quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Grande Prémio de Teatro Português

O Teatro Aberto, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Autores, abriu mais uma edição do Grande Prémio de Teatro Português. O prémio galardoa uma peça inédita de um autor nacional, anualmente. Das mais importantes atribuídas em Portugal e na Europa, a distinção proporciona ao autor da obra vencedora um valor pecuniário e a possibilidade de ver a sua peça editada em livro e estreada no Teatro Aberto. Foi o interesse na divulgação da dramaturgia portuguesa contemporânea que motivou a existência desta iniciativa que nos últimos anos premiou os autores Filomena Oliveira e Miguel Real Uma Família Portuguesa (2008) (primeira imagem em baixo) (ver meu texto aqui), Luis Mário Lopes A Casa dos Anjos (2009) Rui Herbon O Álbum de Família (2010) (segunda imagem em baixo) (ver meu texto aqui) e Cláudia Clemente Londres (2011). Este último texto estreará na Sala Vermelha do Teatro Aberto em Junho de 2012. A entrega das peças é até 24 de Fevereiro de 2012 e o regulamento está disponível no sítio do Teatro Aberto.

O Século cómico [1918-1919]

Apresentou-se em Lisboa, em 1913, como continuador de O Século: suplemento ilustrado (1898 – 1901; 1910-1912), mas com a promessa de cultivar uma “graça” menos politizada: “o seu fim principal será distrair, afastando preocupações incómodas” e oferecendo “o bom humor tão necessário nos tempos que vão correndo”, ontem como hoje. E o fantasiar do lápis e da pena marcaram, de facto, a natureza anódina do novo suplemento humorístico de O Século. Suavizando até o impacto noticioso da I Grande Guerra, como pode confirmar nos dois anos que a Hemeroteca Municipal de Lisboa colocou em linha, aqui, numa digitalização feita a partir de microfilme. Entre os novos heróis merece especial destaque “O Quim e o manecas”, criados por Stuart Carvalhaes. Além dele, encontramos desenhos de Amarelhe, Hipólito Collomb, Rocha Vieira, Jorge Barradas, João Valério, entre outros caricaturistas. Em 1918 e 1919 a direcção da publicação foi assumida por Acácio de Paiva, sendo editor Alexandre Certã. A redacção, administração e oficinas de impressão ficavam na Rua do Século, 48, no Bairro Alto. Custava na altura 20 reis (preço avulso). Devido à crise de papel, resultante da guerra, desde Julho de 1916 que O Século Cómico estava integrado na Ilustração Portuguesa, outra revista do grupo jornalístico O Século, propriedade de Silva Graça. Brevemente, a Hemeroteca disponibilizará os restantes anos desta folha humorística, que durou até 1921 [informação fornecida pela Hemeroteca Municipal de Lisboa].

Teorias da comunicação

Ver em http://www.utwente.nl/cw/theorieenoverzicht/Alphabetic%20list%20of%20theories/: