A Livraria Lello encerra as suas Conversas, no dia 24 de março, pelas 17:00, com Que caminhos para o Porto? Iniciadas em janeiro, as conversas procuram explorar as potencialidades da cultura enquanto motor de desenvolvimento e o turismo como fator de promoção da comunidade local.
Segundo uma nota de informação da entidade organizadora, a discussão ocorrerá "entre a tradição e as exigências do presente, um futuro para o Porto da moda; o Porto e o seu lugar na Europa, que posição ocupa a cidade?; a Universidade do Porto como polo transformador do tecido económico do Porto; a importação de cérebros; a cultura como produto comercial, que modelos de negócio para a cultura? – são linhas orientadoras destas conversas que serão animadas por Álvaro Covões (Everything is New), Dieter Hardt-Stremayr (European Cities Marketing, ECM), Nuno Correia (Fundação Bienal de Arte de Cerveira), Manuel Cabral (Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, IVDP), Carlos Abrunhosa de Brito (Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas, ADDICT) e David Parrish (especialista em empreendedorismo cultural e marketing da cultura), em debate moderado por Clara Gonçalves (diretora executiva do Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, UPTEC)".
No dia seguinte, a conversa será complementada com ação de aceleração de indústrias criativas, com a participação de David Parrish.
Textos de Rogério Santos, com reflexões e atualidade sobre indústrias culturais (imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, videojogos, música, livros, centros comerciais) e criativas (museus, exposições, teatro, espetáculos). Na blogosfera desde 2002.
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quarta-feira, 22 de março de 2017
terça-feira, 26 de abril de 2016
Liberdade de expressão
Ontem, nas comemorações de 25 de abril de 1974, uma das ideias centrais dos discursos políticos foi liberdade de expressão. Mas a data não identifica apenas a formação de partidos ou movimentos políticos. O período foi cheio de surgimento de entidades, de associações de caçadores e de profissionais de golfe, associações de moradores e de pais em escolas secundárias, cooperativas culturais, de consumo e de habitação, editoras e livrarias a sindicatos, confissões religiosas (Testemunhas de Jeová, Baha'is, evangélicas), clubes físicos e espirituais orientais (judo, karaté, ioga) e associações artísticas.
A Associação Portuguesa de Evangelização (registo notarial de 5 de março de 1975) tinha no seu segundo artigo o objeto: "fomentar a proclamação do evangelho de Jesus Cristo, através da pregação pública, distribuição de literatura, emissões radiofónicas e televisionadas, exibição de filmes e outros meios". A Arco - Centro de Arte e Comunicação Visual (registo notarial de 27 de janeiro de 1975) propunha a "atividade de promoção, divulgação, experimentação e ensino das artes visuais, de desenho de equipamento e ambiente, das artes gráficas, comunicação visual e animação cultural, assim como das artes em geral, e ainda a prática de quaisquer outras manifestações culturais e de investigação". Se os estucadores formaram a Artistuque - cooperativa operária dos estucadores associados do Barreiro em registo notarial de 10 de dezembro de 1974, o Grupo Recreativo Zip-Zip da Fomega (freguesia da Caparica, concelho de Almada, registo notarial de 24 de março de 1975) tinha como objetivo "promover o recreio dos seus associados através de récitas, festas recreativas, saraus, bailes, jogos lícitos e teatro amador".
De repente, o mundo parecia em expansão total. Em que as indústrias culturais e criativas, a arte, a comunicação e o entretenimento brotavam energicamente. Chamo a atenção para pormenores não despiciendos - conceptual (grupo profissional operário do Barreiro promove uma cooperativa para elevar a sua atividade à categoria de arte) e legal (o termo lícito aplicado a jogos indica a existência de uma fronteira que o grupo recreativo de Almada quis traçar).
