segunda-feira, 7 de maio de 2007

DÚVIDA


John Patrick Shanley frequentou, em criança, uma escola católica no Bronx, dirigida pelas Irmãs da Caridade. Estava-se em 1964, tinha John Kennedy sido assassinado no ano anterior. O autor da peça Dúvida situou a história nesse período.



A dúvida surgiu apenas no final, porquanto em toda a história a madre superiora da escola tem certezas da suspeição levantada. A certeza é um valor que tranquiliza quem a tem; a dúvida é uma angústia e uma fraqueza. Escreve Shanley que a dúvida requer mais coragem e desconforto que a convicção e a certeza.

Da peça, em representação no Teatro Maria Matos até ontem (sessões suplementares nos próximos dias, mas já lotados), com encenação de Ana Luísa Guimarães e cenografia de João Mendes Ribeiro, ressaltam as interpretações de Eunice Muñoz e Diogo Infante (e Isabel Abreu e Lucília Raimundo, as outras actrizes que compõem o elenco). O desempenho notável de Eunice Muñoz e Diogo Infante apenas é superado pelos sorrisos de grande felicidade no final da peça, que os dois trocam, quando o público os ovaciona. Diogo Infante desencaminhou Eunice Muñoz do seu descanso de actriz de muitos e muitos anos de trabalho, mas compensou o esforço.

Dúvida foi premiada com o Pulitzer de 2005 e quatro Tony.

domingo, 6 de maio de 2007

MÚSICA


No Observer de hoje, destaco duas peças: uma página sobre Barbra Streisand e duas páginas sobre Morrisey.

A notícia sobre Barbra Streisand anda à volta da próxima tournée dela, e que passa pelo Reino Unido. Preço mais alto dos bilhetes: £500, mais ou menos €750. Uma exorbitância dizem os críticos. Mas hã muitos fãs da americana nascida em 1942. E ela defende-se: o resultado da venda de bilhetes vai servir a causa da das mudanças climáticas.

As páginas sobre Steven Patrick Morrissey ilustram os 25 anos de música dos Smith. Morrissey e Johnny Marr, então com 23 e 18 anos, reuniram-se em Maio de 1982, dando origem à banda dos Smith, conjuntamente com Andy Rourke e Mike Joyce. Escreve Sean O'Hagan no jornal que, sem os Smith, a trajectória da música popular inglesa - que inclui Stone Roses, Oasis, Libertines e os indie de hoje, os Artic Monkeys - não seria o que é.



LEITURA DE JORNAIS DE HOJE

[post nº 2901; nº de visitantes: 491.732]

Do que mais gostei

Público - texto de Bénard da Costa sobre Tintoretto; coluna de Rui Araújo [observação: é a primeira vez que a elogio; na realidade, há coisas que se escrevem no jornal que não entendo. Creio que foi ontem que li "em prole" (significado: descendência) em vez de "em prol" (significado: a favor de)].

Diário de Notícias - textos de Pedro Fonseca sobre spam e inovações (p. 39). Coluna de obituário (não apenas hoje, mas ao longo dos dias, tornando-a um espaço indispensável).

Do que não gostei

Público - não me lembro.

Diário de Notícias - alocação de notícias em determinadas secções (Pedro Fonseca escreve sobre spam, emails e inovações - local: Economia; uma notícia sobre jornais, duas sobre videojogos, duas sobre a internet e uma sobre rádio, todas numa secção chamada Televisão).

sábado, 5 de maio de 2007

TELEVISÃO DIGITAL - II


A discussão sobre televisão digital terrestre é importante. Trata-se, sobretudo de uma alteração tecnológica, em que estão interessados fabricantes e empresas vendedoras de equipamento.

Ao falar-se de melhor qualidade técnica de imagem e som e de diversas novas facilidades, isso implica novos equipamentos (ou readaptações). O Expresso de hoje indica custar 60 euros o descodificador a instalar no televisor para se receberem as imagens no novo sistema; mas, para aceder a facilidades como o video-on-demand, o descodificador será mais caro.

Assim, para além dos investimentos publicitários, está também em jogo a renovação do parque de televisores, no que será a terceira geração (televisores a preto e branco, a cores, digitais), importante para o volume de negócios de empresas de audiovisuais, embora isso não represente nada para Portugal, pois não somos um país produtor de raiz desses bens.

A televisão digital que se fala hoje não inclui a internet, algo a pensar em profundidade, dado o custo muito menor - mas orientado para minorias ou nichos específicos.

E os textos do Expresso afloram apenas a nova concorrência previsível no cabo, o grande rival do sinal hertziano: a PT Comunicações, agora em desagregamento da PTM, detentora da TV Cabo Portugal; a Sonae, que também possui uma rede fixa de telecomunicações. O desenvolvimento de actividades triple play (telefone, internet, televisão) destas empresas terá uma sequência futura a acompanhar. Claro que os grandes negócios (canais com séries, por exemplo) estão estabilizados na TV Cabo Portugal, mas os contratos não são para toda a vida.

