Textos de Rogério Santos, com reflexões e atualidade sobre indústrias culturais (imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, videojogos, música, livros, centros comerciais) e criativas (museus, exposições, teatro, espetáculos). Na blogosfera desde 2002.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Teorias da Comunicação (1)
A Universidade de Twente tem recursos sobre teorias da comunicação que venho aproveitando. Isto é: tem uma síntese e fornece uma lista de leituras, com o resto a ser feito pelo investigador. Baseado nesses recursos, trago uma série de teorias a descobrir (ou a recordar), e que em muitas condições estabelecem pontes com as indústrias culturais.
A primeira é a teoria e a análise de redes, com J. A. Barnes a ser creditado por ter cunhado a noção de redes sociais, em Class and Committees in a Norwegian Island Parish (1954). A análise da rede (teoria das redes sociais) é o estudo de como a estrutura social de relações em torno do indivíduo, grupo ou organização afeta as crenças ou comportamentos. Pressões ocasionais são inerentes na estrutura social. A análise da rede é o conjunto de métodos de deteção e medição do valor dessas pressões.
Nas ciências da comunicação, há unidades sociais a observar: indivíduos, grupos ou organizações e sociedades que se interligam em fluxos ou trocas de comunicação. Exemplo - o lugar que os empregados ocupam numa organização influencia o modo como se expõem e controlam a informação. Isto ajuda a compreender os motivos porque os empregados ou colaboradores de uma organização atuam ou desenvolvem determinadas atitudes dentro e face à sua organização, numa espécie de teoria do contágio. As técnicas de análise de rede focam-se na estrutura de comunicação da organização estudada, nos modelos informais e formais de comunicação e na identificação de grupos dentro da organização (grupos de colegas, grupos de funções), determinando a posição do indivíduo dentro do grupo (estrelas, controladores, isolados).
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Feira de antiguidades
sábado, 10 de novembro de 2012
Livro de homenagem a Nelson Traquina
Visita guiada
Interior (Costureiras Trabalhando), óleo sobre tela de Marques de Oliveira (1884), é uma cena que representa uma pacata vida familiar, com três mulheres em casa, costurando e bordando, no silêncio da sala de trabalho. À falta de um terceiro modelo, a mulher de Marques de Oliveira é pintada duas vezes, em posições distintas e com outro vestuário, e na casa do próprio artista. Há igualmente uma pintura sobre a pintura, pois o centro da tela mostra uma paisagem através de uma porta aberta de par em par: um jardim com árvores em dia brilhante. O sol entra do lado esquerdo da pintura, iluminando mais a mulher que se senta naquele lado, projetando-se num jarro com água, com uma sombra esbatida na parede. Essa mulher à esquerda, de costas, debruça-se sobre o trabalho numa máquina de costura, à época da pintura um objeto muito moderno. Ainda deste lado, alguns quadros na parede indicam a casa de uma família com algumas posses. Um pormenor: um dos quadros não tem moldura, o que permite a seguinte interpretação: só um artista aceita colocar na parede uma pintura sem moldura. Do lado direito, em penumbra, como quem entra num espaço às escuras, vislumbram-se peças de mobiliário e algumas roupas.
Já havia passado por, e olhado para, o quadro múltiplas vezes, das vezes que percorri a pintura exposta no Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto. Mas só agora me apercebi destes pormenores, ouvindo a responsável pela visita guiada. Histórias das obras, enquadramento geral do trabalho dos artistas e contexto mais geral da sociedade em que as obras são produzidas – só assim é possível entrarmos em cada uma das representações pictóricas expostas.
Mas, além de Marques de Oliveira, ouvi explicações entusiasmantes sobre pintores como Silva Porto e Henrique Pousão ou sobre as origens do romantismo, afinal um dos melhores conjuntos daquele espaço cultural. É isso que torna fascinante ir a um museu.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Os media no período de Marcello Caetano (1968-1974)
O livro está dividido em cinco partes, a primeira das quais indica a trajetória política de Caetano, a segunda aborda as relações deste com a imprensa, a terceira as eleições de 1969, a quarta o contexto de regulação, autoregulação, empresas e mercados dos media nesse período significativo da história de Portugal e a quinta dá conta das dinâmicas do mercado dos media e da imprensa a balancear entre o poder político e o poder económico, texto pujante de mais de 570 páginas.
