
A partir de informação de Daniela Bertocchi no Facebook.















A hipótese inicial é caracterizar o sistema actual dos media não como convergência tecnológica mas como organização em rede do sistema, extensível à dimensão tecnológica, à organização económica e à apropriação social (p. 17). Além disso, o sistema dos media depende dos utilizadores que dele se apropriam. Como grande impulsionadora, a internet permitiu a migração dos media tradicionais para tecnologias digitais e, num segundo momento, os telemóveis e a tecnologia SMS possibilitaram a criação de mais e mais interligações (p. 18). Assim, a convergência deixou de assentar em hardware e apoiou a relação de três camadas: instrumentos, redes e serviços de software. Como referência à não convergência, Cardoso indica a necessidade de protocolos estabelecidos entre as tecnologias e destaca dois meios como preponderantes e capazes de interactividade, a televisão e a internet.
Em 1988, haveria talvez três mil milhões de cassetes no mundo. Em 2007, a venda de cassetes baixara de 50 milhões anuais para um décimo desse valor, descendo ainda mais no ano posterior. O CD, primeiro, e os ficheiros digitais, depois, substituiriam aquele sistema de gravação magnética.
O sítio The September Issue, onde se pode ver uma parcela do documentário, descreve Anna Wintour, directora da Vogue há 20 anos, como a figura mais poderosa e polarizadora na moda e que corporiza a contradição fascinante de paixão e perfeccionismo reinando sobre um conjunto sempre em renovação de designers, modelos, fotógrafos e editores. O realizador R. J. Cutler acompanhou a produção da edição de nove revistas mensais, antecipando a edição de Setembro, que promete ser a maior de sempre.
Contudo, isso serviu para outra mulher, Grace Codding, se afastar da revista (Anna Wintour, à esquerda, e Grace Coddington, em fotografia de Greg Kessler, no sítio Style.com). Desde o momento em que Cutler mostrou interesse em fazer o documentário que a braço-direito de Wintour se opôs, acabando por sair da Vogue. Ao abandonar a publicação, o filme acabou por se centrar em Grace Codding. Pode dizer-se que as duas se complementavam e mudaram o mundo: Anna Wintour como directora criativa, Grace Codding como estilista de génio, aquela como empresária, esta como artista e artesã, possivelmente a mais importante estilista moderna. A relação entre as duas, que começaram a trabalhar na Vogue no mesmo dia, era fascinante e frutuosa, mas ao mesmo tempo tumultuosa, escreve Amelia Hills no Observer.Fonte: Portugal Diário


Por seu lado, a jornalista Clara de Sousa (41 anos) tem mantido alguma presença nas revistas de televisão e cor-de-rosa pelos namorados que teve desde então e, nesta semana, por causa do seu casamento "secreto" com André Marques (29 anos e editor de imagem no mesmo canal onde Clara de Sousa é pivô do noticiário da noite), ocorrido a semana passada. Pelo menos vi quatro publicações (incluindo um diário) com manchetes com a jornalista, de que incluo aqui dois exemplares.
Mas lendo as notícias, fiquei com pensamentos duplos e ambíguos. Não há fotos do casamento, apenas umas fraquíssimas fotografias dos dois, e muitas imagens de arquivo. A Nova Gente fala do desejo antigo da jornalista ter mais filhos, mas referindo-se a uma situação de há dez anos. Nem esta nem a outra revista conseguiram falar com os recém-casados, pelo que montaram peças baseadas em ideias antigas, confidências de quem é mais ou menos próximo do casal (a única prova do novo estado civil da jornalista é a aliança que usa). Nem sequer o padrinho de casamento, de quem se publicam imagens, atendeu o telefone. A mãe do noivo diria que não foi ao casamento porque teve "medo destas coisas, das fotografias, da exposição mediática" (TV Guia). Linhas atrás a mesma revista explicava que só o pai e a madrinha da jornalista testemunharam o acto.
Retiro uma parcela do texto de Isabel Coutinho (Público Última Hora, de 4 de Maio) sobre Boal: "Foi preso e durante a ditadura militar (de 1964 e 1985) esteve exilado em vários países e também em Portugal. Nos anos 70, trabalhou durante dois anos com A Barraca, onde assinou a peça Barraca Conta Tiradentes (1977) e escreveu com Chico Buarque Mulheres de Atenas, uma adaptação de Lisístrata, de Aristófanes".


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Barcelos, Estremoz e Óbidos são cidades portuguesas distintas e distanciadas entre si. O que pretendo aqui, em poucas linhas, é traçar pontos convergentes e divergentes em torno do conceito de cidades criativas e a partir de duas ideias: produtos próprios e promoção.
faleceu o ano passado. Mas se comprar no sítio da banda (davematthewsband.com), cada CD vem com um disco ao vivo adicional. Igualmente online, o iTunes vende a versão standard por 10 dólares, mas pode comprar-se um outro CD por 20 dólares que inclui mais canções e um vídeo.