A Associação Portuguesa de Evangelização (registo notarial de 5 de março de 1975) tinha no seu segundo artigo o objeto: "fomentar a proclamação do evangelho de Jesus Cristo, através da pregação pública, distribuição de literatura, emissões radiofónicas e televisionadas, exibição de filmes e outros meios". A Arco - Centro de Arte e Comunicação Visual (registo notarial de 27 de janeiro de 1975) propunha a "atividade de promoção, divulgação, experimentação e ensino das artes visuais, de desenho de equipamento e ambiente, das artes gráficas, comunicação visual e animação cultural, assim como das artes em geral, e ainda a prática de quaisquer outras manifestações culturais e de investigação". Se os estucadores formaram a Artistuque - cooperativa operária dos estucadores associados do Barreiro em registo notarial de 10 de dezembro de 1974, o Grupo Recreativo Zip-Zip da Fomega (freguesia da Caparica, concelho de Almada, registo notarial de 24 de março de 1975) tinha como objetivo "promover o recreio dos seus associados através de récitas, festas recreativas, saraus, bailes, jogos lícitos e teatro amador".
De repente, o mundo parecia em expansão total. Em que as indústrias culturais e criativas, a arte, a comunicação e o entretenimento brotavam energicamente. Chamo a atenção para pormenores não despiciendos - conceptual (grupo profissional operário do Barreiro promove uma cooperativa para elevar a sua atividade à categoria de arte) e legal (o termo lícito aplicado a jogos indica a existência de uma fronteira que o grupo recreativo de Almada quis traçar).
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Prémio Nacional Indústrias Criativas
Retiro diretamente da fonte (Ver Portugal Online):
"Miss Can, a startup que vende portugalidade em latas de conserva de peixe, é a grande vencedora da sétima edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas Super Bock/Serralves (PNIC). Este ano, o júri do concurso atribuiu ainda as Distinções de Categoria a Os Italianos (ex-Stallo) e Arumis e uma Menção Especial ao projeto Cross Hands Architecture, pela sua componente humanitária. O vencedor recebeu o galardão das mãos de João Abecasis, presidente executivo da Unicer, e de Luís Braga da Cruz, presidente da Fundação de Serralves. A entrega das restantes distinções esteve a cargo de representantes da Universidade do Porto, ANJE e Escola das Artes da Universidade Católica do Porto, respetivamente, Clara Gonçalves, Rafael Rocha e Luís Teixeira. "Miss Can", integrada na categoria Turismo e Património, nasceu da vontade de três amigos em recuperar a tradição familiar ligada à indústria conserveira, criando um negócio moderno com a dedicação de outros tempos. Estas conservas 100 por cento portuguesas - sardinha, cavala e atum - utilizam um método artesanal (peixe cozido a vapor) e encontram-se em packs atuais e muito apelativos, nos quais se encontra a história desta indústria, curiosidades históricas de acordo com cada tema e sugestões de receitas. Os promotores deste projeto vão representar Portugal no evento internacional Creative Business Cup, que se irá realizar a 17 e 18 de novembro em Copenhaga (Dinamarca)".
"Miss Can, a startup que vende portugalidade em latas de conserva de peixe, é a grande vencedora da sétima edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas Super Bock/Serralves (PNIC). Este ano, o júri do concurso atribuiu ainda as Distinções de Categoria a Os Italianos (ex-Stallo) e Arumis e uma Menção Especial ao projeto Cross Hands Architecture, pela sua componente humanitária. O vencedor recebeu o galardão das mãos de João Abecasis, presidente executivo da Unicer, e de Luís Braga da Cruz, presidente da Fundação de Serralves. A entrega das restantes distinções esteve a cargo de representantes da Universidade do Porto, ANJE e Escola das Artes da Universidade Católica do Porto, respetivamente, Clara Gonçalves, Rafael Rocha e Luís Teixeira. "Miss Can", integrada na categoria Turismo e Património, nasceu da vontade de três amigos em recuperar a tradição familiar ligada à indústria conserveira, criando um negócio moderno com a dedicação de outros tempos. Estas conservas 100 por cento portuguesas - sardinha, cavala e atum - utilizam um método artesanal (peixe cozido a vapor) e encontram-se em packs atuais e muito apelativos, nos quais se encontra a história desta indústria, curiosidades históricas de acordo com cada tema e sugestões de receitas. Os promotores deste projeto vão representar Portugal no evento internacional Creative Business Cup, que se irá realizar a 17 e 18 de novembro em Copenhaga (Dinamarca)".
terça-feira, 16 de junho de 2015
O que são e para que servem as indústrias culturais e criativas?
