terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

INDÚSTRIAS CRIATIVAS - NOTÍCIAS DE MACHADO (BRASIL)

Chrystian Cunha nasceu em Machado (Brasil). Aos 15 anos, Chrystian ganhou a sua primeira guitarra. A partir daí, passou a influenciar-se musicalmente pelo rock ouvindo guitarristas como Slash (Guns’n’Roses) e Adrian Smith (Iron Maiden). Juntamente com os amigos Luciano e Wesley, formou o Seventh Steel, a primeira banda de metal melódico da cidade. Chrystian lançou seu primeiro CD independente de música instrumental, o Songs from the Land (Canções da Terra), que podemos classificar como world music.

Em baixo, imagem da peça teatral A um passo da fama e vídeo de Carlos Roberto de Souza sobre a sua Revista do Cinema Machadense.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

A EVITAR


1) as imagens e anúncios que recorrem à cor no novo Público. Por exemplo, a imagem de Rui Moreira, na página 61 [parece um herói de banda desenhada, com sobrancelhas duplas], e o anúncio do Ipanema estética, na página 43. Certamente que os serviços de publicidade do jornal já foram invadidos com reclamações dos anunciantes. O meu scanner faria melhor trabalho. Classificação: meia bola preta. Tendência expectável: a melhorar.

2) as capas de ontem e hoje do Diário de Notícias. Parecem primeiras páginas dos jornais do final da Monarquia e começo da Primeira República a apelar ao voto num dado partido. Sem saber de design gráfico, eu faria melhor. Isto porque o jornal já não dá informações em primeira mão, que a televisão se encarrega de o fazer. O que se pede é reflexão, imaginação e imagens apelativas. Chato e cinzento são as palavras para definir essas páginas. A capa é como um embrulho - ela serve para vender e não para afastar. Classificação: três bolas e meia pretas. Tendência expectável: a não repetir.

A LER


O primeiro postal do blogue Comunicar o Jornalismo, de Joana Dias, assessora de comunicação, de Famalicão, colocado anteontem, com o título Critérios de noticiabilidade na TV portuguesa.

ELEMENTOS PARA A HISTÓRIA DOS MEDIA EM PORTUGAL - II


[continuação do postal de 8 de Fevereiro]

Dos pontos de vista tecnológico e social, reforçam-se ideias expressas mais atrás. Dá-se uma lenta transição dos media analógicos para os digitais, seguindo duas vias, a dos migrantes para o digital (telefones celulares, jornais digitais) e a dos nado-digitais (videojogos, internet), na feliz designação de Gustavo Cardoso (2002). Daí o êxito do email, do Messenger (MSN), das redes Orkut, Multiply e hi-5 e do YouTube como elementos distintivos da geração mais jovem. Registam-se ainda outras consolidações e alterações tecnológicas, tais como a massificação de telemóveis, o uso de registos mp3 e a transmissão por streaming (Quadro), com repercussão no mercado total dos media.

Assiste-se, assim, a movimentos contraditórios. Se, por um lado, os jornais pagos baixam de circulação, crescem os jornais gratuitos, orientados para públicos urbanos e que frequentam os transportes públicos. Por outro lado, apesar de se julgar que a internet ocupa mais tempo livre dos jovens (sistemas de mensagens, pesquisa através do Google, vídeos do YouTube), a televisão alarga o seu horário nobre a novelas destinadas a um público-alvo jovem (Morangos com açúcar, Floribella e Doce fugitiva) e canais (SIC Radical).



Numa outra área, a da regulação, houve preparação de alterações no começo do novo século, culminando com a criação da ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social), em Novembro de 2005. Entre outras medidas, a ERC visa assegurar o livre exercício do direito à informação, estar atenta ao equilíbrio entre concentração e pluralismo (ver Martins, 2006; Doyle, 2002), zelar pela independência das entidades de comunicação social e assegurar o funcionamento dos mercados audiovisuais.

Finalmente, o período em análise trouxe uma reflexão sobre os media, consubstanciada na criação de associações e de publicações. Quanto a associações, regista-se aqui a existência de três delas, o CIMJ (Centro de Investigação Media e Jornalismo), a SOPCOM (Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação), ambas criadas em 1997 e a que pertencem investigadores ligados às universidades, e o Obercom (Observatório da Comunicação), surgido em 2000, cujos sócios principais são empresas ligadas aos media. Em termos de publicações, oriundas de centros de investigação e de universidades onde o ensino de comunicação e jornalismo é proeminente, nasceram revistas de muita qualidade (Media & Jornalismo, do CIMJ, Comunicação e Sociedade, da Universidade do Minho, Trajectos, do ISCTE, Caleidoscópio, da Universidade Lusófona, Cultura & Comunicação, da Universidade Católica). Por seu turno, as editoras também criaram colecções de comunicação e jornalismo, casos da MinervaCoimbra, Livros Horizonte (associada ao CIMJ) e Porto Editora.

