sábado, 18 de julho de 2009

A SAGA DO CINEMA DE NOLLYWOOD


Primeiro foi Hollywood, mais recentemente Bollywood (cinema da Índia), agora é Nollywood (cinema da Nigéria, centrado na capital, Lagos). Luís Francisco, no Público de 5 de Julho último, conta os sucessos e os fracassos do cinema daquele país africano.

O volume de negócios do cinema nigeriano (mais de 200 milhões de euros) só é inferior ao indiano, em todo o mundo. Fazem-se quase dois mil filmes anuais, custando cada um 18 mil euros em média, com vendas de 20 a 30 mil DVD a um custo unitário de 5,5 ou 6,5 euros. Não há efeitos especiais nem cenários elaborados, os actores nem sempre decoram os seus papéis, os realizadores têm de acabar as filmagens ao fim de três ou quatro dias, mas formou-se um star system. As histórias cruzam temas de cultura popular, magia e religião, desafios da vida moderna, sida, direitos das mulheres.

O problema é que os filmes são feitos em vídeo, facilmente pirateados. Os contrafactores, na Nigéria ou na China, fazem baixar dramaticamente os preços dos DVD legais, no que pode levar à morte da fileira cinematográfica da Nigéria. A acrescentar a inexistência de salas de cinema, o que leva toda a produção directamente a passar no televisor ou no computador.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

CASTANHEIRA DE PERA

A MODA NOS AVIÕES


Com texto de Ana Soromenho, retiro da revista "Única" (Expresso, 4 de Julho último) uma infografia das fardas usadas pelas hospedeiras da TAP, companhia área portuguesa, ao longo de 65 anos. Cortes coloniais, mini-saias dos anos 1960, do vermelho ao azul escuro no vestuário, dos chapéus às malas, há uma interessante história das fardas a rever. Curiosamente, não se conhece a assinatura de duas dessas fardas.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

SERTÃ

ESPAÇOS DE CULTURA NO PORTO


Em duas páginas, o caderno local do Porto do jornal Público de 4 de Julho último (textos de João Pedro Barros e Mariana Duarte) traça um panorama dos novos espaços culturais ou da sua mudança geográfica.

O texto mais significativo refere a mudança, para Setembro, do espaço multidisciplinar Artes em Partes da rua Miguel Bombarda, rua que alberga quase 20 galerias de arte e é pólo central de vestuário e acessórios alternativos, para a rua do Rosário, uma rua perpendicular. Apesar de não se afastar muito, os clientes perdem a ideia de como seria viver num edifício do começo do século XX. Mas eventos, festas e comidas não se vão perder no novo sítio.

Noutro bairro, junto ao Rivoli (Rua Magalhães Lemos 105), a Villa foi inaugurada no começo deste mês. Tipo casa de cultura, ocupa três andares e dez salas, dedicadas a música, cinema, joalharia, design, moda, literatura, fotografia (ver indicações mais precisas em Villa Downtown). No primeiro andar, o Café Concerto vai servir de espaço de lançamento de artistas (fotografia, pintura), além de espectáculos de marionetas e tertúlias. Ao lado, irão funcionar a Sala de Som e Imagem da Universidade Católica, com filmes realizados pelos seus alunos, a Galeria, dinamizada pelos alunos da Escola Superior Artística do Porto, e a Loja de Joalharia, parceria com a escola Contacto Directo.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

POLÍTICA E JORNALISMO EM PORTUGAL

Carla Baptista defendeu hoje durante a parte da tarde na Universidade Nova de Lisboa a tese de doutoramento com o título A cobertura da política nos jornais portugueses - do século XIX ao Marcelismo. No pequeno vídeo abaixo, a autora mostra algumas das principais linhas de força do seu trabalho.




Congratulations from London.

