Na próxima quinta-feira, dia 3, Eduardo Cintra Torres e José Pedro Zúquete lançam o livro A vida como um filme. Fama e celebridade no século XXI, na livraria Leya na Barata, à avenida de Roma, em Lisboa. Apresentação de Marcelo Rebelo de Sousa.
Textos de Rogério Santos, com reflexões e atualidade sobre indústrias culturais (imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, videojogos, música, livros, centros comerciais) e criativas (museus, exposições, teatro, espetáculos). Na blogosfera desde 2002.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011
A Senhora e o Menino
Visitar o Museu Nacional de Arte Antiga é sempre um prazer, pois se descobrem obras-primas que havíamos esquecido ou não conhecíamos. Ao lado das obras sobejamente divulgadas e admiradas como As Tentações de Santo Antão, de Hieronymus Bosch, Salomé, de Lucas Cranach, o Velho, Ecce Homo, de mestre desconhecido, Conversação, de Pieter de Hooch, Retábulo de Santos-o-Novo, atribuído a Gregório Lopes, Retrato da Família do 1º visconde de Santarém, de Domingos António de Sequeira, Santa Ana e a Virgem, de Arnau Bassa, Virgem e o Menino, de Hans Memling, descobri agora uma escultura em calcário do século XIV, Virgem com o Menino, da oficina de mestre Pêro (cerca de 1325-1350). Elegante e fina, ainda com as cores gravadas sobre a matéria da obra, a senhora possui "olhos amendoados e um quase sorriso na boca pequena, [e] usa coroa florida baixa colocada sobre o véu que deixa ver algumas madeixas de cabelo enquadrando a face arredondada" (do sítio da internet do Museu).
sábado, 29 de outubro de 2011
O que a CPMCS pensa da entrevista dada à Briefing pela APAN
Ontem, a revista Briefing publicou uma entrevista com Eduardo Branco, presidente da Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN). Disse o representante máximo da APAN: "A quadratura do círculo é sermos mais eficientes, ou seja, conseguirmos fazer mais com menos. Mas a perspectiva dos anunciantes é de não querer menos exposição. Não se pode deixar de anunciar, vai é ter de ser mais barato". Hoje, João Palmeiro, da Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social (CPMCS), que representa a indústria dos media, foi duro relativamente à entrevista em declarações feitas durante o congresso da ARIC". Ler texto completo em http://industrias-culturais.hypotheses.org/18561.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
O que se diz sobre a privatização de um canal da RTP
"O presidente executivo da Vodafone, António Coimbra, considera que a compra da licença da RTP, prevista para o final de 2012, não será por motivos de rentabilidade de negócio. Referindo-se à privatização de um canal da RTP, António Coimbra disse: «se não é rentável, é porque quem vai concorrer tem outros interesses, o que é mau e vai colocar problemas ao mercado»" (Jornal de Negócios) de hoje.
"A venda de um dos canais da RTP está a despoletar reacções diversas. As de ontem, na conferência «Media do Futuro», foram de protesto e de rejeição. De protesto, porque vai provocar "uma queda potencial de receita em torno dos 60%", avisou Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa. De rejeição, porque nenhuma das empresas de telecomunicações vê atractividade no negócio" (Jornal de Negócios) de ontem.
"O antigo director de Programas e de Informação da RTP, José Eduardo Moniz, considerou hoje «imobilista» a visão do serviço público reflectida no plano de sustentabilidade económica e financeira da empresa apresentado na quarta-feira. [...] «O negócio da televisão já não é o que era (...) A evolução da televisão em todo o mundo, provocada pelas novas tecnologias e os novos posicionamentos dos consumidores, não está espelhada neste plano», disse" (Diário de Notícias de 25 de Outubro).
"A venda de um dos canais da RTP está a despoletar reacções diversas. As de ontem, na conferência «Media do Futuro», foram de protesto e de rejeição. De protesto, porque vai provocar "uma queda potencial de receita em torno dos 60%", avisou Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa. De rejeição, porque nenhuma das empresas de telecomunicações vê atractividade no negócio" (Jornal de Negócios) de ontem.
"O antigo director de Programas e de Informação da RTP, José Eduardo Moniz, considerou hoje «imobilista» a visão do serviço público reflectida no plano de sustentabilidade económica e financeira da empresa apresentado na quarta-feira. [...] «O negócio da televisão já não é o que era (...) A evolução da televisão em todo o mundo, provocada pelas novas tecnologias e os novos posicionamentos dos consumidores, não está espelhada neste plano», disse" (Diário de Notícias de 25 de Outubro).
