sexta-feira, 23 de setembro de 2005

INDÚSTRIAS CRIATIVAS

Se um dia fechar o blogue, por falta de tempo ou dinheiro (que me levem a procurar outro ramo de actividade), certamente ficarei nas indústrias criativas, seguindo o pensamento de dois autores. Um deles é John Hartley (2005: 5), para quem as indústrias criativas representam a convergência conceptual e prática das artes criativas (talento individual) com as indústrias culturais (escala de massa), no contexto das novas tecnologias dos media (TIC), dentro de uma nova economia do conhecimento, para uso dos cidadãos-consumidores interactivos.

O outro autor é Jinna Tay. Para ela (2005: 220), "As cidades criativas são espaços onde queremos estar, locais para serem vistos. As suas lojas, restaurantes e bares são as manifestações mais superficiais de um ambiente criativo. Para além destas «cenas», as cidades criativas também possuem várias características: a existência de um sector de artes e cultura vibrante; a capacidade para gerar empregos e lucros nos serviços e indústrias culturais; robalos.JPGe as iniciativas políticas respeitantes à distribuição de recursos entre as procuras global e local" (tradução minha).

Abrir um restaurante, por exemplo, aceitando reservas on-line. O robalo grelhado - que preparei entre a escrita de uma comunicação para um congresso sobre indústrias culturais e uma reunião com os colegas de uma universidade pública para reconhecer o grau de mestre de uma candidata estrangeira - estava excelente. O acompanhamento era pobre e ficou de fora da fotografia [esclareço que o peixe é melhor que a máquina fotográfica que o registou para a posteridade; a cebola levemente tostada estava saborosa]. O vinho, infelizmente, não entrou na ementa, por questões de dieta. Mas foi servido com música de fundo, tirada do CD vendido ontem com o Público, de magníficas vozes femininas. Lê-se no começo do texto do disco: "Falar sobre as grandes cantoras de Jazz é quase como tentar descrever uma grande colecção de borboletas em poucas páginas".

Aceitam-se encomendas para o menú de amanhã!

Leituras: John Hartley (ed.) (2005). Creative industries. Malden, MA, Oxford e Victoria: Blackwell Publishing
Jinna Tay (2005). "Creative cities". In John Hartley (ed.) Creative industries. Malden, MA, Oxford e Victoria: Blackwell Publishing

2 comentários:

Luis Silva disse...

Meu caro Rogério. Após termos estado em Coimbra num belo jantar de bloguers, vou ouvi-lo no II encontro de weblogs na UBI, cidade separada da minha pela Serra da Estrela.Um abraço e até lá.

Rogério Santos disse...

Obrigado pela mensagem. E até à Covilhâ.