Bibliografia
Cardoso, Gustavo (2002). “Novas políticas, «novos media»? Para um serviço público de internet”. In Maria Carrilho, Gustavo Cardoso e Rita Espanha (org.) Novos media, novas políticas? Oeiras: Celta
Cardoso, Gustavo, e Sandro Mendonça (2006). Dinâmicas concorrenciais no mercado televisivo português entre 1999 e 2006. Lisboa: Obercom (
http://www.obercom.pt/content/246.np3, acedido em 1 de Outubro de 2006)
Correia, Fernando (2006). Jornalismo, grupos económicos e democracia. Lisboa: Caminho
Doyle, Gillian (2002). Media ownership. The economics and politics of convergence and concentration in the UK and European media. Londres, Thousand Oaks e Nova Deli: Sage
Faustino, Paulo (2004). A imprensa em Portugal. Transformações e tendências. Lisboa: MediaXXI
Faustino, Paulo (2006) (coord.). O alargamento da União Europeia e os media. Impactos no sector e nas identidades locais. Lisboa: MediaXXI
Fidalgo, Joaquim (2003). “De que é que se fala quando se fala em serviço público de televisão”?. In Manuel Pinto (coord.), Helena Sousa, Joaquim Fidalgo, Helena Gonçalves, Felisbela Lopes, Helena Pires e Luís António Santos (2003). Televisão e cidadania. Contributos para o debate sobre o serviço público. Braga: Instituto de Ciências Sociais
Martins, Luís Oliveira (2006). Mercados televisivos europeus. Causas e efeitos das novas formas de organização empresarial. Porto: Porto Editora
Pinto, Manuel (coord.), Helena Sousa, Joaquim Fidalgo, Helena Gonçalves, Felisbela Lopes, Helena Pires e Sandra Marinho (2000). A comunicação e os media em Portugal (1995-1999. Cronologias e leituras de tendências. Braga: Instituto de Ciências Sociais
Santos, Rogério (2002). “Dez anos de história da SIC (1992-2002). Observatório, 6: 93-105

domingo, 11 de fevereiro de 2007

ROCKY BALBOA


A personagem interpretada por Silver Stallone em Rocky Balboa, um pugilista reformado que retorna ao ringue de combate, é tosca nos modos de andar e de falar. Actor de quem nunca apreciei muito o seu trabalho, e preparando uma sequela de Rambo (para 2008) - para além da própria sequela Rocky -, há que ver mais fundo e procurar encontrar um significado para a história que o próprio Stallone escreveu, realizou e interpretou.


Como escreveu Eurico de Barros esta sexta-feira na revista "6ª", Stallone "em criança teve uma paralisia facial que lhe afectou a fala e o tornou no saco de pancada dos colegas da escola, que sonhava com super-heróis e começou a fazer musculação", sobre a qual escreveu um livro, para além de lançar vitaminas e comprimidos de dieta e fundar uma revista de estilo de vida, de duração mais que efémera.

Rocky, o veterano que regressa para combater o campeão dos pesos pesados Mason "The Line" Dixon, é, no fundo, um bonacheirão que amou a mulher (falecida por cancro) e procura a compreensão do filho, dele afastado por causa da fama do nome, enquanto ajuda os amigos no simpático restaurante que possui em Filadélfia.

Há momentos distintos no filme, indo da melancolia (recordação de espaços do passado) a uma acção vertiginosa (combate em Las Vegas entre o antigo e retirado campeão e o detentor actual). O ritual do combate (músicas que acompanham cada pugilista, passagem por entre os espectadores até ao ringue, palavras de incentivo) é, aliás, um dos momentos mais penetrantes da ideologia da luta corporal. Por vezes, é muito moralista (aconselha e apoia alguns jovens a par de mais velhos), a cara inamovível não mostra os sentimentos que lhe vão no pensamento.


Stallone é, como Rocky, um resistente. Após um período de grande glória nos anos 1970 e 1980, os projectos cinematográficos mais recentes de Stallone têm tido dificuldades em ver a luz do dia. O seu filme não tem a profundidade do de Clint Eastwood, Million Dollar Baby, mas existem pontos de referência comuns: a dureza das vidas e a luta por um lugar ao sol, os conselhos mentais e pedagógicos dos treinadores junto das jovens revelações do pugilismo, como se estivessem a representar a figura paternal, para além do cultivar da força física necessária para os combates.

AINDA SOBRE O NOVO DESIGN DO JORNAL PÚBLICO


Na revista "Pública" (Público de hoje), António Granado entrevista Mark Porter, o designer responsável pela nova aparência do jornal a partir de amanhã.


Diz Porter sobre o actual Público: "A primeira premissa é que é um jornal sério e inteligente. O design actual mostra o jornal como sério e inteligente, mas também o mostra cinzento e chato".

