Interrupção

O blogue tem sido muito pouco atualizado. O trabalho de investigação e outros motivos obrigam a uma concentração de esforços num só sentido. Obrigado pela preferência manifestada desde 2003.

9.3.12

Número de revista sobre fãs e celebridades

"A mediatização das estrelas - de teatro, cinema, rádio, música - intensificou-se durante a primeira metade do século XX, vindo a alargar-se depois ao desporto e à televisão. Retratadas como heróis contemporâneos, as estrelas servem de modelos aos seguidores. As revistas passaram a divulgar as suas vidas ao publicitar as suas actividades públicas (espectáculos, encontros, filmes, programas de televisão, peças de teatro) e privadas (êxitos, amores, viagens, casas). Mais tarde, com os canais comerciais de televisão, nasceram programas ligeiros de promoção e acompanhamento das estrelas. Marshall (2006: 2) considera que as estrelas pertencem à economia dos media, os quais buscam novos elementos que interpelam as audiências dispersas pela concorrência de meios e plataformas. Existe um círculo vicioso: as estrelas precisam dos media para manter a fama, chegando ao ponto de revelar escândalos; os media precisam das estrelas para manter ou ganhar audiências" (Rogério Santos, do editorial do volume 12 da revista Comunicação & Cultura dedicada ao tema "Fãs e celebridades").

O volume agora lançado tem textos de Néstor García Canclini (Frida e a industrialização da cultura), Lígia Lana (O reconhecimento amoroso dos fãs: compreendendo as relações entre personagens da mídia e indivíduos comuns), Ana Jorge (Young audiences and fans in Portugal), Felisbela Lopes (As novas celebridades dos plateaux informativos: o primado da opinião de uma elite de jornalistas), Miguel Alarcão (Diana, "deusa" caçada: revendo The Queen (2006)), Patricia Coralis ("Um rosto tão conhecido quanto o nosso próprio": a construção da imagem pública e da idolatria a Madonna), Sheron Neves (Don Draper, avatares e twitterainment: o comportamento dos fãs de TV na era transmidiática), Michael Schudson (As notícias como um género difuso: a transformação do jornalismo na contemporaneidade) e Ana Cachola (Escrever imagens em nome da guerra em Nostalgia de Maria Lusitano: quando a colónia mostra a metrópole). O número traz ainda duas entrevistas, a Jordi Gracia (por Inês Vieira) e a Gianpietro Mazzoleni (por Gaspare Trapani), recensões e montra de livros.

A revista Comunicação & Cultura pertence ao Centro de Estudos de Comunicação e Cultura (Faculdade de Ciências Humanas, Universidade Católica Portuguesa).

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