CENTROS COMERCIAIS


São 105 centros comerciais (os hipermercados estão fora) e ocupam 3,4 milhões de metros quadrados em lojas (em ABL, área bruta locável, que não inclui corredores, parques de estacionamento e armazéns), o que daria para albergar os 10,2 milhões de habitantes do país, se toda a gente decidisse ir ao mesmo tempo para esses espaços, conclui Joana Pereira Bastos (Expresso, 4 de Julho último). Cada português vai uma vez por semana a um desses espaços; em 2007, contabilizaram-se perto de 500 milhões de visitas.


O conforto, a diversidade de oferta de produtos e os horários alargados são razões principais dessa preferência. Ao invés, o comércio tradicional não procura a adaptação a estas condições. Por isso, até 2011 prevê-se a abertura de mais doze centros comerciais.

O mesmo trabalho de Joana Pereira Bastos, com Isabel Paulo, aborda dois exemplos de adaptação e sucesso e dois casos de decadência ou fracasso total. Curiosamente, as jornalistas olharam para Lisboa (Fonte Nova e Apolo 70) no primeiro caso e Porto (Brasília e Dallas) no segundo caso, mas poderiam olhar para outros exemplos nessas cidades. Basta percorrer um pequeno centro comercial junto ao Saldanha e os que estão perto da sede da PT, na Av. Fontes Pereira de Melo.

Mas peguemos nos quatro exemplos inseridos na notícia do jornal. Na realidade, o Fonte Nova soube sobreviver ao gigante Colombo; embora haja alguma rotação de lojas, o supermercado, os cinemas, a loja de gelados, a loja de fotocópias, os restaurantes e cafetarias e outras lojas souberam aproveitar-se de uma arquitectura quase quadrada do centro. O Apolo 70, já sem cinema há muitos anos, visitado diariamente por 2500 pessoas, soube aguentar-se mesmo com a grande concorrência do centro comercial por baixo da praça de touros do Campo Pequeno. Se o Fonte Nova está numa boa zona residencial, o Apolo 70 combina residências com forte zona de serviços.

Já os centros do Porto acima exemplificados tiveram outra sorte, até por terem maior dimensão. O Brasília foi, durante anos, um dos maiores centros comerciais do norte do país, com cinema e muitas lojas, alargando inclusivé as instalações. Igualmente situado na Boavista, zona central da cidade, o Dallas parecia ser uma alternativa ao Brasília mas cedo os problemas de estrutura física (problemas de perigo de incêndio, por exemplo) ditaram o seu encerramento. E o Brasília enfrentou a concorrência de centros próximos como o junto ao mercado do Bom Sucesso, que abriria com uma pista de gelo, entretanto desactivada, e um conceito mais moderno de restauração e de cinema multiplex.

terça-feira, 14 de julho de 2009

TESES DE DOUTORAMENTO

Amanhã, dia 15, pelas 15:00, Carla Baptista vai apresentar o trabalho A cobertura da política nos jornais portugueses - do século XIX ao Marcelismo. Local: auditório 1 da Torre A da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Av. de Berna 26). Carla Baptista é docente na Universidade Nova de Lisboa.

Depois de amanhã, dia 16, pelas 14:30, Nelson Ribeiro vai defender provas públicas de doutoramento na Universidade de Lincoln (cerca de 200 quilómetros a norte de Londres, Reino Unido). Título da prova: Radio broadcasting in Portugal during War II. Nelson Ribeiro é director de programas da Rádio Renascença e docente na Universidade Católica Portuguesa.

Desejo a ambos muitos sucessos.

