Para Maria Lourdes Lima dos Santos (2004: 8), é recente o domínio dos estudos sobre públicos da cultura em Portugal e há uma número ainda pequeno de investigadores. As metodologias de tais trabalhos são compostas por inquéritos, entrevistas e estudos comparativos. Segundo a mesma autora, a definição de públicos implica a sua caracterização social: 1) conhecimento da estrutura social e institucional dos contextos, 2) relação entre multiplicidade de actividades e variabilidade de bens e obras presentes nessas actividades, e 3) análise das lógicas dos públicos.
Tal conduz à segmentação de públicos – pelo que é legítimo usar o plural públicos –, obedecendo a uma lógica de heterogeneidade. Mesmo em públicos restritos, estes apresentam-se como conjunto complexo, não estabilizado e com clivagens internas, continua Lima dos Santos. Variados públicos conduzem a práticas culturais específicas. Para Rui Telmo Gomes (2004: 32), maiores práticas culturais correspondem a recursos escolares elevados, alta qualificação profissional, alta probabilidade de consumo cultural regular, frequência de eventos, equipamentos culturais.
Perfis sociais dos públicos
Em termos dos perfis sociais dos públicos e práticas culturais, passa-se de uma perspectiva exclusivista para uma perspectiva de ecletismo das práticas culturais (Gomes, 2004; Conde, 1992). Para Conde (1992: 152), cada público específico de uma modalidade cultural específica é sempre, em paralelo, público de outras modalidades.
Na análise aos públicos da Porto 2001, capital europeia da cultura, define-se uma tipologia constituída por três tipos de públicos (Gomes, 2004). O primeiro, o público cultivado representa a parcela de público em que é clara a articulação de elevados recursos de qualificação e regularidade de práticas culturais. Já o público retraído faz corresponder recursos de qualificações mais reduzidos e frágeis hábitos de consumo cultural. Finalmente, o público displicente caracteriza-se por elevadas qualificações e hábitos regulares de saída convivial e juvenilização mas rara frequência de eventos e equipamentos culturais. Este último pode ainda ser caracterizado como quase-público ou público potencial.
Quanto aos públicos do festival internacional de teatro de Almada distinguem-se incondicionais e estreantes. A partir da consolidação de um núcleo, os aumentos deram-se devido a: 1) transmissão do hábito de ir ao festival, através de relações familiares e de amizade, e 2) extensão do festival para Lisboa, o que significou o recrutamento de novos públicos.
[continua]






Isto levou Lazarsfeld e colegas a encontrar uma influência, que vinha não directamente dos media mas por
O que a Fundação Rockfeller estava interessada era na expansão qualitativa da radiodifusão e no desenvolvimento da rede de rádio ao serviço do país. 
Marshall notava que a indústria tinha relutância em apoiar a investigação em profundidade devido a considerações comerciais. Também Cantril, numa nota que enviou para a Fundação (1936? 1937?), dizia respeito ao não interesse, por parte da indústria, em querer saber o que é que o ouvinte faz enquanto ouve. Embora seja importante compreender o comportamento do ouvinte, os radiodifusores não estavam interessados porque não tinham recursos que indicassem que as pessoas faziam alguma coisa mas ouviam apenas a rádio. A indústria também temia que os resultados fossem diferentes do expectável.
Blogues, diários em linha ou páginas pessoais na web – eis uma das zonas mais dinâmicas da internet e que lutam por um lugar entre as versões electrónicas dos meios convencionais e os meios apenas digitais (portais informativos, revistas digitais, boletins electrónicos e confidenciais), começa assim o texto de Orihuela. Por o achar muito pedagógico, esta mensagem segue de muito perto o seu trabalho.
A análise aos períodos de maior uso dos computadores permitem constatar que este meio de comunicação funciona - em termos de maior consumo - em horários distintos dos da televisão, com um pico à volta das 22:00




Julga-se que por influência da primeira-ministra de então, Margareth Thatcher, apoiada pelos jornais do próprio Rupert Murdoch. Os jornais ingleses deste atingiam a classe média e a classe média baixa (trabalhadores), mas também muitos políticos e os capitães da indústria (pessoas ligadas às actividades económicas e que tinham muita influência).


No começo dos anos de 1980, como os operadores de cabo precisavam de capitais, Murdoch voltou-se para a comunicação por satélite. A Sky Television começaria a operar em 1981, investindo Murdoch em 1983. Mas a televisão por satélite só teve impacto no Reino Unido durante a década de 1990, quando a News Corporation entrou em guerra com a British Satellite Broadcasting (BSB), um consórcio de vários operadores de grandes dimensões. Como os custos iniciais eram elevados e começou, desde cedo, a verificar-se que só havia caminho para um operador de satélite, o incumbente, a News Corporation, ganhou a disputa, fundindo-se com algumas dessas empresas concorrentes mas mantendo Murdoch o controlo financeiro e directivo.
Lazarsfeld nasceu de uma família judaica de classe média de Viena em 1901. Entrar na universidade para um judeu era uma tarefa de sorte. Igual para arranjar emprego. Viena era a universidade mais anti-semita da Áustria. O que vemos em Lazarsfeld é criatividade numa marginalidade e a vários níveis: ao bloqueio universitário juntava-se o não reconhecimento da actividade de pesquisa empírica. Além disso, fazer trabalho empírico requeria organização e financiamento. Porfiadamente, Lazarsfeld conseguiu instalar um centro de investigação austríaco de Economia e Psicologia, fora da universidade, mas com uma ligação ténue ao Instituto de Psicologia.

Paul Félix Lazarsfeld, um dos fundadores da moderna investigação de comunicação de massa, fez uma interrogação num seu texto de 1950, A obrigação do perito em sondagens de 1950 para com o historiador de 1984: "Não se sobrevaloriza o facto de, em certo modo, o homem das sondagens escrever história contemporânea. Não reprovará o historiador de 1984 o não ter dado suficientes indicações do que se conhecia em 1950"?
Morrison, no seu texto, pretende mostrar que a análise estatística dos dados recolhidos, em forma quantificável, é útil para os historiadores. A recolha de dados em forma quantificável oferece o exemplo clássico onde o historiador pode
O filme, que terá Kirsten Dunst (na imagem) como Marie Antoniette, será rodado no Palácio de Versailles, que atrai 10 milhões de visitantes anuais. E algumas das cenas decorrerão nos locais que Marie Antoniette mais gostava dentro do perímetro do palácio, como as salas que ela ocupava.