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CRÍTICA ÀS INDÚSTRIAS CRIATIVAS

"A ideia da cultura como uma indústria, que obedeceria aos mesmos pressupostos de qualquer atividade econômica, teria sido negada pelas gestões Gil/Juca. “De nada adianta os velhos paquidermes da ‘indústria cultural’ quererem reciclar-se por meio da última balela do velho industrialismo capitalista, as ‘Industrias Criativas’. Esse pessoal gosta da forma ‘indústria’, ou seja, da forma da exploração do trabalho alheio. A cultura não é indústria, mas valor, ou seja, significação”, defende Giuseppe Cocco, professor da UFRJ. Os programas do MinC teriam buscado fortalecer pequenas iniciativas, nem sempre geradoras de lucro ou visibilidade, de modo a incentivar, por baixo, a vasta diversidade cultural do país. “Nós trabalhamos a cultura como fato simbólico, fortalecendo as condições para o desenvolvimento das linguagens e das manifestações culturais, como um direito do cidadão, ampliando a acessibilidade, e fortalecendo a economia da cultura”, disse o ministro Juca [Ferreira] em seminário recente" (texto de Leandro Uchoas, Correio do Brasil, edição de ontem, 31.12.2010).

Giuseppe Mario Cocco é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, editor das revistas Global BrasilLugar comumMultitudes (Paris). Coordena colecções de livros, tem experiência em planeamento urbano e regional. Publicou com Antonio Negri o livro GlobAL: Biopoder e lutas em uma América Latina globalizada (2005). O último livro publicado é MundoBraz: o devir Brasil do mundo e o devir mundo do Brasil (2009).

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