Pós-género e A festa são os dois mais recentes números de Comunicação & Cultura, revista do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da UCP.
"Como poderá uma figura tão calculista e artificial, tão clínica e estranhamente artificial, tão despida de erotismo genuíno, ter-se tornado o ícone da sua geração"? (Camille Paglia, citada por Isabel Gil e Carla Ganito, coordenadoras do número Pós-género). A figura é, claro, Stefani Joanne Angelina Germanotta, aliás, Lady Gaga. O título do editorial das coordenadoras esclarece melhor: "Paródia, pastiche, perversão e política: a teoria no reino do pós-género". Continuam as duas autoras: "Oriunda da classe média nova-iorquina e educada em escolas de elite, a artista usa o modelo social sob a forma de apropriação inversa, isto é, aproveita o modelo da cultura dominante de fundo capitalista contra si própria". Lady Gaga usa as estruturas da culturalite: a construção da celebridade, os mecanismos de marketização, as novas tecnologias visuais. Gil & Ganito distinguem quatro formulações recorrentes do termo pós-género, associadas ou conotadas ao feminismo liberal, feminismo radical, ciberfeminismo e pós-género + pós-moderno. O volume tem textos de Angela McRobbie, Elizabeth Nivre, Sónia Sebastião, Carla Ganito, Cláudia Álvares e Daniel Cardoso, Lara Duarte, Fernando Ampudia de Haro e Lauro António, além de entrevistas a Gilles Lipovetsky, por Carla Ganito e Ana Fabíola Maurício, e Gaye Tuchman, por Gonçalo Pereira Rosa.
Sobre a festa, escrevem os organizadores do volume (Artur Teodoro Matos, Mário Lages e Roberto Carneiro) que ela "está indeclinavelmente associada à contingência humana e à sua incontornável pulsão comunitária. Na alegria como na tragédia, na vida como na morte, na efeméride como na elegia, a festa celebra o mistério humano da ciclicidade, o retorno geracional, o memorial do tempo e a sua inexorável passagem". O número tem textos de Joaquim de Sousa Teixeira, Ana Isabel Buescu, Alfredo Teixeira, Helena Rebelo Pinto e Maria Teresa Ribeiro, Luís Fagundes Duarte, Marta Lobão Araújo, Nelson Ribeiro e Mário Lages, com uma entrevista a Richard Grusin, por Diana Gonçalves.
Textos de Rogério Santos, com reflexões e atualidade sobre indústrias culturais (imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, videojogos, música, livros, centros comerciais) e criativas (museus, exposições, teatro, espetáculos). Na blogosfera desde 2002.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
CIDADES - 7
Berlim, Buenos Aires, Istambul, São Francisco, Nova Iorque, Manila, Sidney são as cidades registadas por David Byrne. São diários que recuam a quase quinze anos de vida, escritos quando Byrne se deslocava a cidades onde actuava como músico ou expunha (p. 15).
Encantei-me com o que ele escreveu sobre Manila. Escreveu sobre política - que é pragmática, social, psicológica e expressão de um contexto mais amplo. A política inclui música, paisagem, comida, roupa, religião, tempo, é o reflexo das ruas e dos cheiros (p. 177). Byrne ficou num pequeno hotel, longe da zona da classe alta, com uma marginal colada à baía, cheia de quiosques, vendedores e bares e cafés com esplanadas, alguns com música ao vivo ou gravada. Ele queria dormir um pouco, após um voo cansativo, mas a música disco que se ouve impede-o de repousar. Eis que passeia pela marginal, onde ouve uma versão de In da Club de 50 Cent, num sintetizador radical. Noutro sítio, em Binondo, há máquinas de karaoke por todo o lado, mesmo no meio da rua. Há imitadores de Neil Young ou Seals & Crofts, só que com um ligeiro sotaque. Bairro de ruas estreitas, o trânsito é limitado a motas ou carrinhas pequenas, sendo os jeepneys os veículos maiores. Nas ruas, compra-se fruta, vegetais, toalhetes, CD e DVD piratas, peixe fresco, remédios, lembrando outras cidades como Marraquexe, Kuala Lumpur, Cartagena e outras.
Byrne escolhe também Istambul por prazer. Adora a cidade, pela localização física - delimitada por água, dispersa em três grandes extensões, com os minaretes como úteis pontos de referência. Passa por cafés cheios de pessoas que jogam gamão e fumam narguilés (p. 103). Ele compra umas imitações de uma marca conhecida de sapatos. Também compra uns baixo-relevos de dupla face de Atatürk e algumas estampas antigas de mapas árabes. Byrne descreve a sua ida à festa da dança do ventre (p. 113), em que as bailarinas são acompanhadas de quatro músicos (dois percussionistas, um tamborileiro e um banjo turco).
Acabo o percurso de Byrne por Buenos Aires, a Paris do sul. Ele descobriu um género de calão, o vesre, em que se invertem as sílabas (vesre é o contrário de reves). Tango passa a ser gotan, café con leche passa a feca con chele (pp. 131-132). Longe do centro da cidade, descobre uma festa e uma fila que não termina. Teria quatro quilómetros de comprimento, meio milhão de pessoas. São crentes de São Caetano, o padroeiro dos desempregados. É a este santo que as pessoas rezam quando precisam de emprego; algumas também rezam porque têm emprego.
Não, ainda não acabo. Afinal, tenho uns minutos para ler o que escreveu sobre Londres. A capital inglesa é um amontoado de antigas aldeias, logo tem vários centros, escreve Byrne (p. 239). Em Hyde Park, observa o que considera cães da classe alta: setters, scotties, whipets. Cruza-se com uma matrona da classe alta e os seus filhos. Traz um casaco de caça verde, umas calças bege e botas Wellington. Os filhos também têm adereços semelhantes, parecendo estar no meio das Terras Altas escocesas. Pergunta o escritor: estarão à procura de um pedaço de terra para chapinarem as botas? Ou dar uns tiros quando passarem os cisnes ou os patos?
