quinta-feira, 23 de junho de 2016

Kiyomizu-dera (leste de Quioto)

Kiyomizu-dera (清水寺, Templo de Água Pura) fica situado no leste da cidade de Quioto. O templo foi fundado em 780 no local da cachoeira de Otowa, com nome derivado das águas da queda de água. O templo esteve ligado ao grupo Hosso, uma das escolas mais antigas do budismo japonês. Em 1994, o templo foi considerado património mundial da UNESCO. Kiyomizu-dera é conhecido plo seu chão de madeira para além do salão principal e fica 13 metros acima na colina, o que possibilita ao visitante desfrutar de uma bela vista com árvores de cereja e plátanos.










Castelo Nijo (Quioto)

Construído em 1603 pelo shogun Tokwgawa para defender o palácio imperial de Quioto, é um exemplar da arquitetura residencial buke shoin zukuri. Amplas salas onde o shogun recebia os senhores feudais e permanecia, com paredes decoradas. Fica-se com pena de não se poder fotografar o interior dessas salas.





Quioto à hora do jantar


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Introdução ao teatro Bunraku

O bunraku é uma das artes performativas tradicionais japonesas das mais significativas, tornada património intangível da Unesco em 2003, combinando de modo colaborativo recitação narrativa, música shamisen e marionetas. As origens do Bunraku remontam ao seculo XVII, quando se integraram as apresentações antigas de marionetas (ayatsuri ningyo) com as narrativas medievais (joruri), chamadas narrativas de marionetas (ningyo joruri).

A sua popularidade atingiu um grande sucesso com os trabalhos de Chikamatsu Monzaemon e o narrador Takemoto Gidayu e a criação do teatro Takemoto em Osaca em 1684. Os teatros que foram surgindo tiveram êxitos distintos até que, em meados do século XIX, Uemara Bunrakuken, natural de Awaji, abriu um novo teatro com tal sucesso que, a partir daí, o seu nome se tornou sinónimo desta forma de arte. Ainda hoje tem o nome de bunraku.




As melhores peças foram escritas no século XVIII e mantêm uma grande aceitação popular. Narrador (tayu) e músico de Shamisen são elementos essenciais, em que exige sincronização na sua arte, envolvendo técnicas de controlo de respiração. O narrador atua em estilo de balada épica (gidayu-bushi). Além de narrar a história dos acontecimentos, também descreve as características da personagem, fazendo vozes diferentes para marionetas que representam homens ou mulheres, velhos ou jovens e a natureza e sentimentos pessoais, de modo ao som parecer verosímil. Para a récita, o narrador segue um libreto (yukahon), com cinco linhas por página. A tradição é a de o narrador copiar o libreto que usa na atuação, mas pode herdar um libreto do seu professor. Há ainda copistas tradicionais. Há ainda libretos de sete ou oito linhas verticais de escrita.

O shamisen, instrumento musical usado nas peças do bunraku, tem três dimensões, da mais pequena à maior. O uso de cordas mais ou menos finas dá uma mais ampla sonoridade, que acompanha a expressão da emoção em presença. O primeiro shamisen terá chegado ao porto de Osaca na década de 1560, ido das ilhas Ryukyu, mas no século XVII havia já alterações artísticas na sua forma, incluindo o aperfeiçoamento de um estilo vibrato. Para operar cada marioneta são precisos três bonecreiros ou operadores, o que torna o teatro bunraku único neste tipo. Apenas um operador, o mais qualificado, é que tem o rosto descoberto. Cada operador produz movimentos subtis, o que no conjunto significa maior aproximação às atitudes humanas. Os bonecos são guardados em peças, com as cabeças separadas da indumentária. As personagens femininas não têm pernas, pois o vestido comprido do quimono as taparia. As cabeças são tipificadas: o herói épico (Bunshichi), o jovem inteligente (Genda), a rapariga ingénua (Musume), a mulher madura (Fukeoyama). Às marionetas pode aplicar-se cabelo humano.