Livro que se aproxima pela temática do de Ana Cabrera, Marcello Caetano - poder e imprensa (Livros Horizonte, 2006), mas em que noto complementaridade e reforço, e que considero constituirem as obras de referência para o estudo do período, o trabalho de Suzana Cavaco faz uma descrição minuciosa das relações de poder e de apoio entre indivíduos, como os admiradores de Caetano no mundo dos media: Ramiro Valadão, Manuel José Homem de Mello, Fernando Fragoso, Maurício de Oliveira, Carlos Vale, Dutra Faria, Augusto de Castro, José Mensurado (pp. 141-146). Caetano retribuía as admirações. Um caso que me despertou a curiosidade foi a história de vida de Jorge Rodrigues, irmão de Urbano Tavares Rodrigues e de Miguel Urbano Rodrigues (pp. 135-137). Depois da sua atividade no Diário de Notícias, Jorge Rodrigues iria para o serviço de estrangeiro do Diário Ilustrado (a partir do final de 1956). Numa viagem aos Estados Unidos, o jornalista escreveu cartas a Caetano, contando como se via naquele país a posição de Portugal e da sua imprensa. Em 1958, Rodrigues era promovido a subdiretor do Diário Ilustrado, depois do seu irmão Miguel se ter demitido com outros por incompatibilidade com a administração. No ano seguinte, afastado do jornalismo, dedicou-se à publicidade. Já em 1968, logo após Caetano ascender ao lugar de primeiro-ministro, Rodrigues escreveu-lhe uma carta de admiração, indicando a sua proximidade a um conjunto de jornalistas que podiam ser úteis ao novo governante. O "dedicado amigo" veria retribuída as provas de gratidão, quando Caetano o indicou para um cargo de propaganda nas eleições de 1969 e de 1973. Ligado à agência de publicidade Latina-Thompson Associadas, Jorge Rodrigues procurou novos negócios para a sua empresa através desta ligação política (pp. 273-276).
A análise da situação económica das empresas dos media foi um tópico muito desenvolvido na obra de Suzana Cavaco, no concernente a imprensa, televisão e rádio. Retiro algumas ideias da análise económica a este último meio, onde se escreve sobre o Rádio Clube Português, a Rádio Renascença e a Rádio Alfabeta ((pp. 477-487). Ao Rádio Clube Português é dada bastante importância, com os emissores de frequência modulada que cobriam o país (1969), a emissão em estereofonia (1968), a autorização para emitir em Luanda (1973), acionista da RTP (1955), a compra da Rádio Ribatejo (1970) e da Rádio Alto Douro (1971), e a constituição da Imavox (1972), dedicada à edição de discos (pp. 480-484). Outra estação a que a autora prestou atenção, e que eu não conhecia pormenores económicos, foi a Alfabeta, constituída em 1968 para agregar a Rádio Peninsular e a Rádio Voz de Lisboa, ambas a emitir dentro dos Emissores Associados de Lisboa, com um capital inicial de dois mil contos (p. 485). Em 1971, o serviço informativo passou a ser transmitido dos estúdios da estação, o que era até então feito a partir da redação do Diário Popular, unidos por interesses acionistas de Brás Medeiros. Em 1972, a Alfabeta alcançava o primeiro exercício positivo (31,9 contos), alargado em 1973 (1,2 mil contos) (p. 486). Curioso que, nos começos da década de 1970, mais especificamente em 1972, a Emissora Nacional e a Rádio Renascença criavam serviços de noticiários específicos (p. 477). Um pequeno erro, que não destoa a análise autorizada da autora (ver p. 478): no começo de maio de 1974, era exigida a demissão de Pereira da Silva da administração da Rádio Alfabeta e indicado João Paulo Diniz para o substituir (Diário de Lisboa, 3 de maio de 1974).
