Textos de Rogério Santos, com reflexões e atualidade sobre indústrias culturais (imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, videojogos, música, livros, centros comerciais) e criativas (museus, exposições, teatro, espetáculos). Na blogosfera desde 2002.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
terça-feira, 22 de abril de 2014
Ver Marilyn pelos olhos de Wharol
Em Andy Wharol gosto das séries da sopa Campbell's, banana, Coca-Cola, até do Mao. Mas a série Marilyn Monroe é a melhor. Um ícone das indústrias culturais, desaparecida tragicamente, com um culto até aos nossos dias, em exposição numa sala do MoMA. À obra, eu junto os espectadores. Uma não pode ser dissociada dos outros.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Afectos
Começaram a 9 de Setembro de 2013. Agora, a Oficina das Almas no Teatro da ARTA (Associação Recreativa Taberna das Almas), representa Pão, no Regueirão dos Anjos, 68/70, em Lisboa. O texto é do colectivo: um grupo de detidos conta as suas histórias: memórias, relações e desejos. O amor, a inocência, a experiência de seres humanos a caminho de Marte, a vida e o desespero, a alegria e o silêncio, os poemas e a escuridão. Nem todas as histórias possuem a mesma densidade, pois umas são mais saborosas do que outras, mas ficou a generosidade daquele conjunto de artistas. E os gestos (achei deliciosa a viagem de autocarro), os abraços, a partilha de sonhos, o deixar cada um falar por sua vez para chegar a uma conclusão aceite, à volta de uma mesa, a vontade de manter a liberdade, as referências irónicas à tecnologia (que parece preparar os jovens com futuro assegurado e asséptico). Na representação, leram-se os poemas Ode ao Pão, de Pablo Neruda, e A Casa, de Vinicius de Moraes.
No fim da representação, actores e actrizes estavam satisfeitos, a explicar ao público como tudo começara e se fizeram as ligações dos textos. E uma das jovens actrizes, com um chapéu, como se pertencesse a um grupo de saltimbancos, pediu pão ao público generoso; afinal, o espectáculo era gratuito e um apoio monetário ajuda sempre.
Direcção e encenação: Cândido Ferreira, João Jorge Meirim e Nicolas Brites. Com: António Figueiredo Marques, Catarina Carvalho, Eduarda Manso, Ethel Feldman, Geny Neto, João Raimundo, João Jorge Meirim, Mónica Paulo, Sara Teles e Vanda Guerreiro.
Uma nota suplementar e que não tem a ver com a representação: já não ia aquele espaço desde que a associação Abril em Maio saiu. Veio a recordação de estantes cheias de livros, folhas policopiadas, sessões de teatro, muitos voluntários de uma cultura alternativa. Porque estamos a passar de Abril a Maio, e devido à memória histórica, fica aqui a minha nota.
No fim da representação, actores e actrizes estavam satisfeitos, a explicar ao público como tudo começara e se fizeram as ligações dos textos. E uma das jovens actrizes, com um chapéu, como se pertencesse a um grupo de saltimbancos, pediu pão ao público generoso; afinal, o espectáculo era gratuito e um apoio monetário ajuda sempre.
Direcção e encenação: Cândido Ferreira, João Jorge Meirim e Nicolas Brites. Com: António Figueiredo Marques, Catarina Carvalho, Eduarda Manso, Ethel Feldman, Geny Neto, João Raimundo, João Jorge Meirim, Mónica Paulo, Sara Teles e Vanda Guerreiro.