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A imagem estilizada remete, como acima disse, para a escultura, mas também para a banda desenhada, de estilo leve, rápido e vigoroso. A bandeira vermelha e os símbolos da foice e do martelo do Partido Comunista dominam o cartaz, no que constitui uma parcela poderosa. O casal aponta para a ruralidade (o trigo), mas o porte físico é urbano e jovem. Representa o futuro radioso (a ideia dos “amanhãs que cantam”).
À cabeça leva um saco; usa um avental apertado nas costas. Caminha na borda do passeio, quase junto à linha do eléctrico. Do lado esquerdo, encontram-se automóveis estacionados e ao fundo um veículo que parece ser um eléctrico. O CDS quer dar resposta à pobreza urbana. Há uma espécie de combate à decadência e envelhecimento urbano.
O cartaz do PPD tem alguma semelhança com o do PCP: a importância da bandeira desfraldada, com o braço esquerdo do homem levantado e mão a segurar a bandeira, junto à mulher estilizada fazendo o sinal V com a mão direita, gesto que ainda hoje o partido usa em comícios e reuniões partidárias. Mas difere porque se trata de um casal jovem urbano, ambos de cabelo longo e camisas justas e desapertadas, moldando o corpo. São mais elegantes que os representados no cartaz do PCP. A estilização é maior, dando a ideia de liberdade, de movimento. O cartaz dá, como o do PCP, a ideia de confiança no futuro. Mas alerta para a necessidade de um "Portugal livre", posição específica e oposta à do primeiro cartaz aqui presente, que quer preservar a revolução. 1974-1975, anos após a queda do regime do Estado Novo, são anos reveladores da dualidade política então instituída, as duas principais opções do novo regime: democracia ocidental ou de leste europeu?
A estética desses cartazes, em geral, não é muito interessante. Produtos baratos, de comunicação rápida, exigiam textos ou frases fortes, com imagem menos importante. Muitos cartazes parecem desenhos de estudantes adolescentes. Bigodes, cabelos compridos nas mulheres, punhos levantados são uma constante quando há figuração. Mas não há gente com óculos, por exemplo.




O primeiro exercício é uma defesa da posição da esquerda sobre a política cultural, repartida em três elementos: 1) criação de obras subsidiadas pelo Estado (cinema, teatro, dança, música), 2) democratização no acesso aos bens culturais, 3) descentralização. Conclui que deve haver um esforço para transformar o estatuto do consumidor em receptor crítico e mais esclarecido (p. 22). Por isso, o usufruto de bens culturais não é sinónimo de melhores e mais cultos cidadãos e que a leitura das obras de arte requer mecanismos de habituação e simpatias estéticas (p. 14). Quanto à descentralização, o autor tem um olhar crítico: as obras deveriam passar do interior dos países para as capitais e não ir do centro para a cidade periférica. Nesse texto, Pinto Ribeiro analisa a crise dos intermitentes em França e todo o problema dos criadores de arte, sujeitos a encomendas e a projectos. Para ele, os países europeus criaram legislação de apoio aos criadores, entretanto oportunisticamente aproveitada por empresários do audiovisual que viram na lei uma forma de escaparem a contratos de emprego permanente.




Park fundou o campo sociológico do comportamento colectivo que incluia o estudo das multidões e públicos. As multidões eram massas em acção e podia falar-se crescentemente em massas – e audiências de massas – por oposição a públicos, com o surgimento da rádio. A relação dos públicos e das multidões destacava mais a perspectiva social que a política. Sobre os públicos, na década de 1920, Walter Lippmann e John Dewey estabeleceram um debate.








"Repito o que já uma vez disse: se as pessoas soubessem como são feitas as «notícias» em Portugal, deixavam de ler os jornais a não ser como pura ficção" (frase final do texto de José Pacheco Pereira, editado hoje no Público, página 35).A hipótese de pandemia deve ser levada a sério, excepto na forma como se usa a informação em termos de "pânico moral" (mortal, neste caso). Lembro a gripe das aves, que nunca chegou a ser pandemia na Europa e mundo ocidental, apesar de constituir notícia sazonal todos os anos. Ou o impacto da doença das vacas loucas, que levou a uma dieta alimentar nova durante meses. Isto é, periodicamente, os media amplificam até à exaustão esse pânico, deixando todos os cidadãos ou consumidores histéricos e cheios de medo.
Sobre o jornalismo, ciência e epidemias escrevi na minha tese de doutoramento. Um capítulo específico sobre o conhecimento científico e o aparecimento de epidemias, e que não publiquei, pode ser lido no seguinte ficheiro:


