Blogue dedicado a pesquisas e leituras no domínio das indústrias culturais (imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, vídeo, videojogos, música, livros e centros comerciais) e das indústrias criativas (museus, exposições, teatro, espectáculos). Blogueiro desde 26 de Dezembro de 2002. Endereço electrónico: Rogério Santos.

30.7.09

FÉRIAS E CONCLUSÃO DE TRABALHOS DO BLOGUE

Até já. Até breve. Até sempre.

PROVAS DE DOUTORAMENTO DE MARISA TORRES DA SILVA

Título: As Cartas dos Leitores na Imprensa Portuguesa: uma Forma de Comunicação e Debate do Público. Na Universidade Nova de Lisboa, em data a anunciar.

RITUAIS, PROFISSIONALISMO E AUSTERIDADE

Em Portugal, parece-me, uma prova de doutoramento ainda ressoa a pompa e regras de pequena elite confortada por títulos académicos. As longas becas pretas recordam a ordem do reconhecimento por um curto número de pares. A dialéctica ao longo da prova, gongórica e com floreados, soa a velha retórica ou a medievalismo. Além disso, o processo é longo, de duas a três horas. A que são convidados a asssistir familiares, amigos, colegas. Lembro-me da sala dos Capelos (Sala Grande dos Actos) em Coimbra, onde fui uma vez como membro do júri: o candidato fica a uma grande distância dos membros do júri - em número de sete ou nove elementos - e a um grande desnível, o que pode intimidar. Ao candidato é dada a possibilidade de apresentar uma síntese do trabalho, findo a qual os elementos do júri podem argumentar (arguir). O orientador junta-se ao júri e pode e/ou deve influenciar os restantes membros do júri a atribuir determinada classificação.

Já em Espanha, o vestuário específico dos membros do júri é um simples fato habitual de saída, com gravata. Do júri (cinco ou sete elementos) não faz parte o orientador. A sala está também aberta à presença do público, que assiste à apresentação prévia de síntese do trabalho pelo aluno e depois à réplica pelo júri, modelo próximo do português. O tempo de duração da prova é semelhante ao de Portugal. A cerimónia leva à festa: o candidato convida o júri para almoçar (o comer). Tive uma única mas inolvidável experiência na Complutense (Madrid).

Uma arguência muito recente no Reino Unido (Lincoln), deu-me outra visão: o júri tem apenas três membros (a presença de um quarto elemento é uma espécie de garantia de que tudo corre bem, sem qualquer intervenção nas provas e retirando-se antes da decisão da aprovação). Antes da prova, o júri reune, debate as questões mais salientes do trabalho a examinar ao vivo (diz-se viva) - as forças e as fraquezas do texto em discussão - e distribui as perguntas entre si, numa divisão clara de tarefas. Não é uma prova pública, pois apenas estão o candidato e o júri, com aquele a fazer um exame perante este, com uma duração entre uma e duas horas. Ao orientador é dada a permissão de estar presente na sala mas sem qualquer envolvência. O júri veste ainda mais informalmente que em Espanha. A prova começa exactamente com perguntas e não é dada a possibilidade ao candidato de fugir a uma pergunta (em Portugal, o arguente levanta um conjunto de perguntas e, por vezes, até indica que o aluno pode não responder a uma ou outra). No Reino Unido, o aluno sai com a recomendação de fazer emendas (em maior ou menor quantidade), de modo a melhorar o trabalho - o minor amendment. A crítica construtiva visa tornar o trabalho mais apto para a leitura pela comunidade científica [as imagens a seguir foram tiradas em Lincoln].

29.7.09

O MILHÃO CHEGOU HOJE


Ups, o milhão de visitantes veio mais cedo que eu previra. Chegou às 5:06:30, estava ainda a dormir, proveniente do Brasil à procura de texto sobre spots radiofónicos, que publiquei em 4 de Junho de 2009.

Com um milhão de visitantes no Indústrias, o que posso dizer? Atingi o último objectivo pretendido. O blogue serviu de complemento de aulas, no começo, permitiu conhecer outros blogueiros em almoços e jantares, contactos com alguns dos quais se transformaram em amizade, fiz duas conferências em países fora de Portugal, editei um livro com textos retirados do blogue, organizei um encontro de blogues na universidade, fui arguente de uma dissertação de mestrado sobre indústrias culturais. Agora alcancei um número simbólico de visitas.

Por isso, mereço férias. Talvez deixe de escrever com a regularidade destes anos, talvez me reforme da actividade. Estou contente. Até breve.

LIVRO SOBRE COMUNICAÇÃO E SAÚDE


Comunicação e Saúde é um livro organizado por Fernando Oliveira Paulino e editado pela Casa das Musas, em Brasília. No prefácio, indica-se que o livro apresenta múltiplas abordagens da comunicação para a promoção da saúde e que a publicação, juntamente com outros produtos audiovisuais elaborados por jovens de Planaltina, Varjão, Ceilândia e São Sebastião, resulta do projecto Saúde e Comunicação Comunitária apoiado pelo ministério brasileiro da Educação. De entre outros objectivos, o projecto visou ampliar o acesso aos media na promoção da saúde e estimular a criação de novas linguagens audiovisuais. Com o artigo "Blogues e a promoção da saúde", participei com muito agrado no projecto agora publicado.

Fernando Oliveira Paulino tem doutoramento em Comunicação pela Universidade de Brasília, é docente universitário e ouvidor (provedor) das rádios da Empresa Brasil de Comunicação EBC.

ÚLTIMA TEMPORADA DE TELEVISÃO SEGUNDO O JORNAL DE NOTÍCIAS

28.7.09

FREQUÊNCIA DO CINEMA

O estudo Bareme Cinema (Marktest), relativo ao período de Julho de 2008 a Junho de 2009, foi agora divulgado.

Os dados indicam que, dos residentes no Continente com 15 e mais anos, 2,607 milhões costumam ir ao cinema, o que representa 31,4% do universo em estudo. O estudo revela grande diferenciação se analisada a idade dos entrevistados: os jovens são os que têm maior afinidade com o cinema, com 64,2% dos jovens dos 15 aos 17 anos a afirmarem ir com regularidade e 68,0% dos jovens dos 18 aos 24 anos a manifestarem igual interesse. 51,6% são mulheres, 66,6% são jovens com menos de 35 anos, 42,1% são estudantes ou quadros médios e superiores, 43,2% residem na Grande Lisboa ou Litoral Norte e 58,7% pertencem às classes sociais média ou média baixa. Dos espectadores, 29,3% vão ao cinema ao sábado, 13,4% à sexta-feira e 10,5% ao domingo.


PERTO DO MILHÃO

Faltam 250 visitantes. Amanhã, com certeza, atinjo o milhão de visitantes únicos no Indústrias.

É uma marca simbólica. Depois, posso ir de férias.

PÚBLICO

  • A secretária já não é a mesma e até já mudou uma dúzia de vezes. A sala já não é a mesma e também já mudou uma boa meia dúzia de vezes. Os vizinhos de secretária mudaram, as secções mudaram. Nem o edifício é o mesmo. E a rua já não é a mesma. Nem sequer o bairro. E o jornal também já não é o mesmo.

Este é o começo da última crónica de José Vítor Malheiros no Público enquanto jornalista daquele diário, "autor da casa", como escreveu. Ele, em Setembro e em princípio, regressa apenas como cronista.

Nos vinte anos que levou de Público, o jornalista diz que assistiu a uma profunda revolução na informação. Na crónica assinada hoje, fala de equipas que coordenou: "Passámos muitas horas febris a discutir entusiasmados os novos desafios à frente dos nossos olhos - num tempo onde havia tempo e alma para discutir". E lembrou o "capitão que iniciou o que foi uma bela aventura, Vicente Jorge Silva". Habituei-me a ler José Vítor Malheiros, a respeitá-lo. Como ele diz a propósito do capitão e da forma de escrever jornalismo: "com honra e com paixão, usando do bom senso e sem abdicar do bom gosto, com rigor e ao serviço do público, com imaginação e com irreverência, com sentido crítico e sem subserviência perante nenhum poder".

Sim, o Público mudou. O jornal está muito estranho. Começo a não o reconhecer.

ARQUITECTURA ROMENA

Hoje, 28 de Julho, pelas 19:00, o Instituto Cultural Romeno em Lisboa inaugura no Museu da Água - Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras a exposição fotográfica de arquitectura Art Nouveau na Roménia. A abertura da exposição conta com Sorin Vasilescu, o curador da exposição, com uma conferência sobre o tema. Mais informações no sítio do Instituto.

MESTRADO EM ILUSTRAÇÃO (JORNAL OJE, 28.7.2009)

TEATRO EM SÃO PAULO

De 4 a 16 de Agosto, o Teatro de Dança organiza a 1ª edição do projecto Plataforma Estado da Dança. em São Paulo, Brasil. Os 21 espectáculos, entre eles 15 premiados no último Programa de Acção Cultural, vão decorrer em três lugares diferentes (Centro Cultural São Paulo, Pateo do Colégio e no palco do próprio TD). A programação inclui mesas redondas com curadores e programadores do universo da dança, nacional e internacional.