TELEVISÃO DIGITAL - I


No dia 21 do mês passado, o semanário Expresso dedicou longo espaço à televisão (incluindo a digital) - como aqui destaquei.

Hoje, a televisão digital volta a ocupar um lugar nobre no mesmo semanário: duas páginas. Poucas novidades traz além do já conhecido há duas semanas. Mas realinha o material informativo, a partir de palavras contidas no antetítulo, título e pós-título do conjunto de peças noticiosas: "conflito de interesses", "guerra" e "cenários", tudo com base em proposta governamental sobre a televisão digital. Estas palavras-ideias remetem para um próximo anúncio governamental sobre o tema, com as várias forças (económicas, empresariais na área dos media) a alinharem expectativas.

A matéria informativa divide-se em três partes, a primeira com contextualização - agentes políticos (com citação de Arons de Carvalho, deputado da maioria parlamentar, e alusão à prudência na assunção de ideias por parte do ministro Santos Silva antes do regulamento de atribuição de licença em sinal aberto), historial de situações internacionais (Reino Unido e Espanha, com casos de insucesso de pacotes pagos na televisão digital) e análise da decisão prometida para final do ano. A segunda peça refere o switch-off previsto para 2012 (passagem do sistema de transmissão analógico para digital em toda a UE) e o número de lares potenciais a receber televisão digital terrestre: 1,6 milhões de lares, num universo de 3,6 milhões.

A terceira peça é, para mim, a mais importante. É uma espécie de radiografia das perspectivas dos diferentes grandes actores empresariais de televisão (e os putativos). Há agentes já instalados no mercado, e que terão garantidos canais na televisão digital terrestre: RTP, SIC e TVI. Dos agentes mediáticos putativos (Controlinveste e Cofina), a novidade está na Cofina, pois já está pronto um projecto de canal generalista. Nomes que delinearam esse projecto: Manuel Fonseca (ex-director de programas da SIC) e Margarida Marante, jornalista conhecida.

Fixo-me na coluna "SIC digitalizada". O jornalista escreve que ainda não há uma posição oficial por parte da empresa, mas o jornal - que pertence ao mesmo grupo de media - já sabe e cita fonte da empresa ("se quisessemos podíamos transmitir em TDT já amanhã"). Não há posição oficial mas alguém fala sobre essa posição - estranho, não é?

A minha leitura sobre o espaço nobre dado ao tema é a importância vital da televisão no grupo mediático a que pertence o Expresso. Garantir um canal na nova televisão é assunto resolvido; as questões advêm da nova concorrência, chame-se Cofina ou Controlinveste, pois disputarão os investimentos publicitários agora repartidos por SIC, TVI e RTP, esta em lugar mais recuado. Por outro lado, aumentam ainda mais as dificuldades em termos de uma repartição de publicidade para os canais existentes quando o PSD fala em introduzir no seu futuro programa de governo a (discussão da) privatização do primeiro canal da RTP.



sexta-feira, 4 de maio de 2007

OLHAR O ESTADO DO MUNDO EM CANNES


Olhar o Estado do Mundo, um filme em seis partes (seis curtas-metragens) encomenda da Fundação Calouste Gulbenkian dentro das comemorações do seu cinquentenário, na programação do Fórum Cultural "O Estado do Mundo", será exibido na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, dia 24 de Maio de 2007.



Em Olhar o Estado do Mundo participam Vicente Ferraz (Brasil) com Germano, Ayisha Abraham (Índia) com One Way, Wang Bing (China) com Brutality Factor, Apichatpong Weerasethakul (Tailândia) com Luminous People, Chantal Akerman (França) com Tombée d'une Nuit à Shangai - Avril 2007 e Pedro Costa (Portugal) com Tarrafal. A produção executiva é da responsabilidade da Lx Filmes.

O filme Olhar o Estado do Mundo passará em Lisboa, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, nos dias 16 e 17 de Junho de 2007.


Informação e imagens: Fundação Calouste Gulbenkian

SECÇÃO DOS MEDIA NOS JORNAIS DE QUALIDADE

Cláudia Silva, jovem licenciada em Ciências da Comunicação, pela Escola Superior de Educação da Universidade do Algarve (acabou em Fevereiro último), escreveu uma dissertação intitulada Quando os media são notícia. A auto-representação discursiva nas secções de media do Público e do Diário de Notícias: um estudo de caso.

Trata-se de um tema interessante, embora o seu estudo não contemple as mudanças recentíssimas nos dois jornais, que, da secção, fizeram uma alteração substancial, e sobre a qual escreverei no final da mensagem.