David Byrne nasceu na Escócia (1953) mas a sua cultura é dos Estados Unidos. É músico e compositor, tendo sido o fundador da banda Talking Heads. Gosta de bicicleta e visita as cidades com uma bicicleta dobrável. Os seus amigos ficam intrigados quando o vêem da primeira vez num percurso mas habituam-se rapidamente. Escreve Byrne que atravessar uma cidade "de bicicleta é como percorrer os caminhos colectivos do sistema nervoso central de uma qualquer vasta mente global" (p. 13).
Leitura: David Byrne (2010). Diário da bicicleta. Lisboa: Quetzal
Encantei-me com o que ele escreveu sobre Manila. Escreveu sobre política - que é pragmática, social, psicológica e expressão de um contexto mais amplo. A política inclui música, paisagem, comida, roupa, religião, tempo, é o reflexo das ruas e dos cheiros (p. 177). Byrne ficou num pequeno hotel, longe da zona da classe alta, com uma marginal colada à baía, cheia de quiosques, vendedores e bares e cafés com esplanadas, alguns com música ao vivo ou gravada. Ele queria dormir um pouco, após um voo cansativo, mas a música disco que se ouve impede-o de repousar. Eis que passeia pela marginal, onde ouve uma versão de In da Club de 50 Cent, num sintetizador radical. Noutro sítio, em Binondo, há máquinas de karaoke por todo o lado, mesmo no meio da rua. Há imitadores de Neil Young ou Seals & Crofts, só que com um ligeiro sotaque. Bairro de ruas estreitas, o trânsito é limitado a motas ou carrinhas pequenas, sendo os jeepneys os veículos maiores. Nas ruas, compra-se fruta, vegetais, toalhetes, CD e DVD piratas, peixe fresco, remédios, lembrando outras cidades como Marraquexe, Kuala Lumpur, Cartagena e outras.
Byrne escolhe também Istambul por prazer. Adora a cidade, pela localização física - delimitada por água, dispersa em três grandes extensões, com os minaretes como úteis pontos de referência. Passa por cafés cheios de pessoas que jogam gamão e fumam narguilés (p. 103). Ele compra umas imitações de uma marca conhecida de sapatos. Também compra uns baixo-relevos de dupla face de Atatürk e algumas estampas antigas de mapas árabes. Byrne descreve a sua ida à festa da dança do ventre (p. 113), em que as bailarinas são acompanhadas de quatro músicos (dois percussionistas, um tamborileiro e um banjo turco).
Acabo o percurso de Byrne por Buenos Aires, a Paris do sul. Ele descobriu um género de calão, o vesre, em que se invertem as sílabas (vesre é o contrário de reves). Tango passa a ser gotan, café con leche passa a feca con chele (pp. 131-132). Longe do centro da cidade, descobre uma festa e uma fila que não termina. Teria quatro quilómetros de comprimento, meio milhão de pessoas. São crentes de São Caetano, o padroeiro dos desempregados. É a este santo que as pessoas rezam quando precisam de emprego; algumas também rezam porque têm emprego.
Não, ainda não acabo. Afinal, tenho uns minutos para ler o que escreveu sobre Londres. A capital inglesa é um amontoado de antigas aldeias, logo tem vários centros, escreve Byrne (p. 239). Em Hyde Park, observa o que considera cães da classe alta: setters, scotties, whipets. Cruza-se com uma matrona da classe alta e os seus filhos. Traz um casaco de caça verde, umas calças bege e botas Wellington. Os filhos também têm adereços semelhantes, parecendo estar no meio das Terras Altas escocesas. Pergunta o escritor: estarão à procura de um pedaço de terra para chapinarem as botas? Ou dar uns tiros quando passarem os cisnes ou os patos?
David Byrne nasceu na Escócia (1953) mas a sua cultura é dos Estados Unidos. É músico e compositor, tendo sido o fundador da banda Talking Heads. Gosta de bicicleta e visita as cidades com uma bicicleta dobrável. Os seus amigos ficam intrigados quando o vêem da primeira vez num percurso mas habituam-se rapidamente. Escreve Byrne que atravessar uma cidade "de bicicleta é como percorrer os caminhos colectivos do sistema nervoso central de uma qualquer vasta mente global" (p. 13).
Leitura: David Byrne (2010). Diário da bicicleta. Lisboa: Quetzal
ECREA: TRENDS AND CHALLENGES IN STRATEGIC AND ORGANIZATIONAL COMMUNICATION
Workshop Theme: The Dialogue Imperative. Trends and challenges in strategic and organizational communication. 5 & 6 of May, 2011. The workshop will be host by the Faculty of Communication and Arts of the University of Beira Interior and by the research center LabCom, located in Covilhã, Portugal. Target participants: Scholars and postgraduate students of Organizational and Strategic Communication. Research students are encouraged and supported to take advantage of the formal and informal mentoring opportunities afforded by participation in the Workshop and other activities of the Section. The Workshop provides members with valuable professional development opportunities, including networking and presentation, and learning about the latest trends in Organizational and Strategic Communication research.
domingo, 9 de janeiro de 2011
LOLA
Lola (2009), do realizador filipino Brillante Mendoza (1960), é um dos filmes que mais gostei em 2010. Pela história e pela mensagem que transmite.
Duas avós (lola em filipino) têm de decidir o destino das suas famílias pobre de Malabon, em Manila. A história de cada uma é, se quisermos, complementar da outra. Uma delas, Lola Sepa (Anita Linda), vê o neto ser assassinado, a outra, Lola Purificação (Rustica Carpio) procura salvar o neto da prisão por ter assassinado. Lola Sepa usa a sua pequena pensão para comprar o caixão para o neto, pede um empréstimo para o funeral, negoceia com Lola Purificação a indemnização que a leve a desistir de apresentar queixa contra o neto desta (logo, a libertação da prisão). A avó Purificação empenha a televisão e comete pequenas fraudes na sua venda de legumes para obter o dinheiro para pagar a indemnização. Ambas cuidam de familiares - netos ou filho doente.
O realizador e a argumentista Linda Casimiro tinham visto uma notícia na televisão sobre uma avó que procurava apoio para o neto, preso por ter morto alguém de modo acidental. Outro artigo contava que uma mulher idosa pedira dinheiro para enterrar o neto. Ao ligar as duas histórias como uma narrativa, surge parte da ficção de Lola.
