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terça-feira, 8 de maio de 2018

Relatos de futebol, técnicos e telefones

Num tempo em que se fala muito de futebol, deixo aqui algumas notas sobre o desporto e o modo como se faziam as ligações para os relatos nos estádios, incluindo técnicos da rádio e dos telefones.


De Alfredo Quádrio Raposo, o primeiro relator (ou relatador) desportivo profissional ao serviço da Emissora Nacional, reproduzo duas imagens (Rádio Nacional, 10 de julho de 1948, data não identificada). Um seu sucessor foi Artur Agostinho, de igual sucesso nas transmissões desportivas (imagem abaixo de abril de 1947, Gabinete Museológico e Documental da RTP). Não me lembro de ter escutado o primeiro mas retive no ouvido o tom de voz do segundo. De qualidade diferente, as imagens permitem-nos interpretar os ambientes em idêntico período. Elementos comuns em duas imagens são o microfone de peito e a boina, Quádrio Raposo a relatar no verão e Artur Agostinho no campo de futebol na primavera. Existe um terceiro elemento comum em todas as imagens: os relatos faziam-se à face do campo de jogos, com a assistência mesmo atrás, o que podia trazer problemas, caso os adeptos não gostassem dos comentários do relatador. Quádrio Raposo, nas duas imagens, tinha um bloco de apontamentos junto a si, ao passo que Artur Agostinho delega isso no seu assistente. Artur Agostinho usa auscultadores, o que permite ouvir o sinal de retorno e eventuais perguntas ou sugestões do estúdio, mas isso não acontece com Quádrio Raposo.

A segunda imagem de Quádrio Raposo, como aquela em que se vê Artur Agostinho, revela mais pormenores, como o assistente técnico, ao lado, junto a uma mesa técnica e com cabos (microfone e telefone). O assistente técnico intervinha quando houvesse alguma questão operacional de controlo de som. Os profissionais da Emissora Nacional (e a assistência) estão vestidos com gabardinas, a denunciar tempo chuvoso. À esquerda de Artur Agostinho, o assistente Helder Soares. Havia outro técnico na estação chamado Helder Sobral, "verdadeiros braços direitos e esquerdos do locutor", segundo informação oportuna de Orlando Dias Agudo, a quem agradeço. Outro dos assistentes técnicos da Emissora Nacional foi Álvaro Fonseca: ele levava o material, o OB e os microfones. Ele tinha um trabalho delicado, que a sua anterior prática de eletricista resolvia. No estádio do Lima (Porto), durante algum tempo campo onde jogou o FC Porto, a corrente elétrica para ligar o OB era de 110 volts. O técnico aventurava-se porque sabia o que fazia, embora pudesse apanhar, durante a montagem, um choque no microfone.


Nos bastidores dos relatos desportivos, havia outros profissionais, como o empregado dos telefones que ligava as linhas de comunicação. José de Almeida e Sousa era conhecido como o Almeida dos "campos de futebol" por fazer esse trabalho, homenageado por altura da sua reforma (Jornal de Notícias, 19 de outubro de 1969).





sábado, 2 de janeiro de 2016

Ponto Media

António Granado escreveu o seguinte: "O PONTO MEDIA chega hoje ao fim. Foram 15 anos de vida, acompanhado pelos melhores leitores. Quando, ainda no ano 2000, decidi criar este blog como resolução de novo milénio, sempre pensei que os posts teriam de ser úteis para quem o visitasse. Fiz questão de optar por um estilo curto (às vezes demasiado curto, admito), privilegiando links para textos que me pareciam interessantes e que pudessem trazer alguma novidade ao campo do ciberjornalismo, mas não só. O blog serviu também, como tantas vezes disse, para me organizar melhor, para conseguir ter à mão uma grande diversidade de textos que pudesse utilizar nas aulas ou recomendar aos alunos. Nesse sentido, o Ponto Media cumpriu o seu propósito e acho que terá sido proveitoso para quem o acompanhou".