Mark Porter não acredita muito no futuro dos jornais em papel, dado que estes "não estão a oferecer o que as pessoas querem ler". O modo de ultrapassar o declínio é as empresas editoras de jornais verem para além deste negócio, associando-se a outros media como a internet. Acrescenta:

  • "O papel é muito bom para textos longos, que são muito difíceis de ler na internet, para análise, para «background», para comentário, para dar perspectivas diferentes do que se passa no mundo. A internet é muito boa para notícias rápidas, para actualizações, para notícias, uma vez que é uma experiência 24/7. Os dois suportes são complementares e temos de explorar essa complementaridade, não pô-los a competir um com o outro. A fotografia é outro recurso que funciona melhor no papel".

BIOPIC


No jargão de Hollywood atribui-se o nome de biopic - biographical picture - à passagem para o cinema da vida de uma vedeta (musical, por exemplo), desde o seu nascimento até à morte, ou quando se concentra num episódio essencial da sua vida.

Isto a propósito do filme La Môme, que recria a vida da cantora francesa Edith Piaf, a ser lançado em França no próximo dia 14, jornada dedicada a São Valentim, dia dos namorados (Le Monde de hoje, com texto assinado por Bruno Lesprit, com Isabelle Regnier e Sylvain Siclier).


Segundo o artigo que sigo, trata-se da primeira experiência do género em França, motivado pelo grande sucesso do filme americano que retratou a vida de Ray Charles (2004). Piaf é um dos raros ícones da chanson française com fama internacional [recordo o belíssimo texto de Nuno Pacheco no caderno "Mil Folhas", Público, de ontem, sobre Carmen Miranda; neste caso, tratava-se de uma biografia em livro].

Do sucesso de La Môme depende o futuro do biopic francês. Contudo, Alain Goldman, produtor, e Olivier Dahan, realizador, estão esperançados. A França possui um mercado interno forte na indústria cinematográfica e na canção (mais de 60% das vendas em CD). Mas os dois sectores ainda não cruzaram estratégias: a comunidade de fãs de um artista pode encher as salas, um filme relança as vendas de discos. Acresce-se que a vida destas estrelas tem ingredientes adaptáveis ao cinema: infância modesta, trauma inicial (a perda de um irmão, por exemplo), ascensão com uma contrapartida pesada (toxicodependência, alcoolismo), queda e redenção.

Geralmente, os filmes de músicos já desaparecidos recorrem ao playback, exigindo um trabalho de sincronização de lábios, o que acontece em La Môme, com a actriz Marion Cottilard (ver mais informação no sítio Allocine.com).

FÃS VIOLENTOS DO FUTEBOL


Escreve hoje o El Pais (texto de Daniel Borasteros) que está a baixar o número de aficcionados violentos do futebol em Espanha. Ao que parece, estes "ultra" dos anos 1990 envelheceram, e têm agora filhos, trabalho e responsabilidades, o que os inibe na procura de complicações com a justiça.


Além disso, a legislação contra violência, xenofobia e racismo no desporto, e a obrigatoriedade dos clubes controlarem as suas claques, investindo dinheiro em segurança (no estádio e nas ruas), fez reduzir os índices deste fenómeno de violência de massas, tantas vezes mostrado nos media.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

O DIREITO DE RESPOSTA


É o tema do próximo programa do Clube de Jornalistas no canal 2: (dia 14, pelas 23:30).

Se um pedido de rectificação é quase tão antigo como o jornalismo, a imprensa tem tido muitos casos de direito de resposta, envolvendo jornais, regulador e cidadãos.

Como convidados em estúdio, o Clube de Jornalistas terá José Azeredo Lopes, presidente da ERC, José Manuel Fernandes, director do Público, e Miguel Reis, advogado e antigo jornalista que tem estudado o direito da comunicação. João Alferes Gonçalves é o moderador.

CCB


Em entrevista à TSF, António Mega Ferreira diz "ter ficado surpreendido com a decisão do Governo de oferecer todo o centro de exposições à Colecção Berardo e ainda com o corte no orçamento do CCB" (retirei a informação daqui). E admitiu que "provavelmente não teria aceite o convite para presidir o Centro Cultural de Belém (CCB) se soubesse o que sabe hoje".

Isto mostra o alto nível de ruptura com a ministra da Cultura, caucionadora da colecção Berardo. E revela publicamente o seu descontentamento, possivelmente alargado desde a recente decisão de cancelar a Festa da Música. Lembro-me do carinho com que ele falava, há um ano, da Festa, que estava entre os objectivos a prosseguir enquanto presidente do CCB. A alteração brusca, recentemente ocorrida, terá a ver com o corte orçamental [aqui, no blogue, critiquei Mega Ferreira, mas haverá, certamente, outras razões para além do simples anular da iniciativa].

Tenho de Mega Ferreira uma muito boa imagem. Mas esta confissão encurta a sua margem de manobra. Não sei por quanto tempo mais aguentará até demitir-se (ou ser demitido). A acontecer isso, será um abalo grande.

