Blogue dedicado a pesquisas e leituras no domínio das indústrias culturais (imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, vídeo, videojogos, música, livros e centros comerciais) e das indústrias criativas (museus, exposições, teatro, espectáculos). Blogueiro desde 26 de Dezembro de 2002. Endereço electrónico: Rogério Santos.
31.12.08
DESEJO UM BOM ANO NOVO
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Rogério Santos
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12/31/2008 05:59:00 PM
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OS MEDIA SEGUNDO MICHELE HILMES (II)
[continuação da mensagem de ontem]
O quarto capítulo decorre de 1940 a 1945, no que Michele Hilmes chamou de guerra em casa e no estrangeiro. Na realidade, a rádio tomara parte no conflito da segunda guerra mundial – em termos do medo dado pelo elevado uso da propaganda na nova tecnologia e em termos do seu potencial para apoiar, informar e unir o público americano em tempos difíceis. A rádio cimentou o papel cooperativo.
Muito do interesse face à rádio envolveu ideias sobre audiência. A pergunta foi: podia a rádio criar um público de massa susceptível e facilmente manipulável? Ou a rádio tinha um poder racional para informar decisões a um grupo de indivíduos em termos de informação e opinião?
Em tempos de guerra, a rádio definiu as oportunidades de defender o que se entendia por correcto e marginalizar os grupos opressores e os aspectos de desigualdade e antidemocracia da vida americana. Pela primeira vez, surgiram programas sobre o racismo, o que conduziu ao posterior movimento dos direitos civis. Outros programas recrutaram mulheres americanas que definiram uma nova esfera de serviço público e trabalho remunerado.
Era o tempo do aparecimento e novidade da televisão. Esta queria preencher as promessas da rádio, entretanto abandonadas – a luz que brilha no centro do lar, a utopia da igualdade e do conhecimento. Os amadores da televisão, longe de serem os indivíduos inventivos das garagens e dos sótãos, eram engenheiros e cientistas nos laboratórios da RCA, CBS e General Electrics.
O quinto capítulo, de 1945 a 1955, seria o da exploração da televisão. Do ponto de vista político, o presidente Roosevelt, que levou os americanos a ultrapassarem a Depressão e a segunda guerra mundial, morreu um mês antes do conflito terminar. Foi o vice-presidente Truman e outros aliados que assinaram o tratado. Os custos haviam sido elevados: entre 35 e 50 milhões de pessoas tinham morrido, a maior parte das cidades europeias estava em ruínas, as indústrias e os sistemas de transportes tinham sido destruídos. Por seu lado, formava-se a União Soviética, começando a Guerra Fria.
A televisão desempenhou um papel de ligação nas salas e quartos dos lares americanos. Desde o começo dominada pelas forças da grande indústria, nunca se duvidou que a televisão desenvolveria as linhas de um sistema comercial, controlado por redes e pela publicidade. A televisão prometia uma nação normalizada e com bons indicadores de vida. Consolidou-se uma atmosfera de regulação, com a atribuição de licenças. Os programas de televisão imitavam muitos dos formatos da rádio. Esta ficava pobre, por um lado, mas livre para desenvolver novos géneros, por outro. Caso das práticas de minorias étnicas, como os negros, visível nos anos subsequentes, com a explosão de novos ritmos e estéticas: música negra e rock’n’roll. O DJ emerge como o motor dessa transformação.
Na televisão, foram lançadas dezenas de carreiras e estrelas, a idade de ouro do meio. Concertos, westerns, comédias de situação (sitcom) prosperaram. Em especial a sitcom desenvolvida muito por estrelas femininas vindas da rádio trouxe a voz das mulheres ao prime time da televisão. As notícias experimentavam e adaptavam-se às necessidades visuais da televisão.
Mas nem tudo foram rosas. Os receios dos efeitos nas crianças alargaram-se nas duas décadas seguintes, com os dirigentes do audiovisual a serem responsabilizados pelo interesse público, uma retórica que se alargou até hoje. Isto numa altura de forte concorrência tecnológica como a da televisão hertziana e a televisão paga (cabo, satélite). O sistema clássico, de pouca oferta de programas, foi ameaçado pela oferta multicanal. A televisão, apesar de tudo, tomava o centro do lar americano.
O sexto episódio, no decurso de 1955 a 1965, foi designado por Hilmes por o meio domesticado. O período de finais da década de 1950 e começo da década seguinte é lembrado como um período de tranquilidade, domesticidade e normalidade. Contudo, para a televisão foi um tempo turbulento e formativo. Também uma onda de corrupção chegou ao conhecimento da FCC, o que levou a uma nova era de regulação.
Nascia o sistema estável da televisão, com as redes clássicas americanas que durariam 20 anos e produziam o que se chama agora de programas de exportação mundial. Os anos de 1950 representam um período de constituição de famílias suburbanas com poder de compra mais elevado e marcadas pelo liberalismo empresarial, pelo aparecimento dos adolescentes como segmento demográfico e pela era da televisão para toda a família, que se alargou na década de 1960. Ora, o que achamos dos anos de 1960 – movimentos juvenis, disrupção social, programação social mais relevante – só acontece nos finais dessa década.
Os anos de 1955 a 1965 são marcados pela investigação e debate da regulação, e escândalos na programação radiofónica e na indústria dos concursos, e por um período de consolidação e estandardização nas estruturas e programas da televisão, parte e parcela de uma forte mudança social. A televisão era, agora, a arena central da vida privada e pública, alargando-se o debate sobre o seu papel social. O assassinato do presidente Kennedy (22 de Novembro de 1963) foi seguido na televisão e na memória ficaram as lágrimas do apresentador Walter Conkrite a narrar o triste acontecimento.
[continua]
O quarto capítulo decorre de 1940 a 1945, no que Michele Hilmes chamou de guerra em casa e no estrangeiro. Na realidade, a rádio tomara parte no conflito da segunda guerra mundial – em termos do medo dado pelo elevado uso da propaganda na nova tecnologia e em termos do seu potencial para apoiar, informar e unir o público americano em tempos difíceis. A rádio cimentou o papel cooperativo.
Muito do interesse face à rádio envolveu ideias sobre audiência. A pergunta foi: podia a rádio criar um público de massa susceptível e facilmente manipulável? Ou a rádio tinha um poder racional para informar decisões a um grupo de indivíduos em termos de informação e opinião?
Em tempos de guerra, a rádio definiu as oportunidades de defender o que se entendia por correcto e marginalizar os grupos opressores e os aspectos de desigualdade e antidemocracia da vida americana. Pela primeira vez, surgiram programas sobre o racismo, o que conduziu ao posterior movimento dos direitos civis. Outros programas recrutaram mulheres americanas que definiram uma nova esfera de serviço público e trabalho remunerado.
Era o tempo do aparecimento e novidade da televisão. Esta queria preencher as promessas da rádio, entretanto abandonadas – a luz que brilha no centro do lar, a utopia da igualdade e do conhecimento. Os amadores da televisão, longe de serem os indivíduos inventivos das garagens e dos sótãos, eram engenheiros e cientistas nos laboratórios da RCA, CBS e General Electrics.
O quinto capítulo, de 1945 a 1955, seria o da exploração da televisão. Do ponto de vista político, o presidente Roosevelt, que levou os americanos a ultrapassarem a Depressão e a segunda guerra mundial, morreu um mês antes do conflito terminar. Foi o vice-presidente Truman e outros aliados que assinaram o tratado. Os custos haviam sido elevados: entre 35 e 50 milhões de pessoas tinham morrido, a maior parte das cidades europeias estava em ruínas, as indústrias e os sistemas de transportes tinham sido destruídos. Por seu lado, formava-se a União Soviética, começando a Guerra Fria.
A televisão desempenhou um papel de ligação nas salas e quartos dos lares americanos. Desde o começo dominada pelas forças da grande indústria, nunca se duvidou que a televisão desenvolveria as linhas de um sistema comercial, controlado por redes e pela publicidade. A televisão prometia uma nação normalizada e com bons indicadores de vida. Consolidou-se uma atmosfera de regulação, com a atribuição de licenças. Os programas de televisão imitavam muitos dos formatos da rádio. Esta ficava pobre, por um lado, mas livre para desenvolver novos géneros, por outro. Caso das práticas de minorias étnicas, como os negros, visível nos anos subsequentes, com a explosão de novos ritmos e estéticas: música negra e rock’n’roll. O DJ emerge como o motor dessa transformação.
Na televisão, foram lançadas dezenas de carreiras e estrelas, a idade de ouro do meio. Concertos, westerns, comédias de situação (sitcom) prosperaram. Em especial a sitcom desenvolvida muito por estrelas femininas vindas da rádio trouxe a voz das mulheres ao prime time da televisão. As notícias experimentavam e adaptavam-se às necessidades visuais da televisão.
Mas nem tudo foram rosas. Os receios dos efeitos nas crianças alargaram-se nas duas décadas seguintes, com os dirigentes do audiovisual a serem responsabilizados pelo interesse público, uma retórica que se alargou até hoje. Isto numa altura de forte concorrência tecnológica como a da televisão hertziana e a televisão paga (cabo, satélite). O sistema clássico, de pouca oferta de programas, foi ameaçado pela oferta multicanal. A televisão, apesar de tudo, tomava o centro do lar americano.
O sexto episódio, no decurso de 1955 a 1965, foi designado por Hilmes por o meio domesticado. O período de finais da década de 1950 e começo da década seguinte é lembrado como um período de tranquilidade, domesticidade e normalidade. Contudo, para a televisão foi um tempo turbulento e formativo. Também uma onda de corrupção chegou ao conhecimento da FCC, o que levou a uma nova era de regulação.
Nascia o sistema estável da televisão, com as redes clássicas americanas que durariam 20 anos e produziam o que se chama agora de programas de exportação mundial. Os anos de 1950 representam um período de constituição de famílias suburbanas com poder de compra mais elevado e marcadas pelo liberalismo empresarial, pelo aparecimento dos adolescentes como segmento demográfico e pela era da televisão para toda a família, que se alargou na década de 1960. Ora, o que achamos dos anos de 1960 – movimentos juvenis, disrupção social, programação social mais relevante – só acontece nos finais dessa década.
Os anos de 1955 a 1965 são marcados pela investigação e debate da regulação, e escândalos na programação radiofónica e na indústria dos concursos, e por um período de consolidação e estandardização nas estruturas e programas da televisão, parte e parcela de uma forte mudança social. A televisão era, agora, a arena central da vida privada e pública, alargando-se o debate sobre o seu papel social. O assassinato do presidente Kennedy (22 de Novembro de 1963) foi seguido na televisão e na memória ficaram as lágrimas do apresentador Walter Conkrite a narrar o triste acontecimento.
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12/31/2008 09:37:00 AM
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30.12.08
OS MEDIA SEGUNDO MICHELE HILMES (I)
Michele Hilmes, em A cultural history of broadcasting in the United States (2002), olha os media electrónicos ao longo do século XX, entrando já no novo milénio. Avalia a evolução de cada um deles (rádio, televisão, internet) década a década, comparando-os com as principais tendências sociais, empresariais, culturais e políticas.
Assim, seguindo a sua estrutura, dividi em 10 pequenos capítulos a evolução desde os amadores da rádio até à digitalização e internet. O primeiro abrange o período de 1919 a 1926, a data do começo da rádio. De acordo com Hilmes, foi o período em que a radiodifusão saiu das garagens e sótãos dos amadores e se tornou uma prática social americana. Apesar de questões sociais violentas (imigração, expansão urbana, desemprego), houve um aumento de riqueza na sociedade em geral e uma intensa experimentação cultural, como o jazz, e a que a rádio acrescentou a sua voz única. À medida que a rádio ganhava centralidade e importância social na vida das pessoas, também atraiu um debate sério.
O segundo capítulo decorre de 1926 a 1940, naquilo a que a autora chamou de redes comerciais na rádio. Os anos de 1920, após a guerra mundial, foram de expansão. Contudo, a grande depressão de 1929 trouxe uma quebra na construção civil e nas finanças e um grande reflexo no emprego. 28 de Outubro de 1929 foi a designada segunda-feira negra, com a bolsa de valores a cair 49 pontos, algo até aí inédito pela perda de dinheiro que acarretou e pelos prejuízos no mundo das empresas e do emprego. De modo interessante, a rádio foi uma das raras indústrias a escapar à Depressão (já o cinema, o teatro de revista e a imprensa foram afectados).
Na segunda guerra mundial, o uso da rádio foi intenso. A publicidade entraria na rádio, e esta seria palco de controlo empresarial e de domínio comercial. Longe de reflectir um processo natural e simples do desenvolvimento tecnológico, o audiovisual americano sairia de um grau elevado de indecisão e controvérsia na sua direcção. A indústria não foi uma actividade monolítica: apesar de a NBC e da CBS se tornarem rapidamente os dois principais interlocutores, exercendo um grande controlo oligopolista sobre a rádio, elas concorreram entre si e enfrentaram as forças poderosas da indústria publicitária. Há uma influência forte das agências de publicidade na produção de programas. Combinadas, as redes de rádio, as agências de publicidade e o público criaram a chamada idade de ouro da rádio americana.
O terceiro episódio recobre igualmente os anos de 1926 a 1940, apresentando outra faceta, a da rádio para toda a gente. No final da década de 1930, havia 80% dos lares americanos com receptores de rádio. Os rádios foram introduzidos nos automóveis em 1930. Em 1940, em cerca de 1/4 dos automóveis podiam sintonizar-se estações de rádio. O preço dos rádios baixou drasticamente, embora ainda representasse um investimento considerável no rendimento familiar. Para Michele Hilmes, a rádio tornava-se uma das formas mais híbridas do século XX, comparando, adaptando e criando, acções baseadas nas características e capacidades próprias da rádio.
Cada estação era uma mistura curiosa de entretenimento, levando o meio rádio a ser nos anos 1940 uma indústria lucrativa e um centro de vida. Agências de publicidade, redes e estações, com uma dose de actividade tirada a Hollywood em termos de novas formas de entretenimento, informação e expressão, criavam um novo mundo de estrelas e estilos de vida copiando a vida dessas estrelas. Assim, programas, géneros, estrelas e audiências de fãs emergiam. As redes de estações dividiriam os seus períodos em horários diurno e nocturno. O horário diurno tornou-se o espaço das mulheres, com a novela radiofónica. A crítica, vinda da esquerda e da direita, via a música como um meio que veiculava gostos de baixa cultura e muito permeável à publicidade.
Leitura: Michele Hilmes (2002). A cultural history of broadcasting in the United States. Belmont, CA: Wadsworth
[continua]
Assim, seguindo a sua estrutura, dividi em 10 pequenos capítulos a evolução desde os amadores da rádio até à digitalização e internet. O primeiro abrange o período de 1919 a 1926, a data do começo da rádio. De acordo com Hilmes, foi o período em que a radiodifusão saiu das garagens e sótãos dos amadores e se tornou uma prática social americana. Apesar de questões sociais violentas (imigração, expansão urbana, desemprego), houve um aumento de riqueza na sociedade em geral e uma intensa experimentação cultural, como o jazz, e a que a rádio acrescentou a sua voz única. À medida que a rádio ganhava centralidade e importância social na vida das pessoas, também atraiu um debate sério.
O segundo capítulo decorre de 1926 a 1940, naquilo a que a autora chamou de redes comerciais na rádio. Os anos de 1920, após a guerra mundial, foram de expansão. Contudo, a grande depressão de 1929 trouxe uma quebra na construção civil e nas finanças e um grande reflexo no emprego. 28 de Outubro de 1929 foi a designada segunda-feira negra, com a bolsa de valores a cair 49 pontos, algo até aí inédito pela perda de dinheiro que acarretou e pelos prejuízos no mundo das empresas e do emprego. De modo interessante, a rádio foi uma das raras indústrias a escapar à Depressão (já o cinema, o teatro de revista e a imprensa foram afectados).Na segunda guerra mundial, o uso da rádio foi intenso. A publicidade entraria na rádio, e esta seria palco de controlo empresarial e de domínio comercial. Longe de reflectir um processo natural e simples do desenvolvimento tecnológico, o audiovisual americano sairia de um grau elevado de indecisão e controvérsia na sua direcção. A indústria não foi uma actividade monolítica: apesar de a NBC e da CBS se tornarem rapidamente os dois principais interlocutores, exercendo um grande controlo oligopolista sobre a rádio, elas concorreram entre si e enfrentaram as forças poderosas da indústria publicitária. Há uma influência forte das agências de publicidade na produção de programas. Combinadas, as redes de rádio, as agências de publicidade e o público criaram a chamada idade de ouro da rádio americana.
O terceiro episódio recobre igualmente os anos de 1926 a 1940, apresentando outra faceta, a da rádio para toda a gente. No final da década de 1930, havia 80% dos lares americanos com receptores de rádio. Os rádios foram introduzidos nos automóveis em 1930. Em 1940, em cerca de 1/4 dos automóveis podiam sintonizar-se estações de rádio. O preço dos rádios baixou drasticamente, embora ainda representasse um investimento considerável no rendimento familiar. Para Michele Hilmes, a rádio tornava-se uma das formas mais híbridas do século XX, comparando, adaptando e criando, acções baseadas nas características e capacidades próprias da rádio.
Cada estação era uma mistura curiosa de entretenimento, levando o meio rádio a ser nos anos 1940 uma indústria lucrativa e um centro de vida. Agências de publicidade, redes e estações, com uma dose de actividade tirada a Hollywood em termos de novas formas de entretenimento, informação e expressão, criavam um novo mundo de estrelas e estilos de vida copiando a vida dessas estrelas. Assim, programas, géneros, estrelas e audiências de fãs emergiam. As redes de estações dividiriam os seus períodos em horários diurno e nocturno. O horário diurno tornou-se o espaço das mulheres, com a novela radiofónica. A crítica, vinda da esquerda e da direita, via a música como um meio que veiculava gostos de baixa cultura e muito permeável à publicidade.
Leitura: Michele Hilmes (2002). A cultural history of broadcasting in the United States. Belmont, CA: Wadsworth
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12/30/2008 09:36:00 AM
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29.12.08
CADEIRÃO VOLTAIRE
Já há muito que deveria ter escrito sobre o blogue Cadeirão Voltaire, de Sara Figueiredo Costa.

Como o definir? Um blogue sobre livros, literatura e tertúlias, como a mensagem de hoje denota: "É bem possível que os responsáveis pelos problemas financeiros da indústria do livro sejam os leitores vorazes que vendem e compram os livros que lêem a outras pessoas".
Também hoje, Sara Figueiredo Costa escreveu sobre Canetti: a "língua definiu a identidade do jovem Canetti de um modo mais inexorável do que qualquer facto real: os diferentes idiomas com que se confronta na família, a ânsia de aprender as letras e dar sentidos às frases, a fuga da Palavra (no sentido religioso), herança de gerações, a que acabará por ceder por não querer fugir da vastidão de mundos que procura nos textos, todos esses momentos justificam o título com precisão, configurando os passos essenciais da formação do autor".
A Europa central e no começo do século XX produziu, como Eric Hobsbawm escreveu (Tempos Interessantes. Uma vida no século XX, 2005), indivíduos cosmopolitas e nómadas nas línguas, nos sítios e nas estéticas, legando obras cuja fruição é um enorme prazer. Canetti, a ler intermediado pelo blogue Cadeirão Voltaire, é igualmente um prazer.

Como o definir? Um blogue sobre livros, literatura e tertúlias, como a mensagem de hoje denota: "É bem possível que os responsáveis pelos problemas financeiros da indústria do livro sejam os leitores vorazes que vendem e compram os livros que lêem a outras pessoas".
Também hoje, Sara Figueiredo Costa escreveu sobre Canetti: a "língua definiu a identidade do jovem Canetti de um modo mais inexorável do que qualquer facto real: os diferentes idiomas com que se confronta na família, a ânsia de aprender as letras e dar sentidos às frases, a fuga da Palavra (no sentido religioso), herança de gerações, a que acabará por ceder por não querer fugir da vastidão de mundos que procura nos textos, todos esses momentos justificam o título com precisão, configurando os passos essenciais da formação do autor".
A Europa central e no começo do século XX produziu, como Eric Hobsbawm escreveu (Tempos Interessantes. Uma vida no século XX, 2005), indivíduos cosmopolitas e nómadas nas línguas, nos sítios e nas estéticas, legando obras cuja fruição é um enorme prazer. Canetti, a ler intermediado pelo blogue Cadeirão Voltaire, é igualmente um prazer.
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12/29/2008 06:20:00 PM
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RETIRADA DOS JORNAIS A PUBLICIDADE DO ESTADO
Uma notícia de hoje indica que o Estado se prepara para deixar de publicar anúncios na imprensa, numa poupança anual que pode chegar aos dez milhões de euros. Essa quebra representa cerca de 40% do investimento publicitário dos jornais em papel.
Retiram-se daqui várias conclusões. A primeira é a de uma boa decisão por parte do Estado, ao economizar uma verba tão elevada. A segunda significa uma forte aposta na comunicação electrónica, com a criação do Portal de Anúncios Públicos. Jornais como o Expresso (na componente online) já seguem essa via, com a publicação gratuita de pequenos anúncios, o que significa o aprofundamento da via electrónica e digital e consequente modernização.
Mas ressalto a consequência desastrosa para os media de papel. Uma quebra de 40% no investimento publicitário vai dificultar muito a sobrevivência dos jornais. A ser levada para a frente esta decisão, antevejo o encerramento de empresas. O que ressalta desta situação é o peso exagerado de dependência face ao Estado de jornais que se dizem privados, prova que a actividade empresarial nacional vive muito do que o Estado faz.
Actualização em 2.1.2009 (18:45) - um leitor atento do blogue acha exagerado o valor de 40% de investimento publicitário do Estado nos jornais de papel. O valor foi veiculado pelo presidente da Associação Portuguesa de Imprensa. Contudo, com a presente crise económica, é provável que a publicidade do Estado tenha efeitos consideráveis sobretudo em pequenos jornais regionais.
Retiram-se daqui várias conclusões. A primeira é a de uma boa decisão por parte do Estado, ao economizar uma verba tão elevada. A segunda significa uma forte aposta na comunicação electrónica, com a criação do Portal de Anúncios Públicos. Jornais como o Expresso (na componente online) já seguem essa via, com a publicação gratuita de pequenos anúncios, o que significa o aprofundamento da via electrónica e digital e consequente modernização.
Mas ressalto a consequência desastrosa para os media de papel. Uma quebra de 40% no investimento publicitário vai dificultar muito a sobrevivência dos jornais. A ser levada para a frente esta decisão, antevejo o encerramento de empresas. O que ressalta desta situação é o peso exagerado de dependência face ao Estado de jornais que se dizem privados, prova que a actividade empresarial nacional vive muito do que o Estado faz.
Actualização em 2.1.2009 (18:45) - um leitor atento do blogue acha exagerado o valor de 40% de investimento publicitário do Estado nos jornais de papel. O valor foi veiculado pelo presidente da Associação Portuguesa de Imprensa. Contudo, com a presente crise económica, é provável que a publicidade do Estado tenha efeitos consideráveis sobretudo em pequenos jornais regionais.
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12/29/2008 12:38:00 PM
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Jornais
28.12.08
JAZZ FM
Jazz Fm (também conhecida por London Jazz Radio e JFM) é uma estação de rádio, audível no Reino Unido em DAB e satélite e no mundo através do link da internet acima indicado.
A estação emite desde Outubro último e herdou a cultura radiofónica de anteriores estações. Vale a pena ouvi-la. Passa jazz, funk, soul, samba, bossa nova. Nesta hora, Robbie Vincent passa música soul.
Curiosamente, o indicativo musical é o mesmo do canal português de televisão SIC.

A estação emite desde Outubro último e herdou a cultura radiofónica de anteriores estações. Vale a pena ouvi-la. Passa jazz, funk, soul, samba, bossa nova. Nesta hora, Robbie Vincent passa música soul.
Curiosamente, o indicativo musical é o mesmo do canal português de televisão SIC.
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12/28/2008 11:01:00 AM
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PROGRAMAS DE APLAUSOS
Um dia, ao sair da visita a um canal de televisão, vi uma pequena multidão à porta de entrada, tudo gente com idade acima dos sessenta anos. Indaguei ao que ia aquela gente; disseram-me tratar-se da assistência de um programa tipo reality show ou talk show. E contaram-me uma história deliciosa, em que uma senhora de idade perguntava onde era o gordo. O interpelado, julgando tratar-se de um restaurante, enumerou os nomes daqueles que conhecia nas redondezas. Mas o que a senhora queria era saber onde ficava o estúdio do programa diário do canal em que o apresentador é bastante nutrido.
Quase desde que me lembro, há séries americanas que metem risos e aplausos. Creio que eles surgem para despertar a atenção dos telespectadores. Mais recentemente, os programas ao vivo (ou gravados) incluem assistência que aplaude e ri constantemente. Para o canal de televisão, fica-se com a ideia de programa de audiência atenta e feliz, auditório cheio para quem actua e para quem vê em casa. Para os assistentes, é uma forma de ganharem algum dinheiro e divertirem-se durante esse tempo. Entre eles, há pessoas idosas ou desempregadas que têm essa actividade diária, deslocando-se mesmo entre programas dos vários canais.
Na SIC, o novo programa de Bárbara Guimarães que arranca no fim-de-ano, Atreve-te a cantar, já gravou o primeiro episódio num estúdio de trezentos participantes na plateia a bater palmas e mostrar constantemente um sorriso de orelha a orelha. Um computador é o centro de tudo, pois ele decide quem canta melhor (ignoro o gosto estético do programador, mas acho que deve ser perigoso confiar numa máquina aquilo que para os humanos é fonte de tão variadas escolhas). Os cantores da série Rebelde Way seriam as vedetas, numa sessão que começou às nove da manhã e terminou já de madrugada.
Nesse dia, a senhora de setenta anos que há vinte anda na "aventura" de aplaudir e rir em momentos que a produção do programa pede, em Paço d'Arcos, e mais algumas das suas colegas não puderam participar num qualquer programa da TVI, deslocando-se de autocarro para Queluz de Baixo.
Logo, surgem perguntas na minha cabeça: como se organizam os intervalos para almoçar ou jantar? Ou os assistentes trazem sandes e água e sumos de casa? Como voltam a casa tão tarde? Como aguentam todo o dia a bater palmas? E, para ir à casa de banho, como fazem sem se ver movimentos de entrada e saída de pessoas na televisão em casa?
Quase desde que me lembro, há séries americanas que metem risos e aplausos. Creio que eles surgem para despertar a atenção dos telespectadores. Mais recentemente, os programas ao vivo (ou gravados) incluem assistência que aplaude e ri constantemente. Para o canal de televisão, fica-se com a ideia de programa de audiência atenta e feliz, auditório cheio para quem actua e para quem vê em casa. Para os assistentes, é uma forma de ganharem algum dinheiro e divertirem-se durante esse tempo. Entre eles, há pessoas idosas ou desempregadas que têm essa actividade diária, deslocando-se mesmo entre programas dos vários canais.
Na SIC, o novo programa de Bárbara Guimarães que arranca no fim-de-ano, Atreve-te a cantar, já gravou o primeiro episódio num estúdio de trezentos participantes na plateia a bater palmas e mostrar constantemente um sorriso de orelha a orelha. Um computador é o centro de tudo, pois ele decide quem canta melhor (ignoro o gosto estético do programador, mas acho que deve ser perigoso confiar numa máquina aquilo que para os humanos é fonte de tão variadas escolhas). Os cantores da série Rebelde Way seriam as vedetas, numa sessão que começou às nove da manhã e terminou já de madrugada.
Nesse dia, a senhora de setenta anos que há vinte anda na "aventura" de aplaudir e rir em momentos que a produção do programa pede, em Paço d'Arcos, e mais algumas das suas colegas não puderam participar num qualquer programa da TVI, deslocando-se de autocarro para Queluz de Baixo.
Logo, surgem perguntas na minha cabeça: como se organizam os intervalos para almoçar ou jantar? Ou os assistentes trazem sandes e água e sumos de casa? Como voltam a casa tão tarde? Como aguentam todo o dia a bater palmas? E, para ir à casa de banho, como fazem sem se ver movimentos de entrada e saída de pessoas na televisão em casa?
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12/28/2008 09:05:00 AM
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Televisão
27.12.08
UM FILME NUM FIM DE TARDE CHUVOSO
Vi o filme Australia, com Nicole Kidman e Hugh Jackman. O filme não me entusiasmou muito; o que me preocupou foi a família ao lado que sujou cadeiras e chão a comer pipocas (até ao intervalo comeram e ruminaram de um grande balde de plástico, lembrando um certo animal porco, em contraponto com a canção da pequena Judy Garland de O Feiticeiro de Oz, tão recordada no filme australiano por um aborígene).
A mesma ideia na escrita do Twitter (máximo: 140 caracteres):
Vi o filme "Australia". O filme não me entusiasmou; o que me preocupou foi a família ao lado que sujou cadeiras e chão a comer pipocas.
A mesma ideia na escrita do Twitter (máximo: 140 caracteres):
Vi o filme "Australia". O filme não me entusiasmou; o que me preocupou foi a família ao lado que sujou cadeiras e chão a comer pipocas.
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12/27/2008 10:23:00 PM
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Internet
MAIS SOBRE A TVI E A SUA PRODUTORA
O Expresso de hoje dá informação sobre a Plural Entertainment Portugal, a empresa que a partir do começo do próximo ano integra toda a produção do grupo espanhol Prisa, em Portugal, Espanha, Argentina e Estados Unidos (Miami).
Os principais concorrentes nesses mercados são a Globo e a TV Azteca. Neste momento, a Plural produz mais horas de ficção anual que a Globo e com menores orçamentos. O mercado angolano é um espaço potencial de crescimento para a Plural, mas igualmente o Brasil e as comunidades hispânicas dos Estados Unidos.
O jornal indica também os próximos passos da Cidade da Imagem, que a TVI quer implantar num espaço de 40 hectares entre Sintra e Belas. O projecto será candidato ao longo do próximo ano ao PIN (Projecto de Interesse Nacional), começando a ser construído em 2010. Estima-se que o investimento do projecto (€40 milhões) seja pago em 15 anos. Actualmente, o grupo emprega 800 pessoas, das quais 300 são actores.
Os principais concorrentes nesses mercados são a Globo e a TV Azteca. Neste momento, a Plural produz mais horas de ficção anual que a Globo e com menores orçamentos. O mercado angolano é um espaço potencial de crescimento para a Plural, mas igualmente o Brasil e as comunidades hispânicas dos Estados Unidos.
O jornal indica também os próximos passos da Cidade da Imagem, que a TVI quer implantar num espaço de 40 hectares entre Sintra e Belas. O projecto será candidato ao longo do próximo ano ao PIN (Projecto de Interesse Nacional), começando a ser construído em 2010. Estima-se que o investimento do projecto (€40 milhões) seja pago em 15 anos. Actualmente, o grupo emprega 800 pessoas, das quais 300 são actores.
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PRÉMIO DO CLUBE LITERÁRIO DO PORTO
O Prémio do Clube Literário do Porto, este ano já em 4ª edição, vai ser atribuído em cerimónia pública ao escritor António Lobo Antunes, hoje pelas 22:00. O prémio anual, no valor de 25 mil euros, galardoa um autor pela sua criatividade na narrativa e na ficção.
O Clube Literário do Porto fica na Rua Nova da Alfândega, 22, naquela cidade.
O Clube Literário do Porto fica na Rua Nova da Alfândega, 22, naquela cidade.
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12/27/2008 11:36:00 AM
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Literatura
CASA DE BANHO (MAIS QUE) PÚBLICA (AMSTERDAM)
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12/27/2008 08:58:00 AM
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UM ENTARDECER
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12/27/2008 08:57:00 AM
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IGREJA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA (LISBOA)
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12/27/2008 08:56:00 AM
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26.12.08
NÚMERO 2 DA REVISTA DA APAD - CALL FOR ARTICLES
A APAD (Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos) está a preparar o número 2 da sua revista (online) e recebe até 15 de Janeiro de 2009 propostas de artigos, procurando a colaboração de guionistas, dramaturgos e cinéfilos.
O tema generalista da nova edição é Empresas de guionistas. As outras secções incluem Livros (resenha crítica de livros sobre guião/dramaturgia), Perfil (sobre guionistas reconhecidos: Charlie Kaufman, Tonino Guerra, Jean Claude Carrière, David Mamet), Opinião (textos de análise pessoal sobre a actualidade do guionismo e da dramaturgia), Análise (textos críticos sobre filmes específicos, quer actuais quer clássicos), Teatro (textos de análise/crítica sobre a escrita para teatro, nacional ou internacional).
Email para contactos: ribas.daniel@gmail.com.
O tema generalista da nova edição é Empresas de guionistas. As outras secções incluem Livros (resenha crítica de livros sobre guião/dramaturgia), Perfil (sobre guionistas reconhecidos: Charlie Kaufman, Tonino Guerra, Jean Claude Carrière, David Mamet), Opinião (textos de análise pessoal sobre a actualidade do guionismo e da dramaturgia), Análise (textos críticos sobre filmes específicos, quer actuais quer clássicos), Teatro (textos de análise/crítica sobre a escrita para teatro, nacional ou internacional).
Email para contactos: ribas.daniel@gmail.com.
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12/26/2008 03:22:00 PM
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Cinema
CAFÉ FILOSÓFICO, EM 28 DE DEZEMBRO
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12/26/2008 03:21:00 PM
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OS MEUS HOMÓNIMOS
No dia em que comemoro mais um ano na blogosfera (comecei a 26 de Dezembro de 2002) e me preparava para declarar ser o único único Rogério Santos que existe por aí, descobri que só no FaceBook estão registados 69 Rogério Santos. Concluindo pela imensidade de homónimos, tentei enviar um email a cada, procurando fazer um inquérito-inventário sobre o que fazem e esperam fazer, mas desisti dado o elevado número deles.
Elegi alguns, dentro e fora do FaceBook. Um, com o blogue Folha de Cima, é poeta e compositor, oriundo de São Paulo.
No passado dia 23 de Novembro, o meu homónimo poeta escrevia o poema Beijo Torpedo (musicado por Tony Pituco Freitas), com versão da canção inserida no YouTube:
num dia nublado desses / te mando um beijo-torpedo / e expludo tua boca carmim / o susto será tão grande / que ficarás assim...assim... / enquanto pensas no fato / no zapt da situação / me cravo no teu coração / tatuo minha boca em tua nuca / e será tarde pro fim...pro fim.
[trecho do show no Tocador de Bolacha em 19/11/2008: Beijo Torpedo, com Rogério Santos na voz e triângulo, Luiza Albuquerques na voz, Floriano Villaça no violão e arranjo, Caio Góes no baixo, André Kurchal na percussão. Vídeo produzido e editado por Rose Poulain)]
Ver ainda música no MySpace, no mp3tube.somdigital.net, por exemplo aqui:, ou aqui:
Outro Rogério Santos é especializado na construção de instrumentos acústicos de corda dedilhado, igualmente brasileiro e reconhecido em todo o país e no estrangeiro. Segundo o próprio, ele destaca-se pela qualidade inquestionável de seus instrumentos e pela forma pela qual trata todos os seus clientes, sem distinção. Conclui: "Rogério Santos, um profissional maduro e dedicado que se destaca pelo dom que Deus lhe deu".
O terceiro Rogério Santos, de 27 anos de idade, pode ser visto aqui [e ouvido na mesma música aqui] (Bençãos sem Medida), pertencendo ao grupo religioso Igreja Baptista, e em que que Priscila Mello, a cantora do vídeo, é sua mulher:
Se o quarto Rogério Santos pratica um desporto, o futsal, e ganhou uma medalha de bronze num campeonato mundial, o quinto Rogério Santos (mudei as cores originais para não mostrar toda a sua identidade) é professor-adjunto no Instituto Superior Técnico. Já o sexto Rogério Santos é representante comercial e podemos encontrar mais pormenores aqui e aqui. Do perfil deste último Rogério Santos, retiro o seguinte: "Adoro cultivar amigos, e procuro dar o melhor de mim e também busco o melhor deles. Muito pacato e sério, porem as vezes muito extrovertido e bagunceiro. Vivo a vida em prò a liberdade humana e concretizaçao dos meus Ideais".
Resultado: os Rogério Santos tendem a ser músicos, poetas e professores. Mas ainda descobri um Rogério Santos baterista, que acompanhava Pedro Abrunhosa e Os Bandemónio, e um pintor.
Elegi alguns, dentro e fora do FaceBook. Um, com o blogue Folha de Cima, é poeta e compositor, oriundo de São Paulo.
No passado dia 23 de Novembro, o meu homónimo poeta escrevia o poema Beijo Torpedo (musicado por Tony Pituco Freitas), com versão da canção inserida no YouTube:num dia nublado desses / te mando um beijo-torpedo / e expludo tua boca carmim / o susto será tão grande / que ficarás assim...assim... / enquanto pensas no fato / no zapt da situação / me cravo no teu coração / tatuo minha boca em tua nuca / e será tarde pro fim...pro fim.
[trecho do show no Tocador de Bolacha em 19/11/2008: Beijo Torpedo, com Rogério Santos na voz e triângulo, Luiza Albuquerques na voz, Floriano Villaça no violão e arranjo, Caio Góes no baixo, André Kurchal na percussão. Vídeo produzido e editado por Rose Poulain)]Ver ainda música no MySpace, no mp3tube.somdigital.net, por exemplo aqui:, ou aqui:
Outro Rogério Santos é especializado na construção de instrumentos acústicos de corda dedilhado, igualmente brasileiro e reconhecido em todo o país e no estrangeiro. Segundo o próprio, ele destaca-se pela qualidade inquestionável de seus instrumentos e pela forma pela qual trata todos os seus clientes, sem distinção. Conclui: "Rogério Santos, um profissional maduro e dedicado que se destaca pelo dom que Deus lhe deu".
O terceiro Rogério Santos, de 27 anos de idade, pode ser visto aqui [e ouvido na mesma música aqui] (Bençãos sem Medida), pertencendo ao grupo religioso Igreja Baptista, e em que que Priscila Mello, a cantora do vídeo, é sua mulher:
Se o quarto Rogério Santos pratica um desporto, o futsal, e ganhou uma medalha de bronze num campeonato mundial, o quinto Rogério Santos (mudei as cores originais para não mostrar toda a sua identidade) é professor-adjunto no Instituto Superior Técnico. Já o sexto Rogério Santos é representante comercial e podemos encontrar mais pormenores aqui e aqui. Do perfil deste último Rogério Santos, retiro o seguinte: "Adoro cultivar amigos, e procuro dar o melhor de mim e também busco o melhor deles. Muito pacato e sério, porem as vezes muito extrovertido e bagunceiro. Vivo a vida em prò a liberdade humana e concretizaçao dos meus Ideais".Resultado: os Rogério Santos tendem a ser músicos, poetas e professores. Mas ainda descobri um Rogério Santos baterista, que acompanhava Pedro Abrunhosa e Os Bandemónio, e um pintor.
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12/26/2008 09:18:00 AM
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25.12.08
CINEMAS DE LISBOA NO COMEÇO DO SÉCULO XX
Em 1904, era inaugurado o Salão Ideal, à rua do Loreto. Quatro anos depois, abria o Chiado Terrasse, à entrada da rua António Maria Cardoso, o "salão cinematográfico mais amplo, cómodo e elegante de Lisboa", título que perderia em 1909 quando o Salão Trindade se considerava "o mais elegante cinema de Lisboa". Um pouco acima, na rua D. Pedro V, abria o Salon Rouge com filmes pornográficos, actividade que se tornou mais apropriada para o Animatógrafo do Rossio, ao Arco da Bandeira, na loja de um prédio pombalino com uma decoração de fachada em estilo Arte Nova, e que ainda se mantém no ramo até hoje. Nos Restauradores, numa ponta do Palácio Foz, iniciava-se o Salão Central, o animatógrafo onde "se reunia toda a sociedade elegante". Outros cinemas, com vida mais efémera, eram implantados no eixo Chiado-Restauradores, significativo da importância daquela área do ponto de vista cultural e do entretenimento na época.
Os anos finais da monarquia iam-se afeiçoando ao novo espectáculo paralelo ao teatro em salas mais antigas, escreve José-Augusto França, no seu novo livro Lisboa - História Física e Moral (p. 640). O historiador duvida do "público elegante" a ir ao cinema e arrisca tratar-se mais de classes populares.
Os anos finais da monarquia iam-se afeiçoando ao novo espectáculo paralelo ao teatro em salas mais antigas, escreve José-Augusto França, no seu novo livro Lisboa - História Física e Moral (p. 640). O historiador duvida do "público elegante" a ir ao cinema e arrisca tratar-se mais de classes populares.
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12/25/2008 10:59:00 AM
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Cinema
24.12.08
BOAS FESTAS


Imagem de Ana Pimentel. A segunda imagem retirada do seu blogue, acompanhada, como ali, por Chopin Nocturne Op.9 No.2 Pianist-Arthur Rubinstein.
BOAS FESTAS E MUITA SAÚDE, FELICIDADES E SONHOS PARA 2009
.
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12/24/2008 11:01:00 AM
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ESTRATÉGIAS PARA A CULTURA EM LISBOA - DE NOVO
Como escrevi aqui em mais do que uma ocasião, em especial nesta, está em discussão um projecto de estratégias para a cultura em Lisboa. Projecta-se, para a próxima semana, um conjunto de reuniões de forma a desenvolver o projecto.
Na reunião incial de 22 de Novembro, estive presente no tema 3 (distribuir - acessibilidades, públicos, mercados, difusão), de que fiz uma resenha logo depois e pode ser consultada no link acima identificado. Hoje, e após recepção de relatório muito circunstanciado do que ocorreu nesse dia, refiro alguns elementos da discussão em torno desse tema:
Na reunião incial de 22 de Novembro, estive presente no tema 3 (distribuir - acessibilidades, públicos, mercados, difusão), de que fiz uma resenha logo depois e pode ser consultada no link acima identificado. Hoje, e após recepção de relatório muito circunstanciado do que ocorreu nesse dia, refiro alguns elementos da discussão em torno desse tema:
- Apesar da vasta oferta cultural na cidade, há algumas na sua divulgação e promoção para públicos diversificados (públicos finais, generalistas, procuras profissionais, turistas e visitantes, ocasionais ou recorrentes). Por outro lado, verifica-se a necessidade de circuitos de divulgação e publicidade dos eventos culturais (espaços para cartazes, visibilidade nos mupis/outdoors, lógicas usando os media clássicos e os novos). O grupo de discussão concluiu que existem equipamentos culturais e património subutilizados ou desocupados, a mobilizar para a realização de eventos articulados e/ou programação/ocupação regular.
Outras ideias foram ventiladas como a importância de perceber as condições de sustentabilidade de “casos de sucesso” culturais na cidade (Braço de Prata, Lx Factory, ZDB, Filho Único), a capacidade de fixação e atracção de artistas. Como ponto de referência, apresentou-se a actual capacidade atractiva de Berlim, muito ligada ao baixo custo imobiliário. Isto sem descurar as limitações do mercado local ou português com possibilidades concretas de explorar a internacionalização. Uma questão negligenciada com frequência é a dos aspectos contextuais (segurança, mobilidade, estacionamento, policiamento).
Das sugestões surgidas retomo duas delas: 1) oferta camarária de circuitos de divulgação de cartazes, 2) utilização da internet como espaço de mediação (blogues, novas formas). Quanto a projectos concretos sugeridos, elenco dois: 1) casa do cinema/espaço para exibição alternativa, 2) canal de televisão (participação da Câmara Municipal, operadores turísticos, hotéis, transportes), com produção de conteúdos de divulgação da actividade cultural.
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12/24/2008 10:22:00 AM
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Indústrias Criativas,
Indústrias Culturais
AINDA O LUSOCOMUM
Marleide Neves entrevistou-me para o blogue fazendoassessoria (21 de Novembro último), a propósito do Seminário Internacional sobre Comunicação Pública e Lusofonia, realizado no começo de Novembro em Brasília. Registo a minha última resposta:
- P: Na sua opinião, deve ser organizada uma nova edição do LUSOCOMUM?
R: Por mim, sim. Mas alargada nomeadamente a Angola. E com um programa de
docência como indiquei acima, para maior partilha de conhecimentos. Além
de criar metas bem precisas, como formação de grupos de trabalho que façam
estudos comparativos sobre a realidade das mídia nos nossos países. A
ideia foi pensada informalmente nesses dias aí em Brasília, mas tem de se
dar andamento formal.
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12/24/2008 12:01:00 AM
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Blogues,
Comunicação
23.12.08
CULTURA E ENTRETENIMENTO VALEM 160 MILHÕES
O sector da cultura e entretenimento vale 160 milhões de euros de investimento publicitário (a valores de tabela), 4% do total investido pelos anunciantes em Portugal, divulgou hoje a agência de meios Nova Expressão. O cinema recebeu no ano passado quase um quarto (23%) do total investido no sector da cultura e entretenimento, ao passo que os promotores de espectáculos e os eventos e patrocínios foram responsáveis por 17%. Lusomundo, UAU, Everything is New, Centro Cultural de Belém, Casa da Música, Fundação Serralves, Fundação Gulbenkian e Culturgest são os maiores investidores em publicidade ligada à cultura.
[fonte: PNETliteratura a partir de take da Lusa]
[fonte: PNETliteratura a partir de take da Lusa]
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12/23/2008 05:16:00 PM
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Cultura
SÍTIO DE VÍDEO ONLINE DA CASA DA IMAGEM
Para Janeiro de 2009, a Casa da Imagem prepara o lançamento de um sítio capaz de agregar os conteúdos de vídeo online do banco de imagem. Seguindo o exemplo do sítio para a fotografia (casadaimagem.com), o sítio para a imagem terá um um endereço próprio (Trendy Movies.net), capaz de alojar os mais de 20 mil videoclips de agências já representadas pela Casa da Imagem, como Thought Equity.com e que inclui conteúdos vídeo da National Geographic, Sony Pictures, MGM, HBO Archives, entre outros, ou a Think Stock Footage.
[informação a partir da newsletter Meios & Publicidade, texto de Ana Marcela]
[informação a partir da newsletter Meios & Publicidade, texto de Ana Marcela]
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12/23/2008 09:42:00 AM
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PAULA REGO EM OEIRAS


A exposição de Paula Rego está patente até ao dia 18 de Janeiro no Centro de Arte Manuel de Brito, ao Palácio dos Anjos, em Algés.
Retiro do texto assinado por Maria Arlete Alves da Silva (no desdobrável), e que se pode ler ampliando a última imagem abaixo: "Desde menina que para Paula Rego, filha única, o seu lugar de eleição é um quarto onde possa desenhar e pintar. Este seu mundo de silêncio, de reflexão e de procura em contraponto ao banal, ao superficial, ao fácil e ao imediato permite-lhe reflectir sobre a solidão, o medo, as mágoas, as fantasias da infância e a fragilidade humana".
O catálogo tem um texto assinado por João Miguel Fernandes Jorge e reprodução de muitas das obras expostas. Visita ao Palácio dos Anjos a não perder.