Uma nota suplementar e que não tem a ver com a representação: já não ia aquele espaço desde que a associação Abril em Maio saiu. Veio a recordação de estantes cheias de livros, folhas policopiadas, sessões de teatro, muitos voluntários de uma cultura alternativa. Porque estamos a passar de Abril a Maio, e devido à memória histórica, fica aqui a minha nota.
domingo, 20 de abril de 2014
Momentos
O sol regressou na semana passada. O jardim estava cheio de gente a festejar a primavera. De repente, apeteceu-nos dançar, comer massa chinesa com pauzinhos, ver teatro, ir ao cinema, ouvir poesia e cantores populares. Feliz Páscoa.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Cem Anos de Solidão
O livro narra a história da família Buendía a viver num sítio imaginário chamado Macondo. Cem Anos de Solidão foi um marco na literatura escrita por Gabriel García Márquez. Ele morreu hoje com 87 anos.
Censura discográfica (17)
"17.4.1974.
Inconveniente a aquisição de disco ou faixa de Carlos Alberto Vidal (Bom Dia Senhor Alberto), Imavox IMS 10020D".
Carlos Alberto Vidal Filipe, mais conhecido por Avô Cantigas, lançou em 1973 As Filhas da Tia Anica e em 1974 Bom Dia Senhor Alberto. A sua carreira de artista tem prosseguido até hoje.
Carlos Alberto Vidal Filipe, mais conhecido por Avô Cantigas, lançou em 1973 As Filhas da Tia Anica e em 1974 Bom Dia Senhor Alberto. A sua carreira de artista tem prosseguido até hoje.
sábado, 12 de abril de 2014
Apoio à companhia de teatro A Barraca
"Um Grupo de Amigos d’A Barraca tomou a iniciativa de promover uma subscrição pública destinada a garantir a continuidade e desenvolvimento deste projecto único no nosso panorama cultural, contribuindo particularmente para que a programação já prevista para o ano de 2014 tenha condições para se concretizar" (ler mais em A Barraca).
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Públicos de cultura no Brasil
"Na última quarta-feira (9/4), o Sesc e a Fundação Perseu Abramo apresentaram os números preliminares da pesquisa Públicos de Cultura – Hábitos e Demandas. O objectivo era ampliar o conhecimento sobre o público e orientar acções do sector. Para isso, foram investigados o comportamento, a disponibilidade e a frequência com que os entrevistados consomem ou produzem cultura, em 139 municípios em área urbana de 25 estados, das cinco regiões do país. Alguns resultados chamam a atenção, em especial os que dizem respeito ao que não está no leque de actividades culturais dos entrevistados: 61% nunca foram a uma peça de teatro em qualquer local (61%) e 57% nunca assistiram uma peça no teatro; 75% nunca foram a espectáculos de dança ou balé no teatro; 71% nunca estiveram em exposições de pintura, escultura e outras artes em museus ou outros locais; 89% nunca foram a um concerto de ópera ou música clássica em sala de espectáculo e 83% em qualquer outro local; e 70% nunca foram a uma exposição de fotografia. Os motivos para a não frequência a essas actividades se equilibram entre o não gostar e o não existir algumas delas na cidade. É considerável a proporção de respostas que indicam o fato de não terem costume e/ou não acharem interessantes/importantes alguns desses tipos de actividades. 26% dos entrevistados afirmam que não gostam de exposições artísticas e outros 26% que não sabem ou nunca foram a uma" (fonte de partida: Cultura e Mercado. Ler o estudo aqui, uma pesquisa realizada pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) e a Fundação Perseu Abramo).
quarta-feira, 9 de abril de 2014
terça-feira, 8 de abril de 2014
João Paulo Guerra
Foi hoje ao final da tarde que João Paulo Guerra recebeu o Prémio Igrejas Caeiro da Sociedade Portuguesa de Autores (rádio), pela qualidade e extensão da sua carreira como homem de rádio. 51 anos de carreira, recordou o premiado num discurso emocionado. Ele viu colegas com quem já não se cruzava há muito mas que estavam ali a vê-lo, no que foi chamado a tribo da rádio. João Paulo Guerra trabalha presentemente na Antena 1, onde todos os dias de manhã (cerca das 8:20) faz uma leitura atenta - e também bem humorada e recheada de referências culturais e gastronómicas - dos jornais da manhã.