27.7.09

UBICINEMA

O curso de Cinema da Universidade da Beira Interior (UBI) vai realizar a 3ª edição do UBICINEMA, entre 12 e 16 de Outubro, na Covilhã. Na edição agora anunciada, destacam-se as Segundas Jornadas "CINEMA EM PORTUGUÊS" e a 3ª Mostra dos filmes realizados pelos Alunos de Cinema da UBI.

O formulário para a inscrição das propostas de comunicações está disponível
aqui.

PRÉMIOS DE AQUISIÇÃO NA XV BIENAL DE ARTE INTERNACIONAL DE CERVEIRA

O júri composto por José Manuel Vaz Carpinteira (presidente da câmara municipal de Vila Nova de Cerveira), Laura Castro, Paulo Reis e David Barro (críticos de arte) e Henrique Silva (representante da Fundação Bienal de Arte de Cerveira) deliberou:

1) aquisições patrocinadas pela Câmara Municipal de V.N.Cerveira e Lavazza: Em cima da terra e debaixo do céu, de Isaque Pinheiro, Sem título e Sem título, ambos de Milica Rakic, três peças da série Escavação, de Samuel Rama, Interestrelar, de André Sier, Sem título (da série The strong man, de Mário Ambrózio), Limit II, de Marta Moura, No-Return 7, de Pavel Forman, e Auto-Retratos Modernos Latino Americanos/Europeus (Malevich), de Albano Afonso,

2) aquisição Águas do Minho e Lima: Parade of Vanity, de M.Fagundes Vasconcelos,

3) Prémio I.P.J – Instituto Português da Juventude – Obra de Arte Digital, em ex-aequo: Lemeh 42 e Marcin Dudek.

PEÇA NO TEATRO ABERTO

Devido ao êxito da peça O Deus da Matança, de Yasmina Reza, com encenação de João Lourenço, o Teatro Aberto vai continuar com as representações (de 4 de Setembro a 25 de Outubro). Os actores da peça são Joana Seixas, Paulo Pires, Sofia de Portugal e Sérgio Praia. A adaptação norte-americana do texto ganhou, no mês passado, o prémio de melhor peça do ano em Nova Iorque (Tony Award).

REMODELAÇÃO NA DIRECÇÃO DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS

Nuno Saraiva vai ser subdirector do Diário de Notícias, em substituição de Catarina Carvalho. Até agora editor de política daquele jornal, Nuno Saraiva iniciou a carreira na Rádio Renascença, em 1993 e foi editor de política na TSF, na Sábado e no Expresso. Na direcção do Diário de Notícias, mantêm-se João Marcelino, Rui Hortelão e Filomena Martins, os dois últimos como directores-adjuntos.

Fonte: Meios & Publicidade.

FESTIVAL DE PROGRAMAS AUDIOVISUAIS

Até 27 de Novembro, estão abertas as inscrições para o Festival International de Programmes Audiovisuales (FIPA), a decorrer na cidade francesa de Biarritz entre 26 e 31 de Janeiro de 2010. A competição inclui as seguintes categorias: drama, séries e seriados, documentários criativos e ensaios, reportagem e artes, e artes performativas.

Para saber mais, ver em FIPA e no Facebook.

26.7.09

CANAIS GENERALISTAS NÃO VÃO MORRER

Este era o título de notícia no Expresso de ontem. Paulo Vicente, vice-presidente da Accenture, indica que o consumo de conteúdos cresce nas diversas plataformas: telemóvel, computador, televisão. Os canais generalistas precisam apenas de seguir a segmentação e os hábitos e interesses dos consumidores.

PROMOÇÃO MUSICAL EM PORTUGAL

Ontem, o Expresso dedicava duas páginas ao negócio dos concertos e festivais de Verão de música pop (textos de Alexandra Carita). Os festivais movimentam três milhões de pessoas e valem € 33 milhões. Os brasileiros Gilberto Gil, Gal Costa, Bethânia, Chico Buarque e Ney Matogrosso fizeram encher os Coliseus na década de 1980, os Police e os Rolling Stones passaram por Portugal na década de 1990.

Foi em 1991 que se criou a promotora Música no Coração, de Luís Montez e Álvaro Covões, doravante a grande organizadora de espectáculos. A reedição do Festival de Mouros (1996) e do Festival do Sudoeste, na Zambujeira do Mar (1997), foram marcas de água da empresa. Depois, em 2007, os dois sócios separaram-se e Covões criou a Everything Is New. Montez controla o Festival do Sudoeste e o Super Bock Super Rock, Covões o Optimus Alive. Daquele a notícia não indica os ganhos, deste diz que detém 30% do mercado, incluindo os espectáculos realizados pelo Estado e por autarquias. Covões tem dez colaboradores permanentes, Montez tem estações de rádios como a Radar e a Oxigénio. Por norma, o artista ganha cerca de 90% das receitas e o promotor fica com 10%. A queda de vendas de discos levou os artistas a darem mais concertos. Os promotores, além dos contactos com os músicos, procuram sempre patrocinadores, entidades que apoiam os custos de produção dos espectáculos.

MUSICAIS

Não sou grande apreciador de teatro musical, embora reconheça que se aprende bastante quanto a públicos (e comportamentos). A semana passada fiz uma experiência e vi dois musicais, Wicked (Apollo Victoria Theatre) e We will rock you (Dominion Theatre), o primeiro contando a história das bruxas de Oz e o segundo baseado no repositório das músicas da banda Queen. Os espectadores do Apollo são ingleses de classe média e mais jovens (vi pais com filhos pequenos); os do Dominion, pelo menos desde há sete anos em que o musical está em cena, são turistas estrangeiros e de diferentes níveis etários (os mais jovens sabiam as letras de cor, como se os Queen fossem uma banda de hoje). Aquela peça musical tem enredo, a segunda baseia-se nas músicas de Fred Mercury e seus colegas (um deles, Roger Taylor faz hoje 60 anos), com o público a agitar-se como se estivesse num concerto de música pop. O musical no Dominion tem a particularidade do português Ricardo Afonso fazer de Galileo, uma das personagens com mais destaque na história e a actuar há mais de um ano. As duas salas estavam cheias (o Dominion tem 2069 lugares) - e os preços não são propriamente populares.

Depois, nos teatros e salas de espectáculos ingleses há uma democrática venda de bebidas e gelados dentro da plateia, antes do começo da exibição e nos intervalos. Isso inclui vinho e cerveja. Recordo-me que, num outro ano, num musical, junto a nós duas jovens bebiam vinho à vontade e exalavam um cheiro quase insuportável. Num concerto dos Promenade, no Royal Albert Hall, os espectadores da arena comportavam-se do mesmo modo. Para além do bilhete de ingresso na sala, a bebida constitui igualmente uma receita importante. Proíbidos são o consumo de tabaco e as conversas entre a assistência.

Tudo isto lembra-me o livro de Richard Butsch (2008), The citizen audience. Crowds, publics, and individuals, onde o autor traça a evolução das indústrias criativas e sua relação com a expressão nos espaços públicos e destaca a lenta evolução das salas (teatro, cinema), espaços inicialmente barulhentos e onde era permitido comer e beber para sítios recomendáveis e locais de cultura por excelência.


25.7.09

FÃS

Definição de fã: 1) identifica-se com uma estrela, 2) colecciona, 3) sabe tudo sobre a estrela, 4) é especialista, e 5) imita a estrela.

Racional do fã: 1) todo o mundo é fã de qualquer coisa, 2) há estrelas e fã por causa dos media, 3) o fã tem níveis diferenciados de envolvimento (até ao topo, a obsessão), 4) a relação entre fã e estrela exige que esta tenha uma produção ou esteja envolvida numa linha contínua de novidade e/ou extravagância e/ou polémica, e 5) relação com a estrela sempre actualizada.

PEDRO LINO E "ART DOESN'T CHANGE ANYTHING"

Até 29 de Agosto de 2009, Pedro Lino tem, na Galeria WHO (Edificio Interpress, R. Luz Soriano, 71, Bairro Alto, Lisboa), uma exposição de ilustração e animação intitulada Art Doesn't Change Anything, You Do.

Há imagens da exposição disponíveis no blogue do
autor (de onde retirei algumas) e imagens-videos dos trabalhos no sítio do autor (daqui tirei um pequeno vídeo).

24.7.09

CURSO DE PERITAGEM DE ARTE

MUSEU DO DESIGN (LONDRES)


Super Contemporary é uma das exposições temporárias actualmente patente no Museu do Design em Londres, numa parceria do museu com a Beefeater 24, onde se patenteia o design visionário dos criadores londrinos ao longo das últimas quatro décadas. A outra exposição mostra a criação do catalão Javier Mariscal.

ACORDO SIC E PT

De acordo com informação agora recebida da newsletter Meios & Publicidade, a SIC e a Portugal Telecom estabeleceram um acordo para "fornecimento de conteúdos na área de Televisão e Internet para todas as plataformas de distribuição do Grupo PT", por um período de três anos.