A autora fez um apurado trabalho em arquivos como o de Marcello Caetano, relatórios e contas de empresas noticiosas e entrevistas a jornalistas e homens dos media, além da coorientação de Marcelo Rebelo de Sousa, que privou junto de Caetano, seu padrinho de batizado, aliás (orientador: Jorge Fernandes Alves). Como se percebe, a obra é resultado da sua tese de doutoramento. Suzana Cavaco é docente na Universidade do Porto em Ciências da Comunicação. Foi diretora da Escola Superior de Jornalismo, Porto (2001-2006).
Leitura: Suzana Cavaco (2012). Mercado media em Portugal no período marcelista. Os media no cruzamento de interesses políticos e negócios privados. Lisboa: Colibri, 616 páginas
terça-feira, 30 de outubro de 2012
História da rádio em Portugal
Obitel 2012 - a ficção televisiva nos países ibero-americanos
Na contracapa do livro lê-se o seguinte: "A ficção, enquanto indústria e formato, é um dos produtos culturais e mediáticos mais representativos da televisão na Ibero-América, sendo o seu enraizamento cultural e simbólico um lugar de encontros e desencontros onde não somente cabem os amores e segredos íntimos dos personagens de uma telenovela ou série, mas também a vida pública, a política, a cidadania, uma vez que cada vez mais a ficção está ancorando nas suas narrativas as múltiplas problemáticas que nos afetam como região, mas que, ao mesmo tempo, nos separam como países".
No vídeo seguinte, Catarina Duff Burnay, docente da Universidade Católica, e uma das co-coordenadoras do capítulo português, ao lado de Isabel Ferin Cunha, fala-nos do anuário e das tendências nacionais e gerais da ficção televisiva em análise. Os dados agora publicados são
referentes a 2011.
Jornalismo cultural na perspetiva de Dora Santos Silva
A autora, a preparar a tese de doutoramento em Media Digitais (programa Universidade de Austin e Universidade Nova de Lisboa), projeto com o título Jornalismo Cultural na Era Digital – Novas práticas, Possibilidades e Plataformas, jornalista, investigadora e autora do sítio Culturascópio, apresenta na obra os seguintes grandes temas: conceções dominantes da cultura, da indústria cultural às indústrias culturais, das indústrias culturais às indústrias criativas, jornalismo cultural, antecedentes e tendências do jornalismo cultural em Portugal e no mundo e análise de casos nos media portugueses.
Retiro o que escrevi aqui (6 de janeiro de 2009) aquando da defesa da sua dissertação de mestrado, base do presente livro: "a investigadora analisou dois jornais diários (Público e Diário de Notícias) e revistas de tendências (NEO2, N&Style, Umbigo, DIF). No caso dos diários, as indústrias cinematográfica (estreias, DVD, entrevistas a atores) e discográfica (lançamento de CD, concertos e entrevistas a músicos) são as áreas com mais notícias. Para a autora, o impacto do cinema e da música devem-se ao peso das grandes produtoras, que alimentam celebridades e desenvolvem estratégias de comunicação e de divulgação eficazes. A programação da televisão ocupa muito espaço no Diário de Notícias, enquanto a indústria discográfica atinge 50% do espaço de cultura no Público. Outras áreas das indústrias culturais como arquitetura, moda, artesanato, design, software de lazer e modos de vida têm espaço residual. No caso das revistas de tendências, Dora Santos Silva considera que muito do trabalho ali realizado é feito por agentes de marketing e não por jornalistas, o que desqualifica a informação, apesar da importância das revistas pela análise das novas tendências de consumo".