Manifesto aqui a minha grande simpatia pelo jornalista e radialista. Há pouco mais de dois anos entrevistei-o (e a muitos mais homens da rádio) para um trabalho ainda não publicado e que me tem ocupado todo o meu tempo livre.
Manifesto aqui a minha grande simpatia pelo jornalista e radialista. Há pouco mais de dois anos entrevistei-o (e a muitos mais homens da rádio) para um trabalho ainda não publicado e que me tem ocupado todo o meu tempo livre.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
O rock na perspectiva de Paula Guerra

Já escrevi aqui e aqui sobre o trabalho de Paula Guerra. Agora, faço-o a propósito do seu livro A Instável Leveza do Rock. Génese, Dinâmica e Consolidação do Rock Alternativo em Portugal (1980-2010).
O livro tem seis capítulos, um primeiro mais teórico orientado para os campos sociais e a segmentação e a diversidade cultural urbana. O segundo capítulo dedica-se à análise dos agentes de rock alternativo no nosso país, ao passo que o terceiro trabalha as propriedades do subcampo do rock alternativo, o quarto os valores e representações do mesmo estilo musical e o quinto os campos sociais e artísticos. O último capítulo faz uma proposta do desenho do subcampo do rock alternativo entre 1980 e 2010.
O rock existe no campo musical desde a década de 1950, reunindo "um conjunto de práticas, um repertório de sensibilidades e um conjunto de expressões corporais e de emoções institucionalizadas" da música popular (p. 182). Paula Guerra estudou o rock, desde o seu começo às diferentes formas por que ele foi passando, tais como o rock psicadélico, o proto-punk, o punk, a new wave, o electro, o grunge e o indie. O rock alternativo aparece neste fio complexo, ramificado e instável.
O estudo de Paula Guerra aborda especialmente o período da década de 1980 em diante, em que em Portugal se assiste a uma movida nas cidades de Lisboa e Porto e ao aparecimento de bandas, editoras, fanzines, programas de rádio, agentes e estruturas em oposição e confronto face aos valores dominantes. A autora estuda também propostas não comerciais, em que a música é mais um gosto pessoal e menos um trabalho ou profissão, de onde realça o afastamento de lógicas e imperativos comerciais (p. 183). Algumas bandas que ela ilustra para explicar o movimento alternativo são: Mão Morta, Pop Dell'Arte, Mler Ife Dada, Bunnyranch, Wraygunn, d3ö, The Vicious Five, Linda Martini, Dead Combo, The Gift e Ornato Violeta (p. 185). Igualmente os media: Antena 3, Blitz, d'A Trompa, XFM, Som da Frente e Juramento Sem Bandeira. E ainda os radialistas António Sérgio e Henrique Amaro, o promotor Luís Montez, o músico Adolfo Luxúria Canibal e o jornalista Nuno Galopim.
Em termos de metodologias, a autora promoveu encontros com informadores privilegiados no Porto (a sua base de residência) e Lisboa - músicos, dj, promotores, editores, gestores de espaços de divulgação musical, jornalistas e investigadores (p. 47), atingindo 191 entrevistas (p. 48), com a maioria no grupo etário dos 36 aos 40 anos, dentro de uma configuração científica sociológica.
[texto concluído em 26 de Abril de 2014]
sábado, 5 de abril de 2014
A imprensa portuguesa pós-1974
No blogue Notas de Circunstância, J.-M. Nobre-Correia escreve Análise: um momento da história em perspectiva. Nele, faz o seu balanço sobre a imprensa nacional após 1974. Para Nobre-Correia, essa imprensa foi destroçada. Vale a pena ler e discutir esta perspectiva.
José Wilker
O actor José Wilker foi encontrado morto hoje. Tinha 66 anos. Ele tornou-se conhecido do público português nas telenovelas Gabriela, Roque Santeiro e Senhora do Destino.