Isto significa mais produção e desenvolvimento de conteúdos próprios para a SIC e aproveitamento do investimento em fibra óptica para a Portugal Telecom. Além dos canais temáticos já em funcionamento - Notícias, Mulher e Radical, disponíveis quer no Meo (PT) quer na ZON -, a partir do começo do próximo ano, haverá a distribuição de um canal infantil. O acordo engloba ainda a internet, com os sítios da SIC a passarem para a rede Sapo (PT).

O acordo surge quase um mês depois da PT ter falhado a compra de uma participação na TVI (Media Capital). O blogueiro tinha preconizado uma associação (ou aquisição) entre as duas empresas, após a possível compra da TVI ter sido liminarmente rejeitada pelo governo, após acusações da oposição parlamentar. Agora, que não se deve esperar nova reacção política, é previsível (especula o blogueiro) um melhor alinhamento de um putativo outro bloco - o da TVI com a ZON -, dados os investimentos e a necessidade de maior cooperação entre telecomunicações interactivas e media.
Entrega de candidaturas até 30 de Setembro. Mais pormenores aqui.

23.7.09

Faltam dois mil para um milhão de visitantes únicos!

MERCADO DO BOM SUCESSO, PORTO


Fernando Sá, Presidente da Associação de Feiras e Mercados da Região Norte, Paula Sequeiros e Pedro Figueiredo são um grupo de cidadãos que decidiu opor-se à demolição do Mercado do Bom Sucesso para que ali se construa um hotel, um "shopping", escritórios e um parque de estacionamento. As formas são de um abaixo-assinado - em que se manifestam contra a incapacidade de gestão do património público revelada pela Câmara Municipal do Porto - e do blogue Mercado do Bom Sucesso Vivo, onde se podem observar fotos de mercados congéneres de Valência, Barcelona, Toulouse, Londres, Hamburgo e Veneza, em plena actividade.O Bom Sucesso é apenas mais um edifício notável posto à venda após a tentativa falhada de destruição do Mercado do Bolhão e do recente negócio do Pavilhão Rosa Mota, que incluiu, no mesmo pacote, a alienação de parte dos jardins do Palácio de Cristal [texto e imagem de Carlos Romão].

Assine a
petição.

MSN


O Messenger (MSN), aplicação da Microsoft que estabelece contacto em tempo real entre pessoas, nasceu há dez anos. Hoje, tem 330 milhões de utilizadores e a concorrência de aplicações como o Skype e o Google Chat (Público Última Hora).

MITO - MOSTRA INTERNACIONAL DE TEATRO DE OEIRAS



Mostra Internacional de Teatro de Oeiras (MITO), de 3 a 13 de Setembro. Mais informações: sítio do MITO.

FUTURISMO

Foi há cem anos que começou o futurismo, com Filippo Tommaso Marinetti a escrever o seu manifesto (Paris, 20 de Fevereiro de 1909), rapidamente reconhecido e admirado em toda a Europa. Marinetti e os seus colegas artistas (Giacomo Balla, Umberto Boccioni, Carlo Carrà, Luigi Russolo, Gino Severini) geraram um forte movimento que se pode acompanhar até 1915, no início da Primeira Guerra Mundial. 1912 foi um ano chave e aí se vê o cruzamento de correntes, vindas do divisionismo italiano do século XIX, do cubismo, do movimento anarquista, do simbolismo, do cubo-futurismo russo, do vorticismo inglês, ligando ainda teatro, cinema, escultura e política.

No futurismo, os seus autores inspiraram-se em Bergson, cujo argumento se poderia sintetizar em consciência em fluxo criando uma simultaneidade de experiência. Os futuristas elogiam a luz eléctrica nas ruas das cidades, mas também os comboios rápidos e os fios do telégrafo enquanto exaltação do futuro. Os futuristas viam na comunicação os elementos fundamentais para a sua arte de vanguarda. Aliás, Marcel Duchamp, entre outros, partilhava com os futuristas o gosto e admiração pelas máquinas. Na exposição de 1912, os pintores do movimento escreveram no catálogo sobre a deslocação e o desmembramento dos objectos, o derrame e a fusão de detalhes livres da lógica dominante, independentes de outros.

Em Luigi Russolo (La Rivolta, 1911; imagem retirada do sítio Mart e figura central do cartaz da exposição na Tate Modern, em Londres), a multidão é apresentada como massa anónima, sem distinção de qualidades e qualquer contexto social ou político. Mas, apesar desta obra, a política exerceu fascínio sobre o movimento, nomeadamente a sua atracção pela guerra (a guerra representa purga e limpeza dos males), a misoginia e a trágica transformação de ideais anarquistas no fascismo.


A exposição, muito bem organizada e com um bom catálogo, resulta de uma concepção do Centre Pompidou (Paris), da Scuderie del Quirinale (Roma) e da Tate Modern (Londres), tendo já estado nas duas primeiras cidades.

22.7.09

A GRIPE, OS NÚMEROS E O QUE MUDOU NELA

Depois de ontem o número de casos de gripe A (H1N1) em Portugal ter acalmado, hoje o balanço volta a ser menos positivo: foram confirmados laboratorialmente mais 13 casos. A boa notícia é que são todos importados. O total situa-se agora nos 174, sendo que a maioria das pessoas já retomou a sua vida normal (Público Última Hora, texto de Romana Borja-Santos, às 18:58).

Margaret Chan, a principal responsável da Organização Mundial de Saúde (OMS), nasceu em Hong Kong há 62 anos, num ano do porco no calendário chinês. Começou por ensinar economia, chinês e inglês, quando o seu namorado foi estudar medicina para o Canadá. Ela seguiu-o, mas como ele tinha pouco tempo para lhe dedicar, por ocupado nas aulas, acabou por ingressar também em medicina. Licenciados, regressaram a Hong Kong. Mais tarde, Chan foi nomeada directora de saúde, à frente de uma equipa de sete mil pessoas. Por ela passou a condução da informação da gripe das aves - aquele ameaça vinda do oriente que nunca cá chegou. Ela, que continuou a comer frango, mandou matar 1,5 milhões de aves. Estávamos em 2003.

Logo depois, a senhora Chan - em fotografia aqui ao lado (de Laurent Gillieron, publicada no Guardian, de 16 de Julho último, de onde retiro toda a informação a partir de notícia de Aida Edemarian) - tornou-se a primeira chinesa a concorrer (e ganhar) a liderança de uma agência das Nações Unidas, a OMS. Corria o ano de 2006. 2007 foi, de novo, o ano do porco no calendário chinês. E, a 11 de Junho de 2009, ela tornava-se a primeira pessoa na OMS em 41 anos a anunciar ao mundo o aparecimento de um novo vírus a atingir proporções de pandemia. Um relatório de 2007 daquela agência da ONU previa uma pandemia de gripe que poderia afectar um quarto da população do mundo. Claro que há grupos e países de maior risco: grávidas, pessoas entre os 30 e os 50 anos; países com taxas elevadas de doenças como VIH, desnutrição ou diabetes ou com grandes concentrações populacionais em cidades.

O quadro está quase traçado. Primeiro, Chan tem experiência em gripes associadas a animais: a primeira não terá tido impacto, a segunda certamente. Mas não nos podemos esquecer que ela mandou abater frangos. Segundo, a mutação do nome da gripe. Todos nos lembramos que começou por se chamar gripe mexicana, dado o primeiro surto ter nascido lá. Os mexicanos reagiram - e bem -, em especial os que têm interesses turísticos. Depois passou a chamar-se gripe suína. Por razões religiosas, os muçulmanos não usaram essa designação. A um outro nível, os produtores de porcos devem ter exercido pressão, pois não queriam associar o animal a uma possível quebra de vendas. Gripe A é mais simpático porque não há defensores da letra A, ou de outra letra ou número. Mas o número da gripe é H1N1, saúde em inglês e número um, o que é significativo. A designação H1N1 tem a assinatura da senhora Chan. Terceiro, a produção de Tamiflu, o antiviral já preparado desde o tempo da ameaça da gripe das aves, tem sido enorme. Só a Roche produziu 5,6 milhões de doses para o mundo desenvolvido e Margaret Chan quer mais 5 a 6 milhões de doses para os países pobres ou em vias de desenvolvimento. Por lembrança, há anualmente entre 250 e 500 mil pessoas que falecem com a gripe sazonal, número que não inclui os que morrem por dificuldades respiratórias ou ataques de coração. Quarto, os media foram obedientes a mudar a designação da gripe, a retirar-lhe carga conotativa, a higienizar o nome. Do mesmo modo, os media contabilizam dia a dia o número, como a notícia que encabeça esta mensagem (apesar da jornalista indicar que muitas pessoas já estão livres de perigo, fala em boa notícia: os casos assinalados hoje são importados, como se importado ou exportado fosse distinto). Isto é a estratégia da prevenção: aumentar o número. Em campanhas anteriores, mensurava-se o número dos diabéticos, dos doentes cancerosos por causa do tabaco, dos estropiados pelos acidentes de viação. A estratégia da prevenção aproxima-se da propaganda, e os media, de modo ligeiro, vão atrás.

Observação: não sou adepto de qualquer teoria da conspiração. Logo não digo que a senhora Chan exagerou, como no caso da gripe das aves. Mas a gripe pode ter interessados. Numa altura em que se põe em causa a ida dos americanos à Lua, com o argumento "então se eles foram há 40 anos porque não voltaram?", também se pode contestar a gripe, os seus nomes e os seus números. Espero que a agenda noticiosa mude e haja outras notícias.