Na minha leitura (sou mero leitor de notícias), a ministra da Cultura não se sai bem deste retrato. Basta ler as recentes notícias do empresário e comendador Joe Berardo acerca do preço avaliado da sua colecção. Durante um conjunto de dias, mandou recados ao Governo através dos media (achou que a leiloeira fez um valor da colecção abaixo do justo), mas não li nada da resposta do Governo. Berardo está numa excelente posição - comanda o jogo na totalidade. A ministra parece ter perdido o controlo. Pelo que pressinto estar o poder político encurralado nesta situação. Mega Ferreira é uma voz da consciência, com credibilidade, mas pode não ter força para manter um braço de ferro com a ministra e o empresário, estes dois com objectivos bem distintos.

Curiosamente, a semana passada, o Expresso "lançou-o" como candidato PS à liderança da Câmara de Lisboa, caso a presidência desta fosse dissolvida. O veneno habitual do semanário vê-se pela forma cândida como ontem falava de outro candidato putativo, António José Seguro, sem uma palavra sobre o candidato da semana anterior. "Queimar" candidatos é o que se costuma dizer quando se lançam nomes sem os próprios alguma vez terem expresso tal vontade. Sabendo do mal-estar no CCB, é fácil lançar o nome de Mega Ferreira. O desmentido dele, logo depois da notícia, não tranquiliza muito. Basta lembrar postura semelhante antes de ter aceite o lugar de líder do CCB.

Tendo sido jornalista, Mega Ferreira parece revelar falhas na relação com os media. Ao invés de Joe Berardo, que aparece nas notícias sempre pela positiva, mesmo que os seus objectivos sejam apenas financeiros e comerciais e não de serviço público.

Por mim, apesar desse problema, nomeava Mega Ferreira como ministro da Cultura. Para bem da colecção Berardo.

AGENDAS CULTURAIS


Como tenho referido aqui, há um número crescente de concelhos que editam agendas culturais (ou publicações sobre espaços culturais como auditórios e centros de arte), dando conta de actividades (exposições, concertos, museus, serviços educativos para a cultura).

Da lista de agendas (capas aqui incluidas), e sem querer destacar nenhuma em especial, chamo a atenção para a nova agenda da Área Metropolitana do Porto, com uma apresentação muito semelhante a agendas que habitualmente coloco aqui (embora haja quem já tenha colocado a questão da substituição da agenda do Porto por esta, dado ainda não haver qualquer edição no presente ano).


Certamente que as agendas culturais merecem maior destaque do que hoje lhes confiro, em termos de reflexões, consumos e práticas e públicos culturais. Espero retomar o assunto.

[Obrigado ao meu fornecedor habitual de agendas, Carlos Filipe Maia]


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

INDÚSTRIAS CULTURAIS - O BLOGUE DE ROGÉRIO SANTOS


É com este título que Nuno Galopim dedicou um espaço nobre da revista "6ª" (Diário de Notícias) de hoje ao blogueiro cá de casa.

Trata-se de uma secção nova - Indústrias Culturais - e o primeiro entrevistado fui eu. Diz Galopim do meu trabalho: "em pouco tempo, o blogue para alunos acabou transformado num observatório para todos".

Agradeço o destaque - os meus 15 minutos de fama, à Andy Wharol - e saúdo o aparecimento de uma rubrica com este nome.

Para o editor, as indústrias culturais (e criativas) estendem-se do "meio livreiro aos bastidores da indústria discográfica, dos palcos aos ateliers, das galerias a lojas especializadas, dos blogues aos festivais de cinema, lugares e seus protagonistas para sentir o pulso de operações que agitam os meios da cultura e espectáculo no País".
Cibercultura, Artes plásticas, textos de Augusto M. Seabra (vindo do jornal Público, que perdeu este colaborador como aconteceu com Mário Mesquita, já aqui comentado) e agenda de cultura são algumas das novas propostas de uma revista que passou recentemente o seu primeiro aniversário. Longa vida, é o meu desejo.

O NOSSO (NOVO) JORNAL


Na segunda-feira, o jornal Público vai aparecer refundado.

Perde secções como Sociedade, Política, Nacional. Passa a ter uma estrutura assim definida: 1ª página, Destaque, Portugal, Mundo, Cidades, Classificados, Desporto, Economia, Opinião (mais editorial e cartas ao director), Última página. O segundo caderno é dedicado à cultura, media e espectáculos.

É um jornal vistoso, mais foto-jornal que jornal ilustrado, de logótipo pós-moderno, cada página com cinco colunas (o actual modelo possui 4 colunas). Parece-me que a ideia é colocar mais fotografias e notícias mais curtas. Encontro no novo Público ideias já testadas no Diário de Notícias, nos gratuitos e nas revistas cor-de-rosa (escrevo sem sentido depreciativo). Mas com muita elegância, embora lhe falte a plasticidade do Diário de Notícias, que permite que as imagens entrem ("mordam") em colunas alheias. E parece perder muitos articulistas, pois as páginas de opinião aparecem colocadas a partir da página 37.