Hoje, publiquei as notas de uma disciplina iniciada este ano na licenciatura de Comunicação Social e Cultural com o nome de Indústrias Culturais e Criativas. Por opção pessoal, foi também o último ano que a lecionei. Dividi-a em três blocos - matéria teórica, leituras para fazer e apresentar na aula por parte da turma e presença de convidados. O que são e para que servem as indústrias culturais e criativas, perguntei à partida. Trata-se afinal do tema central deste blogue alimentado desde 2003, responsabilidade que eu nunca pensei em prolongá-la por tanto tempo.
A uma introdução rápida do conceito fundador de Adorno e Horkheimer em 1947, alarguei o âmbito do tema e falei de conceitos retirados de Bernard Miège, David Hesmondhalgh (2007). The Cultural Industries. London: Sage, Justin O’Connor (2007). The Cultural and Creative Industries: A Review of the Literature (texto de trabalho não editado), Christiane Eisenberg, Rita Gerlach, Christian Handke (eds.) Cultural industries. The British experience in international perspective (texto em formato electrónico pdf Adobe) e Dieter Putcha, Friedrich Schneider, Stefan Haigner, Florian Wakolbinger e Stefan Jenewein (2010). The Berlin Creative Industries. An empirical analysis of future key industries. Heidelberg: Gabler. Acrescentei o fantástico livro de Rosamund Davies e Gauti Sigthorsson (2013). Introducing the Creative Industries. Los Angeles e Londres: Sage, o necessário embora controverso Richard Florida (2002). The Rise of the Creative Class: and how it’s transforming work, leisure, community. Nova Iorque: Basic Books e o relatório de Augusto Mateus sobre indústrias criativas (2013), com as sinergias cultural, turística e industrial. Dos convidados, tive presente Alexandre Rodrigues (fãs de videojogos), Pedro Russo Moreira (música e rádio no Estado Novo), Joana Linda Correia (fotografia e artes performativas), Pedro Lopes (produção de ficção televisiva), Ana Garcia Martins (blogues, moda e tendências de consumo), João David Nunes (gestão das indústrias culturais), João Porto (audiências dos media), Anabela Mota Ribeiro (jornalista), Miguel Fernandes e Francisco Garcês (comunicação audiovisual no poder local) e José Carlos Alfaro (livreiro). Após estas presenças inquiri a turma para catalogar cada convidado nas três categorias de organização como o livro de Davies e Sigthorsson explica: freelancers, pequenas e médias empresas, grupos de media e indústrias criativas.
O trabalho produzido na turma foi muito rico, como os seus trabalhos finais refletem. A aluna polaca escreveu sobre as indústrias culturais e criativas de Varsóvia, a aluna basca escreveu sobre a realidade em Bilbau, ensinando que há mais coisas além do museu Guggenheim, os alunos portugueses escreveram sobre Lisboa. Um elemento da turma ficou tão entusiasmado que me falou já de querer estagiar numa nova empresa aqui em Lisboa na área das indústrias culturais e criativas. Outro elemento de alegria foi o falarmos uma linguagem nova, com conceitos que, de início, pareciam estranhos. Quase todos os elementos da turma me falaram das discussões tidas entre eles sobre o que ouviram dos convidados e dos ensinamentos recolhidos nesses contactos.