Ele esteve na Universidade Católica no final de 2012. Gostei muito de o ouvir então, pelo elevado nível cultural mostrado. O pequeno vídeo que fiz, muito longe da mesa onde falou e com uma câmara de telemóvel, não tem qualidade. Mas fica aqui a minha homenagem.
Ele esteve na Universidade Católica no final de 2012. Gostei muito de o ouvir então, pelo elevado nível cultural mostrado. O pequeno vídeo que fiz, muito longe da mesa onde falou e com uma câmara de telemóvel, não tem qualidade. Mas fica aqui a minha homenagem.
Eugénia de Lima
A acordeonista Eugénia Lima, de 88 anos, morreu ontem ao final da tarde, na sua residência, em Rio Maior.
Retiro a informação da página do Diário de Notícias:
"Eugénia Lima, filha de um afinador de acordeões, estreou-se aos quatro anos no Cinema-Teatro Vaz Preto, em Castelo Branco. Profissionalmente, a sua estreia data de 1935, no Teatro Variedades, em Lisboa, no elenco da revista "Peixe-Espada". A acordeonista tornou-se um caso de sucesso e, em 1943, começou a gravar a solo, tendo registado ao longo da carreira, mais de uma dezena de discos em que gravou temas populares, de diversos compositores, versões para acordeão e várias composições de sua autoria. Em 1947 venceu o concurso de acordeonistas da Emissora Nacional e, em 1956, fundou a Orquestra Típica Albicastrense. Com a orquestra e a solo, a acordeonista que se tornou popular com temas como Picadinho da Beira, Minha vida e Fadinho de Silvares, percorreu o país e os palcos internacionais. Tendo-lhe sido recusada a entrada no Conservatório Nacional de Lisboa, aos 13 anos, aos 55 recebeu o diploma do Curso Superior de Acordeão, na categoria de Professora, pelo Conservatório de Acordeão de Paris".
Eugénia Lima seria famosa no final da década de 1950 e ao longo da década de 1960. De seguida, publico dois programas de Serões de Trabalhadores onde ela actuou, enquadrada no conjunto dos mais importantes artistas da época.
"2 de Janeiro de 1960 (sábado) – Serão para Trabalhadores organizado pela Emissora Nacional e pela FNAT dedicado ao CAT da Casa Olaio e transmitido do ginásio do Liceu de Camões. Das 21:45 às 22:30 (conjunto Shegundo Galarza, clarinetista espanhol Jaime Peres, José Manuel, Maria Marice, Alberto Ramos e a acordeonista Eugénia Lima) e das 22:45 às 23:30 (orquestra ligeira dirigida por Tavares Bello, Elsa Vilar, Manuel Serrano, Paula Ribas, Rui de Mascarenhas, Cristina Maria, Madalena Iglésias e Coro Feminino".
"16 de Janeiro de 1960 (sábado) – Serão para Soldados dedicado ao Regimento de Infantaria 14, e transmitido do Teatro de Viseu (gravação: dia 13, 4ª feira). 1ª parte (21:45 às 22:30) – orquestra ligeira dirigida por Tavares Bello, Alice Amaro, António Calvário, Maria Fernanda Soares, Trio Lifer (acordeões) constituído por Eugénia Lima, Fernando Ribeiro e Fernanda Guerra e Maria Clara, 2ª parte (22:45 às 23:30) – orquestra ligeira dirigida por Tavares Bello, Maria do Espírito Santo, Margarida Amaral, Maria de Fátima Bravo, Guilherme Kjolner e Maria de Lurdes Resende". Observação: cada cantor(a) cantava uma a duas canções.
No VIII Festival Hispano-Português da Canção do Douro, de 13 a 15 de Agosto de 1967, organização do Palácio de Cristal, Porto, actuaria Eugénia Lima, com o valor de 1000$00 (valor médio ultrapassado apenas pelas estrelas da época Simone de Oliveira, José Viana e Teresa Tarouca, pagos com 1500$00). Recorde-se que o salário médio na indústria e nos transportes em 1965 estava fixado em torno de 49$30 diários em Lisboa e 31$70 no Porto.
A acordeonista pode ser vista em vídeo, aqui e aqui.
"Eugénia Lima, filha de um afinador de acordeões, estreou-se aos quatro anos no Cinema-Teatro Vaz Preto, em Castelo Branco. Profissionalmente, a sua estreia data de 1935, no Teatro Variedades, em Lisboa, no elenco da revista "Peixe-Espada". A acordeonista tornou-se um caso de sucesso e, em 1943, começou a gravar a solo, tendo registado ao longo da carreira, mais de uma dezena de discos em que gravou temas populares, de diversos compositores, versões para acordeão e várias composições de sua autoria. Em 1947 venceu o concurso de acordeonistas da Emissora Nacional e, em 1956, fundou a Orquestra Típica Albicastrense. Com a orquestra e a solo, a acordeonista que se tornou popular com temas como Picadinho da Beira, Minha vida e Fadinho de Silvares, percorreu o país e os palcos internacionais. Tendo-lhe sido recusada a entrada no Conservatório Nacional de Lisboa, aos 13 anos, aos 55 recebeu o diploma do Curso Superior de Acordeão, na categoria de Professora, pelo Conservatório de Acordeão de Paris".
Eugénia Lima seria famosa no final da década de 1950 e ao longo da década de 1960. De seguida, publico dois programas de Serões de Trabalhadores onde ela actuou, enquadrada no conjunto dos mais importantes artistas da época.
"2 de Janeiro de 1960 (sábado) – Serão para Trabalhadores organizado pela Emissora Nacional e pela FNAT dedicado ao CAT da Casa Olaio e transmitido do ginásio do Liceu de Camões. Das 21:45 às 22:30 (conjunto Shegundo Galarza, clarinetista espanhol Jaime Peres, José Manuel, Maria Marice, Alberto Ramos e a acordeonista Eugénia Lima) e das 22:45 às 23:30 (orquestra ligeira dirigida por Tavares Bello, Elsa Vilar, Manuel Serrano, Paula Ribas, Rui de Mascarenhas, Cristina Maria, Madalena Iglésias e Coro Feminino".
"16 de Janeiro de 1960 (sábado) – Serão para Soldados dedicado ao Regimento de Infantaria 14, e transmitido do Teatro de Viseu (gravação: dia 13, 4ª feira). 1ª parte (21:45 às 22:30) – orquestra ligeira dirigida por Tavares Bello, Alice Amaro, António Calvário, Maria Fernanda Soares, Trio Lifer (acordeões) constituído por Eugénia Lima, Fernando Ribeiro e Fernanda Guerra e Maria Clara, 2ª parte (22:45 às 23:30) – orquestra ligeira dirigida por Tavares Bello, Maria do Espírito Santo, Margarida Amaral, Maria de Fátima Bravo, Guilherme Kjolner e Maria de Lurdes Resende". Observação: cada cantor(a) cantava uma a duas canções.
No VIII Festival Hispano-Português da Canção do Douro, de 13 a 15 de Agosto de 1967, organização do Palácio de Cristal, Porto, actuaria Eugénia Lima, com o valor de 1000$00 (valor médio ultrapassado apenas pelas estrelas da época Simone de Oliveira, José Viana e Teresa Tarouca, pagos com 1500$00). Recorde-se que o salário médio na indústria e nos transportes em 1965 estava fixado em torno de 49$30 diários em Lisboa e 31$70 no Porto.
A acordeonista pode ser vista em vídeo, aqui e aqui.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
terça-feira, 1 de abril de 2014
Jacques Le Goff
Nem que seja de modo indirecto, reconheço a importância de Jacques Le Goff, agora desaparecido, no meu pensamento de historiador.