Ao António Granado, os meus agradecimentos pelos seus textos e pelo incentivo dado quando eu quis também terminar este espaço. Também eu gostaria que ele continuasse, um blogue que até tem ISSN.

domingo, 13 de setembro de 2015

Doutoramento de José Gabriel Andrade

Foi defendida a tese de doutoramento de José Gabriel Andrade Júnior, O Espaço Global da Língua Portuguesa, no passado dia 10 de setembro, na Universidade Católica Portuguesa. Brasileiro de Santos, São Paulo, Gabriel Andrade fez o centro da sua investigação o uso das tecnologias da informação nos portugueses a viver no Brasil e nos brasileiros a residir em Portugal, num total de 21 respondentes. Com um aparato teórico forte, apoiado nomeadamente em autores como Arjun Appadurai, Homi Bhabha, Néstor Canclini, Jesús Martín-Barbero, Sérgio Buarque da Holanda, Isabel Ferin, Boaventura Sousa Santos, Manuel Castells e Rosa Cabecinhas, o jovem investigador cruzou os conceitos de lusofonia, globalização e tecnologia dos novos media e definiu um pentagrama onde articulou media, turismo, migrações, governo e organização.


Na fotografia, da esquerda para a direita: Anthony Pereira, Verónica Policarpo, Fernando Ilharco (orientador), José Gabriel Andrade, Isabel Gil (vice-reitora da Universidade Católica), Rogério Santos e Isabel Ferin.

domingo, 23 de agosto de 2015

Hermínio Martins

Em 2000, Carlos Leone organizou um livro com o título Rumo ao Cibermundo?, onde me juntou a um notável grupos de intelectuais: Rui Bebiano, Carlos Vidal e Hermínio Martins.

Hoje, dia em que se soube da morte de Hermínio Martins, vale a pena recordar o que ele escreveu então, um texto pujante de cerca de 25 páginas sob o título "Tecnociência e Arte". Com pouco espaço para parágrafos distintos, ele começou por identificar o conceito de sociedade científico-industrial em França entre 1815 e 1820. Depois, convoca-nos para olhar as visões saint-simonianas e positivistas, tornadas menos obsoletas que antes da onda do discurso do inevitabilismo ocidental liberal tecnocientífico nas democracias de mercado e de igual inevitabilismo do Estado socialista (p. 13). De passagem, Martins critica os modernistas, como Yeats, Pound, Joyce e Eliot, que rejeitaram o mito do progresso e da revolução mas se comprometeram com movimentos fascistas ou para-fascistas.

E também olhou para os fuuristas, para quem as máquinas se associavam ao belo e ao sublime. Os futuristas legaram-nos a palavra neolatria ou tecnolatria (p. 20). Tal, no fundo, queria significar o carinho pelo novo, pelo produzido pela novidade (o nosso António Ferro pode pertencer a este grupo, acrescento). Glorificar o novo é destruir os bens sobejantes, os modos de sentir antigos, em que se incluem os planeadores urbanos modernos.

No seu caminho, Hermínio Martins elucida-nos da nossa situação presente, a do estado da natureza cibernético, de natureza-como-informação, de estado de cultura cibernético (p. 25). O filósofo comparou a ciência militar e o desenvolvimento de instalações computacionais (com frequência, com o nosso desejo de elogiar os computadores e a internet, esquecemo-nos desta origem, acrescento). O autor quase acaba o seu texto, identificando um revivalismo do platonismo científico (p. 27), com espaço para a experimentação mental e para a crítica, empregando o termo re-uso, signifique ele o que significar, mas suficiente para permitir a liberdade de pensar, julgo eu.

Hermínio Martins nasceu em Maputo, Moçambique, em 1934. Na década de 1950, exilou-se no Reino Unido, onde ensinou nas universidades de Leeds e Essex e no St. Antony’s College da Universidade de Oxford. Publicou Classe, Status e Poder e outros Ensaios sobre o Portugal Contemporâneo (1998) na editora do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa, coordenou a obra Dilemas da Civilização Tecnológica (2003), em que o seu discípulo José Luís Garcia desempenhou um papel importante, escreveu Hegel, Texas, e outros Ensaios de Teoria Social (Século XXI, 1996) e Experimentum Humanum: Civilização Tecnológica e Condição Humana (Relógio D’Água). Tinha quase pronto um volume com Rui Feijó, em que tratava o 5 de Outubro, o 28 de Maio e o 25 de Abril na perspetiva comparativa, histórica e sociológica. Nos últimos anos, a sociologia e filosofia da ciência e da tecnologia ocuparam parte substancial das suas reflexões (dados recolhidos no texto do jornal Público).


sábado, 22 de agosto de 2015

Memórias de telecomunicações



O vídeo conta a visita ao Espaço-Memória das Telecomunicações (Valadares, Vila Nova de Gaia), guiada por Manuel Carvalho e Alcides Ferreira. O Espaço-Memória tem equipamentos telefónicos e de telecomunicações que foram usados na empresa Telefones de Lisboa e Porto, desaparecida em 1994 por fusão com outras empresas, de onde se originou a empresa Portugal Telecom.

domingo, 16 de agosto de 2015

Telecomunicações

G. W. B. Pope realizou e A. Mota Braga fez as legendas. O filme chama-se Construção da Central da Lapa - 1954. O original tinha uma voz off que relatava em inglês a sequência do filme.

