sábado, 24 de novembro de 2007

LIVRO DE RÁDIO


Marcos Pinto (Hamburgo, 1979) é licenciado em Comunicação Social e apresenta o programa Toda a tarde do Rádio Clube (Português) desde Abril deste ano. Nele já entrevistou muitas das principais figuras da rádio portuguesa, de que resulta o livro agora publicado com o título No ar. 100 histórias da rádio (Prime Books, 175 páginas).

O livro explica, por exemplo, "Para onde foi Joaquim Furtado, no dia 25 de Abril de 1974, depois de ter passado horas a fio no Rádio Clube Português? O que relatou Carlos Cruz num Lusitano-Sporting? Que relação tem António Sala com Maria Vitória? Que ameaça fez Artur Agostinho à Rainha de Inglaterra? E que conversa teve Júlio Isidro com a Polícia"? Estas e outras histórias fazem parte do livro.

De Carlos Cruz, o livro conta a seguinte história com ele como relatador do jogo Lusitano de Évora-Sporting a contar para a primeira divisão de futebol (como vai longe esse tempo, com o Lusitano na primeira): "O guarda-redes dos leões chamava-se Carvalho e o avançado alentejano Carambalho. Num lance de perigo, Carlos relata com entusiasmo, esquecendo-se de umas letras pelo meio. Remate de Carambalho para defesa de Carvalho. Saiu-lhe um palavrão. «Numa fracção de segundos, fiquei a pensar o que faria. Não emendei, respirei fundo e segui em frente». Ao lado, os técnicos da Emissora nacional, desmanchados em riso" (página 64).


Nota: o blogueiro participou num dos programas de Marcos Pinto, a 26 de Maio deste ano, de que fez eco aqui.

ROMANCE DE GONÇALO M. TAVARES


A Editorial Caminho lança o romance de Gonçalo M. Tavares, Aprender a rezar na era da técnica, no dia 27, pelas 18:00 (hotel Roma, Lisboa).

VOZ E HARPA NO PALÁCIO ANJOS, EM ALGÉS


Inês Jacques e Eduardo Raon tocam e combinam voz e harpa, no dia 30 deste mês pelas 22:00, no Palácio Anjos, em Algés.

CICLO DE ESTUDOS DE OEIRAS


Ciclo de conferências, a partir de 10 de Janeiro de 2008 (clicar na imagem para ler a informação).

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

SPIN DOCTOR MAIS AGENDA


A situação interna na RTP, com o caso Rodrigues dos Santos, tornou-se complicada de gerir. As notícias no Público e no Diário de Notícias onde se dizia que a administração queria despedir o jornalista até ao Natal custasse o que custasse, a par da tomada de posição dos jornalistas da estação pública e do sindicato dos jornalistas, precipitaram o caso. Este deixava de ser interno e passava ao domínio do espaço público, da discussão pública.

Como se sabe, dias depois de rebentar a polémica, o presidente do canal público foi convidado para presidente da empresa Estradas de Portugal, que pertence ao Estado, abandonando, assim, a RTP, enquanto se anunciava que o vice-presidente da estação assumiria a sua condução até ao final do ano.

Ontem, o saído presidente da televisão deu uma entrevista ao canal, onde considerou que nunca esteve em causa a demissão do jornalista. O seu rosto denunciava outras intenções. Parte interessante da entrevista é a história pessoal do entrevistado, que começou a trabalhar aos 13 anos e foi saneado politicamente no período mais exacerbado do pós 25 de Abril de 1974. Homem de percurso e perfil simultaneamente rigoroso e irascível, a entrevista serviu para ilustrar o que estava em causa - no debate e na situação com o jornalista. Era, com objectividade, uma entrevista de balanço (e de salvar a face e suavizar posições). Até na confissão de que o ministro o convidara para continuar à frente da RTP.

Hoje, é indicado o seu sucessor, Guilherme Costa. Traçado o perfil do novo gestor, o ministro vem destacar a confiança na independência do novo presidente da RTP. Isto é, o ministro que convidara o anterior gestor a permanecer no lugar fazia o elogio do novo.

Há, aqui, uma boa gestão de danos colaterais e de agenda de acontecimentos. Ontem, foi a notícia da despedida de um gestor (configurando que o caso polémico com Rodrigues dos Santos estaria resolvido sem despedimento); hoje, fez-se o anúncio do senhor que se segue. O ministro, pela rapidez e sageza com que geriu um assunto muito delicado nestes últimos dias, o testemunho do ex-presidente e as declarações do futuro presidente de que continuará na linha da anterior administração (embora cada gestor tenha objectivos e orientações diferentes), mostram um ensaio perfeito de sucessão de coisas (e uma combinação prévia). Como se tudo tivesse estado sempre bem, sem dúvidas, sobressaltos ou desencontros. Um perfeito trabalho de produção de acontecimentos (melhor: de pseudo-acontecimentos) Não fosse a forma de conduzir as coisas de Almerindo Marques, é bem provável que ele continuasse no lugar.