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12/23/2008 09:16:00 AM
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22.12.08
BOAS FESTAS

Presépio em Chelas (rua Palmira Bastos), Lisboa. Materiais (o que me pareceu): armação metálica, gesso e serapilheira. Autor - não consegui identificar.
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12/22/2008 08:00:00 AM
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CIDADES AO ABANDONO (I)

Lisboa, perto do Campo das Cebolas. Da observação do edifício, ele deve ter funcionado como unidade fabril ou grande empresa de exportação. A entrada, de grande nobreza, tem a encimar um pórtico grego e duas colunas, sinal de importância e prestígio cultivados nas unidades fabris de finais do século XIX, com uma apreciável dimensão de fachada ao longo da rua. Mais recentemente, e para evitar vandalismos e aproveitamentos menos sãos do interior do edifício, ele foi fechado com tijolos.
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12/22/2008 12:02:00 AM
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CIDADES AO ABANDONO (II)

Fotografia de Carlos Romão, no blogue A Outra Face da Cidade Surpreendente (a quem agradeço a permissão da reprodução). É evidente a denúncia da má conservação dos edifícios, no caso a Travessa da Rua Chã, no Porto.
A cidade, a sul e junto ao rio Douro, perdeu a importância das décadas mais recentes. Primeiro, deixou de ser o centro da cidade. Depois, desapareceram actividades comerciais de nomeada, como o serviço de transitários, pela ampliação do porto de Leixões e pela construção de armazéns de produtos vindos por via marítima e rodoviária na cintura daquele porto e em Freixieiro. A construção urbana é muito antiga, sem as comodidades mais modernas de habitabilidade e de estacionamento de viaturas. Ruas e travessas estreitas e esconsas, onde o sol tem dificuldade em entrar e onde actividades menos lícitas se ampliaram, levaram ao abandono de edifícios de longa história (duzentos anos? trezentos anos?). Imagino que estes edifícios abandonados - ou vividos por gente muito velha - tenham sido habitados por pequenos nobres ou algum clero, ou por comerciantes e lojistas oriundos de fora da cidade, falando um português de sotaque carregado e enrouquecido pela humidade das águas do rio.
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12/22/2008 12:01:00 AM
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21.12.08
BUDDENBROOKS
A ser exibido no dia de Natal, pelo menos no Reino Unido, o filme alemão de Heinrich Breloer Buddenbrooks, a partir do romance com o mesmo nome de Thomas Mann, promete dar que falar.

O livro de Mann foi publicado inicialmente em 1901 e conta a história da ascensão e queda de uma família de comerciantes da classe média oriunda de Lübeck, em que a geração mais jovem esbanjou a riqueza acumulada pelas gerações anteriores. Ninguém conseguira prever a decadência, paralelo que os analistas encontram quando comparam a narrativa de Mann com os tempos actuais. O realizador Breloer realçou mesmo que o lado económico da história foi tido em conta.
O filme custou 16,2 milhões de euros, o mais caro dos estúdios da Baviera onde saiu Das Boot em 1991, sendo expectável que haja retorno para esse investimento. A actriz Jessica Schwarz interpreta o papel da coquete Tony Buddenbrook. Schwarz é vista como uma herdeira dos tributos de Romy Schneider.
O texto de Lizzy Davies, na edição de hoje do Observer, de onde retiro a informação, faz ainda alusão às sucessivas adaptações dos livros de Mann, destacando o notável filme de Luchino Visconti, Morte em Veneza.

O livro de Mann foi publicado inicialmente em 1901 e conta a história da ascensão e queda de uma família de comerciantes da classe média oriunda de Lübeck, em que a geração mais jovem esbanjou a riqueza acumulada pelas gerações anteriores. Ninguém conseguira prever a decadência, paralelo que os analistas encontram quando comparam a narrativa de Mann com os tempos actuais. O realizador Breloer realçou mesmo que o lado económico da história foi tido em conta.
O filme custou 16,2 milhões de euros, o mais caro dos estúdios da Baviera onde saiu Das Boot em 1991, sendo expectável que haja retorno para esse investimento. A actriz Jessica Schwarz interpreta o papel da coquete Tony Buddenbrook. Schwarz é vista como uma herdeira dos tributos de Romy Schneider.
O texto de Lizzy Davies, na edição de hoje do Observer, de onde retiro a informação, faz ainda alusão às sucessivas adaptações dos livros de Mann, destacando o notável filme de Luchino Visconti, Morte em Veneza.
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12/21/2008 12:44:00 PM
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Cinema
FILMES
A sinopse do filme A Fronteira do Amanhecer (2008) de Philippe Garrel, apresenta-o como o romance entre uma estrela de cinema (Carole) e um fotógrafo (François), até ela morrer. François casaria com outra mulher, mas o fantasma de Carole está sempre presente. A sinopse do filme Paris (2008), de Cédric Klapisch, conta que, enquanto Pierre aguarda um transplante de coração que lhe salve a vida, a sua irmã Élise muda-se para o seu apartamento com os seus três filhos para cuidar dele. Pierre vê o mundo com um novo olhar, em especial através da sua varanda, com encontros e emoções, caso do professor de História que se apaixona por uma aluna.
A crítica foi mais favorável ao filme de Philippe Garrel (imagem a preto e branco de um grande valor estético) que ao filme interpretado por Juliette Binoche. Eu vi os dois no mesmo local (cinemas King), num espaço de poucos dias - e não admirei particularmente nenhum, a contragosto do meu colega C., que apreciara A Fronteira do Amanhecer. Aprofundei a minha opinião: dois filmes franceses intelectuais, longe dos problemas das pessoas, contando histórias inverosímeis e até irritantes pelo modo como filmam as actrizes Laura Smet (1983, filha do cantor pop Johnny Hallyday) e Juliette Binoche (1964 e com dois filhos) - os filmes param enquanto a câmara as olha. Mas recuei na minha apreciação, ao encontrarmos influências de filmes clássicos e de romances do fantástico de finais do século XIX, nomeadamente as inverosimilhanças de A Fronteira do Amanhecer.
Estabeleci iguais comparações com Caos Calmo (2008), de Antonio Luigi Grimaldi, onde Nanni Moretti faz a personagem de um viúvo que leva a filha à escola e se desprende do mundo profissional, passando a receber e reunir no banco do jardim onde passa o dia e estabelecer novas relações e emoções. A uma cena inicial de salvamento de uma mulher na praia corresponde, mais à frente, uma enorme cena de sexo repetindo os movimentos estabelecidos na ajuda à mulher em riscos de afogamento. O realizador concentra-se menos no rosto de Moretti, embora ele esteja sempre presente.
Já não é a paixão de jovens como em A Fronteira do Amanhecer nem sentimentos reprimidos ou culpabilizados como em Paris, mas está-se na ordem da linguagem e da comunicação com os outros. O local de encontro entre indivíduos em Caos Calmo adquire uma dimensão diferente que os outros filmes, pois substitui o tempo e o movimento de vaivém entre uns e outros, reduzindo-o a um espaço necessário à sobrevivência. A amizade, o sentimento e a descoberta de outras realidades são apreendidos nesse espaço vital mínimo.
A crítica foi mais favorável ao filme de Philippe Garrel (imagem a preto e branco de um grande valor estético) que ao filme interpretado por Juliette Binoche. Eu vi os dois no mesmo local (cinemas King), num espaço de poucos dias - e não admirei particularmente nenhum, a contragosto do meu colega C., que apreciara A Fronteira do Amanhecer. Aprofundei a minha opinião: dois filmes franceses intelectuais, longe dos problemas das pessoas, contando histórias inverosímeis e até irritantes pelo modo como filmam as actrizes Laura Smet (1983, filha do cantor pop Johnny Hallyday) e Juliette Binoche (1964 e com dois filhos) - os filmes param enquanto a câmara as olha. Mas recuei na minha apreciação, ao encontrarmos influências de filmes clássicos e de romances do fantástico de finais do século XIX, nomeadamente as inverosimilhanças de A Fronteira do Amanhecer.
Estabeleci iguais comparações com Caos Calmo (2008), de Antonio Luigi Grimaldi, onde Nanni Moretti faz a personagem de um viúvo que leva a filha à escola e se desprende do mundo profissional, passando a receber e reunir no banco do jardim onde passa o dia e estabelecer novas relações e emoções. A uma cena inicial de salvamento de uma mulher na praia corresponde, mais à frente, uma enorme cena de sexo repetindo os movimentos estabelecidos na ajuda à mulher em riscos de afogamento. O realizador concentra-se menos no rosto de Moretti, embora ele esteja sempre presente.
Já não é a paixão de jovens como em A Fronteira do Amanhecer nem sentimentos reprimidos ou culpabilizados como em Paris, mas está-se na ordem da linguagem e da comunicação com os outros. O local de encontro entre indivíduos em Caos Calmo adquire uma dimensão diferente que os outros filmes, pois substitui o tempo e o movimento de vaivém entre uns e outros, reduzindo-o a um espaço necessário à sobrevivência. A amizade, o sentimento e a descoberta de outras realidades são apreendidos nesse espaço vital mínimo.
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MODA

Hobsbawm (2005: 346) estava a escrever sobre Maio de 1968 e Paris, quando chama a atenção para a importância do ano de 1965. O historiador não detecta nenhum acontecimento social de relevo em 1965, a não ser o facto da indústria francesa do vestuário ter produzido, pela primeira vez, mais calças de mulher do que saias.
Leitura: Eric Hobsbawm (2005). Tempos Interessantes. Uma vida no século XX. Porto: Campo das Letras
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12/21/2008 12:42:00 PM
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Moda
ARTE CONTEMPORÂNEA EM TOMAR

O Museu Municipal de Tomar tem uma importante colecção de arte contemporânea, fruto da doacção de José-Augusto França, com mais de uma centena de obras. França, que nasceu em Tomar em 1922, foi crítico de arte e director da revista Colóquio/Artes, reunindo ao longo do tempo um magnífico espólio de pinturas, desenhos, esculturas e gravuras de mais de cinquenta artistas, sobre os quais escreveu em catálogos e livros. A exposição cobre nomeadamente os anos 1940 a 1970, com relevo para o surrealismo, abstraccionismo, nova figuração, mas chega atá à actualidade.O edifício foi adaptado para albergar a colecção pelo arquitecto Jorge Mascarenhas. O pintor e escultor José Guimarães e o pintor Eduardo Nery associaram-se e as suas obras marcam o exterior do edifício.
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12/21/2008 10:16:00 AM
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CAFÉ PARAÍSO, TOMAR
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12/21/2008 10:10:00 AM
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20.12.08
FESTIVAIS DE TEATRO NO RIO DE JANEIRO E EM SÃO PAULO
Festival de Teatro Cidade do Rio de Janeiro - 7ª Edição
Local: Teatro Princesa Isabel, na Avenida Princesa Isabel, 186, Copacabana, Rio de Janeiro.
De 12 de Maio a 4 de Junho de 2009: fase competitiva do festival direccionado ao público adulto, realizado às terças, quartas e quintas às 21:00, totalizando 12 espectáculos. De 9 de Maio a 7 de Junho: fase competitiva do festival direccionado ao público infantil, realizado aos sábados e domingos, às 17:00, totalizando 10 espectáculos.
Inscrições e informações através do sítio http://teatrofest.com até 28 de Fevereiro de 2009.
Festival de Teatro Cidade de São Paulo – 1ª edição
Local: Teatro Bibi Ferreira, Avenida Brigadeiro Luis Antônio, 931, Bela Vista, São Paulo.
De 16 de Junho a 9 de Julho: fase competitiva do festival direccionado ao público adulto, realizado às terças, quartas e quintas às 21:00, totalizando 12 espectáculos. De 13 de Junho a 12 de Julho: fase competitiva do festival direccionado ao público infantil, realizado aos sábados e domingos, às 16:00, totalizando 10 espectáculos.
Inscrições e informações através do sítio http://teatrofest.com até 30 de Março de 2009.
Local: Teatro Princesa Isabel, na Avenida Princesa Isabel, 186, Copacabana, Rio de Janeiro.
De 12 de Maio a 4 de Junho de 2009: fase competitiva do festival direccionado ao público adulto, realizado às terças, quartas e quintas às 21:00, totalizando 12 espectáculos. De 9 de Maio a 7 de Junho: fase competitiva do festival direccionado ao público infantil, realizado aos sábados e domingos, às 17:00, totalizando 10 espectáculos.
Inscrições e informações através do sítio http://teatrofest.com até 28 de Fevereiro de 2009.
Festival de Teatro Cidade de São Paulo – 1ª edição
Local: Teatro Bibi Ferreira, Avenida Brigadeiro Luis Antônio, 931, Bela Vista, São Paulo.
De 16 de Junho a 9 de Julho: fase competitiva do festival direccionado ao público adulto, realizado às terças, quartas e quintas às 21:00, totalizando 12 espectáculos. De 13 de Junho a 12 de Julho: fase competitiva do festival direccionado ao público infantil, realizado aos sábados e domingos, às 16:00, totalizando 10 espectáculos.
Inscrições e informações através do sítio http://teatrofest.com até 30 de Março de 2009.
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12/20/2008 06:50:00 PM
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Teatro
MUSEU DO DESIGN E DA MODA ATRASADO DOIS ANOS
Por 21,7 milhões de euros foi esta semana decidido adquirir a antiga sede do Banco Nacional Ultramarino, à rua Augusta, 24, em Lisboa, para albergar o Museu do Design e da Moda (Mude), segundo noticiou ontem o jornal Público.
A colecção Francisco Capelo, com duas mil peças de design de equipamento, mobiliário e alta costura, que saiu do Centro Cultural de Belém em 2006 e que tinha cerca de 40 mil visitantes anuais, é o núcleo central do novo museu. A previsão da abertura do Mude é para 2010.
A localização do museu tem tido uma história atribulada, nomeadamente no Palácio de Santa Catarina, entretanto abandonado. A nova localização surge integrada no pacote de projectos para a Baixa-Chiado. A directora é Bárbara Coutinho.
A colecção Francisco Capelo, com duas mil peças de design de equipamento, mobiliário e alta costura, que saiu do Centro Cultural de Belém em 2006 e que tinha cerca de 40 mil visitantes anuais, é o núcleo central do novo museu. A previsão da abertura do Mude é para 2010.
A localização do museu tem tido uma história atribulada, nomeadamente no Palácio de Santa Catarina, entretanto abandonado. A nova localização surge integrada no pacote de projectos para a Baixa-Chiado. A directora é Bárbara Coutinho.
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12/20/2008 06:14:00 PM
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AUDIÊNCIAS DE TELEVISÃO

Na semana de 1 a 7 de Dezembro, a TVI registou 29,4% de share de audiência, a RTP1 obteve 26,3%, a SIC 23,9%, a RTP2 5,0% e o cabo e outros canais 15,4%.
Fonte: Marktest
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12/20/2008 06:07:00 PM
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Televisão
VISUALIZAÇÕES DA BLOGGER CRESCEM EM NOVEMBRO
A Blogger aumenta visualizações em Novembro último na navegação na internet a partir do lar, indica o painel mais recente da Marktest. Isto num mês em que foram visitadas cerca de 2,3 mil milhões de páginas. Quanto a páginas visitadas, a lista dos domínios com mais visualizações é a que aparece no gráfico seguinte:
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12/20/2008 05:58:00 PM
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REVISTA COLÓQUIO-LETRAS
Nuno Júdice é o novo director da Revista Colóquio-Letras, pertença da Fundação Calouste Gulbenkian. Eduardo Lourenço preside ao conselho editorial da revista. O novo director é ensaísta, poeta, ficcionista e professor universitário, e desempenhou em Paris os cargos de conselheiro cultural da embaixada portuguesa e delegado do Instituto Camões.
A revista nasceu em 1971, tendo sido criada e orientada por Hernâni Cidade, Jacinto Prado Coelho, David Mourão-Ferreira e Joana Varela.
[mensagem a partir de informação fornecida por Sara Pais, da Fundação Calouste Gulbenkian]
A revista nasceu em 1971, tendo sido criada e orientada por Hernâni Cidade, Jacinto Prado Coelho, David Mourão-Ferreira e Joana Varela.
[mensagem a partir de informação fornecida por Sara Pais, da Fundação Calouste Gulbenkian]
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12/20/2008 05:49:00 PM
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LANÇAMENTO DO LIVRO "ESPAÇOS PERDIDOS. COIMBRA"
Na passada terça-feira, dia 16, ao fim da tarde, foi lançado em Lisboa o livro Espaços Perdidos. Coimbra, coordenado por João Figueira, como aqui fiz referência. Hoje, edito um vídeo com excertos de intervenções de alguns membros da mesa de apresentação do livro: Osvaldo Castro, João Figueira, João Mesquita e Isabel Garcia.
O livro-álbum tem histórias de cafés e outros espaços públicos (restaurantes, cine-teatros) que, entretanto, desapareceram e que constituem a memória da cultura, da estética e da política das gentes de Coimbra e dos estudantes da sua universidade, atravessando gerações. Na realidade, para se conhecer melhor o cosmos da cultura local (e nacional), um dos meios mais importantes é saber como funcionam os cafés e outros locais públicos.
O livro foi escrito por jornalistas. João Figueira, antigo editor do Diário de Notícias naquela cidade e actualmente docente no Instituto de Estudos Jornalísticos da Universidade de Coimbra, explicaria isso: os jornalistas são mais rápidos que os académicos. Assentam no acontecimento mas, em contrapartida, fornecem um travejamento menos denso sociologicamente falado. Isto é: ganha-se de um lado mas perde-se de outro.
Arcádia, Avenida, A Brasileira, Clepsidra, Mandarim, Moçambique, Pratas e Sousa Bastos foram sinónimo de espaços de tertúlias, locais de amizade, cultura e política e ainda de formação de mentalidades. E que desapareceram no espaço de menos de uma década, o que significa que, nas palavras do coordenador da obra, a cidade tenha perdido muita da sua identidade (p. 8).
O livro-álbum tem histórias de cafés e outros espaços públicos (restaurantes, cine-teatros) que, entretanto, desapareceram e que constituem a memória da cultura, da estética e da política das gentes de Coimbra e dos estudantes da sua universidade, atravessando gerações. Na realidade, para se conhecer melhor o cosmos da cultura local (e nacional), um dos meios mais importantes é saber como funcionam os cafés e outros locais públicos.
O livro foi escrito por jornalistas. João Figueira, antigo editor do Diário de Notícias naquela cidade e actualmente docente no Instituto de Estudos Jornalísticos da Universidade de Coimbra, explicaria isso: os jornalistas são mais rápidos que os académicos. Assentam no acontecimento mas, em contrapartida, fornecem um travejamento menos denso sociologicamente falado. Isto é: ganha-se de um lado mas perde-se de outro.Arcádia, Avenida, A Brasileira, Clepsidra, Mandarim, Moçambique, Pratas e Sousa Bastos foram sinónimo de espaços de tertúlias, locais de amizade, cultura e política e ainda de formação de mentalidades. E que desapareceram no espaço de menos de uma década, o que significa que, nas palavras do coordenador da obra, a cidade tenha perdido muita da sua identidade (p. 8).
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12/20/2008 09:01:00 AM
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Cultura
ESTRATÉGIAS PARA A CULTURA EM LISBOA
Na primeira reunião de grupos de trabalho para as Estratégias para a Cultura em Lisboa (Palácio da Mitra, 22 de Novembro de 2008) foi distribuído um questionário aos participantes entregue na 1ª Reunião dos Grupos de Trabalho.
A equipa organizadora recebeu 38 questionários preenchidos pelos intervenientes dos vários grupos de trabalho e, depois e por email, recebeu mais 13. Foi a partir daí que escreveram o relatório, que se pode ler na íntegra aqui.
Os problemas mais referidos neste questionário referem-se as questões de articulação, coordenação e relacionamento da câmara, entre as várias estruturas e com entidades externas, privadas ou públicas. Depois, as respostas apontam para problemas relacionados com o
planeamento estratégico e as políticas culturais existentes (ou inexistentes) e na área dos equipamentos e espaços culturais.
Da oferta cultural, as respostas ao inquérito apontam a inexistência de uma oferta de programação integrada, a duplicação de iniciativas e projectos com inerente desperdício de fundos, a fraca internacionalização da criação, da produção e das estruturas artísticas, a repetição de eventos e actividades, o cancelamento de projectos de grande êxito (como os Concertos de Natal), a demasiada oferta de "alta cultura", a falta de rentabilização e potenciação dos recursos patrimoniais e museológicos, o protagonismo da cultura contemporânea, a ausência de um núcleo forte orientado para a facilitação de acesso e disseminação de informação e produção de conhecimento, a inexistência de programas de formação para saber ver as representações da cidade.
O relatório contém muitos dados interessantes que podem ser consultados aqui. Mas fico-me com o que um grupo de inquiridos está disposto a intervir na questão dos acessos à cultura e na participação cívica activa, verificável através deste gráfico:

O projecto, a cargo de um centro de estudos do ISCTE, entretanto recebeu críticas. A directora da Casa Fernando Pessoa, Inês Pedrosa, discorda que se gastem "80 mil euros a comprar um programa cultural que devia ser a vereação da cultura a fazer". Para ela, "Há gente suficiente e de qualidade na câmara para o fazer" (Público Última Hora, 16.12.2008).
A equipa organizadora recebeu 38 questionários preenchidos pelos intervenientes dos vários grupos de trabalho e, depois e por email, recebeu mais 13. Foi a partir daí que escreveram o relatório, que se pode ler na íntegra aqui.
Os problemas mais referidos neste questionário referem-se as questões de articulação, coordenação e relacionamento da câmara, entre as várias estruturas e com entidades externas, privadas ou públicas. Depois, as respostas apontam para problemas relacionados com o
planeamento estratégico e as políticas culturais existentes (ou inexistentes) e na área dos equipamentos e espaços culturais.
Da oferta cultural, as respostas ao inquérito apontam a inexistência de uma oferta de programação integrada, a duplicação de iniciativas e projectos com inerente desperdício de fundos, a fraca internacionalização da criação, da produção e das estruturas artísticas, a repetição de eventos e actividades, o cancelamento de projectos de grande êxito (como os Concertos de Natal), a demasiada oferta de "alta cultura", a falta de rentabilização e potenciação dos recursos patrimoniais e museológicos, o protagonismo da cultura contemporânea, a ausência de um núcleo forte orientado para a facilitação de acesso e disseminação de informação e produção de conhecimento, a inexistência de programas de formação para saber ver as representações da cidade.
O relatório contém muitos dados interessantes que podem ser consultados aqui. Mas fico-me com o que um grupo de inquiridos está disposto a intervir na questão dos acessos à cultura e na participação cívica activa, verificável através deste gráfico:

O projecto, a cargo de um centro de estudos do ISCTE, entretanto recebeu críticas. A directora da Casa Fernando Pessoa, Inês Pedrosa, discorda que se gastem "80 mil euros a comprar um programa cultural que devia ser a vereação da cultura a fazer". Para ela, "Há gente suficiente e de qualidade na câmara para o fazer" (Público Última Hora, 16.12.2008).
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12/20/2008 09:00:00 AM
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Cultura
ELEMENTOS DA PUBLICIDADE
No texto Os media e a publicidade, uma questão que ocupa Francisco Costa Pereira e Jorge Veríssimo (2007) é a saturação publicitária dos media, em especial a televisão. Os intervalos publicitários são extensos, com frequente repetição de uma mesma campanha, o que incomoda os receptores/consumidores. Um estudo do Observatório da Publicidade aos intervalos publicitários nos programas televisivos, já em 2002, verificou existir frequentemente blocos publicitários com duração de 12 minutos, o limiar do permitido por lei. Além da saturação publicitária, os autores referenciam a redundância discursiva, isto é: conteúdos que traduzem encenações banais e do quotidiano aplicados a histórias de famílias jovens, saudáveis e felizes.
A saturação e a redundância da publicidade têm efeitos em três lados, pelo menos. Do lado dos consumidores, atendendo aos efeitos da publicidade, em especial sobre as crianças, entrou em vigor em 2005 o Código de Boas Práticas para as Comunicações Comerciais para crianças e jovens, como tentativa de auto-regular os conteúdos publicitários.
Por outro lado, o uso do YouTube e do MySpace pode levar, a médio prazo, à introdução de spots publicitários lançados pelos consumidores. A construção de conteúdos concorrentes dos profissionais criativos conduzirá a uma abundância de conteúdos e de animação de novas plataformas.
Em terceiro lugar, e dentro dos media clássicos como a televisão, os anunciantes encorajam novas formas de comunicação, numa reconfiguração de estratégias face à saturação publicitária. Nas novas formas, incluem-se o product placement, o marketing relacional, os patrocínios (soft sponsoring) (de festas e festivais) e a mediatização da responsabilidade social, actividades a que Pereira e Veríssimo (2007) dão destaque.
Assim, em termos de product placement, existe um já grande número de produções ficcionais nacionais, o que preocupa os reguladores, pelo aumento de publicidade nas emissões e sem estrita identificação da mesma. Aparece também o brand entertainment, em que o produto/marca se envolve no enredo da história, com maior persuasão na mensagem do anunciante. Isto observa-se em especial nos programas orientados para as crianças, ainda sem a capacidade cognitiva de analisar/interpretar a mensagem publicitária recebida. Além do patrocínio, há empresas que negoceiam com câmaras municipais a recuperação de edifícios degradados/abandonados, veículos de promoção da marca. A publicidade exterior e o marketing relacional (SMS) são outros elementos fundamentais do novo panorama da publicidade.
Leitura: Francisco Costa Pereira e Jorge Veríssimo (2007). “Os media e a publicidade”. Anuário da Comunicação, 2005-2006). Lisboa: Obercom, pp. 234-237
A saturação e a redundância da publicidade têm efeitos em três lados, pelo menos. Do lado dos consumidores, atendendo aos efeitos da publicidade, em especial sobre as crianças, entrou em vigor em 2005 o Código de Boas Práticas para as Comunicações Comerciais para crianças e jovens, como tentativa de auto-regular os conteúdos publicitários.
Por outro lado, o uso do YouTube e do MySpace pode levar, a médio prazo, à introdução de spots publicitários lançados pelos consumidores. A construção de conteúdos concorrentes dos profissionais criativos conduzirá a uma abundância de conteúdos e de animação de novas plataformas.
Em terceiro lugar, e dentro dos media clássicos como a televisão, os anunciantes encorajam novas formas de comunicação, numa reconfiguração de estratégias face à saturação publicitária. Nas novas formas, incluem-se o product placement, o marketing relacional, os patrocínios (soft sponsoring) (de festas e festivais) e a mediatização da responsabilidade social, actividades a que Pereira e Veríssimo (2007) dão destaque.
Assim, em termos de product placement, existe um já grande número de produções ficcionais nacionais, o que preocupa os reguladores, pelo aumento de publicidade nas emissões e sem estrita identificação da mesma. Aparece também o brand entertainment, em que o produto/marca se envolve no enredo da história, com maior persuasão na mensagem do anunciante. Isto observa-se em especial nos programas orientados para as crianças, ainda sem a capacidade cognitiva de analisar/interpretar a mensagem publicitária recebida. Além do patrocínio, há empresas que negoceiam com câmaras municipais a recuperação de edifícios degradados/abandonados, veículos de promoção da marca. A publicidade exterior e o marketing relacional (SMS) são outros elementos fundamentais do novo panorama da publicidade.
Leitura: Francisco Costa Pereira e Jorge Veríssimo (2007). “Os media e a publicidade”. Anuário da Comunicação, 2005-2006). Lisboa: Obercom, pp. 234-237
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12/20/2008 09:00:00 AM
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Publicidade
A CIDADE, O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO DO CONSUMO E AS SUAS CATEDRAIS
É o título de um texto de Miguel Silva Graça, a ler aqui.
O texto começa assim:
O texto começa assim:
- A busca de ofertas crescentes e diferenciadas de consumo com vista a construir novas formas de vida tornou-se, indubitavelmente, uma das características definidoras da vida urbana no início deste século. A partir da segunda metade do século XX, o consumo adquiriu uma condição omnipresente – evoluindo de uma categoria claramente ligada a uma noção de posse física para uma noção de acesso a bens e serviços (RIFKIN, 2001) – , assumindo-se como um dos interesses centrais da vida contemporânea.
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12/20/2008 08:59:00 AM
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Consumo
19.12.08
ARTE E CULTURA NA ESFERA PÚBLICA
Está disponível aqui o texto Contrasting narratives: Art and culture in the public sphere, de Idalina Conde.
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12/19/2008 10:56:00 AM
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Cultura
DIÁRIOS DE VIAGEM, DE EDUARDO SALAVISA
Diários de Viagem. Desenhos do quotidiano. 35 Autores Contemporâneos é um livro de Eduardo Salavisa, agora editado pela Quimera.O diário de viagem ou caderno de esboços ou diário gráfico é um caderno de capa grossa, com cantos e lombada de pano e que acompanha os artistas e escritores onde tomam notas, fazem apontamentos e desenham esboços, quando numa viagem ou num momento de reflexão e inspiração.
Eduardo Salavisa recolhe a opinião de um colega de profissão que indica ser o diário de viagem uma espécie de mini-estúdio ambulante que ajuda a criatividade durante o dia inteiro. O autor vê a viagem como um espaço de disponibilidade, com mais tempo e capacidade para observar e registar, sendo que, num caderno, cada desenho está dependente da série ou conjunto em que se integra (p. 16). Animador de um magnífico blogue, o desenhador do quotidiano, Eduardo Salavisa tem também no seu livro um subcapítulo dedicado à blogosfera, a qual obriga, segundo as suas palavras, a que as imagens editadas sejam feitas com mais atenção e frequência (p. 25) [na imagem ao lado, Eduardo Salavisa, ao lado de Cruzeiro Seixas, no lançamento do livro no passado sábado].

Após uma introdução, de ordem mais teórica e com inclusão de elementos sobre cadernos de viagem de autores conhecidos (Edward Hopper, Eugéne Delacroix, Frida Kahlo, Hugo Pratt, Le Corbusier e Pablo Picasso), o livro destaca autores contemporâneos (35), com um pequeno texto e um conjunto de imagens retiradas dos cadernos de cada artista. A terceira parte deste livro ricamente ilustrado é um curso de iniciação ao desenho pelo uso do diário gráfico. Lê-se: "Há uns anos iniciei a experiência de introduzir o Diário Gráfico como instrumento no ensino/aprendizagem nas disciplinas onde o desenho tem uma importância fundamental" (p. 237).
Eduardo Salavisa nasceu em Lisboa em 1950, é professor do ensino secundário e gosta de viagens sem itinerário marcado, de preferência pelo Sul, como América do Sul, Europa do Sul e Cabo Verde (de que aqui se reproduzem duas imagens, a primeira vem na p. 85 e a segunda nas pp. 6-7). Diz ele: "Normalmente ando com canetas de várias espessuras e uso-as conforme a escala do que quero representar. [...] As cores, aguarelas, aplico-as depois à noite no hotel, ou onde estiver alojado. Permite-me relembrar o dia, escrever alguma coisa que acho que devia ser lembrada, colar algum bilhete ou outra coisa do género" (p. 80).



[os meus agradecimentos ao editor que forneceu os materiais para a construção da mensagem e permitiu a reprodução das imagens]
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12/19/2008 09:26:00 AM
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Artes Criativas,
Ilustração
10 LUZES NUM SÉCULO ILUSTRADO
10 Luzes num Século Ilustrado é um ciclo de conferências a realizar no auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras, integrado nas comemorações dos 250 anos do concelho de Oeiras. A primeira é com José Barata Moura, que falará de Kant e as Luzes, no dia 16 de Janeiro, às 21:30. Outros conferencistas convidados (e a confirmar nos próximos meses) são Mário Soares, Noam Chomsky, Olga Pombo, Umberto Eco, Eduardo Lourenço, Manuel Castells, Alexandre Quintanilha, Gonçalo Ribeiro Telles e Luís Miguel Cintra.

[informação colhida na agenda cultural 30 DIAS, de Oeiras, número de Dezembro]

[informação colhida na agenda cultural 30 DIAS, de Oeiras, número de Dezembro]
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12/19/2008 09:05:00 AM
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18.12.08
INDÚSTRIA CULTURAL
Em artigo publicado ontem no blogue 5dias.net, Luís Rainha escreveu sobre Arte, Indústria & Cultura, cujo tema nuclear são as indústrias culturais.
Luís Rainha anota: "Sobretudo graças a Bernard Miège, no final da década de 90, a noção diabolizada de «Indústria da Cultura» viu-se matizada e ampliada, até se transformar na expressão hoje corrente: «Indústrias Culturais». Como esclarece Hesmondhalgh, o plural não é inocente nem acidental: assinala o reconhecimento da complexidade deste sector, que acolhe instituições de carizes muito diverso entre si, enquanto nega o carácter essencialmente maligno da massificação da cultura". Depois, explica que a(s) indústria(s) cultural(ais) passa(m) "assim a ser, mais que um meio, um fim – rentável, partilhável e multiplicável: em bens culturais e simbólicos, serviços noticiosos, entretenimento, toda uma indústria à escala planetária". E acaba por considerar as indústrias culturais como subproduto do choque petrolífero de 1973.
Sim, Horkheimer e Adorno enganaram-se, ao dizerem que não gostavam ou compreendiam o cinema e o jazz. Mas consegue-se compreender o porquê da negação à cultura de massa(s) naquele momento e a lenta alteração desse pensamento, lendo, por exemplo, Sobre a Indústria da Cultura (organização e prefácio de António Sousa Ribeiro, Angelus Novus, 2003).
O autor mais radical que conheço sobre Adorno, Heinz Steinert, sobre o texto fundador do conceito indústria cultural diz claramente que ele não é nada equilibrado (Culture industry, 2003: 21). Mas situa o texto no contexto: Adorno estudara música com Alban Berg, em 1925 e em Viena, então um dos centros intelectuais do mundo, e esteve junto com Schoenberg e Webern, os expoentes máximos da música da sua época. Logo, não pertencia à ultrapassada cultura do século XIX, como o post de Luís Rainha pretende assimilar Adorno. Então Adorno usava três termos para descrever a música da "indústria cultural" - música comum (use-music), música ligeira, jazz - o que ilustra a complexidade do seu pensamento. No ensaio On the Social Situation of Music (1932), Adorno não empregou o termo "indústria cultural" mas "industrialização da produção" para se referir à opereta de Viena e, depois, às fábricas do filme sonoro com a sua divisão capitalista de trabalho, continua Steinert (p. 23).
Convém lembrar que o uso inicial de "indústria cultural" permitiu distinguir cultura popular de cultura de massa(s), modo subtil de introduzir complexidade e criar um filão rico no pensamento da sociologia e da filosofia ocidentais.
O problema que vejo em textos como o de Luís Rainha é o de um quadro ideológico com tendência habitual a críticas a conceitos e autores deixando pistas confusas quanto a valores correctos e conclusões. Pode não ser a intenção do autor, mas o seu texto incorre no efeito soundbite aplicável à peça do noticiário televisivo e que se pode transpor para o meio dos blogues: argumento rápido e com recurso a palavras simples e de ordem, nada de minudências ou complexidades.
Luís Rainha anota: "Sobretudo graças a Bernard Miège, no final da década de 90, a noção diabolizada de «Indústria da Cultura» viu-se matizada e ampliada, até se transformar na expressão hoje corrente: «Indústrias Culturais». Como esclarece Hesmondhalgh, o plural não é inocente nem acidental: assinala o reconhecimento da complexidade deste sector, que acolhe instituições de carizes muito diverso entre si, enquanto nega o carácter essencialmente maligno da massificação da cultura". Depois, explica que a(s) indústria(s) cultural(ais) passa(m) "assim a ser, mais que um meio, um fim – rentável, partilhável e multiplicável: em bens culturais e simbólicos, serviços noticiosos, entretenimento, toda uma indústria à escala planetária". E acaba por considerar as indústrias culturais como subproduto do choque petrolífero de 1973.
Sim, Horkheimer e Adorno enganaram-se, ao dizerem que não gostavam ou compreendiam o cinema e o jazz. Mas consegue-se compreender o porquê da negação à cultura de massa(s) naquele momento e a lenta alteração desse pensamento, lendo, por exemplo, Sobre a Indústria da Cultura (organização e prefácio de António Sousa Ribeiro, Angelus Novus, 2003).
O autor mais radical que conheço sobre Adorno, Heinz Steinert, sobre o texto fundador do conceito indústria cultural diz claramente que ele não é nada equilibrado (Culture industry, 2003: 21). Mas situa o texto no contexto: Adorno estudara música com Alban Berg, em 1925 e em Viena, então um dos centros intelectuais do mundo, e esteve junto com Schoenberg e Webern, os expoentes máximos da música da sua época. Logo, não pertencia à ultrapassada cultura do século XIX, como o post de Luís Rainha pretende assimilar Adorno. Então Adorno usava três termos para descrever a música da "indústria cultural" - música comum (use-music), música ligeira, jazz - o que ilustra a complexidade do seu pensamento. No ensaio On the Social Situation of Music (1932), Adorno não empregou o termo "indústria cultural" mas "industrialização da produção" para se referir à opereta de Viena e, depois, às fábricas do filme sonoro com a sua divisão capitalista de trabalho, continua Steinert (p. 23).
Convém lembrar que o uso inicial de "indústria cultural" permitiu distinguir cultura popular de cultura de massa(s), modo subtil de introduzir complexidade e criar um filão rico no pensamento da sociologia e da filosofia ocidentais.
O problema que vejo em textos como o de Luís Rainha é o de um quadro ideológico com tendência habitual a críticas a conceitos e autores deixando pistas confusas quanto a valores correctos e conclusões. Pode não ser a intenção do autor, mas o seu texto incorre no efeito soundbite aplicável à peça do noticiário televisivo e que se pode transpor para o meio dos blogues: argumento rápido e com recurso a palavras simples e de ordem, nada de minudências ou complexidades.
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12/18/2008 10:28:00 PM
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Indústrias Culturais
REPRESENTAÇÃO SIMBÓLICA DO EURO
Moeda recente no nosso imaginário e na vida quotidiano, o euro foi também construído nos media, dentro de uma perspectiva simbólica. Isto é o que escrevem as investigadoras Maria João Silveirinha e Cristina Ponte, as organizadoras do volume Moeda e comunicação. A representação mediática do €uro.
As duas docentes (Universidade de Coimbra e Universidade Nova de Lisboa, respectivamente) formaram uma equipa de trabalho e compararam com estudos entretanto realizados em outros países da moeda única. Um dos momento-chave relevante dessa construção mediática foi o período exactamente antes da entrada em circulação, com instabilidade e indecisão quanto à sua concretização e consolidação, como as Cimeiras Europeias, pois não se sabia como iriam reagir as populações.
No caso português, como no de outros países, a nova moeda foi geralmente descodificada em valores da moeda desaparecida, isto é, mudando referências culturais profundas. Os media, nomeadamente os escritos, empregaram um arsenal simbólico considerável, visível em títulos e imagens, mas também os media audiovisuais criaram espaços de explicação da nova moeda, num esforço enorme de aprendizagem e aceitação.
Leitura: Maria João Silveirinha e Cristina Ponte (org.) (2006). Moeda e comunicação. A representação mediática do €uro. Lisboa: Livros Horizonte e CIMJ, 223 páginas
Observação: o Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ), um dos editores da colecção, foi avaliado por um júri internacional da FCT (Fundação Ciência e Tecnologia) com o valor de Muito Bom, subindo a classificação. Isto é um motivo de muito regozijo para todos os seus membros, entre os quais me incluo, um dos fundadores do centro em 1997.
As duas docentes (Universidade de Coimbra e Universidade Nova de Lisboa, respectivamente) formaram uma equipa de trabalho e compararam com estudos entretanto realizados em outros países da moeda única. Um dos momento-chave relevante dessa construção mediática foi o período exactamente antes da entrada em circulação, com instabilidade e indecisão quanto à sua concretização e consolidação, como as Cimeiras Europeias, pois não se sabia como iriam reagir as populações.No caso português, como no de outros países, a nova moeda foi geralmente descodificada em valores da moeda desaparecida, isto é, mudando referências culturais profundas. Os media, nomeadamente os escritos, empregaram um arsenal simbólico considerável, visível em títulos e imagens, mas também os media audiovisuais criaram espaços de explicação da nova moeda, num esforço enorme de aprendizagem e aceitação.
Leitura: Maria João Silveirinha e Cristina Ponte (org.) (2006). Moeda e comunicação. A representação mediática do €uro. Lisboa: Livros Horizonte e CIMJ, 223 páginas
Observação: o Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ), um dos editores da colecção, foi avaliado por um júri internacional da FCT (Fundação Ciência e Tecnologia) com o valor de Muito Bom, subindo a classificação. Isto é um motivo de muito regozijo para todos os seus membros, entre os quais me incluo, um dos fundadores do centro em 1997.
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12/18/2008 09:05:00 AM
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REVISTA TAKE
Take , revista online de cinema, tem já disponível a edição de Dezembro.Traz Manoel Oliveira, análise de muitos filmes, novidades do vídeo, conversas e muito mais.
Para visualizar adequadamente a revista, seguir o link da Take. Para aceder ao ficheiro pdf pode seguir a capa da revista no topo direito do site ou pelo link da revista Take.
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12/18/2008 09:04:00 AM
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17.12.08
40 ANOS DE REVISTA VEJA COM ACESSO ONLINE
A revista brasileira Veja, com 40 anos de publicação (começou em 11 de Setembro de 1968), encontra-se disponível online desde anteontem. Podem ser lidas reportagens, entrevistas e anúncios publicados nesse longo período, de modo gratuito.
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12/17/2008 02:00:00 PM
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THE PORTFOLIO PROJECT

The Portfolio Project é uma ideia colectiva aberta "à colaboração de todos quantos desejem ver o seu trabalho fotográfico analisado e acompanhado à distância por um fotógrafo profissional", segundo os seus organizadores.
A actividade será uma plataforma em que os participantes usufruem da experiência de profissionais da fotografia. Desenvolvem projectos individuais ou colectivos, a publicar online em galerias fotográficas individuais.
Mais informações: contactar a fotógrafa Susana Paiva através do seguinte email.
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12/17/2008 09:12:00 AM
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Fotografia
16.12.08
OS VÍDEOS DO PÚBLICO
De Novembro de 2007 a Novembro de 2008, o Público já colocou 1700 vídeos no seu sítio, alguns deles de produção própria e os outros com colocação própria de som off e legendas.
Três jornalistas adeptos das tecnologias foram adaptados a estas funções. Notável! E, se houvesse mais gente na área, qual seria a situação e o valor do sítio?
Três jornalistas adeptos das tecnologias foram adaptados a estas funções. Notável! E, se houvesse mais gente na área, qual seria a situação e o valor do sítio?
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Rogério Santos
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12/16/2008 10:28:00 PM
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ESPAÇOS PERDIDOS DE COIMBRA