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Naturezas-mortas da pintura europeia na Gulbenkian
A exposição patente na Fundação Calouste Gulbenkian, A perspectiva das coisas. A natureza-morta na Europa. Séculos XIX-XX (1840-1955), é poética e luminosa. Creio que tenho de voltar a visitá-la, para apreender melhor o modo como, em dois séculos, os pintores europeus retrataram o que se convencionou chamar naturezas-mortas, de frutos a pequenos instrumentos e peças e até animais de caça. Ler o texto completo em http://industrias-culturais.hypotheses.org/18503.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
LA STRATÉGIE DE MARQUE DANS LE SECTEUR AUDIOVISUEL
La stratégie de marque dans le secteur audiovisuel, The Branding Strategy in the Audiovisual Sector. La LARA (Laboratoire en recherche en audiovisuel) de l'Université Toulouse II - Le Mirail organise les 5 et 6 avril 2012, avec le soutien du Conseil scientifique un colloque international sur la stratégie de marque dans le secteur audiovisuel. La participation de chercheurs d’horizons variés est souhaitée : en sciences de l’information et de la communication, en sociologie, en gestion et marketing, en économie, et en esthétique. La date limite de soumission des propositions est le 15 décembre 2011. http://w3.lara.univ-tlse2.fr/. Equipe Information et communication – Medias Audiovisuels, Avec le soutien du Conseil Scientifique de l’Université Toulouse II - Le Mirail. Maison de la Recherche 5 Allées Antonio Machado 31 058 Toulouse Cedex. Partenaire Scientifique : l’IRCAV - Institut de recherche sur le cinéma et l'audiovisuel - EA 185 - Paris III.
INTERNATIONALISATION

"Hypotheses.org compte depuis ses débuts des carnets de recherche en langue anglaise (45 carnets comme Caste, Land and Custom), espagnole (9 carnets comme Nuevo Mundo Radar), portugaise (4 comme Indústrias Culturais), arabe (3 comme Lire le livre), etc. Mais c’est avec l’ouverture d’un bureau OpenEdition à Lisbonne qu’Hypotheses.org a initié sa politique actuelle d’internationalisation" [http://hypotheses.org/internationalisation].
OS NOTICIÁRIOS DO RÁDIO CLUBE PORTUGUÊS
Pela leitura do texto da revista Nova Antena (nº 14, de 31 de Janeiro de 1969), percebe-se que os noticiários do Rádio Clube Português terão começado em 1960. Ler o texto completo em http://industrias-culturais.hypotheses.org/18465.
AUDIÊNCIAS DE RÁDIO
No terceiro trimestre de 2011, 78,4% dos portugueses ouviu rádio pelo menos uma vez na semana, segundo o estudo agora revelado pela Marktest. A RFM, do Grupo r/com, mantém-se como a estação de rádio mais ouvida em Portugal, com um reach semanal de 28,9%, uma audiência acumulada de véspera de 14,1% e um share de audiência de 22,6%. Em segundo lugar, vem a Rádio Comercial, do Grupo Media Capital Rádios, com um reach semanal de 23,4%, uma audiência acumulada de véspera de 10,9% e um share de audiência de 16.0%. A Rádio Renascença manteve a terceira posição, com 16,9% de reach semanal, 7,9% de audiência acumulada de véspera e um share de audiência de 11,2%. Por grupos de estações, o grupo r/com tem 38,7% de share de audiência, as estações do grupo Media Capital Rádios registaram 28,2% de share de audiência e as estações do grupo RTP obtiveram 9,5% de share de audiência (quadro seguinte retirado do sítio da Marktest).
terça-feira, 25 de outubro de 2011
(POST-)CONFLICT CINEMA: REMEMBERING OUT-BREAKS AND IN-TENSIONS
The conference will be held on December 5-6 2011 in Lisbon. The aim of the conference is to bring together researchers from different areas and disciplines to discuss how cinema addresses and examines issues of conflict and post-conflict situations.
The history of the 20th and 21st centuries merges with the history of cinema and its latest developments. On the one hand, the emergence of cinema is associated with the idea of a democratic art form. Never before had an artistic manifestation reached and affected so many people at the same time. On the other hand, besides constituting one of the privileged cultural products through which past and current conflicts are represented and thoroughly examined, cinema is a medial construction that serves as a ‘stage’ that interrogates the very act of representation, since it also reflects the problems and conflicts experienced in the context of filmic production. Cinema and conflict went hand in hand from the very beginning. Soon after the appearance of the cinematograph, a short film on the war in Cuba, a war that would lead to the island’s independence, was shown to the public in 1898. In 1915 Griffith famously portrayed a war-torn American society during the Civil War in Birth of a Nation, and raised a huge controversy on the issue of racism. Keeping in mind the revolutionary aesthetic developments and the consolidation of cinema as a multidimensional art form in the 20th century and at the beginning of the new millennium, it is important to discuss how and to what extent new cinematographies inspired by the examination of issues of memory and oblivion experienced in the last century respond to the challenges imposed by 21st-century conflicts (terrorism, economic and social crises, Islamophobia, various forms of racism, civil wars, exploitation of natural resources, among others).
Workshop - On the day after the conference, during the afternoon, there will be a workshop on film clip editing, monitored by Daniel Ribas. The workshop will be carried out in Portuguese and requires a registration. If you wish to participate, please fill out the form below. There is no registration fee.
Read more at blog http://postconflictcinema.wordpress.com/.