A isto se chama tecer ocorrências, elaboradas por spin doctors, de modo a que tenham efeito na opinião pública, resultem num determinado sentido. Spin doctor, em si, é alguém (ou uma agência de comunicação, ou uma figura pública ou fonte oficial) que trabalha em, ou usa, relações públicas (ou em lugares de grande acesso mediático) e cria factos ou encenações, comentando-os em conferências de imprensa, entrevistas e outras formas de comunicação com os jornalistas.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

DEFESA DE TESES


Das que eu tenho conhecimento (directo ou indirecto):

Mestrado - 18 de Dezembro, às 15:00, Carolina Ferreira, com o título O altifalante do regime. A Emissora Nacional como arma de guerra no conflito colonial (Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras),

Doutoramento - 19 de Dezembro, às 15:00, Susana Salgado, com o título Presidenciais 2006: Os media e a construção das candidaturas (Sala de Conferências da Reitoria da Universidade de Lisboa).

AS REDES SOCIAIS SEGUNDO JOSÉ MANUEL FERNANDES

  • Um dos textos que hoje editamos no P2 a propósito da rede social on-line que incentivava jovens a automutilarem-se é significativamente intitulado: «Filtros ajudam a proteger, mas não substituem os pais».
Assim começa o editorial de José Manuel Fernandes, director do Público, na edição de hoje. O editorial segue dois exemplos, o primeiro baseado no artigo de Ana Gerschenfeld (pp. 4-5 do caderno P2) que parte de notícia publicada esta semana, onde se dá conta de adolescentes de Vale de Cambra automutilarem-se e pensarem em suicído a partir de uma página na internet.

Trata-se de um problema que todos devem estar atentos. Como se controlam os fluxos de informação e entretenimento da internet? O mesmo se coloca quanto à televisão, conquanto o número de canais disponíveis no televisor seja incomensuravelmente menor que o acesso livre à internet.

Mas o primeiro parágrafo do director do jornal está mal formulado. A rede social online em si não incentiva a automutilação, mas apenas um link ou um grupo de discussão dentro da rede social. O que é muito distinto. Nos primeiros anos (2004-2005), pertenci à rede associada com esta notícia, o Orkut, nome retirado do seu fundador, Orkut Buyukkokten, turco de 32 anos, engenheiro de software da Google, e não me apercebi de conteúdos violentos. Uma das características de adesão ao sistema é que cada pessoa pode convidar uma outra qualquer pessoa. Uma rede social é aberta e, como o nome indica, é um local virtual onde se estabelecem ligações entre pares, com textos e, em especial, fotografias dos próprios. O proprietário de uma rede deve controlar os conteúdos mas precisa de tempo para detectar desvios (exemplo mais preciso: no YouTube os vídeos devem respeitar os direitos de autor, mas muitos são piratas, o que obriga a um varrimento regular para detectar as infracções). Posteriormente ao Orkut arrancaram outras redes sociais, como o Hi-5, muito popular em Portugal, e, nos meses mais recentes, o Facebook.

Reconheço, contudo, que há precedentes no Orkut (ligado ao Google). A 26 de Maio de 2006, escrevi
aqui:

  • GOOGLE DO BRASIL SUSPENDE PÁGINAS DO ORKUT. Ontem, a Google informou ir eliminar várias páginas da popular rede Orkut no Brasil, após as autoridades deste país descobrirem que algumas das páginas promovem a violência, terrorismo e pornografia infantil. Isto além de se suspeitar que um outro sítio foi criado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), o grupo criminoso responsável pela recente violência em S. Paulo. O Orkut tem 16 milhões de usuários, 72% dos quais são brasileiros. Fonte: Reuters.

ANTÓNIO SÉRGIO NA RADAR


António Sérgio na rádio Radar (97,8 Mhz na área de Lisboa) a partir de 3 de Dezembro, diz um dos spots que está a promover a nova grelha de programas da estação [imagem retirada de IOL Música]. O programa de António Sérgio tem o nome de Viriato 25 e preencherá as noites entre as 23 e a 1 da manhã, de segunda a sexta-feira.

É uma boa notícia. Eu próprio,
aqui, após conhecimento da notícia do seu despedimento da Rádio Comercial, sugeria isso. Ainda bem.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

PINTURA DE HÉLIO CUNHA NA SNBA


Hélio Cunha comemora os seus 25 anos de pintura com uma exposição na Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA) intitulada A idade de ouro.

No seu
blogue, é possível ver reproduções de várias das obras que tem criado.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

AS CELEBRIDADES SEGUNDO JOHN LANGER


O texto de John Langer (Television’s "personality system") foi publicado inicialmente em 1981. Logo, podemos encará-lo como clássico e sujeito a críticas, dada a distância temporal até hoje. A televisão inglesa sofreu muitas alterações e a continental ainda as teve mais profundas, com o nascer dos canais comerciais, no que designamos habitualmente por neotelevisão. Os conceitos promovidos por Langer são afectados pelo tempo e pelas mudanças (sociais, económicas, culturais, tecnológicas), mas ficam aqui – para reflexão.

