Interrupção

O blogue tem sido muito pouco atualizado. O trabalho de investigação e outros motivos obrigam a uma concentração de esforços num só sentido. Obrigado pela preferência manifestada desde 2003.

26.12.11

José Marquitos deixa a administração da RTP

O administrador da RTP José Marquitos deixou aquele cargo, em troca por um lugar na Newshold, grupo de capitais angolanos que detém o semanário Sol. José Marquitos tem uma longa carreira dedicada aos media, tendo já passado nomeadamente pelo grupo da Sonae (jornal Público). Além de proprietária do semanário Sol, a Newshold tem participações nos grupos Cofina e Impresa.

Problemas nos media

No final da semana passada, o Sindicato dos Jornalistas fez um comunicado dando conta da abordagem da Global Notícias, do grupo Controlinveste, detentora do Diário de Notícias, Jornal de Notícias e TSF, a jornalistas e outros trabalhadores de forma a despedi-los, com propostas de rescisão apresentadas como de mútuo acordo e não por via de programas de rescisões de adesão voluntária.

Este comunicado surge num período de forte contracção do sector dos media. Muito recentemente, houve problemas no jornal Público, com negociações para redução de horários e salários, que a redacção terá recusado.

23.12.11

Jornal Português de actualidades filmadas (1938-1951)

Já escrevi aqui sobre Maria do Carmo Piçarra (a 2 de Dezembro de 2006), a propósito do seu livro Salazar vai ao cinema – o Jornal Português de actualidades filmadas, da MinervaCoimbra. Ela insistiu no tema e publicou agora Salazar vai ao cinema II – a "Política do Espírito" no Jornal Português (edição DrellaDesign).



Ler o texto completo aqui.

Jornalismo & jornalistas

O número mais recente da revista Jornalismo & Jornalistas (nº 48, de Outubro/Dezembro de 2011) tem dois temas principais, o primeiro dedicado ao Congresso Radio Evolution, em Braga, da ECREA, e o segundo ao Congresso de História dos Media e do Jornalismo, em Lisboa.

Retiro os sumários contidos no começo da revista. Sobre o congresso de Braga, "Investigadores e profissionais juntaram-se em Braga para reflectirem sobre a rádio. A migração para as plataformas digitais e móveis e o que isso significa para o futuro do meio dominaram a maior parte das intervenções e estudos apresentados. Mas entre o receio de alguns e o entusiasmo de muitos, ninguém tem dúvidas: a Internet é onde a rádio tem que estar" (Luís Bonixe). Sobre o congresso de história dos media e do jornalismo: "O 1º Congresso Internacional de História dos Media e do Jornalismo, organizado pelo Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ) nos dias 6 e 7 de Outubro, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, provou que já passaram… à história os tempos em que este debate se fazia entre amigos, sempre poucos e sempre os mesmos" (Carla Baptista).

Ler mais sobre o número aqui.

17.12.11

Sagrado e modernidade

O número 11 (Primavera-Verão de 2011) da revista Comunicação & Cultura, do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura (Universidade Católica), agora com um novo design de capa, é dedicado ao tema "Sagrado e Modernidade".

Os organizadores do volume, Carlos Capucho e Nelson Ribeiro, partem de um produto cinematográfico (o filme A árvore da vida, de Terrence Malick) e da recente visita do papa Bento XVI a Portugal (Maio de 2010), aquele interrogando Deus sobre as vicissitudes da condição humana, esta pelo impacto que teve na televisão (ou que esta se aproveitou). Os dois professores partem ainda do 11 de Setembro de 2001 para traçarem o grande impacto na forma como as sociedades ocidentais se percepcionam a si mesmas, questionando os modelos de segurança colectiva e a (in)tolerância religiosa e da convivência com o "outro", entendido como o que possui um diferente enquadramento cultural (p. 13).

Os textos da problemática pertencem a João Manuel Duque ("Ambiguidades da secularização entre modernidade e pós-modernidade"), Robert Doran ("René Girard's apocalyptic modernity"), Wolfgang Benz ("Sobre a origem e a tradição do Feindbild Islão"), Fernando da Luz Soares ("O diálogo ecuménico enquanto diálogo como o "outro"), Esther Mucznick ("Deus na escola pública"), Carlos Capucho, Eduardo Cintra Torres e Catarina Duff Burnay ("A construção da festa electrónica na visita de Bento XVI a Portugal"), José Paulo Machado (Je vous salue, Marie: um olhar cristão") e Isabel Roque ("A exposição do sagrado no museu"). Duas entrevistas (de Fernando Cascais a Steve Doig e de Robert Doran a René Girard), recensões e montra de livros concluem a revista.

Do resumo do texto de Carlos Capucho, Eduardo Cintra Torres e Catarina Duff Burnay retiro a seguinte informação: "O Vaticano e a Igreja em Portugal consagraram a visita de Bento XVI a Portugal em Maio de 2010 como um evento mediático. Os media corresponderam à temática e ao(s) interveniente(s) com uma mobilização de investimentos financeiros e humanos que resultaram numa cobertura centrada e exaustiva. Os canais televisivos, público e privados, assumiram um papel de destaque na mediação dos acontecimentos, através da apresentação e da avaliação do «homem-papa» e das suas acções" (p.8).

16.12.11

Indústrias criativas em congresso da SOPCOM

No congresso da SOPCOM, em realização no Porto, estive na sessão "Inova: O Futuro Provável: as Indústrias Criativas, os New Media e os Media Tradicionais", ao final da tarde de ontem. Na mesa, apresentara-se quatro conferencistas: Pedro Sousa, coordenador de projecto na agência INOVA, sediada no Porto, Bruno Pereira, director e editor da Magnética Magazine, com sede em Lisboa, Luís Ismael, realizador de cinema ligado à Light Box, oriunda do Porto, e João Peres Alves, partner da Ayr Trends, consultora que aplica as tendências do consumidor aos negócios, com escritórios em Lisboa, Amesterdão, S. Paulo e Miami.

Em Portugal, o recente estudo de Augusto Mateus sobre o sector cultural e criativo, e debatido nas mensagens do blogue, trouxe uma ampla discussão pública, pelos valores divulgados quanto ao PIB das actividades das indústrias criativas, no sentido do tópico desenvolvido por Richard Florida sobre cidades criativas, economia criativa e indústrias criativas. Para avaliar as indústrias criativas, Florida elaborou dois índices, o índice boémio, que apresenta a produção cultural (actividades de grande público versus actividades de vanguarda), e o índice de diversidade social (tolerância ou aceitação em termos de variadas comunidades criativas). No país, e nomeadamente em Lisboa e no Porto, tem havido uma profunda discussão sobre as indústrias criativas e a sua aplicação no país. Por exemplo, ainda este ano, a Fundação de Serralves promoveu um ciclo de conferências O Imaterial: Os Novos Paradigmas da Contemporaneidade, iniciativa focada no pensamento contemporâneo com abordagens entre a economia e a cultura. Richard Florida descrevera e analisara mega-regiões, casos de Dallas-Austin (Texas) e Barcelona-Lyon, na perspectiva da economia da criatividade. A ADDICT (Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas) deu um passo essencial ao colaborar com a universidade do Texas (Austin) na promoção de uma rede global aberta constituída por cidade médias de todo o mundo, em que a partilha de tecnologias e talento estejam orientadas para o negócio. A agência tem, no plano de actividades de 2012-2013, objectivos como capacitar e valorizar os recursos criativos (criatividade individual) numa economia baseada no talento e criatividade (criatividade empresarial) e com maior massa crítica urbana e atractividade do território (criatividade urbana). A sua actuação reside em três pilares de actuação e competências: pessoas, negócios e lugares com conhecimento, conectividade e promoção. Os sectores prioritários do plano são design, arquitectura, audiovisual e software. Outros sectores como tecnologias da informação, publicidade, design de moda, música e artes performativas beneficiarão do valor daqueles sectores estratégicos. Também a agência INOVA - Associação para a Cultura e Criatividade, a promotora da mesa da SOPCM, tem como missão contribuir para a afirmação das artes, do sector cultural, das indústrias criativas e dos seus agentes como elementos fundamentais de desenvolvimento da sociedade portuguesa. O congresso da SOPCOM daria cidadania ao tema, convocando-o para o assunto central do seu VII congresso no geral e para aquela mesa em particular.

Pedro Sousa (INOVA) falou de uma imagem prospectiva, da relação com os novos media, do apoio a projectos e do número de pessoas que trabalham na área. Acabou por reconhecer que ainda não existe um cluster (feixe) de actividades no Porto ligadas às indústrias criativas, mas espera que isso possa acontecer. Para tal, torna-se necessário, acrescento eu, haver mais envolvimento nacional e internacional, projectos e capital de risco. Bruno Pereira falou essencialmente da sua revista, que eu aconselho a fazer uma visita: Magnética Magazine. Luís Ismael falou do sector deprimido que é o audiovisual no Porto, por oposição a um sector mais pujante aqui em Lisboa. Para ele, há necessidade de formar mais quadros técnicos e criar estruturas de produção regionais. João Peres Alves desenvolveu a ideia das tendências de consumo para os próximos anos e como os media (velhos e novos) podem ajudar a captar e centrar essas tendâncias. Ele disse ser preciso haver confiança e transparência na vida, de modo a que a relação entre consumidores e produtos se reforce. A onda (alteração momentânea) precisa de chegar a ser moda e, em especial, a tendência.

A sala onde decorreu a mesa sobre indústrias criativas estava bem composta de assistência, mau grado a forte concorrência da mesa paralela, onde se discutia a internacionalização da comunicação, a qual arrastou muitos dos conferencistas, caso dos jovens investigadores do sector.

A seguir, um pequeno vídeo com parcelas dos textos dos quatro comunicadores na fase de perguntas e respostas.

12.12.11

Tese de doutoramento de Isabel Reis sobre rádio

No passado dia 7, na Universidade do Minho, Isabel Reis defendeu tese de doutoramento intitulada O áudio no jornalismo radiofónico na internet. A autora partiu da análise da rádio hertziana para a ciber-rádio, procurando encontrar semelhanças e diferenças. Em estudo empírico, analisou quatro sítios da internet de rádios nacionais (ou de cobertura nacional): TSF, RDP, Renascença e Rádio Clube Português, a última já desaparecida. Como conclusões, Isabel Reis indica que o áudio ainda define a ciber-rádio, a informação é um elemento marcador da ciber-rádio, a linguagem radiofónica não está presente nas notícias em destaque nas rádios da internet, o novo meio possui múltiplas narrativas e funciona à velocidade da actualidade mas ainda com pouca interactividade.

10.12.11

Teatro-circo contemporâneo

O desdobrável anuncia uma peça de circo contemporâneo e indica tratar-se de uma pesquisa sobre a globalização e a invasão. Dois actores (Filipe Caldeira e J. Lix) encarnam dois homens que procuram definir um território e lutam ferozmente por ele. Um mostra quadros da sua mobília de quarto, peças de uso quotidiano, plantas e animais de estimação (ilustrações de João Quintela). Lenta e eficazmente, equilibra essas cópias da realidade no seu braço, dispõe-nas no chão como se fosse uma narrativa, joga-as em cima de uma mesa, como que a dizer que é dono de uma quimera. Brincadeira de criança, poderia ter dito o outro homem. Este, rapidamente, constrói uma vedação, que eu entendi ser um campo de concentração rodeado por arame farpado. Ele despe a camisa e as meias e põe-nas no arame como se estivessem a secar. Equilibrista, joga com discos, como se fosse uma réplica do trabalho do outro, que, entretanto, ficara no silêncio e na escuridão do canto do palco.

Ao equilibrista junta-se o mágico, que faz aparecer e desaparecer objectos ou os coloca de outra forma. Porém, de repente, os dois homens lutam. Percebe-se que o fazem pela conquista de mais território. A luta é física, muito violenta. O homem mais baixo e musculado ganha ao homem mais alto e, aparentemente, mais intelectual. O resultado é como se fosse o animal do circo a ser preparado e exibido pelo domador. Os discos do equilibrista são usados agora como coleira. Há uma grande humilhação de um homem perante o outro, e que se prolonga por muito tempo. Seria leão, tigre ou simples cão? Confesso que, por duas vezes, estive para sair da sala, dada a inusitada força física posta em confronto. No final, os dois homens arfavam, exaustos, e viam-se as marcas no pescoço do actor que representava o papel de vencido.

A peça não é intelectual nem agradável, mas um pesadelo. Eu sei que os programadores da Companhia Erva Daninha, que montaram o espectáculo 50 ou nada na Fábrica da rua da Alegria (Porto), quiseram demonstrar como as conquistas e as guerras contemporâneas produzem grandes deslocações de populações, uma enorme miséria e opressão. Mas o teatro precisa de ser falado, algo que é escasso na peça, sem necessidade de tamanha brutalidade. O que pensaria o público jovem presente? Nos bancos corridos da plateia de uma das mais desconfortáveis salas que conheço, algum público ria, coisa que não percebi, durante a luta que culminou com a humilhação de uma das personagens.

Para ser o circo como lugar de produção de sonho, a peça representada deveria ter o palhaço e a música. Sei que o grande treino físico e maior agilidade demonstrada pelos dois actores retrata de perto a vida difícil dos saltimbancos do circo, o que nos aproxima um pouco da realidade - que não é igual ao sonho.

6.12.11

Flores para mim

Flores para Mim é uma peça de Abel Neves, com encenação de Natália Luiza e com Elsa Galvão, Rui M. Silva, Sara Leitão e Teresa Sobral na interpretação, em actuação no Teatro Meridional (rua do Açúcar, Lisboa).

Conta a história de Catarina, deficiente motora (movimenta-se em cadeira de rodas), alguém revoltada com a sua vida e que se refugia no passado, Jaime, a sua antiga paixão, Rita, tia daquela, e Mirita, a nova namorada de Jaime. A sala da casa de Catarina, onde decorre a acção, é, primeiro, o lugar da lembrança do encontro que não teve (o quarto de hotel barato). Depois, é o sítio, entretanto reformulado, onde Jaime e Mirita procuram alterar a rotina, perfumada com o aroma das flores. Há uma cumplicidade de acções antigas que nem todas as personagens sabem das outras mas que o enredo a revela aos espectadores, e que amarra essas personagens num jogo de aproximação e afastamento. Jaime é, pelas experiências anteriores, o centro da história dramática. Ele, contudo, não soube resolver convenientemente os problemas e aparece-nos ora arrependido ora quase indiferente para com a situação. Cobarde, é como Catarina o define, convidando-o a não voltar a aparecer na sua casa. E igualmente para Mirita, afinal a namorada do seu antigo amor, que lhe surgiu uma última vez com os olhos com orvalho (lágrimas). Ela queria ficar sozinha em casa, liberta da pressão dos que a queriam "ajudar" e das histórias do passado.

Trata-se, assim, de um trabalho sobre a condição humana e a sua imperfeição, em especial quando os defeitos são deficiências e estas são vistas com compaixão ou esquecimento, protelando o reconhecimento da pessoa e dos seus sentimentos.

Peça de e sobre a actualidade, além da história em si chama a atenção para a compreensão do outro e para a necessidade de preparar meios de acesso a esse outro. A peça é muito sóbria, muito bem representada, com um texto por vezes irónico (ou explorando a ingenuidade da personagem Mirita) mas agradável.

