[textos e imagens de Rita Botelho]
A comida japonesa e a forma como é confeccionada e apresentada é muito peculiar e diversificada. Nestas imagens mostro quatro situações distintas.
No Japão, os menus são quase sempre apresentados nas montras com modelos à escala real feitos em plástico ou cera. Esta é talvez uma forma rápida e eficaz de cativar o cliente e de comunicar de forma universal o menu. Confesso que é uma ideia brilhante, pois são raros os menus traduzidos no Japão e é um pecado viajar no Japão e não saber o que poder comer nos várias restaurantes. Os modelos de plástico nas montras podem também ter o efeito contrário quando os donos dos restaurantes se esquecem de limpar o pó aos noodles e ao sushi.
Em Portugal as provas de vinho são comuns mas no Japão são as provas de sake que têm mais popularidade. A fotografia foi tirada num estabelecimento da especialidade em Fushimi (zona a sul de Kyoto conhecida pela produção de sake) onde existem centenas de variedades de sake. Cada prova inclui três tipos de sake que são acompanhados com um cubo de tofu fresco e pickles de Kyoto.
Restaurante típico japonês em que o cliente se senta ao balcão de madeira e o chefe prepara os pratos à vista. É uma experiência fantástica observar a habilidade de um chefe japonês a manusear as facas e a velocidade e perícia como trata o peixe fresco. Há pratos que quase saem directamente do aquário para a mesa... mais fresco não há.
Fotografia tirada em Kurama, a norte de Kyoto, uma zona especialmente popular durante o Verão pela natureza luxuriante e o rio refrescante. Ao longo do rio, vários restaurantes montam plataformas de madeira onde os clientes podem comer ao som da água fresca a correr. Passar uma tarde quente de Verão num destes restaurantes é uma experiência única.
Observação: foram publicadas outras Cartas do Japão, com textos e imagens de Rita Botelho, nos dias 23 de Fevereiro, 6 e 14 de Março de 2010. Do novo, os meus agradecimentos por ela ter permitido que publicasse no blogue as suas impressões daquele país.
Textos de Rogério Santos, com reflexões e atualidade sobre indústrias culturais (imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, videojogos, música, livros, centros comerciais) e criativas (museus, exposições, teatro, espetáculos). Na blogosfera desde 2002.
quarta-feira, 24 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
GRUPO LENA: CONTINUA OU SAI DOS MEDIA?
- "O grupo Lena está a repensar a sua estratégia na área da comunicação social, admitindo fazer crescer a sua subholding Lena Comunicação através da aquisição de novos projectos e constituição de parcerias ou vir a sair do sector da comunicação social, alienando este activo que tem a maior rede de jornais regionais do país e o diário nacional i", lê-se no documento. O grupo Lena refere ainda que esta decisão está a ser "analisada pela administração e accionistas, no quadro de vários cenários de reestruturação do próprio portfólio de empresas e áreas de negócio", adiantando que "existem vários cenários quer para o reforço quer para a alienação da área da comunicação social, envolvendo grupos nacionais e estrangeiros" (Público).
A notícia indica que tanto pode haver sim como haver não, o que é uma fórmula de difícil compreensão para um leitor. A haver alienação, isso significa que o negócio do grupo Lena está a ter problemas. O que é péssimo, num dia em que a Impala, grupo de Jacques Rodrigues, suspendeu a publicação das revistas Crescer e Boa Forma, atingindo 49 trabalhadores.
segunda-feira, 22 de março de 2010
100 ANOS DE IMPRENSA NA BATALHA
Na exposição 1909-2009 - 100 Anos de Imprensa no Concelho da Batalha, podem ver-se as capas dos primeiros números de jornais ao longo de um século como Batalha Nova, A Voz do Lena, Jornal da Golpilheira e Jornal da Batalha, este a celebrar o seu vigésimo aniversário. Há também máquinas fotográficas e de escrever antigas, para além de uma breve cronologia com os principais momentos da história do jornalismo, contributos para a compreensão da história local. Local do evento: Galeria de Exposições Mouzinho de Albuquerque (Batalha, mesmo ao lado do mosteiro), patente até 28 de Março, das 14:00 às 17:30.