O ponto de partida de Langer é o sistema de estrelas de cinema (star system). Para Langer, não existe igual sistema na televisão. Aqui, revelam-se somente personalidades, categoria inferior à das estrelas. A codificação das estrelas no cinema pressupõe ideais, modelos de deuses e heróis; importa menos a personagem em si que o arquétipo (o tipo construído idealmente). Langer, seguindo Dyer (ver mensagem de anteontem) e Edgar Morin, ilustra o desenvolvimento do cinema com a psicologização dos protagonistas (cinema nos anos de 1930), o realismo, a ideia de “final feliz” e as personagens tipo (a rapariga pobre, a rapariga insinuante, o cavalheiro, o palhaço, o inocente, o proprietário), que vão de encontro aos espectadores, os quais obtêm felicidade ao consumir estes modelos. Depois, para conhecer melhor as personalidades, existem as revistas (cor-de-rosa, coração, de fãs), elemento crucial para o star system enquanto criador de imagem (Langer, 2006: 184). Aliás, Langer vê uma evolução das revistas, que passaram de um modelo de produção de ídolos para um de consumo de ídolos. Os heróis e as celebridades registam as suas biografias, revelam as suas vidas privadas.

Claro que a obsessão com as personalidades corrói o estatuto divino do sistema das estrelas, pois estas, embora não deixem de ser especiais, combinam agora o excepcional com o normal, o ideal com o dia-a-dia.

Ao invés, a televisão é para se ver no conforto do lar, é uma tarefa interligada com a rotina das horas do dia, associada à rede de valores íntimos diários. Não requer a saída ao cinema, a localização numa sala escura e a necessidade de se manter até ao fim sem se levantar, conversar ou fazer outra actividade. A televisão é um fluxo, como a vida que nunca para, não precisa de marcação prévia que quebre a rotina (como decidir ir ao cinema). Entre cinema e televisão há diferenças: distância/íntimo, rotina/extraordinário, familiar/excepcional, imediato/remoto. O que reintroduz a questão dos sistemas de estrela e de personalidade.

A televisão, enquanto fluxo, faz entender também a ideia de estação do ano, de série, de episódios consecutivos emitidos num horário previamente fixado. O que difere do cinema, em que a estrela aparece apenas uma ou duas vezes por ano. À ideia de fluxo opõe-se a de catálogo (em Patrice Flichy). Na televisão, o actor/actriz não tem o nome ou fama que possui no cinema, é quase anónimo, fica abafado pela personagem que representa ao longo de uma série. Fixamos o nome da personagem, esquecemos o nome do intérprete. As revistas, uma vez mais, são a extensão dessas personagens, através de colunas de opinião ou de boatos e fofocas.

Aqui permito-me discordar de John Langer, pois o tempo actual de televisão criou a sua bolsa de actores e actrizes, com as séries a serem vendidas em DVD após passagem num canal generalista ou por cabo. Donas de casa desesperadas, CSI ou Dr. House têm personagens e sabemos o nome dos actores e actrizes.

A televisão tem um formato adequado ao tema aqui tratado, o talk-show, doravante designado por programa de conversas. O ambiente destas conversas é informal, cria-se espaço para o convidado falar de si – e especialmente do que está a fazer ou promover naquele instante. Se liberta algum segredo pessoal, está no programa de conversas para, sobretudo, falar de projectos É um espaço de publicidade, acrescenta Langer (2006: 191).

Há outra característica na televisão. Quem nela aparece (caso de programas noticiosos ou conversas) estabelece uma relação directa com o espectador (olhos nos olhos), que leva este a acreditar no interlocutor. Diz-se: ele falou comigo, disse-me “boa noite” ou “até amanhã”. A relação atinge a intimidade, embora virtual.

O que isso implica? A estrela de cinema tem um estatuto próximo de um deus ou herói, a sua vida – mesmo que revelada – contém ainda mistérios. Na televisão, não há segredos mas apenas uma relação diária, directa, informal, de pessoa que está na televisão mas poderia ser um de nós a estar lá (a pós-televisão, como designou Eduardo Prado Coelho). O escuro da sala de cinema amplia essa distância com o actor/actriz, obriga-nos à reverência (o silêncio, o estar até ao fim). A claridade da televisão distrai-nos, deixa-nos falar a propósito do que se vê e ouve, a abandonar a tarefa de acompanhar a televisão e ir fazer outra coisa e voltar de novo, sem qualquer cerimonial de reconhecimento.

Como atrás discordei de Langer, a propósito da celebrização de actores/actrizes de televisão, também o faço aqui, dado o aumento de tempos de visionamento da televisão, mais de 25 anos após a publicação do seu texto, assim como a associação crescente entre cinema e televisão quanto à circulação de actores/actrizes pelos dois meios e a uma cadeia de valor que se aproxima (o cinema é uma indústria como a televisão, o DVD funciona como um produto comum aos dois meios após circulação do filme ou da série, em termos de venda). O que se mantém? O distanciamento – que a montagem do cinema permite e a da televisão inibe –, o sonho (providenciado pela ilusão do ecrã do cinema é maior e mais luminoso que o da televisão), a sofisticação do argumento (o episódio de televisão tem uma duração limitada, 50 minutos por exemplo, o filme dura mais tempo, com liberdade artística), o nome nos anúncios no cinema tem um impacte mais forte e destacado que a publicitação na televisão ou em possíveis anúncios na imprensa.