Ela usou a técnica de investigação de análise de conteúdo. Fez as seguintes perguntas de partida: 1) que destaque tem a secção de media no corpo dos jornais e entre secções, 2) existem chamadas na primeira página para algum artigo desta secção, 3) quanto espaço lhe é dedicado, 4) quantos artigos e de que extensão, 5) os artigos estão assinados, 6) existem imagens/fotos, 7) estas estão devidamente creditadas e legendadas, 8) qual o meio mais noticiado, 9) há mais artigos de âmbito nacional ou internacional, 10) há mais artigos de opinião ou de informação, 11) quais os factos mais noticiados, 12) que representações acerca dos media são construídas pelo discurso jornalístico. A recolha da amostra foi feita a partir dos artigos das secções de media do Diário de Notícias e do Público, no período compreendido entre os dias 4 e 17 de Novembro de 2006, num total de 28 edições, 33 páginas de media e 113 artigos.


Cláudia Silva concluiu que o "destaque da temática dos media nos jornais analisados é bastante reduzido. Os jornais privilegiam os grandes temas sociais, políticos – nacionais e internacionais - e económicos, bem como os temas locais. Desporto, artes e cultura, mais específicos, conseguem melhores índices de espaço que o obtido pela secção de media, que se fica pelos 2,21% e é relegada para as páginas finais das edições. Ainda assim, a paginação dos jornais tenta dar-lhe alguma visibilidade ao colocá-la, na maior parte dos casos, em páginas ímpares".

Manifesto algum desacordo com a autora, atendendo inclusive às alterações sofridas nos meses mais recentes. Ter 2,21% da mancha gráfica não é mau de todo e o remeter para as páginas finais é uma questão de arrumação. Parece-me mais fácil estar no final do jornal do que no meio do jornal, pois assim se encontram mais facilmente essas matérias.

Num segundo conjunto de conclusões, Cláudia Silva anota que "O discurso acerca dos media é pouco aprofundado, privilegia-se a pequena notícia, que relata rapidamente os factos e não permite problematizar a realidade. Fala-se principalmente de televisão, que obtém maior índice que a imprensa escrita, a Internet e a rádio juntas. O discurso jornalístico privilegia assuntos relacionados aos media nacionais. Nos assuntos de âmbito internacional, a Europa é o continente com o maior índice de frequência,provavelmente devido à consolidação de uma identidade europeia, logo seguido dos EUA".

Portugal, Europa e Estados Unidos são os principais espaços geográficos representados em todas (ou quase todas) as secções, devido aos valores-notícia de proximidade e preponderância.

O peso mais significativo da televisão aumentou mesmo com o novo figurino do Diário de Notícias. Como a autora escreve, e muito bem, a televisão é "ainda o meio de comunicação de massas por excelência: é mais acessível e mais barata do que a Internet e exerce um apelo mais irresistível pela conjugação de som e imagem em movimento do que a imprensa escrita ou a rádio". Vê-se isso pelas audiências dos vários media, como tenho aqui escrito com frequência. A televisão está no centro da sala e ocupa cada vez mais dependências da casa, onde a uma grande intensidade de consumo corresponde crescentemente uma diversificação de canais nos elementos de uma família, criando nichos e especializações em especial a nível etário.

Há uma outra conclusão no trabalho de licenciatura de Cláudia Silva que me parece igualmente sugestiva. Para ela, o discurso jornalístico privilegia a informação, em detrimento da opinião, "o que também julgamos ser característico dos títulos diários de referência. Os textos de opinião são, geralmente, críticas de televisão, o que volta a denotar a predominância do audiovisual". Ela observou apenas uma secção, mas poderia extrapolar. Noutras secções - estou a pensar na da política -, o peso da opinião deve ser maior.

Temos, assim, como principais características das notícias sobre os media a sua origem local ou nacional, mais notícias sobre a televisão, de pequena dimensão (breves), com uma predominância da informação. A ser assim, o Diário de Notícias está mais perto da configuração adequada, enquanto o Público abandonou por completo a matéria. No Diário de Notícias, na sua versão recente de jornal popular de qualidade, próxima do Jornal de Notícias, do mesmo grupo mediático, há até uma ênfase naquilo a que se chama reality tv, que inclui reality-shows, talk-shows, novelas-documentário, como os meus alunos ontem analisavam na aula. Há uma circularidade entre a televisão (o que se passa nela) e a imprensa, com esta a dar informação suplementar dos programas de televisão.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

AUDIÊNCIAS DE TELEVISÃO

A edição de ontem da newsletter da Marktest indica que, na semana de 16 a 22 de Abril, dos cinco programas mais vistos três foram desafios de futebol, um noticiário e um programa de humor (três na RTP e dois na TVI) [o quadro tem elaboração da Marktest].

ÍNDICES DE LEITURA DE JORNAIS REGIONAIS

Conforme o estudo Bareme de Imprensa Regional da Marktest, os leitores mais regulares de jornais regionais situam-se no Litoral Norte. Ler mais aqui.

