Interrupção

O blogue tem sido muito pouco atualizado. O trabalho de investigação e outros motivos obrigam a uma concentração de esforços num só sentido. Obrigado pela preferência manifestada desde 2003.

3.2.16

Da fotografia ao azulejo

Da Fotografia ao Azulejo é uma exposição temporária que se pode visitar no museu Soares dos Reis (Porto). O tema é o azulejo enquanto decoração de espaços públicos e privados desde o século XVII em Portugal. Fachadas de edifícios de casas das cidades, mercados, instalações fabris e estações ferroviárias contam-se entre as que têm azulejos como elementos decorativos. Em muitas situações, os azulejos contam histórias ou são representações da paisagem, da sociedade e de momentos de trabalho. Lisboa, Porto (Vila Nova de Gaia) e Aveiro foram os centros fabris de trabalho do azulejo.

A exposição, para além de um grande repositório de imagens de locais onde ainda se veem os azulejos, mostra a maneira como artesãos e artistas pintam os azulejos a partir de modelos, nomeadamente fotografias. As fontes gráficas incluem livros, revistas e postais. Fotografias de Joshua Benoliel e de fotógrafos locais são empregues. Estas imagens trazem associadas a si a ideia de verdade. No Porto, há edifícios notáveis pelos azulejos, como a estação ferroviária de S. Bento e igrejas dos Congregados e de Santo Ildefonso, todos de autoria do pintor Jorge Colaço, produzidos em fábricas de Lisboa (Sacavém e Lusitânia). Já os painéis da igreja do Carmo (Porto) foram realizados nas fábricas de Vila Nova de Gaia (Senhor d'Além e Torrinha) [texto a partir do folheto que acompanha a exposição].


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