Interrupção

O blogue tem sido muito pouco atualizado. O trabalho de investigação e outros motivos obrigam a uma concentração de esforços num só sentido. Obrigado pela preferência manifestada desde 2003.

2.9.11

MAIS ESTUDOS IBÉRICOS

Christopher Tulloch, da Universidade Pompeu Fabra (Barcelona) falou hoje de uma investigação em que está envolvido sobre os correspondentes estrangeiros durante o período de transição para a democracia em Espanha (1975 em diante). O conjunto de factos (morte de Francisco Franco, restauração da monarquia, transição democrática, questão do País Basco e legalização do Partido Comunista espanhol) despertou a atenção dos media internacionais, levados a estabelecerem uma comparação com outro momento histórico daquele país, a Guerra Civil, dado o conjunto de ingredientes e que atraiu muitos jornalistas correspondentes. Os investigadores envolvidos na pesquisa fizeram consulta de arquivos, recolheram memórias de antigos jornalistas e os seus depoimentos (Madrid, Paris, Washington, Berlim). Uma das conclusões marcantes foi sobre o perfil dos jornalistas: os mais novos tiveram o baptismo jornalístico internacional, os mais velhos haviam feito a cobertura da guerra do Vietname, passado por Portugal em 1974 e tinham uma visão pessimista da situação, que não veio a revelar-se deste modo. Em 1977, um quarto dos correspondentes era de proveniência da Alemanha, prova do interesse deste país pelos acontecimentos em Espanha.

Durante o dia, ouvi comunicações sobre televisão (estudos comparativos da ficção em Espanha e Portugal), memória histórica em Espanha (como documentários sobre a Guerra Civil). E também a comunicação plenária do escritor Use Lahoz sobre a novela enquanto elemento de recuperação da memória.

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