FILMES MAIS VISTOS ENTRE 12 E 18 DE ABRIL

O filme mais visto na semana de 12 a 18 de Abril foi Mr. Bean em férias, de Steve Baudelack (47823 espectadores, com um acumulado de 379096 espectadores), seguindo-se 300, de Zack Snyder (43038 espectadores), e O atirador, de Antoine Fuqua (32965 espectadores). No conjunto, os três filmes mais vistos fizeram uma receita bruta de quase € 525 mil e passaram em 150 ecrãs (fonte: ICAM).

quarta-feira, 2 de maio de 2007

TELEVISÃO, ELEIÇÕES E POLÍTICA


O debate entre Ségolène Royal e Nicolas Sarkozy - seguido pelo cabo, na TV5 - deixou-me muito admirado, pela positiva.

Primeiro pelo dispositivo televisivo: dois jornalistas que apenas introduziam os grandes temas e informavam os tempos de cada candidato durante o debate, enquanto árbitros sem intromissões, a que se juntou um trabalho sóbrio das câmaras televisivas.

Segundo: os candidatos falaram olhos nos olhos, com grande parte do tempo em tom quase de sussurro, excepto por volta dos cem minutos. Noto que foram quase 150 minutos de debate, com ausência de copos e de água e de provocações (ao contrário do que se costuma ver nos debates nacionais).

Depois, pelas ideias: debate político, a grande política, as fortes interpelações, as convicções profundas, mesmo se o telespectador não concorde. Exemplos: o não à adesão à UE da Turquia pela parte de Sarkozy, o referendo à constituição europeia por parte de Royal, as perspectivas face aos Jogos Olímpicos na China. E a comunhão dos dois face a problemas concretos: a ameaça à paz pelos actuais dirigentes do Irão.

Quarto: o escalonamento das prioridades políticas. O tempo gasto em torno dos reformados (e promessas consequentes) significa que está ali uma fatia importante do eleitorado a conquistar, quiçá o mais indeciso no momento. E as questões da segurança das fronteiras ocupou também uma fatia importante do debate, prova da importância do tema em França.

Eis a política, a grande e nobre política.

ANUÁRIO DE COMUNICAÇÃO

Televisão, cinema, vídeo, áudio, rádio, consolas e videojogos, imprensa, telecomunicações, TICs e publicidade são os sectores estudados no Anuário da Comunicação 2005-2006, edição recentíssima do OberCom. Dei um pequeno contributo com um texto sobre a rádio (pp. 220-223).

Com tempo, falarei mais em pormenor deste anuário.

O OberCom é dirigido por Gustavo Cardoso.

INDÚSTRIAS CULTURAIS


The Cultural Industries. The British Experience in International Perspective foi um workshop realizado pelo Centre for British Studies, da universidade Humboldt em Berlin, em 2 e 3 de Fevereiro do ano passado. Infelizmente, o blogueiro só tomou conhecimento do evento um ano depois, pelo que pode apenas dar conta no pretérito e sem contextualização.

O que aconteceu então? Segundo o sítio do
Centre for British Studies, de onde retirei a imagem de grupo abaixo inscrita, Christiane Eisenberg, professora de História no Centro, lembrou aos participantes a importância dos desafios propostos pela experiência britânica. Em primeiro lugar, inquiriu a razão porque as indústrias culturais no Reino Unido estão à frente na Europa. Depois, procurou explicar como se constroem estas indústrias e as tradições em que se basearam (ou reagiram contra). Finalmente, tentou identificar as estruturas das indústrias culturais, sempre com o objectivo de perceber as mudanças quer em termos de metodologias quer em termos de linguagem.

Pode encontrar-se aqui o texto Cultural Industries. The British experience in international perspective, editado por Christiane Eisenberg, Rita Gerlach e Christian Handke. É um trabalho de um muito elevado nível. Refiro apenas a introdução do livro:

As "indústrias culturais" e as "indústrias criativas" têm recebido considerável atenção nos últimos anos. As duas expressões, frequentemente usadas como simples sinónimos, referem-se a um conjunto de produtos [bens] que, em geral, associamos ao valor cultural, artístico ou de entretenimento (Caves). O termo indústrias culturais foi cunhado para dar conta da produção e disseminação dos conteúdos culturais nos meios de comunicação de massa, isto é, livros e revistas, registos sonoros, filmes e outros tipos de media audiovisual. Hoje refere-se também aos fornecedores de conteúdo dos meios de massa e aos produtores de artes tradicionais que não se prestam à reprodução em massa, como os espectáculos [performances] ao vivo e as artes criativas. Muita da literatura inclui indústrias similares como design, moda, artesanato, arquitectura, desporto, software e, até, turismo. No seu conjunto, ao inserirem indústrias complementares, por exemplo, produtores de tecnologias mediáticas e electrónica ligada ao entretenimento, incluem-se no contributo económico directo das indústrias culturais.

Obrigado a Luís António Santos, da Universidade do Minho, por me ter dado a conhecer o texto.