O filme foi feito em dez dias durante a época das chuvas em Manila; Brillante Mendoza quis mostrar como isso cria dificuldades às comunidades. O ambiente e o movimento permanente de água funcionaram como uma metáfora de vida e de morte. A água é simultaneamente fonte da vida e motor de destruição e catástrofe. Assim, ao juntar o crime ao efeito da água, mostra-se como as vidas das pessoas aparecem afectadas no espanto, na perda e na dor - no caso, aos olhos das duas velhas mulheres.
Das imagens mais fortes que retive, uma foi a do canal. Uma das frentes das casas dava para um canal. O pedido de esmolas para apoiar o funeral, o funeral em si, o uso dos barcos como meio de transporte, as conversas que as mulheres tinham com os passageiros dos barcos, as pequenas reuniões na varanda voltada para o canal, faziam deste o espaço público principal. Outra foi a da prisão e da conversa da avó Purificação com o seu neto. Uma terceira imagem forte surgiu no final do filme, quando se dá uma espécie de milagre dos peixes: a avó Sepa vê e pesca peixes no seu "aquário" da casa que dá para o canal. A leitura é de esperança - a um período tão complicado parecia surgir um período de abundância. Uma quarta imagem é a da conversa entre as duas avós num restaurante de fast food, quando acertam o preço da indemnização a pagar.
As duas avós são profissionais do cinema desde há muito. Anita Linda (nascida em 1924) participou em mais de 200 filmes - ela está activa desde a década de 1940, Rustica Carpio (nascida em 1930) trabalhou muito no cinema durante a década de 1970.
Trailer em http://www.imdb.com/video/screenplay/vi2450458393/.
Duas avós (lola em filipino) têm de decidir o destino das suas famílias pobre de Malabon, em Manila. A história de cada uma é, se quisermos, complementar da outra. Uma delas, Lola Sepa (Anita Linda), vê o neto ser assassinado, a outra, Lola Purificação (Rustica Carpio) procura salvar o neto da prisão por ter assassinado. Lola Sepa usa a sua pequena pensão para comprar o caixão para o neto, pede um empréstimo para o funeral, negoceia com Lola Purificação a indemnização que a leve a desistir de apresentar queixa contra o neto desta (logo, a libertação da prisão). A avó Purificação empenha a televisão e comete pequenas fraudes na sua venda de legumes para obter o dinheiro para pagar a indemnização. Ambas cuidam de familiares - netos ou filho doente.
O realizador e a argumentista Linda Casimiro tinham visto uma notícia na televisão sobre uma avó que procurava apoio para o neto, preso por ter morto alguém de modo acidental. Outro artigo contava que uma mulher idosa pedira dinheiro para enterrar o neto. Ao ligar as duas histórias como uma narrativa, surge parte da ficção de Lola.
O filme foi feito em dez dias durante a época das chuvas em Manila; Brillante Mendoza quis mostrar como isso cria dificuldades às comunidades. O ambiente e o movimento permanente de água funcionaram como uma metáfora de vida e de morte. A água é simultaneamente fonte da vida e motor de destruição e catástrofe. Assim, ao juntar o crime ao efeito da água, mostra-se como as vidas das pessoas aparecem afectadas no espanto, na perda e na dor - no caso, aos olhos das duas velhas mulheres.
Das imagens mais fortes que retive, uma foi a do canal. Uma das frentes das casas dava para um canal. O pedido de esmolas para apoiar o funeral, o funeral em si, o uso dos barcos como meio de transporte, as conversas que as mulheres tinham com os passageiros dos barcos, as pequenas reuniões na varanda voltada para o canal, faziam deste o espaço público principal. Outra foi a da prisão e da conversa da avó Purificação com o seu neto. Uma terceira imagem forte surgiu no final do filme, quando se dá uma espécie de milagre dos peixes: a avó Sepa vê e pesca peixes no seu "aquário" da casa que dá para o canal. A leitura é de esperança - a um período tão complicado parecia surgir um período de abundância. Uma quarta imagem é a da conversa entre as duas avós num restaurante de fast food, quando acertam o preço da indemnização a pagar.
As duas avós são profissionais do cinema desde há muito. Anita Linda (nascida em 1924) participou em mais de 200 filmes - ela está activa desde a década de 1940, Rustica Carpio (nascida em 1930) trabalhou muito no cinema durante a década de 1970.
Trailer em http://www.imdb.com/video/screenplay/vi2450458393/.
sábado, 8 de janeiro de 2011
SIC NOTÍCIAS
Ontem, num programa da noite da SIC Notícias, canal de televisão por subscrição que comemora dez anos de actividade, falava-se de mudanças que o canal introduziu no panorama do audiovisual. Alguém apontava a rapidez e a rotina dos noticiários de hora a hora à procura de breaking news. Barbie Zelizer (1999: 351), ao abordar o impacto da CNN na altura da guerra do Golfo, indica que o canal por cabo não alterou a prática jornalística mas tornou-a mais rápida, mais contínua, menos polida e menos editada. Parece-me que o modelo também se aplica à SIC Notícias.
Leitura: Barbie Zelizer (1992/1999). "CNN, the Gulf war, and journalistic practice". In Howard Tumber (ed.) News. A Reader. Oxford: Oxford University Press
Leitura: Barbie Zelizer (1992/1999). "CNN, the Gulf war, and journalistic practice". In Howard Tumber (ed.) News. A Reader. Oxford: Oxford University Press
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
REDES DE TELEVISÃO
É útil a informação veiculada pelos desdobráveis que acompanham as contas das empresas de televisão por subscrição (Meo e Zon). Filmes, música, jogos e widgets (janelas, botões, ícones) são ofertas em crescimento e que alteram profundamente o modo como se consome a televisão, tornando-a um concorrente ou complemento do computador. A Meo tem uma oferta de 2500 filmes, a Zon atinge os 4000; os widgets da Meo incluem Facebook, Flickr, Banca de Jornais, os da Zon Twitter, Flickr, Picasa, Quiosque (jornais), Quiz. A Zon publicita mesmo: "Zon widgets: o melhor da Net agora na sua televisão". A música a partilhar com os amigos nas redes sociais no Meo (televisão) é dada igualmente para computador e telemóvel a partir da adesão a um endereço de computador. Os jogos do Meo incluem aventura, tiros, corridas, luta, desporto, arcade. Acima, escrevi complemento, mas talvez seja melhor melhor falar de convergência de media ou reaproveitar o conceito de network (rede) usado pelos americanos. A Meo e a Zon são empresas IPTV (Internet Protocol TV, grupos de telecomunicações com um pacote de quatro ofertas: telefonia, banda larga, telefonia móvel e televisão por subscrição).