The history of the 20th and 21st centuries merges with the history of cinema and its latest developments. On the one hand, the emergence of cinema is associated with the idea of a democratic art form. Never before had an artistic manifestation reached and affected so many people at the same time. On the other hand, besides constituting one of the privileged cultural products through which past and current conflicts are represented and thoroughly examined, cinema is a medial construction that serves as a ‘stage’ that interrogates the very act of representation, since it also reflects the problems and conflicts experienced in the context of filmic production. Cinema and conflict went hand in hand from the very beginning. Soon after the appearance of the cinematograph, a short film on the war in Cuba, a war that would lead to the island’s independence, was shown to the public in 1898. In 1915 Griffith famously portrayed a war-torn American society during the Civil War in Birth of a Nation, and raised a huge controversy on the issue of racism. Keeping in mind the revolutionary aesthetic developments and the consolidation of cinema as a multidimensional art form in the 20th century and at the beginning of the new millennium, it is important to discuss how and to what extent new cinematographies inspired by the examination of issues of memory and oblivion experienced in the last century respond to the challenges imposed by 21st-century conflicts (terrorism, economic and social crises, Islamophobia, various forms of racism, civil wars, exploitation of natural resources, among others).
Workshop - On the day after the conference, during the afternoon, there will be a workshop on film clip editing, monitored by Daniel Ribas. The workshop will be carried out in Portuguese and requires a registration. If you wish to participate, please fill out the form below. There is no registration fee.
Read more at blog http://postconflictcinema.wordpress.com/.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
MOVIMENTO PELO CINEMA
Para a Associação Portuguesa de Realizadores, "Este é um momento particularmente grave para a actividade cinematográfica e os seus profissionais. Um momento em que se agudizam dramaticamente os problemas do sector e se põe em causa o futuro do cinema no nosso país. Um sector de actividade estratégico e reconhecidamente fundamental da nossa identidade cultural. Se a produção de cinema e o tecido que o estrutura e o dissemina está desde há 10 anos num processo de lenta asfixia e a viver nos limites da sua sobrevivência o gigantesco corte orçamental do ICA previsto para 2012 vai lançar tudo no grande caos. O que vai sobreviver? O que vai ser sacrificado? Como vai ser gerido este novo orçamento? Como se vão reorganizar os apoios e com que objectivos? Este é o momento em que todos os grupos profissionais se devem juntar e organizar para exigir que o cinema não asfixie de uma vez por todas. O que agora desaparecer será irreversível. A hipótese de renovação do nosso cinema está cada vez mais ameaçada. E também a sua diversidade, indispensável para um cinema Português dinâmico e representativo. A recente medida governativa sobre o aumento do IVA nos bilhetes de cinema é um péssimo caminho que só irá contribuir para um menor contacto com os espectadores de cinema. A APR propõe formar um movimento pelo cinema que envolva o máximo de grupos profissionais ligados a esta actividade: realizadores, produtores, técnicos, actores, argumentistas, músicos, associações profissionais, distribuidores, cineclubes, todos aqueles que se dedicam à divulgação do cinema, à sensibilização". Assim, a APR propõe uma reunião na próxima quarta-feira, dia 26 de Outubro, às 17:30, no Teatro do Bairro (Rua Luz Soriano, 63, Lisboa).
MASTERCLASSES SOBRE CURTAS-METRAGENS
O conjunto de masterclasses e workshops internacionais do Campus/Estaleiro (http://estaleiro.curtas.pt/) inicia-se no próximo dia 4 de Novembro, com a presença do professor Richard Raskin, que falará sobre story design para curtas-metragens. É uma óptima oportunidade para melhorar conhecimentos sobre estrutura narrativa e conceitos importantes sobre a realização de curtas-metragens. O prof. Richard Raskin fará também uma sessão de pitching com 6 projectos.
Durante o mês de Novembro, estão previstas mais duas actividades: um workshop sobre escrita de argumento com Ken Dancyger, professor da New York University (18-20 Novembro; informações detalhadas em breve); e uma masterclass de realização com João Canijo (final de Novembro, em data a anunciar).
Durante o mês de Novembro, estão previstas mais duas actividades: um workshop sobre escrita de argumento com Ken Dancyger, professor da New York University (18-20 Novembro; informações detalhadas em breve); e uma masterclass de realização com João Canijo (final de Novembro, em data a anunciar).