[obrigado a Francisco Vicente pela informação]
[obrigado a Francisco Vicente pela informação]
HOMENAGEM A HORÁCIO ARAÚJO
Recordara-o aqui, aquando da sua morte, em 8 de Junho de 2008. Hoje, ao fim da tarde, a Faculdade de Ciências Humanas da UCP prestou-lhe uma homenagem com o lançamento do livro Partíamos como se não fôssemos, com 44 textos (ensaios, memórias) sobre Horácio Araújo, durante muitos anos o coordenador do curso de Comunicação Social e Cultural daquela Faculdade.
domingo, 21 de março de 2010
DIA MUNDIAL DA POESIA
Hoje, na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, com Graça Lobo e Jorge Silva Melo lendo poemas de Mário Cesariny (desculpas pela má qualidade da imagem).
O JORNALISTA COMO PROFISSIONAL EM JOAQUIM FIDALGO
Além de definir o conceito e a profissão de jornalista, Joaquim Fidalgo traça uma história do jornalismo em cinco períodos: 1) primórdios da actividade, a partir de meados do século XIX, 2) industrialização, com aparecimento da imprensa popular, durante o século XIX, 3) entre guerras mundiais, ou mais precisamente entre 1918 e 1935 (!), quando se estabelece um quadro legal e institucional da profissão, 4) desde a 2ª Guerra Mundial até final do século, 5) advento e expansão da internet, e digitalização.
Joaquim Fidalgo segue vários autores franceses; para Portugal segue José Manuel Tengarrinha, Rosa Sobreira, José Carlos Valente. Tem, como pontos fortes, a alusão à diferenciação entre o jornalista diletante e escritor e o repórter, o inicial estatuto elevado do jornalista (por volta de 1850-1860, 44% dos jornalistas franceses eram oriundos da aristocracia e da alta burguesia), o crescimento dos jornais na segunda metade do século XIX, com o cruzamento de factores de ordem política, económica e tecnológica, laboral e cultural, a liberdade de imprensa (lei de Julho de 1881 em França), a redução do preço dos jornais (cinco cêntimos em França, um penny em Inglaterra), a imprensa popular pioneira nos Estados Unidos (com referências ao trabalho de Michael Schudson), a trilogia preço-notícia-anúncio e o surgimento das agências noticiosas com acompanhamento noticioso da actualidade. Equaciona igualmente a desprofissionalização e a proletarização trazidas com a digitalização dos media.
O autor tem doutoramento em Ciências da Comunicação na Universidade do Minho, onde é docente. Foi um dos fundadores do jornal Público, depois de ter trabalhado no Jornal de Notícias e Expresso. Foi provedor do leitor no Público. A sua obra já é vasta e incide nomeadamente sobre deontologia dos jornalistas. Aqui no blogue escrevi algumas vezes sobre ele (para procurar, digitar o seu nome na caixa horizontal no topo esquerdo do blogue).
Leitura: Joaquim Fidalgo (2008). O jornalista em construção. Porto: Porto Editora
MICHAEL SCHUDSON EM LISBOA
Michael Schudson esteve anteontem, sexta-feira, na Universidade Católica Portuguesa, integrado no congresso Arts of Mediation. O vídeo é um resumo de alguns tópicos do sociólogo americano a que eu já fizera alusão em mensagem aqui. O texto de Schudson teve o título de News as a Blurred Genre: The Contemporary Transformation of Journalism. Para melhor compreender as ideias do sociólogo, ver o relatório que escreveu conjuntamente com Leonard Downie, Jr e intitulado The Reconstruction of American Journalism.
sábado, 20 de março de 2010
BECKETT SEGUNDO GABRIELA BORGES
No seu livro A poética visual de Samuel Beckett (2009), Gabriela Borges levanta o fazer constitutivo da estética televisivo do autor.
Gabriela Borges, no texto que constitui a base da sua tese de doutoramento, parte de Beckett como artista multimedia, das peças teatrais às peças radiofónicas e à colaboração com a BBC e direcção da emissora alemã Süddeutscher Rundfunk - SDR (1965) e ao cinema. Escreve ela: "Beckett experimenta com os códigos televisuais na criação de uma poética que se articula na montagem de imagens visuais e sonoras. A sua poética cria imagens televisuais abstractas, que se comunicam por meio de elementos estéticos mínimos, e imagens sonoras que distendem a narrativa, fazendo assim com que o visível e o invisível se desvelem no domínio tecnológico" (p. 124). A autora enfatiza a relação quase antagónica entre a economia de meios e o minimalismo radical de Beckett com o entretenimento frenético e interpelativo da televisão (p. 15).
