Interrupção

O blogue tem sido muito pouco atualizado. O trabalho de investigação e outros motivos obrigam a uma concentração de esforços num só sentido. Obrigado pela preferência manifestada desde 2003.

19.5.12

História contemporânea em congresso (segundo dia)

Do segundo dia do congresso de História Contemporânea, na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, retive duas comunicações, uma de Nuno Pinheiro, sobre progresso, velocidade e fotografia, outra de Daniel Melo, sobre a editora Romano Torres. Para o primeiro, observa-se que as primeiras fotografias na época industrial são de índole bucólica, como se os fotógrafos portugueses quisessem imitar o pintor José Malhoa (1855-1933). Em Portugal, as fotografias industriais seriam escassas até à Primeira Guerra Mundial. Há uma rejeição ideológica à fábrica, ao operário, à indústria. O que se vê é mais a fotografia sobre o artesanato. Mas também imagens sobre o automóvel, as vias férreas e os comboios, na imprensa e tiradas por amadores.

Daniel Melo traçaria uma biografia de João Romano Torres (1855-1935), tipógrafo que se tornara editor e criou a editora em 1885 (terminada em 1980). A comunicação trabalharia as influências, o projeto, a duração, os temas e autores escolhidos, o posicionamento do mercado, o catálogo, a história da instituição e a relação entre edição popular e de massas. Walter Scott, Dumas pai e filho, Emilio Salgari, Charles Dickens, Emile Zola, Jane Austin, as irmãs Brontë (Emily e Charlotte) e Odette de Saint-Maurice seriam alguns dos autores editados pela Romano Torres.

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