Textos de Rogério Santos, com reflexões e atualidade sobre indústrias culturais (imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, videojogos, música, livros, centros comerciais) e criativas (museus, exposições, teatro, espetáculos). Na blogosfera desde 2002.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
História da rádio em Portugal
Obitel 2012 - a ficção televisiva nos países ibero-americanos
Na contracapa do livro lê-se o seguinte: "A ficção, enquanto indústria e formato, é um dos produtos culturais e mediáticos mais representativos da televisão na Ibero-América, sendo o seu enraizamento cultural e simbólico um lugar de encontros e desencontros onde não somente cabem os amores e segredos íntimos dos personagens de uma telenovela ou série, mas também a vida pública, a política, a cidadania, uma vez que cada vez mais a ficção está ancorando nas suas narrativas as múltiplas problemáticas que nos afetam como região, mas que, ao mesmo tempo, nos separam como países".
No vídeo seguinte, Catarina Duff Burnay, docente da Universidade Católica, e uma das co-coordenadoras do capítulo português, ao lado de Isabel Ferin Cunha, fala-nos do anuário e das tendências nacionais e gerais da ficção televisiva em análise. Os dados agora publicados são
referentes a 2011.
Jornalismo cultural na perspetiva de Dora Santos Silva
A autora, a preparar a tese de doutoramento em Media Digitais (programa Universidade de Austin e Universidade Nova de Lisboa), projeto com o título Jornalismo Cultural na Era Digital – Novas práticas, Possibilidades e Plataformas, jornalista, investigadora e autora do sítio Culturascópio, apresenta na obra os seguintes grandes temas: conceções dominantes da cultura, da indústria cultural às indústrias culturais, das indústrias culturais às indústrias criativas, jornalismo cultural, antecedentes e tendências do jornalismo cultural em Portugal e no mundo e análise de casos nos media portugueses.
Retiro o que escrevi aqui (6 de janeiro de 2009) aquando da defesa da sua dissertação de mestrado, base do presente livro: "a investigadora analisou dois jornais diários (Público e Diário de Notícias) e revistas de tendências (NEO2, N&Style, Umbigo, DIF). No caso dos diários, as indústrias cinematográfica (estreias, DVD, entrevistas a atores) e discográfica (lançamento de CD, concertos e entrevistas a músicos) são as áreas com mais notícias. Para a autora, o impacto do cinema e da música devem-se ao peso das grandes produtoras, que alimentam celebridades e desenvolvem estratégias de comunicação e de divulgação eficazes. A programação da televisão ocupa muito espaço no Diário de Notícias, enquanto a indústria discográfica atinge 50% do espaço de cultura no Público. Outras áreas das indústrias culturais como arquitetura, moda, artesanato, design, software de lazer e modos de vida têm espaço residual. No caso das revistas de tendências, Dora Santos Silva considera que muito do trabalho ali realizado é feito por agentes de marketing e não por jornalistas, o que desqualifica a informação, apesar da importância das revistas pela análise das novas tendências de consumo".
A apresentação do livro decorreu hoje à tarde no seminário Investigar e Editar Comunicação Social, organizado pelo Gabinete para os Meios de Comunicação Social (GMCS), entidade que patrocinou a obra, em associação com a Universidade Católica Portuguesa, onde se realizou o evento. A Media XXI é uma pequena mas consagrada editora especializada em obras de comunicação, lazer e indústrias criativas, contando já com um importante catálogo de autores em línguas inglesa e portuguesa.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Seminário “Rotas e Percursos Culturais: do conteúdo ao negócio”
Nos dias 15 e 16 de novembro, no Auditório da Fundação da Juventude, à rua das Flores, 69, no Porto, vai decorrer um seminário sobre rotas e percursos culturais. Para os organizadores, "A riqueza e a diversidade do Património Cultural constituem, como sabemos, um importante recurso do país, cada vez mais procurado pelo turismo interno e externo, numa perspectiva de experiência turística integrada, que alia o clima à descoberta do Património Histórico, Arquitectónico, Etnográfico e Gastronómico". A inscrição é gratuita.
Em estudo realizado em 2011, foram identificadas "mais de 500 propostas de rotas e itinerários culturais, com referência online, sobre os mais diversificados temas, reflexo da riqueza patrimonial do país e do interesse dos seus variados promotores em desenvolver iniciativas que potenciem o turismo cultural".
