Textos de Rogério Santos, com reflexões e atualidade sobre indústrias culturais (imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, videojogos, música, livros, centros comerciais) e criativas (museus, exposições, teatro, espetáculos). Na blogosfera desde 2002.
terça-feira, 21 de julho de 2009
MÚSICA DOS TOQUES DO CARAMULO
Começou ontem nas festas do concelho de Carregal do Sal, continua amanhã nas Festas da Ria, no Rossio, em Aveiro, no dia 25 Julho, no Navelgas Folk, Cuarto los Valles (Astúrias, Espanha), no dia 26 no Festival Folk Celta, em Ponte da Barca, e depois na Suíça, Alemanha, Andanças, Galiza, Cantábria.

Para saber mais, ver em Toques do Caramulo, D'Orfeu e D'Orfeu.

Para saber mais, ver em Toques do Caramulo, D'Orfeu e D'Orfeu.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
LICENCIATURAS EM VIDEOJOGOS
Licenciaturas em videojogos vão ser lançadas em Mirandela e em Barcelos, no que parecem ser as primeiras apostas sérias no domínio no nosso país. Segundo o Diário de Notícias de hoje, o curso de Design de Jogos Digitais, com quarenta vagas em Mirandela, ficará cheio em pouco tempo (ver também notícia da RTP, aqui). Também o Politécnico do Cávado abriu hoje as inscrições para o curso de Engenharia dos Jogos Digitais. O Instituto Superior Técnico e escolas profissionais estarão a preparar cursos de duração mais reduzida.
REFLEXÕES CURTAS - III
Não comentei aqui o texto que Francisco Rui Cádima escreveu no jornal Público no passado dia 13. Professor Associado e actual coordenador do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova, investigador dos media e autor do blogue irreal tv, o seu texto Pluralismo e monitorização da TV do Estado é uma crítica ao recente estudo da ERC disponibilizado a 4 de Junho sobre Pluralismo Político-Partidário no Serviço Público de Televisão. Cádima entende que o estudo não integra a despistagem sobre o sentido da tendência da análise em termos de avaliação dos "ciclos de informação ou de matérias noticiosas específicas.
REFLEXÕES CURTAS - II
Nuno Azinheira foi apontado para dirigir o 24 Horas, jornal de pendor popular e sensacionalista, sendo acompanhado por Nuno Pinto Martins, respectivamente editor-executivo e coordenador editorial do suplemento "Notícias TV" do grupo Diário de Notícias e Jornal de Notícias. No caso do novo director, é uma sequência lógica do seu trabalho naquilo a que se chama jornalismo popular, em especial o seu trabalho na área do comentário da programação televisiva, do Correio da Manhã ao Diário de Notícias. O 24 Horas tem tido quebras significativas de vendas.
Apesar de não ser fã da forma de fazer jornalismo do 24 Horas, desejo as maiores felicidades ao Nuno.
Apesar de não ser fã da forma de fazer jornalismo do 24 Horas, desejo as maiores felicidades ao Nuno.
REFLEXÕES CURTAS - I
Quando se anuncia que os trabalhadores do jornal Público "aceitaram uma redução dos seus salários que, em termos formais, se reflectirá na redução do montante pago pela isenção de horário de trabalho" (Meios & Publicidade), Nuno Pacheco escreve no seu editorial no "P2" do mesmo jornal sobre os discos em vinil que estão a regressar, mesmo em tempos do digital, do divisor e do dividendo digitais.
Acaba ele o seu texto desta forma:
Acaba ele o seu texto desta forma:
- Um dia, mesmo em novo auge da febre digital, talvez se leiam coisas como: "Renove a sua fé na imprensa. Sinta o subtil toque do papel, o inimitável som do virar das páginas, compre jornais!" Porque vinil preto e papel branco ainda não são coisas para deitar fora.
