
O vídeo abaixo reflecte uma leitura que eu fiz do kitsch, a partir de textos de leituras de Clement Greenberg, Philippe Kaenel e Matei Calinescu. Greenberg parte da dupla definição de vanguarda e rectaguarda e de cultura formal e cultura popular, onde o kitsch aparece. O kitsch, ao empregar como matéria de base os simulacros degradados e academistas da cultura genuína, abre porta ao que Greenberg chama de insensibilidade. Já Kaenel parte de territórios como high e low em exposições novaiorquinas, em especial as de Jeff Koons, ao passo que Calinescu olha o kitsch como uma das partes da modernidade, ao lado da vanguarda, da decadência e do pós-modernismo.


Leituras: Clement Greenberg (2006). La pintura moderna y otros ensayos. Madrid: Siruela, pp. 22-44 (original de 1939)
Philippe Kaenel e Gilles Lugrin (dir.) (2007). Bédé, ciné et art. D'un média à l'autre. Lausanne: Infolio, pp. 223-256
Matei Calinescu (1999). As cinco faces da modernidade. Lisboa: Vega, pp. 201-229

