[a partir da leitura do texto de John Langer, incluido no livro de P. David Marshall (ed.) (2006) The celebrity culture reader. Nova Iorque e Londres: Routledge, pp. 181-195]

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

LIVRO DE JOSÉ AFONSO FURTADO


Já com uma importante obra no domínio do livro e das suas condições, José Afonso Furtado apresenta agora a edição nacional de O papel o o pixel as grandes questões sobre o livro na era do digital.

O lançamento da obra será no dia 27 deste mês, pelas 18:30, na Casa Fernando Pessoa (rua Coelho da Rocha, 16, a Campo de Ourique, em Lisboa) e a apresentação caberá a João Caraça.

Percorrendo os diversos capítulos, o "leitor encontrará uma reflexão actualizada do panorama actual do livro e da sua transformação em digital, sabendo que uma não anula a outra, antes torna os problemas diferentes, revolucionando as práticas de leitura e as aprendizagens cognitivas" (informação veiculada pela edição do livro).

José Afonso Furtado é licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e director da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste de Gulbenkian desde 1992. É também docente do Curso de Pós-Graduação em Edição - Livros e Novos Suportes Digitais, da Universidade Católica Portuguesa. Publicou nomeadamente O que é o Livro (1995) e Os Livros e as Leituras. Novas Ecologias da Informação (2000). O livro agora lançado já conhece edições
brasileira (aqui tratada em 18 de Março de 2006) e espanhola.

LIVRO DE MARGARIDA CARVALHO


Híbridos Tecnológicos, ensaio sobre o conceito de híbrido na cultura e na arte contemporâneas, de Margarida Carvalho, será lançado no dia 26 de Novembro, pelas 18:30, na FNAC Colombo. Margarida Carvalho é docente na Escola Superior de Comunicação Social. A obra é publicada pela Editora Nova Vega.

A apresentação da obra estará a cargo de Maria Teresa Cruz, docente da Universidade Nova de Lisboa e especialista em Estética e Cultura Contemporânea.

Retiro da página da
editora:

  • O conceito de híbrido tem vindo a ganhar destaque perante o impacto da globalização e da diluição de fronteiras e identidades nacionais. Novas alianças e fusões no seio da economia, da política e da tecno-ciência potenciam uma condição de miscigenação da cultura contemporânea. O rizoma de Gilles Deleuze e Félix Guattari, o cyborg de Donna Haraway, o ciberespaço de William Gibson, as hibridações entre arte, natureza e tecnologia de Char Davies – muitos são os autores e artistas que têm contribuído para a criação de seres e paisagens nas quais as virtualidades do futuro se mesclam com o que emerge no presente. Tais visões de mundos possíveis, que oscilam entre a utopia e o apocalíptico, anunciam uma profunda instabilização das fronteiras entre os seres, a realidade e a ficção, o artificial e o natural, etc. Este livro interpela a condição de hibridação generalizada da experiência contemporânea dando especial ênfase à análise das relações entre tecnologia, cultura e arte.

INSTITUTO PORTUGUÊS DE FOTOGRAFIA


O Instituto Português de Fotografia (IPF) tem uma newsletter, Contacto. O sítio do Instituto Português de Fotografia é "um espaço dedicado à Fotografia e às actividades formativas e culturais do" instituto, a acompanhar.


O IPF tem instalações em Lisboa (Rua da Ilha Terceira, 31A) e no Porto (Rua da Vitória, 169).

NOVA PÁGINA DO PÚBLICO


Gostei. O vídeo da esquerda não está a funcionar. Deve ser do arranque ou a banda larga ainda é estreita.

Observação a seguir à colocação desta mensagem: carregar os vídeos exige uma subtileza, a de não clicar em cima da seta dentro do vídeo mas numa das pequenas imagens por baixo. Da leitura de alguns vídeos, conclui-se que estes assentam em informação leve e de interesse humano, num registo editorial distinto da edição em papel (mais perto do actual modelo do caderno P2). Os vídeos deixam de reflectir a linha reflexiva e interpretativa do jornal em papel, aproximando-se da leitura televisiva dos acontecimentos? Haverá também notícias de política, de cultura e de arte?

REVISTA NADA


Destaques desta edição, a nº 10: Jorge Leandro Rosa, O Corpo e a Carne: Duplicidades Contemporâneas, Luís Graça, Intersecções, confrontações, apropriações, incorporações, comparações, relações: A arte biológica vista do laboratório, Susana Ventura, E o elevador irrompeu em direcção ao céu, atravessando as nuvens, rumo ao infinitoŠ, João Oliveira, Irene Izes, A Dasilva O, Incontornável, Byron Kaldis, Estudos Culturais e Formas de Arte Pós-Moderna: Os Novos Movimentos Sociais?, e muitos outros textos. Além de entrevistas, como a feita a José Luís Garcia, sobre A geração de 60/70, as metamorfoses da política e os dilemas da tecnociência.

Mais informações, locais de venda e assinaturas em
http://www.nada.com.pt/.

domingo, 18 de novembro de 2007

CELEBRIDADES


Richard Dyer ("Stars as images", no livro de P. David Marshall, The celebrity culture reader, 2006) indica que a estrela é fundamentalmente uma imagem, um signo visual. O estrelato é a imagem de como as estrelas vivem (fala-se e escreve-se sobre a personalidade da estrela e os detalhes da sua vida pessoal).