COMO NELSON RIBEIRO VÊ AS EMISSÕES DA BBC PARA PORTUGAL NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
O exame de Nelson Ribeiro para obtenção do grau de doutoramento ocorreu na quinta-feira passada na Universidade de Lincoln (Reino Unido). A sua dissertação, intitulada Radio broadcasting in Portugal during World War II, está muito bem escrita, apresenta um quadro rigoroso, tem um ritmo adequado em termos de narrativa e muita qualidade, ilustrando o investigador meticuloso que é. Gostei particularmente dos capítulos 5 e 7, onde se apresentam questões importantes para a história de Portugal e onde a rádio adquire um interesse especial. Podemos, assim, compreender melhor o funcionamento do regime ditatorial de Salazar e a maneira como ele foi capaz de gerir as notícias durante a II Guerra Mundial.
O centro da dissertação está na página 403. Na minha opinião, oferece uma brilhante conclusão: "Ao combinar a utilização da imprensa, a censura directa e a pressão diplomática, o Estado Novo tentou influenciar as emissões britânicas para Portugal". Conforme Ribeiro afirma mais adiante, Salazar teve uma interferência indirecta na BBC (p. 415). A BBC era uma estação muito apreciada pelos ouvintes portugueses devido à sua política de verdade. No entanto, no que respeita à questão da Armando Cortesão, um refugiado político na Inglaterra a trabalhar para a BBC, o regime de Salazar foi capaz de exercer a sua influência e conseguiu que fosse despedido. Se Salazar não usou directamente a rádio para discursos, foi capaz de manipular o seu uso, estendendo o seu peso a uma rádio que se reclamava livre e isenta.
O centro da dissertação está na página 403. Na minha opinião, oferece uma brilhante conclusão: "Ao combinar a utilização da imprensa, a censura directa e a pressão diplomática, o Estado Novo tentou influenciar as emissões britânicas para Portugal". Conforme Ribeiro afirma mais adiante, Salazar teve uma interferência indirecta na BBC (p. 415). A BBC era uma estação muito apreciada pelos ouvintes portugueses devido à sua política de verdade. No entanto, no que respeita à questão da Armando Cortesão, um refugiado político na Inglaterra a trabalhar para a BBC, o regime de Salazar foi capaz de exercer a sua influência e conseguiu que fosse despedido. Se Salazar não usou directamente a rádio para discursos, foi capaz de manipular o seu uso, estendendo o seu peso a uma rádio que se reclamava livre e isenta.
domingo, 19 de julho de 2009
A MORTE DE PINA BAUSCH

Pina Bausch nasceu em 1940 e morreu agora. Os jornais deram muito destaque a esta bailarina que revolucionou a dança. Várias vezes passou em Lisboa (reproduzo parcialmente a capa da revista "Actual" do Expresso de 4 de Julho último).
Retiro uma frase do texto de Cláudia Galhós no referido número da revista: "Nessas passagens [por Lisboa], ela não dava entrevistas. Era uma mulher silenciosa, de silhueta frágil, consumida por um mundo de emoções".
sábado, 18 de julho de 2009
A SAGA DO CINEMA DE NOLLYWOOD

Primeiro foi Hollywood, mais recentemente Bollywood (cinema da Índia), agora é Nollywood (cinema da Nigéria, centrado na capital, Lagos). Luís Francisco, no Público de 5 de Julho último, conta os sucessos e os fracassos do cinema daquele país africano.
O volume de negócios do cinema nigeriano (mais de 200 milhões de euros) só é inferior ao indiano, em todo o mundo. Fazem-se quase dois mil filmes anuais, custando cada um 18 mil euros em média, com vendas de 20 a 30 mil DVD a um custo unitário de 5,5 ou 6,5 euros. Não há efeitos especiais nem cenários elaborados, os actores nem sempre decoram os seus papéis, os realizadores têm de acabar as filmagens ao fim de três ou quatro dias, mas formou-se um star system. As histórias cruzam temas de cultura popular, magia e religião, desafios da vida moderna, sida, direitos das mulheres.
