Interrupção

O blogue tem sido muito pouco atualizado. O trabalho de investigação e outros motivos obrigam a uma concentração de esforços num só sentido. Obrigado pela preferência manifestada desde 2003.

16.11.10

EDIÇÃO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Hoje, à tarde, realizou-se o II Seminário Investigar e Editar Comunicação Social, organizado pelo Gabinete para os Meios de Comunicação Social (GMCS) conjuntamente com a Universidade Católica Portuguesa. Como o título do seminário indica, o objectivo foi dar mais visibilidade aos patrocínios a obras de comunicação social através do GMCS.

Houve duas mesas de trabalho. A primeira contou com Bruno Paixão, autor do livro O escândalo político em Portugal, apresentado pela jornalista Maria Flor Pedroso (RDP); a segunda teve Rita Espanha, autora conjuntamente com Gustavo Cardoso e Tiago Lapa do volume Do quarto de dormir para o mundo: jovens e media em Portugal, apresentada pelo jornalista Fernando Cascais (CENJOR e UCP).


Para Bruno Paixão, o escândalo político é uma alegada transgressão tornada pública e que envolve um líder ou figura política. A transgressão ocorre na esfera privada e passa à esfera pública quando mediatizada, adquirindo então a configuração de escândalo. O investigador, seguindo uma tipologia de John B. Thompson, indica cinco características do escândalo: diversidade cultural, pressuposto da ocultação de factos, os não participantes têm de se sentir ofendidos, manifestação de desaprovação das condutas, revelação que pode prejudicar a reputação dos envolvidos. No livro, apresenta três tipos de escândalo - financeiro, político, sexual - a que pode juntar um quarto, o de costumes.

Já Rita Espanha apresentou os resultados de inquéritos trabalhados pelo CIES-ISCTE/UL e pelo Obercom sobre que consumos dos media por parte dos jovens (inquéritos online e presenciais). O objectivo do livro foi atingir mais públicos que os dos relatórios académicos, nomeadamente pais e educadores. Para o efeito, o livro conta com a construção de duas personagens ficcionadas (avatares), Afonso e Inês. A partir de dados estatísticos, os autores mostram os tipos de utilização dos media, concluindo que estes são um elemento central na formação da identidade e práticas dos jovens. Isto é, as culturas juvenis passam pela atenção ao uso dos media.

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