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INDÚSTRIAS CULTURAIS

21.1.12

História do Rádio Clube Português (3)

Ler em http://industrias-culturais.hypotheses.org/19728.
Publicada por Rogério Santos em 1/21/2012 07:44:00 PM
Etiquetas: Rádio
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Reflexões sobre indústrias culturais (imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, videojogos, música, livros, centros comerciais) e criativas (museus, exposições, teatro, espectáculos). Blogueiro desde 26 de Dezembro de 2002. Endereço electrónico: Rogério Santos.

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HISTÓRIA DO BLOGUE (2003-2012)

O blogue Indústrias Culturais publicou seis mil e quatrocentos textos entre 17 de Março de 2003 e Outubro de 2010, quando atingiu 1,2 milhões de visitantes únicos. O Indústrias foi usado como plataforma de apoio a aulas sobre indústrias culturais (2003-2005), os principais textos transformaram-se em livro (2007), serviu para tema em três conferências do autor em Santiago de Compostela (2005), Brasília (2008) e Braga (2011), e foi núcleo central na organização de encontro universitário de blogues em Lisboa (2008). Tem sido ainda espaço experimental para colocar imagens feitas pelo autor (fotografias e pequenos vídeos), sem deixar de ser amador. Do mesmo modo, o template do blogue foi sendo alterado ao longo do tempo, conforme se vê nas imagens seguintes.




De Outubro de 2006 a Junho de 2010 manteve como imagem do frontispício a fotografia de Maria Arliette Moreira, pequena cantora da Rádio Peninsular (começos da década de 1930). Voltei à imagem da pequena cantora em 15.10.2010, com design de José Nunes.



Temas mais acarinhados têm sido a moda (vestuário, sapatos), as lojas, a música, os museus (fado, arte popular, rádio), o cinema e os jornais (incentivando a sua leitura), os públicos da cultura, intentando escrever mais sobre eles mas faltando tempo para aprofundar tantas matérias (alguns livros comprados estão ainda à espera de ser abertos). O autor agradece a todos os que o têm lido e dado contributos ao longo dos anos.

LIVRO

Do jornalismo aos media. Estudos sobre a realidade portuguesa (2010), publicado pela Universidade Católica Editora em nova colecção, com os apoios do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da UCP e da Fundação para a Ciência e para a Tecnologia (279 páginas). Lê-se na contracapa:

O livro tem capítulos sobre história do jornalismo e dos media (imprensa, rádio e televisão) em Portugal, digitalização e novos media (edição, blogues e videojogos). Destaques para a análise do jornalismo na passagem do século XIX para o XX, sobretudo do percurso profissional de vários jornalistas com notoriedade no panorama cultural da época, a história dos primeiros dez anos do canal televisivo SIC e a análise de congressos dos partidos políticos através das notícias da televisão. A história, a sociologia do jornalismo e a etnografia, com recurso a análise de conteúdo e observação participante, foram as ciências convocadas para estes textos. Outros capítulos reflectem a investigação do autor sobre tendências e mutações dos media nacionais nos últimos 35 anos.

LIVROS PUBLICADOS

CRÍTICA AO LIVRO OLHOS DE BONECA

Por Bruno Cordovil, no volume XXVI (2002) da revista Análise Social.

LIVRO "INDÚSTRIAS CULTURAIS" APRESENTADO POR ANT. PINTO RIBEIRO (2007) E EM PROGRAMA DA RTPN (2008)

HISTÓRIA DOS TELEFONES EM PORTUGAL (TEXTO DE 1989)



LIGAÇÃO À PLATAFORMA HYPOTHESES.ORG.

O Indústrias Culturais está ligado ao catálogo de blogues da hypotheses.org, desde Março de 2011. Aconselha-se a leitura do blogue em http://industrias-culturais.hypotheses.org/.

A MINHA CAMPANHA

Leiam jornais de referência em papel. Ouçam fado e hip-hop em CD ou MP3. Vejam teatro. Apoiem a informação e a cultura portuguesa.