O engenheiro inglês G. W. B. Pope trabalhou na APT (Anglo-Portuguese Telephone) no Porto, onde foi dirigente. Ele tinha uma grande paixão pelo cinema, pois em sua casa montou uma sala de projetar cinema. Podemos dizer que era um amador e que aplicou à história da central da Lapa (Porto) o que viu nos filmes. Por vezes, deteta-se o neo-realismo dos filmes da época, nomeadamente quando os guarda-fios puxam um cabo ao longo de um campo plano. Fernando Gonçalves, que trabalhou na APT antes de enveredar pela carreira na rádio e no mundo dos espetáculos musicais, aparece no filme, mostrando um antes e um depois da automatização da central telefónica. Guarda-cabos, guarda-fios, mecânicos de construção têm uma boa representação.

Há pormenores da cidade do Porto nessa época, como as ruas 31 de janeiro (então Santo António) e Catarina. Curiosas também a sequência da chegada de equipamento strowger vindo de Inglaterra ao porto do Douro, junto à Ribeira, e toda a construção do edifício. Para engenheiros civis e de telecomunicações, vale a pena estabelecer comparações entre aquelas e as atuais tecnologias.

O filme a preto e branco é longo (28 minutos), dentro da classificação de curta-metragem. A meu ver, constitui uma pequena obra-prima e um enorme elogio às telecomunicações. Talvez haja hipóteses de uma nova leitura do filme em celulóide, se o original existir, o que poderia levar a uma divulgação internacional [eu não sei se existe espólio documental da APT em Londres]. [o meu agradecimento ao senhor Manuel Carvalho (Associação dos Trabalhadores e Reformados da Portugal Telecom) pela cópia digital].

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Google

Nasceu em 4 de Setembro de 1988, numa garagem em Merlon Park. Responsáveis: Sergey Brin e Larry Page quando estudantes de doutoramento na universidade de Stanford. O Google tornou-se, ao longo destes dezasseis anos, o grande gigante da internet.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Relógios inteligentes

Lembro-me sempre dos filmes de ficção científica em que o relógio servia para comunicar (telefonar) e obter informação do local onde o seu utilizador estava. Mas nunca mais chegava a realidade. Descobri agora que a realidade se apropriou da ficção, como li no texto editado hoje pelo Guardian, a propósito da feira de Berlin.

sábado, 1 de março de 2014

A ascensão de uma marca


Recentemente, fui surpreendido pelo desaparecimento da marca TMN, os telemóveis da PT, e sua substituição pela marca Meo, que até então era a marca da televisão por cabo da PT. Quem acompanha os negócios diz que isso era inevitável: a lógica do mercado caminhar para marcas de telecomunicações de oferta integrada (Expresso, 1 de Fevereiro de 2014). Mas nem sempre foi assim. Por outro lado, a fusão da Zon e da Optimus pode criar uma nova marca, li na mesma notícia. Estaremos todos atentos a mais esta evolução. Eu retiro uma ilação: a marca é mortal mesmo quando líder, caso da TMN. Novos conceitos e novas tendências surgem - no caso, o telemóvel já não serve apenas para telefonar de um ponto móvel, mas é o ponto de encontro para ouvir música, fotografar e aceder a dados e imagens, o grande negócio hoje.