O BLOGUE DE MARCELO MORENO, VINDO DA ARGENTINA


Marcelo A. Moreno, do blogue ANTILOGICAS, nasceu em Buenos Aires (Argentina) e é escritor, jornalista no diário Clarín e professor de jornalismo na universidade de Belgrano (Argentina).

Pelo que me apercebi, ele descobriu as vantagens dos blogues há pouco tempo. Ou o jornal Clarín deu força a que os seus jornalistas tivessem uma página pessoal. Marcelo Moreno começou logo a falar de Portugal, por onde terá passado recentemente.

Alguns dos seus comentários sobre o país valem ser lidos, pois um olhar de fora mostra-nos mais precisos do que olhando para nós mesmos. E retirei uma das imagens de uma mensagem que colocou mesmo no final de Abril (Padaria Popular, Coimbra). A ler
aqui.



Obrigado a Fernando O. Paulino, correspondente do Indústrias (desde Sevilha até Brasília), pela informação.

terça-feira, 1 de maio de 2007

O FILME SOBRE PIAF

Protagonizada por Marion Cotillard e realizado por Olivier Dahan, o filme La vie en rose (título original La Môme, de 2007) retrata a vida da cantora francesa Édith Piaf (1915-1963, nascida como Édith Giovanna Gassion).


Tensão entre liberdade pessoal (ou vadiagem ou ausência de regras) e trabalho intenso, liderado por um agente musical (ou amante), Piaf viveu sempre dominada por personalidades fortes, sempre pensando em benefícios financeiros próprios. As regras funcionavam mal com ela ("sempre cantei assim"), ela que saltara, ainda na infância, de uma avó que não cuidava dela a outra avó que detinha a propriedade de um prostíbulo até acompanhar o pai, circense e saltimbanco. Ou a reprodução social e cultural - aproximação à mãe, Line Marsa, ela própria cantora em cabarés; abandono da sua filha, Marcelle, morta por meningite com apenas dois anos de idade.

O filme mostra a vida de uma mulher infeliz, morta antes dos 48 anos, consumida no uso de droga (como morfina, explicada para atenuar dores de reumatismo) e bebida. Mas também uma mulher decidida, que fala de si mesma nas canções que interpreta, e irascível, com comportamentos de vedeta num star-system crescente, em especial nos Estados Unidos, onde adquire fama quase tão elevada como na sua França natal. Mas o filme - da infância à desolação pela morte de Marcel, a sua grande paixão, por acidente de aviação nos Açores, e ao seu próprio desaparecimento, com imensos flashbacks - não é um grande filme, estando eu de acordo com as críticas que li. No filme, falta a observação da importância do peso da sociedade - a guerra mundial destruira a França -, fulcral no desenvolvimento dos indivíduos. Possivelmente, o problema do filme reside não tanto nos planos filmados como na montagem, às vezes displicente e com interligações deficientes.

Piaf iniciou a sua carreira aos 15 anos, cantando especialmente em cafés e na rua. Dona de uma voz singular, rouca e quente, notabilizou-se com canções como Je ne regrette rien e La vie en rose. Participou também em filmes, operetas e teatro, caso de uma peça escrita por Cocteau [dados biográficos da cantora no sítio Édith Piaf, de J.M.Smethurst, de onde retirei a imagem ao lado].

De Édith Piaf, da môme Piaf, havia, em mim, uma memória da rádio, do sortilégio da sua voz ouvida na rádio. A rádio, para mim, é um repositório de conhecimentos musicais como a MTV é para a geração a passar na universidade por esta altura. Do mesmo modo que a minha adolescência seria marcada pela passagem televisiva tardia de Judy Garland, em Over the rainbow.

REVISTA OS MEUS LIVROS


Já está à venda o número de Maio da revista Os Meus Livros, dirigida por João Morales.

Destaco a evocação de Hergé, o pai do Tintim, a aposta de António Mega Ferreira em Filipa Leal, a jovem editora do suplemento cultural "Artes das Letras" do jornal O Primeiro de Janeiro, e a referência ao livro de Vera Borges, O mundo do teatro em Portugal, em edição do Instituto de Ciências Sociais.

Dos livros anunciados para sair este mês, fixo Casos em que o jornalismo foi notícia, organizado por Manuel Pinto e Helena Sousa (Campo das Letras), As lições do cinema: manual de filmologia, de João Mário Grilo (Edições Colibri) e O indispensável sobre o jornalismo, de Sofia Pacheco (7 Dias 6 Noites).

segunda-feira, 30 de abril de 2007

CONGRESSO DA SOPCOM




O call for papers do 5º congresso da SOPCOM (Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação) foi prolongado até 15 de Maio. O tema geral é Comunicação e Cidadania. No congresso, serão discutidas temáticas como internet, jornalismo, publicidade, relações públicas e educação para os media.

Há 21 sessões temáticas. Sem querer ser muito tendencioso, considero que a melhor (ou uma das melhores) sessão é a da sociologia da comunicação. Por favor, inscrevam-se. Podem fazê-lo até 30 de Junho, através do sítio www.5sopcom.uminho.pt.

