quarta-feira, 14 de maio de 2014

Noite de Guerra no Museu do Prado

Noite de Guerra no Museu do Prado foi uma homenagem do poeta Rafael Alberti aos milicianos da República que resistiram no cerco a Madrid e morreram na Guerra Civil de Espanha (1936-1939). O tema de Alberti seria o transporte dos quadros do museu para a cave para prevenir a sua destruição. Recordaria o próprio autor: "Num entardecer de Novembro de 1936 fui ao Museu do Prado. [...] Conservava dos quadros, das obras-primas da nossa pintura, uma lembrança como que de tanque soalheiro, de água funda à plena luz, de espelho". Depois, coloca-se a ele e mais a sua companheira, María Teresa Léon, a dirigir a operação e a levar os quadros para fora de Madrid para um destino seguro.

Fundadores da revista El Mono Azul, os dois estiveram envolvidos nessa operação. A Legião Condor, enviada por Hitler para estar ao serviço de Franco, teve como alvos a destruir o museu e outros tesouros culturais da Espanha. Goya, El Greco, Rafael, Ticiano, Tintoretto e outros seriam assim salvaguardados. A trama de Alberti levou-o a lembrar outro momento dramático da história de Espanha, a de 1808, que Goya retratou, a da luta contra o invasor francês.

Poeta galardoado com o prémio nacional de literatura em 1925, Alberti mostrou no teatro a importância da pintura daquele museu emblemático. E diversas figuras representadas seriam retiradas de quadros desse museu, como o fuzilado, o decapitado, o toureiro, o anão, o maneta, o amolador, Adónis, Maja, Marte e Vénus. Numa estrutura de palco simples, com sacos à frente a fazer de defesa perante o agressor, os actores recuperam as histórias dos quadros e ligam-nas à resistência da cultura num momento dramático.

Depois de ver a peça, Brecht quis representá-la no Berliner Ensemble em 1956. Aconselhou uma introdução para contextualizar a acção da peça. Mas morreu antes de atingir esse objectivo, embora Noite de Guerra no Museu do Prado passasse doravante a incorporar esse prólogo. Mais tarde, Mário Barradas, enquanto frequentava a École Supérieure du Théâtre National de Strasbourg (1969-1972), participou num programa que incluía a peça de Alberti. Numa oficina em Portugal trabalhou a mesma peça. Um dos alunos era José Peixoto. Após a mudança de regime político em Portugal, Mário Barradas apresentou a peça nos Bonecreiros (1974). José Peixoto foi um dos actores. Agora, o mesmo José Peixoto faz dois papéis na peça e recorda o seu mestre Barradas.

O canto, a dança, a poesia, as máscaras, a luz e o vestuário tornam a peça num grande momento estético para recordar.

terça-feira, 13 de maio de 2014

As fontes de informação em tese de doutoramento

Ontem, na Universidade do Minho, Vasco Ribeiro (à esquerda, de pé, na primeira fotografia; o quarto a contar da esquerda na segunda fotografia) defendeu tese de doutoramento com o título O Spin Doctoring em Portugal: Estudo Sobre as Fontes Profissionais de Informação que Operam na Assembleia da República (fotografias de Luís António Santos).

 

Do que então disse, deixo aqui um resumo. O trabalho apresentado tem muita qualidade, está bem escrito e traz novidades para a investigação – que é o que se pretende num trabalho académico. Tem cinco capítulos, com informação muito útil e alargada no tempo, cobrindo as realidades americana e inglesa e, sempre que possível, portuguesa. Aprendi muito com os capítulos 2, 3 e 4. Constatei a quase inexistência de bibliografia sobre a realidade nacional em termos de assessoria de imprensa. Por outro lado, a leitura da tese levou a rever a minha posição que tinha quanto a um livro português, o de Joaquim Martins Lampreia. Alguns conceitos como interacção e negociação fazem já parte do património intelectual da área da sociologia do jornalismo.

Encontrei a tese da tese entre as páginas 268 e 294, quando traça a matriz de comportamento do spin doctor. Tem quatro pontos principais (grandes objectivos, pré-condições, principais tarefas do processo de spinning, principais técnicas e instrumentos). Às vezes, dá exemplos concretos, práticos, da aplicação dos conceitos, como faz no resto da obra, embora isso diminua a escrita conceptual. A meu ver, alguns tópicos, caso das fugas-plantadas, merecem mais análises. Sobre a metodologia, quando discute a dimensão da amostra (20 entrevistas), ela parece-me de boa dimensão. Pode dizer que há uma dúvida inicial, mas se entrevistou o universo não pode entrevistar mais ninguém. Melhor: obteve as respostas pretendidas. E, logo no começo da tese, refere as limitações da história oral. Sim, há limitações mas ela resolve alguns problemas, em especial quando não há outro tipo de documentos.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

José Saramago (1)

Vítor Norte faz o papel de chefe de redacção e Sofia Sá da Bandeira de secretária da redacção, em A Noite, peça escrita por José Saramago. A acção passa-se na noite de 24 de Abril de 1974, horas antes da mudança de regime político em Portugal.