Para mais informações, escrever para seminariosrpt@gmail.com.
Em estudo realizado em 2011, foram identificadas "mais de 500 propostas de rotas e itinerários culturais, com referência online, sobre os mais diversificados temas, reflexo da riqueza patrimonial do país e do interesse dos seus variados promotores em desenvolver iniciativas que potenciem o turismo cultural".
Para mais informações, escrever para seminariosrpt@gmail.com.
Leituras de John Cage no Porto
Pedro Junqueira Maia e Rui Manuel Amaral lêem textos de John Cage, no sábado, 20 de Outubro, pelas 17:00, no Gato Vadio (Rua do Rosário, 281, Porto). Sessão inaugural do 2.º Ciclo de Leituras do Gato Vadio. John Cage (1912-1992). Compositor, escritor, discípulo de Schönberg, de Duchamp, de Suzuki, estudioso do I Ching, de Thoreau, de Satie e de cogumelos. Criador e introdutor do happening, da técnica do piano preparado, da casualidade nos métodos de composição.
Desdobrável de Luís Nobre.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Sobre Darwin e outras atividades
No dia 30 de Outubro, às 18:45, na livraria Círculo das Letras, na Rua Augusto Gil, 15 B (cruzamento com Oscar Monteiro de Torres e próximo das avenidas de Roma e João XXI, em Lisboa), O desafio de Darwin, à conversa com Teresa Avelar.
A mesma livraria (http://livrariacirculodasletras.blogspot.pt/) anuncia uma exposição de fotografia (outubro) e uma exposição de desenho e serigrafia de Rui A. Pereira (novembro).
Riso. Uma exposição a sério
Inaugura no dia 19 de outubro, no Museu da Electricidade, em Lisboa, a exposição coletiva Riso. Uma exposição a sério, organizada pela Fundação EDP em parceria com as Produções Fictícias. A "exposição explora diferentes manifestações de humor na sociedade contemporânea através de diversos suportes como a pintura, vídeo, fotografia, escultura, performances, cinema, BD, televisão e literatura. Serão apresentadas cerca de 500 obras de mais de 300 artistas nacionais e internacionais, provenientes de alguns dos principais museus e coleções particulares" (informação fornecida pela organização). Uma das artistas é Joana Vasconcelos, com a obra Passerelle (2005).
Ensaios Visuais
Entre os dias 12 e 16 de Novembro, serão exibidos no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, os filmes escolhidos para a competição Ensaios Visuais, da XIX edição do festival Caminhos do Cinema Português. Trata-se de uma mostra de filmes realizados por diversos alunos de escolas com cursos ligados ao cinema, de Norte a Sul do país. Saber mais aqui.
Abrir os cofres
A sessão, amanhã dia 18, pelas 19:30, na Cinemateca, Portuguesa - Museu do Cinema, reúne cinco curtas-metragens produzidas entre finais dos anos trinta e o início da década de setenta, no espírito do regime do Estado Novo, que refletem como peças de propaganda. Apresentação de Sérgio Bordalo e Sá. Os filmes são Parada da Legião e da Mocidade (Artur Costa de Macedo, 1937), 10 de junho: inauguração do Estádio Nacional (António Lopes Ribeiro, 1944), A manifestação a Carmona e Salazar pela paz portuguesa, Jornal Português nº 52 (1945), O jubiléu de Salazar (1953) e Portugal de luto na morte de Salazar (António Lopes Ribeiro, 1970).
Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja
Amanhã, dia 18, a partir das 9:30, na Igreja da Memória (Lisboa), realiza-se a 2ª edição do Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Escritores e ilustradores em Castelo Branco
A 1ª edição do Festival Literário de Castelo Branco (FLCB), iniciativa da respetiva câmara municipal entre os dias 24 e 26 de outubro, vai levar mais de duas dezenas de escritores e ilustradores
às escolas daquele concelho. Ana Maria Magalhães, Afonso Cruz, Mário Zambujal, José Jorge Letria, Júlio
Magalhães, Luís Miguel Rocha e Isabel Stilwell serão alguns dos autores presentes
no Festival, dividindo-se entre visitas a escolas e debates noturnos no
Instituto Politécnico de Castelo Branco e no Cine-Teatro Avenida. A eles,
juntam-se autores albicastrenses como
João de Sousa Teixeira, Manuel Lopes Marcelo ou José Manuel Castanheira (a partir de informação disponibilizada por Booktailors - Consultores Editoriais).