sábado, 22 de outubro de 2011
Grafitti da Brandoa
Há um grande realismo nas imagens dos grafitos da Brandoa, ali às portas de Lisboa. Cenas da vida do quotidiano (o casal num processo de afastamento, o polícia à procura dos bandidos, a cena da beleza e da necrofilia), cores vivas, animais com um grande antropomorfismo, com atitudes tiradas dos humanos (o dragão, os tigres), imagens da banda desenhada, a homenagear o festival que se realiza ali perto, como se fosse uma enorme banda desenhada para ler enquanto se viaja de automóvel e contorna a rotunda.BANDA DESENHADA DA AMADORA
O 22º Festival Internacional de Banda Desenhada 2011 da Amadora decorre sob o signo do humor e do centenário da fundação da Sociedade dos Humoristas Portugueses, cujo manifesto data de Junho de 1911, publicado no jornal Sátira. Conforme diz Osvaldo de Sousa no catálogo do Festival, o manifesto considerava que a "caricatura não serve só para desmandibular as multidões num riso animal. Tem uma grave responsabilidade perante a história, qual seja a concepção dos costumes". Em torno da Sociedade, movimentaram-se humoristas como Christiano Cruz, Almada Negreiros, Stuart Carvalhais, Jorge Barradas e Hipolito Collomb. O único projecto concretizado da Sociedade dos Humoristas Portugueses foi a produção de duas exposições em 1912 e 1913.
Ler o texto completo em http://industrias-culturais.hypotheses.org/18380.
Ler o texto completo em http://industrias-culturais.hypotheses.org/18380.
TAPEÇARIA DE MUNARI EXPOSTA EM ROMA
Uma peça rara de Bruno Munari (1907-1998) - um dos mais completos artistas italianos do século XX, considerado o pai do design no seu país - uma tapeçaria de Portalegre datada de 1985 está pela primeira vez em exposição em Roma, na Galeria do Instituto Português de Santo António em Roma (IPSAR). Integrada na exposição Tapeçaria de Portalegre – Expressão Contemporânea de uma Arte Secular, a decorrer entre 3 e 27 de Novembro de 2011, esta obra de Munari acompanha um conjunto de peças dos mais importantes artistas plásticos portugueses seus contemporâneos que dão a conhecer a actividade da Manufactura de Tapeçarias de Portalegre (MTP) ao longo dos últimos 70 anos. A MTP é um dos poucos centros no mundo dedicado a uma das mais antigas e ricas forma de arte da civilização ocidental: a tapeçaria mural. A Tapeçaria de Portalegre é uma obra de arte original que resulta de uma parceria única entre o artista plástico, a desenhadora e as tecedeiras. Mais de duas centenas de artistas, portugueses e estrangeiros, já colaboraram com a Manufactura de Tapeçarias de Portalegre, entre os quais, além de Munari, Jean Lurçat, Le Corbusier, Sonia Delaunay, Almada Negreiros, Vieira da Silva, Álvaro Siza, Cargaleiro, Júlio Pomar, Menez, Lourdes Castro, Graça Morais, Rui Moreira, Rigo 23.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
POLÍTICA POP
Gianpietro Mazzoleni esteve há dias em Lisboa e deu uma conferência sobre política pop no congresso The Culture of Remix. O presente texto é sobre uma obra que Gianpietro Mazzoleni e Anna Sfardini, dois docentes da Università degli Studi di Milano, publicaram em 2009 o livro Politica pop. Da "porta a porta" a "l'isola dei famosi", na editora il Mulino, de Bolonha e conta com um vídeo feito durante a presença de Mazzoleni entre nós (http://videos.comunicacaoecultura.com.pt/).No livro, analisa-se o fenómeno da televisão ter descoberto um dia que a política podia fazer audiências e os políticos ganharem capital ao alcançarem um vasto público através da lógica do espectáculo. Nascia a política pop, ambiente mediático em que a política e a cultura popular, a informação e o entretenimento, o cómico e o sério, o real e o irreal (surreal no livro) fundam uma nova cultura de expressão.
Do que se trata quando se lê o livro é da comunicação política, da popularização da política e da centralidade da representação mediática da política muito próxima da indústria do entretenimento. Os autores falam de uma contamonação de géneros, de uma hibridização, entre política e entretenimento. Melhor dizendo: há uma transformação do sistema político e da comunicação política em direcção à espectacularização e à personalização. Mazzoleni e Sfardini lembram algumas ocorrências: em 1992, quando Bush pai e Clinton concorreram às eleições americanas, um discreto Ross Perot é entrevistado no talk show Larry King Live. A fama do candidato pouco conhecido cresce de modo imprevisível - nascia uma estrela quase ofuscando as notícias sobre os outros candidatos. Em 2003, Arnold Scharzenegger, candidato a governador da Califórnia trazia uma bagagem nada despicienda: a de actor bem conhecido. No Tonight Show, de Jay Leno, ele avançou as suas propostas políticas (p. 15). O mesmo show seria palco para a candidata à vice-presidência Sarah Palin, em 2008. Nesse mesmo ano, Vladimir Luxuria, curioso nome de um antigo deputado da Rifondazione comunista (Itália) participava no reality show Casa dos Famosos, tornado um espaço de política e espectáculo, que ele aproveitou para lançar as suas ideias em termos de politicamente correcto. O programa seria a rampa de lançamento para uma candidatura sua ao parlamento europeu (p. 17). Por seu lado, os músicos e cantores pop e rock usam a sua popularidade para fazer incursões na política, como U2, Springsteen, Beyoncé, levando o grande público a conhecer e aceitar programas políticos.
