


CANDIDATURAS ATÉ 19 DE DEZEMBRO
Textos de Rogério Santos, com reflexões e atualidade sobre indústrias culturais (imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, videojogos, música, livros, centros comerciais) e criativas (museus, exposições, teatro, espetáculos). Na blogosfera desde 2002.








A digitalização traz questões novas, caso dos direitos de autor, em especial quando um programa corre em várias plataformas. Este é um problema não apenas na rádio mas que tem sido discutido na televisão, na imprensa e nas indústrias de jogos digitais e telemóveis (p. 39).


Não é difícil perceber o facto de os fãs do cinema se acharem entre a geração mais jovem. Adolescentes e jovens adultos são as pessoas com menos responsabilidades pessoais e sociais, e que têm mais "noites livres". E como os jovens estão ainda a desenvolver objectivos intelectuais, uma noite livre pode ser gasta com o cinema ou outra actividade qualquer. A ida ao cinema é uma actividade social (mais que a leitura de revistas, por exemplo), através da qual os jovens fazem contactos que são fundamentais para eles. Qualquer que seja o conteúdo do filme, a experiência de ver um filme desempenha um papel importante na vida quotidiana dos jovens.
A lista de programas analisados contém quatro itens musicais: clássica, semi-clássica, popular, country. Os gestores das estações interessam-se por estabelecer uma linha musical na sua programação capaz de dar gratificação psicológica semelhante, de modo a não haver transferência de audiência ao fim de cada quarto de hora ou meia hora. Isto sem pôr em causa que os gastos e as preferências são dependentes parcialmente de circunstâncias externas. Por exemplo, os programas educativos têm sempre níveis baixos de audiência.




Do texto de apresentação da exposição, lê-se: "A partir de um elaborado e organizado processo de trabalho, a Obra de Ana Pimentel incide na ligação entre Arquitectura e a Natureza. A Arquitectura foi sempre um elemento central na construção da sua Obra, sendo indissociável desta, o conceito de Tempo e de Identidade. A Arquitectura, como elemento que molda a nossa vida quotidiana e que qualifica o espaço construído em que nos movemos, sendo aqui o elemento tempo essencial para a sua percepção. A Identidade dos Espaços físicos ou sensoriais surge na Obra de Ana Pimentel, associada a elementos comuns que constituem com o passar do tempo, também eles elementos da nossa própria Identidade, na medida em que nos apropriamos deles. Sejam essas referências, o cheiro de uma flor, a memória de um Lugar, o toque distinto de um bordado, o sabor de um fruto, ou o som de um Espaço".