A apresentação do livro decorreu hoje à tarde no seminário Investigar e Editar Comunicação Social, organizado pelo Gabinete para os Meios de Comunicação Social (GMCS), entidade que patrocinou a obra, em associação com a Universidade Católica Portuguesa, onde se realizou o evento. A Media XXI é uma pequena mas consagrada editora especializada em obras de comunicação, lazer e indústrias criativas, contando já com um importante catálogo de autores em línguas inglesa e portuguesa.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Seminário “Rotas e Percursos Culturais: do conteúdo ao negócio”
Nos dias 15 e 16 de novembro, no Auditório da Fundação da Juventude, à rua das Flores, 69, no Porto, vai decorrer um seminário sobre rotas e percursos culturais. Para os organizadores, "A riqueza e a diversidade do Património Cultural constituem, como sabemos, um importante recurso do país, cada vez mais procurado pelo turismo interno e externo, numa perspectiva de experiência turística integrada, que alia o clima à descoberta do Património Histórico, Arquitectónico, Etnográfico e Gastronómico". A inscrição é gratuita.
Em estudo realizado em 2011, foram identificadas "mais de 500 propostas de rotas e itinerários culturais, com referência online, sobre os mais diversificados temas, reflexo da riqueza patrimonial do país e do interesse dos seus variados promotores em desenvolver iniciativas que potenciem o turismo cultural".
Para mais informações, escrever para seminariosrpt@gmail.com.
Em estudo realizado em 2011, foram identificadas "mais de 500 propostas de rotas e itinerários culturais, com referência online, sobre os mais diversificados temas, reflexo da riqueza patrimonial do país e do interesse dos seus variados promotores em desenvolver iniciativas que potenciem o turismo cultural".
Para mais informações, escrever para seminariosrpt@gmail.com.
Leituras de John Cage no Porto
Pedro Junqueira Maia e Rui Manuel Amaral lêem textos de John Cage, no sábado, 20 de Outubro, pelas 17:00, no Gato Vadio (Rua do Rosário, 281, Porto). Sessão inaugural do 2.º Ciclo de Leituras do Gato Vadio. John Cage (1912-1992). Compositor, escritor, discípulo de Schönberg, de Duchamp, de Suzuki, estudioso do I Ching, de Thoreau, de Satie e de cogumelos. Criador e introdutor do happening, da técnica do piano preparado, da casualidade nos métodos de composição.
Desdobrável de Luís Nobre.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Sobre Darwin e outras atividades
No dia 30 de Outubro, às 18:45, na livraria Círculo das Letras, na Rua Augusto Gil, 15 B (cruzamento com Oscar Monteiro de Torres e próximo das avenidas de Roma e João XXI, em Lisboa), O desafio de Darwin, à conversa com Teresa Avelar.
A mesma livraria (http://livrariacirculodasletras.blogspot.pt/) anuncia uma exposição de fotografia (outubro) e uma exposição de desenho e serigrafia de Rui A. Pereira (novembro).
Riso. Uma exposição a sério
Inaugura no dia 19 de outubro, no Museu da Electricidade, em Lisboa, a exposição coletiva Riso. Uma exposição a sério, organizada pela Fundação EDP em parceria com as Produções Fictícias. A "exposição explora diferentes manifestações de humor na sociedade contemporânea através de diversos suportes como a pintura, vídeo, fotografia, escultura, performances, cinema, BD, televisão e literatura. Serão apresentadas cerca de 500 obras de mais de 300 artistas nacionais e internacionais, provenientes de alguns dos principais museus e coleções particulares" (informação fornecida pela organização). Uma das artistas é Joana Vasconcelos, com a obra Passerelle (2005).
Ensaios Visuais
Entre os dias 12 e 16 de Novembro, serão exibidos no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, os filmes escolhidos para a competição Ensaios Visuais, da XIX edição do festival Caminhos do Cinema Português. Trata-se de uma mostra de filmes realizados por diversos alunos de escolas com cursos ligados ao cinema, de Norte a Sul do país. Saber mais aqui.
Abrir os cofres
A sessão, amanhã dia 18, pelas 19:30, na Cinemateca, Portuguesa - Museu do Cinema, reúne cinco curtas-metragens produzidas entre finais dos anos trinta e o início da década de setenta, no espírito do regime do Estado Novo, que refletem como peças de propaganda. Apresentação de Sérgio Bordalo e Sá. Os filmes são Parada da Legião e da Mocidade (Artur Costa de Macedo, 1937), 10 de junho: inauguração do Estádio Nacional (António Lopes Ribeiro, 1944), A manifestação a Carmona e Salazar pela paz portuguesa, Jornal Português nº 52 (1945), O jubiléu de Salazar (1953) e Portugal de luto na morte de Salazar (António Lopes Ribeiro, 1970).
Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja
Amanhã, dia 18, a partir das 9:30, na Igreja da Memória (Lisboa), realiza-se a 2ª edição do Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Escritores e ilustradores em Castelo Branco
A 1ª edição do Festival Literário de Castelo Branco (FLCB), iniciativa da respetiva câmara municipal entre os dias 24 e 26 de outubro, vai levar mais de duas dezenas de escritores e ilustradores
às escolas daquele concelho. Ana Maria Magalhães, Afonso Cruz, Mário Zambujal, José Jorge Letria, Júlio
Magalhães, Luís Miguel Rocha e Isabel Stilwell serão alguns dos autores presentes
no Festival, dividindo-se entre visitas a escolas e debates noturnos no
Instituto Politécnico de Castelo Branco e no Cine-Teatro Avenida. A eles,
juntam-se autores albicastrenses como
João de Sousa Teixeira, Manuel Lopes Marcelo ou José Manuel Castanheira (a partir de informação disponibilizada por Booktailors - Consultores Editoriais).
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Disco dos Gaiteiros de Lisboa
O novo disco dos Gaiteiros de Lisboa, Avis Rara, editado pela d'Eurídice (selo editorial da d’Orfeu) regressa aos palcos em outubro, com duas apresentações agendadas: dia 10 na Casa da Música (Porto) e dia 15 na Culturgest (Lisboa). Saber mais aqui.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Serralves
No domingo, na Festa do Outono na Casa de Serralves, com entrada gratuita entre as 10:00 e as 19:00, vi muitas crianças acompanhadas pelos pais. Dia bonito e muitos visitantes de todas as idades, mas em especial os mais jovens à procura de oficinas, flora e animais da quinta e muito mais coisas, além de uma burroteca.
No museu, duas exposições. À esquerda, as obras da holandesa Marijke van Warmerdam (1959), conjunto intitulado De Perto à Distância (Close by in the Distance), com variados vídeos e filmes de 16 mm. Estes são feitos com câmara fixa, desaceleração, repetição, sem histórias específicas mas momentos. Manifestos e instalações, de que destaco Light (2010), filme que revela diversas posições das lâminas de um estore, alternando luz, sombra e escuridão. À direita, o búlgaro Nedko Solakov (1957), com o título All in Order, with Exceptions, uma retrospetiva da sua obra. Em Solakov, veem-se diversos materiais e formatos: desenhos, pinturas, murais, fotografias, vídeos, reconstituição de instalações, numa permanente provocação de imagens, formas e expressões.


No museu, duas exposições. À esquerda, as obras da holandesa Marijke van Warmerdam (1959), conjunto intitulado De Perto à Distância (Close by in the Distance), com variados vídeos e filmes de 16 mm. Estes são feitos com câmara fixa, desaceleração, repetição, sem histórias específicas mas momentos. Manifestos e instalações, de que destaco Light (2010), filme que revela diversas posições das lâminas de um estore, alternando luz, sombra e escuridão. À direita, o búlgaro Nedko Solakov (1957), com o título All in Order, with Exceptions, uma retrospetiva da sua obra. Em Solakov, veem-se diversos materiais e formatos: desenhos, pinturas, murais, fotografias, vídeos, reconstituição de instalações, numa permanente provocação de imagens, formas e expressões.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
História das telecomunicações nacionais
O presente texto (História das Telecomunicações em Portugal, 1877-1990. Contributos para a sua Compreensão), que foi publicado pelos TLP (Telefones de Lisboa e Porto), uma das empresas que deu origem à PT, saiu há 20 anos, sensivelmente por esta altura do ano (trata-se da segunda tentativa de edição online do ficheiro). Nele se revê a história do telefone nas cidades de Lisboa e Porto desde o último quartel do século XIX até quase ao final do século XX. A empresa TLP desapareceria em 1994 para dar origem à PT, em fusão com outras empresas.