INVESTIMENTO PUBLICITÁRIO

Em Junho, o investimento publicitário face a mês homólogo do ano passado caiu 5%, para € 389 milhões (preços de tabela). A imprensa foi o meio mais afectado, seguindo-se a televisão. Os outros meios, mais pequenos em valores absolutos, registaram algum crescimento: cinema, rádio e outdoor.

Fonte: Meios & Publicidade.

LONDRES

21.7.09

TATUAGENS

Asas é o vídeo produzido por um grupo de estudantes do Brasil como trabalho final da Pós-Graduação de Televisão e Cinema da Escola de Pós-Graduações da Universidade Católica Portuguesa, recentemente concluída.

DE COROT A MONET


A exposição Corot to Monet, na National Gallery (Londres), mostra quanto os impressionistas devem à tradição de pintar ao ar livre. A colecção de paisagens francesas da National Gallery abrange o período do naturalismo do começo do século XIX até às críticas ao impressionismo, com pinturas de Jean-Bapiste-Camille Corot, Simon Denis e Pierre Henri Valenciennes, pintores que estiveram em Roma e representaram paisagens em Campagna. A exposição mostra também obras da chamada Escola de Barbizon e pintores como Théodore Rousseau, Jean François Millet e Narcisse-Virgilio Diaz de la Peña.

Do meu ponto de vista, não é uma exposição grandiosa, dada a dimensão dos quadros (composições pequenas, raramente expostas, e que poderiam servir de modelo a obras maiores, ensaios ao ar livre em Itália, na floresta, junto à natureza). Também as salas não ajudam nem o catálogo. A meu ver, o vídeo que traça a história desse período é um elemento suplementar de elevado valor.

Mais informações no sítio da
National Gallery.

LEICESTER SQUARE, SEIS DA TARDE

TRAFALGAR SQUARE, CINCO DA TARDE

MÚSICA DOS TOQUES DO CARAMULO

Começou ontem nas festas do concelho de Carregal do Sal, continua amanhã nas Festas da Ria, no Rossio, em Aveiro, no dia 25 Julho, no Navelgas Folk, Cuarto los Valles (Astúrias, Espanha), no dia 26 no Festival Folk Celta, em Ponte da Barca, e depois na Suíça, Alemanha, Andanças, Galiza, Cantábria.


Para saber mais, ver em Toques do Caramulo, D'Orfeu e D'Orfeu.

20.7.09

LICENCIATURAS EM VIDEOJOGOS

Licenciaturas em videojogos vão ser lançadas em Mirandela e em Barcelos, no que parecem ser as primeiras apostas sérias no domínio no nosso país. Segundo o Diário de Notícias de hoje, o curso de Design de Jogos Digitais, com quarenta vagas em Mirandela, ficará cheio em pouco tempo (ver também notícia da RTP, aqui). Também o Politécnico do Cávado abriu hoje as inscrições para o curso de Engenharia dos Jogos Digitais. O Instituto Superior Técnico e escolas profissionais estarão a preparar cursos de duração mais reduzida.

REFLEXÕES CURTAS - III

Não comentei aqui o texto que Francisco Rui Cádima escreveu no jornal Público no passado dia 13. Professor Associado e actual coordenador do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova, investigador dos media e autor do blogue irreal tv, o seu texto Pluralismo e monitorização da TV do Estado é uma crítica ao recente estudo da ERC disponibilizado a 4 de Junho sobre Pluralismo Político-Partidário no Serviço Público de Televisão. Cádima entende que o estudo não integra a despistagem sobre o sentido da tendência da análise em termos de avaliação dos "ciclos de informação ou de matérias noticiosas específicas.

REFLEXÕES CURTAS - II

Nuno Azinheira foi apontado para dirigir o 24 Horas, jornal de pendor popular e sensacionalista, sendo acompanhado por Nuno Pinto Martins, respectivamente editor-executivo e coordenador editorial do suplemento "Notícias TV" do grupo Diário de Notícias e Jornal de Notícias. No caso do novo director, é uma sequência lógica do seu trabalho naquilo a que se chama jornalismo popular, em especial o seu trabalho na área do comentário da programação televisiva, do Correio da Manhã ao Diário de Notícias. O 24 Horas tem tido quebras significativas de vendas.

Apesar de não ser fã da forma de fazer jornalismo do 24 Horas, desejo as maiores felicidades ao Nuno.

REFLEXÕES CURTAS - I

Quando se anuncia que os trabalhadores do jornal Público "aceitaram uma redução dos seus salários que, em termos formais, se reflectirá na redução do montante pago pela isenção de horário de trabalho" (Meios & Publicidade), Nuno Pacheco escreve no seu editorial no "P2" do mesmo jornal sobre os discos em vinil que estão a regressar, mesmo em tempos do digital, do divisor e do dividendo digitais.

Acaba ele o seu texto desta forma:

  • Um dia, mesmo em novo auge da febre digital, talvez se leiam coisas como: "Renove a sua fé na imprensa. Sinta o subtil toque do papel, o inimitável som do virar das páginas, compre jornais!" Porque vinil preto e papel branco ainda não são coisas para deitar fora.
Se as negociações para redução de salários fossem interrompidas, a alternativa poderia passar pela redução de postos de trabalho. Sim, se o Público acabar haverá um buraco negro na cultura nacional e a formação da opinião pública em Portugal ficará muito mais pobre.

COMO NELSON RIBEIRO VÊ AS EMISSÕES DA BBC PARA PORTUGAL NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

O exame de Nelson Ribeiro para obtenção do grau de doutoramento ocorreu na quinta-feira passada na Universidade de Lincoln (Reino Unido). A sua dissertação, intitulada Radio broadcasting in Portugal during World War II, está muito bem escrita, apresenta um quadro rigoroso, tem um ritmo adequado em termos de narrativa e muita qualidade, ilustrando o investigador meticuloso que é. Gostei particularmente dos capítulos 5 e 7, onde se apresentam questões importantes para a história de Portugal e onde a rádio adquire um interesse especial. Podemos, assim, compreender melhor o funcionamento do regime ditatorial de Salazar e a maneira como ele foi capaz de gerir as notícias durante a II Guerra Mundial.

O centro da dissertação está na página 403. Na minha opinião, oferece uma brilhante conclusão: "Ao combinar a utilização da imprensa, a censura directa e a pressão diplomática, o Estado Novo tentou influenciar as emissões britânicas para Portugal". Conforme Ribeiro afirma mais adiante, Salazar teve uma interferência indirecta na BBC (p. 415). A BBC era uma estação muito apreciada pelos ouvintes portugueses devido à sua política de verdade. No entanto, no que respeita à questão da Armando Cortesão, um refugiado político na Inglaterra a trabalhar para a BBC, o regime de Salazar foi capaz de exercer a sua influência e conseguiu que fosse despedido. Se Salazar não usou directamente a rádio para discursos, foi capaz de manipular o seu uso, estendendo o seu peso a uma rádio que se reclamava livre e isenta.


19.7.09

A MORTE DE PINA BAUSCH


Pina Bausch nasceu em 1940 e morreu agora. Os jornais deram muito destaque a esta bailarina que revolucionou a dança. Várias vezes passou em Lisboa (reproduzo parcialmente a capa da revista "Actual" do Expresso de 4 de Julho último).

Retiro uma frase do texto de Cláudia Galhós no referido número da revista: "Nessas passagens [por Lisboa], ela não dava entrevistas. Era uma mulher silenciosa, de silhueta frágil, consumida por um mundo de emoções".

18.7.09

A SAGA DO CINEMA DE NOLLYWOOD


Primeiro foi Hollywood, mais recentemente Bollywood (cinema da Índia), agora é Nollywood (cinema da Nigéria, centrado na capital, Lagos). Luís Francisco, no Público de 5 de Julho último, conta os sucessos e os fracassos do cinema daquele país africano.

O volume de negócios do cinema nigeriano (mais de 200 milhões de euros) só é inferior ao indiano, em todo o mundo. Fazem-se quase dois mil filmes anuais, custando cada um 18 mil euros em média, com vendas de 20 a 30 mil DVD a um custo unitário de 5,5 ou 6,5 euros. Não há efeitos especiais nem cenários elaborados, os actores nem sempre decoram os seus papéis, os realizadores têm de acabar as filmagens ao fim de três ou quatro dias, mas formou-se um star system. As histórias cruzam temas de cultura popular, magia e religião, desafios da vida moderna, sida, direitos das mulheres.

O problema é que os filmes são feitos em vídeo, facilmente pirateados. Os contrafactores, na Nigéria ou na China, fazem baixar dramaticamente os preços dos DVD legais, no que pode levar à morte da fileira cinematográfica da Nigéria. A acrescentar a inexistência de salas de cinema, o que leva toda a produção directamente a passar no televisor ou no computador.