O palco reproduz uma sala de redacção. Ao centro, atrás da secretária de redacção, o responsável executivo do jornal corrige provas, fala com o censor, repreende o jornalista da oposição (Paulo Pires), controla os ímpetos do jornalista da direita política (Samuel Alves), com vontade explícita de ocupar o seu lugar. O director (António Durães), no canto direito do palco, é favorável ao regime mas quer mudar alguma coisa, não se sabe bem o quê. É um director à antiga, que escreve de forma elíptica, como se o leitor entendesse aquela prosa gongórica. A secção de desporto é a mais activa - Benfica para aqui, Benfica para ali. O contínuo (Filipe Crawford), de canadianas, espera uma revolução. Não política, mas clubística, pois quer que regressem as vitórias ao seu clube. O jornalista da secção (Fábio Alves) está entre o poder e a contestação e protege a estagiária. Além do jornalista contestatário, há ainda uma estagiária (Joana Santos) e um chefe da tipografia (Pedro Lima) radicais e que estão a desequilibrar a imagem de jornal conservador.

O jornal estava pronto a sair mas o boato da existência de tropas na rua abanou convicções, fez regressar à redacção o director, mostrou o chefe de redacção prisioneiro entre o que pensava a secretária e o seu colega mais à direita política e o resto da redacção e tipografia. Saía a edição com uma notícia sobre a marcha militar ou não se editava, à espera de uma maior clarificação do que estava a acontecer?

Saramago, depois de ter feito jornais, escreveu sobre eles. A Noite foi a sua primeira obra dramática, inicialmente encenada em Maio de 1979 pelo Grupo de Teatro de Campolide com encenação de Joaquim Benite e direcção musical de Carlos Paredes.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

New York Transit Museum

Na baixa de Brooklin, perto da ponte com o mesmo nome, alberga composições do metro inicial de Nova Iorque. É um local para refazer a história dos transportes da cidade.


Lembrar um magazine de comunicação empresarial

De vez em quando, há memórias que se recuperam. É o caso de um magazine de comunicação empresarial, aqui na sua edição de Setembro de 1992, onde colaborei intensamente. A empresa TLP (Telefones de Lisboa e Porto) desapareceria em Junho de 1994, há 20 anos, para, com outras duas empresas, dar origem à actual PT. Na página 4 do magazine vinha a minha biografia e, na página 11, um texto sobre o telefone Bramão. Então, eu editara um livro sobre as telecomunicações portuguesas (que se pode ler a meio da coluna da direita do blogue).

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Falar, ver e fazer fotografia

22 de Maio, às 19:30. Centro de Arte Manuel de Brito, Palácio Anjos, em Algés. Nesta primeira sessão de um novo ciclo dedicado à fotografia, o fotógrafo Alexandre Almeida apresenta o seu trabalho e conversa com o público. Entrada livre.


Alexandre Almeida nasceu em Lisboa em 1969, tendo logo passado a viver em Algés. Estudou fotografia na Academia de Artes & Tecnologias e pós-produção de vídeo na Restart. De 1994 a 2004 trabalhou no Independente, onde editou os suplementos de cultura e lazer. Em 2001 foi convidado pela Câmara Municipal de Oeiras a realizar um trabalho documental sobre o fim dos bairros degradados no concelho, do que resultou um livro – De Partida. Tem publicado em jornais e revistas nacionais e estrangeiras, como L’Express, Libération, The Guardian, Courrier Internacional, Grande Reportagem, Up, Visão, Única e Pública. Paralelamente foi desenvolvendo actividade na área da formação, tendo sido coordenador e formador em duas masterclasses, para o Festival Entre Margens, e tem, igualmente, colaborado com o Instituto Português de Fotografia. Tem exposto em mostras individuais e colectivas, nomeadamente fazendo parte de diversos projectos da Kameraphoto, da qual é membro fundador. Destes destacam-se “State of Affairs” e “Um Diário da República”. E integra o grupo de fotógrafos representados pela Dear Sir - Agência de Fotografia de Autor. Já plantou uma árvore, editou um livro e tem duas filhas. Ver em www.kameraphoto.com e www.dearsir-agency.com.

Alkantara Festival

O Alkantara Festival 2014 decorre entre 13 de Maio e 8 de Junho em várias salas de espectáculo de Lisboa. O assessor de imprensa do festival, Bruno Malveira, destacou alguns pontos do programa, tais como Anne Teresa De Keermaeker e outros bailarinos, Encyclopédie de la Parole Joris Lacoste e Germinal de Halory Goerger & Antoine Defoort.