O BLOGUE DE ANTÓNIO GRANADO


António Granado, do blogue Ponto Media, publica hoje um inquérito feito a 100 leitores, a partir de uma ferramenta (no blogue de Mindy McAdams).

Como não tenho tempo de fazer gráficos ou quadros, aqui ficam alguns dados dos leitores do blogue do
António Granado, retirados directamente do seu espaço:

Idade dos leitores
18 a 35 anos - 68
35 a 50 - 26
51-65 - 6

Profissão
Estudante - 29
Professor - 15
Jornalista - 30
Outra - 41

Frequência de leitura
+ de uma vez por dia - 5
Diariamente - 42
2 a 4 x por semana - 29
2 a 4 x por mês - 12
1 vez por mês ou menos - 7
1ª vez - 5

Quando começou a ler
2001-2002 - 11
2003-2004 - 15
2005-2006 - 48
2007 - 17
Não sou leitor habitual - 6
Não responderam - 3

Costuma ler outros blogues de jornalismo
Sim - 65
Não - 35
Quais (com mais citações):
Jornalismo e Comunicação, Atrium, Blogouve-se, ContraFactos & Argumentos, Indústrias Culturais, Irreal TV e Jornalismo & Internet

Principais pontos fortes do Ponto Media
Actualidade
Bons links
Sucinto, curto, “don’t speak - point”

Principais pontos fracos do Ponto Media
Pouca opinião pessoal
Poucos links nacionais
Pouca interacção com os leitores

Que pontuação daria ao Ponto Media. Mau- 0 ; Excelente - 10
10 - 11
8-9 - 60
6-7 - 24
4-5 - 4
2-3 - 1

O que falta ao Ponto Media para ser melhor (mais referidos)
Mais opinião
Mais multimedia

Observação: obrigado no que toca ao Indústrias, um dos mais citados.

REVISTAS OU SUPLEMENTOS?


Na Notícias Magazine (NM) de ontem, com o título Audiências. De "pin" ao peito, dava-se conta da liderança daquela publicação dominical que acompanha os jornais Diário de Notícias e Jornal de Notícias.

Olhando para os gráficos, lê-se que a NM é mais lida que revistas como Proteste, Maria, Visão, Nova Gente ou Caras. A meu ver, esta comparação não se devia fazer, pois mistura publicações autónomas com revistas que acompanham jornais. Curiosamente, a menos lida das dez é o caderno Única, do Expresso - do mesmo modo que com a NM, tenho pudor em chamar-lhe revista, por causa da autonomia relativamente ao produto principal, o jornal.

Retirando a Proteste e a Visão, há homogeneidade no tipo de informação lida nessas publicações. Trata-se de informação leve, em papel macio e brilhante, às vezes focando histórias das estrelas locais e das suas idiossincrasias específicas, às vezes com artigos de aconselhamento (beleza, sexualidade). Não há política nem cultura exigente nas publicações, as quais podem ler-se num consultório médico ou de advogado enquanto se espera pela nossa vez na consulta.

Reparando com mais atenção nos quatro gráficos que enchem duas páginas da NM de ontem, a NM compara-se nos terrenos de revistas mais lidas, revistas de jornais (o único sector em que se devia efectuar a comparação), newsmagazines (a menos comparável) e revistas femininas. Ou seja, para quem escreveu, a NM é uma mistura adequada dos quatro tipos de publicações, o que, na minha opinião, não é. Como anotei acima, a NM é um tipo de publicação ancorada num título principal - pouca gente compraria a NM isoladamente -, atinge um público-alvo dentro dos compradores do título principal (informação mais leve, dirigida ao público feminino).

Eu não valorizo muito este tipo de publicação. Os meus gostos estão noutros sítios dos jornais. Para além do caderno principal, elejo os cadernos de cultura, arte e política como os principais. Dentro deste âmbito, recordo com uma já grande saudade a revista (ou caderno) 6ª, sacrificada na última remodelação do Diário de Notícias. Ali, eu encontrava informação bem trabalhada das novidades literárias, cinematográficas, musicais e estéticas. Com textos soberbos de Umberto Eco, Mario Vargas Llosa e outros. A sua substituição por uma revista-caderno de televisão mostra a dificuldade dos jornais estabelecerem empatia com os leitores que gostam de jornais. O que vem na publicação editada ao sábado com o formato da revista Maria encontra-se em muitos outros lugares, não acrescenta nada ao conhecimento. Claro que compreendo a inflexão do grupo de media proprietário do Diário de Notícias: os negócios presentes e futuros da televisão, seja na PTM ou na televisão digital terrestre.

Retiro os títulos da capa do nº 63 da revista 6ª (23 de março último): "Sons - Teresa Salgueiro em viagem pelo Brasil"; "Imagens - a Itália de Berlusconi filmada por Moretti"; "Letras. Carmen Miranda. Memória em technicolor". Agora, à distância apenas de um mês, percebe-se melhor a qualidade daquela aposta, se comparada com o produto que a substituiu.