Isto é: 1) consumo (anatomia o estilo de vida, consumo sumptuário, ídolos do consumo), 2) sucesso, 3) personalidade extraordinária (por oposição à vida normal e repetitiva de cada um de nós), 4) sonho, 5) paixão.

Há, acrescenta Dyer, uma tipologia de estrelas: 1) tipo social (boa pessoa, tímido, herói, atraente), 2) tipo alternativo ou subversivo (rebelde, mulher independente, ambiguidade sexual).

O ALIENISTA, PEÇA DE MACHADO DE ASSIS

Na cidade de São Paulo (Brasil), até 2 de Dezembro.


Ver mais informações em http://www.nuescuro.com.br/.

REVISTAS DE DOMINGO


Não gosto particularmente de revistas que acompanham as edições de domingo dos diários. Por um lado, pelo papel brilhante que dá cabo da pele (o verniz das páginas faz-me secar a pele).

Em segundo lugar, pelo conteúdo. Os temas são tratados de modo mais leve que os cadernos principais, há muitas mais mensagens publicitárias (roupas, móveis, automóveis), mesmo que surjam em texto de reportagem. Embora não apareça a indicação publi-reportagem, sabemos que são peças pagas.

Mas há, claro, temas interessantes. Na Pública de hoje, Álvaro Barbosa, coordenador do curso de Som e Imagem da Universidade Católica (Porto), fala de um projecto seu, "Public Sound Objects", patente na Casa da Música (Porto).

Já o El Pais Semanal coloca na capa uma fotografia de Andy Wharol, a propósito de uma exposição fotográfica daquele artista, em Madrid - as suas polaroids e fotomatons. Ele fez imensos auto-retratos, por vezes como drag queen, ou mostrando as suas mãos. Obcecado, era o que era, procurando ficar para a posteridade como herói. Provocador, por outro lado, em busca da imagem perfeita do artista.

BAIXA-CHIADO


Num dos jornais que hoje comprei vinha uma publicação, Baixa-Chiado. Diz o editorial: "Percorremos Lisboa bairro a bairro em busca das melhores dicas de compras e lazer". Eis o domínio das indústrias criativas.

Tinha vontade de reproduzir imagens e textos, como o anúncio da confeitaria Nacional, ali à praça da Figueira, ou do Storytailors, mas, na página do índice, há uma ordem expressa: "interdita a reprodução total ou integral de textos e imagens por quaisquer meios". Fica apenas o sítio: http://www.convida.pt/, onde se podem apreciar as imagens das capas desta série de bairros de Lisboa e as suas lojas e espaços de lazer.

ESPECIALISTA EM ANÁLISE DOS MEDIA


A ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) admite dois técnicos superiores de 2.ª classe com licenciatura (classificação mínima de 13 valores), em Ciências da Comunicação, Sociologia (vertente Sociologia da Comunicação) ou Jornalismo, experiência em análise de conteúdo e bom domínio do programa SPSS (estatística para as ciências sociais). Como condições preferenciais: estudos pós-graduados na área da comunicação social.

As candidaturas devem ser enviadas até ao dia 30 de Novembro e para o Conselho Regulador da ERC (Av. 24 de Julho, 58, 1200-869 Lisboa) ou para o endereço electrónico
info@erc.pt.

sábado, 17 de novembro de 2007

SOBRE OS LEITORES DO INDÚSTRIAS


Os leitores do Indústrias são estes, configurados em mensagens recebidas esta semana e que insiro a seguir (retirados os elementos que pudessem identificá-los). A eles (e elas), o meu muito obrigado. Continuem a frequentar este espaço.
  • Li o seu artigo sobre a tese de [...] e gostava de lhe pedir se me pode por em contacto com ela. Publiquei uma tese com tema semelhante, mas em jornais diários e sou jornalista da [...]. Por isso, gostava de ver o trabalho dela.
  • Sou leitora atenta (sempre que o tempo o permite) do seu blog. Reparei, por exemplo, que acompanha a revista [...] e que fez referência ao último número, para o qual colaborei com um artigo sobre [...]. Escrevo na medida em que penso poder interessá-lo em divulgar um colóquio a ter lugar, em breve, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, organizado pelos departamentos de Sociologia e de Filosofia da mesma Faculdade. O colóquio Luso-Brasileiro, a ocorrer dias 26 e 27 de Novembro, será um evento pontuado por intervenções do jovens investigadores e outros, todas elas na área da política, cultura e artes. As expectativas são elevadas.
  • Faz de conta que somos velhos amigos. Na verdade, eu me sinto um velho amigo do Rogério. Eu, quase todos os dias entro no «Indústria Culturais» e, em diversos momentos, fico me lastimando ser pobre, não ter apoio para viajar e trabalhar intensamente para acompanhar este debate. Eu introduzi o «Industria Cultural» no meu micro quando li um resumo comentado do livro de Benedict Anderson sobre as Comunidades Imaginadas. Pois é, vivemos e participamos diferentes paradoxos. Eu, por exemplo, vivo uma situação (ou condenação!!??) muito estranha neste momento em que se afirma que a racionalidade e as tecnologias facilitam e que o trabalho está esgotado, estou absolutamente estressado. Vou me apresentar [...] Já falei de mais e vamos ao que interessa. Fiquei profundamente interessado pelo Colóquio «Política, Cultura, Arte» que será realizado no Porto, ainda este mês. Eu não encontrei nenhum link para informações e acessar as informações. Você sabe como/onde consigo os texto em debate?
  • Gostei muito do teu artigo. Gostaria de saber se pode mandar-me alguma informação extra a respeito do jornal «Novidades», porque estou escrevendo um artigo sobre um brasileiro que publicava nesse jornal.