O problema é que os filmes são feitos em vídeo, facilmente pirateados. Os contrafactores, na Nigéria ou na China, fazem baixar dramaticamente os preços dos DVD legais, no que pode levar à morte da fileira cinematográfica da Nigéria. A acrescentar a inexistência de salas de cinema, o que leva toda a produção directamente a passar no televisor ou no computador.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
A MODA NOS AVIÕES

Com texto de Ana Soromenho, retiro da revista "Única" (Expresso, 4 de Julho último) uma infografia das fardas usadas pelas hospedeiras da TAP, companhia área portuguesa, ao longo de 65 anos. Cortes coloniais, mini-saias dos anos 1960, do vermelho ao azul escuro no vestuário, dos chapéus às malas, há uma interessante história das fardas a rever. Curiosamente, não se conhece a assinatura de duas dessas fardas.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
ESPAÇOS DE CULTURA NO PORTO

Em duas páginas, o caderno local do Porto do jornal Público de 4 de Julho último (textos de João Pedro Barros e Mariana Duarte) traça um panorama dos novos espaços culturais ou da sua mudança geográfica.
O texto mais significativo refere a mudança, para Setembro, do espaço multidisciplinar Artes em Partes da rua Miguel Bombarda, rua que alberga quase 20 galerias de arte e é pólo central de vestuário e acessórios alternativos, para a rua do Rosário, uma rua perpendicular. Apesar de não se afastar muito, os clientes perdem a ideia de como seria viver num edifício do começo do século XX. Mas eventos, festas e comidas não se vão perder no novo sítio.
Noutro bairro, junto ao Rivoli (Rua Magalhães Lemos 105), a Villa foi inaugurada no começo deste mês. Tipo casa de cultura, ocupa três andares e dez salas, dedicadas a música, cinema, joalharia, design, moda, literatura, fotografia (ver indicações mais precisas em Villa Downtown). No primeiro andar, o Café Concerto vai servir de espaço de lançamento de artistas (fotografia, pintura), além de espectáculos de marionetas e tertúlias. Ao lado, irão funcionar a Sala de Som e Imagem da Universidade Católica, com filmes realizados pelos seus alunos, a Galeria, dinamizada pelos alunos da Escola Superior Artística do Porto, e a Loja de Joalharia, parceria com a escola Contacto Directo.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
POLÍTICA E JORNALISMO EM PORTUGAL
Carla Baptista defendeu hoje durante a parte da tarde na Universidade Nova de Lisboa a tese de doutoramento com o título A cobertura da política nos jornais portugueses - do século XIX ao Marcelismo. No pequeno vídeo abaixo, a autora mostra algumas das principais linhas de força do seu trabalho.
Congratulations from London.
Congratulations from London.
CENTROS COMERCIAIS

São 105 centros comerciais (os hipermercados estão fora) e ocupam 3,4 milhões de metros quadrados em lojas (em ABL, área bruta locável, que não inclui corredores, parques de estacionamento e armazéns), o que daria para albergar os 10,2 milhões de habitantes do país, se toda a gente decidisse ir ao mesmo tempo para esses espaços, conclui Joana Pereira Bastos (Expresso, 4 de Julho último). Cada português vai uma vez por semana a um desses espaços; em 2007, contabilizaram-se perto de 500 milhões de visitas.
O conforto, a diversidade de oferta de produtos e os horários alargados são razões principais dessa preferência. Ao invés, o comércio tradicional não procura a adaptação a estas condições. Por isso, até 2011 prevê-se a abertura de mais doze centros comerciais.
O mesmo trabalho de Joana Pereira Bastos, com Isabel Paulo, aborda dois exemplos de adaptação e sucesso e dois casos de decadência ou fracasso total. Curiosamente, as jornalistas olharam para Lisboa (Fonte Nova e Apolo 70) no primeiro caso e Porto (Brasília e Dallas) no segundo caso, mas poderiam olhar para outros exemplos nessas cidades. Basta percorrer um pequeno centro comercial junto ao Saldanha e os que estão perto da sede da PT, na Av. Fontes Pereira de Melo.