Dois aspectos da apresentação do livro Espaços Perdidos. Coimbra, coordenado por João Figueira, hoje ao fim da tarde em Lisboa. O blogueiro registou imagens em movimento (mas terá de ficar para outro dia a selecção e montagem, pois o dia vai longo e há outras coisas para fazer para além do blogue).
O livro, esse, é para ler todo e contemplar as imagens a preto e branco.
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Rogério Santos
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12/16/2008 10:14:00 PM
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Cultura
MAGNÍFICA CALLAS
Follie! Follie! Delirio vano è questo!
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Rogério Santos
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12/16/2008 10:00:00 PM
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MCDONALDIZAÇÃO DA ANTENA 2 (SEGUNDA MENSAGEM)
Quando de manhã escrevi sobre o texto de Mário Vieira de Carvalho ainda não tinha lido o artigo hoje publicado por Helena Matos no mesmo Público. Escreveu a jornalista:
A jornalista é uma pessoa culta e muito atenta. Mas isso não quer dizer que saiba de tudo. O risco dos jornalistas é o mesmo de certos comentadores de televisão: escrevem sobre qualquer tema, daí a designação de tutólogo ao que "sabe" de/sobre tudo.
Mário Vieira de Carvalho não me passou procuração, pois nem me conhece. Mas devo protestar pelo modo como a jornalista escreve. Pelo seguinte: um autor, George Ritzer, escreveu sobre a mcdonaldização da sociedade em termos como os que analisei aqui no blogue em 9, 17 e 25 de Novembro e 5 de Dezembro e 14 de Dezembro de 2006. Reescrevo, para contextualizar:
Acrescento que há uma outra perspectiva oposta a esta e sobre a qual eu escrevi aqui, em 26 de Novembro de 2007, a "disneyzação" do mundo, segundo Alan Bryman (The Disneyization of society, 2004). Retiro desse meu texto as seguintes linhas:
- McDonald é sinónimo de mau gosto. A propósito das mudanças na Antena 2, Mário Vieira de Carvalho condenou no PÚBLICO o que define como "macdonaldização" daquela estação de rádio. Para lá do que pensa o ex-secretário de Estado da Cultura sobre a Antena 2, gostaria de perceber o que o leva a considerar que está combinado que MacDonald é sinónimo de mau gosto. Coisa a evitar. Pois tal combinação é duma arrogância insuportável. Os restaurantes como o McDonald atendem com a mesma atenção e delicadeza ricos e pobres.
A jornalista é uma pessoa culta e muito atenta. Mas isso não quer dizer que saiba de tudo. O risco dos jornalistas é o mesmo de certos comentadores de televisão: escrevem sobre qualquer tema, daí a designação de tutólogo ao que "sabe" de/sobre tudo.Mário Vieira de Carvalho não me passou procuração, pois nem me conhece. Mas devo protestar pelo modo como a jornalista escreve. Pelo seguinte: um autor, George Ritzer, escreveu sobre a mcdonaldização da sociedade em termos como os que analisei aqui no blogue em 9, 17 e 25 de Novembro e 5 de Dezembro e 14 de Dezembro de 2006. Reescrevo, para contextualizar:
- Segundo George Ritzer (2004a), o sucesso da cadeia de restaurantes McDonald’s deve-se à existência de quatro tópicos principais aplicados a clientes, trabalhadores e gestores: 1) eficiência, 2) calculabilidade, 3) previsibilidade e 4) controlo. Estandardização e homogeneidade são outros elementos vitais para a McDonaldização – isto é, os negócios da McDonald’s oferecem produtos e serviços de forma eficiente na medida em que existe, para os consumidores, uma escolha limitada. Rapidez, linha de montagem e códigos escritos de conduta dos vendedores da comida McDonald’s situam-se na linha definida por Ritzer de McDonaldização. Trata-se, como desenvolvo aqui, de uma perspectiva pessimista de olhar a presente sociedade de consumo.Para Ritzer, a McDonaldização infiltrou a sociedade na medida em que as pessoas querem ter gratificação instantânea. Os brindes a quem come um hambúrguer, os descontos numa loja ou a atribuição de pontos para um prémio na aquisição de um serviço fazem parte da mesma estratégia. A Mcdonaldização é um processo vasto de globalização. O livro vê a cultura urbana e popular contemporânea a partir da proliferação de franchising de alimentação da McDonald’s, bem como das lojas de centros comerciais e outras entidades comerciais.O mesmo George Ritzer (2004b: 93) acha que as catedrais do consumo encantam pela sua capacidade de atrair um número elevado de consumidores. Ritzer fala em espectáculo, definido como um dispositivo público de interesse [dramatic]. Os espectáculos podem ser criados intencionalmente (as chamadas composições literárias, dramáticas ou musicais de carácter fantástico) ou parcial e totalmente não intencionais. A premissa básica é que não basta abrir uma loja, é preciso produzir um romance. Feiras e exposições são exemplos do uso de um espectáculo para vender bens [commodities]. Na realidade, o espectáculo é a base do sucesso de um dos mais importantes e imediatos precursores dos novos meios de consumo. Já há muito que os armazéns americanos usavam cor, vidro, luz, arte, montras, interiores elegantes, mostras temporárias e até encontros natalícios para criar espectáculo.
Acrescento que há uma outra perspectiva oposta a esta e sobre a qual eu escrevi aqui, em 26 de Novembro de 2007, a "disneyzação" do mundo, segundo Alan Bryman (The Disneyization of society, 2004). Retiro desse meu texto as seguintes linhas:- Já o pensamento de Bryman, embora afirme apostar na linha de pensamento de Ritzer, vai dar a resultados diferenciados. A essência da disneyização é o consumo e o aumento de interesse fornecido por produtos e serviços como variedade, imaginação e espectáculo. O autor aponta quatro princípios: 1) tematização (narrativas pouco articuladas com instituições ou objectos mas que resultam na popularidade destas), 2) consumo híbrido (formas diversificadas ligadas a esferas institucionais distintas), 3) merchandising (promoção e venda de bens sob a forma de imagem e/ou logótipo de instituições), e 4) trabalho performativo (tendência de olhar o trabalho como performance ou filosofia de valor). Bryman elege os parques temáticos da Disney como estrutura base do seu conceito, onde o temático quer dizer significados e símbolos distintos e partilhados por consumidores, com novas oportunidades de entretenimento e experiências, em que nos expomos constantemente a formas de entretenimento e permanecemos mais tempo num local porque gostamos dele e consumimos mais.
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12/16/2008 09:32:00 PM
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PRENDAS
Há 17 anos, a auto-estrada entre Porto e Lisboa ainda não estava completa. Por isso, a viagem demorou bem mais do que quatro horas. Além disso, chovia muito, o que nos fez chegar já de madrugada. O urso de peluche (pelúcia, no português do Brasil) era o último elemento da infância de P. a ter lugar de destaque dentro do automóvel.
Na despedida, os colegas haviam-me oferecido uma caneta. Simbolicamente, enchi-a agora, mas já não a utilizo regularmente. Foi um hábito que se perdeu à medida que o uso do computador se vulgarizou (por seu lado, a máquina de escrever deve estar na arrecadação, igualmente esquecida).
Hoje, sem saber da minha comemoração, um colega que muito estimo ofereceu-me um disco, o de Maria Callas, Alfredo Kraus e Mario Sereni cantando La Traviatta, de Giuseppe Verdi, gravação feita em 27 de Março de 1958 no Teatro Nacional de São Carlos.
Na época em que Callas esteve entre nós, ainda não conhecia a sua voz, mas já escutava rádio. Em 16 de Dezembro de há 17 anos ainda não existiam a internet (massificada) nem os blogues, mas escrevia sobre tecnologias da informação, preparando um livro sobre a história dessa matéria.
Estas são prendas que nunca mais esquecerei! Esses são os media que nunca abandonarei!
Na despedida, os colegas haviam-me oferecido uma caneta. Simbolicamente, enchi-a agora, mas já não a utilizo regularmente. Foi um hábito que se perdeu à medida que o uso do computador se vulgarizou (por seu lado, a máquina de escrever deve estar na arrecadação, igualmente esquecida).
Hoje, sem saber da minha comemoração, um colega que muito estimo ofereceu-me um disco, o de Maria Callas, Alfredo Kraus e Mario Sereni cantando La Traviatta, de Giuseppe Verdi, gravação feita em 27 de Março de 1958 no Teatro Nacional de São Carlos.Na época em que Callas esteve entre nós, ainda não conhecia a sua voz, mas já escutava rádio. Em 16 de Dezembro de há 17 anos ainda não existiam a internet (massificada) nem os blogues, mas escrevia sobre tecnologias da informação, preparando um livro sobre a história dessa matéria.
Estas são prendas que nunca mais esquecerei! Esses são os media que nunca abandonarei!
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12/16/2008 06:12:00 PM
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MESTRADO EM TEATRO
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12/16/2008 03:28:00 PM
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Teatro
MACDONALDIZAÇÃO DA ANTENA 2
"A Antena 2 tem de estimular a literacia da escuta e definir, a partir daí, uma estratégia de alargamento da sua audiência", assim se exprimiu Mário Vieira de Carvalho no seu texto do Público, editado em 13 de Dezembro último.
Frases muito duras para com a Antena 2. Como estas: "Amordaçada, estropiada, a linguagem da música deixa de falar por si. Mal a gente mergulha no universo do indizível, logo a palavra irrompe, banal e intrusiva, liquidando a experiência musical. Bombardeiam-nos com comentários fúteis ou pormenores pitorescos, observações a despropósito, erros, imprecisões".
Mário Vieira de Carvalho remonta o retrocesso a 2003. O que significa que, quando secretário de Estado, o estado da Antena 2 já era o que aponta. Apesar de estar de acordo com o que escreve (o meu rádio permanece em silêncio, numa hora em que eu o tinha sempre ligado), questiono se, da parte dele, não há qualquer sentimento de culpa por nada ter feito quando teve poder político?
Frases muito duras para com a Antena 2. Como estas: "Amordaçada, estropiada, a linguagem da música deixa de falar por si. Mal a gente mergulha no universo do indizível, logo a palavra irrompe, banal e intrusiva, liquidando a experiência musical. Bombardeiam-nos com comentários fúteis ou pormenores pitorescos, observações a despropósito, erros, imprecisões".
Mário Vieira de Carvalho remonta o retrocesso a 2003. O que significa que, quando secretário de Estado, o estado da Antena 2 já era o que aponta. Apesar de estar de acordo com o que escreve (o meu rádio permanece em silêncio, numa hora em que eu o tinha sempre ligado), questiono se, da parte dele, não há qualquer sentimento de culpa por nada ter feito quando teve poder político?
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12/16/2008 09:10:00 AM
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Rádio
15.12.08
PINTURA DE LUZIA LAGE

A exposição temporária patente no Museu Municipal de Coimbra (edifício Chiado) é de Luzia Lage e tem o nome de "Do Princípio ao Presente". Pode ser vista até 17 de Janeiro de 2009.
Pintura figurativa, onírica, de culturas miscigenadas que lembram os murais da pintura mexicana, em cores ocres e sanguíneas, representando frequentemente meninas-mulheres no trabalho e na reflexão mas também pares entrelaçados, pássaros e flores, histórias do imaginário popular e algumas naturezas mortas. A sua obra possui um traço feminino delicado, raramente relacionado com a violência.
Luzia Lage nasceu em Lisboa e tem o curso de desenho e pintura do IADE. Para apreciar a sua obra, ver o sítio Palpura.


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12/15/2008 06:22:00 PM
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Pintura
CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE MEDIA E DESPORTO
A realizar na Universidade Católica Portuguesa, nos dias 22 e 23 de Janeiro de 2009. Para saber mais, ver o blogue Conferência Internacional: Media e Desporto .
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12/15/2008 02:16:00 PM
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Media
14.12.08
EXPOSIÇÃO DE ANA PIMENTEL
Flowers & Champagne é o título da exposição de Ana Pimentel na Galeria Sete, em Coimbra. Realizadas em 2008, as pinturas de Ana Pimentel cooperam com colagens, de cores alegres e com efeitos de calor e luz. São obras que reaproveitam matérias num estilo de artesanalidade urbana e em cruzamento de culturas e de memórias (de viagens, de lugares, até de cheiros). Há temas que ela aborda e volta a referir: círculos, arquitecturas, espaços livres, grafismos, em oposições e em complementaridades.


(obs: a imagem inferior foi feita à fachada da galeria antes da inauguração da exposição)
Por uma razão de saúde, a Ana Pimentel não pôde estar presente na inauguração da exposição. Desejamos-lhe uma rápida recuperação.


(obs: a imagem inferior foi feita à fachada da galeria antes da inauguração da exposição)
Por uma razão de saúde, a Ana Pimentel não pôde estar presente na inauguração da exposição. Desejamos-lhe uma rápida recuperação.
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12/14/2008 06:38:00 PM
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Pintura
COIMBRA
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12/14/2008 06:23:00 PM
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Cidades criativas
13.12.08
AINDA O FUTURO DA RÁDIO (I)
Em mensagem colocada um pouco abaixo desta, com data de ontem, repercuti o trabalho de doutoramento de João Paulo Meneses. Do que li da sua tese, ele mostra muita apreensão relativamente ao meio rádio.
Retiro algumas ideias do seu trabalho: 1) surgimento de uma geração que exige e lidera o consumo activo, 2) concorrência na escuta de música, com a digitalização a permitir serviços alternativos de distribuição de música, seleccionada pelo consumidor e já não dependente de playlists decididas por outros, 3) ouvinte dá lugar ao consumidor. Ele refere ainda ameaças vindas de outros meios, como o telemóvel.
Não posso deixar de especular sobre o que João Paulo Meneses escreveu, no sentido de que argumentos diferentes conduzem a polémicas e produzem conhecimento. Recorro a exemplos da história: 1) ouvintes tornadas consumidoras desde a década de 1930 devido ao patrocínio de fabricantes de detergentes nos programas de maior audiência, as radionovelas, 2) gostos definidos em anteriores gerações, caso da geração FM saída da década de 1960, quando as emissoras começaram a passar música rock e pop, dos Estados Unidos a Portugal, 3) emergência antiga das playlists, que vêm da rádio de onda média e passaram para o FM, 4) uso do gravador de som, que foi, da década de 1960 para a década de 1970, um meio poderoso de alternativa à rádio enfadonha desse período, 5) na segunda metade da década de 1980, as rádios piratas renovaram a paisagem estética e política do meio, 6) o ouvir rádio FM no telemóvel na segunda metade da década de 1990 significou o abandono da actividade unifuncional inicial deste aparelho, caminhando para multiplataforma, sem perda da ideia de rádio, 7) o uso do iPod na presente década implica tempo para registar e renovar os stocks de música, disponibilidade que se reduz quando os jovens entram no mercado de trabalho, como indicam os sucessivos estudos de consumo cultural ao longo dos últimos 30 anos, para não falar nos estudos de Lazarsfeld publicados no final da década de 1940 como fiz alusão em texto escrito anteontem).
O importante aqui é destacar essa melancolia perante a perda de impacto de um meio - a rádio de FM. Porque a rádio de AM (ondas médias) já desapareceu do nosso panorama e não se reflecte porque ela desapareceu (ou perdeu o quase total impacto). Já aqui escrevi sobre isso - e gostaria de voltar, um dia e com mais profundidade. Além disso, e do que li do trabalho de João Paulo Meneses, há o colocar muito peso nas decisões da geração mais nova (a dos 20 anos? a dos 30 anos?), responsabilidade possivelmente excessiva. Se o futuro disser que a geração iPod modelou o mundo, aceitarei o veredicto. Mas se falhar, o que diremos?
Além de tudo, gostaria que a habitual análise do meio chamado rádio fosse feita com um menor peso de determinismo tecnológico. O mesmo se aplica ao estudo da televisão e dos jornais de papel. O brilho dos gadgets inebria-nos. Primeiro foi a rádio, depois a televisão, agora a internet. Deles se falou no começo como se fossem redentores, trouxessem o conhecimento em si e a harmonia social. A compra de um aparelho não explica o impacto social, os consumos, as tendências, o futuro.
No plano de outras tecnologias, a nova tecnologia que foi o cinema ameaçou o teatro - e hoje ainda há muito teatro e públicos que enchem salas. A nova tecnologia que foi a fotografia pareceu ameaçar a pintura, a qual perdeu o lado da representação da realidade que a máquina conseguia melhor e se lançou numa das maiores renascenças da sua existência, com o cubismo, o abstraccionismo, a action painting, a pop art. Nos anos iniciais da rádio, os jornais impuseram a inexistência de noticiários para impedirem a concorrência neste sector. A televisão foi buscar os melhores actores, realizadores e estruturas de programas à rádio, como concursos, novelas, programas musicais. Claro que há movimentos, ascensão e queda dos meios, brilho e opacidade.
A meu ver, falta-nos a visão histórica, o recuo que o passado nos permite para compreender as evoluções. E o estudo sociológico do impacto das mesmas tecnologias.
Retiro algumas ideias do seu trabalho: 1) surgimento de uma geração que exige e lidera o consumo activo, 2) concorrência na escuta de música, com a digitalização a permitir serviços alternativos de distribuição de música, seleccionada pelo consumidor e já não dependente de playlists decididas por outros, 3) ouvinte dá lugar ao consumidor. Ele refere ainda ameaças vindas de outros meios, como o telemóvel.
Não posso deixar de especular sobre o que João Paulo Meneses escreveu, no sentido de que argumentos diferentes conduzem a polémicas e produzem conhecimento. Recorro a exemplos da história: 1) ouvintes tornadas consumidoras desde a década de 1930 devido ao patrocínio de fabricantes de detergentes nos programas de maior audiência, as radionovelas, 2) gostos definidos em anteriores gerações, caso da geração FM saída da década de 1960, quando as emissoras começaram a passar música rock e pop, dos Estados Unidos a Portugal, 3) emergência antiga das playlists, que vêm da rádio de onda média e passaram para o FM, 4) uso do gravador de som, que foi, da década de 1960 para a década de 1970, um meio poderoso de alternativa à rádio enfadonha desse período, 5) na segunda metade da década de 1980, as rádios piratas renovaram a paisagem estética e política do meio, 6) o ouvir rádio FM no telemóvel na segunda metade da década de 1990 significou o abandono da actividade unifuncional inicial deste aparelho, caminhando para multiplataforma, sem perda da ideia de rádio, 7) o uso do iPod na presente década implica tempo para registar e renovar os stocks de música, disponibilidade que se reduz quando os jovens entram no mercado de trabalho, como indicam os sucessivos estudos de consumo cultural ao longo dos últimos 30 anos, para não falar nos estudos de Lazarsfeld publicados no final da década de 1940 como fiz alusão em texto escrito anteontem).
O importante aqui é destacar essa melancolia perante a perda de impacto de um meio - a rádio de FM. Porque a rádio de AM (ondas médias) já desapareceu do nosso panorama e não se reflecte porque ela desapareceu (ou perdeu o quase total impacto). Já aqui escrevi sobre isso - e gostaria de voltar, um dia e com mais profundidade. Além disso, e do que li do trabalho de João Paulo Meneses, há o colocar muito peso nas decisões da geração mais nova (a dos 20 anos? a dos 30 anos?), responsabilidade possivelmente excessiva. Se o futuro disser que a geração iPod modelou o mundo, aceitarei o veredicto. Mas se falhar, o que diremos?
Além de tudo, gostaria que a habitual análise do meio chamado rádio fosse feita com um menor peso de determinismo tecnológico. O mesmo se aplica ao estudo da televisão e dos jornais de papel. O brilho dos gadgets inebria-nos. Primeiro foi a rádio, depois a televisão, agora a internet. Deles se falou no começo como se fossem redentores, trouxessem o conhecimento em si e a harmonia social. A compra de um aparelho não explica o impacto social, os consumos, as tendências, o futuro.
No plano de outras tecnologias, a nova tecnologia que foi o cinema ameaçou o teatro - e hoje ainda há muito teatro e públicos que enchem salas. A nova tecnologia que foi a fotografia pareceu ameaçar a pintura, a qual perdeu o lado da representação da realidade que a máquina conseguia melhor e se lançou numa das maiores renascenças da sua existência, com o cubismo, o abstraccionismo, a action painting, a pop art. Nos anos iniciais da rádio, os jornais impuseram a inexistência de noticiários para impedirem a concorrência neste sector. A televisão foi buscar os melhores actores, realizadores e estruturas de programas à rádio, como concursos, novelas, programas musicais. Claro que há movimentos, ascensão e queda dos meios, brilho e opacidade.
A meu ver, falta-nos a visão histórica, o recuo que o passado nos permite para compreender as evoluções. E o estudo sociológico do impacto das mesmas tecnologias.
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12/13/2008 07:21:00 PM
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Rádio
AINDA O FUTURO DA RÁDIO (II)

Os últimos anos têm sido de angústia para a rádio: acaba a FM, mudam-se as frequências, avança-se para a tecnologia digital? Qual: a do DAB? Tem-se criticado a RDP por ter comprado equipamento DAB, com um custo muito elevado, e sem se avançar muito até agora. Não há receptores a preço popular, não há programas distintos dos oferecidos em FM.
Contudo, um estudo publicado no último Verão (The future of radio, pela Swedish Radio and TV Authority) dá uma visão nova ao DAB. O governo sueco quer, em três anos, um avanço significativo da distribuição digital da rádio. Pontos de partida: a rádio é um meio muito importante na preservação e desenvolvimento da liberdade de expressão, diversidade, actividades associativas, integração e acessibilidade aos meios de massa na sociedade (p. 5).
A geração mais jovem tem abandonado o meio, mas o governo sueco acha que deve haver um incentivo em termos de programação mais alargada e diferenciada, quer no serviço público quer na rádio comercial. É que, se houve quebra em termos de audiência, aumentou o consumo total do meio. Um inquérito aos consumidores suecos na Primavera de 2008 mostrou que 45% dos ouvintes querem ter novas funcionalidades nos seus receptores de rádio. Mas sabe-se que os suecos consomem de modo equivalente rádio e televisão, quando a rádio já foi o meio mais consumido e hoje há um aumento no consumo dos media em geral (p. 26).
Diversas características distinguem a rádio: gratuita, simples de usar, possibilidade de audição em qualquer lugar, quer na residência quer em transportes, permite fazer outras coisas enquanto se ouve, importante como canal de informação em ocasiões de crise e catástrofes.
Há diferentes tecnologias para transmitir a rádio digital: rede de televisão, internet, rede de telefones celulares, rede de FM. O estudo considera que a FM não tem hipóteses de crescer, pelo que outros meios de transmissão serão melhores (p. 8). E a tecnologia escolhida como mais apropriada para a rádio digital é o DAB+, um desenvolvimento do DAB inicial (Digital Audio Broadcasting), usado na Suécia desde 1995 e com protocolos técnicos idênticos em toda a Europa, podendo ir até 80 canais nacionais no espaço planeado de frequências. Outras tecnologias digitais disponíveis são HD, FMeXtra, DRM e DRM+, no campo da rádio, DVB-T, DVB-H, DVB-S, DVB-C e MediaFLO, no campo da televisão, MBMS, no campo dos telefones celulares, IP e rádio Pod em internet de banda larga.
A autoridade sueca para a rádio e televisão SRTVA identificou a melhor tecnologia atendendo às seguintes questões: de que modo a tecnologia satisfaz as necessidades dos consumidores, que funcionalidades oferece a tecnologia, com que eficiência a tecnologia utiliza o espectro de frequências existente, que condições financeiras existem para a tecnologia, como é que a tecnologia chega aos suecos, como se põe operacional a tecnologia, qual o estado de arte da tecnologia no resto da Europa (p. 22)? O relatório indica que uma tecnologia necessita de vários anos para estandardização, sendo necessário que a indústria ligada à rádio acredite que a tecnologia vai desenvolver-se no imediato e com um prazo de implementação que pode ir de 10 a 20 anos. A portabilidade é um elemento fundamental.
A tecnologia DAB é o sistema de rádio digital terrestre com maior expansão no mundo, em especial a Europa. Nos Estados Unidos, a rádio por satélite faz cobertura a nível nacional e os sistemas HD e FMeXtra cobertura regional e local, ocupando as frequências de FM e AM. O Japão escolheu o sistema RDIS (Rede Digital Integrada de Serviços) (p. 88). O sistema DRM tem sido eleito para modernizar as frequências de AM e onda curta. Entre o ano passado e 2008, diversos países tomaram a decisão de opção do DAB e/ou DAB+, como França, Reino Unido, Malta, Suíça, Austrália, Finlândia e Noruega, enquanto República Checa, Itália, Alemanha, Dinamarca e Holanda fazem testes e abrem licenças para operadores de rádio (pp. 89-90).

As diferentes tecnologias têm distintas audições de rádio conforme o quadro indicado acima (p. 44), com a escuta em FM em larga vantagem (mas o estudo não aplica o fenómento iPod, como João Paulo Meneses observa com oportunidade na sua tese de doutoramento). Curiosamente, a audição da rádio em casa e no automóvel têm a mesma percentagem (79%), com 49% os que dizem ouvir no emprego ou na escola e 6% a guardarem um programa em computador ou mp3 (p. 46) (para ver melhor, clicar em cima da imagem).