1.12.11

Mercado de San Miguel em Madrid

Vale a pena uma visita ao mercado de San Miguel, em Madrid. Situado na praça de San Miguel, a sua construção foi concluída em 1916, sob a direcção de Alfonso Dubé y Díez (imagem de arquivo, retirada do sítio da internet), sucedendo ao mercado ao ar livre instalado em 1835. No começo da actual década, sofreu uma alteração profunda e tornou-se um Centro de Cultura Culinária, com espaços gourmet. Além de ser uma presença da cultura gastronómica, através de cursos, apresentações e feiras, a sua relação com a cultura é grande: conferências, recitais ou concertos são ali apresentados.

30.11.11

Exposição de Surrealismo em Lisboa

Inaugura em 3 de Dezembro na Livraria Leya na Barata, com a participação da Microarte Galeria, na Avenida de Roma, 11, aqui em Lisboa. Apresentam-se obras inéditas de Artur Cruzeiro Seixas, Mário Cesariny, António Maria Lisboa e Mário Henrique Leiria. Incluem-se trabalhos de Luiz Morgadinho, Mena Brito, Pedro Palrão e Raul Perez. Na amostra será apresentado pela primeira vez ao público um cadavre-exquis realizado por António Maria Lisboa e Mário Henrique Leiria, datado de 1949, ano em que se formou o movimento surrealista em Portugal. Será também exibida uma carta-desenho de Cruzeiro Seixas para Mário Cesariny, de 1973, que relata de forma peculiar um périplo pelo norte de Portugal.

Europe's cultural and creative sectors from 2014

"Creative Europe: support programme for Creative Europe is the new EU programme dedicated to the cultural and creative sectors, proposed by the European Commission on 23 November 2011. that will run from 2014 to2020. The proposal is now under discussion by the Council of EU Ministers and the European Parliament. Europe needs to invest more in its cultural and creative sectors because it significantly contributes to economic growth, employment, innovation and social cohesion. Creative Europe will safeguard and promote cultural and linguistic diversity and strengthen the competitiveness of the cultural and creative sectors". Read more here.

28.11.11

O Porto aqui tão perto

John Krich escreveu no dia 17 deste mês na revista Time sobre o Porto e a livraria Lello. Escadas vermelhas curvilíneas que a levam ao andar superior, numa livraria que guarda 120 mil obras nas suas estantes, a Lelo viu o seu restauro concluído em 1995. Agora, todo a gente quer entrar e fotografar, mas isso não é permitido, o que é uma pena. Parece que o Porto está a ser (re)descoberto. Se tivesse comércio saudável nas ruas 31 de Janeiro e Sá da Bandeira, a conclusão da recuperação urbana na rua Mouzinho da Silveira e a transformação do mercado do Bolhão (em frente à confeitaria do Bolhão, onde gosto de comprar pão), a cidade estaria ainda mais apresentável.

Margarida Noronha modera Tertúlia das Pequenas Leituras na Leitura

A Leitura Shopping Cidade do Porto promove dia 30 de Novembro, às 21:30, uma Tertúlia das Pequenas Leituras. O tema desta sessão será "PORQUE AS HISTÓRIAS SÃO PARA TODOS!", conta com a presença de Susana Azevedo, editora da CUCKOO, projecto especializado na edição de livro infantil para crianças com necessidades especiais, e moderação de Margarida Noronha. Margarida Noronha é Directora Editorial da Kalandraka Portugal e co-lecciona, como especialista convidada, o módulo de "Edição de Livro Infantil" na Pós-Graduação em Livro Infantil da Universidade Católica de Lisboa.

27.11.11

Sobre a memória

A memória é o espaço material e espiritual para reter os factos ocorridos e os contextos de família, comunidade ou sociedade (reflexão sobre o congresso Memorias, Medios y espacio público en la Europa Mediterránea, Madrid, 25 e 26 de Novembro). A memória é sobre o agradável e o menos interessante e marca a vida de um indivíduo ou grupo. A memória – do indivíduo ou da comunidade mas que serve (pode servir) de conduta ou exemplo para todos – é selectiva, retém os factos julgados mais importantes, é da ordem oral ou material e precisa de arquivo e de transmissão.

A memória histórica quer dizer recuperação, interpretação ou reconciliação. Ela trabalha sobre os factos narrados e interpretados de geração para geração. Mas a escola e os media têm também essa função. Ora, a memória, como entidade selectiva, elege acontecimentos e esquece ou omite outros. Trata-se de um esforço permanente de reequilíbrio e de recuperação. A memória histórica procura desfazer os valores e os mitos dominantes, dá igualmente primazia às perspectivas alternativas e posições minoritárias, contestando mesmo posições dominantes e procurando o que dizem os vencidos ou os seus representantes. Este exercício pode ser doloroso, pondo em causa verdades estabelecidas há muito tempo.

No primeiro vídeo, o trabalho de Pierre Sorlin no congresso de Madrid; no segundo vídeo, as conclusões por um dos seus organizadores, José Carlos Rueda Laffond:

22.11.11

Exposição do Jogo da Glória

O Museu da Presidência da República vai abrir ao público, a 26 de Novembro, no Palácio da Cidadela de Cascais, a exposição Jogo da Glória - o Século XX Malvisto pelo desenho de humor, comissariada por João Paulo Cotrim. Trata-se de uma viagem pelo século XX português que retrata os principais acontecimentos políticos e sociais, públicos e privados que o marcaram, através do humor gráfico. Em paralelo a esta exposição, o Palácio da Cidadela de Cascais também vai poder ser visitado pelo público.

BlackBox e Associação Bixo Mau

Nas Caldas da Rainha, está a desenvolver-se um novo projecto cultural pelo Colectivo BlackBox e Associação Cultural Bixo Mau. Em perspectiva, uma programação variada, de concertos a oficinas e workshops durante a temporada Outono/Inverno (Setembro 2011 - Fevereiro 2012). O principal destaque vai para os concertos a realizar na BlackBox do Centro da Juventude.

21.11.11

Número 18 da revista Trajectos

O número 18 da revista Trajectos (Primavera de 2011) tem o título principal de "Internet e Participação Cívica". No dossiê, dá-se conta do impacto da internet nas eleições americanas onde foi eleito Barack Obama e do menor interesse dos novos media electrónicos nas eleições portuguesas. Os textos pertencem a Raquel Paiva e Muniz Sodré (Educação, mídia e espaço social), Adelino Gomes (Comunicação em rede ou o utilizador utilizado) e Filipa Seiceira (Análise das estratégias dos candidatos a deputados às eleições legislativas de 2009).

O texto inaugural da revista pertence a José Rebelo (As novas gerações de jornalistas em Portugal), onde o autor retoma elementos de entrevistas publicadas no livro Ser jornalista em Portugal, sob a forma de testemunhos. Alguns elementos da sua análise: aumento da qualificação académica, feminização, mobilidade, diminuição do número de jornalistas profissionais e maior número de estagiários. Outros textos: Tânia dos Reis Alves (Alguém chamou Ana Gomes de rottweiler?), Eduardo Granja Coutinho (Monopólio da fala e espontaneidade das massas), Pedro Belchior Nunes (Os jornalistas de música e a indústria musical), Maria José Brites (Delinquência juvenil enquanto alimento noticioso), Maria Augusta Babo (Do espelho à fotografia. Fixação e diferimento), Maria Irene Aparício (Do desenho do espaço ao espaço da escrita. Trajectos da memória e inscrição da identidade no filme Memento), Maria Cristina Franco Ferraz (Corpo, graça e consciência), Sofia Nunes (O acontecimento em Gilles Deleuze)

O número agora editado marca uma alteração em termos de direcção da revista, a qual reflecte a colaboração entre o ISCTE, escola onde inicialmente se alojou a publicação, e a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Assim, José Rebelo, até agora o director da revista, reparte as responsabilidades com Muniz Sodré, daquela universidade brasileira. Em termos editoriais, a Trajectos assume uma tripla perspectiva: trabalhar as áreas de comunicação, cultura e educação, recusar a dualidade teoria/empiria e ser lugar de publicação para jovens investigadores.