Mas peguemos nos quatro exemplos inseridos na notícia do jornal. Na realidade, o Fonte Nova soube sobreviver ao gigante Colombo; embora haja alguma rotação de lojas, o supermercado, os cinemas, a loja de gelados, a loja de fotocópias, os restaurantes e cafetarias e outras lojas souberam aproveitar-se de uma arquitectura quase quadrada do centro. O Apolo 70, já sem cinema há muitos anos, visitado diariamente por 2500 pessoas, soube aguentar-se mesmo com a grande concorrência do centro comercial por baixo da praça de touros do Campo Pequeno. Se o Fonte Nova está numa boa zona residencial, o Apolo 70 combina residências com forte zona de serviços.
Já os centros do Porto acima exemplificados tiveram outra sorte, até por terem maior dimensão. O Brasília foi, durante anos, um dos maiores centros comerciais do norte do país, com cinema e muitas lojas, alargando inclusivé as instalações. Igualmente situado na Boavista, zona central da cidade, o Dallas parecia ser uma alternativa ao Brasília mas cedo os problemas de estrutura física (problemas de perigo de incêndio, por exemplo) ditaram o seu encerramento. E o Brasília enfrentou a concorrência de centros próximos como o junto ao mercado do Bom Sucesso, que abriria com uma pista de gelo, entretanto desactivada, e um conceito mais moderno de restauração e de cinema multiplex.
terça-feira, 14 de julho de 2009
TESES DE DOUTORAMENTO
Amanhã, dia 15, pelas 15:00, Carla Baptista vai apresentar o trabalho A cobertura da política nos jornais portugueses - do século XIX ao Marcelismo. Local: auditório 1 da Torre A da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Av. de Berna 26). Carla Baptista é docente na Universidade Nova de Lisboa.
Depois de amanhã, dia 16, pelas 14:30, Nelson Ribeiro vai defender provas públicas de doutoramento na Universidade de Lincoln (cerca de 200 quilómetros a norte de Londres, Reino Unido). Título da prova: Radio broadcasting in Portugal during War II. Nelson Ribeiro é director de programas da Rádio Renascença e docente na Universidade Católica Portuguesa.
Desejo a ambos muitos sucessos.
Depois de amanhã, dia 16, pelas 14:30, Nelson Ribeiro vai defender provas públicas de doutoramento na Universidade de Lincoln (cerca de 200 quilómetros a norte de Londres, Reino Unido). Título da prova: Radio broadcasting in Portugal during War II. Nelson Ribeiro é director de programas da Rádio Renascença e docente na Universidade Católica Portuguesa.
Desejo a ambos muitos sucessos.
FILMINHO ARRANCA DIA 16
O Filminho-Festa do Cinema Galego e Português arranca no dia 16 de Julho, com Edgar Pêra, Luís Galvão Teles e várias estreias, num total de 49 filmes em exibição, 35 em competição e eventos inter-artes, que animarão o Minho e a Galiza durante quatro dias. Na Gala de Abertura (Auditório de Vila Nova de Cerveira), para além do documentário de António-Pedro Vasconcelos sobre Fernando Lopes-Graça (1969), exibe-se o documentário Entremês famoso sobre da pesca no rio Minho (1974), de Luís Galvão-Teles, obra que parte da peça de teatro escrita em 1671 por Gabriel Feixó de Araúxo. Para saber mais, ver http://filminho.wordpress.com.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
LANÇAMENTO DO LIVRO DE ALBERTO PENA

Hoje, ao fim da tarde, foi lançado o livro de Alberto Pena, O que parece é, Salazar, Franco e a Propaganda Contra a Espanha Democrática, da editora Tinta da China. A apresentação, como já aqui indicara, pertenceu a Mário Mesquita e decorreu na Livraria Pó dos Livros, em Lisboa (na fotografia, da esquerda para a direita: Mário Mesquita, Alberto Pena e Inês Hugon. A capa e a composição pertencem a Vera Tavares.O livro narra e analisa a colaboração entre o movimento fascista espanhol e a ditadura portuguesa de Oliveira Salazar. Alberto Pena, docente da Universidade de Vigo (Espanha), observa o modo como a rádio e o cinema portugueses apoiaram a causa de Franco. Aliás, o autor defende que a vitória do movimento do caudilho se deveu ao apoio de Salazar aquele e contra o governo republicano de Madrid.