17.7.09

CASTANHEIRA DE PERA

A MODA NOS AVIÕES


Com texto de Ana Soromenho, retiro da revista "Única" (Expresso, 4 de Julho último) uma infografia das fardas usadas pelas hospedeiras da TAP, companhia área portuguesa, ao longo de 65 anos. Cortes coloniais, mini-saias dos anos 1960, do vermelho ao azul escuro no vestuário, dos chapéus às malas, há uma interessante história das fardas a rever. Curiosamente, não se conhece a assinatura de duas dessas fardas.

16.7.09

SERTÃ

ESPAÇOS DE CULTURA NO PORTO


Em duas páginas, o caderno local do Porto do jornal Público de 4 de Julho último (textos de João Pedro Barros e Mariana Duarte) traça um panorama dos novos espaços culturais ou da sua mudança geográfica.

O texto mais significativo refere a mudança, para Setembro, do espaço multidisciplinar Artes em Partes da rua Miguel Bombarda, rua que alberga quase 20 galerias de arte e é pólo central de vestuário e acessórios alternativos, para a rua do Rosário, uma rua perpendicular. Apesar de não se afastar muito, os clientes perdem a ideia de como seria viver num edifício do começo do século XX. Mas eventos, festas e comidas não se vão perder no novo sítio.

Noutro bairro, junto ao Rivoli (Rua Magalhães Lemos 105), a Villa foi inaugurada no começo deste mês. Tipo casa de cultura, ocupa três andares e dez salas, dedicadas a música, cinema, joalharia, design, moda, literatura, fotografia (ver indicações mais precisas em Villa Downtown). No primeiro andar, o Café Concerto vai servir de espaço de lançamento de artistas (fotografia, pintura), além de espectáculos de marionetas e tertúlias. Ao lado, irão funcionar a Sala de Som e Imagem da Universidade Católica, com filmes realizados pelos seus alunos, a Galeria, dinamizada pelos alunos da Escola Superior Artística do Porto, e a Loja de Joalharia, parceria com a escola Contacto Directo.

15.7.09

POLÍTICA E JORNALISMO EM PORTUGAL

Carla Baptista defendeu hoje durante a parte da tarde na Universidade Nova de Lisboa a tese de doutoramento com o título A cobertura da política nos jornais portugueses - do século XIX ao Marcelismo. No pequeno vídeo abaixo, a autora mostra algumas das principais linhas de força do seu trabalho.




Congratulations from London.

CENTROS COMERCIAIS


São 105 centros comerciais (os hipermercados estão fora) e ocupam 3,4 milhões de metros quadrados em lojas (em ABL, área bruta locável, que não inclui corredores, parques de estacionamento e armazéns), o que daria para albergar os 10,2 milhões de habitantes do país, se toda a gente decidisse ir ao mesmo tempo para esses espaços, conclui Joana Pereira Bastos (Expresso, 4 de Julho último). Cada português vai uma vez por semana a um desses espaços; em 2007, contabilizaram-se perto de 500 milhões de visitas.


O conforto, a diversidade de oferta de produtos e os horários alargados são razões principais dessa preferência. Ao invés, o comércio tradicional não procura a adaptação a estas condições. Por isso, até 2011 prevê-se a abertura de mais doze centros comerciais.

O mesmo trabalho de Joana Pereira Bastos, com Isabel Paulo, aborda dois exemplos de adaptação e sucesso e dois casos de decadência ou fracasso total. Curiosamente, as jornalistas olharam para Lisboa (Fonte Nova e Apolo 70) no primeiro caso e Porto (Brasília e Dallas) no segundo caso, mas poderiam olhar para outros exemplos nessas cidades. Basta percorrer um pequeno centro comercial junto ao Saldanha e os que estão perto da sede da PT, na Av. Fontes Pereira de Melo.

Mas peguemos nos quatro exemplos inseridos na notícia do jornal. Na realidade, o Fonte Nova soube sobreviver ao gigante Colombo; embora haja alguma rotação de lojas, o supermercado, os cinemas, a loja de gelados, a loja de fotocópias, os restaurantes e cafetarias e outras lojas souberam aproveitar-se de uma arquitectura quase quadrada do centro. O Apolo 70, já sem cinema há muitos anos, visitado diariamente por 2500 pessoas, soube aguentar-se mesmo com a grande concorrência do centro comercial por baixo da praça de touros do Campo Pequeno. Se o Fonte Nova está numa boa zona residencial, o Apolo 70 combina residências com forte zona de serviços.

Já os centros do Porto acima exemplificados tiveram outra sorte, até por terem maior dimensão. O Brasília foi, durante anos, um dos maiores centros comerciais do norte do país, com cinema e muitas lojas, alargando inclusivé as instalações. Igualmente situado na Boavista, zona central da cidade, o Dallas parecia ser uma alternativa ao Brasília mas cedo os problemas de estrutura física (problemas de perigo de incêndio, por exemplo) ditaram o seu encerramento. E o Brasília enfrentou a concorrência de centros próximos como o junto ao mercado do Bom Sucesso, que abriria com uma pista de gelo, entretanto desactivada, e um conceito mais moderno de restauração e de cinema multiplex.

14.7.09

TESES DE DOUTORAMENTO

Amanhã, dia 15, pelas 15:00, Carla Baptista vai apresentar o trabalho A cobertura da política nos jornais portugueses - do século XIX ao Marcelismo. Local: auditório 1 da Torre A da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Av. de Berna 26). Carla Baptista é docente na Universidade Nova de Lisboa.

Depois de amanhã, dia 16, pelas 14:30, Nelson Ribeiro vai defender provas públicas de doutoramento na Universidade de Lincoln (cerca de 200 quilómetros a norte de Londres, Reino Unido). Título da prova: Radio broadcasting in Portugal during War II. Nelson Ribeiro é director de programas da Rádio Renascença e docente na Universidade Católica Portuguesa.

Desejo a ambos muitos sucessos.

FILMINHO ARRANCA DIA 16

O Filminho-Festa do Cinema Galego e Português arranca no dia 16 de Julho, com Edgar Pêra, Luís Galvão Teles e várias estreias, num total de 49 filmes em exibição, 35 em competição e eventos inter-artes, que animarão o Minho e a Galiza durante quatro dias. Na Gala de Abertura (Auditório de Vila Nova de Cerveira), para além do documentário de António-Pedro Vasconcelos sobre Fernando Lopes-Graça (1969), exibe-se o documentário Entremês famoso sobre da pesca no rio Minho (1974), de Luís Galvão-Teles, obra que parte da peça de teatro escrita em 1671 por Gabriel Feixó de Araúxo. Para saber mais, ver http://filminho.wordpress.com.

13.7.09

LANÇAMENTO DO LIVRO DE ALBERTO PENA


Hoje, ao fim da tarde, foi lançado o livro de Alberto Pena, O que parece é, Salazar, Franco e a Propaganda Contra a Espanha Democrática, da editora Tinta da China. A apresentação, como já aqui indicara, pertenceu a Mário Mesquita e decorreu na Livraria Pó dos Livros, em Lisboa (na fotografia, da esquerda para a direita: Mário Mesquita, Alberto Pena e Inês Hugon. A capa e a composição pertencem a Vera Tavares.

O livro narra e analisa a colaboração entre o movimento fascista espanhol e a ditadura portuguesa de Oliveira Salazar. Alberto Pena, docente da Universidade de Vigo (Espanha), observa o modo como a rádio e o cinema portugueses apoiaram a causa de Franco. Aliás, o autor defende que a vitória do movimento do caudilho se deveu ao apoio de Salazar aquele e contra o governo republicano de Madrid.

AQUELE QUERIDO MÊS DE JULHO (II)

Também em Lisboa há festas populares, como a de ontem no jardim da Estrela, com o Real Combo Lisbonense (e a Roda do Choro). O pequeno vídeo reproduz uma das músicas da primeira banda.

12.7.09

FESTIVAL DE CURTAS DE VILA DO CONDE

O Júri constituído por Maike Mia Hohne, Valter Hugo Mãe, Marco Martins, Olivier Père e Carlos Reviriego atribuiu ao filme Canção de Amor e Saúde do realizador português João Nicolau o Prémio Melhor Filme da Competição Nacional do 17º Curtas Vila do Conde Festival Internacional de Cinema.

O filme, de 34 minutos, rodado na cidade do Porto, entre o Shopping Brasília e o Museu de Serralves, tem argumento e realização de João Nicolau e conta no elenco com Norberto Lobo, Marta Sena, Ana Francisca, Helena Carneiro, Andreia Bertini e Miguel Gomes. Conta a história de João, único empregado visível no estabelecimento comercial Chaves Morais, que é também o filho do proprietário e não se coíbe de se ausentar do serviço para auscultar o sopro imaterial do seu coração gastando moeda atrás de moeda na Máquina do Amor. Marta do Monte é uma estudante de Belas Artes portadora de uma inusitada encomenda. A chave que para ela João copia abre mais que uma porta.

Nos Prémios da Competição Internacional, o filme Madam Butterfly de Tsai Ming Liang (Taiwan) venceu na categoria Ficção, Entrevista con la Terra de Nicolás Pereda (México) venceu na categoria Documentário. O Prémio Animação foi atribuído a Dust Kid de Jung Yumi (Coreia do Sul) e o Prix EFA Vila do Conde para a Melhor Curta Metragem Europeia foi atribuído a Renovare de Paul Negoescu (Alemanha, Roménia).

[informações da organização]

FESTIVAL AO LARGO

O Festival ao Largo, de 26 de Junho a 19 de Julho, no largo do Teatro Nacional de S. Carlos, envolve peças de música, dança e teatro ao ar livre e gratuito. Foi concebido pelo OPART. No espectáculo de ontem, contabilizavam-se já mais de 20 mil espectadores. O primeiro vídeo foi feito por mim (final do espectáculo com aplausos à CANTATA, de Mauro Bigonzetti, com arranjo e interpretação musical a partir de música original e tradicional do Sul de Itália pelo Gruppo Musicale Assurd (ao vivo); o segundo vídeo pertence à própria Companhia Nacional de Bailado.

11.7.09

PROVA DE DOUTORAMENTO DE CARLA BAPTISTA

No próximo dia 15, pelas 15:00, no auditório 1 da Torre A da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Av. de Berna 26), Carla Baptista vai defender em provas públicas de doutoramento o seu trabalho A cobertura da política nos jornais portugueses - do século XIX ao Marcelismo. Júri: Nelson Traquina, Francisco Cádima, Jacinto Godinho, Cristina Ponte (orientadora), Joaquim Fidalgo, Mário Mesquita e Maria Inácia Rezola.

O blogueiro, que estará bastante distante do local da prova, por razões profissionais, deseja muitas felicidades à Carla, sabendo que todo o seu trabalho tem sido de uma enorme qualidade (e também do valor dos membros do júri que vai apreciar a tese). Referencio dois trabalhos ímpares da Carla Baptista: Portugal no olhar de Angola (MinervaCoimbra, 2002) e Jornalistas. Do ofício à profissão. Mudanças no jornalismo português (1956-1968) (co-autoria com Fernando Correia, Caminho, 2007). A autora foi jornalista no Diário de Notícias, fez estudos na Universidade Nova de Lisboa (licenciatura) e ISCTE (mestrado), voltando à Nova para fazer o doutoramento, escola onde lecciona. Presentemente, pertence à direcção do CIMJ (Centro de Investigação Media e Jornalismo).


10.7.09

FILHOS DE LUMIÈRE AMANHÃ NA BAIXA DA BANHEIRA

Para mais informações, ver o blogue Os Filhos de Lumière.

RELAÇÃO ENTRE OUVINTES E SÍTIOS DE RÁDIO

  • "No âmbito da disciplina de Seminário, do 3º ano do curso de Ciências da Comunicação do ISCSP, um dos trabalhos deste ano, sobre as diferenças entre o analógico e o digital ao nível da linguagem e construção noticiosa no RCP, incluiu um questionário para complementar os dados obtidos na análise efectuada e, desta forma, avaliar a forma como a Internet permite uma maior aproximação entre ouvintes e a rádio, bem como as formas dessa aproximação. [...] Para o conjunto de inquiridos, apesar de alguma dispersão nas respostas, a escolha da estação mais vezes sintonizada recaiu sobre a Rádio Comercial, seguida da Cidade FM, Mega FM e Antena 3. Com menor preponderância surgiram a RFM, Orbital e M80. Fenómeno curioso, num contexto de audiências em que a RFM lidera as audiências, verificando-se, neste pequeno grupo, ser apenas a quarta opção em termos da estação que os inquiridos costumam ouvir".
Continuar a ler no blogue NetFM, de Paula Cordeiro.

BAILES EM LISBOA - A NÃO PERDER


Depois do sucesso no Porto (Serralves) e Barcelona, o Real Combo Lisbonense actua nas Festas de Lisboa, nos próximos dias 11 (sábado), pelas 22:00, no Castelo de S. Jorge, e 12 (domingo), pelas 18:00, no coreto do Jardim da Estrela. Primeira parte com a Roda de Choro de Lisboa.

9.7.09

COOLTURA

  • O termo “cooltura” foi lançado em tom provocatório por Luís Rasquilha no primeiro evento sobre “Novas Tendências da Cultura”, promovido pela Agência Inova em parceria com o Museu do Fado, no passado dia 2 de Julho.
Fonte: blogue Culturascópio, de Dora Santos Silva, de hoje

CIDADES CRIATIVAS

  • "Foi ontem lançada, no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, a Rede Internacional de Cidades Criativas, num evento promovido pela Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), o programa Austin-Portugal e a Câmara Municipal de Lisboa. Na conferência esteve também presente Will Wynn, ex-mayor da cidade de Austin, no Texas. Para integrar esta rede, para além das cidades de Austin, no Texas, e Lisboa, serão convidados municípios nacionais e internacionais, como Barcelona, Amsterdão, Helsínquia ou Madrid".
Fonte: Portal Ambiente Online, de ontem

MUSEU DE ARTE POPULAR

Quase treze mil objectos foram transferidos do Museu de Arte Popular para o Museu de Etnologia, dirigido por Joaquim Pais de Brito. Este, em texto escrito por Ana Machado (Público de hoje) conta como foi a transferência das peças: "impedir a perda de informação, não dispersar as colecções e proceder a um inventário rigoroso sobre tudo o que havia no museu, com registo fotográfico, o lugar onde pertencia, a sua proveniência". Garantiu ainda a formação de uma equipa de seis pessoas dedicadas a esse trabalho, começado em Maio de 2007 e concluído no dia em que a ministra da Cultura Isabel Pires de Lima foi afastada do cargo (28.1.2008).

O espólio contém materiais de cerâmica, cestaria, mobiliário e objectos em madeira, metal, couro e cortiça. A jornalista descreve o que viu: cerâmicas de Nisa, redes e cestos, embarcações de pesca artesanal, fechos de coleira para o gado, ex-votos e objectos ligados à vida religiosa. Um antropólogo do próprio Museu de Arte Popular, Alexandre Oliveira, está a preparar tese de doutoramento sobre esse espólio, onde poderá adiantar o seu valor na totalidade.

O museu, inaugurado a 15 de Julho de 1948, foi ideia e obra de António Ferro, o homem da propaganda ao serviço de Salazar, com o objectivo de reunir as particularidades do país, escreve ainda a jornalista. Mas onde se juntaram também artistas modernistas como Bernardo Marques, Carlos Botelho, Emmerico Nunes, Tomás de Melo. Apesar de mal amado, pelas conotações ideológicas, o museu seria o segundo mais visitado durante a década de 1960, por exemplo, a seguir ao museu dos Coches. Mais perto do seu encerramento, em 1998, atingia 32 mil visitas anuais.

O espólio é um tesouro, conforme outra expressão lida no artigo do jornal. Por isso, houve muita gente que se levantou quando Pires de Lima decidiu substituir o Museu de Arte Popular pelo Museu da Língua Portuguesa, de características virtuais. 4300 assinaturas numa petição indicam o peso dos que querem que o espólio continue a ser visto, e naquele local. O blogueiro, aqui e em devido tempo, também protestou contra o desmantelamento. Agora, a notícia traz alguma esperança quanto ao desfecho final.

PROJECTO CABRACEGA

O estúdio criativo Cabracega criou a comunicação para o Festival de Performance e Artes da Terra - Escrita na Paisagem. A opção foi coreografar e documentar diversas performances/instalações para conceber a comunicação. Imagens em Cabracega (Rua dos Anjos, 84, 2º dir., Lisboa); ver Escrita na Paisagem.

FORMADORES EM AUDIOVISUAIS E MULTIMEDIA

Em Agosto, a Algarve Film Commission inicia uma acção de formação com o título acima indicado, com duração de 100 horas e homologado pelo IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional). Informações adicionais através do email: info@algarvefilm.com.

AINDA SOBRE O DESCARREGAMENTO DE FICHEIROS NA INTERNET

A maioria dos estudos conclui que a partilha de ficheiros reduz as vendas, indo de 3,5% nos filmes a 30% na música. No caso da música, acresce-se que a passagem dos LP (discos em vinil) para o CD terá sido uma primeira razão de declínio, apesar do boom nos anos iniciais desta tecnologia. Há outro grupo de estudos que não vê uma relação directa entre partilha de ficheiros e quebra de vendas. Um terceiro grupo, que pode fazer a síntese dos dois anteriores, identifica uma quebra de 20% na venda de música mas não a atribui à partilha de ficheiros.

Estas observações, encontradas na página 17 do texto de Felix Oberholzer-Gee e Koleman Strumpf (File-Sharing and Copyright, 2009, Harvard Business School; ver texto completo
aqui), levam ao enfoque central do trabalho: as mudanças provocadas pelo uso social das tecnologias. Assim, o novo estudo releva e critica a escolha das amostras (muitos estudos olham o comportamento dos estudantes, os mais receptivos à partilha de ficheiros), os modos de medir a pirataria (as respostas podem esconder a realidade, pois toda a gente conhece os limites do legal e do ilegal) e a heterogeneidade não observada (por exemplo, os que fazem mais descarregamentos podem acabar por comprar mais álbuns).