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Disco dos Gaiteiros de Lisboa
O novo disco dos Gaiteiros de Lisboa, Avis Rara, editado pela d'Eurídice (selo editorial da d’Orfeu) regressa aos palcos em outubro, com duas apresentações agendadas: dia 10 na Casa da Música (Porto) e dia 15 na Culturgest (Lisboa). Saber mais aqui.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Serralves
No domingo, na Festa do Outono na Casa de Serralves, com entrada gratuita entre as 10:00 e as 19:00, vi muitas crianças acompanhadas pelos pais. Dia bonito e muitos visitantes de todas as idades, mas em especial os mais jovens à procura de oficinas, flora e animais da quinta e muito mais coisas, além de uma burroteca.
No museu, duas exposições. À esquerda, as obras da holandesa Marijke van Warmerdam (1959), conjunto intitulado De Perto à Distância (Close by in the Distance), com variados vídeos e filmes de 16 mm. Estes são feitos com câmara fixa, desaceleração, repetição, sem histórias específicas mas momentos. Manifestos e instalações, de que destaco Light (2010), filme que revela diversas posições das lâminas de um estore, alternando luz, sombra e escuridão. À direita, o búlgaro Nedko Solakov (1957), com o título All in Order, with Exceptions, uma retrospetiva da sua obra. Em Solakov, veem-se diversos materiais e formatos: desenhos, pinturas, murais, fotografias, vídeos, reconstituição de instalações, numa permanente provocação de imagens, formas e expressões.


No museu, duas exposições. À esquerda, as obras da holandesa Marijke van Warmerdam (1959), conjunto intitulado De Perto à Distância (Close by in the Distance), com variados vídeos e filmes de 16 mm. Estes são feitos com câmara fixa, desaceleração, repetição, sem histórias específicas mas momentos. Manifestos e instalações, de que destaco Light (2010), filme que revela diversas posições das lâminas de um estore, alternando luz, sombra e escuridão. À direita, o búlgaro Nedko Solakov (1957), com o título All in Order, with Exceptions, uma retrospetiva da sua obra. Em Solakov, veem-se diversos materiais e formatos: desenhos, pinturas, murais, fotografias, vídeos, reconstituição de instalações, numa permanente provocação de imagens, formas e expressões.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
História das telecomunicações nacionais
O presente texto (História das Telecomunicações em Portugal, 1877-1990. Contributos para a sua Compreensão), que foi publicado pelos TLP (Telefones de Lisboa e Porto), uma das empresas que deu origem à PT, saiu há 20 anos, sensivelmente por esta altura do ano (trata-se da segunda tentativa de edição online do ficheiro). Nele se revê a história do telefone nas cidades de Lisboa e Porto desde o último quartel do século XIX até quase ao final do século XX. A empresa TLP desapareceria em 1994 para dar origem à PT, em fusão com outras empresas.
Foi um prazer escrevê-lo e uma alegria trabalhar com tanta gente para o publicar (como a agência Rêgo+Associados, que tinha escritórios perto do hotel Marriot, por sua vez perto da Universidade Católica, os fotógrafos Fernando Figueiredo, também responsável por arranjos gráficos, Abílio Vieira, António Santos e o já desaparecido António Mónica, além do maior entusiasta de todos e então meu diretor nos TLP: António Santos Serra). Comecei a escrever o texto no Porto e acabei-o em Lisboa, numa altura em que trabalhava na rua Andrade Corvo e frequentava o mestrado na Universidade Nova de Lisboa em aulas fantásticas (Teoria da Notícia, seminário lecionado por Nelson Traquina, agora a viver nos seus Estados Unidos), em instalações da Rua Pinheiro Chagas, muito perto da maternidade Alfredo da Costa. Então, havia muito otimismo no país.
Enjoy.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
Histórias curtas (2)
Amy Winehouse (1983-2011) gostava de aparecer e cantar no bar-restaurante Jazz After Dark, como aconteceu em janeiro de 2008. Ainda antes da sua morte, a assinalar a preferência da cantora, as paredes daquele espaço estão cheias de recordações da cantora, como pinturas e desenhos assinados por Sam.
