Interrupção

O blogue tem sido muito pouco atualizado. O trabalho de investigação e outros motivos obrigam a uma concentração de esforços num só sentido. Obrigado pela preferência manifestada desde 2003.

1.1.11

CRÍTICA ÀS INDÚSTRIAS CRIATIVAS

"A ideia da cultura como uma indústria, que obedeceria aos mesmos pressupostos de qualquer atividade econômica, teria sido negada pelas gestões Gil/Juca. “De nada adianta os velhos paquidermes da ‘indústria cultural’ quererem reciclar-se por meio da última balela do velho industrialismo capitalista, as ‘Industrias Criativas’. Esse pessoal gosta da forma ‘indústria’, ou seja, da forma da exploração do trabalho alheio. A cultura não é indústria, mas valor, ou seja, significação”, defende Giuseppe Cocco, professor da UFRJ. Os programas do MinC teriam buscado fortalecer pequenas iniciativas, nem sempre geradoras de lucro ou visibilidade, de modo a incentivar, por baixo, a vasta diversidade cultural do país. “Nós trabalhamos a cultura como fato simbólico, fortalecendo as condições para o desenvolvimento das linguagens e das manifestações culturais, como um direito do cidadão, ampliando a acessibilidade, e fortalecendo a economia da cultura”, disse o ministro Juca [Ferreira] em seminário recente" (texto de Leandro Uchoas, Correio do Brasil, edição de ontem, 31.12.2010).

Giuseppe Mario Cocco é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, editor das revistas Global BrasilLugar comumMultitudes (Paris). Coordena colecções de livros, tem experiência em planeamento urbano e regional. Publicou com Antonio Negri o livro GlobAL: Biopoder e lutas em uma América Latina globalizada (2005). O último livro publicado é MundoBraz: o devir Brasil do mundo e o devir mundo do Brasil (2009).

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