 

terça-feira, 6 de maio de 2014

O imitador

Hoje, li a imprensa do começo da década de 1970. De repente, fiquei surpreendido. Já esquecera. Não se diziam as coisas mas percebia-se que o regime político estava com muitas dificuldades. A artista Io Apolloni a fazer streap-tease numa peça de teatro (a actriz diria que apenas tirara o casaco que cobria o seu corpo e as fotografias comprovam isso, apesar da crítica criticar essa postura), a cantora Suzy Paula a falar das suas mini-saias e dos seus maxi-casacos, o programa de televisão de João Martins Ensaio suspenso antes de começar, o intérprete Tony de Matos a criticar os baladeiros que "chegam aos palcos ou às câmaras e dizem que a música é deles, que a letra é deles, que a guitarra é deles [...] só as canções é que continuam a não prestar" (Rádio & Televisão, 7 de Março de 1970). Mas havia um imitador fantástico chamado Mena Matos: ele era um "dos que a falar se arrisca muito" (Rádio & Televisão, 14 de Fevereiro de 1970). Na Gulbenkian, em 1972, discutia-se a música ligeira e escrevia-se um abaixo-assinado. Diversos músicos e cantores que brilhariam na segunda metade da década estavam presentes, bem como locutores e outros profissionais dos media. Sentia-se no ar que alguma coisa se ia dissolver. Curiosamente, a melhor imitação de Mena Matos era a voz de Salazar. Dizia ele: "Ouço as vozes, procuro fixar os seus pontos característicos e ensaio meia dúzia de vezes. [...] existe certa dificuldade quando, num espectáculo, tenho de fazer sete ou oito imitações consecutivas, praticamente sem intervalo".

Precisam-se novos imitadores. Há muitas dificuldades, outra vez.

                                                                               


sábado, 3 de maio de 2014

Rui Mário Gonçalves

Rui Mário Gonçalves Rui Mário Gonçalves (1934-2014) foi um crítico de arte que eu sempre li com muita atenção, do mesmo modo que com as suas publicações.

Agora, à procura da sua biografia, descubro que tinha uma licenciatura em Ciências Físico-Químicas (Universidade de Lisboa), bem longe da actividade que o consagrou. Entre 1963 e 1966, ele estudou em Paris com com Pierre Francastel, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. José Augusto França, um outro homem dedicado à arte e à história de arte, também aprendeu com Francastel.

Rui Mário Gonçalves, enquanto dirigente associativo, ocupou-se da secção cultural da Associação da Faculdade de ciências, onde realizou exposições didácticas com reproduções e exposições com obras originais (por exemplo, Primeira Retrospectiva da Pintura Não-Figurativa Portuguesa, 1958) e promoveu conferências e colóquios com especialistas (José Júlio Andrade Santos, Mário Dionísio, José-Augusto França). Daí essa aproximação à arte que a licenciatura escondia. Rui Mário Gonçalves foi, desde 1967, professor do Curso de Formação Artística da Sociedade Nacional de Belas Artes. E também docente nas Escolas de Teatro e de Cinema do Conservatório Nacional, onde entrou em 1972.

Ele participou na investigação de educação pela arte, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian de que resultou a publicação de Primeiro Olhar (2003). Crítico de arte desde 1961 (Prémio Gulbenkian de Crítica de Arte, 1963) começou a publicar regularmente no Jornal de Letras e Artes. Colaborou em jornais (A Capital, Expresso, Diário de Notícias, Extra, Jornal de Letras, Artes e Ideias) e em revistas da especialidade (Arquitectura, Colóquio, Colóquio-Artes). Manteve dois programas quinzenais na RDP (Antena 2): As Cores e as Formas (1980-1989), A Dádiva das Formas (1995-2000). Colaborou em enciclopédias, dicionários e histórias da arte. Autor de Pintura e Escultura em Portugal, l940-1980 (1980), O Imaginário da Cidade de Lisboa (1985), Dez Anos de Artes Plásticas e Arquitectura, 1974-84 (em colaboração com Francisco da Silva Dias, 1985), O Fantástico na Arte Portuguesa Contemporânea (1986), Pioneiros da Modernidade (1986), De 1945 à Actualidade (1986), Cem Pintores Portugueses do Século XX (1986), Arte Portuguesa em 1992 (1992), Arte Portuguesa nos Anos 50 (1996), O Que Há de Português na Arte Moderna Portuguesa (1998), A Arte Portuguesa do Século XX (1998), Vontade de Mudança (2004), além de obras sobre pintores portugueses do século XX.

[informação totalmente retirada de http://www.centromariodionisio.org/biografia_rui_m_goncalves.php]

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Jazz ao Centro


"Considerado um dos mais importantes festivais de jazz que anualmente se realizam em Portugal e um eixo fundamental de apresentação pública, no nosso país, de músicos de dimensão mundial, o Jazz ao Centro ocupa um lugar de relevo na vida cultural de Coimbra". Na 12ª edição, entre 29 de Maio e 1 de Junho, os concertos têm lugar em seis espaços privilegiados de Coimbra: Teatro Académico de Gil Vicente, Museu Nacional Machado de Castro, Centro Cultural D. Dinis, Mosteiro de Sta. Clara-a-Velha, Casa Museu Bissaya Barreto e Salão Brazil (da entidade promotora).