Estamos, escrevem os professores de Milão, na era do politainment (por extensão de infotainment e soft news). O politainment é o fenómeno que cruza a política e a dialéctica democrática com a cultura do entretenimento (p. 31). O sério, o carismático e o cómico, o público e o mais íntimo juntam-se, acrescentam os autores, onde se joga a credibilidade face ao entretenimento (p. 52).
Claro que há um alvo preferido por Gianpietro Mazzoleni e Anna Sfardini - a política pop italiana e o seu mestre, Silvio Berlusconi. Daí a ênfase na mediatização italiana (p. 56). Personalização, comercialização, espectacularização e comunicação (o grande comunicador) estão sempre presentes em Berlusconi. Ora, para existir Berlusconi, isso quer dizer que tem de haver um espectador que se sinta chamado e aceite (p. 106). Por isso, os autores fazem um levantamento de programas de televisão como Ballarò, Porta a porta, Annozero, Matrix, Che tempo che fa, La invasioni barbariche e muitos outros (p. 110), que misturam infotainment e politainment e transformam a política em consumo pop.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
LIVRO SOBRE A OLIVA
Em edição da Tinta da China, Paulo Marcelo vai publicar o livro OLIVA – Memórias de uma marca portuguesa. Trata-se de uma iniciativa no âmbito do Projecto: Circuitos pelo património Industrial, apoiado pela câmara de S. João da Madeira e a que o autor está ligado como designer responsável pela imagem do projecto. O livro estará disponível a partir do dia 21 de Outubro.
Escrevi aqui sobre a exposição realizada em Agosto de 2008 de cartazes publicitários das décadas de 1940 a 1970 da Oliva, empresa de fundição com sede em São João da Madeira. Paulo Marcelo, que reuniu esse material, é professor de Design no ISVOUGA (Instituto Superior de Entre Douro e Vouga), em Santa Maria da Feira.
Escrevi aqui sobre a exposição realizada em Agosto de 2008 de cartazes publicitários das décadas de 1940 a 1970 da Oliva, empresa de fundição com sede em São João da Madeira. Paulo Marcelo, que reuniu esse material, é professor de Design no ISVOUGA (Instituto Superior de Entre Douro e Vouga), em Santa Maria da Feira.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
AS SESSÕES "IMAGENS DE PORTUGAL" SÃO ORGANIZADAS EM COLABORAÇÃO COM A COMISSÃO NACIONAL DO CENTENÁRIO DO TURISMO EM PORTUGAL
"As sessões «Abrir os Cofres» iniciam este mês uma série intitulada «Imagens de Portugal» sobre as representações cinematográficas do país entre os anos vinte e os anos setenta, que é apresentada no contexto da colaboração entre a Cinemateca e a Comissão Nacional do Centenário do Turismo em Portugal e se prolongará até Janeiro de 2012. Em Outubro, o Ciclo abre com duas sessões sobre os olhares estrangeiros que umas vezes reforçam, outras contradizem os estereótipos domésticos. Serão mostradas sete curtas-metragens documentais alemãs, inglesas e americanas dos anos trinta, quarenta e cinquenta. A terceira sessão mostrará cinco documentários dos anos dez, vinte e trinta que reflectem de algum modo as concepções pictorialistas da fotografia do início do século XX. Antes de fazer dela o símbolo de um país rural, o cinema interessou-se pelo potencial plástico da paisagem". Saber mais em http://www.cinemateca.pt/.
PRÓXIMO FUTURO / PROCHAIN FUTURE
"«Percepção e Representação Contemporâneas de África e da América Latina» é um evento co-produzido pelo Programa Gulbenkian Próximo Futuro, Programa Gulbenkian de Ajuda ao Desenvolvimento e o Théâtre de la Ville, em colaboração com a Casa da América Latina (Lisboa). Receber o Programa Próximo Futuro da Fundação Calouste Gulbenkian nos próximos dias 17 e 18 de Novembro reveste-se da maior relevância para o Théâtre de la Ville de Paris. Tanto mais que, ao longo das últimas quatro décadas, o Théâtre de la Ville se tem afirmado como palco da criação contemporânea, acolhendo artistas de todas as cidades do mundo. Mas também porque essa abertura ao «outro», o artista de outras paragens, proporcionou um alargamento do círculo de amadores quer em Paris quer nos seus arredores. Alicerçado nesta tradição de um Portugal cosmopolita e internacional, o Próximo Futuro tem estabelecido, desde 2009, um elo de ligação entre a Europa, a África e a América Latina, dada a sua perspectiva em prol da criação e da pesquisa contemporânea. Parece-nos, portanto, normal que o nosso teatro acolha, no próximo mês de Novembro, quatro grandes pensadores e investigadores oriundos desses três continentes, nomeadamente: Elikia M’Bokolo – República Democrática do Congo, Gustavo Franco – Brasil, Serge Michailof – França, Benjamin Arditi – México, assim como uma exposição de Pieter Hugo, fotógrafo Sul Africano – confrontar-se-ão, durante dois dias, com as questões e as análises suscitadas pelos estudantes dos distintos campus de Paris e da Ilha de França. «Viva o movimento que desloca as linhas!». Recorro às palavras de Charles Baudelaire para expressar o nosso desejo de hoje abrir novos espaços de partilha entre cidadãos do mundo, no Théâtre de la Ville de Paris"."