A uma introdução rápida do conceito fundador de Adorno e Horkheimer em 1947, alarguei o âmbito do tema e falei de conceitos retirados de Bernard Miège, David Hesmondhalgh (2007). The Cultural Industries. London: Sage, Justin O’Connor (2007). The Cultural and Creative Industries: A Review of the Literature (texto de trabalho não editado), Christiane Eisenberg, Rita Gerlach, Christian Handke (eds.) Cultural industries. The British experience in international perspective (texto em formato electrónico pdf Adobe) e Dieter Putcha, Friedrich Schneider, Stefan Haigner, Florian Wakolbinger e Stefan Jenewein (2010). The Berlin Creative Industries. An empirical analysis of future key industries. Heidelberg: Gabler. Acrescentei o fantástico livro de Rosamund Davies e Gauti Sigthorsson (2013). Introducing the Creative Industries. Los Angeles e Londres: Sage, o necessário embora controverso Richard Florida (2002). The Rise of the Creative Class: and how it’s transforming work, leisure, community. Nova Iorque: Basic Books e o relatório de Augusto Mateus sobre indústrias criativas (2013), com as sinergias cultural, turística e industrial. Dos convidados, tive presente Alexandre Rodrigues (fãs de videojogos), Pedro Russo Moreira (música e rádio no Estado Novo), Joana Linda Correia (fotografia e artes performativas), Pedro Lopes (produção de ficção televisiva), Ana Garcia Martins (blogues, moda e tendências de consumo), João David Nunes (gestão das indústrias culturais), João Porto (audiências dos media), Anabela Mota Ribeiro (jornalista), Miguel Fernandes e Francisco Garcês (comunicação audiovisual no poder local) e José Carlos Alfaro (livreiro). Após estas presenças inquiri a turma para catalogar cada convidado nas três categorias de organização como o livro de Davies e Sigthorsson explica: freelancers, pequenas e médias empresas, grupos de media e indústrias criativas.
O trabalho produzido na turma foi muito rico, como os seus trabalhos finais refletem. A aluna polaca escreveu sobre as indústrias culturais e criativas de Varsóvia, a aluna basca escreveu sobre a realidade em Bilbau, ensinando que há mais coisas além do museu Guggenheim, os alunos portugueses escreveram sobre Lisboa. Um elemento da turma ficou tão entusiasmado que me falou já de querer estagiar numa nova empresa aqui em Lisboa na área das indústrias culturais e criativas. Outro elemento de alegria foi o falarmos uma linguagem nova, com conceitos que, de início, pareciam estranhos. Quase todos os elementos da turma me falaram das discussões tidas entre eles sobre o que ouviram dos convidados e dos ensinamentos recolhidos nesses contactos.
terça-feira, 7 de abril de 2015
terça-feira, 24 de março de 2015
A profissionalização de um blogue
Na aula de hoje, tivemos uma escritora profissional de blogues. Licenciada em ciências da comunicação e antiga jornalista especializada nas áreas da cultura, moda, beleza e consumo, começou a escrever o seu blogue nessas temáticas. Onze anos depois de o iniciar, tem mais de 50 milhões de visitas, 200 mil seguidores no Facebook e Instagram, parcerias rentáveis com marcas e um público alvo estimado de mulheres vivendo em Lisboa e Porto entre os 20 e os 45 anos. Já em 2008, uma editora convidara-a a escrever um livro em papel com os melhores textos publicados no blogue. A evolução do blogue levou-a a criar uma marca de produtos e a abrir uma loja com uma amiga e agora sócia.
Para a convidada na aula, as empresas descobriram os blogues como veículos de maior propagação que os meios de comunicação mais tradicionais. A escrita em blogues é mais directa que esses outros meios. O estilo da sua escrita oscila entre o humor e a ironia, com um lado de cronista social. No começo, escreveu também sobre colegas, ainda numa fase de anonimato. Depois, quando o seu primeiro livro saiu, ela publicitou o nome e, apesar de perder alguma originalidade inicial, continuou a crescer em número de visitantes e comentários, granjeando mais popularidade.
