Encerrou ontem um curso de comunicação social para jornalistas oriundos de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e S. Tomé e Príncipe, num total de 20 formandos (organizado pela Gulbenkian e pela Universidade Católica). Nessa sessão final, jornalistas representantes dos cinco países deixaram-nos um retrato da realidade da comunicação social que neles existe.


Em Angola trabalham cerca de 1500 profissionais, 75% dos quais pertencem a media do Estado. O meio mais importante é a rádio nacional. A partir de 1991, surgiram também rádios privadas, a maior das quais é a Ecclesia (que já existia antes da independência de Angola). Dos meios escritos, o Jornal de Angola tira de 20 a 25 mil exemplares diários, número reduzido que se explica devido ao preço elevado dos jornais face ao poder médio de compra. O país tem uma agência de notícias. Neste momento, está em discussão a lei da imprensa, existindo já a comissão de emissão da carteira profissional. Alguns dos constrangimentos dos jornalistas e do jornalismo naquele país da África Ocidental são: 50% dos profissionais não tem habilitações académicas adequadas, há salários baixos e condições de trabalho precárias.
Em Moçambique, a lei da imprensa data de 1991, a qual permite a livre criação de media e garante o direito à liberdade de expressão. Há uma estação pública de televisão e uma de rádio - esta emitindo em português e em 19 línguas regionais para uma população de 18 milhões de habitantes -, 65 rádios comunitárias e duas estações privadas de televisão, dois jornais diários e semanários (impressos ou distribuídos por correio electrónico ou fax).
Já em Cabo Verde, o Estado é o maior empregador da comunicação social, incluindo rádio, televisão, agência noticiosa e o jornal Horizonte. Dos meios escritos privados, existem A Semana e o Expresso das Ilhas, bem como um jornal ligado à cultura, o Artiletras, que se publica há 14 anos. No passado dia 17 de Maio, foram passadas duas licenças para televisão por cabo, uma delas formada apenas com capitais chineses. Cabo Verde está a apostar nos media digitais, em especial para atingir a diáspora (cerca de um milhão de pessoas, a maioria a viver nos Estados Unidos, para 400 mil habitantes que vivem nas ilhas do país).
Quanto ao panorama da Guiné-Bissau, a viver um momento de grandes dificuldades políticas e económicas, há cinco estações de rádio, sendo quatro privadas, a emitirem de Bissau. Como em Moçambique, o país regista um fenómeno de crescimento de rádios comunitárias, ou locais,que permitem dar informação e música que não chega dos emissores irradiando da capital. No momento, está em estudo um processo de reestruturação dos media do Estado. Finalmente, S. Tomé e Príncipe tem rádio e televisão do Estado e um jornal estatal e seis privados, mas nenhum é diário.
a) Bairro Alto. No Bairro Alto, as indústrias criativas mais notórias são a publicidade e as actividades gráficas. Detecta-se uma interdependência entre elas. Incluem-se ainda as artes e ofícios, moda, exposição e comercialização de arte, ensino das técnicas e artes teatrais, ensino da música, práticas de expressões corporais como dança, ioga, tatuagem e piercing, design e comercialização de diferentes produtos considerados alternativos como discos de vinil ou comida vegetariana. Há a pretensão de captar públicos, expor, vender e promover(-se). O que é diferente e alternativo atrai tipos determinados de públicos (estudantes, turistas). Assim, estabelece-se no bairro uma comunicação implícita de excentricidade e de diferença, para além da marca cosmopolita e internacional.
b) Zona ribeirinha de Lisboa. Uma cidade criativa tem estrutura económica, comunidade social, ambiente projectado e ambiente natural. Na cidade, distinguem-se: centro, outras zonas residenciais, subúrbios residenciais, subúrbios industriais e residenciais, periferia. No caso estudado, olhou-se para a zona central perto do centro de Lisboa – zona ribeirinha do Tejo. Lá reúnem-se escolas ou universidades de ensino técnico e/ou artístico (IADE, joalharia, design), locais museológicos de elevado nível (museus, Jerónimos), centros de exposições e congressos (CCB), livrarias, lojas, bares e restaurantes.