O Público, apesar de ter cerca de 18 anos (nasceu em 1990), tinha um grafismo austero, pouco coadunado com as práticas visuais de outros media, nomeadamente a internet. No texto que acompanha a apresentação do novo Público, escreve o director José Manuel Fernandes: "Quando se olha para a crise da imprensa escrita paga, pode-se optar pela irracionalidade de a ignorar, pelo risco de a desvalorizar passando a distribui-la gratuitamente e ficando nas mãos da publicidade, ou por encará-la como uma oportunidade para nos reaproximarmos de leitores que mudaram de hábitos, que têm novas exigências e necessidades [...], continuará a precisar de referências".

É uma decisão difícil e arriscada a refundação do jornal. Trará, inicialmente, novos leitores, perderá eventualmente alguns. A última transformação de lay-out, não há muitos anos, trouxe ampla discussão pública, repercutida em muitas cartas de leitor discordando do modelo, já com Fernandes como director do jornal. Então, a dimensão das peças reduziu de dimensão. Esta, por mais radical, terá igualmente posições distintas dos leitores, até porque volta a haver redução na dimensão dos textos escritos. As cinco colunas exigem mais informação.

Acho que vou (continuar a) comprar o (novo) jornal.

REDE DE BLOGUES


No dia 6, o Público anunciou a criação da primeira rede portuguesa de blogues (texto de Maria Lopes). Será o TubaraoEsquilo.pt. Paulo Querido, criador da rede e dono do nome, afirmou na peça que a rede será "uma espécie de primeira página de um jornal, onde aparecem os títulos e o lead das notícias interessantes que se podem ler no interior". O recurso à publicidade e ao pagamento dos blogueiros configura-se como a etapa seguinte de profissionalização.


Mas quem consultar o sítio TubaraoEsquilo.pt, lê o seguinte: "Não há nesta altura mais informação do que a sacada pelo Público (chapelada para o sentido jornalístico dos intervenientes na obtenção da notícia). O lançamento formal da TubarãoEsquilo ocorrerá brevemente. Até lá, nada temos a dizer sobre este projecto - excepto que vai ser um projecto importante na web social portuguesa ainda em 2007. Dúvidas? mail para info@tubaraoesquilo.pt".

Desejo muito sucesso a mais uma iniciativa do Paulo Querido.

INVESTIMENTO PUBLICITÁRIO EM 2006


Na edição do dia 7, o Diário de Notícias referia-se ao investimento publicitário em 2006 (texto de Paula Brito). Aí, demonstrava-se que o aumento do investimento publicitário fora de apenas 0,4% (total de € 772 milhões), abaixo do PIB (1,2%).



Retirando 2001, o ano passado foi o de menor crescimento, conforme se pode ver na imagem retirada do jornal (ampliar para ver melhor) . Longe está 2004, que foi o melhor ano de investimentos publicitários no período mais recente.


A televisão cresceu pouco, o outdoor subiu, a televisão por cabo baixou, igualmente para cinema, imprensa e rádio, com este último meio a registar uma quebra mais acentuada (nível de 2001). A internet destacou-se dos outros meios pela positiva - aumento de 62,4%. A expectativa de aumento fulgurante para a internet mantém-se para 2007, no que será acompanhada do branded entertainment.

BÉLGICA SEPARADA?


J.M. Nobre-Correia, no Expresso de hoje, levanta a recente questão do noticiário belga que dava conta da "independência" da Flandres, uma região da Bélgica (13 de Dezembro).

O jornalista colocado no parlamento flamengo anuncia a "independência", a que se seguem outros jornalistas no ar e que entrevistam algumas personagens. Falam do fecho de fronteiras e de preços distintos para as regiões agora "separadas". Mas não há qualquer sinal de pânico ou emoção e os "manifestantes" actuam plenos de calma.


Tratava-se, evidentemente, de uma ficção tipo Guerra dos mundos. Comenta o professor e mediólogo: "53 anos de televisão não permitiram aos belgas fazer uma leitura crítica do telejornal". O divertimento, que desde sempre esteve presente na televisão, tornou-se crescente a partir do fim do monopólio do sector (anos 1970-1980). Nascia aquilo a que Nobre-Correia chama de pequenas disneylândias - as televisões privadas, preocupadas com a distracção e a oferta permanente de emoções. Escreve: "Evolução que não deixou incólume a concepção dos telejornais e o tratamento da informação pelos jornalistas".

O que o leva a uma pergunta de fundo: não havendo qualquer diferença, qual o interesse em existir a televisão pública?

OBRIGADO

Ao Nuno Galopim (e Gonçalo Fernandes Santos) pelo destaque, na revista "6ª" (Diário de Notícias), ao meu trabalho aqui no blogue. Escreverei logo à noite sobre isto.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

REDE OU REDES DE TEATROS


A lógica de funcionamento em rede aplicada aos teatros foi o título da dissertação de mestrado de Carla Luís Duarte defendida hoje na Universidade Católica (Comunicação, Novas Tecnologias e Indústrias Culturais).

