequenos inquéritos aos seus proprietários, que dão conta do que servem de comida e de bebida, ficando-se com um roteiro clássico desses locais; pela contagem das tascas já desaparecidas, o que permite ver a mudança de hábitos ou a reconfiguração dos locais, pois muitos são agora restaurantes, no apagamento da marca social do vinho e do embriagado, pelas memórias vividas pelo autor e por relatos de pessoas mais velhas, numa reconstituição de uma certa memória cultural e de formação do espaço público urbano e mais local (bairro, rua). Registo a página 31, onde fala de utensílios desaparecidos ou em vias disso: mosqueteiros de arame e rendas brancas no balcão, salgadeiras, escarradores, serrim para limpar o vinho derramado. E dos jogos: sueca, damas, dominó, com mealheiros de madeira com ranhura e nome do cliente, preparação de jogos de futebol popular entre solteiros e casados, com uma petiscada no fim e taça para a equipa vencedora. E que públicos flutuantes as frequentavam? Cauteleiros, azeiteiros (vendedores ambulantes com o seu burro de carga), carteiristas, fadistas, malabaristas, amoladores, e muitos mais.

LIVING CULTURES CONFERENCE

The Institute of Communications Studies (ICS) and the Media Industries Research Centre (MIRC) at the University of Leeds invite papers for a 1½-day conference: Living Cultures - Contemporary Ethnographies of Culture. Date: Monday March 30 (pm) 2009, Tuesday March 31 (full day) 2009. Location: The University of Leeds, UK.

Keynote speakers: Professor Les Back (Professor, Department of Sociology, Goldsmiths College, University of London), author of The Art of Listening (2007) and New Ethnicities and Urban Culture: Racisms and Multiculture in Young Lives (1996), Professor Georgina Born (Professor of Sociology, Anthropology and Music, University of Cambridge), author of Uncertain Vision: Birt, Dyke and the Reinvention of the BBC (2004) and Rationalizing Culture: IRCAM, Boulez, and the Institutionalization of the Musical Avant-Garde (1995).

Conference theme: The ever-increasing importance of the cultural to the social brings with it a vital need to investigate the processes implicated in contemporary meaning making, symbolic consumption, production and mediation. Recent scholarship from across the social sciences has sought to take up this challenge by examining the multifariousness of cultural materials-in-use, continuities and ruptures in the production/consumption of culture, the expanded purview of cultural policy and the effects of an expanding 'cultural economy'. Through its careful attention to the irreducibility of human experience, ethnography has revealed an enduring ability to usefully intervene in debates within these arenas, making explorations into culture and cultural practice a quasi-specialism of ethnographic study. Yet how might 21st century ethnography better attune itself to the opportunities and challenges implied by attempts to understand contemporary culture and cultural experience 'from the inside'? Indeed, what limitations or boundaries are implied by efforts to study different cultural practices through ethnography and what might this mean for ethnography's contribution to social theory? Contributions are invited from ethnographers willing to reflect on such questions and to share the methodological, substantive and theoretical insights gleaned, as well as the problems encountered, in the course of their own ethnographies of culture. The conference should be of interest to scholars and particularly ethnographers from within sociology and social policy, media and communications studies, cultural studies, social/cultural anthropology and other allied disciplines. Proposal deadline: abstracts (250 words max) should be sent, by Tuesday 20th January2009, to the organising committee at: email:
ics-conferences@leeds.ac.uk, or mail to: Dr Eleri Pound, Living Cultures Conference, Institute of Communications Studies, 16 Clarendon Place, The University of Leeds, Leeds, LS2 9JT, UK.

Organising committee: Dr Mark Rimmer (convenor), Professor David Hesmondhalgh, Dr Chris Paterson, Dr Eleri Pound, Anna Zoellner, all of the Media Industries Research Centre, University of Leeds.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

DEBATES SOBRE O FILME "A VALSA COM BASHIR"


A Atalanta Filmes, em parceria com Le Monde Diplomatique, vai organizar três debates em torno do filme A Valsa com Bashir, filme de animação cujo tema é a recuperação da memória de um soldado israelita participante na guerra do Líbano de 1982 (ver meu comentário aqui no Indústrias).

O filme já recebeu diversos prémios, como o de Melhor Filme Estrangeiro nos British Independent Film Awards, o de Prémio do Público em Varsóvia e está nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Os três debates terão lugar no Cinema King, à Av. Frei Miguel Contreiras, 52 A, em Lisboa:

16 de Janeiro, filme (21:30) e debate (23:00): “A Primeira Guerra do Líbano: os massacres de Sabra e Chatila”, com António Elóy, Vice-presidente da Amnesty International Portugal; José Goulão, jornalista do Le Monde Diplomatique; Lumena Raposa, jornalista do Diário de Noticias.

23 Janeiro: “ O Trabalho de Memória e os traumatismos do Pós-Guerra” com Esther Mucznik, Vice-Presidente da Comunidade israelita e especialista da transmissão da memória e das suas políticas; psiquiatra Afonso Albuquerque; António Louçã, historiador e jornalista da RTP.

30 Janeiro: “A Utilização do cinema de animação”. Participantes a confirmar.