As perguntas da turma foram estimulantes. Porque não criou uma revista em papel, que papéis desempenha, onde trabalha, como trabalha, como se relaciona com as marcas e os leitores, é isenta ou parcial, o sucesso foi preparado ou foi acontecendo por acaso, vê-se a escrever no blogue até à reforma, como articula texto e imagem (fixa e em movimento), como separa a informação que lhe chega à caixa de correio.
Agora, o trabalho da turma vai ser enquadrar a actividade desta autora de blogue e livros com a de criadora de negócios numa área emergente das indústrias culturais e criativas.
Para a convidada na aula, as empresas descobriram os blogues como veículos de maior propagação que os meios de comunicação mais tradicionais. A escrita em blogues é mais directa que esses outros meios. O estilo da sua escrita oscila entre o humor e a ironia, com um lado de cronista social. No começo, escreveu também sobre colegas, ainda numa fase de anonimato. Depois, quando o seu primeiro livro saiu, ela publicitou o nome e, apesar de perder alguma originalidade inicial, continuou a crescer em número de visitantes e comentários, granjeando mais popularidade.
As perguntas da turma foram estimulantes. Porque não criou uma revista em papel, que papéis desempenha, onde trabalha, como trabalha, como se relaciona com as marcas e os leitores, é isenta ou parcial, o sucesso foi preparado ou foi acontecendo por acaso, vê-se a escrever no blogue até à reforma, como articula texto e imagem (fixa e em movimento), como separa a informação que lhe chega à caixa de correio.
Agora, o trabalho da turma vai ser enquadrar a actividade desta autora de blogue e livros com a de criadora de negócios numa área emergente das indústrias culturais e criativas.
sábado, 14 de março de 2015
Ourivesaria Aliança
Desde novembro de 2014, na rua das Flores (Porto), a servir chás e scones.
Quando chegar o calor, talvez granizados ou sorvetes. O edifício é de 1906, com interiores a anteciparem a art déco, e já serviu para vender joias e roupa (casa Moura Fernandes).
terça-feira, 10 de março de 2015
Mais elementos sobre as indústrias criativas
Hoje, a aula andou à volta da instituições, propriedade e empreendedorismo, a partir do texto de Davies e Sigthorsson (Introducing Creative Industries, 2013). Os autores partem de três tipos de estrutura organizacional: freelancers, PME e grandes empresas. Uma tendência empresarial resultado das transformações sociais e económicas da década de 1980 foi a desregulação, a desarticulação de empresas organizadas verticalmente, com subcontratação (outsourcing), e a abertura de mercados internacionais (globalização).
Os autores identificam outra tendência - o empreendedorismo - articulada com uma ecologia especial, composta de grandes empresas e um número maior de freelancers. Tal leva à discussão sobre prós e contras do trabalho flexível. Por um lado, há mais liberdade de participar em projectos que se gosta mais; por outro lado, a concorrência e a precariedade conduzem a um permanente desgaste psicológico do desemprego, a pagamentos mais baixos e a mais horas de trabalho.
Um outro elemento destacado no texto de Davies e Sigthorsson é o ligado aos locais de trabalho das indústrias criativas (do lar ao estúdio, à garagem e ao palco), com contactos face a face mais privilegiados que os contactos via internet, estruturas de trabalho (pequenas empresas e trabalhadores criativos independentes) e padrões de trabalho, no que eu também chamo cadeia de valor ou cadeia de produção (investigação da ideia e pré-produção, produção e pós-produção). Davies e Sigthorsson aconselham a que o trabalhador criativo trabalhe a sua trajectória da carreira e o seu portefólio. Finalmente, o texto traça perspectivas nacionais e internacionais do mercado das indústrias criativas.
