
Materialidade e Metamorfose é o título da exposição de Joan Miró (1893-1983) patente no Museu de Arte Contemporânea de Serralves (Porto). Recentemente inaugurada, a exposição resulta da aquisição pelo Estado de gravuras e trabalhos do pintor que pertenciam ao falido Banco Português de Negócios.

Um quarto ponto é o da distorção anatómica de figuras humanas no momento da Guerra Civil de Espanha, onde experimentou o cruzamento de colagens e esculturas-objeto, trabalhando superfícies como se fosse um artesão de materiais plásticos, entre os quais óleo, caseína, alcatrão e areia sobre aglomerado de fibras de madeira (masonite). Como quinto elemento da obra em exposição na Casa de Serralves, ele usou técnicas de fogo ao queimar bocados de tela e espalhar tintas (dripping), como se pode ver em filme exposto como complemento à obra exposta, e apresentadas em 1974 numa grande retrospetiva no Grand Palais (Paris). Junto a isto o conjunto de tapeçarias, executadas entre 1972 e 1973, apoiado por Josep Royo, concebidas como peças de grande autonomia figurativa. Como último marcador em Miró o da relação signo/superfície/estrutura presente em diversas obras, abrigando objetos e fragmentos [suporte para o texto: catálogo de Robert Lubar Messeri].
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