Terá sido uma boa opção o abandono de uma publicação desta qualidade? Os leitores correm depressa para ler a Ípsilon, do concorrente Público.

domingo, 29 de abril de 2007

FEIRA DO LIVRO E DA INDÚSTRIA CULTURAL EM PONTEVEDRA

Em Pontevedra (Espanha), realiza-se, entre 10 e 13 de Maio, a Feira do Livro e da Indústria Cultural. Inclui o livro, o disco e outros produtos da indústria cultural galega. Para obter mais informações, clicar em cultur.gal.

D. JOÃO, DE MOLIÈRE


O cenógrafo João Mendes Ribeiro chama praticável à superfície levemente inclinada em que a peça D. João se desenvolve (série de espectáculos de 14 a 28 de Abril no Teatro Nacional de S. João, no Porto). Portas, alçapões, espelhos, entradas e saídas, nascem desta plataforma, a qual ainda serve de demarcação do tempo.

No topo do praticável, o clarinetista Carlos Piçarra Alves, como se fosse uma testemunha permanente dos factos, pontua as intervenções destes. Com temas de Vítor Rua, Maurice Ravel e Rahul Dev Burman.

D. João (Pedro Almendra) e Esganarelo (Hugo Torres), donjuan e o seu aio - que também funciona como voz da consciência, dizendo o que o patrão pensa mas censurando aqueles que agem como o patrão -, ocupam todo o praticável.Também gostei particularmente de João Castro (no papel de Pierrot) e Joana Manuel (no papel de Dona Elvira). Com microfones em cada actor, eliminam-se as dificuldades de audição que se encontram, por vezes, nos palcos.

Na sexta-feira, a plateia estava cheia. Muitos jovens em grupo (possivelmente oriundos de escolas secundárias) não regatearam aplausos no final. O que é agradável para os artistas.

O Manual de Leitura, uma espécie de jornal, tem muitos e bons textos sobre a peça.


Tradução da peça por Nuno Júdice, encenação de Ricardo Pais.

PORTO CONTEMPORÂNEO

O ABATE DAS ÁRVORES SEGUNDO AS NOTÍCIAS DOS JORNAIS

Nas semanas mais recentes, os jornais noticiaram o abatimento de cerca de 90 plátanos da praça onde se encontra a praça de touros do Campo Pequeno (Lisboa). Da leitura de diversas notícias, traço o presumível desenrolar dos acontecimentos.

1) informação do número de plátanos a deitar abaixo (dados sem fonte identificada, embora oficial); tratava-se de preparar a opinião pública,
2) reacção de movimentos ambientalistas, simultaneamente enquanto pressão para que o abate se não desse e porque o promotor da primeira notícia não soubera preparar, de modo conveniente, a opinião pública. Logo, colocação do assunto em agenda,
3) necessidade do pelouro da Câmara ligado ao ambiente intervir, dando conta de dois movimentos complementares: a) envelhecimento de algumas árvores antes mesmo da alteração urbana que restaurou a praça de touros, b) danificação de outras árvores pelas obras. Por esta segunda razão, a Câmara indicava ir ter uma indemnização da entidade concessionária da praça de touros. Em causa a limitação de danos provocados em termos de comunicação.

Observação: se os plátanos foram danificados e a entidade promotora das obras foi responsabilizada, isso significa que houve problemas reais que os movimentos ambientalistas denunciaram correctamente. Claro que só conheço os factos a partir das notícias dos jornais e porque assisti ao abate, como as imagens antes e depois da destruição mostram. Não conheço o empenho dos vários actores sociais no agendamento das notícias e seu enquadramento (perspectivas enunciadas).

sexta-feira, 27 de abril de 2007

PÚBLICOS E AUDIÊNCIAS EM DAYAN


Daniel Dayan tem escrito bastante sobre públicos e audiências. Os leitores portugueses já o conhecem nomeadamente do volume organizado por ele e por José Carlos Abrantes, editado no final do ano passado com o título Televisão: dos públicos às audiências (Livros Horizonte e CIMJ). Um livro mais antigo, mas igualmente celebrado, foi o escrito de parceria com Elihu Katz, com o nome A História em directo. Os acontecimentos mediáticos na televisão (Minerva, 1999; original: Media events).

Um outro texto que eu considero de particular importância seria publicado no volume organizado por Sonia Livingstone Audiences and publics: when cultural engagement matters for the public sphere (Intellect, 2005). Apesar do título provocador e complexo, Mothers, midwives and abortionists: genealogy, obstretrics, audiences and publics, Dayan deixa-nos uma excepcional e clara percepção dos conceitos público e audiência, bem maior que a do volume editado o ano passado.