PNET DESIGN
O PNETdesign, que teve início em 31 de Março último, procura "reflectir, de modo cumulativo, as várias esferas de produção, criação e gestão do design em Portugal e no mundo, atravessando campos de actividade que articulam o mercado, a educação, os eventos, o branding, o ciberdesign, o design gráfico e, também, a opinião".
Segundo o seu coordenador Luís Carmelo, professor de semiótica e gestor do projecto ChiadoDesign: "Quando hoje em dia olhamos com atenção à nossa volta, não é difícil percebermos de imediato como o design se entranhou na nossa vida. Tudo, de facto, aparece incorporado e moldado pelo design: os jornais que lemos, as cadeiras em que nos sentamos, as imagens que pululam nos sites e outdoors, os sapatos com que andamos ou as malas e sacos onde guardamos as nossas coisas. O design resolve problemas, atrai a estética até ao nosso corpo e parece conferir ao mundo que nos rodeia, objecto a objecto, uma espécie de pulsação. Esta omnipresença do design tornou-se tão comum que acaba por misturar um fio de surpresa – quando nos concentramos na sua presença – com a mais elementar constatação do óbvio. A quase invisibilidade do design é um dos aspectos mais fascinantes do seu triunfo no nosso dia-a-dia. Ao envolver-nos, o design preserva a maior das discrições mas garante um novo tipo de bem-estar".
Sítio de grande qualidade, aconselha-se a acompanhar.
Segundo o seu coordenador Luís Carmelo, professor de semiótica e gestor do projecto ChiadoDesign: "Quando hoje em dia olhamos com atenção à nossa volta, não é difícil percebermos de imediato como o design se entranhou na nossa vida. Tudo, de facto, aparece incorporado e moldado pelo design: os jornais que lemos, as cadeiras em que nos sentamos, as imagens que pululam nos sites e outdoors, os sapatos com que andamos ou as malas e sacos onde guardamos as nossas coisas. O design resolve problemas, atrai a estética até ao nosso corpo e parece conferir ao mundo que nos rodeia, objecto a objecto, uma espécie de pulsação. Esta omnipresença do design tornou-se tão comum que acaba por misturar um fio de surpresa – quando nos concentramos na sua presença – com a mais elementar constatação do óbvio. A quase invisibilidade do design é um dos aspectos mais fascinantes do seu triunfo no nosso dia-a-dia. Ao envolver-nos, o design preserva a maior das discrições mas garante um novo tipo de bem-estar".
Sítio de grande qualidade, aconselha-se a acompanhar.
NOTA PARA REFLECTIR MAIS À FRENTE
Esta semana (e já na anterior), há um conjunto de notícias sobre a morte de grande número de animais, sem uma explicação plausível: aves em dois estados americanos (atribuiu-se a fogos de artifício na passagem de ano), morte por frio de peixes nos Estados Unidos, Brasil e Nova Zelândia, rolas-comuns na cidade italiana de Faenza (aqui com o pormenor de misteriosa mancha azul no bico).
Porquê este agendamento? Faltam outras notícias? Quem dá as notícias: cientistas, observadores anónimos em busca de segredos? Assunto trazido à imaginação por filme ou série de televisão recente? Ou: há outros “surtos” de notícias sobre morte de animais em grande quantidade? Sei que as notícias de gripe A, este ano, não têm o impacto do ano anterior. O assunto saiu quase de agenda. Por norma, há um tema de pânico no topo: doenças, mistérios, coisas inexplicáveis, acidentes naturais. Muitas vezes, dá boas imagens, possui ingredientes de boa narrativa. Mas, de histórias de mortandades de animais, não me lembro nos anos mais recentes. Talvez indicie nova abordagem do pânico e da catástrofe.
Assunto a reflectir ao longo destes dias, pois parece-me existir um quadro (framing) interessante.
Porquê este agendamento? Faltam outras notícias? Quem dá as notícias: cientistas, observadores anónimos em busca de segredos? Assunto trazido à imaginação por filme ou série de televisão recente? Ou: há outros “surtos” de notícias sobre morte de animais em grande quantidade? Sei que as notícias de gripe A, este ano, não têm o impacto do ano anterior. O assunto saiu quase de agenda. Por norma, há um tema de pânico no topo: doenças, mistérios, coisas inexplicáveis, acidentes naturais. Muitas vezes, dá boas imagens, possui ingredientes de boa narrativa. Mas, de histórias de mortandades de animais, não me lembro nos anos mais recentes. Talvez indicie nova abordagem do pânico e da catástrofe.
Assunto a reflectir ao longo destes dias, pois parece-me existir um quadro (framing) interessante.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
RISCOS NA INTERNET
Portugal é um dos países com menor incidência de riscos online para crianças e jovens, abaixo da média europeia (12%), segundo resultados do inquérito inédito a 23000 crianças europeias de 9 a 16 anos, apresentados em Outubro de 2010 no Luxemburgo, no Safer Internet Forum, pela equipa do projecto EU Kids Online, coordenado pela Professora Sonia Livingstone da LSE (Reino Unido).
Apenas 7% das crianças e jovens portugueses declarou já se ter deparado com riscos como pornografia, bullying, mensagens de cariz sexual, contacto com desconhecidos, encontros offline com contactos online, conteúdo potencialmente nocivo gerado por utilizadores e abuso de dados pessoais. A maioria das crianças não declarou ter tido qualquer experiência perturbadora online e sente-se confortável em actividades na internet que alguns adultos consideram arriscadas. Contudo, os jovens portugueses de 11 a 16 anos estão entre os que mais declaram ter sentido bastantes vezes que estavam a fazer um uso excessivo da internet (49%), muito acima da média europeia (30%).O inquérito, cujo trabalho de campo foi feito na Primavera de 2010, revelou também que 78% das crianças e jovens portugueses entre 9 e 16 anos usam a internet, estando entre os que acedem mais à internet nos seus quartos (67%) do que noutros lugares da casa (26%). Esta diferença é mais acentuada do que a média europeia (respectivamente 48% no quarto e 37% noutros lugares da casa).