AQUELE QUERIDO MÊS DE JULHO (II)
Também em Lisboa há festas populares, como a de ontem no jardim da Estrela, com o Real Combo Lisbonense (e a Roda do Choro). O pequeno vídeo reproduz uma das músicas da primeira banda.
domingo, 12 de julho de 2009
FESTIVAL DE CURTAS DE VILA DO CONDE
O Júri constituído por Maike Mia Hohne, Valter Hugo Mãe, Marco Martins, Olivier Père e Carlos Reviriego atribuiu ao filme Canção de Amor e Saúde do realizador português João Nicolau o Prémio Melhor Filme da Competição Nacional do 17º Curtas Vila do Conde Festival Internacional de Cinema.
O filme, de 34 minutos, rodado na cidade do Porto, entre o Shopping Brasília e o Museu de Serralves, tem argumento e realização de João Nicolau e conta no elenco com Norberto Lobo, Marta Sena, Ana Francisca, Helena Carneiro, Andreia Bertini e Miguel Gomes. Conta a história de João, único empregado visível no estabelecimento comercial Chaves Morais, que é também o filho do proprietário e não se coíbe de se ausentar do serviço para auscultar o sopro imaterial do seu coração gastando moeda atrás de moeda na Máquina do Amor. Marta do Monte é uma estudante de Belas Artes portadora de uma inusitada encomenda. A chave que para ela João copia abre mais que uma porta.
Nos Prémios da Competição Internacional, o filme Madam Butterfly de Tsai Ming Liang (Taiwan) venceu na categoria Ficção, Entrevista con la Terra de Nicolás Pereda (México) venceu na categoria Documentário. O Prémio Animação foi atribuído a Dust Kid de Jung Yumi (Coreia do Sul) e o Prix EFA Vila do Conde para a Melhor Curta Metragem Europeia foi atribuído a Renovare de Paul Negoescu (Alemanha, Roménia).
[informações da organização]
O filme, de 34 minutos, rodado na cidade do Porto, entre o Shopping Brasília e o Museu de Serralves, tem argumento e realização de João Nicolau e conta no elenco com Norberto Lobo, Marta Sena, Ana Francisca, Helena Carneiro, Andreia Bertini e Miguel Gomes. Conta a história de João, único empregado visível no estabelecimento comercial Chaves Morais, que é também o filho do proprietário e não se coíbe de se ausentar do serviço para auscultar o sopro imaterial do seu coração gastando moeda atrás de moeda na Máquina do Amor. Marta do Monte é uma estudante de Belas Artes portadora de uma inusitada encomenda. A chave que para ela João copia abre mais que uma porta.
Nos Prémios da Competição Internacional, o filme Madam Butterfly de Tsai Ming Liang (Taiwan) venceu na categoria Ficção, Entrevista con la Terra de Nicolás Pereda (México) venceu na categoria Documentário. O Prémio Animação foi atribuído a Dust Kid de Jung Yumi (Coreia do Sul) e o Prix EFA Vila do Conde para a Melhor Curta Metragem Europeia foi atribuído a Renovare de Paul Negoescu (Alemanha, Roménia).
[informações da organização]
FESTIVAL AO LARGO
O Festival ao Largo, de 26 de Junho a 19 de Julho, no largo do Teatro Nacional de S. Carlos, envolve peças de música, dança e teatro ao ar livre e gratuito. Foi concebido pelo OPART. No espectáculo de ontem, contabilizavam-se já mais de 20 mil espectadores. O primeiro vídeo foi feito por mim (final do espectáculo com aplausos à CANTATA, de Mauro Bigonzetti, com arranjo e interpretação musical a partir de música original e tradicional do Sul de Itália pelo Gruppo Musicale Assurd (ao vivo); o segundo vídeo pertence à própria Companhia Nacional de Bailado.
sábado, 11 de julho de 2009
PROVA DE DOUTORAMENTO DE CARLA BAPTISTA
No próximo dia 15, pelas 15:00, no auditório 1 da Torre A da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Av. de Berna 26), Carla Baptista vai defender em provas públicas de doutoramento o seu trabalho A cobertura da política nos jornais portugueses - do século XIX ao Marcelismo. Júri: Nelson Traquina, Francisco Cádima, Jacinto Godinho, Cristina Ponte (orientadora), Joaquim Fidalgo, Mário Mesquita e Maria Inácia Rezola.