Gabriela Borges tem doutoramento em Comunicação e Semiótica pela Universidade de S. Paulo e é docente na Universidade do Algarve. Em co-organização com Vítor Reia-Baptista, publicou Discursos e práticas de qualidade na televisão (Livros Horizonte).
Gabriela Borges, no texto que constitui a base da sua tese de doutoramento, parte de Beckett como artista multimedia, das peças teatrais às peças radiofónicas e à colaboração com a BBC e direcção da emissora alemã Süddeutscher Rundfunk - SDR (1965) e ao cinema. Escreve ela: "Beckett experimenta com os códigos televisuais na criação de uma poética que se articula na montagem de imagens visuais e sonoras. A sua poética cria imagens televisuais abstractas, que se comunicam por meio de elementos estéticos mínimos, e imagens sonoras que distendem a narrativa, fazendo assim com que o visível e o invisível se desvelem no domínio tecnológico" (p. 124). A autora enfatiza a relação quase antagónica entre a economia de meios e o minimalismo radical de Beckett com o entretenimento frenético e interpelativo da televisão (p. 15).
Gabriela Borges tem doutoramento em Comunicação e Semiótica pela Universidade de S. Paulo e é docente na Universidade do Algarve. Em co-organização com Vítor Reia-Baptista, publicou Discursos e práticas de qualidade na televisão (Livros Horizonte).
A RÁDIO SEGUNDO PAULA CORDEIRO
O livro de Paula Cordeiro, A rádio e as indústrias culturais. Estratégias de programação na transição para o digital, a ser lançado na próxima semana durante o congresso Pós Rádio: R@dio como media social? e que constitui o essencial da sua tese de doutoramento, defendida em finais de 2007, como indico aqui, é um contributo para o estudo da rádio. Inovações tecnológicas, transição para o digital, estratégias de marketing da música em Portugal, tendências internacionais, publicidade e fontes de financiamento, relação entre entretenimento e marcas são alguns dos temas do livro (406 páginas, três partes e sete capítulos, 17 euros de preço).
Paula Cordeiro é docente do ISCSP, tem doutoramento em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, investiga a rádio desde 2000 e tem um blogue dedicado ao meio (NetFm).
Paula Cordeiro é docente do ISCSP, tem doutoramento em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, investiga a rádio desde 2000 e tem um blogue dedicado ao meio (NetFm).
sexta-feira, 19 de março de 2010
MICHAEL SCHUDSON E O FUTURO DO JORNALISMO
Na conferência realizada hoje de manhã, Michael Schudson falou de cinco desafios colocados ao jornalismo na actualidade, que fazem desaparecer barreiras anteriores. Assim, em primeiro lugar, indicou a indistinção entre escritor e leitor, entre jornalista e leitor. Qualquer leitor pode escrever, como nos blogues. Em segundo lugar, perde-se a diferença de géneros, com a análise a encontrar-se com o comentário e a interpretação. Como terceiro foco, Schudson falou da indiferença crescente entre profissional e amador. Estamos numa cultura pro-am, em que os conhecimentos do amador são tão consideráveis como os do profissional. Em quarto lugar, o sociólogo e historiador do jornalismo reflectiu na perda de importância distintiva entre empresa lucrativa e não lucrativa, ou, por outras palavras, entre Estado e empresas privadas no tocante a apoios (falou da rádio pública americana e nos apoios do Estado aos media tradicionais, algo impensável há 20 anos). Finalmente, há uma perda de distinção entre a redacção (notícias) e a empresa comercial (publicidade).
LEIPZIG
Lembrei-me de Leipzig e da igreja onde Bach tantas vezes tocou. O vídeo tem pouca qualidade e nem sequer foi montado (Setembro de 2007). Parece arte bruta (não me lembro de já o ter colocado aqui no blogue). Bach nasceu em 21 de Março de 1685, há 325 anos.
quinta-feira, 18 de março de 2010
TRABALHO NAS INDÚSTRIAS CULTURAIS EM MURDOCK
Graham Murdock (2003: 15) começa o seu texto por destacar o papel das indústrias culturais e as profissões a si associadas. Cita Roland Barthes quando declarou a morte do autor e indicou o leitor como o fornecedor dos significados gerados pelos artefactos culturais, criando uma audiência pronta a ser analisada em termos de consumo. A ênfase passou a ser colocada no trabalho simbólico da vida quotidiana através da leitura, visionamento, compra e cultura "faça você mesmo", numa crescente valorização do consumo como local central da formação da identidade.