Como pano de fundo, as redes de teatro e de operadores culturais (redes RNTC, Rede Nacional de Teatros e Cineteatros, e RMEC, Rede Municipal de Espaços Culturais), seu enquadramento sócio-cultural e elemento de reconfiguração e reabilitação urbana, criação artística, descentralização da cultura e aumento da procura cultural. Para além da componente teórica, a investigadora fez o estudo de dois casos: teatro Aveirense e Centro de Artes e Espectáculos de Sever do Vouga.

A estrutura do seu trabalho é composta por três partes: 1) novas práticas e representações sócio-culturais (globalização cultural, dinâmica das cidades, formas e agentes de qualificação do ambiente urbano), 2) lógica do funcionamento em rede (conceito e cultura de rede), e 3) funcionamento em rede aplicado aos teatros (políticas culturais para o teatro desde o Estado Novo, estado das artes, proximidade ou afastamento da lógica das indústrias culturais). Carla Luís Duarte comparou a existência das redes de teatros com outras redes (bibliotecas públicas, arquivos, teatros e cineteatros, museus) e referiu-se aos públicos de cultura e práticas de consumo dos públicos da cultura, e desenvolvimento de estudos de públicos.

Enquanto realçou a importância da existência dos recintos culturais em todas as cidades do país, frisou a igual importância a dar à criação e divulgação das actividades artísticas e a manutenção e gestão culturais. Carla Luís Duarte falaria de um processo ainda em curso e com insuficiente definição conceptual, sem fundamentação jurídica capaz (a realidade anda à frente do aparato jurídico). E comentou criticamente os projectos de construção de recintos sem o simultâneo estudo de viabilização económica. Isto para além de defender a necessidade de fazer acções de parceria e garantia de regularidade de espectáculos.

O arguente foi o sociólogo João Teixeira Lopes, da Universidade do Porto, que destacou a qualidade do trabalho e falou das soft cities, cidades pós-industriais, imateriais e simbólicas, de novos estilos de vida e estética, apostando na regeneração urbana. A leitura do trabalho despertou nele outras três ideias, a primeira das quais é o conceito de rede, que surge hoje como metáfora, forma de organização do nosso imaginário, conceito ícone, organização dos próprios discursos. Verificou a existência de públicos consistentes e diversificados - para além do espectáculo, os públicos participam em ateliês, visitam os espaços culturais, apoiam novas profissões. E questionou se não se está a assistir a um fontismo cultural, em que os espaços culturais são elementos formadores de novas práticas culturais, com uma simbologia do edificado, de capital cultural, de edifícios que querem ser ícones ou mapas da cidade - mas sem cuidar do futuro (gestão, modelo cultural).

Por razões profissionais, não assisti até ao fim das provas da Carla Luís Duarte, mas, pelo que conheço dela (foi uma brilhante aluna de mestrado) e pelos elogios do arguente, certamente agregou uma boa nota. Os meus parabéns a ela, por isso, esperando que consiga publicar o trabalho.

ELEMENTOS PARA A HISTÓRIA DOS MEDIA EM PORTUGAL - I

Nos anos mais recentes, que podemos identificar como os últimos 15 anos, ocorreram diversas mutações nos media. Assim, as próximas linhas dão conta de alterações empresariais, sociais-profissionais, tecnológicas e político-económicas, com repercussão ainda na esfera da investigação universitária.

Na imprensa, a década de 1990 foi basilar para determinar o panorama actual deste meio de comunicação. Assim, ao lançamento do Público (1990) seguiu-se uma transformação profunda do Diário de Notícias (1992), dois jornais de qualidade que competem por públicos-alvo próximos. No campo das revistas (newsmagazines), o aparecimento da Visão (com origem no semanário Jornal), em 1993, preparou terreno para outras publicações que operam no mesmo mercado, Focus (1999) e Sábado (2003), embora sem desafiarem a liderança no mercado específico. Na área do jornalismo sensacionalista, coberta até aí pelo semanário Tal e Qual, nasceu um diário, o 24 Horas (1998).

As transformações nos jornais e revistas, meio totalmente privado (após a nacionalização e desnacionalização de publicações como resultado da mudança de regime político em 1974), seriam complementadas com um novo fenómeno, o da imprensa gratuita, que conhece uma grande expansão a partir do lançamento do Metro (2005), mercado anteriormente ocupado pelo jornal Destak. Com um estilo mais leve em termos de conteúdos e distribuído junto a transportes públicos urbanos de grande densidade de ocupação, estes jornais conquistariam rapidamente uma boa quota de mercado, podendo ter sido responsável pela queda contínua de vendas dos jornais pagos.