O blogueiro, que estará bastante distante do local da prova, por razões profissionais, deseja muitas felicidades à Carla, sabendo que todo o seu trabalho tem sido de uma enorme qualidade (e também do valor dos membros do júri que vai apreciar a tese). Referencio dois trabalhos ímpares da Carla Baptista: Portugal no olhar de Angola (MinervaCoimbra, 2002) e Jornalistas. Do ofício à profissão. Mudanças no jornalismo português (1956-1968) (co-autoria com Fernando Correia, Caminho, 2007). A autora foi jornalista no Diário de Notícias, fez estudos na Universidade Nova de Lisboa (licenciatura) e ISCTE (mestrado), voltando à Nova para fazer o doutoramento, escola onde lecciona. Presentemente, pertence à direcção do CIMJ (Centro de Investigação Media e Jornalismo).

O blogueiro, que estará bastante distante do local da prova, por razões profissionais, deseja muitas felicidades à Carla, sabendo que todo o seu trabalho tem sido de uma enorme qualidade (e também do valor dos membros do júri que vai apreciar a tese). Referencio dois trabalhos ímpares da Carla Baptista: Portugal no olhar de Angola (MinervaCoimbra, 2002) e Jornalistas. Do ofício à profissão. Mudanças no jornalismo português (1956-1968) (co-autoria com Fernando Correia, Caminho, 2007). A autora foi jornalista no Diário de Notícias, fez estudos na Universidade Nova de Lisboa (licenciatura) e ISCTE (mestrado), voltando à Nova para fazer o doutoramento, escola onde lecciona. Presentemente, pertence à direcção do CIMJ (Centro de Investigação Media e Jornalismo).

sexta-feira, 10 de julho de 2009
RELAÇÃO ENTRE OUVINTES E SÍTIOS DE RÁDIO
- "No âmbito da disciplina de Seminário, do 3º ano do curso de Ciências da Comunicação do ISCSP, um dos trabalhos deste ano, sobre as diferenças entre o analógico e o digital ao nível da linguagem e construção noticiosa no RCP, incluiu um questionário para complementar os dados obtidos na análise efectuada e, desta forma, avaliar a forma como a Internet permite uma maior aproximação entre ouvintes e a rádio, bem como as formas dessa aproximação. [...] Para o conjunto de inquiridos, apesar de alguma dispersão nas respostas, a escolha da estação mais vezes sintonizada recaiu sobre a Rádio Comercial, seguida da Cidade FM, Mega FM e Antena 3. Com menor preponderância surgiram a RFM, Orbital e M80. Fenómeno curioso, num contexto de audiências em que a RFM lidera as audiências, verificando-se, neste pequeno grupo, ser apenas a quarta opção em termos da estação que os inquiridos costumam ouvir".
BAILES EM LISBOA - A NÃO PERDER
quinta-feira, 9 de julho de 2009
COOLTURA
- O termo “cooltura” foi lançado em tom provocatório por Luís Rasquilha no primeiro evento sobre “Novas Tendências da Cultura”, promovido pela Agência Inova em parceria com o Museu do Fado, no passado dia 2 de Julho.
CIDADES CRIATIVAS
- "Foi ontem lançada, no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, a Rede Internacional de Cidades Criativas, num evento promovido pela Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), o programa Austin-Portugal e a Câmara Municipal de Lisboa. Na conferência esteve também presente Will Wynn, ex-mayor da cidade de Austin, no Texas. Para integrar esta rede, para além das cidades de Austin, no Texas, e Lisboa, serão convidados municípios nacionais e internacionais, como Barcelona, Amsterdão, Helsínquia ou Madrid".