Em termos de guarda-roupa, este é mais pequeno do que na realidade e tem uma abertura atrás para a mão do marionetista. Apesar de o guarda-roupa no teatro bunraku ser mais estilizado que no teatro kabuki, os bonecos apresentam maior opulência (jidaimono). Nas peças contemporâneas (sewamono), o guarda-roupa é mais realístico, embora sempre com grande simbolismo na sua forma. Além do guarda-roupa, outros elementos vitais na representação são espadas, leques e chapéus de chuva, que introduzem efeitos narrativos e dramáticos. Aspeto a considerar é a construção do palco. Por vezes, a ação decorre em vários sítios, criando-se a ilusão de um chão onde andam as marionetas. Além da cena onde estão as marionetas e os seus operadores, pode existir uma dupla narração, uma de cada lado do palco. Quando se precisa de vozes e sons diferentes dos presentes no palco, narradores e músicos são substituídos num palco rotativo.

[informação retirada de folhetos e imagens do Teatro Nacional de Bunraku, Osaca]

Castelo de Osaca

Em 1496, um monge de elevado nível construiu um edifício perto do atual castelo de Osaca, crescendo até se tornar um templo conhecido como Ishiyama (Osaca). A sua influência foi grande até 1580, quando da campanha de reunificação nacional, e queimado. Logo depois, em 1583, Hideyoshi Hashiba (Toyotomil) começou a construção do castelo, tornada a residência oficial do governo do Japão. Uma nova luta interna levou a uma outra reconstrução do castelo, em 1620, levando dez anos de trabalho. A torre principal foi destruída em 1665 pela queda de um raio.

O castelo voltou a desempenhar um papel importante para o controlo do Shogun do Japão ocidental. Após o período Meiji (明治時代, 1867-1902), o castelo foi utilizado pelo exército. Já em 1931, houve apoio público para a reconstrução da torre principal. Na II Guerra Mundial, sofreu destruições mas novo restauro deu a beleza apreciada nos nossos dias.







33ª edição do Festival de Teatro de Almada

O 33º Festival de Teatro de Almada vai decorrer entre 4 e 18 de julho, em múltiplos espaços e palcos. Ver em www.ctalmada.pt.

Pequenas lojas e restaurantes

Exemplos de lojas e pequenos restaurantes em galerias comerciais de Osaca e mercado do peixe em Tóquio.


terça-feira, 21 de junho de 2016

Museu da Manga (Quioto)

O Museu Internacional da Manga em Quioto reflete uma indústria cultural muito popular no Japão - a banda desenhada de tipo manga. Nas décadas mais recentes, a manga japonesa tornou-se conhecida e seguida em todo o mundo, com edições em diversas línguas. Isso permitiu até uma diversificação de estilos. Dois dos objetivos do museu são permitir uma melhor compreensão da cultura da manga e passar a importância desta cultura para a geração mais nova.

A biblioteca - sítio onde os visitantes podem ler os livros de manga em japonês - é um lugar central, com 50 mil livros. O museu tem uma coleção total de 300 mil itens, entre livros e outros materiais não expostos. No primeiro andar, mangas Shonen (para rapazes), no segundo andar, mangas para raparigas (Shojo) e, no terceiro andar, mangas para jovens ((Sheinen).

Mas também merece visita a sala dedicada à escola Tatsuike, construída em 1869 (período Meiji), cujas ajudas permitiram a frequência de alunos da região, e o espaço onde se exige cinema anime. No momento, encontra-se em exibição uma mostra do trabalho de Eguchi Hisashi (江口 寿史, 1956), autor marcante na história da manga, em especial em figuras femininas, com o título King of Pop.


 

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Exposição de design

A Japan Graphic Designers Association (JAGDA), criada em 1978 e com três mil membros, organiza uma exposição anual de design gráfico, agora patente.