19.11.11

Fado dans la liste de l'Unesco

"2011 sera sans doute l’année d’inscription du fado sur la liste représentative du patrimoine culturel immatériel de l’Unesco. La candidature du genre musical le plus emblématique de la culture portugaise, touristiquement pour le moins, était portée depuis de nombreuses années par des institutions et des personnalités du milieu lisboète et n’a pu être finalisée et officiellement proposée que pour la 6e session du  Comité du Patrimoine Immatériel qui aura lieu à Bali à la fin du mois de novembre. Si l’inscription est confirmée, le fado deviendra le premier élément portugais de la liste du PCI de l’Unesco, alors que le pays possède 13 sites du Patrimoine Mondial, dont certains furent inscrits très tôt" (PCIICH - A propos du patrimoine culturel immatériel en Europe du sud et ailleurs). Lire plus ici.

17.11.11

Encontro "Ouvir a Arte e a Cultura – A audiodescrição na construção de produtos inclusivos"

No próximo dia 22 de Novembro, a Associação Íris Inclusiva promove, na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, o Encontro "Ouvir a arte e a cultura – A audiodescrição na construção de produtos inclusivos", a realizar no âmbito de um projecto já em curso e co-financiado. Ler mais em
http://www.irisinclusiva.pt/.

O cinema português na televisão pública (1957-1974)

No número 198 da Análise Social (1º trimestre de 2011), Paulo Cunha escreve sobre A emissão de cinema português na televisão pública (1957-1974). A hipótese de partida é interessante: o sucesso das comédias portuguesas da década de 1940 é um dos grandes mitos do cinema português (p. 153). Ler todo o texto em http://industrias-culturais.hypotheses.org/18807.

15.11.11

Memórias da industrialização portuguesa

Em edição da Tinta da China e com o patrocínio do município de S. João da Madeira no âmbito do projecto Circuitos pelo Património Industrial, Paulo Marcelo publicou o livro-álbum Oliva. Memórias de uma marca portuguesa (2011). Ler o texto todo aqui: http://industrias-culturais.hypotheses.org/18769.

Universal takes over EMI recorded music unit

"PARIS (AFP) - Universal Music Group and its parent company French giant Vivendi will buy the recorded music division of British music label EMI from US bank Citigroup for £1.2 billion (1.4 billion euros, $1.9 billion), Vivendi said Friday" (Thewest).

Comment bloguent-ils?


« Comment bloguent-ils ? » C'est la question qui sera explorée les 1er et 2 décembre 2011 au cours d'un événement organisé à Lyon par l'Institut des Sciences de l'Homme, la Maison de l'Orient et de la Méditerranée, l’URFIST de Lyon et le Centre pour l'édition électronique ouverte (Cléo). Trois moments forts ponctueront cette manifestation autour des carnets de recherche en sciences humaines et sociales.

Une table-ronde, animée par Pierre Mounier, directeur-adjoint du Cléo et co-animateur de la plateforme Hypothèses.org, permettra à plusieurs auteurs de carnets de recherche de rendre compte de leurs expériences: Eric Verdeil, chercheur au laboratoire Environnement Ville Société, CNRS-Université de Lyon et animateur du blog Rumor (http://rumor.hypotheses.org), Frédérique Giraud, doctorante au Centre Max Weber et animatrice du blog Sociovoce (http://sociovoce.hypotheses.org), Pierre Mercklé, maître de conférences à l'ENS Lyon et membre du Centre Max Weber, animateur du blog quanti (http://quanti.hypotheses.org) et du portail liens socios (http://www.liens-socio.org), Françoise Acquier, documentaliste au Centre de recherche sur l'espace sonore et l'environnement urbain et animatrice du blog le Cresson veille (http://lcv.hypotheses.org).

14.11.11

Relatório do Grupo de Trabalho para a definição do conceito de serviço público de comunicação social

Já foi tornado público o Relatório do Grupo de Trabalho para a definição do conceito de serviço público de comunicação social, trabalho encomendado pelo ministro dos Assuntos Parlamentares sobre o serviço público de televisão e rádio.

Constituído por 32 páginas (ver ficheiro abaixo com todo o texto), e embora reconheça que fiz uma leitura apressada, destaco os pontos 17, em que o grupo de trabalho (GT) "alerta para a necessidade de não se confundir o serviço público de comunicação social com a entidade ou as entidades actualmente encarregadas de o fazer. De facto, mais importante do que as instituições é o serviço que elas devem prestar", 29 ("As mudanças referidas e a situação económico-financeira acentuam a necessidade de o serviço público se adaptar às novas realidades. Consideramos que, no futuro, o empenho do Estado no serviço público necessitará de se basear numa concepção menos centrada nas instituições encarregadas das tarefas de serviço público e mais na diversificação do acesso e participação na totalidade das tecnologias de distribuição disponíveis, bem como no reforço efectivo do apoio à criação e produção de conteúdos"), 30 ("o serviço público deve incorporar três novos princípios: acesso, envolvimento e participação"), 35 ("Não compete ao Estado, na nossa perspectiva, apoiar financeiramente as empresas de comunicação social, pois isso constituiria sempre uma tentação para possíveis interferências. Não deve fazê-lo nem directa nem indirectamente, por exemplo através da compra não justificada de espaços de publicidade"), 36 ("A existência de qualquer serviço público implica quatro realidades: o conteúdo (o serviço que é prestado); a institucionalidade ou agenciamento (os agentes envolvidos); o financiamento; os destinatários"), 49 ("Consideramos que a existência de uma entidade do Estado concessionária do serviço público não implica (a) que os conteúdos sejam exclusivamente produzidos por ela; e (b) que não possa haver conteúdos produzidos por outras entidades que sejam avaliados como de serviço público e, nesse caso, apoiados") e 56 ("A actual visão de que é preciso o Estado produzir informação como garante do pluralismo não faz sentido nem na TV nem rádio, como não faz sentido na imprensa escrita, dado que esse pluralismo é garantido pelo próprio funcionamento do mundo da omunicação social em democracia").

Sobre a manutenção ou eliminação dos canais, o GT entende que no ponto 62 ("Não vemos qualquer interesse público num canal como a RTP Memória, cuja programação apenas parcialmente apresenta conteúdos do passado da RTP. Seria mais útil, e provavelmente teria mais audiência, a plena disponibilização dos conteúdos históricos da RTP através do seu site"), enquanto indica no ponto 63 ("Quanto à RTP Informação, julgamos que se corre o risco de este canal redundar numa plataforma ao serviço de interesses que extravasam o domínio do serviço público, sendo claro que os canais privados de informação garantem amplamente o pluralismo nos serviços de informação no cabo") e 64 ("Quanto à RTP África e à RTP Internacional, consideramos que o Estado deve manter um serviço internacional"). O GT avisa no ponto 66 ("Consideramos que a decisão de privatizar a concessão de um canal generalista do Estado pode ter consequências indesejáveis para os operadores privados"), observa no ponto 69 ("A administração depende directamente do poder político; a apetência intervencionista do poder executivo nos conteúdos informativos leva as administrações a ficarem cativas ou incapazes de decisões autónomas"), reconhece no ponto 73 ("a empresa de capitais públicos ficou muito aquém das possibilidades de servir de alavanca ou de garante de uma indústria do audiovisual nacional") e conclui no ponto 75 ("propomos que o Estado promova um debate alargado sobre a melhor forma que, a médio prazo, deve ter uma entidade estatal encarregada do serviço público de comunicação social").



Outras observações. No ponto 78 sobre a agência Lusa "é, no seu formato institucional, uma herança histórica. Não é o resultado de um processo jornalístico e/ou empresarial, mas o resultado do processo político. Resultou da fusão de duas agências, uma à época politizada num sentido contrário ao da governação, outra fomentada pelo governo do momento e por media contrários a essa politização da agência pública". No ponto 88, considera o GT que "o Estado deve tomar de imediato decisões de correcção do processo de criação da Televisão Digital Terrestre. O modelo escolhido atribuiu a um operador de uma plataforma de canais pagos a responsabilidade de distribuição dos canais de acesso livre".

Nas recomendações, o GT defende "o fim da publicidade comercial, em qualquer formato, incluindo a colocação de produtos (product placement) no ou nos canais de serviço público de televisão, tal como em qualquer outro serviço público de comunicação social" (ponto 10), "manter em aberto [por parte do Estado] a possibilidade de financiar conteúdos considerados de interesse público a produzir por operadores privados" (ponto 13), "os conteúdos noticiosos do operador de serviço público de rádio e televisão sejam concentrados em noticiários curtos, sejam limitados ao essencial e recuperem o carácter verdadeiramente informativo" (ponto 14), "desproporcionada a existência de três canais de rádio nacionais do Estado" (ponto 18), o "Estado estude as virtualidades de substituir o actual modelo institucional do operador público enquanto empresa de capitais públicos para o modelo de uma instituição sem fins lucrativos nem concorrenciais" (ponto 23) e a extinção da ERC (ponto 28). Já no corpo de análise, o GT deixava perceber esta posição, ao indicar que a "regulação deve resultar, em primeiro lugar, da auto-regulação. Em caso de conflitos, a regulação deve ser realizada pelos tribunais. As tarefas administrativas e burocráticas atribuídas à ERC podem e devem ser transferidas para outras entidades do Estado com competências semelhantes" (ponto 87).

LPM lidera o ranking das consultoras de comunicação

Para a Briefing, na sua newsletter de hoje, a "LPM continua a liderar destacada o mercado português [das consultoras de comunicação] com 8,5 milhões de euros, o que compara com 3,8 da GCI, 3,4 da CVA, 2,6 da Lift e 2,2 da JLM". Escreve-se no mesmo texto: "Numa análise às empresas que facturaram mais de 1 milhão de euros em Portugal conclui-se que o montante global de 33,56 milhões de euros representa um crescimento residual (0,08 por cento) face ao ano anterior (33,53 milhões de euros), o que demonstra uma forte resistência do mercado" [quadro retirado da mesma notícia].

13.11.11

Dias a fio

A imobiliária chama-se Immobilis e Florinda e Palmira procuram vender casas, palácios, sótãos, garagens, caves e até um poço, num tempo de grande crise financeira como é o nosso. As duas agentes imobiliárias lutam, "competindo pela comissão, intrigando, sonhando com a sua Oportunidade Única para sair da corrida de ratazanas, e um deles é amigo de uma jibóia com quem aprende a rastejar e outra é uma que não dorme e que tem pena do seu próprio sofá. E há um, claro, que vende ouro e seguros de saúde", escreve Luísa Costa Gomes, que assina o texto, enquanto a encenação pertence a Ana Tamen, que voltam a colaborar vinte anos depois de Nunca nada de ninguém (1991).

Então, retratava-se uma época, a do triunfo dos yuppies, com as pessoas a viverem inebriadas pelo dinheiro, pensando que o progresso e o sucesso tinham vindo para sempre (o "oásis" da governação de Cavaco Silva). Portugal aderira à Europa (1986) e crescia o número de auto-estradas, inauguraram-se o Centro Cultural de Belém e a ponte Vasco da Gama e abria a Expo 98. Agora, vivemos a crise da bolha imobiliária e financeira, com manifestações de militares e governantes que dizem que temos de empobrecer (Cavaco Silva a presidente da República).

Luísa Costa Gomes, descoberta dramaturga com a peça de 1991 editada pela Cotovia, escreve agora sobre um tempo disruptivo. A peça chama-se Dias a fio, o que quer dizer que a corrida é uma luta diária de sobrevivência, em que tudo está preso por um fio: o emprego, o seguro de vida, a relação com o outro. A marca da queda depois do inebriante crescimento de duas décadas atrás é dada no primeiro quadro da peça, com o actor de pernas para o ar preso numa corda. À revolução (1974), recordada pela personagem Bráulio, que representaria transformação e ascensão social, pergunta o filho: onde ocorreu essa revolução. Para depois corrigir: "Acharam que não se tinha de pagar nada? Agora pagamos todos". O agora é o tempo das leis do mercado, do domínio da imagem, do marketing, escreve ainda a autora.

A interpretação da peça presente no teatro de São Luiz (Lisboa) cabe a João Ricardo, Teresa Faria, Sílvia Filipe, Bruno Schiappa, Sérgio Praia e Paula Diogo, com boa qualidade de representação. Na folha volante distribuída com a representação, o jornalista e crítico de teatro Rui Cintra encara a hipótese de estarmos diante de uma proposta de teatro político, com o confronto do efeito de distanciamento como propôs Brecht. Sala longe de encher, o que cria um grande desânimo.

9.11.11

Demissões no grupo de trabalho nomeado pelo governo para analisar o serviço público de televisão

"O jornalista Francisco Sarsfield Cabral, o jurista João Amaral e a professora universitária Felisbela Lopes demitiram-se do grupo de trabalho para a definição do conceito de serviço público de comunicação social, nomeado pelo governo, cujas conclusões serão entregues nos próximos dias ao ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas" (Público). Francisco Sarsfield Cabral, ex-director da Rádio Renascença e do jornal Público, "revelou que foram feitas declarações públicas pelo ministro dos Assuntos Parlamentares sobre as questões que estavam a ser discutidas que esvaziaram de alguma maneira o trabalho que estava a ser feito" (continuação do mesmo texto). Mantêm-se no grupo de trabalho João Duque, António Ribeiro Cristóvão, Eduardo Cintra Torres, José Manuel Fernandes, Manuel José Damásio, Manuel Villaverde Cabral e Manuela Franco.

Na minha interpretação, são muitas as demissões (um terço do grupo). Além de que são saídas de pessoas de forte peso, pelas suas ligações profissionais e/ou académicas. Vejo com muita apreensão os resultados do grupo, a divulgar nos próximos dias.

8.11.11

Antonieta Castro expõe em Lisboa

Hoje, no final da tarde, foi inaugurada a exposição de aguarelas de Antonieta Castro no Espaço Andrade Corvo da Portugal Telecom, em Lisboa. Recupero o que sobre a sua obra escrevi aqui em 25 de Agosto de 2011, quando vi os seus trabalhos patentes no Clube Literário, no Porto: "A obra exposta da aguarelista, dividida por três núcleos, mostra paisagens urbanas (as pontes sobre o Douro), os barcos, as casas. Ela prossegue uma obra coerente, simples e de cores e formas agradáveis. A aguarela presta-se aos seus objectivos: a claridez da cor por oposição ao nebuloso da forma, que remete para o onírico e a harmonia".