MUSEU DE ARTE POPULAR
Quase treze mil objectos foram transferidos do Museu de Arte Popular para o Museu de Etnologia, dirigido por Joaquim Pais de Brito. Este, em texto escrito por Ana Machado (Público de hoje) conta como foi a transferência das peças: "impedir a perda de informação, não dispersar as colecções e proceder a um inventário rigoroso sobre tudo o que havia no museu, com registo fotográfico, o lugar onde pertencia, a sua proveniência". Garantiu ainda a formação de uma equipa de seis pessoas dedicadas a esse trabalho, começado em Maio de 2007 e concluído no dia em que a ministra da Cultura Isabel Pires de Lima foi afastada do cargo (28.1.2008).
O espólio contém materiais de cerâmica, cestaria, mobiliário e objectos em madeira, metal, couro e cortiça. A jornalista descreve o que viu: cerâmicas de Nisa, redes e cestos, embarcações de pesca artesanal, fechos de coleira para o gado, ex-votos e objectos ligados à vida religiosa. Um antropólogo do próprio Museu de Arte Popular, Alexandre Oliveira, está a preparar tese de doutoramento sobre esse espólio, onde poderá adiantar o seu valor na totalidade.
O museu, inaugurado a 15 de Julho de 1948, foi ideia e obra de António Ferro, o homem da propaganda ao serviço de Salazar, com o objectivo de reunir as particularidades do país, escreve ainda a jornalista. Mas onde se juntaram também artistas modernistas como Bernardo Marques, Carlos Botelho, Emmerico Nunes, Tomás de Melo. Apesar de mal amado, pelas conotações ideológicas, o museu seria o segundo mais visitado durante a década de 1960, por exemplo, a seguir ao museu dos Coches. Mais perto do seu encerramento, em 1998, atingia 32 mil visitas anuais.
O espólio é um tesouro, conforme outra expressão lida no artigo do jornal. Por isso, houve muita gente que se levantou quando Pires de Lima decidiu substituir o Museu de Arte Popular pelo Museu da Língua Portuguesa, de características virtuais. 4300 assinaturas numa petição indicam o peso dos que querem que o espólio continue a ser visto, e naquele local. O blogueiro, aqui e em devido tempo, também protestou contra o desmantelamento. Agora, a notícia traz alguma esperança quanto ao desfecho final.

O espólio contém materiais de cerâmica, cestaria, mobiliário e objectos em madeira, metal, couro e cortiça. A jornalista descreve o que viu: cerâmicas de Nisa, redes e cestos, embarcações de pesca artesanal, fechos de coleira para o gado, ex-votos e objectos ligados à vida religiosa. Um antropólogo do próprio Museu de Arte Popular, Alexandre Oliveira, está a preparar tese de doutoramento sobre esse espólio, onde poderá adiantar o seu valor na totalidade.
O museu, inaugurado a 15 de Julho de 1948, foi ideia e obra de António Ferro, o homem da propaganda ao serviço de Salazar, com o objectivo de reunir as particularidades do país, escreve ainda a jornalista. Mas onde se juntaram também artistas modernistas como Bernardo Marques, Carlos Botelho, Emmerico Nunes, Tomás de Melo. Apesar de mal amado, pelas conotações ideológicas, o museu seria o segundo mais visitado durante a década de 1960, por exemplo, a seguir ao museu dos Coches. Mais perto do seu encerramento, em 1998, atingia 32 mil visitas anuais.
O espólio é um tesouro, conforme outra expressão lida no artigo do jornal. Por isso, houve muita gente que se levantou quando Pires de Lima decidiu substituir o Museu de Arte Popular pelo Museu da Língua Portuguesa, de características virtuais. 4300 assinaturas numa petição indicam o peso dos que querem que o espólio continue a ser visto, e naquele local. O blogueiro, aqui e em devido tempo, também protestou contra o desmantelamento. Agora, a notícia traz alguma esperança quanto ao desfecho final.
PROJECTO CABRACEGA
O estúdio criativo Cabracega criou a comunicação para o Festival de Performance e Artes da Terra - Escrita na Paisagem. A opção foi coreografar e documentar diversas performances/instalações para conceber a comunicação. Imagens em Cabracega (Rua dos Anjos, 84, 2º dir., Lisboa); ver Escrita na Paisagem.
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