Interrupção

O blogue tem sido muito pouco atualizado. O trabalho de investigação e outros motivos obrigam a uma concentração de esforços num só sentido. Obrigado pela preferência manifestada desde 2003.

10.12.16

Videojogos valem quase 90 milhões de euros

Com chamada de capa na primeira página de economia do Expresso e duas páginas inteiras, os videojogos já valem 90 milhões de euros em Portugal (texto de Tiago Oliveira e ilustração de Helder Oliveira).


O texto começa praticamente com uma citação de Tiago Franco, da Fun Punch Games, designer e cofundador do estúdio português que vai ser o primeiro a colocar um jogo nacional na PS4 (Striker's Edge), disponível no começo de 2017 na loja online da Sony. Mais à frente, o texto aponta o futuro de um mercado em rápido crescimento e inovação: os mercados digitais ganham terreno aos físicos e o mobile é cada vez mais a plataforma omnipresente. O texto indica ainda a importância das parcerias, caso da estabelecida pela Sony Computer Entertainment com o Instituto Politécnico de Leiria a estimular os programadores nacionais. E o investimento psicológico necessário para se avançar em termos de jogos não a lançar mas a alcançar sucesso. O desafio final é compreender o que os consumidores querem e que as redes sociais servem de indicador.

A terceira edição da Lisboa Games Week reuniu 48 mil pessoas para o maior evento nacional dedicado aos videojogos, valor acima dos 40 mil na edição de 2015, e com mais de 150 marcas, destacando-se a Sony, Microsoft, Samsung e HP. Além deste evento, há a LX Party há dez anos, de dimensão mais pequena.Uma das notícias não esqueceu a opinião de alguns visitantes, com 16 ou 18 anos, que foram à Lisboa Games Week para ver e experimentar jogos que não podiam aceder de outro modo e tomar contacto com a programação.

O texto não podia deixar escapar uma referência à Nintendo e ao Pokemon Go, que ultrapassou os 500 milhões de descarregamentos em todo o mundo. E ainda outra referência à empresa Bica Studios, focada nos jogos mobile, com dois jogos: Smash Time e Slice In, a ambicionar chegar ao topo dos polos dos videojogos do mundo: Estados Unidos e China. Já os estúdios mais pequenos têm uma outra meta: apoiar jogos e aplicações para as plataformas digitais.

Alguns números saltam das peças do Expresso: 85 milhões de euros é quanto a indústria portuguesa deve gerar este ano, podendo chegar aos 125 milhões de euros em 2021, 2,1 mil milhões de pessoas consideram-se gamers (jogadores) em todo o mundo, 30,8% dos portugueses têm uma consola, número que sobe para 57,1% na faixa etária dos 15 aos 24 anos, 600 mil jogos vendidos em suporte físico, 35 mil milhões de euros que representam o mercado mobile e 36  mil milhões de euros o mercado online em Portugal.

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