A análise teórica completou a apresentação prática de ontem. A artista convidada, trabalhando áreas distintas como a fotografia, o vídeo, os cartazes de cinema e o teatro, defendeu duas ideias centrais: processo criativo (em que o tema vai evoluindo da concepção à realização final) e pensamento estratégico (do trabalho criativo compulsivo à criação do portefólio).
Os autores identificam outra tendência - o empreendedorismo - articulada com uma ecologia especial, composta de grandes empresas e um número maior de freelancers. Tal leva à discussão sobre prós e contras do trabalho flexível. Por um lado, há mais liberdade de participar em projectos que se gosta mais; por outro lado, a concorrência e a precariedade conduzem a um permanente desgaste psicológico do desemprego, a pagamentos mais baixos e a mais horas de trabalho.
Um outro elemento destacado no texto de Davies e Sigthorsson é o ligado aos locais de trabalho das indústrias criativas (do lar ao estúdio, à garagem e ao palco), com contactos face a face mais privilegiados que os contactos via internet, estruturas de trabalho (pequenas empresas e trabalhadores criativos independentes) e padrões de trabalho, no que eu também chamo cadeia de valor ou cadeia de produção (investigação da ideia e pré-produção, produção e pós-produção). Davies e Sigthorsson aconselham a que o trabalhador criativo trabalhe a sua trajectória da carreira e o seu portefólio. Finalmente, o texto traça perspectivas nacionais e internacionais do mercado das indústrias criativas.
A análise teórica completou a apresentação prática de ontem. A artista convidada, trabalhando áreas distintas como a fotografia, o vídeo, os cartazes de cinema e o teatro, defendeu duas ideias centrais: processo criativo (em que o tema vai evoluindo da concepção à realização final) e pensamento estratégico (do trabalho criativo compulsivo à criação do portefólio).
sábado, 7 de março de 2015
Manual de protocolo empresarial
O livro de Cristina Fernandes, Manual de protocolo empresarial, vai ser lançado no próximo dia 17 de Março.
sexta-feira, 6 de março de 2015
Jornada de Financiación de las Industrias Culturales y Creativas, Madrid
"La Jornada de Financiación de las Industrias Culturales y Creativas, que tendrá lugar en Medialab-Prado, Calle Alameda, 15 de Madrid, el martes 10 de marzo, está organizada por la Fundación INCYDE en colaboración con la Dirección General de Política e Industrias Culturales y del Libro del Ministerio de Educación, Cultura y Deporte. Va destinada a analizar instrumentos de financiación públicos y privados a disposición del sector y contará con expertos y representantes de empresas. Las Industrias Creativas han sido consideradas como industrias "marginales" durante mucho tiempo, aunque durante la última década se han constituido cada vez más, como un componente importante de las economías de muchos países, también de España. Al igual que muchas otras empresas, la financiación es una de las dificultades a las que se enfrentan las de este sector. Sin embargo la creación artística o cultural presenta unos rasgos propios de valoración intangible que suponen, en muchos casos, una dificultad adicional" (http://www.gestioncultural.org/agenda.php?id_evento=321806).
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Indústrias criativas - um apontamento
Segundo o DMCS (Department for Communication, Media and Sports, Reino Unido), indústrias criativas são as indústrias que têm origem na criatividade, competências e talento individuais com potencial para criar riqueza e emprego através da geração e exploração da propriedade intelectual. O conceito nasceu na Austrália e no Reino Unido no final da década de 1990. Engloba actividades como cinema, televisão, fonografia, videojogos, imprensa, teatro, software de entretenimento, festivais, publicidade, museus e património cultural. Para Rosamund Davies e Gauti Sigthorsson (Introducing the Creative Industries, 2013), as indústrias criativas compõem-se de três características: criatividade humana, veículos de mensagens simbólicas e propriedade intelectual. Se, em alguns países, as indústrias do audiovisual são fortes, noutros países elas ligam-se ao património cultural, ao turismo e acesso a locais de beleza natural ou habitat de animais.