Foi um prazer escrevê-lo e uma alegria trabalhar com tanta gente para o publicar (como a agência Rêgo+Associados, que tinha escritórios perto do hotel Marriot, por sua vez perto da Universidade Católica, os fotógrafos Fernando Figueiredo, também responsável por arranjos gráficos, Abílio Vieira, António Santos e o já desaparecido António Mónica, além do maior entusiasta de todos e então meu diretor nos TLP: António Santos Serra). Comecei a escrever o texto no Porto e acabei-o em Lisboa, numa altura em que trabalhava na rua Andrade Corvo e frequentava o mestrado na Universidade Nova de Lisboa em aulas fantásticas (Teoria da Notícia, seminário lecionado por Nelson Traquina, agora a viver nos seus Estados Unidos), em instalações da Rua Pinheiro Chagas, muito perto da maternidade Alfredo da Costa. Então, havia muito otimismo no país.
Enjoy.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
Histórias curtas (2)
Amy Winehouse (1983-2011) gostava de aparecer e cantar no bar-restaurante Jazz After Dark, como aconteceu em janeiro de 2008. Ainda antes da sua morte, a assinalar a preferência da cantora, as paredes daquele espaço estão cheias de recordações da cantora, como pinturas e desenhos assinados por Sam.
O Jazz After Dark fica na Greek Street, no coração do Soho, em Londres. A rua deve o seu nome ao número de refugiados gregos que ali viviam durante e logo depois da II Guerra Mundial.
O Jazz After Dark fica na Greek Street, no coração do Soho, em Londres. A rua deve o seu nome ao número de refugiados gregos que ali viviam durante e logo depois da II Guerra Mundial.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
A crise e os media
A crise financeira está a ter impacto nos media. Por um lado, a perda do poder de compra está a refletir-se na diminuição das vendas de jornais e revistas (a par da mudança de hábitos de consumo). Por outro lado, o investimento publicitário das três empresas de media cotadas em bolsa caiu 16,54%, embora o primeiro semestre feche com resultados operacionais positivos para Cofina, Impresa e Media Capital (newsletter da Meios & Publicidade).
domingo, 9 de setembro de 2012
Conferência da ACIS (Association for Contemporary Iberian Studies)
Decorreu de 4 a 6 de setembro a conferência da ACIS (Association for Contemporary Iberian Studies) no King's College de Londres, envolvendo cerca de 80 investigadores de Espanha, Reino Unido e Portugal. Foi a 33ª conferência da associação, com Paul Preston e Ángel Viñas como principais oradores.
Das comunicações em que participaram conferencistas portugueses destaco as de Rogério Santos e Nelson Ribeiro (The introduction of FM in Portugal: new programmming strategies and new musical tastes), José Miguel Sardica (Silence rising: Portuguese press censorship between the end of the 1st Republic and the triumph of Salazar' "New State", 1926-1933), José Gabriel Andrade (The Iberian use of social media for communication, marketing and PR: TAP and Iberia as best practices case studies) e apresentação do painel 7, com Catarina Burnay e José Carlos Laffond (Universidade Complutense) (Television and memory: historical fiction in Portugal & Spain).
A próxima conferência está marcada para setembro de 2013 em Lisboa.
Das comunicações em que participaram conferencistas portugueses destaco as de Rogério Santos e Nelson Ribeiro (The introduction of FM in Portugal: new programmming strategies and new musical tastes), José Miguel Sardica (Silence rising: Portuguese press censorship between the end of the 1st Republic and the triumph of Salazar' "New State", 1926-1933), José Gabriel Andrade (The Iberian use of social media for communication, marketing and PR: TAP and Iberia as best practices case studies) e apresentação do painel 7, com Catarina Burnay e José Carlos Laffond (Universidade Complutense) (Television and memory: historical fiction in Portugal & Spain).