«Perception et représentation contemporaines sur l’Afrique et l’Amérique latine» correspond à une manifestation qui est coproduite par le Programme Gulbenkian Prochain Futur, le Programme Gulbenkian d’aide au développement et le Théâtre de la Ville de Paris et compte sur la collaboration de la Casa da América Latina (Lisbonne).Accueillir Próximo Futuro de la Fondation Calouste Gulbenkian les 17 et 18 novembre est important pour le Théâtre de la Ville. Parce que, depuis quarante années, le Théâtre de la Ville accueille les artistes de la création contemporaine, de toutes les villes du monde. Parce que cette ouverture ‘à l’autre’, l’artiste d’ailleurs, a permis d’élargir le cercle des amateurs de Paris et sa banlieue. Ancré dans cette tradition du Portugal cosmopolite et internationale, Proximo Futuro, depuis 2009, est le trait d’union entre l’Europe, l’Afrique et l’Amérique Latine, pour sa vision de la création et de la recherche contemporaine. Alors quoi de plus normal d’accueillir en novembre prochain, pendant deux jours, quatre grands penseurs et chercheurs de ses trois continents dont: Elikia M’Bokolo – République Démocratique du Congo, Gustavo Franco – Brésil, Serge Michailof – France, Benjamin Arditi – México, ainsi qu’une exposition de Pieter Hugo, photographe Sud Africain - dans notre théâtre qui vont se confronter aux questions et aux analyses des étudiants des différents campus de Paris et d’Ile de France. «Vive le mouvement qui déplace les lignes!» J’emprunte la formule de Charles Baudelaire pour évoquer le souhait que nous avons aujourd’hui, au Théâtre de la Ville, d’ouvrir de nouveaux espaces de partage entre les citoyens du monde".
Retirado da publicação nº 8 de Próximo Futuro / Prochain Future, da Fundação Calouste Gulbenkian
domingo, 16 de outubro de 2011
ROBERT MORRIS
Robert Morris, após ter estudado engenharia, tornou-se artista, escultor e crítico de arte americano, ligado aos movimentos minimalista e arte da terra. A exposição agora patente na Fundação de Serralves é uma retrospectiva de filmes e vídeos que tem protagonizado nas últimas décadas em termos da relação das artes visuais e do cinema como linguagem artística e meio de documentação de acções efémeras (do texto de João Fernandes no catálogo). Destaco Waterman Switch e Waterman Switch Revisited, filmes de 1963 realizados por Babette Mangolte e em que o próprio Morris e Yvonne Rainer dançam numa pista como se fossem seres mecânicos. Mais perto de nós, de 2005, Birthday Boy mostram um actor e uma actriz fazendo o papel de professores falando sobre o David de Miguel Ângelo, brindando com um copo de vinho e continuando a beber enquanto discursam.


sexta-feira, 14 de outubro de 2011
LIVRO SOBRE JORNALISMO
Na semana passada, em congresso do CIMJ (Centro de Investigação Media e Jornalismo) sobre história dos media, foi lançado o livro Jornais, jornalistas e jornalismo. Séculos XIX-XX, coordenado por Ana Cabrera, e com textos de Jorge Borges de Macedo (epistemologia da informação), Ana Cabrera (jornais Espectro e Quadrante), Jorge Pedro Sousa (Eduardo Coelho e o Diário de Notícias), Álvaro Costa de Matos jornais Pátria e 57 e biografia do jornalista Adolfo Simões Müller), Fernando Correia e Carla Baptista (jornais vespertinos Diário Ilustrado, Diário Popular, Diário de Lisboa e A Capital) e Helena Lima (Jornal de Notícias), editado por Livros Horizonte.
Ler o texto completo aqui.
Ler o texto completo aqui.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
NOVO LIVRO DE JOSÉ MIGUEL SARDICA
A Europa napoleónica e Portugal. Messianismo revolucionário, política, guerra e opinião pública é o novo livro de José Miguel Sardica, hoje lançado no Palácio da Ajuda, Lisboa, e apresentado pelo professor Luís Oliveira Ramos (que foi meu professor de História Contemporânea na licenciatura há quase 35 anos), numa edição da Tribuna da História. Ver texto completo aqui.
HANNO HARDT
Hanno Hardt morreu com a idade de 76 anos após um curto período de doença. Hardt foi um conhecido autor da linha crítica dos estudos de comunicação e membro fundador do EURICOM (European Institute for Communication and Culture), onde se pode saber mais em http://www.euricom.si/.