FILMINHO ARRANCA DIA 16

O Filminho-Festa do Cinema Galego e Português arranca no dia 16 de Julho, com Edgar Pêra, Luís Galvão Teles e várias estreias, num total de 49 filmes em exibição, 35 em competição e eventos inter-artes, que animarão o Minho e a Galiza durante quatro dias. Na Gala de Abertura (Auditório de Vila Nova de Cerveira), para além do documentário de António-Pedro Vasconcelos sobre Fernando Lopes-Graça (1969), exibe-se o documentário Entremês famoso sobre da pesca no rio Minho (1974), de Luís Galvão-Teles, obra que parte da peça de teatro escrita em 1671 por Gabriel Feixó de Araúxo. Para saber mais, ver http://filminho.wordpress.com.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

LANÇAMENTO DO LIVRO DE ALBERTO PENA


Hoje, ao fim da tarde, foi lançado o livro de Alberto Pena, O que parece é, Salazar, Franco e a Propaganda Contra a Espanha Democrática, da editora Tinta da China. A apresentação, como já aqui indicara, pertenceu a Mário Mesquita e decorreu na Livraria Pó dos Livros, em Lisboa (na fotografia, da esquerda para a direita: Mário Mesquita, Alberto Pena e Inês Hugon. A capa e a composição pertencem a Vera Tavares.

O livro narra e analisa a colaboração entre o movimento fascista espanhol e a ditadura portuguesa de Oliveira Salazar. Alberto Pena, docente da Universidade de Vigo (Espanha), observa o modo como a rádio e o cinema portugueses apoiaram a causa de Franco. Aliás, o autor defende que a vitória do movimento do caudilho se deveu ao apoio de Salazar aquele e contra o governo republicano de Madrid.

AQUELE QUERIDO MÊS DE JULHO (II)

Também em Lisboa há festas populares, como a de ontem no jardim da Estrela, com o Real Combo Lisbonense (e a Roda do Choro). O pequeno vídeo reproduz uma das músicas da primeira banda.

domingo, 12 de julho de 2009

FESTIVAL DE CURTAS DE VILA DO CONDE

O Júri constituído por Maike Mia Hohne, Valter Hugo Mãe, Marco Martins, Olivier Père e Carlos Reviriego atribuiu ao filme Canção de Amor e Saúde do realizador português João Nicolau o Prémio Melhor Filme da Competição Nacional do 17º Curtas Vila do Conde Festival Internacional de Cinema.

O filme, de 34 minutos, rodado na cidade do Porto, entre o Shopping Brasília e o Museu de Serralves, tem argumento e realização de João Nicolau e conta no elenco com Norberto Lobo, Marta Sena, Ana Francisca, Helena Carneiro, Andreia Bertini e Miguel Gomes. Conta a história de João, único empregado visível no estabelecimento comercial Chaves Morais, que é também o filho do proprietário e não se coíbe de se ausentar do serviço para auscultar o sopro imaterial do seu coração gastando moeda atrás de moeda na Máquina do Amor. Marta do Monte é uma estudante de Belas Artes portadora de uma inusitada encomenda. A chave que para ela João copia abre mais que uma porta.

Nos Prémios da Competição Internacional, o filme Madam Butterfly de Tsai Ming Liang (Taiwan) venceu na categoria Ficção, Entrevista con la Terra de Nicolás Pereda (México) venceu na categoria Documentário. O Prémio Animação foi atribuído a Dust Kid de Jung Yumi (Coreia do Sul) e o Prix EFA Vila do Conde para a Melhor Curta Metragem Europeia foi atribuído a Renovare de Paul Negoescu (Alemanha, Roménia).

[informações da organização]

FESTIVAL AO LARGO

O Festival ao Largo, de 26 de Junho a 19 de Julho, no largo do Teatro Nacional de S. Carlos, envolve peças de música, dança e teatro ao ar livre e gratuito. Foi concebido pelo OPART. No espectáculo de ontem, contabilizavam-se já mais de 20 mil espectadores. O primeiro vídeo foi feito por mim (final do espectáculo com aplausos à CANTATA, de Mauro Bigonzetti, com arranjo e interpretação musical a partir de música original e tradicional do Sul de Itália pelo Gruppo Musicale Assurd (ao vivo); o segundo vídeo pertence à própria Companhia Nacional de Bailado.

sábado, 11 de julho de 2009

PROVA DE DOUTORAMENTO DE CARLA BAPTISTA

No próximo dia 15, pelas 15:00, no auditório 1 da Torre A da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Av. de Berna 26), Carla Baptista vai defender em provas públicas de doutoramento o seu trabalho A cobertura da política nos jornais portugueses - do século XIX ao Marcelismo. Júri: Nelson Traquina, Francisco Cádima, Jacinto Godinho, Cristina Ponte (orientadora), Joaquim Fidalgo, Mário Mesquita e Maria Inácia Rezola.