GLOBAL COMMUNICATION ASSOCIATION

Global Communication Association (GCA) is an association open to all interested and qualified media professionals and academics, has no annual membership fees, and holds annual conferences in different parts of the world. The ultimate goals of GCA are to enhance global cooperation, collaboration, and communication among the institutions of higher education, media scholars, researchers, students, and professionals. Dr. Yahya Kamalipour (Purdue University Calumet, USA) his its founder and chair (Kamalipour's presentation at 4th Global Communication Association Conference at Kraków, October 2010).



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SOBRE THEODOR ADORNO E INDÚSTRIA CULTURAL

Na Dialética do Esclarecimento, Adorno e Horkheimer desenvolvem uma análise das ligações entre anti-semitismo, paranóia das massas, ilusões projectivas e homossexualidade, que ajudam a explicar a “mentalidade dos rótulos” da era pós-guerra. A secção teórica daquele livro, Elementos de Anti-semitismo, foi escrita com a ajuda de Leo Lowenthal. Para Adorno, o dadaísmo e o surrealismo não tiveram as consequências libertadoras esperadas. A nova sujeição da arte ao mundo das mercadorias e ao papel de porta-voz da ideologia dominante constituem escravidão idêntica ao antigo jugo teológico (Teoria Estética, p. 284). O único movimento moderno que contou com toda a simpatia de Adorno foi o expressionismo (Jay, 1984: 130), corrente poderosa na Alemanha e na Áustria da sua juventude. Embora não se tenha envolvido tanto como Bloch, que manteve um debate com Lukács sobre as implicações do expressionismo nos anos 30, Adorno defendeu o mesmo modelo. Horkheimer assumiu posição semelhante. Jay (1984: 155) detecta quatro pontos fundamentais na teoria da arte em Adorno: 1) momento mimético na arte e relação com a beleza natural, 2) desestatização da arte e relação com a modernidade, 3) ideia da experiência estética e relação com a teoria, e 4) conteúdo real da arte e relação com a autonomia. Para Adorno, há duas possibilidades de mimese: imitação da realidade social corrente e realidade natural transformada pelo social (Jay, 1984: 156). Contrariamente a Adorno e Horkheimer, para quem a indústria cultural e a produção de bens culturais constituem uma esfera da reificação total, Benjamin – que ignorava os trabalhos que deram origem à Dialética do Esclarecimento – escrevia sobre a função dos meios de reprodução mecanizados aplicados ao domínio da arte: fotografia, cinema. Como indica Jimenez (1983: 88), Benjamin, ausente do discurso de uma só forma de falar em arte e estética, interrogou-se acerca de outros discursos, sistemas, teorias e doutrinas, críticas ou não, inseridas no mecanismo de reprodução e acumulação culturais, mecanismo de produção e difusão de um saber estético. Durante mais de dois séculos, a estética fora "positiva", talvez porque os estetas não tivessem ainda dispositivos críticos elaborados para questionar a coerência do sistema. Para Marc Jimenez (1983: 89), e para além de "positiva", a estética e a filosofia eram de ordem "afirmativa": "positiva" porque pretendia um saber cuja matriz se traçava com a ajuda de conceitos; "afirmativa" porque participava no desenvolvimento e expansão da cultura. A produção industrial dos bens culturais, na sociedade moderna, aparece como uma confirmação definitiva da crise de autonomia burguesa da arte, continua Jimenez (1983: 185). A Dialética do Esclarecimento antecipa as aporias da Teoria Estética (1970): a ideia de uma obra de arte avançada cujo carácter dependia da evolução das forças produtivas técnicas entra em contradição com a concepção da racionalidade como geradora da reificação e do domínio. Nostalgia, recordação da natureza, imagens idílicas de um passado acabado dificilmente rompem a máscara cínica da dominação. A industrialização da arte e da cultura testemunha a crise da autonomia burguesa e da "regressão" irreversível da "razão na ideologia" (Dialética do Esclarecimento, p. 19).

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