Retiro algumas ideias do diário Público, hoje editadas: "Em 2004 recebeu o prémio de história Dr A.H. Heineken por «ter modificado de forma fundamental» a percepção que tínhamos da Idade Média. Considerava-se um homem de esquerda e militava por uma Europa unida, forte e tolerante. Era poliglota, falava inglês, italiano, polaco (a nacionalidade da sua mulher) e alemão". E "Nos anos 70, coordena duas obras colectivas de grande envergadura que se tornarão as referências teóricas da Nouvelle Histoire, a corrente historiográfica que funda com Pierre Nora, e que procurará levar mais longe a herança dos Annales: os três volumes de Faire de l’Histoire (1974) e La Nouvelle Histoire, em colaboração com Jacques Revel (1978)".
domingo, 30 de março de 2014
Censura discográfica (16)
"30.3.1974.
Inconveniente para aquisição Grupo Coral e Etnográfico Os Trabalhadores de
Ferreira do Alentejo, marca Tagus 40021, na faixa Nós Somos trabalhadores".
sexta-feira, 28 de março de 2014
Censura discográfica (15)
"28.3.1974.
Inconveniente a aquisição de disco de Gina Maria (Música Popular Portuguesa), Alvorada LPS 50-70, faixa
As Freiras de Santa Clara".
quinta-feira, 27 de março de 2014
Censura discográfica (14)
"27.3.1974. Inconveniente a aquisição para transmissão: José
Freire e Donaltim, marca Tagus 80003".
quarta-feira, 26 de março de 2014
Mário Crespo
A sua despedida de coordenador do Jornal das Nove da SIC Notícias foi emocionada. Ele enumerou um elevado conjunto de jornalistas com quem aprendeu e partilhou a profissão. E fez um grande elogio à democracia, quase a comemorar 40 anos em Portugal.
Censura discográfica (13)
"26.3.1974.
Por determinação superior, devem
ser retirados de programação todos os trechos da autoria de José Afonso, Jorge
Letria e Adriano Correia de Oliveira ou por eles interpretados, embora de
outros autores. As respetivas gravações devem ser remetidas a arquivo
reservado" (assinado).
[anteriores edições em 9, 23 e 30 de Janeiro, 1, 6, 14 e 21 de Fevereiro, e 4, 12, 15, 19 e 21 de Março; próxima edição a 27 de Março]
[anteriores edições em 9, 23 e 30 de Janeiro, 1, 6, 14 e 21 de Fevereiro, e 4, 12, 15, 19 e 21 de Março; próxima edição a 27 de Março]
Cultural industries
The Theory of the Cultural Industries: A "Milieu" for Building Dynamic Knowledge, by Eric George
(to read more click here): " In this article, I first examine the institutional contexts that have supported the development of research on this theme within French and Québécoise research groups. I then focus on discussions around the very nature of “the cultural industry” as a research object, as well as its unique characteristics. Thirdly, I address another issue of debate among the protagonists of this text, the concept of a “social logic” (or “model”). Finally, I conclude with a few open-ended questions with the goal of deepening research in this domain".
sábado, 22 de março de 2014
O dia em que Paulo Pires e Rui Zink cozinharam cavala
Hoje de manhã, realizou-se um workshop no mercado 31 de Janeiro, cujo objectivo foi cozinhar cavala. O ator Paulo Pires, o escritor e professor universitário Rui Zink e outros cozinheiros estiveram a fritar aquele peixe e a preparar arroz para o acompanhar. A actividade inseriu-se na campanha em curso de dinamização dos mercados da cidade de Lisboa.
A chef Patrícia Borges, da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (Peniche), do Politécnico de Leiria, conduziu o workshop e deixou a receita de filetes de cavala, como se mostra abaixo.
A chef Patrícia Borges, da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (Peniche), do Politécnico de Leiria, conduziu o workshop e deixou a receita de filetes de cavala, como se mostra abaixo.