O blogueiro, que estará bastante distante do local da prova, por razões profissionais, deseja muitas felicidades à Carla, sabendo que todo o seu trabalho tem sido de uma enorme qualidade (e também do valor dos membros do júri que vai apreciar a tese). Referencio dois trabalhos ímpares da Carla Baptista: Portugal no olhar de Angola (MinervaCoimbra, 2002) e Jornalistas. Do ofício à profissão. Mudanças no jornalismo português (1956-1968) (co-autoria com Fernando Correia, Caminho, 2007). A autora foi jornalista no Diário de Notícias, fez estudos na Universidade Nova de Lisboa (licenciatura) e ISCTE (mestrado), voltando à Nova para fazer o doutoramento, escola onde lecciona. Presentemente, pertence à direcção do CIMJ (Centro de Investigação Media e Jornalismo).


sexta-feira, 10 de julho de 2009

FILHOS DE LUMIÈRE AMANHÃ NA BAIXA DA BANHEIRA

Para mais informações, ver o blogue Os Filhos de Lumière.

RELAÇÃO ENTRE OUVINTES E SÍTIOS DE RÁDIO

  • "No âmbito da disciplina de Seminário, do 3º ano do curso de Ciências da Comunicação do ISCSP, um dos trabalhos deste ano, sobre as diferenças entre o analógico e o digital ao nível da linguagem e construção noticiosa no RCP, incluiu um questionário para complementar os dados obtidos na análise efectuada e, desta forma, avaliar a forma como a Internet permite uma maior aproximação entre ouvintes e a rádio, bem como as formas dessa aproximação. [...] Para o conjunto de inquiridos, apesar de alguma dispersão nas respostas, a escolha da estação mais vezes sintonizada recaiu sobre a Rádio Comercial, seguida da Cidade FM, Mega FM e Antena 3. Com menor preponderância surgiram a RFM, Orbital e M80. Fenómeno curioso, num contexto de audiências em que a RFM lidera as audiências, verificando-se, neste pequeno grupo, ser apenas a quarta opção em termos da estação que os inquiridos costumam ouvir".
Continuar a ler no blogue NetFM, de Paula Cordeiro.

BAILES EM LISBOA - A NÃO PERDER


Depois do sucesso no Porto (Serralves) e Barcelona, o Real Combo Lisbonense actua nas Festas de Lisboa, nos próximos dias 11 (sábado), pelas 22:00, no Castelo de S. Jorge, e 12 (domingo), pelas 18:00, no coreto do Jardim da Estrela. Primeira parte com a Roda de Choro de Lisboa.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

COOLTURA

  • O termo “cooltura” foi lançado em tom provocatório por Luís Rasquilha no primeiro evento sobre “Novas Tendências da Cultura”, promovido pela Agência Inova em parceria com o Museu do Fado, no passado dia 2 de Julho.
Fonte: blogue Culturascópio, de Dora Santos Silva, de hoje

CIDADES CRIATIVAS

  • "Foi ontem lançada, no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, a Rede Internacional de Cidades Criativas, num evento promovido pela Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), o programa Austin-Portugal e a Câmara Municipal de Lisboa. Na conferência esteve também presente Will Wynn, ex-mayor da cidade de Austin, no Texas. Para integrar esta rede, para além das cidades de Austin, no Texas, e Lisboa, serão convidados municípios nacionais e internacionais, como Barcelona, Amsterdão, Helsínquia ou Madrid".
Fonte: Portal Ambiente Online, de ontem

MUSEU DE ARTE POPULAR

Quase treze mil objectos foram transferidos do Museu de Arte Popular para o Museu de Etnologia, dirigido por Joaquim Pais de Brito. Este, em texto escrito por Ana Machado (Público de hoje) conta como foi a transferência das peças: "impedir a perda de informação, não dispersar as colecções e proceder a um inventário rigoroso sobre tudo o que havia no museu, com registo fotográfico, o lugar onde pertencia, a sua proveniência". Garantiu ainda a formação de uma equipa de seis pessoas dedicadas a esse trabalho, começado em Maio de 2007 e concluído no dia em que a ministra da Cultura Isabel Pires de Lima foi afastada do cargo (28.1.2008).