A digitalização traz questões novas, caso dos direitos de autor, em especial quando um programa corre em várias plataformas. Este é um problema não apenas na rádio mas que tem sido discutido na televisão, na imprensa e nas indústrias de jogos digitais e telemóveis (p. 39).O estudo conclui, entre outras, com as seguintes razões: 1) necessária uma forma principal de distribuição, 2) a digitalização é um elemento imprescindível, 3) decisão de implementar a regulação e atribuir licenças, 4) criação de serviços públicos, com rádios locais e rádios comunitárias (p. 102).
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12/13/2008 07:20:00 PM
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Rádio
12.12.08
SOBRE TERTÚLIAS EM ANTIGOS CAFÉS E OUTROS ESPAÇOS PÚBLICOS EM COIMBRA
O livro Espaços Perdidos – Coimbra, obra coordenada por João Figueira e com textos de Álvaro Vieira, Graça Barbosa Ribeiro, João Mesquita, Júlio Roldão, Lídia Pereira, Marco Carvalho e Paula Carmo, com ilustrações de Inês Murta, conta histórias das tertúlias dos cafés Arcádia, A Brasileira, Moçambique, Mandarim, Clepsidra, dos teatros Avenida e Sousa Bastos e da tasca do Pratas, em Coimbra. Uma edição conjunta da MinervaCoimbra e da Ideias Concertadas.
Vai ser lançado em Coimbra no próximo domingo, pelas 17:00, no Teatro da Cerca de S. Bernardo. E em Lisboa no dia 16, pelas 18:30, no El Corte Inglés.
Vai ser lançado em Coimbra no próximo domingo, pelas 17:00, no Teatro da Cerca de S. Bernardo. E em Lisboa no dia 16, pelas 18:30, no El Corte Inglés.
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12/12/2008 10:22:00 PM
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Cultura
CULTURA DO QUOTIDIANO EM PAUL WILLIS
Paul Willis, que vem dos cultural studies de Birmingham, tem um momento alto com o texto Common Culture (1990). Para ele, a cultura comum – gostaria de traduzir por cultura do quotidiano – diz respeito ao uso que os jovens fazem dos bens culturais e dos media culturais. Tais usos podem ser classificados nas categorias de trabalho simbólico, criatividade simbólica e extensão simbólica. Para ele, estas categorias encaixam-se analiticamente na cultura do quotidiano e utilizam as noções de trabalho, pós-modernismo, estética, cultura popular e teoria social.
O texto aqui comentado (Notes on common culture. Towards a grounded theory) segue esse livro. Por trabalho simbólico, Wallis entende que as pessoas enquanto vêem televisão estão a fazer outras coisas, fazem interacções simbólicas e físicas. Por criatividade simbólica, o autor considera que o estilo e a moda são apropriados individualmente com significados pessoais. Por extensão simbólica, ele significa que a apropriação do significado individual é transferida para outros elementos além do indivíduo.
A cultura comum, do quotidiano, distingue-se da cultura tradicional (práticas diárias e habituais) e da cultura popular (produtos). Assim, a cultura do quotidiano implica o uso criativo e com significado dos media e dos objectos de uso corrente (o vestuário, por exemplo), eliminando as noções mais velhas de cultura de classe média, popular e regional. No caso dos jovens, a cultura do quotidiano quer dizer uso das tecnologias electrónicas. Isto ilustra o quanto Willis continua próximo dos cultural studies ingleses, ele que concluiu o doutoramento em 1972 em Birmingham, no Centre for Contemporary Cultural Studies (a tese foi publicada em livro, Profane Culture, Routledge & Kegan Paul, 1978).
Paul Willis destaca outro conceito, o de estética de base (grounded aesthetics), que eu prefiro traduzir por estética do quotidiano, vista como renovação e revitalização da ideia tradicional de estética. Por um lado, a estética do quotidiano significa o uso de bens e produtos comuns e opera com ideias como descentralizar, multiplicidade e heterogeneidade, explorando novas possibilidades. Por outro lado, recupera a ideia original grega de estética, o emprego dos sentidos (e ainda da sensualidade), requerendo contacto – dança, vestuário, conversa.
Há, pois, uma nova dimensão da estética, a do quotidiano, se quisermos, utilizando o banal, o vulgar. Não sei se Willis pensou na dimensão do gosto e do kitsch, mas a sua apreciação sobre a cultura do quotidiano leva-me a aproximar estes conceitos. O novo tipo de urbanização, a perda das grandes narrativas (pós-modernidade), o descontruccionismo, as tecnologias informáticas, a chamada globalização (comércio, viagens, internet) contribuem para essa cultura do quotidiano.
Logo no começo do seu texto, Willis chama a atenção para um estudo que fez para a Fundação Gulbenkian em 1988-1992. Publicou nomeadamente Moving Culture (London, Gulbenkian Foundation, 1990).
Disponível aqui o seu texto Symbolism and practice. A Theory for the Social Meaning of Pop Music. Para saber mais do seu currículo, ver aqui.
Leitura: Paul Willis (1998). "Notes on common culture. Towards a grounded theory". Cultural Studies, 2: 163-176
A cultura comum, do quotidiano, distingue-se da cultura tradicional (práticas diárias e habituais) e da cultura popular (produtos). Assim, a cultura do quotidiano implica o uso criativo e com significado dos media e dos objectos de uso corrente (o vestuário, por exemplo), eliminando as noções mais velhas de cultura de classe média, popular e regional. No caso dos jovens, a cultura do quotidiano quer dizer uso das tecnologias electrónicas. Isto ilustra o quanto Willis continua próximo dos cultural studies ingleses, ele que concluiu o doutoramento em 1972 em Birmingham, no Centre for Contemporary Cultural Studies (a tese foi publicada em livro, Profane Culture, Routledge & Kegan Paul, 1978).
Paul Willis destaca outro conceito, o de estética de base (grounded aesthetics), que eu prefiro traduzir por estética do quotidiano, vista como renovação e revitalização da ideia tradicional de estética. Por um lado, a estética do quotidiano significa o uso de bens e produtos comuns e opera com ideias como descentralizar, multiplicidade e heterogeneidade, explorando novas possibilidades. Por outro lado, recupera a ideia original grega de estética, o emprego dos sentidos (e ainda da sensualidade), requerendo contacto – dança, vestuário, conversa.
Há, pois, uma nova dimensão da estética, a do quotidiano, se quisermos, utilizando o banal, o vulgar. Não sei se Willis pensou na dimensão do gosto e do kitsch, mas a sua apreciação sobre a cultura do quotidiano leva-me a aproximar estes conceitos. O novo tipo de urbanização, a perda das grandes narrativas (pós-modernidade), o descontruccionismo, as tecnologias informáticas, a chamada globalização (comércio, viagens, internet) contribuem para essa cultura do quotidiano.
Logo no começo do seu texto, Willis chama a atenção para um estudo que fez para a Fundação Gulbenkian em 1988-1992. Publicou nomeadamente Moving Culture (London, Gulbenkian Foundation, 1990).
Disponível aqui o seu texto Symbolism and practice. A Theory for the Social Meaning of Pop Music. Para saber mais do seu currículo, ver aqui.
Leitura: Paul Willis (1998). "Notes on common culture. Towards a grounded theory". Cultural Studies, 2: 163-176
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12/12/2008 05:15:00 PM
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Cultura
PARABÉNS, MANUEL PINTO, PARABÉNS, HELENA SOUSA
Por essa ordem pois foi assim que fizeram, em dias seguidos, provas de agregação na Universidade do Minho, de onde são docentes. Ler, para o efeito, o blogue Jornalismo e Comunicação, nos dias 4 e 5 para o Manuel Pinto e nos dias 11 e 12 para a Helena Sousa. Imagino que as suas provas foram brilhantes.
Parabéns a ambos.
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12/12/2008 02:48:00 PM
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DISSERTAÇÃO SOBRE INDÚSTRIAS CULTURAIS
Dora Santos Silva vai fazer as provas públicas de mestrado na Universidade Nova de Lisboa com a dissertação intitulada A cultura no jornalismo cultural. Contributos para uma redefinição e ampliação do jornalismo cultural português, no contexto das indústrias culturais e criativas. Com orientação do trabalho pela professora Lucília Marcos, a prova está aprazada para 6 de Janeiro de 2009, pelas 14:30, naquela universidade.
A autora da dissertação esteve presente no recente encontro de blogues, em 14 de Novembro último, onde a sua comunicação abordou o tema, e do qual se podem encontrar ideias neste blogue aqui e aqui.
A autora da dissertação esteve presente no recente encontro de blogues, em 14 de Novembro último, onde a sua comunicação abordou o tema, e do qual se podem encontrar ideias neste blogue aqui e aqui.
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12/12/2008 02:47:00 PM
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TESE DE DOUTORAMENTO SOBRE RÁDIO
Com o tema O consumo activo dos novos utilizadores na Internet: ameaças e oportunidades para a rádio musical (digitalizada), João Paulo Meneses é um novo doutor, após as provas públicas prestadas em Pontevedra (Espanha).
Gentilmente, o novo doutor, que eu saudo através deste meio, forneceu-me um resumo (grande), de onde eu tirei algumas conclusões, e que partilho aqui. Ele parte do princípio que ouvir notícias ou informação na rádio, por exemplo no carro ou enquanto se toma banho, é ainda insubstituível. Mas os anos mais recentes trouxeram alternativas que imitam o que a rádio faz (distribuir música de uma forma fácil, em grande quantidade) e até com ganhos, alternativas que são digitais.
Daí que Meneses considera que a rádio está perante uma tripla crise: de conceito, de negócio e de modelo, que a pode tornar obsoleta, por desinteressante. Depois, ele trabalha muito o destinatário dos serviços musicais on demand, consumidor activo (interactivo). Afirma mesmo que a geração iPod é um protótipo das novas gerações de utilizadores. Isso articula-se com o que João Paulo Meneses indica haver condições (humanas e tecnológicas, sobretudo) para criar um novo tipo de consumo mediático, com fortes implicações num novo modelo da rádio.
Se o fluxo sincrónico - a que chamamos rádio - vai continuar a existir, embora com perda de importância, vai surgir uma oferta mais ampla que segue os interesses dos consumidores activos de música. Um dos destinos da rádio é a sua transformação, independentemente daquilo que foi no passado. Como grande conclusão, não há apenas a rádio para fazer o que antes apenas a rádio fazia, mas nascem novos meios musicais, que tendem a apresentar vantagens sobre a rádio.
João Paulo Meneses é jornalista na TSF e docente no ISLA. Publicou o livro Tudo o que se passa na TSF.
Gentilmente, o novo doutor, que eu saudo através deste meio, forneceu-me um resumo (grande), de onde eu tirei algumas conclusões, e que partilho aqui. Ele parte do princípio que ouvir notícias ou informação na rádio, por exemplo no carro ou enquanto se toma banho, é ainda insubstituível. Mas os anos mais recentes trouxeram alternativas que imitam o que a rádio faz (distribuir música de uma forma fácil, em grande quantidade) e até com ganhos, alternativas que são digitais.
Daí que Meneses considera que a rádio está perante uma tripla crise: de conceito, de negócio e de modelo, que a pode tornar obsoleta, por desinteressante. Depois, ele trabalha muito o destinatário dos serviços musicais on demand, consumidor activo (interactivo). Afirma mesmo que a geração iPod é um protótipo das novas gerações de utilizadores. Isso articula-se com o que João Paulo Meneses indica haver condições (humanas e tecnológicas, sobretudo) para criar um novo tipo de consumo mediático, com fortes implicações num novo modelo da rádio.
Se o fluxo sincrónico - a que chamamos rádio - vai continuar a existir, embora com perda de importância, vai surgir uma oferta mais ampla que segue os interesses dos consumidores activos de música. Um dos destinos da rádio é a sua transformação, independentemente daquilo que foi no passado. Como grande conclusão, não há apenas a rádio para fazer o que antes apenas a rádio fazia, mas nascem novos meios musicais, que tendem a apresentar vantagens sobre a rádio.
João Paulo Meneses é jornalista na TSF e docente no ISLA. Publicou o livro Tudo o que se passa na TSF.
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12/12/2008 09:54:00 AM
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Rádio
ESTRATÉGIAS PARA A CULTURA EM LISBOA
Anteontem, no jornal Público (ver aqui, se ainda estiver disponível online), foi publicada uma opinião de um conjunto de cidadãos de Lisboa sobre as Grandes Opções do Plano 2009/2010 (ver documento aqui). Não conheço os motivos para além dos que estão expressos no documento publicado (cidadãos independentes de partidos políticos? Ou integrantes em partido de oposição ao da actual maioria camarária?), mas vale a pena reflectir nele, dada a pertinência.

Um dos assuntos tratados no artigo de opinião diz respeito ao Plano Estratégico da Política Cultural, a desenvolver por um centro de estudos do ISCTE - e sobre o qual escrevi aqui. Para os subscritores da carta de opinião, o que existe é "a criação de um 'site’ e fazer sessões brainstorming em torno da Cultura, copiando Barcelona (já chega de tanta decalcomania…)". Da parte dos subscritores da carta, objectivos críticos do que se propõe nas Grandes Opções do Plano, isto parece pouco. Embora partilhe da opinião que fazer um sítio poderá não ter grande efeito - além da qualidade estética discutível e da quantidade e importância da informação do mesmo.
Contudo, mais à frente na mesma carta, lê-se: "Estratégia Cultural seria apostar forte de facto nas indústrias criativas e nas 'incubadoras de empresas’ (que melhor local para isso do que a Baixa?) através de parcerias comprovadamente de mais-valia [...]. Ou incrementar a fidelização de públicos para o cinema, teatro, artes plásticas e para o livro. Como? Acabando com a programação ad hoc nas suas próprias salas de espectáculo, definindo critérios (por ex., fazendo adaptar as produções às salas e não o contrário, promovendo contratos por objectivos, extinguindo mordomias); apostando forte numa rede de salas de excelência – Taborda, São Luiz, Maria Matos, Paris, Belém Clube, São Jorge, Capitólio, Tivoli, Odéon e Animatógrafo do Rossio –, definindo públicos alvo e pugnando pela não adulteração do património. Ou apostar numa rede saudável e em regime de 'roulement’ de ateliers de artistas, o mais abrangente possível, de artes e ofícios mas também do ponto de vista geográfico. Isso e a abertura de bibliotecas em vez de condomínios ou hotéis ad hoc. O Terreiro do Paço ou o Palácio Pombal seriam os melhores locais para, por ex., uma extensão da Biblioteca Nacional, uma biblioteca sobre o terramoto ou um museu dedicado a Pombal".
Isto é muito interessante, podendo mesmo ser usado pela equipa do ISCTE que está a desenvolver o plano para a política cultural. Aliás, eu não sei se, numa das mesas do encontro de 22 de Novembro passado, esses assuntos foram discutidos. Valeria a pena ler no mesmo Público a perspectiva da equipa do ISCTE, pois há nomes de qualidade nela a trabalhar. A equipa do ISCTE projectou reuniões a decorrer este mês e Janeiro próximo. Já há novidades quanto a isso? E já foram feitas conclusões quanto à reunião de Novembro? Não me parece.

Um dos assuntos tratados no artigo de opinião diz respeito ao Plano Estratégico da Política Cultural, a desenvolver por um centro de estudos do ISCTE - e sobre o qual escrevi aqui. Para os subscritores da carta de opinião, o que existe é "a criação de um 'site’ e fazer sessões brainstorming em torno da Cultura, copiando Barcelona (já chega de tanta decalcomania…)". Da parte dos subscritores da carta, objectivos críticos do que se propõe nas Grandes Opções do Plano, isto parece pouco. Embora partilhe da opinião que fazer um sítio poderá não ter grande efeito - além da qualidade estética discutível e da quantidade e importância da informação do mesmo.
Contudo, mais à frente na mesma carta, lê-se: "Estratégia Cultural seria apostar forte de facto nas indústrias criativas e nas 'incubadoras de empresas’ (que melhor local para isso do que a Baixa?) através de parcerias comprovadamente de mais-valia [...]. Ou incrementar a fidelização de públicos para o cinema, teatro, artes plásticas e para o livro. Como? Acabando com a programação ad hoc nas suas próprias salas de espectáculo, definindo critérios (por ex., fazendo adaptar as produções às salas e não o contrário, promovendo contratos por objectivos, extinguindo mordomias); apostando forte numa rede de salas de excelência – Taborda, São Luiz, Maria Matos, Paris, Belém Clube, São Jorge, Capitólio, Tivoli, Odéon e Animatógrafo do Rossio –, definindo públicos alvo e pugnando pela não adulteração do património. Ou apostar numa rede saudável e em regime de 'roulement’ de ateliers de artistas, o mais abrangente possível, de artes e ofícios mas também do ponto de vista geográfico. Isso e a abertura de bibliotecas em vez de condomínios ou hotéis ad hoc. O Terreiro do Paço ou o Palácio Pombal seriam os melhores locais para, por ex., uma extensão da Biblioteca Nacional, uma biblioteca sobre o terramoto ou um museu dedicado a Pombal".
Isto é muito interessante, podendo mesmo ser usado pela equipa do ISCTE que está a desenvolver o plano para a política cultural. Aliás, eu não sei se, numa das mesas do encontro de 22 de Novembro passado, esses assuntos foram discutidos. Valeria a pena ler no mesmo Público a perspectiva da equipa do ISCTE, pois há nomes de qualidade nela a trabalhar. A equipa do ISCTE projectou reuniões a decorrer este mês e Janeiro próximo. Já há novidades quanto a isso? E já foram feitas conclusões quanto à reunião de Novembro? Não me parece.
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12/12/2008 09:11:00 AM
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Cultura,
Indústrias Criativas
11.12.08
PARABÉNS, MANOEL OLIVEIRA
Primeiras páginas dos jornais Jornal de Notícias e Público, com chamadas de atenção para os cem anos de vida do realizador português.


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12/11/2008 08:42:00 AM
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ARAB PRESS NETWORK
Para conhecer mais notícias do mundo árabe, procurar no sítio Arab Press Network.

Lendo o sítio, fica-se a conhecer que será discutido o papel único dos blogues no 3º Fórum da Imprensa Livre Árabe, a ter lugar em Beirute (Líbano) nos próximos dias 12 e 13 de Dezembro. Ver a notícia completa aqui.

Lendo o sítio, fica-se a conhecer que será discutido o papel único dos blogues no 3º Fórum da Imprensa Livre Árabe, a ter lugar em Beirute (Líbano) nos próximos dias 12 e 13 de Dezembro. Ver a notícia completa aqui.
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12/11/2008 08:41:00 AM
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Media
PRODUÇÃO DE FICÇÃO ENTRE A TELEVISÃO PÚBLICA PORTUGUESA E O BRASIL
Uma notícia de anteontem do sítio Tela Viva indica que a RTP quer produzir ficção com o Brasil, preferencialmente séries de ficção, embora esteja disponível para outros formatos, como documentários.
Assinala ainda a notícia que, dada a sua ligação afectiva às antigas colónias em África, a televisão portuguesa será uma das principais articuladoras do programa DocTV CPLP, a realizar ao longo de 2009.
[obrigado a Fernando Paulino, pela dica]
Assinala ainda a notícia que, dada a sua ligação afectiva às antigas colónias em África, a televisão portuguesa será uma das principais articuladoras do programa DocTV CPLP, a realizar ao longo de 2009.
[obrigado a Fernando Paulino, pela dica]
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12/11/2008 08:33:00 AM
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Televisão
LAZARSFELD (E FIELD E KENDALL) SOBRE CINEMA E RÁDIO
Não é difícil perceber o facto de os fãs do cinema se acharem entre a geração mais jovem. Adolescentes e jovens adultos são as pessoas com menos responsabilidades pessoais e sociais, e que têm mais "noites livres". E como os jovens estão ainda a desenvolver objectivos intelectuais, uma noite livre pode ser gasta com o cinema ou outra actividade qualquer. A ida ao cinema é uma actividade social (mais que a leitura de revistas, por exemplo), através da qual os jovens fazem contactos que são fundamentais para eles. Qualquer que seja o conteúdo do filme, a experiência de ver um filme desempenha um papel importante na vida quotidiana dos jovens.Os dados da investigação nada dizem quanto ao tempo que as pessoas gastam a ler os jornais diários, mas se tomarmos a leitura de jornal como padrão, a audição da rádio não oferece distinções. Há, porém, um facto óbvio: durante o dia a maioria dos homens está a trabalhar e a maioria das mulheres casadas estão em casa. Assim, as mulheres podem mais facilmente ouvir a rádio durante o dia, e é isso que geralmente fazem. Devido a isso, os investigadores mudam uma conclusão anterior ao afirmar que a distinção sexual é uma característica destacável na audiência da rádio. Mas esta diferença é devida aos horários de recepção por parte de homens e mulheres, e não a características inerentes ao meio.
A lista de programas analisados contém quatro itens musicais: clássica, semi-clássica, popular, country. Os gestores das estações interessam-se por estabelecer uma linha musical na sua programação capaz de dar gratificação psicológica semelhante, de modo a não haver transferência de audiência ao fim de cada quarto de hora ou meia hora. Isto sem pôr em causa que os gastos e as preferências são dependentes parcialmente de circunstâncias externas. Por exemplo, os programas educativos têm sempre níveis baixos de audiência.Estas conclusões foram publicadas em 1948, no segundo livro que Lazarsfeld publicou em conjunto com outros investigadores (abaixo identificado). Claro que, vistas de hoje, essas conclusões têm uma marca do tempo: por exemplo, as mulheres entraram no mercado de trabalho e, por isso, não têm uma distinção de audiência face aos homens. Mas os consumos dos jovens adultos face aos mais velhos ainda se mantêm. O que quero aqui chamar a atenção é para as constantes ao longo das décadas e para as metodologias, em que Lazarsfeld foi pioneiro.
Leituras: Harry Field e Paul Lazarsfeld (1946). The People Look at Radio. Chapel Hill: University of North Carolina Press
Paul Lazarsfeld e Patricia Kendall (1948/1979). Radio Listening in America. The People Look at Radio - Again. Nova Iorque: Arno Press
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12/11/2008 07:52:00 AM
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Rádio
10.12.08
COMO MEDIR A EFICÁCIA DO AUMENTO DE ACESSOS ÀS PÁGINAS DA INTERNET DAS EMPRESAS DE MEDIA?
Rory Brown, do blogue com o seu nome, escreveu anteontem, dia 8, um texto sobre qual o valor do tráfego da internet no caso específico das empresas de media.
Participante num seminário sobre o tema algum tempo atrás, ele ouviu Julian Sambles, do Telegraph Media Group contar como, desde que o grupo introduziu uma equipa de desenvolvimento de audiência - equipa interessada em levar conteúdos aos leitores através do marketing de máquinas de procura pela internet e interacção com os media sociais (redes sociais). Após a introdução dessa estratégia no Verão de 2007, houve um aumento de 300% em 14 meses em termos de visitantes únicos. O mesmo poderíamos dizer do Público, que ainda recentemente colocou um banner na sua página da internet, referindo um aumento muito significativo dos acessos à sua página, uma excelente notícia.
A questão central, refere Brown no seu blogue, é retirar as vantagens desse crescimento, pois parece evidente a todos que o investimento publicitário no online é para crescer muito. Brown diz mesmo que os grupos de media devem aprender com os seus primos do B2B (comunicação parceiro a parceiro), e que eu entendo ser necessário fazer benchmarking (seguir as boas práticas) de outros tipos de empresas comerciais. E depressa, assegura. É preciso capturar informação sobre estes leitores extra e dar-lhes meios de comunicação num ambiente multi-plataforma de modo a que a publicidade cresça mas não seja o principal rendimento a retirar daí. Conferências, formação, lojas, secções patrocinadas, programas a vender a outros canais de comunicação, livros e reportagens pagas, exposições - porque não? Isto para atrair mais profundamente os novos leitores.
Em Portugal, a experiência do Público (online) deve ser estudada, pois me parece ser um bom caminho a seguir. Até há muito pouco, não percebia a aceitação livre de comentários nas notícias de última hora, dada a frequente baixa qualidade e, mesmo, o roçar a boçalidade ou a opinião mais sectária, mas o facto de espreitar e deixar um comentário pode criar hábitos. Que passam pela formação de uma opinião pública mais vasta e imaginativa (sentido cívico) e à descoberta de outras facilidades e produtos (sentido comercial).
Participante num seminário sobre o tema algum tempo atrás, ele ouviu Julian Sambles, do Telegraph Media Group contar como, desde que o grupo introduziu uma equipa de desenvolvimento de audiência - equipa interessada em levar conteúdos aos leitores através do marketing de máquinas de procura pela internet e interacção com os media sociais (redes sociais). Após a introdução dessa estratégia no Verão de 2007, houve um aumento de 300% em 14 meses em termos de visitantes únicos. O mesmo poderíamos dizer do Público, que ainda recentemente colocou um banner na sua página da internet, referindo um aumento muito significativo dos acessos à sua página, uma excelente notícia.
A questão central, refere Brown no seu blogue, é retirar as vantagens desse crescimento, pois parece evidente a todos que o investimento publicitário no online é para crescer muito. Brown diz mesmo que os grupos de media devem aprender com os seus primos do B2B (comunicação parceiro a parceiro), e que eu entendo ser necessário fazer benchmarking (seguir as boas práticas) de outros tipos de empresas comerciais. E depressa, assegura. É preciso capturar informação sobre estes leitores extra e dar-lhes meios de comunicação num ambiente multi-plataforma de modo a que a publicidade cresça mas não seja o principal rendimento a retirar daí. Conferências, formação, lojas, secções patrocinadas, programas a vender a outros canais de comunicação, livros e reportagens pagas, exposições - porque não? Isto para atrair mais profundamente os novos leitores.
Em Portugal, a experiência do Público (online) deve ser estudada, pois me parece ser um bom caminho a seguir. Até há muito pouco, não percebia a aceitação livre de comentários nas notícias de última hora, dada a frequente baixa qualidade e, mesmo, o roçar a boçalidade ou a opinião mais sectária, mas o facto de espreitar e deixar um comentário pode criar hábitos. Que passam pela formação de uma opinião pública mais vasta e imaginativa (sentido cívico) e à descoberta de outras facilidades e produtos (sentido comercial).
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12/10/2008 08:00:00 AM
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9.12.08
LIVRO DE TIAGO BAPTISTA APRESENTADO AO PÚBLICO
Foi hoje ao final da tarde, na livraria Pó dos Livros (rua do Marquês de Tomar, em Lisboa), que foi apresentado o livro de Tiago Baptista, A Invenção do Cinema Português. João Bénard da Costa encarregou-se de o apresentar. Foi uma conversa agradável, em que Bénard da Costa destacou a importância do cinema português, apesar de um livro seu ter levado o título O Cinema Português Nunca Existiu e que Tiago Baptista repega na introdução, que tem a designação "O Cinema Português Sempre Existiu". Foi oportunidade para o director da Cinemateca discorrer sobre quem gosta de cinema português e quem não gosta de cinema português, sempre em nítida oposição de perspectiva entre "o cinema de comédia dos anos 40 é que era bom" e "o cinema de Oliveira é chato" ou o "cinema de Oliveira e de Pedro Costa tem repercussão nos festivais e nos circuitos internacionais de cinema" mas não o filme "O crime do padre Amaro".

