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domingo, 7 de setembro de 2014

Animação digital

O título da notícia do Expresso de ontem era apelativo: “Portugal no mapa da indústria de animação digital”. O conteúdo revela a realização de um evento mundial em Troia, a segunda edição do Torjan Horse was a Unicorn, terceiro evento de maior impacto mundial de entretenimento digital, segundo o CreativeBlog (a seguir ao Siggraph America, de Vancouver, e Siggraph Asia, de Shenzeng), com 500 participantes de 33 países e com 33 oradores internacionais a animarem conferências e workshops. Alguns dos nomes mais conhecidos são Syd Mead (Blade Runner), Sven Martin (Games of Thrones), Andy Jones (Avatar) e Rob Legato (Titanic, Hugo). Os organizadores do evento, André Luís e Inês Silva, conseguiram o entusiasmo de Scott Ross, ligado aos efeitos especiais dos filmes de George Lucas. Festival a decorrer entre 17 e 20 de Setembro.


A segunda parte do texto esclarece o título do artigo: as eventuais receitas do festival revertem para o desenvolvimento da indústria de entretenimento digital e atribuição de bolsas de estudo.

sábado, 9 de março de 2013

AO NORTE - Associação de Produção e Animação Audiovisual

PrimeirOlhar_2013_1609b1fA AO NORTE – Associação de Produção e Animação Audiovisual foi fundada em Dezembro de 1994 e é uma associação sem fins lucrativos. Tem por fim a produção e a divulgação audiovisual, bem como a cooperação para o desenvolvimento, na área do ensino, educação e cultura, designadamente através da divulgação das realidades dos países em vias de desenvolvimento junto da opinião pública.

Abertura de inscrições até 5 de Abril de 2013, para o Prémio PrimeirOlhar. Secção competitiva dos Encontros de Cinema de Viana, com o objectivo de promover o documentarismo e destinado ao melhor documentário realizado por alunos das escolas de cinema, de audiovisuais e de comunicação, ou por participantes em cursos de formação nessa área, de Portugal e da Galiza.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

FESTIVAL DE PROGRAMAS AUDIOVISUAIS

Até 27 de Novembro, estão abertas as inscrições para o Festival International de Programmes Audiovisuales (FIPA), a decorrer na cidade francesa de Biarritz entre 26 e 31 de Janeiro de 2010. A competição inclui as seguintes categorias: drama, séries e seriados, documentários criativos e ensaios, reportagem e artes, e artes performativas.

Para saber mais, ver em FIPA e no Facebook.

domingo, 1 de junho de 2008

FEDERAÇÃO DE ESCOLAS DE AUDIOVISUAL E CINEMA


No passado dia 13 de Maio, foi assinado no Porto um protocolo de colaboração entre cinco escolas universitárias (ESAP, ESMAE/IPP, UBI, ULHT e UM). A principal intenção é a constituição da Federação de Escolas Portuguesas de Audiovisual e Cinema (designação ainda provisória). O acto contou com a presença do Presidente do ICA (Instituto do Cinema e Audiovisual).

terça-feira, 27 de maio de 2008

ESTRATÉGIAS DO AUDIOVISUAL SEGUNDO RUI CÁDIMA


Talvez ainda mais importante que o estudo da ERC, aqui discutido ontem, é o livro que Francisco Rui Cádima lançou a semana passada, A Crise do Audiovisual Europeu. 20 Anos de Políticas Europeias em Análise. Escreve ele: “Mais de vinte anos depois, o essencial permanece imutável. A «obra europeia» neste sector confunde-se com o «telelixo»” (p. 93).

Acrescenta o autor, pessimista com o rumo que o audiovisual tem tomado na Europa, que os canais públicos prosseguem estratégias comerciais sem colocar primazia na cidadania ou na ética, enquanto se agrava o défice comercial no audiovisual face aos Estados Unidos, sem nada ser feito no domínio da educação para os media.


O audiovisual, continua, não é visto na dimensão social e cultural, mas na de “serviço económico” e “mercado”. Salienta ainda a ausência de investimento na formação de recursos humanos em áreas como computação e gestão de projecto multimedia. Cádima aponta igualmente a ausência de uma avaliação rigorosa da Directiva comunitária Televisão sem Fronteiras e a necessidade de um “controlo efectivo dos géneros de programas, metodologias e estatísticas referentes a quotas de programas dos operadores”.