Os seus livros incluem The American Journalism History Reader, editado com Bonnie Brennen (2010), Myths for the Masses: An Essay on Mass Communication (2004), Ferdinand Tönnies on Public Opinion com Slavko Splichal (2002), Critical Studies in Communication, Media, and Journalism (1998), Interactions (1998), Picturing the Past: Media, History, and Philosophy, editado com Bonnie Brennen (1999), e In the Company of Media: Cultural Constructions of Communication, 1920s-1930s (1999) [ver mais informação aqui].
Ele é, todavia, mais conhecido pelo livro Critical Communication Studies. Communication, History & Theory in America (1992, 2001). Li-o às parcelas, pois o considerei um livro estimulante mas de entendimento complexo. Abro agora as suas páginas e percorro o índice: 1) definir os conceitos ou matérias: comunicação, história e teoria, 2) descobrir a comunicação: pragmatismo e criticismo social, 3) ignorar a história: investigação dos meios de comunicação de massa e crítica da sociedade, 4) introduzir a ideologia: teoria crítica e crítica da cultura, 5) compreender a hegemonia: estudos culturais, 6) investigação da comunicação entre o pragmatismo e o marxismo. Em suma, Hardt avaliou o desenvolvimento dos estudos de comunicação interligados pelo pragmatismo, pela teoria crítica e pelos estudos culturais, reflectindo a necessidade de colocar a história no trabalho académico e localizar a história do intelectual no contexto de teorias sociais concorrentes.
No capítulo sobre investigação dos meios de comunicação de massa, Hardt deixou páginas importantes sobre Lasswell, Schramm, Lazarsfeld, Hovland, Berelson, Gerbner - afinal os grandes autores das teorias da comunicação nos Estados Unidos até quase à década de 1970. Já no capítulo sobre estudos culturais, ele trabalhou sobre os autores britânicos a partir de Hoggart, Williams, Thompson, num primeiro tempo, e Stuart Hall, logo a seguir. Os estudos culturais, na perspectiva de Hardt, nasciam da tradição literária mais que das ciências sociais e procuraram compreender como se construiu o ambiente cultural de uma sociedade a partir da consciência da classe operária (1992: 178).
Hardt foi professor de comunicação e jornalismo na Universidade de Iowa (Estados Unidos) e de estudos de comunicação na universidade de Ljubljana (Eslovénia). Foi ainda conhecido pelos seus trabalhos de fotografia (35mm, preto e branco).
Os seus livros incluem The American Journalism History Reader, editado com Bonnie Brennen (2010), Myths for the Masses: An Essay on Mass Communication (2004), Ferdinand Tönnies on Public Opinion com Slavko Splichal (2002), Critical Studies in Communication, Media, and Journalism (1998), Interactions (1998), Picturing the Past: Media, History, and Philosophy, editado com Bonnie Brennen (1999), e In the Company of Media: Cultural Constructions of Communication, 1920s-1930s (1999) [ver mais informação aqui].
Ele é, todavia, mais conhecido pelo livro Critical Communication Studies. Communication, History & Theory in America (1992, 2001). Li-o às parcelas, pois o considerei um livro estimulante mas de entendimento complexo. Abro agora as suas páginas e percorro o índice: 1) definir os conceitos ou matérias: comunicação, história e teoria, 2) descobrir a comunicação: pragmatismo e criticismo social, 3) ignorar a história: investigação dos meios de comunicação de massa e crítica da sociedade, 4) introduzir a ideologia: teoria crítica e crítica da cultura, 5) compreender a hegemonia: estudos culturais, 6) investigação da comunicação entre o pragmatismo e o marxismo. Em suma, Hardt avaliou o desenvolvimento dos estudos de comunicação interligados pelo pragmatismo, pela teoria crítica e pelos estudos culturais, reflectindo a necessidade de colocar a história no trabalho académico e localizar a história do intelectual no contexto de teorias sociais concorrentes.No capítulo sobre investigação dos meios de comunicação de massa, Hardt deixou páginas importantes sobre Lasswell, Schramm, Lazarsfeld, Hovland, Berelson, Gerbner - afinal os grandes autores das teorias da comunicação nos Estados Unidos até quase à década de 1970. Já no capítulo sobre estudos culturais, ele trabalhou sobre os autores britânicos a partir de Hoggart, Williams, Thompson, num primeiro tempo, e Stuart Hall, logo a seguir. Os estudos culturais, na perspectiva de Hardt, nasciam da tradição literária mais que das ciências sociais e procuraram compreender como se construiu o ambiente cultural de uma sociedade a partir da consciência da classe operária (1992: 178).
Hardt foi professor de comunicação e jornalismo na Universidade de Iowa (Estados Unidos) e de estudos de comunicação na universidade de Ljubljana (Eslovénia). Foi ainda conhecido pelos seus trabalhos de fotografia (35mm, preto e branco).
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
APENAS 3% DOS PORTUGUESES SEM TELEVISÃO POR SUBSCRIÇÃO TEM EQUIPAMENTO DE TDT
Um estudo realizado pela Universidade Lusófona e agora divulgado indica que apenas 3% dos portugueses sem televisão por subscrição tem um equipamento de TDT (Televisão Digital Terrestre) a somente três meses do início do apagão da televisão analógica.