Contudo, estima-se que os jornais gratuitos atinjam grupos populacionais não habituados a ler jornais mas a obter a informação primordial através da televisão (Faustino, 2006), num momento em que se fala em grupos e concentração dos media (Pinto, 2000; Silva, 2002; Faustino, 2004; Martins, 2006; Correia, 2006) e se anunciam iniciativas parlamentares no sentido de enquadrar essa questão. As alterações quanto a volumes de audiência/tiragem reflectem-se nos investimentos publicitários, muito concentrados na televisão, como demonstram os estudos do Obercom e da Marktest. Nos anos mais recentes, surgiram actividades ligadas a blogues e ao jornalismo-cidadão, que contestam estruturas e rotinas produtivas do jornalismo clássico.

Um marco significativo nos últimos 15 anos foi o nascimento da televisão comercial (SIC em Outubro de 1992 e TVI em Fevereiro de 1993). Em 1995, escassos três anos depois do arranque, a SIC retirava à RTP (canal público) a liderança em termos de audiência, durante o período nobre da emissão, e que se alargaria ao resto do dia nos anos seguintes (Santos, 2002). A esta posição ganhadora da SIC iria responder a TVI, o outro canal comercial, que alcançara a posição de desafiante a partir de 2000 (Cardoso e Mendonça, 2006: 7), reservando-se para a RTP o lugar de resiliente.

O alcandorar-se ao lugar de ganhador por parte dos canais comerciais assentou em quatro vectores: 1) informação (de qualidade na SIC, que foi perdendo ao longo dos anos, tablóide na TVI, com sensacionalismo e muitas notícias sobre crimes), 2) novelas (em português do Brasil na SIC, em português de Portugal na TVI), 3) programação popular (e reality-shows na TVI), 4) “parasitagem” das revistas de televisão e cor-de-rosa às personagens dos programas populares (fofocas sobre vidas sentimentais, casamentos, divórcios e nascimentos de crianças), representando uma segunda narrativa face aos programas e com repercussão positiva na popularidade destes (audiências).

Há um outro ângulo a registar. No relançamento do debate do serviço público de televisão em 2002, Joaquim Fidalgo (2003: 14-15) considera o surgimento da televisão comercial (em Portugal e na Europa) como produto directo de factores políticos, sociais e económicos, em que inclui a desregulação do sector das telecomunicações e a mudança de paradigma quanto à concepção da televisão: da esfera social e cultural para o domínio económico e político.

Ainda na televisão, nasceram novas plataformas de transmissão, da qual a mais poderosa é a televisão por cabo (com redução do impacto da televisão por satélite, além da promessa ainda não cumprida do arranque da televisão digital por via terrestre). Pertencendo ao grupo PT, a TV Cabo apareceu em 1994 e tem exercido uma posição hegemónica, a que se seguem empresas como a Bragatel, Cabovisão, Pluricanal e TVTEL, algumas em situação financeira complicada. A televisão por cabo é responsável já por cerca de 15% da audiência média em televisão. Por seu lado, a televisão por satélite serviu para o nascimento de canais internacionais pertencentes aos grupos de televisão já existentes, casos da RTP e da SIC. Os mesmos operadores generalistas entrariam também na plataforma do cabo: SIC (Notícias, Radical, Comédia) e RTP (RTPN).

[continua]

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

PINTURA NA SPA

RÁDIO E INTERNET

  • Em face de tudo quanto foi dito parece certo que há, pelo menos, duas ideias-chave no futuro da rádio, sobretudo da musical: convergência digital e novos (melhores?) conteúdos. Provavelmente nenhuma das duas conseguirá sobreviver sem a outra. E a explicação é simples: com a digitalização, a revolução não se faz apenas pelo lado do emissor ou do receptor. Faz-se envolvendo estas duas zonas essenciais, mas também a mensagem e o feedback. Afinal, nada mais do que aproveitar os caminhos abertos pela própria Internet.
Esta é uma conclusão tirada do texto Internet: possibilidades e ameaças para a rádio musical, de João Paulo Meneses (disponível aqui). A ler.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

MARCADOR

Não esquecer de visitar diariamente os blogues sound + vision e Estado Civil!

CASTELLS EM LISBOA


Manuel Castells dará uma conferência sob o título The network society and the welfare of nations, no dia 16 de Fevereiro, pelas 11:00, no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian.

Na ocasião, será lançada a sua obra A sociedade da informação e o Estado-Providência. O modelo finlandês.

ARGUMENTO PARA CURTAS-METRAGENS


A Restart, escola de criatividade e novas tecnologias, lança no final de Fevereiro mais um evento Run - a 2ª ScriptRun, segunda maratona de escrita de argumento para curtas-metragens de ficção.

Os objectivos são: potenciar o desenvolvimento de massa criativa, estimular a criatividade dos autores a partir de uma temática pré-definida e promover novos autores.

A Maratona começa às 22:30 de sexta-feira (23 de Fevereiro) e termina à mesma hora de sábado (24 de Fevereiro). Os participantes têm, deste modo, 24 horas para criar um argumento, dentro do espaço da Restart.

Segundo a organização, os melhores filmes realizados com argumentos da ScriptRun serão enviados posteriormente para festivais de cinema, nacionais e internacionais.

