Interrupção

O blogue tem sido muito pouco atualizado. O trabalho de investigação e outros motivos obrigam a uma concentração de esforços num só sentido. Obrigado pela preferência manifestada desde 2003.

6.2.14

Censura discográfica (5)

"6.2.1974. Inconveniente transmitir Fernando Tordo, O Café". Letra de José Carlos Ary dos Santos (1973), que começava assim:

"Chegam uns meninos de mota, / Com a china na bota e o papá na algibeira / São pescada marmota que não vende na lota / Que apodrece no tempo e não cheira / Porque o tempo / É a derrota / Chegam criaturas fatais / Muito intelectuais tal como a fava-rica / Sabem sempre de mais, / Escrevem para os jornais com canetas molhadas na bica / E a inveja (sim, a inveja!) /É quanto fica" [procurar no sítio oficial do cantor e clicar no disco Clássicos 1985].


Tordo já vira proibída a transmissão pela Emissora Nacional de outras canções como Virgens que Passais e Sangue das Palavras, em Março de 1973. Ary dos Santos vira proibídas letras que fez para outras canções, mesmo a de um cantor muito ligado ao movimento do nacional-cançonetismo, António Mourão, Meu Limão de Amargura (Meu amor meu amor / meu corpo em movimento / minha voz à procura / do seu próprio lamento. / Meu limão de amargura meu punhal a escrever / nós parámos o tempo não sabemos morrer / e nascemos nascemos / do nosso entristecer".

[anteriores edições em 9, 23 e 30 de Janeiro e 1 de Fevereiro; próxima edição a 14 de Fevereiro]

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