Os principais dados do estudo agora revelado indicam que 38,3% dos inquiridos não possuem televisão paga em casa, 92,4% dos inquiridos sem televisão paga afirmaram receber televisão analógica, via antena tradicional, 3% dos inquiridos sem televisão paga afirmaram receber televisão digital terrestre (TDT), 62% dos inquiridos sem televisão por subscrição desconhecem que em 2012 está previsto o desligamento do sinal de televisão analógica terrestre, 43,9% dos inquiridos sem televisão paga afirmaram que o seu televisor não é compatível com a TDT e 41,5% responderam não saber se é compatível.
Já 55,4% dos inquiridos sem televisão paga responderam não saber o que fazer para ter TDT, 46,4% dos inquiridos sem televisão por subscrição e com televisão analógica terrestre não sabem ou não responderam se pensam adquirir equipamentos ou serviços de televisão digital nos próximos 12 meses, 37,2% dos inquiridos sem televisão paga e com televisão analógica terrestre responderam que pensam adquirir um televisor ou caixa descodificadora só quando for obrigatório, 39,3% dos inquiridos sem televisão paga e com televisão analógica terrestre responderam que o principal motivo para ter TDT é porque o sinal analógico de televisão vai ser desligado em breve.
O trabalho de campo desta investigação (terceiro inquérito de um projecto liderado por Manuel José Damásio como investigador principal e Célia Quico como coordenadora) decorreu de 16 a 27 de Setembro de 2011, junto de uma amostra representativa da população portuguesa com mais de 18 anos, constituída por 1207 inquiridos. Ver mais dados aqui.
Os principais dados do estudo agora revelado indicam que 38,3% dos inquiridos não possuem televisão paga em casa, 92,4% dos inquiridos sem televisão paga afirmaram receber televisão analógica, via antena tradicional, 3% dos inquiridos sem televisão paga afirmaram receber televisão digital terrestre (TDT), 62% dos inquiridos sem televisão por subscrição desconhecem que em 2012 está previsto o desligamento do sinal de televisão analógica terrestre, 43,9% dos inquiridos sem televisão paga afirmaram que o seu televisor não é compatível com a TDT e 41,5% responderam não saber se é compatível.
Já 55,4% dos inquiridos sem televisão paga responderam não saber o que fazer para ter TDT, 46,4% dos inquiridos sem televisão por subscrição e com televisão analógica terrestre não sabem ou não responderam se pensam adquirir equipamentos ou serviços de televisão digital nos próximos 12 meses, 37,2% dos inquiridos sem televisão paga e com televisão analógica terrestre responderam que pensam adquirir um televisor ou caixa descodificadora só quando for obrigatório, 39,3% dos inquiridos sem televisão paga e com televisão analógica terrestre responderam que o principal motivo para ter TDT é porque o sinal analógico de televisão vai ser desligado em breve.O trabalho de campo desta investigação (terceiro inquérito de um projecto liderado por Manuel José Damásio como investigador principal e Célia Quico como coordenadora) decorreu de 16 a 27 de Setembro de 2011, junto de uma amostra representativa da população portuguesa com mais de 18 anos, constituída por 1207 inquiridos. Ver mais dados aqui.
ARCA DE NOÉ EM ALGÉS
Arca de Noé é uma exposição do Centro de Arte Manuel de Brito, no Palácio dos Anjos em Algés, de 14 de Outubro até 12 de Fevereiro de 2012. A exposição colectiva inclui obras de Paula Rego, Júlio Pomar (cujo Tigre Ovale de 1984 do cartaz faz parte), Fátima Mendonça, Joana Vasconcelos, João Pedro Vale e Lourdes Castro.
Os artistas, nas obras expostas, têm atitudes distintas perante os animais. Diz o texto que acompanha a divulgação da exposição que há artistas que os desenham por puro prazer ao passo que outros os apresentam como seres com comportamentos e emoções humanas.
Ler mais em http://camb.cm-oeiras.pt/.
Os artistas, nas obras expostas, têm atitudes distintas perante os animais. Diz o texto que acompanha a divulgação da exposição que há artistas que os desenham por puro prazer ao passo que outros os apresentam como seres com comportamentos e emoções humanas.
Ler mais em http://camb.cm-oeiras.pt/.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
A GERAÇÃO EXTREME SEGUNDO INÊS TEIXEIRA-BOTELHO
Inês Teixeira-Botelho escreve que "os actuais jovens não tiveram que se adaptar às novas tecnologias porque nasceram no meio delas: são nativos digitais". Os outros, os mais velhos, migraram, e por isso, têm de trabalhar mais, de fazer um esforço mais árduo para as compreender e manipular. O livro, continua a autora, foi escrito por uma nativa digital que desenvolveu uma investigação científica (sociológica) sobre o uso do telemóvel.Ler mais aqui.
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