Cristina Ponte, coordenadora nacional do projecto e professora de Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa, alerta que estas conclusões podem denunciar um padrão: "a utilização da internet pelas crianças e jovens portugueses nos seus quartos pode conduzir a um uso menos controlado da internet e a uma falta de acompanhamento por parte dos pais, que pode diminuir a falta de apoio das crianças em caso de haver exposição a alguns riscos online. O inquérito veio também mostrar que são as mais novas as que mais expressaram desconforto pelas situações de risco que experimentaram".
No próximo dia 4 de Fevereiro, realiza-se uma conferência nacional para discutir como Portugal aparece no retrato. Saber mais.
Música nova
Na agenda cultural 30 Dias em Oeiras deste mês, Ricardo Cabral (Ritchaz), 22 anos, e Luís Santos (Kéke), 23 anos, falam do seu projecto musical independente. Começaram a cantar com um pequeno gravador, improvisando vozes e batidas vocais, com letras que falavam dos colegas e dos professores. Com o uso do computador, passaram a misturar músicas e estilos. Em 2005, começaram a ter acesso a programas de produção musical e aprofundaram o seu conhecimento de música. Influenciados por kizomba, hip-hop, regaae, escrevendo sobre a procura da felicidade, têm actuado em festas locais e de bairro. Em 2006, participaram no programa Escolhas, patrocinado pela Gulbenkian, sendo escolhidos com a música Si me mi n'sta feliz. Deram concertos em Lisboa, Porto, Barcelona e lançaram o Proghetto, tendo gravado músicas. Estão a fazer um curso na escola Restart de Produção e Marketing Musical. Saber mais.
AGENDA CULTURAL DE LISBOA
A Agenda Cultural Lisboa, revista de distribuição gratuita editada mensalmente pela Câmara de Lisboa, faz 20 anos e vai ter um novo rosto, como a direcção de arte e design, de novo, a cargo de Silva! Designers.
A nova versão da Agenda Cultural Lisboa será apresentada publicamente num evento a ter lugar no próximo sábado, no Cinema S. Jorge (Lisboa).
Disponível aqui (16,14MB).
A nova versão da Agenda Cultural Lisboa será apresentada publicamente num evento a ter lugar no próximo sábado, no Cinema S. Jorge (Lisboa).
Disponível aqui (16,14MB).
CONVOCATORIA DE ARTÍCULOS
Cuadernos de Información Nº 28, junio 2011. Dossier: Políticas Públicas y Comunicación. El próximo número de Cuadernos de Información, el journal académico editado por la Facultad de Comunicaciones de la Universidad Católica de Chile, incluirá un dossier sobre Políticas Públicas y Comunicación. Es por eso que estamos invitando a investigadores y académicos para que nos hagan llegar sus colaboraciones. Serán bienvenidos tanto artículos sobre esta temática como aquellos que se refieran a otros aspectos de la comunicación. Las preguntas de investigación que pueden ser exploradas son, entre otras: 1) Las políticas públicas que tienen directa incidencia en la comunicación y los medios (communication and media policy), 2) Las campañas comunicacionales de políticas públicas, 3) Los diversos actores y su capacidad comunicacional para ser "setters" de la política pública.
Las colaboraciones se recibirán hasta el 1° de abril de 2011 y deben ser enviadas a cuadernos@uc.cl, presentados en español, inglés o portugués, claro y conciso.
Las colaboraciones se recibirán hasta el 1° de abril de 2011 y deben ser enviadas a cuadernos@uc.cl, presentados en español, inglés o portugués, claro y conciso.
AS MULHERES E O TELEMÓVEL EM TESE DE DOUTORAMENTO
Hoje, de manhã, Carla Ganito defendeu tese de doutoramento com o título Women and technology: gendering the mobile phone. Portugal as a case study. A tese visa oferecer um melhor entendimento da relação entre mulheres e tecnologia através do significado dos telemóveis na vida das mulheres portuguesas. Para a nova doutora, tem sido dada pouca ênfase ao estudo das mulheres consumidoras, que podem ser distinguidas em termos de idade e família (jovens adultas, mães, mulheres mais velhas). A diferenciação poderá ser útil aos estrategas de marketing das empresas fabricantes e fornecedoras de serviço, pois o uso de voz, mensagens e entretenimento é variável conforme a idade e a situação profissional e familiar. O estudo situa-se no cruzamento dos estudos feministas, da cultura e dos novos media.
Carla Ganito é docente da Universidade Católica Portuguesa. Do júri do doutoramento, fizeram parte nomeadamente Monroe Price (Annenberg School for Communication, Un. Pensilvânia), Gustavo Cardoso (ISCTE) e Cristina Ponte (Un. Nova de Lisboa) [ver notas que tomei da defesa de dissertação de mestrado da autora, em 22 de Março de 2006].
[na imagem, da esquerda para a direita: Rogério Santos, Gustavo Cardoso, Monroe Price, Manuel Braga da Cruz, reitor da UCP, Carla Ganito, Isabel Gil, Cristina Ponte e Fernando Ilharco]
Carla Ganito é docente da Universidade Católica Portuguesa. Do júri do doutoramento, fizeram parte nomeadamente Monroe Price (Annenberg School for Communication, Un. Pensilvânia), Gustavo Cardoso (ISCTE) e Cristina Ponte (Un. Nova de Lisboa) [ver notas que tomei da defesa de dissertação de mestrado da autora, em 22 de Março de 2006].