Roger Rabitt

Quem Tramou Roger Rabitt foi um filme que ficou na minha memória. Foi um salto em termos de efeitos especiais, combinando o filme de imagens reais com a animação, dirigido por Robert Zemeckis e produzido por Steven Spielberg (1988). Agora, morreu o actor britânico Bob Hoskins, que desempenhou no filme o papel do detective Eddie Valiant.

750 milhões de páginas de jornais e 4,8 milhões de sítios da internet em nova sala da British Library

A nova sala de leitura da British Library para jornais e noticiários de rádio e televisão foi oficialmente inaugurada pelo Secretário de Estado do governo britânico, Sajid Javid.

Agora, os investigadores podem aceder à colecção nacional de notícias – 750 milhões de páginas de jornais e publicações, 4,8 milhões de sítios da internet arquivados e milhares de horas de noticiários de rádio e televisão. Trata-se do culminar de um programa de 33 milhões de libras, que incluiu a transferência de uma grande colecção de jornais impressos para um edifício construído em Yorkshire e com armazenamento robótico. A colecção nacional de jornais atinge períodos tão antigos como a Guerra Civil Inglesa e constitui um número incomparável de registos (impressos e de audiovisual) sobre a sociedade, os indivíduos, a política e os acontecimentos do dia a dia. Ao cuidado da British Library, o arquivo totaliza mais de 750 milhões de páginas de jornais e media em geral e estende-se por mais de 20 quilómetros de espaço de prateleira. Embora muitas vezes rejeitado por críticos e leitores de se tornarem o "papel de chip de amanhã", os jornais são uma fonte inestimável para investigadores que estudam os aspectos da vida local, regional e nacional ao longo de mais de três séculos.

Entre outras facilidades, a nova sala de leitura inclui 100 secretárias e 40 aparelhos de visualização de microfilmes (texto e imagem a partir de British Library).

Tiro e Sport

A Hemeroteca Municipal de Lisboa digitalizou agora a revista Tiro e Sport, "um dos periódicos desportivos mais importantes que se publicaram em Portugal no início do século XX. Apareceu em Lisboa em Janeiro de 1904 e durou até Junho de 1913, já em plena I República, reunindo no total 250 números".

Future of journalism - Call for Papers

October 17-18, 2014

10th Dubrovnik Media Days: Call for Papers

The world media are in crisis as a result of the collapse of monopolistic business model based on advertisers. New technologies have helped in this process, but also led to the emergence of a large number of media that have yet to find a profitable business model and impose as a substitute for the watchdog function of the newspapers. New technologies helped media content to be consumed quickly and on a variety of platforms. Also, media audiences no longer want to be passive. Audience wants to be found by information and to be directly involved in the production of content. At the same time, journalistic sources no longer need journalists to tell stories, and whistleblowers directly communicate with the audience. New technologies are increasing the transparency of journalism which leads to decrease in the credibility of the media and journalism in general. Due to cost cutting, journalism newsrooms are shrinking and less investigative journalism is conducted.

Possible topics include, but are not limited to, issues surrounding the following questions:

• What are the business models of media with special focus on online and mobile media?
• What are the new platforms for content distribution and their future?
• How the fragmentation of media audiences affects the media industry?
• How is the relationship between journalists and media audience changing?
• What is the future of investigative journalism?
• How to increase transparency and quality of journalistic content?
• What is the role of citizen journalism?
• What is the role of quality journalism and content specialization?

Different theoretical and empirical scientific approaches are welcome. Papers presented at the conference (after peer review) will be published in science journal Medianali. Official conference language is English. Timeline: Deadline for submission of abstracts and registration: September 1, 2014; Notification of acceptance: September 5, 2014 Registration fee for participants whose papers are accepted – 80 Euros, all others pay 150 Euros. Registration fee includes conference materials, dinner and lunch, coffee breaks. Full Papers due by November 1, 2014 (4,000-6,000 words, including 200 word abstracts and six keywords; referencing - Harvard system) Please forward as appropriate to interested parties.

The University of Dubrovnik is the “youngest” university in Croatia. It was established in 2003 [University of Dubrovnik].

terça-feira, 29 de abril de 2014

Festival FATAL


A 15.ª Edição do FATAL traz 25 espectáculos de Teatro Universitário, nacionais e estrangeiros, aos palcos de Lisboa. O festival tem início no dia 6 de Maio, às 17:00, na Reitoria da Universidade de Lisboa. Portugal, Espanha e, pela primeira vez, Irão reúnem-se, de 6 a 24 de Maio, em Lisboa, para falar uma só língua – a do Teatro. Anton Tchekhov, August Strindberg, Raúl Brandão e William Shakespeare são alguns dos muitos autores que, em 2014, o FATAL partilha com o público (informação da entidade organizadora).  