O Jazz After Dark fica na Greek Street, no coração do Soho, em Londres. A rua deve o seu nome ao número de refugiados gregos que ali viviam durante e logo depois da II Guerra Mundial.
O Jazz After Dark fica na Greek Street, no coração do Soho, em Londres. A rua deve o seu nome ao número de refugiados gregos que ali viviam durante e logo depois da II Guerra Mundial.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
A crise e os media
A crise financeira está a ter impacto nos media. Por um lado, a perda do poder de compra está a refletir-se na diminuição das vendas de jornais e revistas (a par da mudança de hábitos de consumo). Por outro lado, o investimento publicitário das três empresas de media cotadas em bolsa caiu 16,54%, embora o primeiro semestre feche com resultados operacionais positivos para Cofina, Impresa e Media Capital (newsletter da Meios & Publicidade).
domingo, 9 de setembro de 2012
Conferência da ACIS (Association for Contemporary Iberian Studies)
Decorreu de 4 a 6 de setembro a conferência da ACIS (Association for Contemporary Iberian Studies) no King's College de Londres, envolvendo cerca de 80 investigadores de Espanha, Reino Unido e Portugal. Foi a 33ª conferência da associação, com Paul Preston e Ángel Viñas como principais oradores.
Das comunicações em que participaram conferencistas portugueses destaco as de Rogério Santos e Nelson Ribeiro (The introduction of FM in Portugal: new programmming strategies and new musical tastes), José Miguel Sardica (Silence rising: Portuguese press censorship between the end of the 1st Republic and the triumph of Salazar' "New State", 1926-1933), José Gabriel Andrade (The Iberian use of social media for communication, marketing and PR: TAP and Iberia as best practices case studies) e apresentação do painel 7, com Catarina Burnay e José Carlos Laffond (Universidade Complutense) (Television and memory: historical fiction in Portugal & Spain).
A próxima conferência está marcada para setembro de 2013 em Lisboa.
Das comunicações em que participaram conferencistas portugueses destaco as de Rogério Santos e Nelson Ribeiro (The introduction of FM in Portugal: new programmming strategies and new musical tastes), José Miguel Sardica (Silence rising: Portuguese press censorship between the end of the 1st Republic and the triumph of Salazar' "New State", 1926-1933), José Gabriel Andrade (The Iberian use of social media for communication, marketing and PR: TAP and Iberia as best practices case studies) e apresentação do painel 7, com Catarina Burnay e José Carlos Laffond (Universidade Complutense) (Television and memory: historical fiction in Portugal & Spain).
A próxima conferência está marcada para setembro de 2013 em Lisboa.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Puro/Pure Cinema
This book is a reflection on cinema, from twenty interviews and talks with twenty-six authors who have been in Vila do Conde. It intends to be, therefore, a document that discusses the changes and trends in contemporary cinema in its various mutations, calling into question the very definition of what cinema is. The result of this analysis also helps to clarify the identity of Curtas Vila do Conde in the last two decades while film festival contaminated by other art forms. The book is complemented by personal reflections on the festival by film critic Augusto M. Seabra and the American filmmaker Mike Hoolboom; finally, there is a critical history of the festival.
Edição bilingue (Português e Inglês) de Daniel Ribas e Mário Micaelo. 2012.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Novo diretor do Museu do Chiado
Paulo Henriques assume amanhã o cargo de diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea (Museu do Chiado). Sucede a Helena Barranha, que ocupou o cargo nos últimos três anos, a qual pretende seguir a vida académica. Na sua carreira, Paulo Henriques já foi diretor do Museu Malhoa e do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), aqui sucedendo a Dalila Rodrigues (notícia a partir do jornal Público).
