quinta-feira, 3 de março de 2005

TÓPICOS

Até aqui, abordei os seguintes tópicos nas aulas:

1) cultura e indústria cultural. Nesta: a teoria de cultura mercantilizada, através do desenvolvimento tecnológico e da capacidade de reprodução (cópias), em Adorno e Horkheimer,

2) apropriação do conceito, no plural, de indústrias culturais, caso de Ramón Zallo (voltarei a ele proximamente). Para este autor basco, as indústrias culturais são actividades mercantis de produção de conteúdos simbólicos, a partir de um trabalho criativo, organizado por um capital que se valoriza e destinado aos mercados de consumo,

3) articulação com o determinismo tecnológico: a tecnologia é um marcador fundamental na caracterização das sociedades. Desaparecimento (Virilio) e simulacro (Baudrillard) representam a passagem da realidade para a virtualidade. Ou seguindo a análise de Iharco ao determinismo tecnológico: o que é tocado pela tecnologia da informação transforma-se numa outra realidade,

4) olhamos o módulo numa perspectiva filosófica (Adorno e Horkheimer), sociológica e cultural (Hesmondhalgh), económica (Zallo) e tecnológica (Murphy e Potts). Agora regressemos à sociologia,

5) abordando os conceitos de divisor digital (ou fosso digital), acesso e territorialidade (de valor e não-valor em Castells), e distinguindo nado-digital e migração para o digital (Gustavo Cardoso), para se entender o modo como se caracterizam hoje as indústrias culturais,

6) é, pois, altura de voltarmos à economia, com o conceito de cadeia de valor (Carla Martins e colegas). Em discussão: a produção, reprodução, circulação e consumo dos bens e serviços culturais produzidos industrialmente (isto é, com tecnologias e novas tecnologias).

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