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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Proibido permanecer


Nunca vira tal aviso: "Proibido Permanecer" (Porto). Qual a intenção? Lembrei-me logo daqueles sistemas de picos de arame para afastar pombas de telhados e beirais.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Desenhos do Porto em obra a lançar

No próximo sábado, 8 de abril, pelas 16:00, a livraria Lello acolhe nos Armazéns do Castelo (rua das Carmelitas, 166, Porto) um encontro de dezenas de urban sketchers de vários pontos do país, acompanhado do lançamento do livro Porto por/by Urban Sketchers. Os urban sketchers são uma comunidade global de desenhadores profissionais e amadores que fomenta a prática do desenho realizado no local, em observação direta da vida urbana. Nascida na internet em 2007, com o lema Mostramos o mundo, desenho a desenho, a comunidade reúne hoje muitos milhares de desenhadores espalhados por todos os continentes [informação da livraria Lello].

segunda-feira, 27 de março de 2017

Esculturas

A escultura do ardina ao pé do marco do correio fica no ponto de encontro das praças da Liberdade e Almeida Garrett (à esquerda vê-se uma parte da estação ferroviária de S. Bento) (Porto). Por detrás, uma estátua viva, a de um carpinteiro, de tons cinzentos, e do seu cão, a descansar. A estátua viva falava português com sotaque brasileiro.



sábado, 25 de março de 2017

Sónia / Clara

A atriz Sónia Braga e a personagem Clara, em Aquarius, têm pontos em comum: mulheres determinadas mesmo que tudo esteja contra elas, elas viveram, amaram e sofreram muito, são já velhas (a atriz com 67 anos, a personagem com 65 anos). Mas há diferenças, apesar de eu ver complementaridades: a atriz não se casou e não tem filhos, a personagem é viúva e mãe de três filhos e avó. Clara teve um cancro em 1980, a atriz mostra o seio direito destruído pelo cancro, no que é uma das cenas mais pungentes do filme.

Aquarius conta a história da tentativa de demolição de um prédio de Recife dos anos 1940 (chamado precisamente Aquarius) para substituição por um arranha-céus, imagem moderna da baía da cidade. Naquele momento, o seu apartamento é o único habitado; a construtora já comprara o resto do edifício. O filme assenta, pois, numa contradição: a memória histórica perde-se, de um tempo em que os habitantes saíam à rua e se agradavam com a paisagem do oceano Atlântico para um tempo de prédios com vigilância e segurança com medo de assaltos. O sol que banha a praia acaba às três da tarde, por causa da sombra causada pelos prédios. Mesmo a ida a banho está proibida pois os tubarões frequentam a zona.

Clara sente-se ameaçada pela construtora que quer demolir o prédio para construir um novo. Mas ela combina a qualidade de vida - poder ir à margem marítima quando quer, caminhar ao longo da praia - e a persistência e a memória. Ali viveram os seus filhos e ela foi feliz com o marido. Antiga jornalista e crítica musical tem força para combater.

O filme é realista - no sentido em que há cenas de uma crueza grande. Por outro lado, conta-nos uma história de resistência social e política. O realizador Kleber Mendonça Filho quis filmar num dos últimos prédios existentes dessa paisagem em desaparecimento. Já tinha mesmo idealizado cenas numa das suas dependências. Apesar da luta contra o desaparecimento do prédio, ele acabou por ir abaixo antes do começo das filmagens. Restava um só - foi nele que o filme foi realizado.

Hoje, quando caminhava pelas avenidas da República e de Fontes Pereira de Melo, aqui em Lisboa, procurei recuperar um movimento idêntico de alteração urbanística verificada na louca década de 1980. Tudo o que era palacete ou prédio de três andares de uma época entre o começo do século XX e 1940 quase desapareceu. Ficaram alguns prédios com o prémio Valmor e alguns estão degradados hoje. Os passeios largos e recuperados este ano não escondem essas feridas urbanísticas, chame-se progresso ou modernização.

