Interrupção

O blogue tem sido muito pouco atualizado. O trabalho de investigação e outros motivos obrigam a uma concentração de esforços num só sentido. Obrigado pela preferência manifestada desde 2003.

9.7.10

AGÊNCIA DE CURTAS METRAGENS

Agência. Uma década em curtas é o livro que faz o balanço de dez anos da Agência da Curta Metragem dentro do Festival de Vila do Conde (edição de 2010). Volume coordenado por Daniel Ribas e Miguel Dias, possui textos dos coordenadores e ainda de Augusto M. Seabra e Davide Freitas e entrevistas realizadas por Daniel Ribas, Sérgio C. Andrade, Manuel Halpern, João Lopes e Rui Xavier. O aumento da produção e da qualidade das curtas, o apoio do ICA (Instituto de Cinema e Audiovisual), o programa Onda Curta na RTP e a generalização do vídeo nas produções profissionais são outros elementos favoráveis que contextualizam o nascimento da Agência da Curta Metragem.

O texto inicial, assinado por Miguel Dias, destaca a acção de promoção junto de festivais, a projecção internacional dos filmes, a organização de iniciativas e programas retrospectivos. Miguel Dias salienta também a força e vontade da geração do it yourself em festivais, concursos ou eventos. Sem ser exaustivo, pego em nomes de realizadores que o autor do texto indica: Regina Pessoa, Miguel Gomes, João Nicolau, Pedro Caldas, Cláudia Varejão, Sandro Aguilar e João Salaviza.

Enquanto Davide Freitas faz uma apresentação das principais obras exibidas durante dez anos da Agência e Augusto M. Seabra fala de uma década de consagração, visibilidade e interrogações, Daniel Ribas identifica o peso da transição de século, as novas estratégias de produção (que incluem a publicidade e o videoclip), o regresso de realizadores de longas-metragens às curtas, o surgimento de uma nova geração (João Nicolau, Rui Xavier, Cláudia Varejão, João Salaviza), a relação com a animação, documentário e experimental, e os desafios, como a distribuição e a liberdade artística.  Daniel Ribas aponta a grande transformação do futuro como sendo a forma de difusão do cinema, que deixa lentamente a sala com exibição rotineira e passa a concentrar-se nos festivais e nas alternativas, como o YouTube, que considera um modelo a seguir.

[o meu agradecimento a Daniel Ribas, por me ter dado a conhecer a obra]

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