domingo, 29 de julho de 2012
EUscreen Publishes its Second Online Access to Audiovisual Heritage Status Report
"EUscreen is pleased to announce its second status report Online Access to Audiovisual Heritage. In three chapters, the report gives an overview of technological developments bearing an influence on publishing and making accessible historical footage. The report discusses online heritage practices within Europe and beyond. In a field that faces constant renewal, overhaul and additional challenges, the report means to take stock of the status of the online audiovisual heritage field. This allows the EUscreen project to measure our own strategies and technological development and allows the participating archives, broadcasters and the broader GLAM community to come up with solutions for providing access that cater to users’ needs and environments. The status report is divided into three chapters, each focusing on a different aspect of online access. Through this structure, we successively discuss three main trends regarding access, namely: 1) use and reuse today, 2) trends towards a cultural commons and 3) fundamental research in the area of audiovisual content. The first chapter gives an overview of major developments, including access provision and use of content by the creative industries. In the second chapter we explore the topic of (sustainable) reuse of audiovisual sources as a cultural and explorative practice leading towards more open and participatory archives. Finally, the third chapter discusses European research topics that are currently ongoing in areas connected to audiovisual heritage". Download the Second EUscreen Status Report [PDF] here.
Videogames 2012
5th Annual Conference in Science and Art of Videogames “Game, Play, and Society” 13, 14 and 15 December, Catholic University of Portugal - Lisbon. Videogames 2012 - Annual Conference in Science and Art of Videogames will be organized by the research line Media, Technology, Contexts of the Research Center for Communication and Culture (CECC), at the Faculty of Human Sciences of the Catholic University of Portugal, and the Portuguese Society of Videogame Sciences (SPCV). The SPCV conferences take place annually and have come to constitute significant venues to promote research as well as debate and foster the videogames industry. The conference hosts researchers and professionals in this area, and aims at promoting the dissemination of work in the field and facilitating exchanging experience between the academic community and the industry. This 5th conference seeks to assert itself as a multidisciplinary event, looking for contributions from several scientific areas including art, game design and narrative, computational aspects, as well as videogames theoretical and critical analysis regarding practices and applications that encompass the market and the industry. Original and high quality submissions are expected, from both the academic community and the gaming industry.
New deadline (full papers, short papers and demos): 1st September 2012. Further information available at the conference website: https://sites.google.com/site/videojogos2012. All suggestions and comments are welcome. Please contact the Organizing Committee through the e-mail: videojogos2012@gmail.com.
domingo, 22 de julho de 2012
Estação ferroviária Coimbra B
terça-feira, 17 de julho de 2012
Mulheres repórteres
Os meus parabéns a Isabel Ventura pelo livro As Primeiras Mulheres Repórteres. Portugal nos anos 60 e 70, uma edição da Tinta da China com prefácio de Fernando Alves.
domingo, 15 de julho de 2012
Museu do Teatro
quinta-feira, 12 de julho de 2012
A RTP e o sistema de medição de audiências
Hoje, ao fim da tarde, ouvi na rádio que a RTP, pela voz do seu presidente, Guilherme Costa, considera ter a auditoria ao sistema de medição de audiências da GfK provado que os resultados não são credíveis. Guilherme Costa mostrou preocupação com a próxima privatização de um canal.
Audiências de rádio
A Rádio Comercial, conforme os dados mais recentes do Bareme Rádio, passou a ser a estação mais ouvida do país, com uma Audiência Acumulada de Véspera (AAV) de 14,1% no segundo trimestre de 2012, com a RFM, líder de audiências de rádio na última década, a ter uma AAV de 13,1% (a partir de texto da newsletter Meios & Publicidade).
sábado, 7 de julho de 2012
A importância de criar o Arquivo Sonoro Nacional
Hoje, decorreu no Museu da Música Portuguesa o colóquio Património sonoro em Portugal: protagonistas, fundos e instituições, organizado pelo Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança e por aquele museu de Cascais. Uma das principais conclusões do encontro é a necessidade de criar um Arquivo Sonoro Nacional, já consignado em legislação do Estado português há vários anos mas ainda não concretizado.
Os intervenientes realçaram a importância da constituição deste arquivo, considerando-o no âmbito da música que existe em Portugal, com uma base de dados em rede (internet), alargado a todas as instituições com arquivos sonoros (que podem continuar a manter e gerir os seus arquivos) e a colecionadores particulares ou privados. Como disse na abertura do colóquio Salwa Castelo-Branco, coordenadora do Instituto de Etnomusicologia, o arquivo sonoro deve incluir a preservação do património sonoro, a sua disseminação, o seu estudo e a repatriação (arquivos sonoros sobre Portugal existentes em arquivos estrangeiros) [ver curto vídeo abaixo].
A existência do Arquivo Sonoro Nacional não quer dizer um novo edifício mas uma estrutura leve com especialistas dotados de técnicas de conhecimento, com criação de metadados e aptos a comunicar a informação às comunidades. Foi um dia intenso de trabalhos, tendo como elemento de fundo a presente exposição sobre o trabalho de Armando Leça (sobre a qual escrevi aqui, e cujo trabalho do compositor e coletor de música de cariz rural merece ser contextualizado técnica, teórica e ideologicamente), patente no Museu da Música Portuguesa.
Apresentaram comunicações Susana Sardo (Escutar, gravar e colonizar Arquivos Sonoros e a repatriação de património sónico na Europa pós-colonial), Eduardo Leite (76 anos de gravação sonora na rádio pública: o desafio da permanência), Manuel Nunes (A canção de Coimbra: o papel dos colecionadores), Pedro Félix (Arquivar o som em Portugal. Notas de um processo inquietante. Estratégias), Carla Raposeira (Fundação Inatel: cuidar do passado para projetar o futuro 76 anos depois), Susana Belchior (As primeiras expedições da The Gramophone Companhy em Portugal), Andreia Mendes (O património sonoro nos Açores: para um inventário regional) e Leonor Losa (A emergência de uma economia de mercado de música gravada em Portugal no início do século XX: o papel dos lojistas).
No conjunto, houve trabalhos que projetam investigações em curso, relatos de arquivos sonoros existentes ou em arrumação e modelos de investigação empírica. O colóquio encerrou com uma mesa redonda moderada por Manuel Deniz Silva e com alguns dos comunicadores acima identificados, que consideraram a criação do Arquivo Sonoro Nacional como ação premente a implementar, embora atendendo aos condicionalismos financeiros existentes. Salwa Castelo-Branco e Rosário Pestana foram as duas organizadoras principais do colóquio por parte do Instituto de Etnomusicologia.
Sem hierarquizar as comunicações, gostei de ouvir Manuel Nunes sobre os contactos que vem estabelecendo com colecionadores de música de Coimbra desde há 25 anos. Tem descoberto coleções de discos de 78, 45 e 33 rpm, gravações de festas de despedidas de estudantes finalistas, gravações efetuadas por amadores, dados sobre composições e biografias de músicos e cantores, partituras, fotografias, memórias orais, chapas de provas de discos (numa altura em que a prova ia ao artista para aprovação da edição). O conferencista traçou um perfil do colecionador, que habitualmente não adota procedimentos científicos dos arquivos e das fonotecas mas elabora uma organização própria, com coleções constituídas por discos e outros elementos (acima descritos), arrumação em espaços variados e nem sempre em boas condições (prateleiras, caixotes, empilhados no chão), qualidade da coleção dependendo da capacidade financeira e da idade (os mais velhos tornam-se mais seletivos e de gosto mais estreito), com valores associados à recolha e divulgação, em que o colecionador tem orgulho no que possui e mostra uma atitude possessiva (pode colocar muitas dificuldades no acesso ou no empréstimo para investigação, acesso que se torna mais complicado se o colecionador morre).
Gostei igualmente de ouvir Susana Belchior, que falou do modo como se efetuaram as primeiras gravações de discos em Portugal, no ido ano de 1900, por Sinkler Darby, representante da Gramophone, no Porto. Técnicas de gravação, perfil dos sons gravados (peças musicais do teatro, repertório de cantores populares e rurais, sons de ambiente) e estratégias do marketing da época (a gravação visava a venda desses discos e de aparelhos de leitura dos discos) foram elementos que desenvolveu. Por seu lado, Leonor Losa falou e identificou os lojistas como elementos essenciais da comercialização dos fonogramas, a partir de 1903, uma vez que a industrialização só se pode falar a partir da década de 1940 com a criação da Fábrica Triunfo, no Porto.
Susana Belchior e Leonor Losa publicarão em breve um livro sobre a gravação e a venda de discos no início do século XX, esperando eu atentamente a obra para ler as conclusões das suas investigações. Uma outra comunicação que me despertou muita atenção foi a de Susana Sardo e os conceitos que definiu: repatriação e arquivo sónico. Repatriação quer dizer regresso aos países de origem de registos feitos por investigadores, nomeadamente alemães e outros povos coloniais europeus no começo do século XX, com registos frequentes em cilindros de cera. A repatriação representa digitalização e investigação simultânea das gravações. Arquivo sónico implica música mas também outros sons (ambientais). Guardados em sítios longe do espaço de origem, salvar os registos quer dizer preservar a memória e analisar a identidade de uma comunidade, traduzível numa nova cartografia do conhecimento.
