25.8.10

CYBERPUNK

Os futurologistas dedicam-se a pensar o futuro, ao passo que os escritores de ficção científica sonham com ele. Vários deles escrevem, ou escreveram, para a revista Wired, lê-se no livro de Flichy. Bruce Sterling e William Gibson, líderes do movimento cyberpunk, foram dos mais regulares. Esta corrente literária define-se pelo seu interesse nas tecnologias de informação mas também no estilo de vida boémio e nas novas correntes do rock. Enquanto Toffler associava as novas tecnologias com a nova civilização, Gibson e Sterling (para quem Toffler era o "guia" intelectual) articulavam técnica e literatura. Ao contrário da contracultura dos anos 1970, que era resolutamente ecológica e antitecnológica (apesar de gostar de electrónica nos concertos rock e descobrir a tecnologia dos computadores na década seguinte), o movimento cyberpunk viveu com a tecnologia. O trabalho do cyberpunk ao longo da década de 1980 liga-se ao vídeo rock, ao movimento hacker, à arte de rua e ao hip-hop e ao rock de sintetizador em Londres e Tóquio. As novelas cyberpunk não têm a técnica como pano de fundo mas estão muito próximas.

Leitura: Patrice Flichy (2001/2007). The internet imaginaire. Cambridge, MA, e London: MIT Press, pp. 121-122

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