Nota Murdock que, nos anos mais recentes, tem havido uma alteração nos estudos culturais e dos media com o foco no trabalho e nas profissões (2003: 16), nas instituições, indústrias e políticas, em especial o jornalismo, a televisão e a música. O estudo do trabalho cultural significa observar o centro da empresa, com a relação entre a criatividade e as pressões estruturais, as estratégias organizacionais e as profissões. Além da análise cultural, há investigação em economia política, sociologia, economia, geografia cultural e económica e antropologia. Murdock distingue elementos precisos na investigação e debate, incluindo o mapeamento das estruturas e operações das indústrias culturais no todo ou em sectores específicos. Aqui cabem análises de oportunidades de investimento, distribuição da produção, relações entre a organização industrial e a diversidade cultural. Além disso, propõe-se estudar as estruturas organizacionais e as estratégias de marketing das principais organizações dentro da produção cultural, as ocupações culturais e as suas segmentações usando entrevistas ou questionários para construir quadros de grupos particulares de trabalhadores num momento particular. Finalmente, Murdock indica estudos etnográficos que empregam observação directa de específicos projectos culturais e locais de produção (redacções ou estúdios de gravação), de modo a examinar como as pressões externas e internas se relacionam com a criatividade e moldam a diversidade e o estilo de expressão pública em circunstâncias particulares.
Murdock elenca algumas das principais mudanças dos sectores das indústrias culturais desde a década de 1980: privatização, liberalização, reorientação dos regimes de regulação, empresarialização, concentração, "comodificação". São categorias que encontramos no texto dos dois volumes organizados por Helena Sousa, mais acima, embora neste texto haja mais desenvolvimento, em especial quando ele se propõe fazer um mapeamento dos campos das indústrias culturais (2003: 23-27): artefactos e fluxos, centros e periferias, redes e localização, empresas comerciais e serviço público.
Leitura: Graham Murdock (2003). "Back to work. Cultural labor in altered times". In Andrew Beck (ed.) Cultural work. Understanding the cultural industries. Londres e Nova Iorque: Routledge, pp. 15-36
Nota Murdock que, nos anos mais recentes, tem havido uma alteração nos estudos culturais e dos media com o foco no trabalho e nas profissões (2003: 16), nas instituições, indústrias e políticas, em especial o jornalismo, a televisão e a música. O estudo do trabalho cultural significa observar o centro da empresa, com a relação entre a criatividade e as pressões estruturais, as estratégias organizacionais e as profissões. Além da análise cultural, há investigação em economia política, sociologia, economia, geografia cultural e económica e antropologia. Murdock distingue elementos precisos na investigação e debate, incluindo o mapeamento das estruturas e operações das indústrias culturais no todo ou em sectores específicos. Aqui cabem análises de oportunidades de investimento, distribuição da produção, relações entre a organização industrial e a diversidade cultural. Além disso, propõe-se estudar as estruturas organizacionais e as estratégias de marketing das principais organizações dentro da produção cultural, as ocupações culturais e as suas segmentações usando entrevistas ou questionários para construir quadros de grupos particulares de trabalhadores num momento particular. Finalmente, Murdock indica estudos etnográficos que empregam observação directa de específicos projectos culturais e locais de produção (redacções ou estúdios de gravação), de modo a examinar como as pressões externas e internas se relacionam com a criatividade e moldam a diversidade e o estilo de expressão pública em circunstâncias particulares.
Murdock elenca algumas das principais mudanças dos sectores das indústrias culturais desde a década de 1980: privatização, liberalização, reorientação dos regimes de regulação, empresarialização, concentração, "comodificação". São categorias que encontramos no texto dos dois volumes organizados por Helena Sousa, mais acima, embora neste texto haja mais desenvolvimento, em especial quando ele se propõe fazer um mapeamento dos campos das indústrias culturais (2003: 23-27): artefactos e fluxos, centros e periferias, redes e localização, empresas comerciais e serviço público.
Leitura: Graham Murdock (2003). "Back to work. Cultural labor in altered times". In Andrew Beck (ed.) Cultural work. Understanding the cultural industries. Londres e Nova Iorque: Routledge, pp. 15-36
THE INDEPENDENT
Após muitas negociações para a venda dos jornais The Independent e The Independent on Sunday, sabe-se que estes títulos irão pertencer a Alexander Lebedev, um milionário russo. Ontem, a secretaria de Estado para os Assuntos Comerciais do Reino Unido indicou não ser necessário investigar se havia matéria de concorrência, o que significa luz verde para o negócio.