Contacto: Patrícia Lopes,
p.lopes@restart.pt, 218923574.

ENCONTROS DE CULTURA

Vão decorrer, entre 22 e 24 de Fevereiro, os Encontros de cultura, a realizar em Almada e com o propósito de contribuir para a preparação do V Campus Euro-Americano de cooperação cultural. O tema estruturante é Cultura, descentralização e desenvolvimento local, organizando-se em conferências, painéis, mesas redondas e oficinas de trabalho.

Serão abordadas temáticas como comunicação cultural nas autarquias locais, cooperação interlocal e intermunicipal, projectos locais de desenvolvimento cultural, formação de públicos, qualificação dos agentes culturais locais, gestão de equipamentos culturais e políticas municipais de cultura.


Ver mais no sítio alcultur.

MONITORIZAÇÃO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

A LPM Comunicação procura recém-licenciado(a) em Comunicação Social ou Comunicação Empresarial para desempenhar funções de monitorização da comunicação social.

As funções incluem identificação, digitalização, resumo e análise de peças jornalísticas de TV, imprensa, rádio e sítios noticiosos na internet que possam visar, interessar eou afectar os clientes daquela empresa. Horário de trabalho: 2.ª a 6.ª, das 12:00 às 21:30. Contactos:
lpmcom@lpmcom.pt.

A MULTIDÃO NA LITERATURA

Hoje, dia 6, pelas 18:00, haverá nova sessão do II Seminário de Cultura de Massas em Portugal no Século XX. Eduardo Cintra Torres vai falar sobre A multidão na literatura portuguesa na passagem do século XIX para o Século XX.

Como habitualmente, a sessão decorre na Universidade Nova de Lisboa, à Av. de Berna, 26, na sala de reuniões do 7º piso da FCSH.

COMUNICAÇÃO DE CRISE

A 11 e 12 de Novembro de 2004, a Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha) debatia os acontecimentos trágicos do 11 de Março desse ano - atentados terroristas em Madrid contra comboios, de que resultou a perda de cerca de 200 vidas humanas. O acontecimento ocorreria em vésperas de eleições legislativas em Espanha, levando a uma maior dramatização política.

O livro agora publicado - La comunicación en situaciones de crisis: del 11-M al 14-M, editado por A. Vara, J. R. Virgili, E. Giménez e M. Díaz, pela EUNSA (Edições da Universidade de Navarra) - dá conta da multiplicidade de comunicações então apresentadas, muitas delas em torno do tema principal: os atentados terroristas e as eleições legislativas. Em fundo, a análise ao trabalho informativo durante os quatro dias que mediaram entre um e outro acontecimento.

Diz o texto de apresentação: "Manipulação informativa, sectarismo editorial, ocultação de dados e mentiras, incluindo agit-prop, são algumas das acusações que receberam e/ou dirigiram entre si os profissionais dos meios de comunicação espanhóis". E, logo à frente, o texto refere a imprudência de mostrar primeiros planos de cadáveres ou feridos, para preservar a identidade e a intimidade e evitar a espectacularização, bem como a importância de retirar da grelha desses dias uma programação mais frívola. O requisito da objectividade e da neutralidade pediriam, o que não aconteceu, cautela quanto à publicação de rumores ou notícias não suficientemente indagadas.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

CONHECER A FCH


Conhecer a FCH - Conferências Multidisciplinares são colóquios com comunicações de docentes da Universidade Católica.

Saiu agora o segundo volume com o título Tecnologia e Sociedade. Tecnologia, humano e pós-humano. Os textos pertencem a Maria Teresa Serôdio Rosa (Tecnologia e sociedade), Adérito Tavares (Tecnologia e história), Rogério Santos (Blogues - de moda a ferramenta indispensável de comunicação), Vítor Amaral Oliveira ((Tecnologia e literatura), Isabel Capeloa Gil (Considerações intempestivas sobre o pós-humano ou memórias do humano), Ângela Fernandes (Teorias pós-humanas e estudos literários), Carla Ganito (A mobilização da identidade: o telemóvel como prótese ou extensão do espaço pessoal) e Joaquim de Sousa Teixeira (A humanidade do homem). Os prefácios do volume pertencem a Horácio Peixoto de Araújo e Luísa Leal de Faria.

O volume inicial teve o título Modernidade e cruzamento de saberes. Figuras da modernidade. O terceiro volume sairá com a designação Culturas do Estado. Culturas da cidadania.

Universidade Católica Editora, Janeiro de 2007, 133 páginas, €10,50

BLOGUES E JORNALISMO EM DEBATE EM COIMBRA

Amanhã, dia 6 (presumo que ao fim da tarde), decorrerá na livraria Almedina Estádio, em Coimbra, um colóquio sobre jornalismo e blogues. Nele participarão António Granado, responsável do Público online (Ponto Media), João Pedro Pereira, jornalista do Público e especialista no domínio da tecnologia e dos media (Engrenagem) e Inês Amaral, docente universitária (Conversas de Café e ciberesfera).