Seminário com Jan Harlan

7.11.11

Agenda Digital: Comissão concede 600 000 € para novo Centro para o Pluralismo e a Liberdade dos Media

"A Comissão Europeia está a criar o Centro para o Pluralismo e a Liberdade dos Media, em Florença, tendo atribuído uma subvenção de 600 000 euros ao Centro de Estudos Avançados Robert Schuman do Instituto Universitário Europeu (IUE). Com início em Dezembro de 2011 e sob a direcção do Professor Pier Luigi Parcu, o Centro aprofundará novas ideias para assegurar meios de comunicação social altamente diversificados e livres e procurará elevar a qualidade da reflexão sobre o seu pluralismo na Europa. Anunciando o novo centro, Neelie Kroes, Vice-Presidente da Comissão Europeia, responsável pela Agenda Digital, declarou: «A liberdade de expressão depende, em parte, de meios de comunicação social diversificados e livres. O novo centro vai ter uma importante função de aprofundamento e ensaio de ideias sobre pluralismo e liberdade dos media, que possam enriquecer o debate público e a política». O Centro executará quatro actividades específicas: investigação teórica e aplicada (uma série de documentos de trabalho, estudos de estratégias, observatório sobre o pluralismo dos meios de comunicação social), debates, actividades de educação e formação (seminários académicos, curso de Verão) e divulgação de resultados e conclusões. O IUE foi escolhido para albergar o Centro devido à sua longa experiência no domínio da governação europeia. Esta iniciativa é mais um passo no empenho da Comissão em proteger mais eficazmente o pluralismo e a liberdade dos meios de comunicação social na Europa e em determinar se são necessárias outras medidas a nível europeu ou a nível nacional e regional. A Comissão instituiu recentemente um grupo de alto nível sobre esta matéria, presidido pela D.ra Vaira Vīķe-Freiberga (cf. IP/11/1173), e está igualmente a criar um grupo de múltiplas partes interessadas, operacional a breve prazo, sobre o futuro dos media" (http://europa.eu/rapid/pressReleasesAction.do?reference=IP/11/1307&format=HTML&aged=0&language=PT&guiLanguage=en).

Conferências de Cinema e Filosofia

Ken Dancyger

Nos próximos dias 18 a 20 de Novembro, Ken Dancyger estará no Porto e em Vila do Conde, no âmbito do programa Campus. Ele vai participar num workshop sobre escrita de argumento (Vila do Conde) e numa masterclass sobre curtas-metragens (Universidade Católica, Porto). Dancyger é um dos mais reputados professores de escrita de argumento (lecciona na prestigiada Tisch School of Arts da New York University) e tem livros fundamentais publicados sobre o assunto (Writing the Short Film, Alternative Scriptwriting: Successfully breaking the Rules).

6.11.11

Rui Catarino sobre indústrias criativas

Organizado pela Fundação Bracara Augusta, realizou-se na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, na passada sexta-feira, um colóquio intitulado Indústrias Culturais e Criativas. A discussão partiu do texto de César Antonio Molina La cultura sin cultura, publicado no jornal El País, de 25.11.2010, onde quis opor cultura criativa, que despreza o mercado, a cultura industrial, menos elitista e mais divertida e consumista. Para ele, o poder da inteligência foi substituído pelo poder dos media que fabricam mais celebridades que os círculos de eruditos e intelectuais. Celebridades que dão opinião na sua falta de cultura como se fossem sábias” (ver abaixo textos publicados no Correio do Minho e no Diário do Minho, 6.11.2011).

Um dos participantes foi Rui Catarino, professor da Escola Superior de Teatro e Cinema (Instituto Politécnico de Lisboa), de que retive no vídeo seguinte uma parcela da sua muito interessante intervenção.


5.11.11

PRIVATIZAÇÃO DA RTP

"Defensor do serviço público de rádio e televisão, Ribeiro e Castro, deputado do CDS, apela ao Governo para que «reflicta bem» na privatização de um dos canais da RTP, até porque é «desconhecida a seriedade e a consistência dos interessados». E diz que se a alienação fosse adiada, no âmbito de conversações com o PS a propósito do Orçamento, «seria uma boa notícia»" (http://www.publico.pt/Media/ribeiro-e-castro-quer-travar-privatizacao-da-rtp-1519637).

Acho uma atitude sensata, que merece o meu acordo.

3.11.11

Exposição de Antonieta Castro

Inaugura dia 8, pelas 18:00, a exposição de Antonieta Castro no Espaço Andrade Corvo da Portugal Telecom, em Lisboa.

Celebridades

Ao final da tarde de hoje, foi apresentado o livro coordenado por Eduardo Cintra Torres e José Pedro Zúquete, A vida como um filme. Fama e celebridade no século XXI, da editora Texto. O apresentador do livro foi o professor Marcelo Rebelo de Sousa, figura bem conhecida da televisão portuguesa pelo seu comentário político. Ler o texto completo em http://industrias-culturais.hypotheses.org/18678.

Memórias da rádio

Tem sido muito interessante ao longo dos últimos anos acompanhar semanalmente o que Andy Sennitt (http://blogs.rnw.nl/medianetwork/) escreve sobre a rádio à volta do planeta. A notícia mais recente narra a aventura mais recente da BBC, o novo sítio de internet chamado Audiopedia, onde se podem ouvir os arquivos de voz dos programas da estação desde a década de 1940, uma coisa que em Portugal foi injustamente abandonado.

Ora, Sennitt está a pensar em reformar-se em Maio de 2012 e anuncia o fim do seu blogue, possivelmente em 24 de Março, último dia do período de inverno das emissões em onda curta - e que coincide com o fim das emissões do serviço holandês de ondas curtas. O provedor do ouvinte da RTP dedicou uma parte do seu espaço no fim-de-semana passado a criticar o comportamento da administração da empresa portuguesa por ter fechado os serviços de onda curta sem ouvir ninguém. Cá, como lá, as ondas curtas estão em desaparecimento rápido.

MAEDS em actividade

O MAEDS (Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal) e o Synapsis dão CARTA BRANCA a um colectivo de artistas, para em conjunto com o público, observarem, reintrepretarem e representarem o Museu, no próximo dia 12, pelas 17:00. Os artistas são: Acácio Cainete, Alexandre Murtinheira, Ana Férias, Ana Marta Pereira, António Marrachinho, Eduardo Carqueijeiro, Filipa Silveira, Graciete Lança, Nuno David, Rosa Nunes, Salvador Peres e Sara Loureiro.

Neo-journalism?

"The University of Louvain (UCL) and the University of Namur (FUNDP) welcome the submission of papers for the International Conference «Towards Neo-Journalism? Redefining, Extending or Reconfiguring a Profession» to be held in Brussels on 3 and 4 October 2012. The aim of the conference is to allow researchers working on online journalism from a variety of disciplines to meet and share research experiences and findings. The conference will be complemented by workshops in the afternoon of 4 October bringing togehter information scholars and professionals". Keynote Speakers: Mark Deuze and Alfred Hermida. Submission deadline (500 words): 6 january 2012 (see panel sessions). See more at https://webmail.netcabo.pt/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://www.neo-journalism.org.

UNESCO contrata dois consultores sobre Regulação dos Media

A UNESCO (Brasil) está a seleccionar dois consultores na área de regulação dos media até 8 de Novembro próximo. Para maiores informações, o edital encontra-se em anexo ou através do sítio da internet (ver aqui). Encaminhar currículo para o email: curriculosci@unesco.org.br (impreterivelmente até dia 8 de Novembro).

2.11.11

Volta a Portugal em bicicleta

Ana Santos é antropóloga e docente da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa. A sua tese em sociologia sobre ciclismo foi agora editada com o título Volta a Portugal em bicicleta. Territórios, narrativas e identidades (2011, editora Mundos Sociais). Ler texto completo em
http://industrias-culturais.hypotheses.org/18657.

1.11.11

Sustentabilidade de organizações noticiosas sem fins lucrativos

Retiro da última newsletter do Obercom, o seguinte texto: "Reconhecendo que o jornalismo é um negócio e que «a compreensão de como criar valor social e económico e como se adaptar e inovar, são tão importantes quanto a qualidade dos conteúdos», a Knight Foundation divulgou um relatório com enfoque na questão da sustentabilidade das organizações de notícias sem fins lucrativos. Intitulado Getting Local: How Nonprofit News Ventures Seek Sustainability o relatório examina oito plataformas de notícias on-line sem fins lucrativos, de média dimensão e sediadas nos Estados Unidos da América. O relatório destaca três "ingredientes-chave" para a sustentabilidade: 1) Uma estratégia de desenvolvimento de negócios e a capacidade de executá-la, 2) um elevado nível de enfoque na audiência a par com abordagens inovadoras para a promoção do engajamento da comunidade de leitores, e 3) a capacidade tecnológica para apoiar e monitorizar a relação com os leitores".