Os intervenientes realçaram a importância da constituição deste arquivo, considerando-o no âmbito da música que existe em Portugal, com uma base de dados em rede (internet), alargado a todas as instituições com arquivos sonoros (que podem continuar a manter e gerir os seus arquivos) e a colecionadores particulares ou privados. Como disse na abertura do colóquio Salwa Castelo-Branco, coordenadora do Instituto de Etnomusicologia, o arquivo sonoro deve incluir a preservação do património sonoro, a sua disseminação, o seu estudo e a repatriação (arquivos sonoros sobre Portugal existentes em arquivos estrangeiros) [ver curto vídeo abaixo].
A existência do Arquivo Sonoro Nacional não quer dizer um novo edifício mas uma estrutura leve com especialistas dotados de técnicas de conhecimento, com criação de metadados e aptos a comunicar a informação às comunidades. Foi um dia intenso de trabalhos, tendo como elemento de fundo a presente exposição sobre o trabalho de Armando Leça (sobre a qual escrevi aqui, e cujo trabalho do compositor e coletor de música de cariz rural merece ser contextualizado técnica, teórica e ideologicamente), patente no Museu da Música Portuguesa.
Apresentaram comunicações Susana Sardo (Escutar, gravar e colonizar Arquivos Sonoros e a repatriação de património sónico na Europa pós-colonial), Eduardo Leite (76 anos de gravação sonora na rádio pública: o desafio da permanência), Manuel Nunes (A canção de Coimbra: o papel dos colecionadores), Pedro Félix (Arquivar o som em Portugal. Notas de um processo inquietante. Estratégias), Carla Raposeira (Fundação Inatel: cuidar do passado para projetar o futuro 76 anos depois), Susana Belchior (As primeiras expedições da The Gramophone Companhy em Portugal), Andreia Mendes (O património sonoro nos Açores: para um inventário regional) e Leonor Losa (A emergência de uma economia de mercado de música gravada em Portugal no início do século XX: o papel dos lojistas).
No conjunto, houve trabalhos que projetam investigações em curso, relatos de arquivos sonoros existentes ou em arrumação e modelos de investigação empírica. O colóquio encerrou com uma mesa redonda moderada por Manuel Deniz Silva e com alguns dos comunicadores acima identificados, que consideraram a criação do Arquivo Sonoro Nacional como ação premente a implementar, embora atendendo aos condicionalismos financeiros existentes. Salwa Castelo-Branco e Rosário Pestana foram as duas organizadoras principais do colóquio por parte do Instituto de Etnomusicologia.
Sem hierarquizar as comunicações, gostei de ouvir Manuel Nunes sobre os contactos que vem estabelecendo com colecionadores de música de Coimbra desde há 25 anos. Tem descoberto coleções de discos de 78, 45 e 33 rpm, gravações de festas de despedidas de estudantes finalistas, gravações efetuadas por amadores, dados sobre composições e biografias de músicos e cantores, partituras, fotografias, memórias orais, chapas de provas de discos (numa altura em que a prova ia ao artista para aprovação da edição). O conferencista traçou um perfil do colecionador, que habitualmente não adota procedimentos científicos dos arquivos e das fonotecas mas elabora uma organização própria, com coleções constituídas por discos e outros elementos (acima descritos), arrumação em espaços variados e nem sempre em boas condições (prateleiras, caixotes, empilhados no chão), qualidade da coleção dependendo da capacidade financeira e da idade (os mais velhos tornam-se mais seletivos e de gosto mais estreito), com valores associados à recolha e divulgação, em que o colecionador tem orgulho no que possui e mostra uma atitude possessiva (pode colocar muitas dificuldades no acesso ou no empréstimo para investigação, acesso que se torna mais complicado se o colecionador morre).