A próxima conferência está marcada para setembro de 2013 em Lisboa.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Puro/Pure Cinema
This book is a reflection on cinema, from twenty interviews and talks with twenty-six authors who have been in Vila do Conde. It intends to be, therefore, a document that discusses the changes and trends in contemporary cinema in its various mutations, calling into question the very definition of what cinema is. The result of this analysis also helps to clarify the identity of Curtas Vila do Conde in the last two decades while film festival contaminated by other art forms. The book is complemented by personal reflections on the festival by film critic Augusto M. Seabra and the American filmmaker Mike Hoolboom; finally, there is a critical history of the festival.
Edição bilingue (Português e Inglês) de Daniel Ribas e Mário Micaelo. 2012.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Novo diretor do Museu do Chiado
Paulo Henriques assume amanhã o cargo de diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea (Museu do Chiado). Sucede a Helena Barranha, que ocupou o cargo nos últimos três anos, a qual pretende seguir a vida académica. Na sua carreira, Paulo Henriques já foi diretor do Museu Malhoa e do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), aqui sucedendo a Dalila Rodrigues (notícia a partir do jornal Público).
domingo, 29 de julho de 2012
EUscreen Publishes its Second Online Access to Audiovisual Heritage Status Report
"EUscreen is pleased to announce its second status report Online Access to Audiovisual Heritage. In three chapters, the report gives an overview of technological developments bearing an influence on publishing and making accessible historical footage. The report discusses online heritage practices within Europe and beyond. In a field that faces constant renewal, overhaul and additional challenges, the report means to take stock of the status of the online audiovisual heritage field. This allows the EUscreen project to measure our own strategies and technological development and allows the participating archives, broadcasters and the broader GLAM community to come up with solutions for providing access that cater to users’ needs and environments. The status report is divided into three chapters, each focusing on a different aspect of online access. Through this structure, we successively discuss three main trends regarding access, namely: 1) use and reuse today, 2) trends towards a cultural commons and 3) fundamental research in the area of audiovisual content. The first chapter gives an overview of major developments, including access provision and use of content by the creative industries. In the second chapter we explore the topic of (sustainable) reuse of audiovisual sources as a cultural and explorative practice leading towards more open and participatory archives. Finally, the third chapter discusses European research topics that are currently ongoing in areas connected to audiovisual heritage". Download the Second EUscreen Status Report [PDF] here.
Videogames 2012
5th Annual Conference in Science and Art of Videogames “Game, Play, and Society” 13, 14 and 15 December, Catholic University of Portugal - Lisbon. Videogames 2012 - Annual Conference in Science and Art of Videogames will be organized by the research line Media, Technology, Contexts of the Research Center for Communication and Culture (CECC), at the Faculty of Human Sciences of the Catholic University of Portugal, and the Portuguese Society of Videogame Sciences (SPCV). The SPCV conferences take place annually and have come to constitute significant venues to promote research as well as debate and foster the videogames industry. The conference hosts researchers and professionals in this area, and aims at promoting the dissemination of work in the field and facilitating exchanging experience between the academic community and the industry. This 5th conference seeks to assert itself as a multidisciplinary event, looking for contributions from several scientific areas including art, game design and narrative, computational aspects, as well as videogames theoretical and critical analysis regarding practices and applications that encompass the market and the industry. Original and high quality submissions are expected, from both the academic community and the gaming industry.
New deadline (full papers, short papers and demos): 1st September 2012. Further information available at the conference website: https://sites.google.com/site/videojogos2012. All suggestions and comments are welcome. Please contact the Organizing Committee through the e-mail: videojogos2012@gmail.com.
domingo, 22 de julho de 2012
Estação ferroviária Coimbra B
terça-feira, 17 de julho de 2012
Mulheres repórteres
Os meus parabéns a Isabel Ventura pelo livro As Primeiras Mulheres Repórteres. Portugal nos anos 60 e 70, uma edição da Tinta da China com prefácio de Fernando Alves.
domingo, 15 de julho de 2012
Museu do Teatro
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