Ler Daniil Harms

Miguel Gouveia (editora Bruáa) e Rui Manuel Amaral lêem histórias de Daniil Harms no próximo sábado, 5 de Novembro, pelas 17:00, no Gato Vadio (Rua do Rosário, 281, Porto - Circuito das Galerias de Miguel Bombarda). Daniil Harms (1905-1942) pertence à última geração dos grandes vanguardistas russos que ainda ousaram exprimir-se com liberdade e ironia. É um dos mais originais representantes das novas perspectivas literárias que influenciaram a Rússia e o mundo desde o final do século XIX até ao final do primeiro terço do século XX. Veja um trailer aqui.

31.10.11

Livro sobre celebridades

Na próxima quinta-feira, dia 3, Eduardo Cintra Torres e José Pedro Zúquete lançam o livro A vida como um filme. Fama e celebridade no século XXI, na livraria Leya na Barata, à avenida de Roma, em Lisboa. Apresentação de Marcelo Rebelo de Sousa.

30.10.11

A Senhora e o Menino

Visitar o Museu Nacional de Arte Antiga é sempre um prazer, pois se descobrem obras-primas que havíamos esquecido ou não conhecíamos. Ao lado das obras sobejamente divulgadas e admiradas como As Tentações de Santo Antão, de Hieronymus Bosch, Salomé, de Lucas Cranach, o Velho, Ecce Homo, de mestre desconhecido, Conversação, de Pieter de Hooch, Retábulo de Santos-o-Novo, atribuído a Gregório Lopes, Retrato da Família do 1º visconde de Santarém, de Domingos António de Sequeira, Santa Ana e a Virgem, de Arnau Bassa, Virgem e o Menino, de Hans Memling, descobri agora uma escultura em calcário do século XIV, Virgem com o Menino, da oficina de mestre Pêro (cerca de 1325-1350). Elegante e fina, ainda com as cores gravadas sobre a matéria da obra, a senhora possui "olhos amendoados e um quase sorriso na boca pequena, [e] usa coroa florida baixa colocada sobre o véu que deixa ver algumas madeixas de cabelo enquadrando a face arredondada" (do sítio da internet do Museu).

CURSOS DE GESTÃO DE PROJECTOS CULTURAIS

29.10.11

O que a CPMCS pensa da entrevista dada à Briefing pela APAN

Ontem, a revista Briefing publicou uma entrevista com Eduardo Branco, presidente da Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN). Disse o representante máximo da APAN: "A quadratura do círculo é sermos mais eficientes, ou seja, conseguirmos fazer mais com menos. Mas a perspectiva dos anunciantes é de não querer menos exposição. Não se pode deixar de anunciar, vai é ter de ser mais barato". Hoje, João Palmeiro, da Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social (CPMCS), que representa a indústria dos media, foi duro relativamente à entrevista em declarações feitas durante o congresso da ARIC". Ler texto completo em http://industrias-culturais.hypotheses.org/18561.

28.10.11

O que se diz sobre a privatização de um canal da RTP

"O presidente executivo da Vodafone, António Coimbra, considera que a compra da licença da RTP, prevista para o final de 2012, não será por motivos de rentabilidade de negócio. Referindo-se à privatização de um canal da RTP, António Coimbra disse: «se não é rentável, é porque quem vai concorrer tem outros interesses, o que é mau e vai colocar problemas ao mercado»" (Jornal de Negócios) de hoje.

"A venda de um dos canais da RTP está a despoletar reacções diversas. As de ontem, na conferência «Media do Futuro», foram de protesto e de rejeição. De protesto, porque vai provocar "uma queda potencial de receita em torno dos 60%", avisou Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa. De rejeição, porque nenhuma das empresas de telecomunicações vê atractividade no negócio" (Jornal de Negócios) de ontem.

"O antigo director de Programas e de Informação da RTP, José Eduardo Moniz, considerou hoje «imobilista» a visão do serviço público reflectida no plano de sustentabilidade económica e financeira da empresa apresentado na quarta-feira. [...] «O negócio da televisão já não é o que era (...) A evolução da televisão em todo o mundo, provocada pelas novas tecnologias e os novos posicionamentos dos consumidores, não está espelhada neste plano», disse" (Diário de Notícias de 25 de Outubro).

27.10.11

Naturezas-mortas da pintura europeia na Gulbenkian

A exposição patente na Fundação Calouste Gulbenkian, A perspectiva das coisas. A natureza-morta na Europa. Séculos XIX-XX (1840-1955), é poética e luminosa. Creio que tenho de voltar a visitá-la, para apreender melhor o modo como, em dois séculos, os pintores europeus retrataram o que se convencionou chamar naturezas-mortas, de frutos a pequenos instrumentos e peças e até animais de caça. Ler o texto completo em http://industrias-culturais.hypotheses.org/18503.

26.10.11

LA STRATÉGIE DE MARQUE DANS LE SECTEUR AUDIOVISUEL

La stratégie de marque dans le secteur audiovisuel, The Branding Strategy in the Audiovisual Sector. La LARA (Laboratoire en recherche en audiovisuel) de l'Université Toulouse II - Le Mirail organise les 5 et 6 avril 2012, avec le soutien du Conseil scientifique un colloque international sur la stratégie de marque dans le secteur audiovisuel. La participation de chercheurs d’horizons variés est souhaitée : en sciences de l’information et de la communication, en sociologie, en gestion et marketing, en économie, et en esthétique. La date limite de soumission des propositions est le 15 décembre 2011. http://w3.lara.univ-tlse2.fr/. Equipe Information et communication – Medias Audiovisuels, Avec le soutien du Conseil Scientifique de l’Université Toulouse II - Le Mirail. Maison de la Recherche 5 Allées Antonio Machado 31 058 Toulouse Cedex. Partenaire Scientifique : l’IRCAV - Institut de recherche sur le cinéma et l'audiovisuel - EA 185 - Paris III.

INTERNATIONALISATION



"Hypotheses.org compte depuis ses débuts des carnets de recherche en langue anglaise (45 carnets comme Caste, Land and Custom), espagnole (9 carnets comme Nuevo Mundo Radar), portugaise (4 comme Indústrias Culturais), arabe (3 comme Lire le livre), etc. Mais c’est avec l’ouverture d’un bureau OpenEdition à Lisbonne qu’Hypotheses.org a initié sa politique actuelle d’internationalisation" [http://hypotheses.org/internationalisation].

OS NOTICIÁRIOS DO RÁDIO CLUBE PORTUGUÊS

Pela leitura do texto da revista Nova Antena (nº 14, de 31 de Janeiro de 1969), percebe-se que os noticiários do Rádio Clube Português terão começado em 1960. Ler o texto completo em http://industrias-culturais.hypotheses.org/18465.

AUDIÊNCIAS DE RÁDIO

No terceiro trimestre de 2011, 78,4% dos portugueses ouviu rádio pelo menos uma vez na semana, segundo o estudo agora revelado pela Marktest. A RFM, do Grupo r/com, mantém-se como a estação de rádio mais ouvida em Portugal, com um reach semanal de 28,9%, uma audiência acumulada de véspera de 14,1% e um share de audiência de 22,6%. Em segundo lugar, vem a Rádio Comercial, do Grupo Media Capital Rádios, com um reach semanal de 23,4%, uma audiência acumulada de véspera de 10,9% e um share de audiência de 16.0%. A Rádio Renascença manteve a terceira posição, com 16,9% de reach semanal, 7,9% de audiência acumulada de véspera e um share de audiência de 11,2%. Por grupos de estações, o grupo r/com tem 38,7% de share de audiência, as estações do grupo Media Capital Rádios registaram 28,2% de share de audiência e as estações do grupo RTP obtiveram 9,5% de share de audiência (quadro seguinte retirado do sítio da Marktest).