Voltando à atriz que desempenha o papel de uma personagem, recordo o impacto que teve o desempenho de Sónia Braga na telenovela Gabriela, a contracenar com Armando Bogus (Nacib) [na imagem abaixo: Gabriela e Nacib], Paulo Gracindo (Ramiro Bastos), José Wilker (Mundinho Falcão), Nívea Maria (Gerusa Bastos), Elizabeth Savalla (Malvina Tavares) e Fúlvio Stefanini (Tonico Bastos), entre outros. A telenovela, que passou em 1977 em Portugal, causou muito sucesso. Sónia Braga, a interpretar Gabriela, personagem de vestidos curtos e sempre descalça, trabalhadora e por quem os homens se apaixonavam, tornou-se um símbolo sexual em país saído de uma longa ditadura, marcando modas e conceitos morais distintos. Agora, vemos uma mulher amargurada e quase sempre sem sorriso, mas a lutar, quase um exemplo de vida.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Évora



1) campanha publicitária?
2) presépio de exposição temporária na Igreja de São Francisco (núcleo museológico e de exposições).

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Requalificação de sítios na baixa portuense

As notícias do Público a respeito do Porto já teem algum tempo, mas junto-as. A primeira, datada de 9 de novembro de 2016, indica o processo de requalificação da área situada no quarteirão da antiga casa Forte, indo da rua Sá da Bandeira à rua do Bonjardim e próximo da sede portuense do banco BCP. Num total de 28500 metros quadrados para residência, hotelaria e comércio. A conclusão da primeira fase está prevista para 2018. Ao lado, a renovação do mercado do Bolhão e do até agora café da Brasileira, a transformar em hotel, vai alterar a fisionomia da baixa da cidade.

A outra notícia, de 13 de janeiro de 2017, informa a reabilitação do cinema Batalha para albergar instalações da cinemateca. A câmara chegou a acordo com os proprietários do edifício para um aluguer de 25 anos. A mensalidade a pagar é de dez mil euros. O edifício foi projetado pelo arquiteto Artur Andrade e ianugurado em 1947. O arquiteto Alexandre Alves Costa está encarregado da sua remodelação. Durante muitos anos, o cinema Batalha era ponto de encontro ao domingo de manhã dos cineclubistas que iam ver filmes já fora do circuito comercial ou nunca exibidos.



domingo, 22 de janeiro de 2017

Avenidas sem trânsito em Lisboa

Hoje, durante o dia, as avenidas da República e Fontes Pereira de Melo, parcialmente, estão encerradas ao trânsito rodoviário. Após conclusão de obras de requalificação, os espaços foram tomados pelos peões, com festa ao longo das duas vias.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Aura Festival

Aura Festival é um festival de artes da luz e de cartografias emocionais do território a decorrer à noite em Sintra (18 a 21 de agosto), dedicado à experimentação e à memória e com entrada livre. Em segunda edição, sob o tema Histórias da Noite, há um percurso pedonal entre o MU.SA (Museu das Artes de Sintra) e o Palácio Nacional, onde se oferece a residentes, comerciantes e visitantes, a experiência de imersão na paisagem noturna da vila e a fruição poética da iluminação artística nos meandros misteriosos de Sintra (informação da organização).


sábado, 6 de agosto de 2016

Andor violeta


Andor violeta foi uma expressão que sempre achei, em simultâneo, fascinante e estranha. Significa apenas "põe-te a andar" ou "sai da minha frente, não me aborreças". Há outras expressões ou palavras igualmente curiosas como sertã (frigideira), "estar com o toco" (estar aborrecido) ou morcão (tonto ou estúpido). E ainda cruzeta (cabide), ferrar o jeco (fazer uma dívida), trolha (pedreiro) ou carago (caramba).