CONFERÊNCIA DE PEDRO TAMEN
Para John Hartley (2005), as indústrias criativas representam a convergência conceptual e prática entre: 1) artes criativas (ou tradicionais, como a joalharia e a dança), 2) indústrias culturais (à escala de massa, como a fotografia, o cinema, a televisão ou a rádio), 3) com a importância das tecnologias electrónicas e digitais (comummente conhecidas por NTI). Por seu lado, a designação indústrias criativas teve aplicação oficial no Reino Unido, com o
Este era o título do trabalho de Filipe Morais (e Sónia Correia dos Santos) na edição de domingo do Diário de Notícias. Como não tive internet durante domingo e quase todo o dia de ontem (a avaria numa simples tomada fez "cair" o sinal), estou a recuperar hoje o atraso da leitura.
Com um sentido pedagógico, dirigido a quem não conhece a matéria, o jornalista deixa ficar um pequeno glossário: emoticons (smiles que dão conta do estado de espírito de quem comunica), contactos (organizados ou não por grupos, cada conversa pode incluir vários contactos), nick (pseudónimo, que pode ser mudado conforme a disposição), updates (actualizações do programa, que se aconselha aos usuários) e webcam (câmara digital de filmar que comunica em tempo real).
Vi Simone de Oliveira a representar Marlene (Dietrich), no cinema Mundial (Lisboa), ao lado de Mafalda Drummond e Amélia Videira, com encenação e adaptação de Carlos Quintas.



Mas o monstro é uma banda desenhada com texto de Karl G. e desenho de Emanuel Moita.
Dos conceitos chave para esse sucesso, consideram-se essenciais: 1) a distribuição (existem cerca de 6500 pontos de venda no país, incluindo supermercados, quiosques, tabacarias e estações de serviço/gasolineiras), 2) a obtenção da liderança no mercado, 3) uma identidade forte que motive o leitor a comprar e a tornar-se fiel, 4) perceber que apenas 25% dos leitores passam além do primeiro parágrafo, fixando-se, em sentido da maior para a menor atenção, nas infografias, legendas de fotografias, títulos, publicidade e texto, 5) a articulação dos elementos informar, entreter e surpreender, e 6) se não puder medir o impacto (financeiro) da revista, não a faça [
Façamos agora a leitura de um livro que trabalhou o tema, embora focado no Brasil, dada a origem desse livro, organizado por Marlyse Meyer (2001) e que conta com vários contributos [a data que acompanha cada referência aponta para o livro de Meyer]. Nesse texto colectivo, Jean-François Botrel fala no almanaque como guia e semiologia do tempo. Por meio do calendário, com as fases da Lua para a agricultura ou pesca, ou as informações necessárias para a vida civil ou religiosa, mas também pelas interpretações dos signos do zodíaco, o almanaque testemunha as constantes interrogações humanas sobre o tempo da vida, antes que chegue o tempo da morte e das obrigações da vida em sociedade (2001: 17).
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Ora, o que diz a mensagem? O seguinte: "olá linda... estás mesmo muito muito gira na foto, nunca te tinha visto com o cabelo assim, fica-te muito bem (sorriso). Tu és mesmo muito fixe, és cinco estrelas... por isso é que eu... (gargalhada). É melhor não dizer mais nada... senão ainda me enterro (gargalhada) (mas tu sabes o que eu quero dizer (sorriso). Nunca mais é amanhã... (gargalhada), estou ansioso... o dia vai ser demais porque não vou ter nenhum teste (gargalhada) (e mais uma cena mas é melhor não dizer. (gargalhada). Fica bem... adoro-te beijitos ****".
O primeiro Borda d'Água