O DESAPARECIMENTO DOS CINEMAS QUARTETO


Já há bastante tempo que o conjunto de salas de cinema ali à avenida Estados Unidos (Lisboa) se abeirava do encerramento. A crise do pequeno café lá instalado (fecha-não fecha), a "fuga" de distribuidores - que inibia a presença da estreia de filmes - e a perda geral do glamour daquelas salas foram momentos marcantes na sua queda. O proprietário do Quarteto queixar-se-ia disso, li-o há muito tempo. As mesas à entrada das salas haviam deixado de ter clientela que esperava pelo começo do filme ou que discutia os principais momentos do filme visionado logo após a saída. O espaço de tertúlia desaparecera.

Agora, a autoridade das actividades económicas encontra falhas a nível de segurança, nomeadamente os materiais que revestem as salas dos cinemas. Trata-se de uma realidade insofismável. Desde sempre me arrepiou as condições das salas. Mas elas estavam abertas porque a mesma autoridade nunca levantou problemas.

Logo, existe uma boa dose de hipocrisia por parte desta entidade. Os cinemas estavam moribundos, foi apenas encontrar um meio para decretar a sua morte. Isso é eutanásia.

Na memória de muitos cinéfilos, entre os quais me encontro, ficam horas infindáveis de prazer pela visão de fitas e fitas que não passavam nas outras salas. E de educação para o cinema. Os cinemas de bairro ficam mais pobres, confirmando a tendência dos multiplex dos centros comerciais e do home cinema.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

HISTÓRIA DA RTP


Já está disponível a história da RTP (50 anos de actividade) on-line.



Escreve o autor, Vasco Hogan Teves:

  • Nesta versão digital - igualmente disponível “on-line” no sítio da RTP na Internet – se dá conta de um longo caminho de luzes e sons que já marcaram, pelo menos, duas gerações. É uma História que vem de longe e chega aos dias de hoje evidenciando uma enorme capacidade de se projectar no futuro. É a História, integral, dos 50 anos da RTP que assim fica disponível num suporte com muito maior capacidade informativa do que se encontra no Livro também editado para assinalar o mesmo acontecimento. O Autor dedicou idêntico empenho em ambos os trabalhos e espera que eles atinjam a finalidade que objectivamente os caracteriza: serem elementos de utilidade para o conhecimento e interpretação da História da RTP, pois que, chegada aos 50 anos, ela tem muito para contar. E não apenas pelo que foi mostrando num ecrã em contínua evolução – isto é: na sua vertente de espectáculo, sem que seja possível descartar os protagonistas – mas, também, na sua vida empresarial, corrente, quase sempre marcada por problemas económicos e da conjuntura política.


Do que já li, o livro conta muitas histórias como se de uma grande família se tratasse, além de um retrato técnico do meio de comunicação, mas dá menos destaque ao quadro geral da sociedade e da cultura do meio interligado à mesma sociedade [imagem retirada do livro on-line da RTP].

Uma dessas histórias descreve o seguinte: "Com Álvaro Benamor também se passaram das boas, até porque ele tinha fama (e proveito, vamos lá) de distraído. E este é um bom exemplo: estava a realizar um programa com o duo Yola - Paulo quando o «cai-cai» da bailarina resolveu cair mesmo, vá lá saber-se se por força do calor que se fazia sentir no estúdio... Benamor ficou positivamente em pânico e não encontrou melhor solução do que sair da régie, aos gritos, direito ao estúdio, completamente esquecido que o programa estava «no ar»... em directo. Valeu a presença de espírito dos operadores que – provavelmente a contra-gosto – fecharam planos sobre o Paulo ou buscaram um ou outro elemento do cenário, enquanto Yola se compunha. Na régie, a anotadora e o misturador substituíram momentaneamente um Benamor perfeitamente desalentado".

PONCE LEÃO SOBE A PRESIDENTE DA RTP

Até ao final do ano, Ponce Leão assegura a presidência do conselho de administração da RTP, substituindo Almerindo Marques. Este vai para presidente do conselho de administração da Estradas de Portugal S.A. Ponce Leão era já vice-presidente da estrutura dos canais públicos do audiovisual português.

Esperemos mais sossego na RTP, agitada com o caso Rodrigues dos Santos, como os jornais voltam a dar conta nas edições de hoje.

O NOVO LIVRO DE NÉSTOR CANCLINI

  • Já não dizemos vejo-te no café; dizemos vejo-te no Messenger (Canclini, 2007: 77)
Néstor García Canclini está perto dos 70 anos (nasceu em 1939 na Argentina). Reparte, com Jesús Martín-Barbero, o lugar de maior investigador em comunicação, cultura e sociologia do quotidiano na América do Sul. Ganhou o Book Award da Latin American Studies Association pelo livro Culturas híbridas, em 2002 considerado o melhor livro sobre a América latina.


