Interrupção

O blogue tem sido muito pouco atualizado. O trabalho de investigação e outros motivos obrigam a uma concentração de esforços num só sentido. Obrigado pela preferência manifestada desde 2003.

4.6.11

MEMÓRIAS DE UM CAIXEIRO

O que se ouvia e via ao balcão do Portela é um livro de Paulo Barreto e editado o ano passado em Vila Praia de Âncora, de onde o autor é oriundo. Memórias de um jovem caixeiro e filho de alfaiates que não quiseram que ele seguisse a profissão, conta a história de alguém que entrou na loja do Portela, junto à Praça da República, naquela vila, para trabalhar quando tinha treze anos (o autor nasceu em 1935).

O balcão e a porta da loja representavam um bom e privilegiado ponto de observação. A loja, a praça e a vila funcionam como um todo, interrelacionam-se. O autor descreve tipos de pessoas, profissões, veraneantes, festas e procissões, os acontecimentos sociais, o papel do comboio, a relação entre comerciantes, a cultura (a Sociedade, o Órfeão), os dias da semana e os domingos, a religião. Mas também a política (e a falta de liberdade até 1974), a música, os livros e a sua leitura. Do livro, fica-se a saber que o autor aprendeu piano e tocou saxfone, esforçou-se por recuperar a vida ao órfeão da vila, é pintor autodidacta. O livro faz-se acompanhar por muitas fotografias, muitas delas feitas pelo autor, com grupos de amigos, de famílias e de acontecimentos. É, assim, um mundo inteiro observado.



Ver texto completo em http://industrias-culturais.hypotheses.

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