[na imagem, da esquerda para a direita: Rogério Santos, Gustavo Cardoso, Monroe Price, Manuel Braga da Cruz, reitor da UCP, Carla Ganito, Isabel Gil, Cristina Ponte e Fernando Ilharco]
92% DOS PORTUGUESES IGNORAM A PASSAGEM PARA A TELEVISÃO DIGITAL
92% dos portugueses com mais de 18 anos ainda não sabe que vai ser desligado o sinal analógico terrestre de televisão em 2012, segundo um inquérito da Universidade Lusófona. Ver aqui os primeiros resultados de inquérito quantitativo aplicado a uma amostra representativa da população portuguesa (1205 indivíduos) em meados de Novembro de 2010. O inquérito pertence ao projecto de investigação “ADOPT-DTV: Barreiras à adopção da televisão digital no contexto da transição da televisão analógica para o digital em Portugal” (PTDC/CCI-COM/102576/2008), cujo principal objectivo é compreender os principais factores de adopção e rejeição de uso do serviço de televisão digital no contexto de transição da televisão analógica para a digital em Portugal. Equipa constituída por investigadores ligados à Universidade Lusófona (Manuel José Damásio, Célia Quico, Sara Henriques, Iolanda Veríssimo e Conceição Costa), Obercom (Gustavo Cardoso e Vera Araújo) e Anacom (Mário de Freitas e João de Castro).
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
FIM DA TELEVISÃO ANALÓGICA EM 2012
De acordo com a Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom), o sinal analógico de televisão começa a ser desligado a 12 de Janeiro de 2012, dentro de um ano. O litoral do país será o primeiro espaço a ficar apenas com televisão digital. A segunda fase começa a 22 de Março de 2012, apanhando as regiões autónomas da Madeira e Açores. Uma terceira fase envolve emissores e transmissores restantes em 26 de Abril de 2012.
Para a realização da fase piloto, os retransmissores analógicos de Alenquer, Cacém e Nazaré encerram a 12 de Maio, 16 de Junho e 13 de Outubro de 2011, respectivamente.
Para a realização da fase piloto, os retransmissores analógicos de Alenquer, Cacém e Nazaré encerram a 12 de Maio, 16 de Junho e 13 de Outubro de 2011, respectivamente.
CORRE, FILME VIDEOJOGO DE CÁTIA CARDOSO
Corre é um projecto de Cátia Cardoso que visa a ligação entre o cinema e os videojogos, hoje defendido como prova final de mestrado na Escola Superior de Comunicação Social (Lisboa). Corre apresenta vários finais distintos, dependendo do modo como se joga o videojogo. Tiago partilha com Sofia a custódia do filho Diogo. Apercebe-se que houve um problema (rapto, com pedido de resgate). O jogo é uma luta contra o tempo para Tiago arranjar o dinheiro e entregar ao raptor.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
INVESTIGAÇÃO EM CINEMA
Amanhã, 5 de Janeiro, às 18:00, a Associação de Investigadores da Imagem em Movimento e a Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema promovem um colóquio intitulado A Cinemateca e a investigação de cinema em Portugal. O evento tem lugar no contexto das actividades destinadas a assinalar os trinta anos de projecções quotidianas da Cinemateca e pretende debater a natureza do trabalho de investigação de cinema, desafios e bloqueios e a potencial evolução da relação da Cinemateca com esse trabalho.
O colóquio conta com intervenções iniciais de Maria do Carmo Piçarra, José Filipe Costa e Tiago Baptista (investigadores), José Manuel Costa (sub-director da Cinemateca) e Ana Soares (presidente da AIM e moderadora).
O colóquio conta com intervenções iniciais de Maria do Carmo Piçarra, José Filipe Costa e Tiago Baptista (investigadores), José Manuel Costa (sub-director da Cinemateca) e Ana Soares (presidente da AIM e moderadora).
AUDIÊNCIAS DE 31 DE DEZEMBRO DE 2010
Nas audiências televisivas de 31 de Dezembro (quadro via blogue A minha TV), o programa Casa dos Segredos da TVI ficou em primeiro lugar em termos de share.
Segundo a Marktest (de onde retirei os quadros seguintes), "O melhor resultado verificou-se na consagração de António a 31 de Dezembro quando esta gala registou 18.2% de audiência média e 62.7% de share. O melhor minuto de todas as galas foi emitido na final do programa à 1:17 [já a dia 1 de Janeiro de 2011] quando se encontravam 2.166.700 espectadores a ver o programa ou seja cerca de 84% dos espectadores que estava a ver televisão naquele minuto". A Classe C2 e D foram responsáveis por 70% da audiência aproximadamente, enquanto que, em termos de género, a melhor adesão pertenceu à população feminina (61,7%).
Das dez galas, a última teve um grande crescimento - de modo pouco cuidado, mais 3% de audiência média e mais 14% de share do que os valores médios das nove anteriores. Interior e Grande Lisboa e acima de 64 anos foram outros dados relevantes.
No zapping entre Casa dos Segredos e Ídolos, eu senti os mais velhos bastante inclinados para o programa da TVI e os mais novos para a SIC. Afinal, o programa da SIC ficou muito longe do apresentado por Júlia Pinheiro (14º contra 1º lugar). O reality show enquanto programa que mistura entretenimento e ficção surge mais eficiente do que o programa caça-talentos. Além de que a narrativa do pastor e antigo dono de uma casa de alterne era mais atraente (picante, emocionante) do que a história de uma rapariga que quer fazer carreira na música (sonho juvenil).
PERFIL DOS UTILIZADORES DO FACEBOOK E DO TWITTER
"No Facebook há mais jovens e no Twitter há mais ricos. Os utilizadores da rede de Mark Zuckerberg são mais fiéis, mas os fãs do «passarinho azul» escrevem mais. [...] A rede social criada em 2004 por Mark Zuckerberg agrega 500 milhões de utilizadores, ao passo que o Twitter, fundado em 2006 por Jack Dorsey, Evan Williams e Biz Stone, conta com 106 milhões de cibernautas registados. [...] 76% dos utilizadores do Twitter têm um curso superior e/ou frequentam a universidade, valor que desce para os 50% no Facebook. [...] cerca de 30% [dos utilizadores do Twitter] situam-se entre os 26 e os 34 anos, ao passo que 29% dos 500 milhões de facebookers têm entre 18 e 25 anos" (fonte: Diário de Notícias).