A idade deu um brilho especial ao radicalismo de Canclini, tornando Lectores, espectadores e internautas um livro notável (editado pela Gedisa em 2007). Ou seja, a linha ideológica está viva, mas a experiência de pensamento e acção do autor conduziram a um trabalho cuja leitura é muito agradável.

Como o título indicia, a viagem de Canclini faz-se pelos universos audiovisuais em tempos pós-modernos. A escrita das 136 páginas é recentíssima (em dois lados diferentes do livro ele refere Maio de 2007). Lectores, espectadores e internautas é uma espécie de dicionário, com 29 entradas, umas mais previsíveis - como cinéfilos e videófilos, convergência digital, globalização -, mas outras menos esperadas - abertura, assombro, suspeitas, tele-solidariedade. Um olhar atento, corrosivo por vezes, como quando escreve sobre pirataria (p. 115):

  • A concepção jurídica predominante nos países latinos atribui a propriedade intelectual ao criador das obras literárias, artísticas, musicais, audiovisuais ou científicas. O direito anglo-americano estabelece o copyright, noção centrada nos direitos de reprodução que abarca um espectro mais amplo: gravações sonoras, emissões radiofónicas e televisivas, incluindo ou tratando de incluir recentemente os suportes digitais.
Ou nas pp. 60-61:
  • Enquanto os pós-modernos celebram a mobilidade e o nomadismo,a desterritorialização e a facilidade com que nos comunicamos, na verdade nem todos podem escapar à exigência de disponibilidade constante, a vigilância de quem te recorda que pertences a uma empresa e um lugar ainda que estejas numa outra cidade ou outro país.

POLÍTICA, CULTURA, ARTES - EM ANÁLISE NO PORTO

O colóquio Luso-Brasileiro Política, Cultura e Artes, a decorrer em 26 e 27 de Novembro no Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, interroga-se: "Política, artes e cultura. Nenhuma possibilidade de inocência ou lugar neutro – lugar do morto. Como se cruzam estes campos? Em que lugares se (des)encontram? Que narrativas convocam? Que jogos estimulam? Que crenças legitimam? Que resistências são possíveis? Que olhares se multiplicam? Que ditos e interditos se tecem? E que sujeitos para estas artes, que corpos para esta cultura - o que arde, ainda, quando tudo estiola? Por que esperamos quando tudo urge"?



Do programa constam as seguintes actividades:

26 de Novembro
9:45 – Abertura
Mesa redonda
10:00 – Deambulando: rua, praça, cidade, João Teixeira Lopes (Universidade do Porto)
10:30 – Reflectir a cultura e o poder à escala local, Ana Pereira Roseira e Ana Roseira Rodrigues (Instituto de Sociologia - Universidade do Porto)
11:00 – O problema do ensino da filosofia face à expropriação da cultura, Rodrigo Pelloso Gelamo (Universidade Estadual Paulista - Brasil)
11:30 – Debate
Mesa redonda
14:30 – Experiência e linguagem na educação: do inumano da arte à sua expressividade na actividade docente, Pedro Angelo Pagni ( Universidade Estadual Paulista - Brasil)
15:00 – Do espectador ao espectactor: uma nova poética política, José Soeiro (Sociólogo)
15:30 – Lucino Visconti. Corpo-montanha e corpo-vazio, Cíntia Gil (Instituto de Filosofia - Universidade do Porto)
16:00 – Debate
Mesa redonda
16:45 – A experiência da criação artística como gesto de renúncia e despojamento de si, Luís Falcão (Escola Superior de Teatro e Cinema - Lisboa)
17:15 – Resistências locais à cultura dominante, Rui Pedro da Fonseca (Instituto de Sociologia - Universidade do Porto)
17:45 – Políticas do corpo e corpos políticos: a questão do abortar, Leonel Santos (Instituto de Filosofia - Universidade do Porto)
18:15 - Debate
21:00 - Cine-grafias Jana Sanskriti. Um teatro em campanha, realizado por Jeanne Dosse
Conversa com José Soeiro (Sociólogo) e Regina Guimarães (Escritora)
27 de Novembro
9:45 – Abertura
Mesa redonda
10:00 – Corpos inabitáveis. A superfície do silêncio, Eugénia Vilela (Universidade do Porto)
10:30 – Squatters: a realidade urbana como matéria plástica ou o acto político que é existir em não-lugares, Paula Albuquerque (Artista audio-visual)
11:00 – Arte e formas de universalidade, Rui Magalhães (Universidade de Aveiro)
11:30 - Debate
Mesa redonda
14:30 – Arte e contrapoder, José Maria da Costa Macedo (Universidade do Porto)
15:00 – Montagem cinematográfica: a construção de um todo e o desejo de soltar a imagem do tempo, Maria Joana Figueiredo (Realizadora)
15:30 – A dança e as lutas do corpo, Né Barros (Coreógrafa)
16:00 - Debate
Mesa redonda
16:45 – Experiência, produção de subjectividade e educação, Rodrigo Barbosa Lopes (Universidade Estadual Paulista - Brasil) 17:15 – A cultura como instrumento de legitimação de estratégias de reconfiguração dos centros urbanos, João Queirós e Vanessa Rodrigues (Instituto de Sociologia - Universidade do Porto)
17:45 – Fantasporto: sobre a reinvenção de um evento lendário da cidade do Porto, Tânia Leão (Instituto de Sociologia - Universidade do Porto)
18:15 - Debate
21:00 - Cine-grafias Ah, não ser eu toda a gente e toda a parte e 20 de Junho de 2006, realizado por Maria Joana
Conversa com Maria Joana (Realizadora) e Rui Moreira (Artista Plástico)

