
Decorre no próximo dia 5, pelas 22:00, a projecção do filme Tão perto / tão longe, no âmbito do programa Gulbenkian Distância e Proximidade. No anfiteatro ao ar livre. São oito filmes encomendados a vários realizadores.










Da arguência da tese destaco os seguintes elementos: 1) caracterização de mercados dominantes e relevo dos anúncios classificados (Francisco Rui Cádima, Universidade Nova de Lisboa, o primeiro à esquerda na imagem), 2) diferenciação do conceito concentração em termos de âmbito geográfico (regional, nacional, europeu) e de produto (fragmentação da quota de mercado de publicidade) (Alfonso Sánchez-Tabernero, Universidade de Navarra, o segundo à esquerda na imagem), 3) relação entre indústria de papel, modelo de gestão e problema do local (Jesus Timóteo, Universidad Complutense, terceiro a contar da esquerda; à direita da imagem, está Paulo Faustino; o segundo a contar da direita é Fernando Peinado, da Universidad Complutense).
Por me parecer interessante, desenvolvo aqui as ideias de Jesus Timóteo, o presidente do júri da tese. Assim, ele realça o facto de as empresas dos media já não serem de informação e cultura mas de comunicação e entretenimento. Por seu lado, tem-se esquecido, no modelo de gestão, de poderosos operadores entrados na indústria dos media, caso das telecomunicações e de conteúdos como a Microsoft e o YouTube, o que torna o mercado um palco exercido por três tipos de players: 1) velha indústria dos media, 2) operadores tecnológicos, e 3) operadores de conteúdos. A terceira característica, já observada por Sanchéz-Tabernero, é o modo como se olham as empresas: locais ou grandes grupos? Isso condiciona a análise da concentração. Por exemplo, as pequenas empresas formam um mosaico muito diversificado e rico. Mas não serão as grandes empresas que ditam as normas? E, ainda, um grande grupo em Portugal (ou em Espanha), se comparado com os grandes grupos europeus, americanos, japoneses ou chineses, continua a ser um grande grupo? Local é a Estremadura, a Espanha ou a Europa?
Na minha leitura do trabalho, enfatizo dez pontos: 1) compreensão do tecido empresarial dos media impressos, já visível no seu livro de 2004 (ver minha mensagem de 25 de Setembro de 2004), 2) relacionamento da imprensa com a publicidade, as mudanças tecnológicas e profissionais, 3) relevo dos jornais gratuitos, produto de sucesso em Portugal, 4) gestão empresarial, a questão central da tese, a meu ver, em que os media têm sucesso se funcionarem como empresas organizadas, 5) as oportunidades e as ameaças nos media como indicadores de análise, 6) internet (e digitalização) e a nova literacia, 7) imprensa nacional e imprensa regional/local, um começo da investigação científica nesta área em Portugal, 8) produção/distribuição de conteúdos por diversos canais e media, 9) aplicação dos conceitos de concentração/consolidação e pluralismo político (discussão que vai começar a ser feita em Portugal), 10) reflexão sobre a relação produto jornalístico versus produtos de marketing alternativo.










Para saber mais desse encontro no norte de África, procurar em Le Blog du Photographique. Aqui lê-se nomeadamente: 




Catarina Lira Pereira
Gilberto & Gabriel Colaço
Sets #3
June 12 - July 11, 2008




A Majolika Haus (1898, na imagem em baixo o edifício à esquerda) e a Wagner Haus (à direita na mesma imagem) pertencem ao arquitecto Otto Wagner (1841-1918), ambos em estilo Arte Nova (Jugendstil). O edifício Majolika está decorado com azulejos com padrões florais: rosas, folhas verdes, botões azuis. O prédio Wagner tem estuques com medalhões dourados com cabeças femininas desenhadas por Koloman Moser (1868-1918).

















Rediscovering the Lost Techniques of the Old Masters, 2001, Londres, Thames & Hudson) [imagem retirada do sítio Art Knowledge News, a partir de fotografia de Jean-Pierre Gonçalves]. Escreveu esse leitor: "O próprio Hockney testou as técnicas. Ele defende que, a partir de 1430, os mestres da pintura usaram instrumentos ópticos (lentes, espelhos ou ambos) para criar projecções. No mesmo ano de 2001, realizou-se na NY University uma reunião de especialistas para debater a tese de Hockney, que trabalhou com um cientista óptico, Charles Falco. O livro é magnífico. A tese muito atraente, não só pela pesquisa como pelo facto de ele ser pintor (e que pintor!) e ter testado as técnicas".

Em geral, as aquisições dos media prevalecem na forma de consolidação no mesmo mercado (integração horizontal) e na forma de expansão geográfica para construir uma presença internacional na Europa. As empresas de rádio e televisão são o principal alvo porque representam metade de todas as transacções. Já nos jornais, o principal factor de integração vertical era a interdependência tecnológica, até há vinte anos. Quase todos os jornais controlavam directamente as actividades de impressão, mas, depois, dados os desenvolvimentos tecnológicos, as empresas jornalísticas defizeram-se dessa actividade.
Hipermediacia [hypermediacy] – estilo de representação visual cujo objectivo é lembrar ao espectador o meio que ele usa para ver. Uma das duas estratégias da remediação; a outra é a imediacia.
Philip Steadman, que analisou a obra de Jan Vermeer (Vermeer's Camera, livro de 2001), nomeadamente a Lição de Música, conclui que o artista empregou a câmara escura para obter melhores pormenores nas cenas que pintou. Por isso, e na sequência de Steadman, Jay David Bolter e Richard Grusin defendem que, se a imagem de Vermeer é uma fina imitação da realidade, quadros gerados por computador tendo como exemplo a pintura de Vermeer (ou outra qualquer) efectuam um trabalho de remediação (Bolter e Grusin, 2000: 115-119).

A WAN, baseada em Paris, é a organização global da indústria dos jornais e defende e promove a liberdade de imprensa e os interesses económicos dos jornais a nível do planeta. Representa 18 mil jornais e 77 associações nacionais de imprensa, empresas jornalísticas e directores de jornais em 102 países, 12 agências noticiosas e 11 grupos de imprensa regionais e mundiais. O congresso da WAN começa hoje e vai até ao dia 4.