Na mesa: à esquerda, João Bénard da Costa, director da Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema; ao centro, o autor; à direita, Inês Hugon, directora de produção da editora Tinta da China.
[obs: as minhas desculpas ao Dr. João Bénard da Costa, por, no vídeo, o ter escondido atrás do livro exposto na mesa; amador que sou, a posição em que me encontrava não era a melhor]

Na mesa: à esquerda, João Bénard da Costa, director da Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema; ao centro, o autor; à direita, Inês Hugon, directora de produção da editora Tinta da China.
[obs: as minhas desculpas ao Dr. João Bénard da Costa, por, no vídeo, o ter escondido atrás do livro exposto na mesa; amador que sou, a posição em que me encontrava não era a melhor]
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12/09/2008 08:42:00 PM
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Cinema
LISBOA VELHA
O edifício fica perto do Campo Pequeno (Lisboa), zona outrora rodeada por fábricas de cerâmica, como ainda se observa pela chaminé deixada junto ao edifício central da Caixa Geral de Depósitos. Faria parte de um bairro operário, junto à linha ferroviária e à estação de Entrecampos, mas está muito depauperado, com quase todas as habitações sem população. Pela porta de entrada para o bairro operário (vila), enxerga-se muito lixo, indício de demolições. Aliás, o prédio não está em linha com outros edifícios da rua, mais recuados urbanisticamente. Ao lado dele, uma associação deixou o espaço e foi-se instalar no novo edifício da junta de freguesia. Sinais de um tempo fabril e operário que se apagam.
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12/09/2008 08:41:00 PM
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Lisboa
8.12.08
EXPO COLECTIVA O NOSSO BAIRRO
Foi inaugurada hoje ao fim da tarde a exposição de pintura O Nosso Bairro, na livraria Círculo das Letras, à rua Augusto Gil, em Lisboa. A exposição, como o nome indica, mostra pinturas de pessoas que vivem e trabalham nas freguesias de Alvalade e S. João de Deus.
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12/08/2008 08:19:00 PM
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Pintura
CONCURSO DE BLOGUES PROMOVIDO PELO EJC
Para 2009, o European Journalism Centre (EJC) vai lançar o concurso de blogues (European Blogging Competition 2009), sob o tema TH!NK ABOUT IT.

O foco são as eleições para o Parlamento Europeu de 2009. O EJC quer oferecer uma plataforma para estudantes de jornalismo, aspirantes a jornalistas e blogueiros que pretendam expressar as suas perspectivas em temas europeus, assim como a cobertura das eleições. Nesse sentido, o Centro Europeu de Jornalismo convida a visitar o sítio TH!NK ABOUT IT para obter mais informação.
Os participantes registados terão uma viagem gratuita a Bruxelas para assistir ao arranque do evento em Janeiro de 2009. Podem editar entre Janeiro e Junho em publicações europeias online. No final do concurso (Junho de 2009), os participantes receberão um certificado de trabalho jornalístico, havendo prémios para as melhores mensagens dos blogues.

O foco são as eleições para o Parlamento Europeu de 2009. O EJC quer oferecer uma plataforma para estudantes de jornalismo, aspirantes a jornalistas e blogueiros que pretendam expressar as suas perspectivas em temas europeus, assim como a cobertura das eleições. Nesse sentido, o Centro Europeu de Jornalismo convida a visitar o sítio TH!NK ABOUT IT para obter mais informação.
Os participantes registados terão uma viagem gratuita a Bruxelas para assistir ao arranque do evento em Janeiro de 2009. Podem editar entre Janeiro e Junho em publicações europeias online. No final do concurso (Junho de 2009), os participantes receberão um certificado de trabalho jornalístico, havendo prémios para as melhores mensagens dos blogues.
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12/08/2008 10:44:00 AM
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Blogues
O MAU USO DOS MICROBLOGUES
A BBC admitiu um erro ao usar fontes do Twitter, segundo notícia do sítio techradar.com (J. Mark Lytle), de ontem, o que põe em causa a qualidade e exactidão dos microblogues.
Este fim-de-semana, o pilar da respeitabilidade da BBC foi questionado. Isto porque o canal público inglês terá seguido as informações incorrectas de uma fonte do Twitter que cobriu os recentes ataques bombistas a Mombaim (Mumbai). Deveria ter havido confirmação e posterior reportagem no local, disse o editor online Steve Herrmann.
A rapidez dos acontecimentos e a necessidade de dar informação de um incidente muito grave levou a BBC a não seguir os critérios de rotina de checar fontes e acontecimentos.
Este fim-de-semana, o pilar da respeitabilidade da BBC foi questionado. Isto porque o canal público inglês terá seguido as informações incorrectas de uma fonte do Twitter que cobriu os recentes ataques bombistas a Mombaim (Mumbai). Deveria ter havido confirmação e posterior reportagem no local, disse o editor online Steve Herrmann.
A rapidez dos acontecimentos e a necessidade de dar informação de um incidente muito grave levou a BBC a não seguir os critérios de rotina de checar fontes e acontecimentos.
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12/08/2008 10:32:00 AM
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Blogues,
Jornalismo
SOBRE A SOCIOLOGIA DO JORNALISMO

Na sociologia do jornalismo, há duas correntes distintas. A primeira, liberal-pluralista, indica que o mercado tem mecanismos de correcção e que as notícias são produzidas livremente, isto é, os jornalistas podem publicar as notícias mais incómodas num ou noutro meio de comunicação. A segunda, radical, diz que as empresas de jornalismo são capitalistas e os jornalistas nunca conseguem escrever livremente, condicionados por recursos financeiros ou por pressões vindas externamente ou da própria direcção do meio. Alguns investigadores, nomeadamente os oriundos do universo anglo-saxónico têm produzido uma terceira corrente, em que celebram as vantagens das duas posições anteriores: nem sempre o mercado resolve as contradições, pois se verifica uma pressão dos poderes (político, económico), mas existem forças de equilíbrio devido à presença de meios de comunicação em concorrência permanente.
José Pacheco Pereira (Público, 6 de Dezembro) tem uma visão que oscila entre a segunda e a terceira posição. No texto em apreço, ele parte de um acontecimento (2º Encontro Nacional dos Centros Novas Oportunidades) para constatar a manipulação noticiosa. No caso, e apesar da não prevista, a intervenção do Primeiro-Ministro foi o centro das notícias televisivas. Embora Pacheco Pereira veja como muito positivo o arranque da iniciativa das Novas Oportunidades, a sua presença nesse acontecimento permitiu-lhe observar como se passa a recolha e produção noticiosa. Após a intervenção do Primeiro-Ministro, os jornalistas foram-se todos embora, o que levou o historiador e articulista do Público a acrescentar à sua comunicação uma referência à politização e governamentalização da iniciativa.
O peso da pressão política sobre os media e sobre os jornalistas é o mote da entrevista de Rosa Pedroso Lima feita a Luís Miguel Viana, director de informação da Agência Lusa (Expresso, 6 de Dezembro). A Lusa tem vários sócios, entre os quais o Estado, com 50% de capital, pelo que é previsível os "telefonemas dos gabinetes" ministeriais. Viana desvaloriza, dizendo que a pressão é igual em outros locais onde trabalhou, como o Público e o Diário Económico: "Não há mudança de padrão naquilo com que ligo agora em relação àquilo com que lidei nos últimos 20 anos". Se a jornalista que entrevista insiste na pressão, o jornalista entrevistado nega. Sobre o tema que tem empolado a discussão em torno da isenção e objectividade da agência - 0,1% do crescimento económico é visto pela agência como crescimento enquanto outras perspectivas apontam para a estagnação - o jornalista acha inatacável a primeira posição.
A entrevista vem, se quisermos, dar razão a Pacheco Pereira, quando este fala em pressão. Mas a pressão é sempre exercida, reafirma Luís Miguel Viana. A conclusão aponta para uma relação entre fontes poderosas e jornalistas como de equilíbrio muito instável e a pender com frequência para o lado das fontes. O exercício do jornalismo livre e independente é uma busca permanente. Isso faz-se com jornalistas conhecedores e fortes, sem o cutelo da precariedade de trabalho que está na base de muitas das contradições apontadas por Pacheco Pereira, apoiados em organizações jornalísticas com uma linha editorial coerente e saúde financeira quer na venda de exemplares ou audiências e na publicidade associada aos seus produtos mediáticos.
Uma das possibilidades de revitalizar a independência é o surgimento de novos meios, nomeadamente na imprensa (apesar dos anos mais recentes terem mostrado uma perda de influência dos media impressos). Uma proposta recente é a revelação do lançamento de um jornal diário em 2009, pertencente ao grupo económico Lena. Martim Avillez Figueiredo (em entrevista a Anabela C. Campos, Expresso, 6 de Dezembro) demarca-se da etiqueta "colado ao PS", o actual partido no poder político, ao defender que o seu projecto é "um jornal preocupado em trazer para as suas páginas e para o online opiniões e escolhas editoriais que ponham as pessoas a pensar". O jornal do grupo Lena procura o público-alvo ocupado pelo Público, classe exigente em investir em informação, mais a sul que a norte.
A entrada desse novo jornal traz uma maior competitividade ao meio da informação. Pegando em conceitos de Pierre Bourdieu, o campo social passa a ter mais agentes sociais que provocam uma adaptação do campo e o estabelecimento de novos equilíbrios. O combate à rotina favorece, ainda que indirectamente, a liberdade e a produção de ângulos diferentes nas notícias. Mas não podemos esquecer factores como a concorrência (que pode desencadear o uso de notícias leves e sensacionalistas para vender), a descapitalização (proveniente da actual crise e que conduz a realinhamentos com o poder de serviço, como indicam as palavras de Eduardo Cintra Torres sobre a SIC no seu último artigo no Público, 5 de Dezembro), a existência de jovens jornalistas (com contratos precários e ainda sem uma forte cultura jornalística) e os baixos níveis de literacia do país, que levam a maioria a consumir produtos mais frágeis de informação (publicações sobre televisão ou futebol) e a mantém alheada do espaço público e político das ideias.

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Jornalismo
7.12.08
NA MORTE DE ALÇADA BAPTISTA
O escritor e jornalista António Alçada Baptista morreu hoje em Lisboa, aos 81 anos (nasceu em 1927). De entre outras actividades, foi director de O Tempo e o Modo (1ª série), autor de livros como Peregrinação Interior - Reflexões sobre Deus (1971), Peregrinação Interior II - O Anjo da Esperança (1982) e Os Nós e o Laços (1985) e defensor da liberdade e dos direitos do homem. Retiro da notícia do Público a imagem do "escritor de afectos", "com uma sensibilidade feminina", como um dia disse de si mesmo.
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12/07/2008 10:34:00 PM
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Jornalismo
LANÇAMENTO DO LIVRO DE TIAGO BAPTISTA
Vai ser no dia 9, pelas 18:30, na Livraria Pó dos Livros, à rua Marquês de Tomar, 89 A, Lisboa. O apresentador vai ser João Bénard da Costa, director da Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema. O livro chama-se A Invenção do Cinema Português.
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12/07/2008 04:49:00 PM
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SANTOS (LISBOA) - UM BAIRRO CRIATIVO

"Criar um laboratório dedicado à produção e mostra de design, promover a recuperação do Jardim Nuno Álvares e disponibilizar Internet sem fios nas ruas e esplanadas são alguns dos projectos da Associação Empresarial do Bairro de Santos. Após três anos de actividade, a associação orgulha-se de ter colocado a zona no mapa como «cluster do design», mas lamenta a falta de apoios públicos", lê-se no Público de hoje em artigo escrito por Inês Boaventura.
Gustavo Brito é o presidente do Santos Design District, com quinze associados e outros parceiros como restaurantes, museus e o teatro A Barraca. O mapa abaixo, que retirei da edição do jornal Público, exemplifica melhor a importância deste bairro criativo (para ver melhor, clicar em cima da imagem). Sem ordem de preferência ou hierarquia, enuncio algumas das entidades ali presentes: museus (Museu da Marioneta, Museu das Comunicações, Museu Nacional de Arte Antiga, Centro Português de Serigrafia), (escolas superiores e de formação ligada à arte e tecnologias (Universidade Autónoma, IADE, ETIC), Livraria Guarda Mor e Teatro A Barraca.
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12/07/2008 04:44:00 PM
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Cidades criativas
PINTURA DE ANA PIMENTEL NA GALERIA SETE (COIMBRA)
A partir de 13 Dezembro (21:30) e até 17 de Janeiro de 2009, Ana Pimentel expõe, na Galeria SETE (Av. Elísio de Moura,53, Coimbra), um conjunto de obras subordinadas ao título Flowers & Champagne.
Do texto de apresentação da exposição, lê-se: "A partir de um elaborado e organizado processo de trabalho, a Obra de Ana Pimentel incide na ligação entre Arquitectura e a Natureza. A Arquitectura foi sempre um elemento central na construção da sua Obra, sendo indissociável desta, o conceito de Tempo e de Identidade. A Arquitectura, como elemento que molda a nossa vida quotidiana e que qualifica o espaço construído em que nos movemos, sendo aqui o elemento tempo essencial para a sua percepção. A Identidade dos Espaços físicos ou sensoriais surge na Obra de Ana Pimentel, associada a elementos comuns que constituem com o passar do tempo, também eles elementos da nossa própria Identidade, na medida em que nos apropriamos deles. Sejam essas referências, o cheiro de uma flor, a memória de um Lugar, o toque distinto de um bordado, o sabor de um fruto, ou o som de um Espaço".

Ana Pimentel vive e trabalha no Porto. Ao longo do seu percurso, recebeu diversos prémios e distinções, como o 1º Prémio SOCTIP, Jovens Pintores (1991), o 1º Prémio GALP do Instituto Superior Técnico de Lisboa (1991), Prémio Aquisição BP OIL EUROPE (Bruxelas 1992), Prémio VESPEIRA (1993), Prémio IBERDROLA (Espanha 1994), Prémio MDS/ SONAE (2000), Menção Honrosa Prémio MACAU de Pintura (Macau 2001), Prémio ESPECIAL do JÚRI (Marinha Grande 2004). Este ano, realizou uma exposição Individual na ISM Gallery (Miami) e integrou exposições colectivas na Primo Piano Gallery (Lecce, Itália) e na Galerie Denise Van de Velde (Aalst, Bélgica).
Do texto de apresentação da exposição, lê-se: "A partir de um elaborado e organizado processo de trabalho, a Obra de Ana Pimentel incide na ligação entre Arquitectura e a Natureza. A Arquitectura foi sempre um elemento central na construção da sua Obra, sendo indissociável desta, o conceito de Tempo e de Identidade. A Arquitectura, como elemento que molda a nossa vida quotidiana e que qualifica o espaço construído em que nos movemos, sendo aqui o elemento tempo essencial para a sua percepção. A Identidade dos Espaços físicos ou sensoriais surge na Obra de Ana Pimentel, associada a elementos comuns que constituem com o passar do tempo, também eles elementos da nossa própria Identidade, na medida em que nos apropriamos deles. Sejam essas referências, o cheiro de uma flor, a memória de um Lugar, o toque distinto de um bordado, o sabor de um fruto, ou o som de um Espaço".
Ana Pimentel vive e trabalha no Porto. Ao longo do seu percurso, recebeu diversos prémios e distinções, como o 1º Prémio SOCTIP, Jovens Pintores (1991), o 1º Prémio GALP do Instituto Superior Técnico de Lisboa (1991), Prémio Aquisição BP OIL EUROPE (Bruxelas 1992), Prémio VESPEIRA (1993), Prémio IBERDROLA (Espanha 1994), Prémio MDS/ SONAE (2000), Menção Honrosa Prémio MACAU de Pintura (Macau 2001), Prémio ESPECIAL do JÚRI (Marinha Grande 2004). Este ano, realizou uma exposição Individual na ISM Gallery (Miami) e integrou exposições colectivas na Primo Piano Gallery (Lecce, Itália) e na Galerie Denise Van de Velde (Aalst, Bélgica).
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12/07/2008 04:26:00 PM
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Pintura
FOTOGRAFIAS DE CARLOS ROMÃO
Estas duas imagens mostram paisagens de Ervedosa do Douro, S. João da Pesqueira, e foram tiradas por Carlos Romão, do blogue Cidade Surpreendente, a quem agradeço autorização para reprodução. Este blogue é uma permanente e agradável surpresa.


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12/07/2008 04:25:00 PM
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Blogues,
Fotografia
CONCERTOS DE NATAL
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12/07/2008 04:24:00 PM
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Música
6.12.08
ESTUDOS DO JORNALISMO NO CONGRESSO DA SOPCOM
A todos os investigadores interessados no campo dos estudos jornalísticos, convidam-se a apresentar propostas de comunicação ao 6º Congresso da SOPCOM (conjuntamente com o 4º Encontro Ibérico Ibérico, na Universidade Lusófona, Lisboa, em 14 e 15 de Abril de 2009). O prazo para o envio de propostas acaba no próximo dia 15.
As comunicações poderão incidir em estudos empíricos sobre a realidade portuguesa e o contexto internacional, incluindo estudos de caso e trabalhos comparativos, bem como em estudos de pendor mais teórico e/ou metodológico. Valorizam-se especialmente os seguintes: 1) Questões éticas e de deontologia, 2) Abordagens de natureza histórica, 3) Perfil e redefinição da profissão, 4) Relação entre públicos e jornalismo, 5) Questões de epistemologia do jornalismo, 6) Empresas mediáticas e condições de exercício da profissão, 7) Formação inicial e contínua, 8) Impacto das tecnologias, 9) Jornalismo especializado, 10) Fontes jornalísticas e agenda das redacções, 11) Regulação e auto-regulação em jornalismo.
Para consultar as condições de apresentação das propostas, recomenda-se a consulta do sítio do congresso (SOPCOM 2009), na secção Call for Papers (zona em cuja parte final se encontra o formulário próprio).
As comunicações poderão incidir em estudos empíricos sobre a realidade portuguesa e o contexto internacional, incluindo estudos de caso e trabalhos comparativos, bem como em estudos de pendor mais teórico e/ou metodológico. Valorizam-se especialmente os seguintes: 1) Questões éticas e de deontologia, 2) Abordagens de natureza histórica, 3) Perfil e redefinição da profissão, 4) Relação entre públicos e jornalismo, 5) Questões de epistemologia do jornalismo, 6) Empresas mediáticas e condições de exercício da profissão, 7) Formação inicial e contínua, 8) Impacto das tecnologias, 9) Jornalismo especializado, 10) Fontes jornalísticas e agenda das redacções, 11) Regulação e auto-regulação em jornalismo.
Para consultar as condições de apresentação das propostas, recomenda-se a consulta do sítio do congresso (SOPCOM 2009), na secção Call for Papers (zona em cuja parte final se encontra o formulário próprio).
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12/06/2008 06:22:00 PM
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Jornalismo
II JORNADAS DE REFLEXÃO ESTRATÉGICA DA ARTEMREDE