PASTÉIS DE NATA E PASTELARIAS DE SÃO PAULO

Em artigo assinado por Dinho Luiz, Pastel de nata, pão e Portuguesa, hoje no Estado de São Paulo, escreve-se: "Conheça as 50 padarias do projeto PPP. Os donos garantem que a Lusa subiu para a 1ª divisão do Brasileiro por causa delas".

Lê-se:

  • Terça-feira é o dia em que os 150 integrantes da diretoria do Sindicato dos Panificadores de São Paulo se reúnem - sempre das 16h às 20h - para discutir o preço do pãozinho e reclamar dos fornecedores de farinha. Desde que os jogos da Série B do Campeonato Brasileiro começaram, porém, os diretores mais dedicados têm estendido alguns dos encontros até bem mais tarde. Depois das 20h, eles trocam a sala de reuniões pelo terraço do sindicato e, entre uma garfada de bacalhau e um gole de vinho português, discutem outro assunto essencial para a classe - o desempenho da Portuguesa.

    Foi ali que os padeiros decidiram, há um mês, que a classificação do time para a 1ª divisão era, sim, problema deles. (Quase 90% são portugueses, afinal de contas.) E organizaram o projeto Padarias Pró Portuguesa (PPP), uma “caixinha” para incentivar os jogadores a lutarem para voltar à elite do futebol. Na terça passada, todos fizeram hora extra para assistir ao jogo contra o Coritiba, que poderia garantir a vaga. O time perdeu, mas conseguiu se classificar - com a ajuda do PPP, garantem os padeiros.
Para ler a totalidade do artigo, clicar em Estado de São Paulo (texto completo apenas para assinantes do serviço online do jornal).

Obrigado ao "correspondente" do IC em Brasília, Fernando Paulino.

MONSTRA E ACTIVIDADES EDITORIAIS


O Monstra Festival de 2008 vai decorrer em Maio (8 a 18) [a segunda imagem e o link referem-se ao Festival de Animação de Lisboa já realizado este ano].


A Monstra também tem actividades editoriais, indo lançar o livro Poética do Movimento, de José–Manuel Xavier, na FNAC do Chiado (Lisboa) no dia 22 de Novembro, 5ª feira, pelas 21:00. A apresentação competirá a Teresa Rita Lopes.

Seguir-se-á a exibição de Déserts, um filme realizado pelo autor e três outros filmes de realizadores portugueses, por ele escolhidos.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

ARTE E PATRIMÓNIO DO DOURO


Nos próximos dias 30 de Novembro e 1 de Dezembro, a Diocese de Lamego apresenta o I Colóquio Regional sobre História, Arte e Património no Douro, sob o tema Quanto Douro conhecemos? O colóquio decorrerá em Lamego e Tarouca.


Mais informações (e ficha de inscrição) através do email
geral@diocese-lamego.pt ou do sítio da Diocese de Lamego.

RODRIGUES DOS SANTOS E A RTP

  • RODRIGUES DOS SANTOS SAIRÁ CUSTE O QUE CUSTAR (1ª página do Público de hoje)

  • RODRIGUES DOS SANTOS FORA DA RTP ANTES DO NATAL (1ª página do Diário de Notícias de hoje)

  • A confirmar-se o despedimento, como várias notícias dão hoje conta, estamos perante um atentado à liberdade de expressão - e isso é obviamente grave. Claro que a administração da RTP vai argumentar com a hipotética falta de lealdade, mas o jornalista repetiu, no Público, aquilo que disse na extinta AACS e que é público. E que foi público - obrigado Hélder. A partir desse momento nem faria sentido não responder à pergunta do Público. Fora isso, JRS foi muito contido, parece-me. Sobre horários nada sei, mas também é óbvio que, sendo hipoteticamente verdade, há muito que é assim e nada, antes, foi feito (Blogouve).
Hipótese teórica minha: e se Rodrigues dos Santos é despedido e põe a RTP em tribunal? E se arranja colocação imediata num dos canais privados, a ganhar muito dinheiro, e, ao mesmo tempo, ganha a acção no tribunal e recebe muito dinheiro, que a RTP, isto é, o Estado, isto é, os impostos dos contribuintes, vai(vão) pagar? Terei de pagar por um despedimento "custe o que custar"? Haverá alguém com muito bom senso no Governo, caso do ministro dos Assuntos Parlamentares, que peça contenção à administração da RTP? É que esta está a acabar o mandato e deveria ter prudência nas decisões a tomar de ora em diante. Qualquer decisão que Almerindo Marques e a sua equipa venha a tomar será escrutinada por telespectadores/cidadãos/eleitores, que compreenderão ou não aceitarão o que fizer.