Conferência Final do Projecto Cultura na Primeira Página – um estudo dos jornais portugueses na primeira década do século XXI


Universidade Nova de Lisboa, 22 de Maio, av. Berna, edifício I&D, sala multiusos 4

"A conferência final do projecto A Cultura na Primeira Página irá apresentar e debater os dados principais da investigação. Traçámos o retrato de dez anos de jornalismo cultural impresso em Portugal, entre 2000 e 2010, e vamos discuti-lo com professores universitários, críticos, programadores, jornalistas e estudantes. Foi uma década marcada por muitas crises no jornalismo, sobretudo nos planos financeiro e profissional, em virtude da quebra de receitas e das mudanças na produção e recepção de informação provocadas pela internet. Foi igualmente um período turbulento para a cultura, uma área sistematicamente desinvestida pelos governos e que sofreu sucessivas perdas na dotação orçamental. O jornalismo cultural não ficou incólume a este contexto. Pelo contrário, é dele um dinâmico reflexo: temos hoje menos jornalistas especializados na área cultural; secções de cultura nos jornais mais pequenas e enfraquecidas; menos suplementos culturais e menos notícias de cultura na primeira página dos periódicos" (informação da organização).

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Chamada de artigos Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento

"A Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento (ISSN 2183-1750) aceita artigos inéditos sobre, entre outras, as seguintes áreas: cinema, televisão, arqueologia do cinema, vídeo, culturas digitais, som e imagem em movimento, história e teoria da imagem em movimento. De acesso gratuito, online e revista por pares, publica textos originais no campo da imagem em movimento segundo diferentes abordagens metodológicas. Com periodicidade semestral (Janeiro/Julho), publica ensaios (com dupla arbitragem científica cega), entrevistas, recensões e relatórios de festivais e exposições de arte cinemática. Para o terceiro número, que sairá em Janeiro de 2015, a Aniki pretende publicar uma secção especial, editada por Susana Viegas, sobre Cinema Expandido. Peter Greenaway afirmou que o cinema estava morto, desafiando cineastas e espectadores a procurarem novas possibilidades para a experiência cinematográfica contemporânea, fora dos limites do clássico formato do ecrã. Artigos sobre sobre cinema expandido e instalações performáticas, vídeo arte e vídeo artistas, narratividade e não narratividade, imagens em movimento e o espaço institucional de arte, devem ser enviados até dia 30 Junho de 2014. A chamada de artigos para as diversas secções da Aniki está aberta em permanência e o registo no sistema e posterior acesso ou autenticação são obrigatórios para a submissão de trabalhos, bem como para acompanhar o processo editorial em curso (aniki)" (informação da entidade promotora).

A rádio há quarenta anos

A ler em jpn:

"Em finais de 1972, Manuel Tomáz regressava a Portugal, depois de um telex de Leite de Vasconcelos. Havia um espaço vago, da meia-noite às duas da manhã, na Rádio Renascença. Concorreram e, a 8 de Junho de 1973, nascia o Limite" (texto de Afonso Ré Lau, Inês Barbosa e Ricardo Couto).

domingo, 27 de abril de 2014

Três dedos abaixo do joelho, de Tiago Rodrigues

O texto, representado por Isabel Abreu e Gonçalo Waddington no Teatro Maria Matos, é sobre a censura do teatro em Portugal durante a ditadura. Tiago Rodrigues (companhia Mundo Perfeito) juntou excertos de relatórios da Comissão de Censura e elementos de peças proibidas, colagem que se tornou uma obra sobre o ridículo da censura. Censurava-se porque a palavra podia surtir efeitos nefastos no público, ou porque este não estava preparado e não compreendia ou porque a actriz tinha um vestido curto e o ideal era chegar até três dedos abaixo do joelho. Os recursos dos artistas - falar baixinho, chorar, gritar, fazer de velhos caquéticos, cantar as palavras censuradas e substituídas - ampliariam esse ridículo.

Um elemento curioso: no final do espectáculo, os filhos do actor - sentados na primeira fila e rindo-se de algumas cenas - subiram ao palco e agradeceram os aplausos da assistência, como se fizessem também parte da companhia.

A imagem que falta, de Rithy Panh

Entre 1975 e 1979, o Cambodja viveu um regime de terror. Pol Pot e os seus Khmers vermelhos quiseram aplicar um sistema social assente na actividade rural, procurando "reeducar" toda a população da capital Phnom Penh. Panh, então com 13 anos, foi levado para um campo de trabalho com a sua família. Ele assistiria à morte dos pais e dos irmãos, vitimados pela fome e pela doença. Fugido para a Tailândia, acabou por chegar a França e, em Paris, fez formação universitária em cinema. Na década de 1990, Rithy Panh voltou ao seu país e fundou o Centro de Recursos Audiovisuais Bophana, com o objectivo de preservar o património audiovisual do Cambodja.