É no próximo dia 11, pelas 10:00 e no Grande Auditório do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, que se realizam as Jornadas de Reflexão Estratégia da ARTEMREDE (2008-2015), projecto de desenvolvimento cultural centrado na qualificação da actividade dos teatros dos seus associados.
As jornadas alargam-se a
- diversos agentes públicos e privados das áreas da cultura, do ensino, do desenvolvimento regional, no sentido de contribuir para o debate sobre estas temáticas. As cidades são hoje o verdadeiro espaço colectivo de pertença simbólica, de desenvolvimento da cidadania, de criação e distribuição de conhecimento, riqueza e cultura. Assim, há que desenvolver políticas de cidade que valorizem a identidade, o património e as formas de expressão artística num quadro de aprofundamento da educação para a cultura e de reforço da igualdade de acesso e de participação nas actividades culturais.
Do programa, consta a conferência A Cultura e as Políticas de Cidades, com a participação de Pedro Costa (investigador em Planeamento Regional e Urbano e docente do ISCTE) e Pascale Bonniel-Chalier (Formadora e Consultora na área da Cultura do Conselho da Europa e da Câmara de Lyon). Na segunda parte da reflexão, será apresentado o Plano Estratégico da ARTEMREDE (inscrições para o e-mail: artemrede@artemrede.pt).
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12/06/2008 05:01:00 PM
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Cultura
5.12.08
PARTIDO POLÍTICO COM CANAL DE TELEVISÃO ONLINE
Tenho um grande apreço por Rui Marques. Ele escreveu uma das mais sólidas teses de mestrado que eu conheço, depois editada pela Porto Editora. Título: Timor-Leste: o Agendamento Mediático (2005). No blogue, analisei a sua obra aqui e aqui.
No ano lectivo passado, vi com muito agrado a sua inscrição no programa de doutoramento da Universidade Católica, após uma passagem muito útil para o país como segundo principal responsável e depois como responsável máximo do ACIME (Alto-Comissariado para e Imigração e Minorias Étnicas). Mas rapidamente me apercebi que o seu interesse estava na política. Estava na fase de criar o MEP (Movimento Esperança Portugal). Desde então tenho recebido na minha caixa de correio electrónico newsletters do MEP, não por ter aderido ao seu movimento mas pela amizade e respeito mútuo que se instalou entre nós aquando da sua passagem no mestrado.
Homem ligado às tecnologias digitais, Rui Marques é o obreiro da relação forte e inovadora do seu movimento com a internet. Por isso, registo o lançamento, ontem, do canal de televisão online, com vídeos que incluem iniciativas do movimento.
No ano lectivo passado, vi com muito agrado a sua inscrição no programa de doutoramento da Universidade Católica, após uma passagem muito útil para o país como segundo principal responsável e depois como responsável máximo do ACIME (Alto-Comissariado para e Imigração e Minorias Étnicas). Mas rapidamente me apercebi que o seu interesse estava na política. Estava na fase de criar o MEP (Movimento Esperança Portugal). Desde então tenho recebido na minha caixa de correio electrónico newsletters do MEP, não por ter aderido ao seu movimento mas pela amizade e respeito mútuo que se instalou entre nós aquando da sua passagem no mestrado.Homem ligado às tecnologias digitais, Rui Marques é o obreiro da relação forte e inovadora do seu movimento com a internet. Por isso, registo o lançamento, ontem, do canal de televisão online, com vídeos que incluem iniciativas do movimento.
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12/05/2008 05:47:00 PM
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ELIHU KATZ NA UNIVERSIDADE DE LEEDS NO DIA 9
O professor Elihu Katz vai ser o conferencista do colóquio (lecture) Jay Blumler deste ano no Institute of Communications Studies da Universidade de Leeds.
Elihu Katz é professor na Annenberg School of Communication da Universidade da Pennsylvania e é um dos mais conceituados autores dos media, tendo escrito ou co-escrito textos como Personal Influence (com Lazarsfeld), Media Events (com Daniel Dayan, e de que existe uma tradução em português), Mass Media and Social Change e Broadcasting in the Third World. A conferência terá lugar às 17:00 do dia 9 no auditório Clothworkers Centenary e debruçar-se-á sobre o trabalho mais recente de Katz, O Fim da Televisão?
Para os organizadores do evento, será uma ocasião imperdível para os que se interessam pelo papel social dos media, a história dos media e a comunicação política contemporânea.
Elihu Katz é professor na Annenberg School of Communication da Universidade da Pennsylvania e é um dos mais conceituados autores dos media, tendo escrito ou co-escrito textos como Personal Influence (com Lazarsfeld), Media Events (com Daniel Dayan, e de que existe uma tradução em português), Mass Media and Social Change e Broadcasting in the Third World. A conferência terá lugar às 17:00 do dia 9 no auditório Clothworkers Centenary e debruçar-se-á sobre o trabalho mais recente de Katz, O Fim da Televisão?
Para os organizadores do evento, será uma ocasião imperdível para os que se interessam pelo papel social dos media, a história dos media e a comunicação política contemporânea.
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12/05/2008 11:52:00 AM
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Media
AINDA A UNIVERSIDADE DE LEEDS - CONFERÊNCIA SOBRE CULTURAS VIVAS
Living Cultures – Contemporary Ethnographies of Culture é o tema da conferência de dia e meio organizada pelo Institute of Communications Studies da Universidade de Leeds em 30 e 31 de Março de 2009. Objectivo: investigar os processos que implicam o significar e o consumo, produção e mediação simbólicos.
Conferencistas convidados (Keynote speakers): Professor Georgina Born (University of Cambridge) e Professor Les Back (Goldsmiths College, University of London). Comissão organizadora: Media Industries Research Centre (MIRC), Professor David Hesmondhalgh, Dr. Mark Rimmer (m.rimmer@leeds.ac.uk), Dr. Chris Paterson e Anna Zoellner.
Para apresentar comunicações, o call for papers termina a 16 de Janeiro de 2009, devendo escrever um texto de candidatura até um máximo de 250 palavras. O endereço de email para esclarecimentos e envio de propostas é ics-conferences@leeds.ac.uk.
Conferencistas convidados (Keynote speakers): Professor Georgina Born (University of Cambridge) e Professor Les Back (Goldsmiths College, University of London). Comissão organizadora: Media Industries Research Centre (MIRC), Professor David Hesmondhalgh, Dr. Mark Rimmer (m.rimmer@leeds.ac.uk), Dr. Chris Paterson e Anna Zoellner.
Para apresentar comunicações, o call for papers termina a 16 de Janeiro de 2009, devendo escrever um texto de candidatura até um máximo de 250 palavras. O endereço de email para esclarecimentos e envio de propostas é ics-conferences@leeds.ac.uk.
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12/05/2008 11:51:00 AM
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Cultura
ELEMENTOS PARA UMA CULTURA DA CELEBRIDADE
Diz Jessica Evans que a celebrização é o processo pelo qual alguém fica celebridade, é o processo em que se fabrica a celebridade, processo de um inegável significado social e político (2005: 12-13). Eis o grande tema de Evans – a celebrização ou manufactura mediática das celebridades –, dentro do livro Understanding media: inside celebrity. A cultura da celebridade torna-se uma tendência crescente dentro da actual sociedade, assente em nivelamento social, democracia populista e declínio cultural, sendo por isso criticada. Argumenta-se a exploração comercial de um conjunto de tecnologias dos media – comprar e vender produtos mediáticos no mercado. Uma audiência pode determinar quem se torna celebridade, caso de programas da "televisão da realidade" como o Big Brother, em que o público expressa as suas preferências votando o vencedor.
Há regras rigorosas e violentas. Primeiro, a celebridade hoje em voga será inevitavelmente esquecida amanhã. Cada celebridade distingue-se das outras, pelo talento, pelo reconhecimento em si ou porque se é famoso porque se é famoso. Segundo, se a antiga celebridade era lendária ou nobre, referencial de virtude, honra e integridade, hoje ela tem uma obsessão narcisista, pertence a uma cultura que prefere a gratificação instantânea a recompensas de longo prazo. Diminui a fronteira entre esferas sociais e institucionais, público e o privado, a notícia e o entretenimento. Terceiro, a celebridade é a metáfora da condição da sociedade contemporânea ligada a valores culturais do efémero e do superficial. Quarto, a celebridade depende dos media para existir. Evans nota que, entre 1890 e 1930, os media (fotografia, imprensa, filme) criaram ideias novas e importantes sobre as estrelas. Quinto, o carisma das celebridades é dado por uma distância face à sua audiência. Esta distância é simultaneamente próxima e longínqua, julgando-se partilhar a intimidade (a casa ou o novo namorado que aparecem na revista, a ideia de pessoa como nós, com alegrias e problemas como nós) mas a que se junta o fabrico constante de informação para manter a atenção sobre a celebridade (excentricidade, polivalência), verdadeiro ou inventado.
A celebridade requer mediação, estabelecendo um forte significado dos textos que circulam na criação da imagem de uma pessoa. É aquilo a que Jessica Evans chama de persona mediada da celebridade (persona em latim significa máscara usada por um actor), designação que recorda a celebridade como categoria absolutamente dependente dos media.



Se as celebridades mediáticas vinham do teatro e da revista, juntaram-se depois as estrelas do cinema, traduzidas pelas personagens que representam num dado filme e pelas suas vidas privadas. Passou a existir uma intertextualidade de indivíduos e de filmes, primeiro restringida à prática profissional (personagens representadas no filme), depois reconhecidas pelo rosto, nome e vida privada.
Na década de 1920, continua Evans, o jornalismo de celebridades nos Estados Unidos tornava-se constante. Hollywood passaria a ser a terceira principal fonte noticiosa dos Estados Unidos. Os valores do entretenimento e o sistema das estrelas de cinema fundiam-se com a reportagem noticiosa, enquanto enfraqueciam as distinções entre vida pública e privada.
Leitura: Jessica Evans e David Hesmondhalgh (ed.) (2005). Understanding media: inside celebrity. Milton Keynes: Open University Press
Há regras rigorosas e violentas. Primeiro, a celebridade hoje em voga será inevitavelmente esquecida amanhã. Cada celebridade distingue-se das outras, pelo talento, pelo reconhecimento em si ou porque se é famoso porque se é famoso. Segundo, se a antiga celebridade era lendária ou nobre, referencial de virtude, honra e integridade, hoje ela tem uma obsessão narcisista, pertence a uma cultura que prefere a gratificação instantânea a recompensas de longo prazo. Diminui a fronteira entre esferas sociais e institucionais, público e o privado, a notícia e o entretenimento. Terceiro, a celebridade é a metáfora da condição da sociedade contemporânea ligada a valores culturais do efémero e do superficial. Quarto, a celebridade depende dos media para existir. Evans nota que, entre 1890 e 1930, os media (fotografia, imprensa, filme) criaram ideias novas e importantes sobre as estrelas. Quinto, o carisma das celebridades é dado por uma distância face à sua audiência. Esta distância é simultaneamente próxima e longínqua, julgando-se partilhar a intimidade (a casa ou o novo namorado que aparecem na revista, a ideia de pessoa como nós, com alegrias e problemas como nós) mas a que se junta o fabrico constante de informação para manter a atenção sobre a celebridade (excentricidade, polivalência), verdadeiro ou inventado.A celebridade requer mediação, estabelecendo um forte significado dos textos que circulam na criação da imagem de uma pessoa. É aquilo a que Jessica Evans chama de persona mediada da celebridade (persona em latim significa máscara usada por um actor), designação que recorda a celebridade como categoria absolutamente dependente dos media.



Se as celebridades mediáticas vinham do teatro e da revista, juntaram-se depois as estrelas do cinema, traduzidas pelas personagens que representam num dado filme e pelas suas vidas privadas. Passou a existir uma intertextualidade de indivíduos e de filmes, primeiro restringida à prática profissional (personagens representadas no filme), depois reconhecidas pelo rosto, nome e vida privada.
Na década de 1920, continua Evans, o jornalismo de celebridades nos Estados Unidos tornava-se constante. Hollywood passaria a ser a terceira principal fonte noticiosa dos Estados Unidos. Os valores do entretenimento e o sistema das estrelas de cinema fundiam-se com a reportagem noticiosa, enquanto enfraqueciam as distinções entre vida pública e privada.
Leitura: Jessica Evans e David Hesmondhalgh (ed.) (2005). Understanding media: inside celebrity. Milton Keynes: Open University Press
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12/05/2008 08:30:00 AM
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Celebridades
4.12.08
MEDIA & JORNALISMO
Cristina Ponte, directora da revista Media & Jornalismo, conjuntamente com Nelson Traquina e Carla Baptista, fala do número mais recente da revista sobre os cem anos do ensino do jornalismo.
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12/04/2008 10:58:00 PM
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Jornalismo,
Media
3.12.08
MAKE INTERNET TV
A seguir o sítio Make Internet TV, que contém instruções passo a passo para a produção, edição e publicação online de vídeos. Em breve, o Make Internet TV mostrará pequenos vídeos experimentais. O sonho de cada indivíduo ser produtor e difusor de televisão parece próximo.
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12/03/2008 10:55:00 PM
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AUDIÊNCIAS DE TELEVISÃO
"Em Novembro de 2008, a TVI obteve 30,5% de share de audiência, a RTP1 registou 25,8%, a SIC obteve 23,8%, a RTP2, 4,9% e o cabo e outros canais 15,0%" (dados da Marktest Audimetria/MediaMonitor).

O top de programas de Novembro é o que segue:

O top de programas de Novembro é o que segue:
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12/03/2008 10:49:00 PM
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Televisão
JOALHARIA
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12/03/2008 10:48:00 PM
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Artes Criativas
JORNADAS DE COMUNICAÇÃO NO INSTITUTO DE NOVAS PROFISSÕES 2008/2009
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12/03/2008 10:48:00 PM
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Comunicação
ANTÓNIO LOBO ANTUNES

O escritor português António Lobo Antunes recebe o Prémio FIL em Guadalajara, México (imagem do jornal El Pais).
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12/03/2008 10:47:00 PM
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Literatura
A PROFISSÃO DE JORNALISTA
Escreve Inês Sequeira hoje no Público: "O número de jornalistas em Portugal multiplicou-se por seis desde meados dos anos 80. A velha tribo que aprendeu a profissão "na tarimba" deu lugar a redacções com horários de trabalho e vida lá fora para lá do jornalismo, mas as preocupações com o que será o futuro do profissão estão cada vez mais vivas".


A jornalista destaca uma investigação coordenada por José Rebelo, trabalho ainda a publicar: "Os mais novos representam hoje a grande maioria dos jornalistas, mas estão também a envelhecer: a idade com mais peso vai dos 30 aos 40 anos e representa 44,1 por cento dos profissionais, de acordo com os dados dos titulares de carteira profissional em 2006. Seguem-se os profissionais com 41 a 55 anos (26,8 por cento). E as dificuldades na entrada, enquanto crescem pressões para a saída, reflectem-se também aqui: até aos 29 anos, são apenas 16,8 por cento; com mais de 55, 12,2 por cento".
A jornalista destaca uma investigação coordenada por José Rebelo, trabalho ainda a publicar: "Os mais novos representam hoje a grande maioria dos jornalistas, mas estão também a envelhecer: a idade com mais peso vai dos 30 aos 40 anos e representa 44,1 por cento dos profissionais, de acordo com os dados dos titulares de carteira profissional em 2006. Seguem-se os profissionais com 41 a 55 anos (26,8 por cento). E as dificuldades na entrada, enquanto crescem pressões para a saída, reflectem-se também aqui: até aos 29 anos, são apenas 16,8 por cento; com mais de 55, 12,2 por cento".
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12/03/2008 06:04:00 PM
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Jornalismo
FIGURANTES PARA FILME NO BRASIL
Com base numa notícia de A Tribuna Online, fica a saber-se que hoje e amanhã se aceitam candidatos a mil (1000) figurantes do filme Lula, o Filho do Brasil, a rodar em breve (ver endereço da empresa de casting no link acima).
Característica principal dos candidatos: idade mínima de 18 anos, pois o filme aborda a trajectória do presidente brasileiro desde o seu passado como sindicalista. Também se podem inscrever portadores de deficiência (a notícia não indica outros pormenores). Bilhete de identidade e uma fotografia são outros requisitos para a candidatura.
A concorrência é forte, pois já há 400 inscritos. Por ser um filme de época, 90% dos figurantes serão de sexo masculino. A história inicia-se com a partida do pai de Lula para São Paulo, em 1945, e termina com a morte da mãe, em 1980.
Característica principal dos candidatos: idade mínima de 18 anos, pois o filme aborda a trajectória do presidente brasileiro desde o seu passado como sindicalista. Também se podem inscrever portadores de deficiência (a notícia não indica outros pormenores). Bilhete de identidade e uma fotografia são outros requisitos para a candidatura.
A concorrência é forte, pois já há 400 inscritos. Por ser um filme de época, 90% dos figurantes serão de sexo masculino. A história inicia-se com a partida do pai de Lula para São Paulo, em 1945, e termina com a morte da mãe, em 1980.
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JORNAIS E REVISTAS
Jornais e Revistas é o nome do sítio que fornece gratuitamente um resumo diário de imprensa. No final da página tem a seguinte "Nota Legal":
O Jornais e Revistas é um portal que procura e organiza jornais e revistas, para permitir uma experiência mais rica por parte dos leitores. Garantimos também um acesso directo ao site de cada publicação. O conteúdo de cada publicação é da inteira responsabilidade das respectivas equipas editoriais. O Jornais e Revistas procura garantir em absoluto todos os direitos de autor de cada publicação.

Para mim, como para qualquer leitor de imprensa, é um sítio fantástico. Além da imprensa diária, tem também informação sobre revistas semanais, remetendo sempre para os sítios da internet. Para mim, passou a ser uma tarefa diária a consulta do Jornais e Revistas, antes de tomar a decisão de comprar exemplares em papel.
As perguntas são: este é um serviço legal? O sítio paga mesmo direitos de autor?
O Jornais e Revistas é um portal que procura e organiza jornais e revistas, para permitir uma experiência mais rica por parte dos leitores. Garantimos também um acesso directo ao site de cada publicação. O conteúdo de cada publicação é da inteira responsabilidade das respectivas equipas editoriais. O Jornais e Revistas procura garantir em absoluto todos os direitos de autor de cada publicação.
Para mim, como para qualquer leitor de imprensa, é um sítio fantástico. Além da imprensa diária, tem também informação sobre revistas semanais, remetendo sempre para os sítios da internet. Para mim, passou a ser uma tarefa diária a consulta do Jornais e Revistas, antes de tomar a decisão de comprar exemplares em papel.
As perguntas são: este é um serviço legal? O sítio paga mesmo direitos de autor?
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Rogério Santos
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12/03/2008 12:57:00 PM
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Internet
2.12.08
6º CONGRESSO DA SOPCOM
De 14 a 18 de Abril de 2009, na Universidade Lusófona (Lisboa). Além do 6º congresso da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM), decorrerão o 8º Congresso LUSOCOM e o 4º Congresso IBÉRICO, com os temas Sociedade dos Media: Comunicação, Política e Tecnologia, Comunicação, Espaço Global e Lusofonia e Redes, Meios e Diversidade Cultural no Espaço Ibérico.

O sítio do congresso é aqui.

O sítio do congresso é aqui.
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Rogério Santos
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12/02/2008 08:06:00 PM
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Comunicação
EXPOSIÇÃO COIMBRA FORA D'HORAS EM LYON
Com fotografias de José Maria Pimentel, até 19 de Dezembro de 2008, no âmbito do EUNIC Lyon, no Goethe Loft em Lyon (informação enviada por Graça Fróis, a quem agradeço).


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Rogério Santos
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12/02/2008 07:52:00 PM
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Fotografia
TEATRO DA ESCOLA DA NOITE (COIMBRA)
A Escola da Noite estreia 700 máscaras à procura de um rosto ou Um artista da fome, no próximo dia 11 de Dezembro, pelas 21:30, no Teatro da Cerca de São Bernardo.
Na instalação teatral serão expostas mais de 700 máscaras concebidas e construídas por António Jorge e que inclui a abordagem do texto Um artista da fome, de Franz Kafka.

O Teatro da Escola da Noite fica na Cerca de São Bernardo, em Coimbra. Para saber mais, consultar o sítio do teatro Escola da Noite.
Na instalação teatral serão expostas mais de 700 máscaras concebidas e construídas por António Jorge e que inclui a abordagem do texto Um artista da fome, de Franz Kafka.

O Teatro da Escola da Noite fica na Cerca de São Bernardo, em Coimbra. Para saber mais, consultar o sítio do teatro Escola da Noite.
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Rogério Santos
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12/02/2008 07:10:00 PM
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Teatro
MUDANÇA DE IMAGEM.
Agradecemos a vossa visita mais tarde. Introduziremos novas facilidades assim que for possível. Mas prometemos ser breves.
Incluo os anteriores templates (à esquerda, em especial o de baixo, que esteve na internet sensivelmente desde Fevereiro de 2005), como indico na mensagem de 17 de Março de 2006. À direita, em baixo, o template que vigorou desde 20 de Outubro de 2006, com design de José Nunes, a quem agradeço todo o apoio (a fotografia da imagem representava Maria Arliette Rodrigues Moreira, pequena cantora da Rádio Peninsular, Lisboa, nos começos dos anos de 1930, numa homenagem à rádio). O novo template apresenta-se a partir de uma proposta de Elke di Barros (Templates e Acessórios) e está na minha página desde o final da tarde de hoje (a imagem do frontispício representa a placa da rua dos irmãos Lumière, em Lyon, França, numa homenagem ao cinema).
Incluo os anteriores templates (à esquerda, em especial o de baixo, que esteve na internet sensivelmente desde Fevereiro de 2005), como indico na mensagem de 17 de Março de 2006. À direita, em baixo, o template que vigorou desde 20 de Outubro de 2006, com design de José Nunes, a quem agradeço todo o apoio (a fotografia da imagem representava Maria Arliette Rodrigues Moreira, pequena cantora da Rádio Peninsular, Lisboa, nos começos dos anos de 1930, numa homenagem à rádio). O novo template apresenta-se a partir de uma proposta de Elke di Barros (Templates e Acessórios) e está na minha página desde o final da tarde de hoje (a imagem do frontispício representa a placa da rua dos irmãos Lumière, em Lyon, França, numa homenagem ao cinema).
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Rogério Santos
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12/02/2008 06:43:00 PM
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Internet
REFORMA ORTOGRÁFICA
Recebi a seguinte informação do grupo Abril (Brasil):
Grupo Abril antecipa reforma ortográfica em seus livros e revistas
4,5 milhões de livros das editoras Ática e Scipione já foram impressos com as novas regras; revistas da Editora Abril serão publicadas com a reforma a partir de 1º de janeiro de 2009
São Paulo, 1º de dezembro de 2008 – O novo acordo ortográfico já faz parte das publicações do Grupo Abril e de várias ações da empresa. Na Abril Educação, que reúne as editoras Ática e Scipione, os primeiros passos rumo à nova ortografia foram iniciados em maio, por meio da revisão dos livros do catálogo e da diagramação. A partir de janeiro de 2009 todas as revistas publicadas pela Abril, além de outras comunicações do Grupo também já estarão adaptadas às novas regras.
A integração de diversas áreas internas do Grupo Abril permitiu ainda levar a discussão à comunidade. Preocupada com a adaptação dos professores às mudanças, o Grupo Abril, representado pela Fundação Victor Civita em conjunto com a Abril Educação e a área de Serviços Editoriais, promove no dia 4 de dezembro, às 17h30, um encontro sobre as principais mudanças do novo acordo ortográfico na Praça Victor Civita. [texto continua, mas não publico aqui essa extensão]
Há um mês atrás um editor de Brasília dizia-me que, a partir do próximo ano, os seus livros iriam transitar da ortografia antiga para a nova. E, em Portugal, quem publicita a mudança ortográfica? Mesmo que não se concorde, de que se está à espera? De enfiar a cabeça na areia?
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Rogério Santos
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12/02/2008 06:31:00 PM
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A TELEVISÃO DA CPLP
O Ministério da Cultura do Brasil vai realizar em 2009 o primeiro DocTV CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Prevê-se ainda a realização de concursos de documentários nos países envolvidos, além de oficinas de produção e a exibição dos filmes realizados nas televisões públicas de todos os países.
Para Paulo Alcoforado, director de audiovisual da Secretaria do Audiovisual do ministério brasileiro, participarão no projecto os oito países da Comunidade e a região autónoma de Macau, na China.
No próximo mês de Janeiro, representantes dos países-membros encontrar-se-ão na cidade de Salvador para uma oficina de planeamento executivo. Após três meses de preparação, serão feitos concursos nacionais. Os seleccionados participarão de oficinas de criação durante dois dias em Moçambique.
Fonte: Cultura e Mercado (27 de Novembro)
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Rogério Santos
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12/02/2008 09:20:00 AM
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Televisão
O USO DO YOUTUBE PELOS JORNAIS AMERICANOS

Mark S. Luckie apresenta um mapa interactivo em que detalha os jornais americanos que utilizam o YouTube e ligam às suas páginas de internet.
Os jornais com páginas no YouTube vão do Honolulu Advertiser, do Hawaii, ao Chicago Tribune, de Illinois, e ao Washington Post, e incluem jornais em 41 estados.
As páginas incluem vídeos com notícias e outras aplicações para assinantes e visitantes. O blogueiro Andy Dickinson tem também mapa semelhante dos jornais do Reino Unido.

Fonte: The Editors Weblog (texto de Rosemary D'Amour)
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Rogério Santos
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12/02/2008 08:58:00 AM
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1.12.08
RECORDAÇÃO DE BRASÍLIA (5) - FESTIVAL CULTURAL DE MOÇAMBIQUE
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Rogério Santos
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12/01/2008 09:05:00 AM
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