Televisão e internet

Um estudo recente sobre o consumo dos media no Reino Unido em 2013 indica que o tempo médio de visualização de televisão no computador, tablet e smartphone foi de 3,5 minutos por dia, enquanto a visualização na própria televisão foi de 3 horas e 55 minutos (fonte: Expresso, 22 de Fevereiro de 2014). Isto significa que a anunciada viragem no consumo dos media através dos novos suportes ainda não se concretizou.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Livro de Patrícia Dias sobre a sociedade digital

Viver na Sociedade Digital é o livro de Patrícia Dias a ser lançado no próximo dia 30 de Janeiro, pelas 18:30, na Livraria Ferin, à rua Nova do Almada, 70-74, aqui em Lisboa. Uma edição da Principia. Docente na Universidade Católica Portuguesa, ela já publicou O Telemóvel e o Quotidiano (2008).


domingo, 29 de dezembro de 2013

Tendências

"Um estudo da Universidade College de Londres revela que os mais jovens estão a abandonar o site [Facebook] em detrimento de outras redes sociais consideradas mais "fixes", como o Twitter, o Instagram, ou o Snapchat e o WhatsApp" (Expresso).

sábado, 28 de dezembro de 2013

5th International Audiovisual Research Conference: Technology and Applied Digital Contents, Madrid, Spain


ESNE, Escuela Universitaria de Diseño e Innovación [Avenida de Alfonso XIII, 97, Madrid], together with Icono 14, undertake the organization of the 5th International Audiovisual Research Conference: Technology and Applied Digital Contents. The objective of this edition is to deepen, discuss and think over the audiovisual industry in its full complexity, particularly addressing to the new realities arising by technological development and new forms of digital contents.

The Conference potential lies in the diversity of all presentations, covering the area in which all actors in the audiovisual process are carried out – creators, broadcasters, media, authorities and audiences. This 5th International Audiovisual Research Conference aims to be an opportunity of scientific and academic analysis of this growing sector from an international, university and professional point of view, with attention paid to the audiovisual sector and its impact on both the educational and socioeconomic point of view. In realm of this 5th Conference is to deal thoroughly new digital contents and implement new communication dynamics, based in technological and natural development of the audiovisual sector.

Researchers are invited to present communication proposals in any of the thematic areas suggested by the organisation.

Broadcasting
Legal and business regulation policies of broadcasting media. Professional profiles and Jobs at present-day audiovisual era. Technology and new languages in broadcasting media. Local, regional, national and international broadcasting ecosystems. New formats in audiovisual media and on the net. New audiovisual media theories, concepts, paradigms and approaches. Mass-media audiences and effects. Dissemination of audiovisual media scientific research. Audiovisual media ethics: self-regulation codes and European Directive. Analysis and semiotics of audiovisual and multimedia discourses. New audiovisual investigation techniques and methods. New players in audiovisuals: Audiovisual clusters and councils. Social Audio Visual. New audiovisual financing options. Transmedia storytelling. Second Screen and impact of the multi-tasking viewer. User Generated Contents. Radio challenges for the Twenty-First Century. Gamification of audiovisual consumption. Challenges for cinema and its business model.

Digital contents
Cultural industries: economic, social and aesthetic aspects. Education and media (Edumedia). Copyright and intellectual property. Audiovisual storytelling and hipermedia: structure, semantics, poetics, rethorics and pragmatics. Interactive multimedia contents. New ad strategies. The power of the digital consumer. Traditional journalism vs. content aggregation. The new book 3.0. YouTube generation Video games as the basis for new information technology. Revival of animation in the Twenty-First Century. Social and empathic video games or how gaming can rejuvenate an aging society. Self-editing / Content creation and editing.

Channels/technologies
Big data and audiovisual content consumption. Internationalization vs. Regionalization. Digital marketing platform. Smartphones, phablets, tablets. Device challenges for consumption of digital content. Cloud distribution platforms. The Revolution of digital and audiovisual content streaming. New models for the distribution of literature industry. Ubiquitous computing and its impact on content consumption and Access.

Schedule
5th December 2013. Further information about the Conference will be available at the official website.
5th December 2013. Online registration for the Conference is now open
30th January 2014. Abstracts reception deadline
5th February 2014. Communication date for abstracts acceptance or rejection.
6th February 2014. Accepted abstracts publication at the Conference web page.
15th March 2014. Due date to send the full paper text.
22th March 2014. Accepted papers publication.
1st April 2014. Inscription fees payment due date.
24th April 2014. Conference Opening.

