1.8.10

75 ANOS DE RÁDIO PÚBLICA

A 6 de Julho de 1935, o jornal O Século informava a posse da Comissão de Programas da Emissora Nacional, que reorganizara o modelo de programas desde o começo do mês. Como vogal dessa comissão, o jornal identificaria Luís de Freitas Branco. Nesse dia, um domingo, a estação funcionaria das 12:00 às 14:00 e das 19:00 às 24:00. Noticiários curtos, música clássica (e opereta, além de orquestra de salão) e música popular portuguesa faziam parte da ementa do dia. O mesmo jornal, por esses dias, promovia publicidade ao aparelho Stewart Warner, dotado de "sonoridade, beleza e volume excepcionais" nas ondas médias e ondas curtas, com preço entre 1650 e 1800 escudos, vendido pela loja Valentim de Carvalho, à rua Nova do Almada, 97, em Lisboa.

Luís de Freitas Branco substituía António Joyce, o primeiro director de programas da rádio que arrancara experimentalmente em 1934, acusado de não gerir adequadamente os recursos financeiros. A luta pelo controlo da estação do Estado opunha António Ferro, responsável do Secretariado de Propaganda Nacional, a Couto dos Santos, responsável principal dos CTT, de que a Emissora Nacional dependia financeiramente. O ministro Duarte Pacheco encontrou uma terceira via e nomeara Henrique Galvão em Junho de 1935. Galvão prometeu inaugurar a emissora rapidamente. E organizou os festejos para 1 de Agosto de 1935, faz hoje 75 anos. Contudo, como o presidente da República Óscar Carmona não pôde estar presente, a inauguração foi adiada para três dias depois, a 4 de Agosto de 1935 (as últimas duas imagens mostram responsáveis, artistas e locutores iniciais da estação).

[ler mais no meu livro As Vozes da Rádio, 1924-1939, editado pela Caminho em 2005]

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