Escaroupim, perto de Salvaterra de Magos e junto ao rio Tejo, é uma aldeia conhecida pelas casas dos avieiros (pescadores oriundos de Vieira de Leiria) e pelas colónias de garças, que se podem observar na primavera.
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Prémio para indústrias criativas
"Unicer e Serralves andam à procura de ideias e negócios inovadores na área das indústrias criativas", assim começa o artigo publicado no d (Diário de Notícias), de hoje. Ver também aqui.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Valores das indústrias criativas no Reino Unido em 2013
As indústrias criativas, segundo o Department for Culture, Media and Sport (DCMS), tiveram um crescimento de quase 10% no sector criativo do Reino Unido, valendo 76,9 milhões em 2013. O sector inclui cinema, televisão, música, artes, arquitectura, design gráfico e publicidade. Entre os factores que impulsionaram a indústria nesse ano, o DCMS destacou os Jogos Olímpicos, com reduções ou isenções fiscais, a série televisiva americana A Guerra dos Tronos (Game of Thrones) e filmes como Gravity.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Indústrias criativas
Rosamund Davies e Gauti Sightorsson editaram Introducing the Creative Industries. From Theory to Practice em 2013. É um manual adequado para quem quer ensinar indústrias criativas e culturais, dividido em três partes, além de uma introdução e de um útil glossário no final do volume.
Trabalhar nas indústrias criativas, produção e circulação de projectos e economia criativa são os temas fundamentais do livro. Destaco tópicos envolvidos nos capítulos: propriedade e empreendedorismo, criatividade, modelos de produção e circulação de bens culturais, financiamento, patrocínios e mecenato e constante mudança na área.
Trabalhar nas indústrias criativas, produção e circulação de projectos e economia criativa são os temas fundamentais do livro. Destaco tópicos envolvidos nos capítulos: propriedade e empreendedorismo, criatividade, modelos de produção e circulação de bens culturais, financiamento, patrocínios e mecenato e constante mudança na área.
sábado, 10 de janeiro de 2015
C2
"Publicada pelo Instituto Cultural e produzida pela Companhia do Desenvolvimento Cultural e Criativo 100 Plus Limitada, a primeira revista electrónica local relativa às indústrias culturais e criativas C2 será lançada no dia 10 de Janeiro de 2015. A revista irá cobrir as actividades mais recentes das indústrias locais e coligir informações internacionais actualizadas sobre estas áreas, permitindo que os leitores conheçam os desafios e as oportunidades enfrentados em Macau, com o objectivo de impulsionar as indústrias culturais e criativas locais e das regiões vizinhas.
O ano de 2015 deu o pontapé de saída com o lançamento da primeira revista electrónica local das indústrias culturais e criativas para acompanhar o crescimento robusto destas indústrias no mundo. Estas indústrias são, em alguns países, parte integrante do crescimento económico. O nome da revista, C2, é uma síntese de “Cultura” e “Criatividade”, uma plataforma para o intercâmbio de informações culturais e criativas já que a mesma pode ser considerada como communication square em inglês. Esta revista trilingue (em chinês, português e inglês) será actualizada online na primeira segunda-feira de cada mês, com reportagens escritas, vídeos e ficheiros disponíveis em formato PDF. Também marcará presença em médias sociais como o Facebook e o WeChat" (C2).
由文化局出版,佰家文化創意發展有限公司製作,本澳首份文創產業網上雜誌《C2文創誌》將於一月十日推出,探討澳門文創產業發展動向、蒐羅外地最新產業資訊,讓讀者了解澳門當前面對的機遇與挑戰,以促進本地及地區內文創產業的發展。 二零一五新年伊始,本澳首份文創產業網上雜誌《C2文創誌》創刊號正式登場,全球文創產業發展迅速,更成為部分國家舉足輕重的產業,C2取Culture(文化)和Creativity(創意)之意,亦可解讀為“Communication Square”的意思,即溝通的廣場,作為一個文創訊息交流的匯聚點,具有雙重意涵。《C2文創誌》為中、葡、英三語月刊,每月首個周一於雜誌網站發佈,除文字報導外,網站還提供影片及PDF檔供讀者閱覽,同時設立臉書專頁和微信帳號,與讀者分享最新文創情報。(C2)
No texto http://www.slideshare.net/mestre00/por-ao-ngan-wa, Ao Ngan Wa analisa a série Harry Potter e como a legislação inglesa foi alterada por esse filme.