To know more: http://congresoaudiovisual.esne.es/

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Canal 180 - o olhar da estagiária

Mariana Chambel Cardoso defendeu hoje o seu relatório de estágio para obtenção do grau de mestre na Universidade Nova de Lisboa sobre o canal 180, a funcionar na televisão por cabo. Canal lançado pela OSTV (Open Source Television) em abril de 2011 na posição 180 da ZON, mais tarde alargado à Vodafone TV e à Optimus TV, o canal 180 é uma alternativa televisiva, operando na área da cultura e da agenda de oferta cultural no país, a partir do escritório do Porto. Enquanto estagiou no canal 180, Mariana Cardoso viu aumentar o número de horas de emissão do canal. Objeto de um apoio de entidades do Porto no âmbito das indústrias criativas, o canal 180 tem três dirigentes (João Vasconcelos, Rita Moreira, Nuno Alves) e outros colaboradores, perfazendo uma equipa variável entre 10 e 15 elementos. Segundo o canal, a sua estrutura permite obter ganhos até 90% do custo do mercado tradicional. Além das plataformas acima indicadas, o canal 180 está no Facebook.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

More U.S. teens hide online activity from parents: survey

"More and more teenagers are hiding their online activity from their parents, according to a U.S. survey of teen internet behavior released on Monday. The survey, sponsored by the online security company McAfee, found that 70 percent of teens had hidden their online behavior from their parents in 2012, up from 45 percent of teens in 2010, when McAfee conducted the same survey. McAfee spokesman Robert Siciliano cited the explosion of social media and the wider availability of ad-supported pornography as two factors that have led teens to hide their online habits. The increased popularity of phones with Internet capabilities also means that teens have more opportunities to hide their online habits, he said. The survey found that 43 percent of teens have accessed simulated violence online, 36 percent have read about sex online, and 32 percent went online to see nude photos or pornography. The survey reported that teens use a variety of tactics to avoid being monitored by their parents. Over half of teens surveyed said that they had cleared their browser history, while 46 percent had closed or minimized browser windows when a parent walked into the room. Other strategies for keeping online habits from parents included hiding or deleting instant messages or videos and using a computer they knew their parents wouldn't check. Meanwhile, the survey found that 73.5 percent of parents trust their teens not to access age-inappropriate content online. Nearly one quarter of the surveyed parents (23 percent) reported that they are not monitoring their children's online behaviors because they are overwhelmed by technology" (Reuters).

terça-feira, 5 de junho de 2012

Comprar produtos anunciados no Facebook?

"Quatro em cada cinco utilizadores do Facebook nunca compraram produtos depois de verem anúncios ou comentários na rede social, revela um estudo Reuters/Ipsos hoje publicado" (Público). Depois da queda na Bolsa, após uma colocação no mercado de valores com suspeitas, não poderia haver pior notícia sobre a famosa rede social.

domingo, 15 de abril de 2012

Conferência: que desafios colocam os novos media ao jornalismo?

Ontem, foi o dia da segunda conferência organizada pelo Fórum de Jornalistas, sob o título Jornalismo em tempo de crise, em duas sessões, a primeira das quais um wokshop sobre direito laboral. A segunda sessão, os novos media: que desafios colocam ao jornalismo e aos jornalistas?, teve a participação de António Granado, Paulo Querido e Joaquim Vieira. António Granado, no seu estilo direto e objetivo, começou a sua intervenção por dizer que o jornalismo como profissão está em desagregação. Para ele, a causa não reside na internet e no Google e outros agregadores roubarem as notícias dos jornais, mas na tensão entre o jornalismo e o negócio. A atual desregulação do mercado laboral afeta a profissão, com novas formas de emprego (flexibilização, freelacer), o que impede o exercício do que se chamava jornalismo. A profissão depende cada vez mais do empregador, que efetua vários modos de controlo empresarial (controlo de horários, avaliação de desempenho). Depende também do que os consultores dizem aos empregadores nas sucessivas ondas de reformulação dos media, com o objetivo mais evidente de reduzir custos. O conferencista ainda se referiu à nova característica de multitarefa, com controlo verticalizado onde a discussão interna é cada vez menor. A necessidade de executar multitarefas reduz tempo para confirmar as notícias, a função nobre do jornalista. A organização e a produtividade tornam-se mais importantes que as reuniões de editores onde se recebem ordens e desapareceu a discussão. O que pode mudar para que se continue a falar de jornalismo? António Granado enunciou cinco características essenciais do jornalismo/jornalista: 1) contador de histórias, 2) importância da confirmação das informações que se recebem na redação, 3) menor espaço para jornalistas generalistas, 4) reforço da deontologia, 5) convívio dos jornalistas com as fontes exteriores (jornalismo cidadão, blogues). Paulo Querido também enunciou cinco princípios para o jornalismo que têm em conta as mudanças efetuadas com os novos media: 1) direto (notícia como fluxo contínuo, permanentemente atualizada), 2) social (a audiência intervém no jornalismo: jornalismo cidadão), 3) inovação (a sociedade reticular exige novas competências e constante atualização do jornalista), 4) trabalho computadorizado (com aprendizagem da programação, que pode ir do HTLM ao Javascript), 5) desconcentração (ou desagregação, com pulverização dos media de massa e criação de pequenas empresas com aproveitamento de nichos de mercado e de ideias). Joaquim Vieira apontou igualmente linhas de modernização, alertando para os jornalistas, que tendem a ser conservadores (pelo menos tecnologicamente). A infografia e o uso do Facebook como coletor de informação foram duas ideias deixadas por ele.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Cassetes

O texto de Amanda Ribeiro, no Público de anteontem, chamou-me a atenção. Ela centrou a sua atenção na Edisco, a última fábrica da Península Ibérica que faz cassetes. Nas décadas de 1980 e 1990, saíam dali 15 mil por dia, agora, agora apenas umas 200 a 300 cassetes por mês. Foi este suporte que fez aparecer a Edisco, que ainda vende para clientes de Lisboa, Algarve e Espanha, escreve a jornalista, que também levanta a genealogia da fábrica, herdeira da Discos Rapsódia e da Casa Figueiredo. As primeiras máquinas faziam nove cassetes. Dois estilos musicais fizeram o sucesso da fábrica: música pimba e música popular. Nas décadas produtivas, o estúdio estava ocupado de março a julho com ranchos folclóricos e tunas. Manuel Monteiro, mais conhecido como Nel Monteiro, vendeu entre 60 e 80 mil cassetes, com êxitos como Azar na praia e Retrato sagrado. A partir de 2005, a Edisco começou a vender menos. Os últimos êxitos foram as edições de anedotas do humorista Fernando Rocha.

Mas os fãs das cassetes continuam vivos. A jornalista lembra o mercado indie e experimental, como Deerhunter, Dirty Projectors, Animal Collective, Of Montreal, The Mountain Goats, e o estilo chillwave, como Washed Out, Toro y Moi, Julian Lynch, Real Estate e Ducktails, em lo-fi (por oposição a hi-fi). Afinal, a cassete, se tiver uma embalagem artística, traduz identidade e personalidade, uma relação emocional com o objeto físico, coisa que o desmaterializado mp3 não possui.

sexta-feira, 9 de março de 2012

E-maestro: projecto artístico aliando a música e tecnologia

No dia 14 de março, pelas 15:00, na FIL-Parque das Nações, pavilhão 1, stand 1P05, inserido na Feira Futurália, vai ser inaugurado o projeto artístico que alia música e tecnologia intitulado e-maestro. Trata-se de projeto multimédia inovador desenvolvido pelo investigador português Rui Avelans Coelho (âmbito do doutoramento em Media Digital, da Universidade Nova de Lisboa, em parceria entre a Fundação para a Ciência e Tecnologia e a Universidade do Texas, Austin, Estados Unidos). Além da colaboração de diversas entidades tecnológicas, teve apoio financeiro da Secretaria de Estado da Cultura/Direção Geral das Artes.

A instalação artística interativa compõe-se de três telas unidas entre si (uma frontal e duas laterais), com as dimensões 4x2,50 metros cada. Nelas são reproduzidas as imagens de três projetores de vídeo sincronizados com uma instalação sonora que envolve por completo o utilizador. Na instalação, reproduz-se a atuação da Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana executando a abertura da ópera Carmen, de Bizet. No centro da instalação encontra-se a consola de controlo, que funciona como estante do maestro e que permite ao utilizador interagir com a aplicação de vídeo, que fica com a sensação de estar a dirigir a banda. Saber mais em http://www.e-maestro.net/.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A GERAÇÃO EXTREME SEGUNDO INÊS TEIXEIRA-BOTELHO

Inês Teixeira-Botelho escreve que "os actuais jovens não tiveram que se adaptar às novas tecnologias porque nasceram no meio delas: são nativos digitais". Os outros, os mais velhos, migraram, e por isso, têm de trabalhar mais, de fazer um esforço mais árduo para as compreender e manipular. O livro, continua a autora, foi escrito por uma nativa digital que desenvolveu uma investigação científica (sociológica) sobre o uso do telemóvel.

Ler mais aqui.