Interrupção

O blogue tem sido muito pouco atualizado. O trabalho de investigação e outros motivos obrigam a uma concentração de esforços num só sentido. Obrigado pela preferência manifestada desde 2003.

5.7.10

OS CORTES NO ORÇAMENTO DA RTP E O FUTURO DO SERVIÇO PÚBLICO

Em textos editados no Público de ontem e de hoje, Guilherme Costa, presidente da RTP, explica a necessidade de proceder a um corte de 12 milhões de euros nos custos orçamentados para 2010, seguindo orientações emanadas do ministério das Finanças devido à política de austeridade seguida pelo presente Governo.


No texto de ontem, ele indica que os cortes irão afectar a programação, a inovação de conteúdos multimedia e alguns aspectos da reestruturação. A reestruturação, para além da redução de efectivos prosseguida desde 2003, irá acelerar em Setembro, com a transformação organizacional da área técnico-operacional da RTP, explica no artigo de hoje. O presente modelo de serviço público decorre do contrato de concessão e do acordo de reestruturação financeira de 2003. Segundo o presidente da RTP, a estação tem, presentemente, capitais próprios negativos (cerca de 600 milhões de euros) e um endividamento de cerca de 800 milhões de euros, mostrando uma recuperação desde o mesmo ano de 2003.

Dos dois textos destaco mais duas ideias. A primeira é a decisão da RTP1 não passar telenovelas no prime time e no horário de acesso, mas dar atenção a conteúdos informativos, a documentários e eventos agregadores como não o fazem os canais comerciais (comento: passa o Preço Certo antes do noticiário das 20:00, duvidando-se que o programa seja serviço público), encomenda trabalho às produtoras de televisão e apoia o cinema português (artigo de ontem). A segunda ideia é a chamada de atenção para os modelos  de negócio baseados na adopção das novas tecnologias digitais, em convergência com a internet (artigo de hoje). Apesar da televisão linear generalista ainda ser a plataforma dominante do audiovisual, Guilherme Costa considera a forte probabilidade da internet passar a principal plataforma do serviço público de media.

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