MEDIÇÃO DE AUDIÊNCIAS
Espera-se que amanhã a CAEM (Comissão de Análise de Estudos de Meios) torne conhecida a empresa que vai fazer a medição de audiências nos próximos cinco anos, até agora a cargo da Marktest. Esta ou a GFK são as empresas finalistas do concurso. Ainda não há unanimidade quanto à escolha. Os canais de televisão defendem a necessidade de haver um novo rumo com a multinacional GFK, ao passo que a maioria dos anunciantes e das agências de meios consideram que a Marktest apresenta maior solidez na proposta e conhece bem a realidade nacional, tendo de adaptar o serviço às inovações actuais (fonte: Económico).
MYSPACE
O sítio MySpace, propriedade da News Corporation de Rupert Murdoch, vai sofrer cortes em termos de colaboradores, como resultado da etapa final de reestruturação. Os cortes podem chegar até 50% do número de colaboradores, que são actualmente 1100, pensa-se que ainda este mês. O MySpace remodelou recentemente o sítio, realçando os conteúdos de entretenimento (comédia, música e jogos), e renovou um acordo de busca com o Google (fonte: Reuters).
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
CRIAÇÃO DE VALOR NOS MEDIA EM ROBERT PICARD
Pergunta Robert Picard porque estão as organizações noticiosas a mudar e como pode a indústria criar valor numa altura em que os preços baixam. O autor coloca a tónica nas mudanças dos mercados, o que tem levado a profundas alterações nos modelos de negócio dos media. Algumas das transformações têm origem nas tecnologias, como a televisão, num dado momento, e a internet, mais próxima do nosso tempo.
Apesar de haver um número grande de consumidores que preferem o entretenimento às notícias, que se satisfazem com notícias curtas e ligeiras, o jornalismo e as empresas de media são elementos fulcrais da nossa sociedade. Picard fala, então, da necessidade de criação de valor nos media e do confronto entre jornalismo e valor de consumo, entre os conceitos de cidadão e de consumidor.
Até recentemente director do Media Management and Transformation Centre da Jönköping University (Suécia), Robert Picard é agora director de pesquisa no Reuters Institute da Universidade de Oxford (Reino Unido). É autor de 23 livros, o último dos quais (o que aqui faço referência) terá tradução para português dentro de um mês.
Leitura: Robert Picard (2010).Value creation and the future of news organizations. Why and how journalism must change to remain relevant in the twenty-first century. Lisboa e Porto: Media XXI, 152 páginas
Apesar de haver um número grande de consumidores que preferem o entretenimento às notícias, que se satisfazem com notícias curtas e ligeiras, o jornalismo e as empresas de media são elementos fulcrais da nossa sociedade. Picard fala, então, da necessidade de criação de valor nos media e do confronto entre jornalismo e valor de consumo, entre os conceitos de cidadão e de consumidor.
Até recentemente director do Media Management and Transformation Centre da Jönköping University (Suécia), Robert Picard é agora director de pesquisa no Reuters Institute da Universidade de Oxford (Reino Unido). É autor de 23 livros, o último dos quais (o que aqui faço referência) terá tradução para português dentro de um mês.
Leitura: Robert Picard (2010).Value creation and the future of news organizations. Why and how journalism must change to remain relevant in the twenty-first century. Lisboa e Porto: Media XXI, 152 páginas
RUI SOUSA E O MUNDO DAS MARIONETAS
A mensagem Marionetas da Feira é aquela que teve maior número de visitantes nos últimos dois anos do blogue. Escrito a 15 de Janeiro de 2009, o texto começa do seguinte modo: "Não conheço directamente as Marionetas da Feira, mas sei que houve um espectáculo no passado dia 9, na Tertúlia Castelense, e que Rui Sousa, o seu director, vai estar no dia 18, pelas 11:30, na FNAC do Mar Shopping (Matosinhos), na construção de uma marioneta de manipulação directa, utilizando fita-cola crepe, papel de jornal e um pano colorido à escolha de cada formando". Seguia de perto a informação que me haviam endereçado por essa ocasião e que achei pertinente inserir no Indústrias.
Contudo, dois links ali colocados já não funcionam: o do sítio e o do vídeo, áreas de autor que não controlo. Por qualquer razão, o autor dos links desligou-os. Isso ilustra a fragilidade do mundo dos hiperlinks, pela sua interdependência.
Mas Rui Sousa e o seu teatro continuam activos, como se verifica no sítio Rui Sousa - Teatro e Oficinas de Marionetas. Lê-se: "Rui Sousa começou a sua viagem pelo mundo mágico das marionetas em 2000 nas oficinas do Festival Internacional de Marionetas de Ovar. Aí produziu o seu primeiro espectáculo "Brainstorming" tendo estreia nesse mesmo festival. [...] Completou o curso superior de artes da ESAD em 1995 e desde então tem traçado um percurso ao encontro da arte. Frequentou várias formações para expandir o seu domínio de técnicas e novos materiais. Para além do trabalho de actor e manipulador, Rui Sousa é também produtor de espectáculos, construtor de marionetas e cenógrafo. Desenvolve também oficinas de construção de marionetas com jornais, outros materiais usados e resíduos".
Links: www.myspace.com/ruisousa1975, http://www.aolharproboneco.blogspot.com/, http://www.youtube.com/watch?v=Vxmlcwa8qKE&feature=player_embedded.
Contudo, dois links ali colocados já não funcionam: o do sítio e o do vídeo, áreas de autor que não controlo. Por qualquer razão, o autor dos links desligou-os. Isso ilustra a fragilidade do mundo dos hiperlinks, pela sua interdependência.
Mas Rui Sousa e o seu teatro continuam activos, como se verifica no sítio Rui Sousa - Teatro e Oficinas de Marionetas. Lê-se: "Rui Sousa começou a sua viagem pelo mundo mágico das marionetas em 2000 nas oficinas do Festival Internacional de Marionetas de Ovar. Aí produziu o seu primeiro espectáculo "Brainstorming" tendo estreia nesse mesmo festival. [...] Completou o curso superior de artes da ESAD em 1995 e desde então tem traçado um percurso ao encontro da arte. Frequentou várias formações para expandir o seu domínio de técnicas e novos materiais. Para além do trabalho de actor e manipulador, Rui Sousa é também produtor de espectáculos, construtor de marionetas e cenógrafo. Desenvolve também oficinas de construção de marionetas com jornais, outros materiais usados e resíduos".
