Interrupção

O blogue tem sido muito pouco atualizado. O trabalho de investigação e outros motivos obrigam a uma concentração de esforços num só sentido. Obrigado pela preferência manifestada desde 2003.

29.12.10

A CINEMATECA EM JANEIRO

"Não foi só por provocação, nem por vontade de lançar a confusão, que neste mês em que (nos) resolvemos perguntar “o que é programar uma cinemateca hoje?” acabámos por chegar a um programa que voluntariamente elide todas ou quase todas as regras que costumam orientar a estrutura da programação desta Cinemateca e, por certo, da maioria das outras cinematecas do mundo inteiro. Em vez dos habituais Ciclos e rubricas organizados em torno de um eixo definido – autoral, temático, geográfico, etc. – apenas um grande Ciclo que se funde com a pergunta do título, um Ciclo “em interrogação” que põe em destaque – em causa? – o próprio acto de programar, e de programar uma cinemateca. Muitas perguntas se albergam neste Ciclo, e também, embora isso não seja necessariamente o mais importante – como se diz noutro ponto deste programa, o Ciclo “é uma forma de perguntar” – algumas respostas e algumas afirmações. Ao suspender os critérios habituais, a equipa de programação da Cinemateca – que tem nomes, para além do do seu responsável, Luís Miguel Oliveira: chamam-se Antonio Rodrigues, Joana Ascensão, João Pedro Bénard, Maria João Madeira e Rita Azevedo Gomes – ficou face a face com o desafio de enfrentar um “puro” exercício de programação. Nenhuma regra pré-estabelecida, a não ser as definidas pelas escolhas de cada elemento, de modo a chegar a um programa que, exprimindo várias visões do que pode ser uma programação de cinemateca, as articula de modo a chegar ao desenho de uma só grande ideia de programação de cinemateca" (newsletter da Cinemateca a anunciar a programação de Janeiro de 2011).

Nesse mês, podem ver-se entre outros, filmes como Irmãos Lumière - montagem Cannes, de Louis e Auguste Lumière e Henri Langlois, Metropolis, de Fritz Lang, O Testamento do Dr. Mabuse, de Fritz Lang, O Nascimento de uma Nação, de David W. Griffith, Bom Dia Tristeza, de Otto Preminger, O Desprezo, de Jean-Luc Godard, e A Paixão de Joana d’Arc, de Carl Th. Dreyer. Quase que vale a pena acampar à porta da Cinemateca!

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