A preferência de Dayan vai para público, o qual implica sociabilidade, estabilidade, envolvimento e efectivação (performance). Para ser mais preciso, o público é uma entidade coerente cuja natureza é colectiva, em que o conjunto, para além da sociabilidade, significa identidade partilhada e um sentido dessa identidade. Público não é o simples espectador no plural, a soma de espectadores. O que o leva a apresentar os propósitos do seu capítulo, em número de três: 1) retratar uma noção chamada público, 2) observar a interligação entre públicos e audiências, 3) observar a posição dos que olham os públicos e propõem uma genealogia das entidades observadas.

Dayan arquitecta distintos públicos: de gosto, de questões (issues) - como os ligados à política - e de identidade - caso dos fãs de música, jogos e desporto. Separa público de espectadores, multidões, comunidades, activistas ou militantes, e testemunhas. E serve-se das profissões para diferenciar: quando o demógrafo olha os públicos, vê grupos etários; quando o semiótico olha os públicos, vê comunidades interpretativas. Para além da perspectiva geográfica: em França, as audiências tendem a ser, ao passo que os públicos tendem a fazer.

Os públicos possuem diferentes entidades (personae fictae), através das quais se liga a atenção pela reacção e resposta - públicos, audiências, testemunhas e espectadores. A primeira tarefa é reconhecer a diversidade deste conjunto heterogéneo. A tarefa seguinte consiste em olhar a recepção da (na) televisão.


Dayan fala da necessidade de distinção entre públicos e tipos de audiências. Pelo que propõe um duplo entendimento de público e um duplo entendimento de audiência. Quando se fala de públicos, há um tipo de actor colectivo, discreto, mitologizado, envolvido em processos políticos e culturais; mas também se pode usar público no sentido genérico. Quando se fala de audiências, podem discutir-se estas na pesquisa quantitativa mas também considerá-las no sentido dos estudos de recepção.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

TOCAR DE OUVIDO

De 28 de Abril a 1 de Maio, realiza-se em Évora o Tocar de Ouvido. O evento reúne diferentes gerações de músicos para oficinas de aprendizagem, palestras e debates, complementadas com muita música ao vivo.

Como organizadores ou participantes deste evento contam-se alguns nomes bem conhecidos do meio musical português e mesmo do estrangeiro: António Tilly, professor do Instituto de Etnomusicologia (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa), Artur Fernandes (Músico do projecto Danças Ocultas e da associação Dorfeu, de Águeda), Carlos Guerreiro (músico, artesão e professor, conhecido pela sua participação em projectos musicais como o GAC, Gaiteiros deLisboa, Amélia Muge, etc.), Domingos Morais (professor da Escola Superior de Teatro e Cinema), Fernando Deghi (músico brasileiro, internacionalmente conhecido pelo seu trabalho nos Cordofones do Brasil), Manuel Rocha (Brigada Victor Jara, director do Conservatório de Coimbra), Pablo Carpinteiro (prestigiado investigador e professor de Gaita-de-fole da Galiza, Espanha) e Santiago Bejar (tamborileiro da Extremadura, Espanha).

[Fonte:
Radiofusiòn (texto de Maria Xesús Arias)]

TEATRO DOS ALCÓMICOS ANÓNIMOS


Dias 3, 4 e 5 de Maio, na sala Jardins de Inverno do Teatro São Luís, os Alcómicos Anónimos vão repor a peça Matrioshka, espectáculo de luz e cor "com hora e picos de comédia".

Na apresentação do espectáculo, lê-se: "Relativamente ao espectáculo que esteve em cena no Teatro Mundial de Outubro a Dezembro, esta Matrioshka terá poucas, mas boas alterações. Podemos prometer desde já que o espectáculo vai ser um pouco mais curto (imposições directivas!) e que terá um início e um final diferentes. Quando a sketches novos, está prevista uma ou outra surpresa".

CADERNOS DE JORNALISMO


Está a começar a sessão de lançamento dos Cadernos de Jornalismo, do Instituto de Estudos Jornalísticos (Universidade de Coimbra).

Desejo muito êxito, ficando à espera dos conteúdos para os ler. Para mais informações, clicar em cadernosdejornalismo.


JORNALISMO DE SARGETA - O QUE É?

João Paulo Meneses, do Blogouve-se, quis saber o que signifca isso segundo o ministro dos Assuntos Parlamentares. Augusto Santos Silva respondeu-lhe e o resultado está aqui. A ler e a deixar comentários na caixa do blogue de Meneses.

NOITES DE JAZZ

Às quintas-feiras, pelas 22:45, entre Maio e Setembro, na cafetaria Quadrante (Centro Cultural de Belém), com entrada livre.

No dia 3 de Maio, Russ Lossing toca piano em solos. No dia 10 de Maio, cabe a vez ao Quarteto de Júlio Resende (este ao piano), acompanhado por José Pedro (saxofone), Hugo Antunes (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria).

CINEMA

Está a decorrer em Coimbra (Teatro Académico Gil Vicente) Caminhos do Cinema Português, até 28 deste mês.

Mais informações em www.caminhos.info.