Links: www.myspace.com/ruisousa1975, http://www.aolharproboneco.blogspot.com/, http://www.youtube.com/watch?v=Vxmlcwa8qKE&feature=player_embedded.
domingo, 2 de janeiro de 2011
A TELEVISÃO NA PASSAGEM DE ANO
1) TVI - "Foi uma vitória saborosa. António conquistou a maioria dos votos dos portugueses na Casa dos Segredos (TVI) e levou para casa 50 mil euros. O pastor de Baião, recusa, porém, quaisquer comparações com o primeiro vencedor de Big Brother" (Jornal de Notícias).
2) SIC - "A concorrente de Albergaria-a-Velha está orgulhosa por ter vencido um concurso que não faz o seu estilo e por ter-se mantido fiel à sua identidade. Sandra Pereira emocionou-se na final de Ídolos e agradeceu a todos os portugueses. Agora, parte para Londres" (Jornal de Notícias).
2) SIC - "A concorrente de Albergaria-a-Velha está orgulhosa por ter vencido um concurso que não faz o seu estilo e por ter-se mantido fiel à sua identidade. Sandra Pereira emocionou-se na final de Ídolos e agradeceu a todos os portugueses. Agora, parte para Londres" (Jornal de Notícias).
AUDIÊNCIAS DE TELEVISÃO EM 2010
TVI com 27,4% de quota de audiência ("share") anual, RTP1 com 24,2%, SIC com 23,4%, televisão paga (cabo, IPTV e satélite) com 19,7%, RTP2 com 5,3%.
sábado, 1 de janeiro de 2011
A DÉCADA EM QUE SE IMPÔS A INFORMAÇÃO ESPECTÁCULO
É o título da peça assinada por Isabel Teixeira da Mota, do Jornal de Notícias. Lê-se: "A sua afirmação como género televisivo traduz-se na aposta em ondas noticiosas e em noticiários longos e populares. A ideia é seduzir o espectador e fixar audiências. E como em 2010 os noticiários nacionais são ainda a âncora da programação dos canais generalistas de televisão (RTP1, RTP2, SIC e TVI), nada melhor do que usar técnicas próximas do sensacionalismo. A estreia de Big Brother, na TVI, e de Acorrentados na SIC, no início da década abriram todo um mundo de possibilidades potenciado pela imensa influência dos canais temáticos e da Internet".
APRENDER PELO DESENHO
Realiza-se a 7 de Janeiro, na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica, em Braga, um workshop intitulado Learning Through Drawing, orientado pela Professora Eileen Adams, da Royal Academy of Arts (London). O workshop, que consiste na demonstração prática das potencialidades da utilização do desenho nos processos de aprendizagem, tem como perguntas a responder durante a sessão: Como poderá o desenho ser usado como meio de aprendizagem no ensino básico e secundário? Como podem diferentes tipos de desenho promover diferentes tipos de pensamento e raciocínio? Como pode o desenho facultar aos alunos a compreensão de experiências e de ideias, permitindo ainda comunicar e ser criativo?
O workshop faz parte do Curso de Aprofundamento em Artes Visuais e Criatividade Pedagógica, do Mestrado em Ensino de Artes Visuais. Outros seminários: 21 de Janeiro, Alfonso López Quintás (Univ. Complut. Madrid): El Poder Formativo del Arte, 28 de Janeiro, Nel Rodriguez Rial (Univ. Sant. Compostela): Fenomenología de la Pintura. Inscrições na Faculdade de Filosofia UCP (253208076). Saber mais aqui.
O workshop faz parte do Curso de Aprofundamento em Artes Visuais e Criatividade Pedagógica, do Mestrado em Ensino de Artes Visuais. Outros seminários: 21 de Janeiro, Alfonso López Quintás (Univ. Complut. Madrid): El Poder Formativo del Arte, 28 de Janeiro, Nel Rodriguez Rial (Univ. Sant. Compostela): Fenomenología de la Pintura. Inscrições na Faculdade de Filosofia UCP (253208076). Saber mais aqui.
CRÍTICA ÀS INDÚSTRIAS CRIATIVAS
"A ideia da cultura como uma indústria, que obedeceria aos mesmos pressupostos de qualquer atividade econômica, teria sido negada pelas gestões Gil/Juca. “De nada adianta os velhos paquidermes da ‘indústria cultural’ quererem reciclar-se por meio da última balela do velho industrialismo capitalista, as ‘Industrias Criativas’. Esse pessoal gosta da forma ‘indústria’, ou seja, da forma da exploração do trabalho alheio. A cultura não é indústria, mas valor, ou seja, significação”, defende Giuseppe Cocco, professor da UFRJ. Os programas do MinC teriam buscado fortalecer pequenas iniciativas, nem sempre geradoras de lucro ou visibilidade, de modo a incentivar, por baixo, a vasta diversidade cultural do país. “Nós trabalhamos a cultura como fato simbólico, fortalecendo as condições para o desenvolvimento das linguagens e das manifestações culturais, como um direito do cidadão, ampliando a acessibilidade, e fortalecendo a economia da cultura”, disse o ministro Juca [Ferreira] em seminário recente" (texto de Leandro Uchoas, Correio do Brasil, edição de ontem, 31.12.2010).
Giuseppe Mario Cocco é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, editor das revistas Global Brasil, Lugar comum e Multitudes (Paris). Coordena colecções de livros, tem experiência em planeamento urbano e regional. Publicou com Antonio Negri o livro GlobAL: Biopoder e lutas em uma América Latina globalizada (2005). O último livro publicado é MundoBraz: o devir Brasil do mundo e o devir mundo do Brasil (2009).
Giuseppe Mario Cocco é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, editor das revistas Global Brasil, Lugar comum e Multitudes (Paris). Coordena colecções de livros, tem experiência em planeamento urbano e regional. Publicou com Antonio Negri o livro GlobAL: Biopoder e lutas em uma América Latina globalizada (2005). O último livro publicado é MundoBraz: o devir Brasil do mundo e o devir mundo do Brasil (2009).
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