Se o estudo da ERC identifica ao pormenor o caudal de programas e serviços noticiários nos canais televisivos e aponta os pontos fortes e as fragilidades no âmbito nacional, Cádima olha a legislação da Comunidade Europeia e detecta os múltiplos equívocos nas estratégias (ou sua ausência) da política comunitária do audiovisual. Assim, os erros ou defeitos comunitários reflectem-se necessariamente sobre o tecido audiovisual nacional, tarefa que não compete à ERC na sua análise.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

A CRISE DO AUDIOVISUAL EUROPEU


A crise do audiovisual europeu - 20 anos de políticas europeias em análise, de Francisco Rui Cádima, em edição da Media XXI, é um dos livros a lançar na 8ª Conferência Mundial de Economia e Gestão dos Media (8th WMEMC), a realizar na Universidade Católica Portuguesa, nos dias 19 e 20 deste mês.


No começo do seu novo livro, Cádima diz que o escreve

  • no contexto da emergência da nova Directiva do audiovisual europeu, designada genericamente Directiva "Serviços de Comunicação Social Audiovisual". O texto da proposta da nova Directiva do audiovisual europeu, na sua justificação e objectivos, consagra agora, clara e explicitamente, a lógica económica do sistema – uma lógica "light touch" –, assim intitulada por Viviane Reding face a outra qualquer lógica, reconhecendo que "o mercado dos serviços televisivos europeus mudou radicalmente com a convergência das tecnologias e dos mercados" e que com base nessa realidade importaria mudar o clausulado da Directiva TVSF, de 1989, revisto em 1997.
Docente da Universidade Nova de Lisboa, autor de vários livros sobre os media e a televisão e primeiro director executivo do Obercom, Francisco Rui Cádima tem ainda uma actividade cívica (o blogue irreal tv, onde escreve sobre televisão). Recentemente, está a organizar o ciclo Os Presidentes e a Televisão, onde convida antigos Presidentes da República (eu não tenho dado destaque, dado o muito trabalho que tenho tido).

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

O NOVO LIVRO DE NÉSTOR CANCLINI

  • Já não dizemos vejo-te no café; dizemos vejo-te no Messenger (Canclini, 2007: 77)
Néstor García Canclini está perto dos 70 anos (nasceu em 1939 na Argentina). Reparte, com Jesús Martín-Barbero, o lugar de maior investigador em comunicação, cultura e sociologia do quotidiano na América do Sul. Ganhou o Book Award da Latin American Studies Association pelo livro Culturas híbridas, em 2002 considerado o melhor livro sobre a América latina.


A idade deu um brilho especial ao radicalismo de Canclini, tornando Lectores, espectadores e internautas um livro notável (editado pela Gedisa em 2007). Ou seja, a linha ideológica está viva, mas a experiência de pensamento e acção do autor conduziram a um trabalho cuja leitura é muito agradável.

Como o título indicia, a viagem de Canclini faz-se pelos universos audiovisuais em tempos pós-modernos. A escrita das 136 páginas é recentíssima (em dois lados diferentes do livro ele refere Maio de 2007). Lectores, espectadores e internautas é uma espécie de dicionário, com 29 entradas, umas mais previsíveis - como cinéfilos e videófilos, convergência digital, globalização -, mas outras menos esperadas - abertura, assombro, suspeitas, tele-solidariedade. Um olhar atento, corrosivo por vezes, como quando escreve sobre pirataria (p. 115):

  • A concepção jurídica predominante nos países latinos atribui a propriedade intelectual ao criador das obras literárias, artísticas, musicais, audiovisuais ou científicas. O direito anglo-americano estabelece o copyright, noção centrada nos direitos de reprodução que abarca um espectro mais amplo: gravações sonoras, emissões radiofónicas e televisivas, incluindo ou tratando de incluir recentemente os suportes digitais.
Ou nas pp. 60-61:
  • Enquanto os pós-modernos celebram a mobilidade e o nomadismo,a desterritorialização e a facilidade com que nos comunicamos, na verdade nem todos podem escapar à exigência de disponibilidade constante, a vigilância de quem te recorda que pertences a uma empresa e um lugar ainda que estejas numa outra cidade ou outro país.