Gostei igualmente de ouvir Susana Belchior, que falou do modo como se efetuaram as primeiras gravações de discos em Portugal, no ido ano de 1900, por Sinkler Darby, representante da Gramophone, no Porto. Técnicas de gravação, perfil dos sons gravados (peças musicais do teatro, repertório de cantores populares e rurais, sons de ambiente) e estratégias do marketing da época (a gravação visava a venda desses discos e de aparelhos de leitura dos discos) foram elementos que desenvolveu. Por seu lado, Leonor Losa falou e identificou os lojistas como elementos essenciais da comercialização dos fonogramas, a partir de 1903, uma vez que a industrialização só se pode falar a partir da década de 1940 com a criação da Fábrica Triunfo, no Porto.
Susana Belchior e Leonor Losa publicarão em breve um livro sobre a gravação e a venda de discos no início do século XX, esperando eu atentamente a obra para ler as conclusões das suas investigações. Uma outra comunicação que me despertou muita atenção foi a de Susana Sardo e os conceitos que definiu: repatriação e arquivo sónico. Repatriação quer dizer regresso aos países de origem de registos feitos por investigadores, nomeadamente alemães e outros povos coloniais europeus no começo do século XX, com registos frequentes em cilindros de cera. A repatriação representa digitalização e investigação simultânea das gravações. Arquivo sónico implica música mas também outros sons (ambientais). Guardados em sítios longe do espaço de origem, salvar os registos quer dizer preservar a memória e analisar a identidade de uma comunidade, traduzível numa nova cartografia do conhecimento.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Colóquio “Património sonoro em Portugal: protagonistas, fundos e instituições”
No dia 7 de julho, entre as 9:30 e as 17:00, no Museu da Música Portuguesa, vai decorrer o colóquio subordinado ao tema Património sonoro em Portugal: protagonistas, fundos e instituições, organizado pelo Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança.
O colóquio pretende promover a discussão e a circulação de informação relativas à problemática do património sonoro, sua conservação e utilização, arquivos sonoros e outras instituições depositárias, com responsáveis por coleções, colecionadores e estudiosos que têm vindo a abordar a temática a nível da preservação e do estudo e divulgação em Portugal e no estrangeiro. Os organizadores do colóquio consideram que não existe em Portugal um arquivo sonoro, à semelhança de outros países europeus, e partem do princípio que os problemas associados à preservação e divulgação do património sonoro são da responsabilidade de todos nós.
Colóquio tendo como pano de fundo a exposição patente na Casa Verdades de Faria sobre Armando Leça e a emergência das indústrias culturais e da tecnologia de gravação e reprodução em Portugal, decorrerá lugar na avenida de Sabóia, 1146, no Monte Estoril.
O colóquio pretende promover a discussão e a circulação de informação relativas à problemática do património sonoro, sua conservação e utilização, arquivos sonoros e outras instituições depositárias, com responsáveis por coleções, colecionadores e estudiosos que têm vindo a abordar a temática a nível da preservação e do estudo e divulgação em Portugal e no estrangeiro. Os organizadores do colóquio consideram que não existe em Portugal um arquivo sonoro, à semelhança de outros países europeus, e partem do princípio que os problemas associados à preservação e divulgação do património sonoro são da responsabilidade de todos nós.
Colóquio tendo como pano de fundo a exposição patente na Casa Verdades de Faria sobre Armando Leça e a emergência das indústrias culturais e da tecnologia de gravação e reprodução em Portugal, decorrerá lugar na avenida de Sabóia, 1146, no Monte Estoril.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Canal 180 - o olhar da estagiária
Mariana Chambel Cardoso defendeu hoje o seu relatório de estágio para obtenção do grau de mestre na Universidade Nova de Lisboa sobre o canal 180, a funcionar na televisão por cabo.
Canal lançado pela OSTV (Open Source Television) em abril de 2011 na posição 180 da ZON, mais tarde alargado à Vodafone TV e à Optimus TV, o canal 180 é uma alternativa televisiva, operando na área da cultura e da agenda de oferta cultural no país, a partir do escritório do Porto. Enquanto estagiou no canal 180, Mariana Cardoso viu aumentar o número de horas de emissão do canal. Objeto de um apoio de entidades do Porto no âmbito das indústrias criativas, o canal 180 tem três dirigentes (João Vasconcelos, Rita Moreira, Nuno Alves) e outros colaboradores, perfazendo uma equipa variável entre 10 e 15 elementos. Segundo o canal, a sua estrutura permite obter ganhos até 90% do custo do mercado tradicional. Além das plataformas acima indicadas, o canal 180 está no Facebook.
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