O jornal vai custar uma libra a Lebedev, mas ele tem de fazer face a perdas de 10 milhões de libras anuais num jornal lançado em 1986. As negociações começaram em Dezembro último (fonte: editorsweblog.org).
O jornal vai custar uma libra a Lebedev, mas ele tem de fazer face a perdas de 10 milhões de libras anuais num jornal lançado em 1986. As negociações começaram em Dezembro último (fonte: editorsweblog.org).
O REAPARECIMENTO DO FRANCE-SOIR
O jornal France-Soir, um título histórico dos media franceses, foi relançado ontem por Alexander Pugachyov, filho do mais rico oligarca da Rússia. Além de um investimento forte em publicidade, foram publicados 500 mil exemplares a um valor de capa de 50 cêntimos, metade do preço dos concorrentes Le Parisien, Le Monde e Le Figaro (fonte: European Journalism Centre).
MEDIA E INTERFERÊNCIAS POLÍTICAS
No seu relatório anual, o provedor do telespectador da RTP, Paquete de Oliveira, observa a hipótese de interferências do Governo ou de grupos de interesse na informação da estação pública: "Como provedor, não tenho quaisquer elementos internos para constatar a interferência directa do Governo ou de outros grupos de interesse na informação produzida pela RTP" (fonte: Meios & Publicidade) (revisão do texto às 19:47).
quarta-feira, 17 de março de 2010
LIPOVETSKY EM LISBOA
O Ecrã Global é o novo livro de Gilles Lipovetsky, filósofo francês e docente da universidade de Grenoble, a ser apresentado na próxima semana. Ele estará na Universidade Católica, em Lisboa, no próximo dia 24, ao fim da manhã, onde falará desse livro. Lógicas do hipercinema, neomitologias e todos os ecrãs do mundo (do grande ao pequeno ecrã, do ecrã publicitário ao ecrã-mundo) são alguns dos temas da nova obra de Lipovetsky, certamente interessante. Dele, já foram publicados outros livros em tradução portuguesa, como A era do vazio, O império do efémero e A cultura-mundo. Resposta a uma sociedade desorientada.
QUEIMA DO JUDAS EM VILA DO CONDE
A Queima do Judas 2010 em Vila do Conde vai ocorrer no dia 3, em espectáculo deambulante em frente à Câmara Municipal.
Segundo o blogue Núvem Voadora (de onde retiro a informação e a imagem), a vida e obra do casal de artistas plásticos Sonia e Robert Delaunay, que estiveram em Vila do Conde no início do século XX, constituem o tema central da edição deste ano. Intervenções da pintora Isabel Lhano e de Paulo Vasques, director da CIRCULAR Associação Cultural, já no dia 20 de Março, pelas 21:30, no Centro de Memória de Vila do Conde, e apresentação do documentário Bab Sebta no dia 21 de Março, às 17:00, no café O Pátio, também naquela cidade. No dia da Queima há mais actividades, que pode conhecer ao visitar o blogue Núvem Voadora.
Segundo o blogue Núvem Voadora (de onde retiro a informação e a imagem), a vida e obra do casal de artistas plásticos Sonia e Robert Delaunay, que estiveram em Vila do Conde no início do século XX, constituem o tema central da edição deste ano. Intervenções da pintora Isabel Lhano e de Paulo Vasques, director da CIRCULAR Associação Cultural, já no dia 20 de Março, pelas 21:30, no Centro de Memória de Vila do Conde, e apresentação do documentário Bab Sebta no dia 21 de Março, às 17:00, no café O Pátio, também naquela cidade. No dia da Queima há mais actividades, que pode conhecer ao visitar o blogue Núvem Voadora.
TELENOVELAS
Mar de Paixão, a nova telenovela da TVI, foi o programa mais visto no dia de estreia, com 18,4% de audiência e 47,2% de share. A novela, que conta com Paula Lobo Antunes e José Carlos Pereira nos principais papéis, foi vista por público feminino (60%), classe C2 (38%) e dos 25 aos 54 anos (39%) (fonte: Meios & Publicidade).
SETE ANOS DO INDÚSTRIAS
Faz hoje sete anos que o blogue Indústrias Culturais começou a ser escrito (17.3.2003). Já escrevi 5862 mensagens e houve quase 1112000 visitantes. Obrigado a todos pelo apoio, esperando que façam boa leitura dos conteúdos.
terça-feira, 16 de março de 2010
DEFESA DO SERVIÇO PÚBLICO DE TELEVISÃO
Petros Iosifidis é docente na área de media e comunicação do departamento de sociologia da Universidade de Londres e editor do livro Reinventing public service communication - European broacasters and beyond, agora publicado.
Defensor do serviço público de televisão - o que quer dizer serviço de alta qualidade, com conteúdo de acesso universal e livre no ponto de consumo -, Iosifidis identifica os principais desafios que se colocam ao serviço público de televisão: rápida mudança tecnológica, dilema entre a obrigação de servir os cidadãos e os princípios do mercado, legitimidade e capacidade de realização numa ecologia mediática caracterizada pela convergência e fragmentação, transição para um serviço público de media (em inglês: passagem do PSB para o PSM). O livro avalia o serviço público em diversos países europeus: Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Áustria, Suíça, Grécia, Polónia e Hungria. E também os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia. Sobre Portugal, há duas referências e dois textos: um de Gustavo Cardoso (2006) e outro de Fernando Correia e Carla Martins (2007), o que é muito pouco. Isto é, os investigadores portugueses têm de escrever mais em inglês.
segunda-feira, 15 de março de 2010
A ARTE NA FUNDAÇÃO EDP
António Soares defendeu hoje na Universidade Católica a sua dissertação de mestrado intitulada Fundação EDP: motivações e estratégias no apoio às artes. No vídeo, ele resume o seu trabalho.
INDIELISBOA
A 7ª edição do festival IndieLisboa vai decorrer de 22 de Abril a 2 de Maio de 2010. O festival, que apresenta longas e curtas-metragens, obras de ficção, filmes de animação, experimentais e documentários, tem como objectivo principal a promoção e divulgação de obras e autores nacionais e estrangeiros ao público em geral e aos profissionais do sector.
CHÃO: NIMAS
O projecto CHÃO: Nimas (Av. 5 de Outubro, 42B, Lisboa) leva a efeito, de 18 a 26 de Março de 2010, um programa dedicado ao cinema, reocupando o desígnio do cinema Nimas recentemente encerrado. Das sessões, destaco: Cinema, alguns cortes: Censura, filme de Manuel Mozos, 1999; Catembe, filme de Manuel Faria de Almeida, 1965; As Horas de Maria, filme de António Macedo, 1979; Kino Xtrem, projecção tripla com edição e som ao vivo, de Peter Sempel; Uma História de Vento, filme de Joris Ivens, 1988; O Vento, filme mudo de Victor Sjöström, 1928, acompanhado por sessão de sonoplastia ao vivo por Vasco Pimentel, Peter Bastien e Rui Viana Pereira; outros [ver informação mais detalhada aqui e aqui].
O Cinema Nimas foi instalado na década de 1970. À semelhança das salas-estúdio, apresentava filmes de diversos distribuidores e destinados a um público muito fiel, como a cinematografia francesa. Em Agosto de 2009, a sala deixou de funcionar como cinema e tem vindo a dedicar-se às artes performativas (música, dança, teatro).
O projecto Chão consiste na ocupação temporária de edifícios devolutos previstos para demolição ou remodelação, escolhidos de acordo com localização, estado de conservação e interesse arquitectónico. Assegurada a infra-estrutura mínima para o seu funcionamento, cada edifício é temporariamente ocupado por um programa de actividades definido a partir da especificidade do local. O programa é organizado por uma rede de colaboradores que coordenam as diversas áreas de intervenção e programação segundo uma estrutura flexível, adaptável a cada novo contexto.
O Cinema Nimas foi instalado na década de 1970. À semelhança das salas-estúdio, apresentava filmes de diversos distribuidores e destinados a um público muito fiel, como a cinematografia francesa. Em Agosto de 2009, a sala deixou de funcionar como cinema e tem vindo a dedicar-se às artes performativas (música, dança, teatro).
O projecto Chão consiste na ocupação temporária de edifícios devolutos previstos para demolição ou remodelação, escolhidos de acordo com localização, estado de conservação e interesse arquitectónico. Assegurada a infra-estrutura mínima para o seu funcionamento, cada edifício é temporariamente ocupado por um programa de actividades definido a partir da especificidade do local. O programa é organizado por uma rede de colaboradores que coordenam as diversas áreas de intervenção e programação segundo uma estrutura flexível, adaptável a cada novo contexto.
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