Estas e outras palavras fazem parte das entradas do livro lançado ontem no café Progresso (Porto), Dicionário do Calão do Porto, de João Carlos Brito (Porto, 1966). Licenciado em Línguas, Literaturas e Culturas Modernas, exerce a profissão de professor-bibliotecário na Escola Secundária de Gondomar. Em 2010, publicara Heróis à Moda do Porto, a que se seguiu em 2014 Lugares e Palavras do Porto. Agora é a vez do dicionário.

O autor é favorável aos regionalismos. Aquando da saída do livro anterior, ele defendia as marcas linguísticas regionais, as quais tendem a esbater-se devido à televisão. No lançamento do livro de ontem, foi um pouco mais longe e falou de centralismo de Lisboa. Mas elogiou marcas de identidade linguística dos madeirenses e açorianos, com vocábulos levados do Alentejo para aquelas paragens. Creio que, a par dos regionalismos da região portuense, deve haver um estudo das marcas linguísticas alentejanas.



quarta-feira, 27 de julho de 2016

Obras no mercado do Bolhão (Porto)

Sei que é uma boa notícia para o Porto as obras no mercado do Bolhão e as decisões anunciadas hoje, conforme leio no Diário de Notícias em linha. Segundo este, Rui Moreira, o presidente da câmara da cidade, entende estar-se a criar um "mercado para os próximos 30 anos", que incluem um mercado tradicional, com frescos, mas outras áreas e receitas. O investimento das obras, que arrancam na próxima semana e terminam na primavera de 2019, orça em 27 milhões de euros. Os comerciantes que estão atualmente no mercado passam a ter, até ao final das obras, as suas zonas de comércio no centro La Vie, muito perto e com nome renovado há pouco tempo.

A zona urbana adjacente, que faz parte do Porto comercial mais importante desde há muitas décadas, é excelente, servida por metro e autocarros. As obras servirão também como motor da renovação na rua Sá da Bandeira, por exemplo, onde um quarteirão quase inteiro, está a ser demolido para dar origem à modernidade da cidade [imagem de 2011].


sábado, 23 de julho de 2016

Cenas da cidade

Imagens tiradas durante a viagem em torno da exposição Paratissima Lisboa, da Mouraria ao Castelo.





quinta-feira, 21 de julho de 2016

Paratissima Lisboa

Nascido em Turim em 2004, o projecto Paratissima chegou este ano a Lisboa, pela mão da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior e a EBANOCollective. Objetivo: promover artistas emergentes através de um espaço expositivo público, colaborativo, inclusivo e democrático de arte contemporânea no espaço urbano, num total de 300 artistas. O evento começou ontem e vai até ao dia 24 de julho, percorrendo os bairros de Alfama, Castelo e Mouraria [imagem de Andrea Tali] (informação e imagem enviada pela organização).


[imagens seguintes tiradas no dia 23 de julho ao final de uma tarde muito quente]

   

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Castelo Nijo (Quioto)

Construído em 1603 pelo shogun Tokwgawa para defender o palácio imperial de Quioto, é um exemplar da arquitetura residencial buke shoin zukuri. Amplas salas onde o shogun recebia os senhores feudais e permanecia, com paredes decoradas. Fica-se com pena de não se poder fotografar o interior dessas salas.





Quioto à hora do jantar


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Pequenas lojas e restaurantes

Exemplos de lojas e pequenos restaurantes em galerias comerciais de Osaca e mercado do peixe em Tóquio.


domingo, 12 de junho de 2016

Olhar a cidade

As grandes cidades têm pontos altos para se poder ver (admirar) a sua dimensão e arquitetura. As duas imagens mostram o interior de edifícios muito altos e alguns dos seus observadores (Umeda Sky Building, Osaca; Torre de Tóquio). Por vezes, conversa-se longamente em torno de um chá ou refresco, comentando alguns edifícios ou locais.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Fukuoka

Depois da apresentação de comunicação da rádio imperial portuguesa na pré-conferência da ICA (com Nelson Ribeiro e ainda Sílvio Santos, que ficou em Portugal), à descoberta da cidade de Fukuoka.