Galeria do Rei D. Luís, Palácio Nacional da Ajuda, exposição "D. Maria II. De princesa brasileira a rainha de Portugal 1819-1853".
Textos de Rogério Santos, com reflexões e atualidade sobre indústrias culturais (imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, videojogos, música, livros, centros comerciais) e criativas (museus, exposições, teatro, espetáculos). Na blogosfera desde 2002.
sexta-feira, 16 de julho de 2021
quarta-feira, 23 de junho de 2021
Publicidade da APT
Não conhecia nenhum destes cartazes de publicidade da APT (imagens da Fundação Portuguesa de Comunicações, cuja pequena dimensão não as permite estudar em condições), todos talvez da década de 1930. Imagino os cartazes a cores. A assinatura do autor de cada cartaz não é muito percetível para atribuir identidades, mas há um inegável modernismo estético neles, possivelmente a significar o recurso a artistas plásticos de vanguarda.
terça-feira, 22 de junho de 2021
Central telefónica Norte (Lisboa)
A inauguração da central Norte (rua Andrade Corvo, Lisboa), em 1934, foi uma das cerimónias mais importantes da APT. Como quatro anos antes, na inauguração da central da Trindade, Carmona, o presidente da República, esteve na rua Andrade Corvo. Sintomática a "revista das tropas", neste caso, dos empregados da APT, com o presidente acompanhado do diretor engenheiro Pope. Na altura, o regime político de Salazar estava consolidado, mas as cerimónias militares ainda constavam dos momentos mais relevantes. E uma nova central telefónica merecia essas honras.
segunda-feira, 21 de junho de 2021
Postes telefónicos
Esta é, para mim, uma das mais bonitas e complexas imagens dos telefones. As informações sobre ela são escassas e a sua qualidade não ajuda muito. Sei que este par de postes de pinho, talvez de 15 metros, ligou as duas margens do rio Douro, entre Melres (Gondomar) e a fronteira de Vila Nova de Gaia e Castelo de Paiva (Sandim ou Pedorido) nos anos de 1930 e 1940.
Os postes estão seguros entre si por uma dupla forma de ferro, julgo, a reforçar equilíbrios. Há uma escada encostada a um dos postes. Para fazer descer o guarda-fios do outro poste, a escada teria de ser habilidosamente colocada nele, a ilustrar mais um esforço de perícia.
quarta-feira, 14 de abril de 2021
Livro Rádio Colonial em Angola
domingo, 11 de abril de 2021
Apresentação de livro
É já na próxima quarta-feira, dia 14 de abril de 2021, pelas 18 horas, que será apresentado o meu livro A rádio colonial em Angola via Zoom. Conto consigo.
terça-feira, 23 de março de 2021
Livro meu apresentado por meio virtual
Oportunamente, será fornecida a ligação ao Zoom para seguir o programa abaixo indicado (14 de abril, 18 horas).
quinta-feira, 18 de março de 2021
terça-feira, 16 de março de 2021
Central telefónica da rua Ferreira Borges, Porto
O postal inicial desta vista aérea do Porto era colorido, isto é, por cima do original um artista pintou cores. Gosto desta parte da cidade, bem conservada, de modo a identificar-se arquitetura gótica, barroca, neoclássica e mesmo "art nouveau". Durante séculos, o rio Douro foi a via franca de importações e exportações (Lisboa teve um percurso semelhante, mas o terramoto de 1755 destruiu a baixa da cidade e, em vez de muitos séculos de história, legou-nos uma arquitetura moderna, de régua e esquadro, e uma praça fabulosa voltada para o rio, uma das mais bonitas do mundo).
segunda-feira, 15 de março de 2021
Empregados da APT
De cima para baixo, apresento os seguintes empregados da APT (Anglo-Portuguese Telephone, cerca de 1940): senhor Freitas, enfermeiro, dona Aline Aguiar, chefe da secção de chamadas locais, senhor F. Casal Ribeiro (assistente do engenheiro Smart), donas Alice Leote, Maria do Carmo Meirelles e Josefa Dingle no novo gabinete, e senhor Joaquim Antunes David (imagens do arquivo da FPC).
domingo, 14 de março de 2021
Central telefónica da Trindade, Lisboa
A APT comprava o edifício onde construiria a central telefónica da Trindade (Lisboa) em 1920, inaugurando esta em 1925. Cinco anos depois, a central telefónica manual dava lugar à automática, a primeira do país. Quem conhece o exterior do edifício, identifica a grande pujança da arquitetura. Mas quando se olham as fotografias do seu interior, o espanto é maior. A sala da central é enorme, com um grande pé direito, grandes janelas, candeeiros de teto de vidro e possivelmente de latão bastante elegantes, teto trabalhado e colunas de suporte do edifício a lembrar o estilo dórico da arquitetura da Grécia clássica.
sábado, 13 de março de 2021
Guarda-fios
A fotografia parece mostrar os concorrentes a concurso da maior bigodaça da cidade. O bigode que mete mais medo é o do terceiro homem sentado a partir da esquerda; até faz lembrar os que assaltam velhinhas que estão a ver o Big Brother em direto. Mas o do bigode à esquerda deste não parece melhor, com cara de poucos amigos, talvez com um facalhão escondido. Eles não seriam Zés dos Telhados, que roubavam ricos para dar aos pobres? O bigode mais elegante é o jovem no centro da primeira fila de pé, mas talvez o mais tímido de todos. Ao lado deste, à esquerda, está um bigode a lembrar o do artista António Silva.
segunda-feira, 8 de março de 2021
Telefonistas
domingo, 10 de janeiro de 2021
sexta-feira, 20 de novembro de 2020
Publicidade da Havas
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
Publicidade em 1938
Enquanto procuro informação sobre a rádio no Diário de Lisboa, recolho publicidade de outras áreas e que me parece pertinente para compreender a evolução de gostos num dado momento. Julgo que seriam os primeiros anúncios de meias de vidro, aqui da marca Kalio, publicitadas como conforto e sedução, feitas de seda animal do Japão. Um deles dizia explicitamente que o olhar do homem vê primeiro o rosto - e as narrativas do creme Tokalon eram significativas - e depois as pernas. Esta publicidade seria hoje bem desconstruída, por carregar valores agora em ruína. Junto ainda um anúncio a frigoríficos, que igualmente me parece o primeiro a ser promovido na imprensa, da marca General Electric. Outro seria um anúncio a trem de cozinha, marca Superra, a meu ver o menos significativo. O público-alvo era o feminino, talvez o único setor do jornal a pensar nele, pois nem sequer possuía uma página dedicada às mulheres, como outros jornais já avançavam. Observo aqui uma distinção, ainda que imperfeita, entre os domínios público (as meias enquanto a mulher está na rua ou no escritório) e privado (o lar e as modernidades do frigorífico, do recetor de rádio e do ferro de engomar elétrico). Assim como a concretização do ideal de mulher em objeto - dividido em partes como rosto e pernas -, apoiada na imaginação, pois os desenhos apenas permitiam a aproximação à realidade, admitindo que a fotografia é já a realidade, embora ainda seja uma representação. A agência de publicidade por detrás de várias destas informações era a Havas, com certeza em grande atividade nesse ano de 1938 - a par da produção de notícias internacionais para os jornais nacionais.
























