O espólio contém materiais de cerâmica, cestaria, mobiliário e objectos em madeira, metal, couro e cortiça. A jornalista descreve o que viu: cerâmicas de Nisa, redes e cestos, embarcações de pesca artesanal, fechos de coleira para o gado, ex-votos e objectos ligados à vida religiosa. Um antropólogo do próprio Museu de Arte Popular, Alexandre Oliveira, está a preparar tese de doutoramento sobre esse espólio, onde poderá adiantar o seu valor na totalidade.

O museu, inaugurado a 15 de Julho de 1948, foi ideia e obra de António Ferro, o homem da propaganda ao serviço de Salazar, com o objectivo de reunir as particularidades do país, escreve ainda a jornalista. Mas onde se juntaram também artistas modernistas como Bernardo Marques, Carlos Botelho, Emmerico Nunes, Tomás de Melo. Apesar de mal amado, pelas conotações ideológicas, o museu seria o segundo mais visitado durante a década de 1960, por exemplo, a seguir ao museu dos Coches. Mais perto do seu encerramento, em 1998, atingia 32 mil visitas anuais.

O espólio é um tesouro, conforme outra expressão lida no artigo do jornal. Por isso, houve muita gente que se levantou quando Pires de Lima decidiu substituir o Museu de Arte Popular pelo Museu da Língua Portuguesa, de características virtuais. 4300 assinaturas numa petição indicam o peso dos que querem que o espólio continue a ser visto, e naquele local. O blogueiro, aqui e em devido tempo, também protestou contra o desmantelamento. Agora, a notícia traz alguma esperança quanto ao desfecho final.

PROJECTO CABRACEGA

O estúdio criativo Cabracega criou a comunicação para o Festival de Performance e Artes da Terra - Escrita na Paisagem. A opção foi coreografar e documentar diversas performances/instalações para conceber a comunicação. Imagens em Cabracega (Rua dos Anjos, 84, 2º dir., Lisboa); ver Escrita na Paisagem.

FORMADORES EM AUDIOVISUAIS E MULTIMEDIA

Em Agosto, a Algarve Film Commission inicia uma acção de formação com o título acima indicado, com duração de 100 horas e homologado pelo IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional). Informações adicionais através do email: info@algarvefilm.com.

AINDA SOBRE O DESCARREGAMENTO DE FICHEIROS NA INTERNET

A maioria dos estudos conclui que a partilha de ficheiros reduz as vendas, indo de 3,5% nos filmes a 30% na música. No caso da música, acresce-se que a passagem dos LP (discos em vinil) para o CD terá sido uma primeira razão de declínio, apesar do boom nos anos iniciais desta tecnologia. Há outro grupo de estudos que não vê uma relação directa entre partilha de ficheiros e quebra de vendas. Um terceiro grupo, que pode fazer a síntese dos dois anteriores, identifica uma quebra de 20% na venda de música mas não a atribui à partilha de ficheiros.

Estas observações, encontradas na página 17 do texto de Felix Oberholzer-Gee e Koleman Strumpf (File-Sharing and Copyright, 2009, Harvard Business School; ver texto completo
aqui), levam ao enfoque central do trabalho: as mudanças provocadas pelo uso social das tecnologias. Assim, o novo estudo releva e critica a escolha das amostras (muitos estudos olham o comportamento dos estudantes, os mais receptivos à partilha de ficheiros), os modos de medir a pirataria (as respostas podem esconder a realidade, pois toda a gente conhece os limites do legal e do ilegal) e a heterogeneidade não observada (por exemplo, os que fazem mais descarregamentos podem acabar por comprar mais álbuns).

