3.5.14

Rui Mário Gonçalves

Rui Mário Gonçalves Rui Mário Gonçalves (1934-2014) foi um crítico de arte que eu sempre li com muita atenção, do mesmo modo que com as suas publicações.

Agora, à procura da sua biografia, descubro que tinha uma licenciatura em Ciências Físico-Químicas (Universidade de Lisboa), bem longe da actividade que o consagrou. Entre 1963 e 1966, ele estudou em Paris com com Pierre Francastel, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. José Augusto França, um outro homem dedicado à arte e à história de arte, também aprendeu com Francastel.

Rui Mário Gonçalves, enquanto dirigente associativo, ocupou-se da secção cultural da Associação da Faculdade de ciências, onde realizou exposições didácticas com reproduções e exposições com obras originais (por exemplo, Primeira Retrospectiva da Pintura Não-Figurativa Portuguesa, 1958) e promoveu conferências e colóquios com especialistas (José Júlio Andrade Santos, Mário Dionísio, José-Augusto França). Daí essa aproximação à arte que a licenciatura escondia. Rui Mário Gonçalves foi, desde 1967, professor do Curso de Formação Artística da Sociedade Nacional de Belas Artes. E também docente nas Escolas de Teatro e de Cinema do Conservatório Nacional, onde entrou em 1972.

Ele participou na investigação de educação pela arte, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian de que resultou a publicação de Primeiro Olhar (2003). Crítico de arte desde 1961 (Prémio Gulbenkian de Crítica de Arte, 1963) começou a publicar regularmente no Jornal de Letras e Artes. Colaborou em jornais (A Capital, Expresso, Diário de Notícias, Extra, Jornal de Letras, Artes e Ideias) e em revistas da especialidade (Arquitectura, Colóquio, Colóquio-Artes). Manteve dois programas quinzenais na RDP (Antena 2): As Cores e as Formas (1980-1989), A Dádiva das Formas (1995-2000). Colaborou em enciclopédias, dicionários e histórias da arte. Autor de Pintura e Escultura em Portugal, l940-1980 (1980), O Imaginário da Cidade de Lisboa (1985), Dez Anos de Artes Plásticas e Arquitectura, 1974-84 (em colaboração com Francisco da Silva Dias, 1985), O Fantástico na Arte Portuguesa Contemporânea (1986), Pioneiros da Modernidade (1986), De 1945 à Actualidade (1986), Cem Pintores Portugueses do Século XX (1986), Arte Portuguesa em 1992 (1992), Arte Portuguesa nos Anos 50 (1996), O Que Há de Português na Arte Moderna Portuguesa (1998), A Arte Portuguesa do Século XX (1998), Vontade de Mudança (2004), além de obras sobre pintores portugueses do século XX.

[informação totalmente retirada de http://www.centromariodionisio.org/biografia_rui_m_goncalves.php]

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