由文化局出版,佰家文化創意發展有限公司製作,本澳首份文創產業網上雜誌《C2文創誌》將於一月十日推出,探討澳門文創產業發展動向、蒐羅外地最新產業資訊,讓讀者了解澳門當前面對的機遇與挑戰,以促進本地及地區內文創產業的發展。 二零一五新年伊始,本澳首份文創產業網上雜誌《C2文創誌》創刊號正式登場,全球文創產業發展迅速,更成為部分國家舉足輕重的產業,C2取Culture(文化)和Creativity(創意)之意,亦可解讀為“Communication Square”的意思,即溝通的廣場,作為一個文創訊息交流的匯聚點,具有雙重意涵。《C2文創誌》為中、葡、英三語月刊,每月首個周一於雜誌網站發佈,除文字報導外,網站還提供影片及PDF檔供讀者閱覽,同時設立臉書專頁和微信帳號,與讀者分享最新文創情報。(C2)
No texto http://www.slideshare.net/mestre00/por-ao-ngan-wa, Ao Ngan Wa analisa a série Harry Potter e como a legislação inglesa foi alterada por esse filme.
domingo, 23 de novembro de 2014
Indústrias criativas no Reino Unido
As indústrias criativas do Reino Unido lançaram uma federação, num esforço de fortalecer o sector e melhorar o acesso e a diversidade dentro dos diversos subsectores. Assim, mais de 200 organizações de artes e empresas criativas comerciais aderiram à federação, incluindo a Warner Bros, a Aardman, a Tate, a Biblioteca Britânica, o Museu do Design, a companhia de Bailado Nacional Inglês, a Penguin, a Random House, a Burberry, o Royal College of Music e a National Film and Television School. A federação vai-se concentrar nas actividades comuns, com a elaboração de um relatório anual sobre o impacto das artes públicas e das indústrias criativas no país e no exterior (Screen Daily).
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Prémio Indústrias Criativas
No Prémio Indústrias Criativas para Orquestra, dedicada a bandas sonoras originais, venceu a Weso, orquestra especializada em bandas sonoras para a indústria cinematográfica. Trata-se da 6ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas Super Bock/Serralves (PNIC), integrada na categoria Música e Artes do Espetáculo (informação retirada do jornal online Expresso).
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Indústria cultural e criativa em Zhou YuJun
"Cultural creative industry is the inheritance and development of the cultural industry, mainly refers to those gaining momentum from the individual creativity, skill and talent in the enterprise, as well as those activities through the development of intellectual property rights creating the potential wealth and jobs. This paper first introduces the basic situation of Chinese culture industry, analyzes the reasons of cultural industry commercial imbalances, puts forward three suggestions: (1) the cultural positioning clear cultural and Creative Industrial Park, take the culture industry social benefits; (2) the creative industries and commercial real estate developers to combine; (3) strengthening government policy support. Only commercial cultural transference of interest, providing space and support for its development, to its unique cultural forces, nourish the growth of cultural industries" (Zhou YuJun).
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Alkantara Festival
O Alkantara Festival 2014 decorre entre 13 de Maio e 8 de Junho em várias salas de espectáculo de Lisboa. O assessor de imprensa do festival, Bruno Malveira, destacou alguns pontos do programa, tais como Anne Teresa De Keermaeker e outros bailarinos, Encyclopédie de la Parole Joris Lacoste e Germinal de Halory Goerger & Antoine Defoort.
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