A questão de fundo é: a tecnologia de partilha de ficheiros enfraquece a protecção de direitos de autor, primeiro na música e software, depois nos filmes, jogos e livros. Outra questão de fundo é: a tecnologia conduz directamente à redução de vendas, caso da música? Se alguns dados evidenciam o efeito de substituição, outros não encontram dados empíricos que relacionam pirataria e vendas de música. Uma conclusão suplementar: nunca em tempo algum se produziram tantos livros, filmes e álbuns de música, o que parece contrariar a evidência anterior.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

DESCARREGAMENTO DE FICHEIROS NA INTERNET

O descarregamento ilegal de ficheiros no Reino Unido tornou-se uma forte ameaça nas indústrias da música e do cinema. Em 1997, vendiam-se 78 milhões de singles naquele país; no ano passado, apenas 8,6 milhões. Calcula-se que metade da população já tenha feito descarregamentos ilegais nos últimos cinco anos.

Fonte: Independent Minds, de hoje, onde pode continuar a ler o texto.

CASA DA ACHADA - CENTRO MÁRIO DIONÍSIO

A Casa da Achada - Centro Mário Dionísio, fundada em Lisboa em Setembro de 2008, por mais de meia centena de familiares, amigos, ex-alunos, ex-assistentes, conhecedores e estudiosos da sua obra, tem um sítio (Casa da Achada - Centro Mário Dionísio) e, no próximo sábado, dia 11 de Julho, espera visitantes para a primeira Feira da Achada (das 11:00 às 18:00). Fica na Rua da Achada, 11 r/c e 11B, em Lisboa, na Mouraria, na freguesia de S. Cristóvão e S. Lourenço, perto da Praça da Figueira, da Rua da Madalena, do Martim Moniz e do Castelo. Inclui o Centro de Documentação do Centro Mário Dionísio, com a Biblioteca privada de Mário Dionísio e de Maria Letícia Clemente da Silva.

AGENDAS CULTURAIS


Hoje começa o Oeiras Sounds, festival inserido nas comemorações dos 250 anos do concelho de Oeiras, no jardim do Palácio do Marquês de Pombal. Barbara Hendricks é o nome para o espectáculo de hoje, seguindo-se nas próximas semanas Mariza, Melody Gardot e Stanley Clarke, Marcus Miller e Victor Wooten.

Quanto à agenda de Lisboa, destaco o Festival de Almada 2009, na sua extensão à capital, com os Artistas Unidos, por exemplo. E a colecção de arte tribal de José de Guimarães, objectos que se podem encarar pelo seu lado estético mas também como elementos únicos de sociedades e culturas desaparecidas ou em vias de desaparecimento. São expostas cerca de 400 peças no Páteo da Galé, no Terreiro do Paço, em Lisboa, entre 15 de Julho e 30 de Setembro, a não perder.

SEMINÁRIO SOBRE MICHEL DE CERTEAU

CHEGOU AO FIM A EDIÇÃO EM PAPEL DE NOTICIÁRIOS DE BLOGUES

No New York Times de ontem vinha a notícia de Joshua Karp, fundador do Printed Blog, que anunciou a semana passada deixar de editar o jornal. Este seria a solução para o problema que enfrentam todas as publicações: os leitores estão no online mas os anunciantes preferem aparecer na imprensa. A sua ideia era usar textos e imagens dos blogues, com autorização dos seus autores, e imprimi-las em jornal, vendendo publicidade a anunciantes locais e distribuindo os jornais nas estações de comboio de Chicago e San Francisco. O Printed Blog chegou a distribuir 80 mil exemplares.

TEATRO NO PORTO

FESTIVAL INTERNACIONAL DE SAXOFONE DE PALMELA