A questão de fundo é: a tecnologia de partilha de ficheiros enfraquece a protecção de direitos de autor, primeiro na música e software, depois nos filmes, jogos e livros. Outra questão de fundo é: a tecnologia conduz directamente à redução de vendas, caso da música? Se alguns dados evidenciam o efeito de substituição, outros não encontram dados empíricos que relacionam pirataria e vendas de música. Uma conclusão suplementar: nunca em tempo algum se produziram tantos livros, filmes e álbuns de música, o que parece contrariar a evidência anterior.

8.7.09

DESCARREGAMENTO DE FICHEIROS NA INTERNET

O descarregamento ilegal de ficheiros no Reino Unido tornou-se uma forte ameaça nas indústrias da música e do cinema. Em 1997, vendiam-se 78 milhões de singles naquele país; no ano passado, apenas 8,6 milhões. Calcula-se que metade da população já tenha feito descarregamentos ilegais nos últimos cinco anos.

Fonte: Independent Minds, de hoje, onde pode continuar a ler o texto.

CASA DA ACHADA - CENTRO MÁRIO DIONÍSIO

A Casa da Achada - Centro Mário Dionísio, fundada em Lisboa em Setembro de 2008, por mais de meia centena de familiares, amigos, ex-alunos, ex-assistentes, conhecedores e estudiosos da sua obra, tem um sítio (Casa da Achada - Centro Mário Dionísio) e, no próximo sábado, dia 11 de Julho, espera visitantes para a primeira Feira da Achada (das 11:00 às 18:00). Fica na Rua da Achada, 11 r/c e 11B, em Lisboa, na Mouraria, na freguesia de S. Cristóvão e S. Lourenço, perto da Praça da Figueira, da Rua da Madalena, do Martim Moniz e do Castelo. Inclui o Centro de Documentação do Centro Mário Dionísio, com a Biblioteca privada de Mário Dionísio e de Maria Letícia Clemente da Silva.

AGENDAS CULTURAIS


Hoje começa o Oeiras Sounds, festival inserido nas comemorações dos 250 anos do concelho de Oeiras, no jardim do Palácio do Marquês de Pombal. Barbara Hendricks é o nome para o espectáculo de hoje, seguindo-se nas próximas semanas Mariza, Melody Gardot e Stanley Clarke, Marcus Miller e Victor Wooten.

Quanto à agenda de Lisboa, destaco o Festival de Almada 2009, na sua extensão à capital, com os Artistas Unidos, por exemplo. E a colecção de arte tribal de José de Guimarães, objectos que se podem encarar pelo seu lado estético mas também como elementos únicos de sociedades e culturas desaparecidas ou em vias de desaparecimento. São expostas cerca de 400 peças no Páteo da Galé, no Terreiro do Paço, em Lisboa, entre 15 de Julho e 30 de Setembro, a não perder.

SEMINÁRIO SOBRE MICHEL DE CERTEAU

CHEGOU AO FIM A EDIÇÃO EM PAPEL DE NOTICIÁRIOS DE BLOGUES

No New York Times de ontem vinha a notícia de Joshua Karp, fundador do Printed Blog, que anunciou a semana passada deixar de editar o jornal. Este seria a solução para o problema que enfrentam todas as publicações: os leitores estão no online mas os anunciantes preferem aparecer na imprensa. A sua ideia era usar textos e imagens dos blogues, com autorização dos seus autores, e imprimi-las em jornal, vendendo publicidade a anunciantes locais e distribuindo os jornais nas estações de comboio de Chicago e San Francisco. O Printed Blog chegou a distribuir 80 mil exemplares.

TEATRO NO PORTO

FESTIVAL INTERNACIONAL DE SAXOFONE DE PALMELA

7.7.09

LIVRO DE ALBERTO PENA


Apresentação do livro de Alberto Pena, O que parece é, por Mário Mesquita na Livraria Pó dos Livros (Av. Marques de Tomar, 89, Lisboa) no dia 13 de Julho pelas 18:30.

CONFERÊNCIA SOBRE VIDEOJOGOS

A Videojogos2009 - Conferência de Ciências e Artes dos Videojogos vai decorrer nos dias 26 e 27 de Novembro 2009, na Universidade de Aveiro (para saber mais, clicar em http://www3.ca.ua.pt/videojogos2009).

Datas:
Submissão Full Papers: 10 de Julho, 2009
Submissão Short Papers e Demos: 17 de Julho, 2009
Notificação de aceitação: 7 de Agosto, 2009

LIVRO SOBRE JORNALISTAS PORTUGUESES


Hoje, ao fim da tarde, na FNAC do Colombo (Lisboa), foi lançado o livro organizado por José Luís Garcia, Estudos sobre os Jornalistas Portugueses. Metamorfoses e Encruzilhadas no Limiar do Século XXI (edição ICS). A apresentar a obra, e para além de Cristiana Bastos, a responsável da editora, estiveram Adelino Gomes e José Pacheco Pereira.

Além de José Luís Garcia, que assina uma parte substancial do livro, há capítulos pertencentes a Filipa Subtil, Manuel Correia, Pedro Alcântara da Silva, Sara Meireles Graça, Hugo Mendes, Fernando Correia e Telmo Gonçalves.

O blogueiro prometeu fazer ele próprio a sua leitura. Outras actividades ainda não o permitiram comentar, apesar de já ter lido quatro capítulos.

SOBRE VIRILIO


Amanhã, na Gulbenkian.

6.7.09

11 FILMES NA COMPETIÇÃO NACIONAL NO 17º CURTAS VILA DO CONDE

A competição nacional do 17º Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema começa a 8 de Julho, Quarta-feira. Escolhidos entre 137 filmes portugueses, são ao todo 11 curtas divididas em 3 sessões, todas em estreia nacional.

Esta secção competitiva é composta pelos filmes “Augusta” (2009) de Vasco Araújo, “Canção de Amor e Saúde” (2009) de João Nicolau, “El Justiciero” (2009) de Tiago Sousa, “Listening to the silences” (2009) de Pedro Flores, “Matar o Tempo” (2009) de Margarida Leitão, “O Destino do Sr. Sousa” (2009) de João Constâncio, “Para onde vou” (2009) de Bruno Ramos, “Peixe-Aranha” (2009) de Edgar Medina, “Tony” (2009) de Bruno Lourenço, “Too many Daddies, Mommies and Babies” (2009) de Gabriel Abrantes e “Um Dia Frio” (2009) de Cláudia Varejão.

[informação dada pela organização do evento]

GALA DROP EM CONCERTO NA FUNDAÇÃO GULBENKIAN

11 de Julho, 21:30, Anfiteatro ao ar livre. Um concerto da banda portuguesa Gala Drop encerra no sábado a programação de espectáculos para este Verão do Próximo Futuro.

TEATRO EM SÃO PAULO


Em Julho (dias 9 a 12), a programação do TD – Teatro de Dança (instituição vinculada à Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo, gerida pela Associação Paulista de Amigos da Arte - APAA, Avenida Ipiranga, 344) apresenta o Ballet Stagium e o seu espectáculo Mané Gostoso. Este título é a alusão ao boneco feito em madeira – brinquedo infantil facilmente encontrado nas feiras do Nordeste brasileiro –, e que tem pernas e braços movimentados por meio de cordões. A coreografia é de Decio Otero, a banda sonora do grupo Quinteto Violado e a direcção teatral de Marika Gidali. Mais informações: Canal Aberto.

AQUELE QUERIDO MÊS DE JULHO



Festa popular e cerimónia religiosa (procissão) em Castanheira de Pera.

Quando fiz as imagens lembrei-me de Miguel Gomes e do seu filme Aquele Querido Mês de Agosto (2008) (ver o blogue
aqui, com data de 20 de Maio último).

5.7.09

COMUNICAÇÃO E SAÚDE


O livro Comunicação e Saúde, organizado por Fernando Paulino, vai ser lançado, no dia 9 de Julho, às 19:00, no Restaurante Fausto e Manoel (104 Norte, Bloco A), em Brasília (Brasil). A publicação reúne múltiplas abordagens da comunicação para a promoção da saúde. Os artigos fazem uma reflexão de experiências realizadas em países de três continentes (Brasil, México, Portugal e Tanzânia).

A obra, apoiada pelo Ministério da Educação, conta ainda com entrevistas de especialistas na área. Para a jornalista e radialista Mara Régia, o rádio é um importante instrumento à promoção da saúde. Darlan Rosa relata a história de criação e de sucesso permanente do Zé Gotinha. Os médicos e professores Ubirajara Picanço e Maria Josenilda Gonçalves da Costa analisam práticas que possibilitam informar a sociedade adequadamente.

A publicação é resultado das atividades do Projeto Comunicação Comunitária (
www.unb.br/fac/comcom), que pretende ampliar o acesso aos media e a "canais de comunicação que garantam o diálogo dos jovens sobre a promoção da saúde e a prevenção de doenças, e estimular a criação de linguagens audiovisuais que ampliem e diversifiquem as possibilidades de participação social. Além disso, a iniciativa busca realizar divulgação de conteúdo audiovisual visando a disseminação de informação sobre saúde, juventude e comunicação".