A imagem que falta (2013) é a reconstituição da sua vida enquanto jovem adolescente. Ele junta imagens de arquivo do próprio regime torcionário de Pot com figuras de barro (criadas por Sarith Mang), que representam os cambojanos na sua vida comum nos campos de trabalho, e narração em francês (por Randal Douc). Então, não era possível pensar ou falar, apenas agir de acordo com o imposto. Quem fugisse ao estabelecido era condenado e desaparecia, caso de uma mãe que retirou umas mangas para dar de comer à família e foi denunciada pelo filho pequeno.

O filme-documentário apresenta uma realidade violenta. A doçura e poesia das figuras de barro e dos seus movimentos e a musicalidade que acompanha algumas histórias, sem fazer esquecer a miséria e o terror, salientam mais a diferença entre liberdade e repressão.

Vasco da Graça Moura

"Óscar Lopes viu-o como o caso típico do poeta de larga informação cultural. Ao longo de cinco décadas de labor literário, que serão assinaladas no próximo dia 31 com um colóquio na Universidade Fernando Pessoa, no Porto, VGM, como também gosta de se anunciar, não se cansou de fazer a demonstração prática desse saber raro, esparramado numa longa obra poética, algumas passagens pelo romance, um corpus feito de risco na área da tradução e uma vocação ensaística cultivada com a paixão de quem não teme a polémica" (texto extraído de entrevista do Expresso, feita em 26 de Maio de 2012).

Vasco da Graça Moura nasceu no Porto em 1942. Morreu hoje em Lisboa.

Os filhos do Zip Zip

Helena Matos (1961-), para este livro, serviu-se de jornais e revistas da época, com destaque para o Diário Popular, jornal que dava muita atenção ao quotidiano, Diário de Lisboa, O Século, Diário de Notícias e O Século Ilustrado, ao longo da década de 1960 e até 1974. Ela usou outras fontes, como indica no final do livro. O livro, no seu todo, resultou de trabalhos que lhe foram encomendados, em especial a consultoria histórica feita, a pedido da RTP, para a série Conta-me Como Foi. Mais recentemente, ouvi Helena Matos em trabalhos feitos para a Antena 1, onde ela comentava o quotidiano dos portugueses nos anos em volta de 1974, a propósito dos 40 anos de implantação do regime democrático no nosso país.

O título do livro, Os Filhos do Zip Zip, constitui uma referência a um programa de televisão famoso na época e que marcou uma espécie de transição ou, pelo menos, de anseio de mudança política. Esta, como sabemos, veio a fazer-se por via militar e não civil, embora abrisse caminho a uma vasta alteração na sociedade civil.

A obra Os Filhos do Zip Zip divide-se em seis partes, cada uma delas com título apelativo e que reflecte valores partilhados na época: adeus aldeia, nós por cá vamos andando, estranha forma de vida, os desejados, mundo de aventuras, conversas em família. E tem 23 capítulos, onde identifica problemas muito sentidos então: subúrbios, delitos, guerra colonial, Tempo Zip (o programa de televisão e de rádio), questões femininas, amor, rock'n'roll, juventude, notícias sobre mistérios, sangue na estrada, conversas em família de Caetano, "por motivos alheios à nossa vontade" (diapositivo mostrado quando o programa da RTP sofria alguma avaria), primavera marcelista.

Na sua biografia, Helena Matos é apresentada como antiga professora do ensino secundário e jornalista. Dessa dupla vertente de pedagoga e de construtora de notícias surge uma capacidade de expor os temas com vivacidade e mantendo uma narrativa atraente. De produtora de notícias, ela passou a analista de notícias; daí, o recurso sistemático à análise das notícias e ao seu enquadramento histórico, social e linguístico. Isso verifica-se logo na entrada do livro - "Maio de 1973: os eléctricos deixam de circular na Estrada da Luz e também em Benfica. A Casa das Gravatas vai dar lugar a um banco e no Rossio fecha o Hotel Francfort" (p. 16). Logo depois, salta (e explica) para um fenómeno então a ter uma grande expansão: o crescimento urbano para a periferia de Lisboa. Sem o explicitar no texto, ela ilustra essa expansão com um anúncio de J. Pimenta, então um construtor afamado e que ficou conhecido através do slogan "Pois, pois, Jota Pimenta", enunciado a significar que o problema da habitação estava resolvido com os seus empreendimentos.

O texto de Helena Matos tem de ser lido todo, para nos apercebermos das ironias, dos trocadilhos, das "coisas da vida" num país pequeno, pobre e silenciado. Basta atentar num dos cartunes publicados no livro (p. 48), retirado do Diário Popular, conversa entre o merceeiro e a cliente, com aquele a dizer: "É o que eu lhe digo, D. Rita: quando havia batatas, não havia bacalhau. Agora, que há bacalhau, não há batatas". Era o custo de vida. No Natal de 1973, foi difícil arranjar bacalhau. Suspeitava-se que havia insuficiências de distribuição ou especulação (p. 47). Numa altura assim, dizia-se que os preços estavam "pela hora da morte", exactamente o título do capítulo 3 da obra.

Da sua bibliografia, Helena Matos escreveu o livro Salazar, em dois volumes (A Construção do Mito; A Propaganda).

Leitura: Helena Matos (2013). Os Filhos do Zip Zip. Lisboa: A Esfera dos Livros, 359 páginas

sábado, 26 de abril de 2014

Sobre o Círculo de Cultura Teatral - Teatro Experimental do Porto

Numa conferência recente no Porto, na Universidade Lusófona, a propósito de indústrias culturais e criativas, eu teci um comentário sobre o teatro na cidade. Nas semanas anteriores, eu assistira naquela cidade a algumas peças de teatro produzidas por companhias de Lisboa e do alto Minho. Para mim, uma cidade criativa tem de possuir teatro produzido nela mesma.

Estava muito equivocado. Mão amiga fez-me chegar catálogos das produções do Círculo de Cultura Teatral - Teatro Experimental do Porto, de 2010 até hoje. Em baixo, estão quinze capas de catálogos, dos quais analiso catorze (a outra foi uma representação para público infantil). Há nove encenações de Gonçalo Amorim e uma cada de Nuno Cardoso, Cláudio Silva, Bruno Bravo, António Júlio e Luís Varela. Dos autores representados, Arthur Miller teve duas peças no palco, e os outros autores uma - Eugene O'Neill, Luís Sttau Monteiro (duas encenações diferentes de Felizmente Há Luar), Ernest Hemingway, Rui Pina Coelho, John Whiting, Pau Miró, Eça de Queirós (a partir de um romance dele), Pierre Notte, Bertolt Brecht, Dea Loher e Ricardo Alves.

No último espectáculo aqui identificado (Ping Pong Pau, de Ricardo Alves, uma co-produção com o Teatro do Montemuro), representado em Fevereiro de 2014, o presidente do Círculo de Cultura Teatral, Júlio Gago, lembrava os 60 anos de actividade da colectividade, simultaneamente 15 anos de transferência do Porto para Vila Nova de Gaia e cinco anos de contratação de Gonçalo Amorim, director artístico desde 2012. Nessa mesma ocasião, o protocolo com a câmara municipal estaria em renegociação. Já no catálogo de anterior representação (As Relações de Clara, de Dea Loher), havia a indicação de edição de Actas, prevista para 2014, respeitantes a um colóquio sobre a actividade da companhia, com antigos e actuais encenadores, cenógrafos e figurinistas, além da publicação do primeiro volume de uma nova colecção de peças de teatro.

O Círculo de Cultura Teatral - Teatro Experimental do Porto foi fundado em 1951.



Censura discográfica (18)

26.4.1974, assinado pelo director de Serviços de Programas da Emissora Nacional, Alberto Represas: "Conforme orientação superior não devem ser feitas restrições na inclusão em programa de quaisquer discos que se encontram nesses arquivos. Os respectivos ficheiros deverão ser normalizados de acordo com a referida orientação. Os discos a adquirir não deverão ser objecto de qualquer exame prévio".

"Por decisão superior, venho informar de que foram retirados ou considerados inconvenientes para aquisição os seguintes discos ou faixas, que portanto não deverão ser transmitidos [a frase não parece bem articulada]: Duas Melodias, de Luís Cília (Chant du Monde); O Preto no Branco, de Tonicha (Zip Zip)".

Estas duas ordens contraditórias indicam o modo como se terá vivido dentro da Emissora Nacional naqueles primeiros dias após a mudança de regime político. Uma ordem proibia, a outra permitia a transmissão de uma longa lista de discos ou músicas até aí proibidos. Possivelmente, a ordem que coloquei em primeiro lugar seria posterior à segunda. José Afonso, José Mário Branco e outros músicos e, sobretudo, os poemas de Manuel Alegre ouviam-se finalmente na rádio pública.

Alberto Represas entrou na Emissora Nacional na década de 1940 com a função de locutor. Mais tarde, com a conclusão da licenciatura em Ciências Económicas e Financeiras, ocupou lugares de direcção da estação pública. Em 1974, saiu na purga de antigos dirigentes da estação, nunca sendo reintegrado. O outro dirigente saneado e nunca reintegrado foi Clemente Rogeiro, director dos serviços administrativos e, mais tarde, presidente da Emissora Nacional. Antes, Rogeiro estivera na Previdência Social, fora director-geral da Informação e procurador adjunto do Ministério Público; depois, ocuparia a pasta de ministro da Saúde quando Marcelo Caetano assumiu o cargo de primeiro-ministro. Clemente Rogeiro foi responsável pela criação do arquivo da rádio.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Encontros de cinema de Viana do Castelo


Os Encontros de Cinema de Viana, organizados pela Associação AO NORTE e pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, representam uma experiência única no meio cultural da região. Proporcionam um espaço comum de partilha, formação e debate em que confluem estudantes de cinema e das escolas de região, cineclubistas de Portugal e da Galiza e público em geral, enriquecido com a participação activa de profissionais deste meio artístico (a partir de informação da entidade organizadora). Entre 28 de Abril e 4 de Maio.

Ver programação em Encontros.

A rádio há 40 anos

O meu contributo para análise da rádio em 1974 (som gentilmente cedido pela ARIC e colocado hoje nas estações daquela associação de rádios).

Lisboa, a partir de Melody Gardot

Se Melody Gardot estivesse hoje à tarde em Lisboa, reescreveria a sua canção. A cidade estava magnífica no dia em que passam 40 anos de liberdade de expressão em Portugal.

 

“Lisboa, Lisboa / The sorrow of your days gone by / Now the hinterland of lovers should lay / Beneath all your vacant skies / Lisboa, Lisboa / From Alfama's arms to Liberdade / Paper lanterns, falling embers / Quiet cantors sing of saudade / The ever twilight amber of your alleyways / Paint the air of evening oh so well / And strolls about the river bank / Suggests there's history left to tell / Ai Lisboa / A paradise beside the sea / There's a beauty / To the absence of tainting all your scenery / Lisboa / Lisboa e luz boa / Lisboa é Pessoa / Lisboa tem Chiado / Tem Alfama e tem Fado / Da era severa / De um tempo que já era / Nas ruas de Lisboa / Eu vou / Das tuas Colinas / Milagres e sinas / Nas praças, rainhas / Flores e Rimas /Eu vou / Lisboa /Ele, I, Esse, Be, O, A”.

Melody Gardot (New Jersey, 1985) é uma cantora e compositora de jazz americana. Influenciada pelos blues e jazz de Janis Joplin, Miles Davis, Duke Ellington e George Gershwin, e pela música latina, de Stan Getz e Caetano Veloso, ela é conhecida como a "artista acidental", por se ter dedicado à música como forma de terapia, depois de um grave acidente, que lhe deixou diversas sequelas. Em 2011, Melody Gardot esteve seis meses em Lisboa, um lugar em que gosta de escrever e que descreve como um lugar de paz. A influência de Lisboa está bem visível no seu terceiro álbum, The Absence (2012), que inclui a canção "Lisboa" (a partir da Wikipedia). Perdoo à cantora o ritmo brasileiro, pois aprecio a melodia. Dela gosto muito de Our Love is Easy.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Richard Hoggart

Não fora o magnífico texto de Miguel Bandeira Jerónimo no jornal em papel Público de hoje e eu não sabia da morte de Richard Hoggart, no passado dia 10 de Abril. Hoggart seria um dos fundadores do Center for Comporary Cultural Studies, junto à universidade de Birmingham, com Raymond Williams e E. P. Thompson. O nome mais famoso do CCCS seria Stuart Hall, falecido há dois meses.

O livro marca de Hoggart, As Utilizações da Cultura, em dois volumes editados pela Presença em 1973, daria conta das transformações ocorridas na cultura da classe trabalhadora (proletária, como se lia na contracapa) após o final da II Guerra Mundial e o modo especial que se podia atribuir à influência das publicações de massa. No fundo, os volumes reflectiam o percurso dos jovens como Hoggart, vindos de classes populares para a universidade e a vida académica.

Retiro um pouco do texto de Miguel Bandeira Jerónimo: os fundadores do CCCS "deram corpo a uma renovação crítica das ciências sociais e humanas, que em muito extravasou o seu contexto nacional de produção e institucionalização, o Reino Unido. O estudo das interrelações entre o poder, a cultura e a política". E menciono os temas dos três primeiros capítulos do primeiro volume do livro de Hoggart: definição de classe trabalhadora; tradição oral, lar e família; "nós" e "eles".


Mural na avenida de Berna (Lisboa)

Retiro algumas informações do texto de Marisa Soares no Público de 13 de Abril último: a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, na avenida de Berna, lançou o repto a grafitters da galeria Underdogs (Frederico Draw, Gonçalo Ribeiro Mar, Diogo Machado Add Fuel e Miguel Januário) para pintarem uma parede daquele espaço de ensino.

No meio do espaço, a figura de Salgueiro Maia, um dos heróis de 25 de Abril de 1974, a partir de uma fotografia de Alfredo Cunha. O blogueiro passou no local quando os grafitters estavam a começar o seu trabalho.