Exposição de fotografia de André Cepeda
Inaugurou hoje e vai até 10 de Maio de 2014 a exposição Rien, de André Cepeda. Ela pode ser vista na Cooperativa de Comunicação e Cultura – Centro de Cultura Contemporânea de Torres Vedras, Rua da Cruz nº.9-13, 2560-653 – Torres Vedras.
A exposição compõe-se de nove fotografias e pretende dar continuidade ao trabalho iniciado em 26 de Outubro de 2013 no novo edifício câmara escura, e pretende consolidar um projecto de anos ligado as artes plásticas. Horário:
segunda a sexta, das 14:30 às 19:30 e sábado das 14:00 às 18:00.
Inércia
"Inércia, a de que falam Galileu e Newton, a que é refutada por físicos da actualidade, a do pensamento filosófico sobre a sociedade contemporânea, a de Fernando Pessoa - essa, sim, a que nos debruça sobre a mecânica do corpo. Não é sobre preguiça, é sobre a textura do conforto, quando é íntimo e se instala, quando se impõe e está do lado de fora da casa. Levar Inércia à cena talvez seja fazer desse conforto um conflito, convocar o pensamento da Ciência e da Filosofia para o confronto através do teatro, entendido como espaço de diálogo, escutas e hipersensibilidade. Inércia podia ser um gesto de pensamento: mas são quatro pernas e duas vozes a dançar" [texto da organização].
Direcção Artística: Ricardo Boléo, Texto: Fernando Pessoa, Apoio à Dramaturgia: Armando Nascimento Rosa, Interpretação: Cátia Terrinca e José Leite, Produção: UmColetivo.
Datas: 9 a 19 de Abril às 21:30. Ribeira – Primeiros Sintomas (Rua da Ribeira Nova, 44, Lisboa, nas traseiras do Mercado da Ribeira, Cais do Sodré). Duração aprox: 50 minutos.
Direcção Artística: Ricardo Boléo, Texto: Fernando Pessoa, Apoio à Dramaturgia: Armando Nascimento Rosa, Interpretação: Cátia Terrinca e José Leite, Produção: UmColetivo.
Datas: 9 a 19 de Abril às 21:30. Ribeira – Primeiros Sintomas (Rua da Ribeira Nova, 44, Lisboa, nas traseiras do Mercado da Ribeira, Cais do Sodré). Duração aprox: 50 minutos.
sexta-feira, 21 de março de 2014
Censura discográfica (12)
"21.3.1974. Inconveniente a aquisição de disco ou faixa de padre Zezinho (Canções para Caminhar no Amor; Estou Pensando em Deus)".
Retiro da Wikipedia: "Canções para Caminhar no Amor é um compacto do Padre José Fernandes de Oliveira, SCJ, o Padre Zezinho. É um dos muitos volumes de compactos feitos pelo Padre Zezinho, SCJ para jovens em processo de formação. Neste compacto, o Padre Zezinho, faz um paralelo entre ser seguidor de Jesus e Fazer sua obra" [imagem retirada de http://www.padrezezinhoscj.com/wallwp/discografia-2].
[anteriores edições em 9, 23 e 30 de Janeiro, 1, 6, 14 e 21 de Fevereiro, e 4, 12, 15 e 19 de Março; próxima edição a 26 de Março]
Retiro da Wikipedia: "Canções para Caminhar no Amor é um compacto do Padre José Fernandes de Oliveira, SCJ, o Padre Zezinho. É um dos muitos volumes de compactos feitos pelo Padre Zezinho, SCJ para jovens em processo de formação. Neste compacto, o Padre Zezinho, faz um paralelo entre ser seguidor de Jesus e Fazer sua obra" [imagem retirada de http://www.padrezezinhoscj.com/wallwp/discografia-2].
[anteriores edições em 9, 23 e 30 de Janeiro, 1, 6, 14 e 21 de Fevereiro, e 4, 12, 15 e 19 de Março; próxima edição a 26 de Março]
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