Autores: Juliana Soares Mendes, Marilucia Rocha de Almeida Picanço, Ângela Leão Costa, Ubirajara Picanço, Leyberson Pedrosa, Arquimedes Pessoni, Marian Tóth, Rodrigo Laro, Rogério Santos, Isa Maria Freire, Rachel Mello, Thomas Tufte, Fabiana Lopes Rocha, Marcelo Bizerril, Ana Maria Cavalcanti Lefevre, Fernando Lefevre, Norma Silva Valêncio, Rafael Neves, Carmen da Conceição Araujo Maia, Thiago Araújo Maia, Guilebaldo López López, Laura González Morales, Mariana Haubert, Jeronimo Calorio, Mariana Tokarnia e Fernando Oliveira Paulino. Entrevistas com: Darlan Rosa, Mara Régia, Maria Josenilda Gonçalves da Silva e Ubirajara Picanço.


[informações da organização do livro]

4.7.09

ALENTEJO ANTIGO

3.7.09

TEATRO - AQUI FUI: CLARISSE

Texto, música e encenação de Gisela Cañamero, co-produção arte pública/ Chão de Oliva 2009, presente até domingo na Casa de Teatro de Sintra, Companhia Chão de Oliva, integrado nos Contrapontos do Festival de Sintra.

Uma jovem mulher prepara-se para levar os seus dois filhos à escola: é dia de récita. As crianças, vestidas de duendes, brincam, aos pulos, na cama. Clarisse, a Mãe, está vestida de fada, pronta para participar naquele momento de fantasia. A proposta dramatúrgica é ancorada nos pressupostos de um dos principais intérpretes do budismo tibetano no ocidente, Soyal Rinpoche, e tocada poeticamente pelos universos de Clarice Lispector, David-Mourão Ferreira, Ruy Belo e António Franco Alexandre (do comunicado da companhia produtora do espectáculo).

ALTERAÇÕES NO JORNAL METRO

O jornal Metro, recentemente adquirido pela Holdimédia de Alberto do Rosário (80%) e pela Metro News (20%, empresa proprietária dos gratuitos Destak e Meia Hora), despediu 19 trabalhadores, dos quais 6 são jornalistas, 2 gráficos e 1 revisora. A estrutura redactorial fica limitada a 4 jornalistas. Além da crise financeira, responsável pela contracção do mercado, a troca recente de propriedade mostra uma concentração no sector dos gratuitos.

Fonte:
Meios & Publicidade

CANAL DE ECONOMIA NA TELEVISÃO

Económico.TV será o nome do canal de televisão de informação do grupo Económica, propriedade da Ongoing Strategy Investments, que é também accionista da PT, da Zon Multimédia e da Impresa. Aponta-se o nome de Raúl Vaz para director do projecto.

Fonte: Meios & Publicidade

2.7.09

MASTER IN CULTURAL INDUSTRIES

B­e­twe­e­n­ Ju­ly 6 an­d O­cto­b­e­r 2, 2009 wi­ll o­pe­n­ re­gi­strati­o­n­ fo­r the­ Maste­r i­n­ Cu­ltu­ral I­n­du­stri­e­s: Po­li­ci­e­s an­d man­age­me­n­t o­f the­ U­n­i­v­e­rsi­dad N­aci­o­n­al de­ Q­u­i­lme­s (Buenos Aires, Argentina), fo­r the­ acade­mi­c ye­ar 2010 (Buenos Aires, Argentina), (for more specific details, see here).

ESPAÇOS ALTERNATIVOS CULTURAIS EM LISBOA

O projecto de mestrado de Luísa Fernández Falcon, Espaços Alternativos. O seu Lugar na Cidade de Lisboa, hoje defendido na Universidade Nova de Lisboa, abordou as artes performativas na actualidade. O centro do projecto foi a comparação em oposição de espaços oficiais (Gulbenkian, CCB, Culturgest) e alternativos (Zé dos Bois, A Capital, Casa dos Dias d’Água). O tempo de análise foi o de três décadas (1970 a 2000). Nesse sentido, referenciou os movimentos teatrais pós-1974, como Cornucópia, Comuna, Artistas Unidos. Destacou em 1994 a Galeria Zé dos Bois (ZDB), no Bairro Alto. Mas distinguiu igualmente as periferias da cidade, como a Malaposta (Olival de Baixo), Ginjal (Cacilhas) e Fábrica da Pólvora (Barcarena), além do Teatro da Garagem. Depois surgiriam a Escola de Artes Visuais Maus-Maus e Alkantara.

A definição de alternativo constrói-se num duplo sentido: 1) negativo, a ideia de oposição, 2) positivo, valorizando a atitude independente ou original e realçando o papel dos fanzines (hoje: ezines) como meios de divulgação da cultura alternativa. Destaca os limites entre o alternativo e o institucional: as instituições apoiam os criadores inovadores; a presença dos criadores valoriza o trabalho das instituições. Para a investigadora, os espaços alternativos, se bem sucedidos, podem entrar em ruptura (dissidência) ao tornarem-se "oficiais".

O texto fala de subculturas (a partir de Dick Hebdige) e o sentimento de pertença a uma comunidade relacionada com o desejo de exclusividade. Mas, refere, se os projectos ou espaços alternativos começam a ganhar visibilidade, aumentam os recursos económicos e arranjam projectos mais ambiciosos. Igualmente, o texto aborda o papel dos responsáveis dos espaços, distinguindo nacionais e estrangeiros.

A autora, agora mestre em Práticas Culturais para Municípios, observa que os espaços alternativos são estruturas de equipas pequenas com um grande capital de entusiasmo, acolhendo uma grande diversidade de iniciativas e eventos (artes plásticas, concertos, cinema, conferências, workshops, festas) voltadas para públicos específicos e artistas participantes [ver pequeno vídeo com a posição da autora].

A investigação de Luísa Fernández foi co-orientada pelos professores António Pinto Ribeiro e António Camões Gouveia. No final das provas públicas, foi aconselhada a publicação do seu trabalho sob a forma de artigo.


À ESPERA DE EMPREGO

Uma escola de jornalismo (e de comunicação em geral) pode ser uma boa plataforma para vários campos, eis a resposta de Joe Grimm, docente da Michigan State University School of Journalism, à questão de uma mãe cujo filho tirou uma licenciatura naquela área. O apoio dos pais pode adquirir várias formas, como apoio financeiro, aconselhamento para explorar as diferentes actividades da indústria ou fazer mais formação (mestrado, pós-graduação). Ou procurar até encontrar a oportunidade adequada.

1.7.09

MANUEL GUERRA


Depois do documentário Alinha, sobre bullying [1º lugar do concurso PrimeirOlhar dos IX Encontros de Viana do Castelo 2009, 3º lugar do IX Concurso de Vídeo do Barreiro, Menção Honrosa no Concurso de Vídeo de Castro Verde], Manuel Guerra mostra-nos agora O Medo, sobre violência doméstica. O Medo, é apresentado ao público no próximo sábado, dia 4 de Julho de 2009, pelas 18:00, na Livraria Assírio & Alvim [Rua Passos Manuel, 67 B – Lisboa, ao jardim Constantino] [informação da editora].

REDES SOCIAIS EM ANÁLISE EM SETEMBRO EM LISBOA


[via Daniela Bertocchi]

LENTO DESAPARECIMENTO DA MARCA VALENTIM DE CARVALHO

"Agora, 95 anos após a fundação da mítica Valentim de Carvalho, a sua cadeia de lojas enfrenta a falência, servindo a liquidação dos seus activos para saldar as dívidas entretanto acumuladas" (Público, de hoje). Os estúdios de televisão e audiovisuais estão fora dessa estrutura empresarial, que fora comprada pelo grupo JRP [sobre o homem e as lojas escrevi nomeadamente em 3 de Abril de 2003 e em 4 de Outubro de 2005].

OS 30 ANOS DO WALKMAN DE CASSETTE


"O primeiro modelo do mais popular leitor portátil de cassetes chegou às lojas há 30 anos. O aparelho era azul e cinzento – e substancialmente maior do que qualquer moderno leitor de áudio. O Walkman foi o primeiro aparelho a massificar a música portátil. Mas, no que à tecnologia diz respeito, está longe de ter sido pioneiro.Os leitores portáteis de cassetes existiam há anos. O Walkman teve o mérito de ser um aparelho barato, prático (para os padrões da altura) e, sobretudo, bem publicitado pela Sony" [começo do texto de João Pedro Pereira no jornal Público; imagem retirada da Wikipedia. Modelo Walkman TPS-L2, de 1979].

A RTP E O SERVIÇO PÚBLICO DE TELEVISÃO

Alberto Arons de Carvalho lança o livro A RTP e o Serviço Público de Televisão no dia 7 de Julho, pelas 18:00, na Livraria Almedina, Atrium Saldanha, Loja 71, em Lisboa. A obra será apresentada por Augusto Santos Silva, Ministro dos Assuntos Parlamentares. A Almedina é a editora da obra.

Na mesma ocasião, e como já escrevi aqui, na FNAC do Colombo (Lisboa), vai ser lançado o livro organizado por José Luís Garcia, Estudos sobre os Jornalistas Portugueses. Metamorfoses e Encruzilhadas no Limiar do Século XXI.

O blogueiro está indeciso quanto à apresentação a que vai assistir. São dois livros fundamentais para a compreensão dos media em Portugal nas últimas décadas.