25.10.11

(POST-)CONFLICT CINEMA: REMEMBERING OUT-BREAKS AND IN-TENSIONS

The conference will be held on December 5-6 2011 in Lisbon. The aim of the conference is to bring together researchers from different areas and disciplines to discuss how cinema addresses and examines issues of conflict and post-conflict situations.

The history of the 20th and 21st centuries merges with the history of cinema and its latest developments. On the one hand, the emergence of cinema is associated with the idea of a democratic art form. Never before had an artistic manifestation reached and affected so many people at the same time. On the other hand, besides constituting one of the privileged cultural products through which past and current conflicts are represented and thoroughly examined, cinema is a medial construction that serves as a ‘stage’ that interrogates the very act of representation, since it also reflects the problems and conflicts experienced in the context of filmic production. Cinema and conflict went hand in hand from the very beginning. Soon after the appearance of the cinematograph, a short film on the war in Cuba, a war that would lead to the island’s independence, was shown to the public in 1898. In 1915 Griffith famously portrayed a war-torn American society during the Civil War in Birth of a Nation, and raised a huge controversy on the issue of racism. Keeping in mind the revolutionary aesthetic developments and the consolidation of cinema as a multidimensional art form in the 20th century and at the beginning of the new millennium, it is important to discuss how and to what extent new cinematographies inspired by the examination of issues of memory and oblivion experienced in the last century respond to the challenges imposed by 21st-century conflicts (terrorism, economic and social crises, Islamophobia, various forms of racism, civil wars, exploitation of natural resources, among others).

Workshop - On the day after the conference, during the afternoon, there will be a workshop on film clip editing, monitored by Daniel Ribas. The workshop will be carried out in Portuguese and requires a registration. If you wish to participate, please fill out the form below. There is no registration fee.

Read more at blog http://postconflictcinema.wordpress.com/.

24.10.11

MOVIMENTO PELO CINEMA

Para a Associação Portuguesa de Realizadores, "Este é um momento particularmente grave para a actividade cinematográfica e os seus profissionais. Um momento em que se agudizam dramaticamente os problemas do sector e se põe em causa o futuro do cinema no nosso país. Um sector de actividade estratégico e reconhecidamente fundamental da nossa identidade cultural. Se a produção de cinema e o tecido que o estrutura e o dissemina está desde há 10 anos num processo de lenta asfixia e a viver nos limites da sua sobrevivência o gigantesco corte orçamental do ICA previsto para 2012 vai lançar tudo no grande caos. O que vai sobreviver? O que vai ser sacrificado? Como vai ser gerido este novo orçamento? Como se vão reorganizar os apoios e com que objectivos? Este é o momento em que todos os grupos profissionais se devem juntar e organizar para exigir que o cinema não asfixie de uma vez por todas. O que agora desaparecer será irreversível. A hipótese de renovação do nosso cinema está cada vez mais ameaçada. E também a sua diversidade, indispensável para um cinema Português dinâmico e representativo. A recente medida governativa sobre o aumento do IVA nos bilhetes de cinema é um péssimo caminho que só irá contribuir para um menor contacto com os espectadores de cinema. A APR propõe formar um movimento pelo cinema que envolva o máximo de grupos profissionais ligados a esta actividade: realizadores, produtores, técnicos, actores, argumentistas, músicos, associações profissionais, distribuidores, cineclubes, todos aqueles que se dedicam à divulgação do cinema, à sensibilização". Assim, a APR propõe uma reunião na próxima quarta-feira, dia 26 de Outubro, às 17:30, no Teatro do Bairro (Rua Luz Soriano, 63, Lisboa).

CONFERÊNCIA SOBRE RESSANO GARCIA

LANÇAMENTO DO LIVRO DE JOÃO PUPO CORREIA: FOTOGRAFIA, SOM E CINEMA

Dia 27 de Outubro, pelas 18:30, na livraria Leya na Barata, à av. de Roma, em Lisboa.

MASTERCLASSES SOBRE CURTAS-METRAGENS

O conjunto de masterclasses e workshops internacionais do Campus/Estaleiro (http://estaleiro.curtas.pt/) inicia-se no próximo dia 4 de Novembro, com a presença do professor Richard Raskin, que falará sobre story design para curtas-metragens. É uma óptima oportunidade para melhorar conhecimentos sobre estrutura narrativa e conceitos importantes sobre a realização de curtas-metragens. O prof. Richard Raskin fará também uma sessão de pitching com 6 projectos.


Durante o mês de Novembro, estão previstas mais duas actividades: um workshop sobre escrita de argumento com Ken Dancyger, professor da New York University (18-20 Novembro; informações detalhadas em breve); e uma masterclass de realização com João Canijo (final de Novembro, em data a anunciar).

22.10.11

Grafitti da Brandoa

Há um grande realismo nas imagens dos grafitos da Brandoa, ali às portas de Lisboa. Cenas da vida do quotidiano (o casal num processo de afastamento, o polícia à procura dos bandidos, a cena da beleza e da necrofilia), cores vivas, animais com um grande antropomorfismo, com atitudes tiradas dos humanos (o dragão, os tigres), imagens da banda desenhada, a homenagear o festival que se realiza ali perto, como se fosse uma enorme banda desenhada para ler enquanto se viaja de automóvel e contorna a rotunda.


BANDA DESENHADA DA AMADORA

O 22º Festival Internacional de Banda Desenhada 2011 da Amadora decorre sob o signo do humor e do centenário da fundação da Sociedade dos Humoristas Portugueses, cujo manifesto data de Junho de 1911, publicado no jornal Sátira. Conforme diz Osvaldo de Sousa no catálogo do Festival, o manifesto considerava que a "caricatura não serve só para desmandibular as multidões num riso animal. Tem uma grave responsabilidade perante a história, qual seja a concepção dos costumes". Em torno da Sociedade, movimentaram-se humoristas como Christiano Cruz, Almada Negreiros, Stuart Carvalhais, Jorge Barradas e Hipolito Collomb. O único projecto concretizado da Sociedade dos Humoristas Portugueses foi a produção de duas exposições em 1912 e 1913.


Ler o texto completo em http://industrias-culturais.hypotheses.org/18380.

TAPEÇARIA DE MUNARI EXPOSTA EM ROMA

Uma peça rara de Bruno Munari (1907-1998) - um dos mais completos artistas italianos do século XX, considerado o pai do design no seu país - uma tapeçaria de Portalegre datada de 1985 está pela primeira vez em exposição em Roma, na Galeria do Instituto Português de Santo António em Roma (IPSAR). Integrada na exposição Tapeçaria de Portalegre – Expressão Contemporânea de uma Arte Secular, a decorrer entre 3 e 27 de Novembro de 2011, esta obra de Munari acompanha um conjunto de peças dos mais importantes artistas plásticos portugueses seus contemporâneos que dão a conhecer a actividade da Manufactura de Tapeçarias de Portalegre (MTP) ao longo dos últimos 70 anos. A MTP é um dos poucos centros no mundo dedicado a uma das mais antigas e ricas forma de arte da civilização ocidental: a tapeçaria mural. A Tapeçaria de Portalegre é uma obra de arte original que resulta de uma parceria única entre o artista plástico, a desenhadora e as tecedeiras. Mais de duas centenas de artistas, portugueses e estrangeiros, já colaboraram com a Manufactura de Tapeçarias de Portalegre, entre os quais, além de Munari, Jean Lurçat, Le Corbusier, Sonia Delaunay, Almada Negreiros, Vieira da Silva, Álvaro Siza, Cargaleiro, Júlio Pomar, Menez, Lourdes Castro, Graça Morais, Rui Moreira, Rigo 23.